sábado, 9 de outubro de 2010

DILMA ROUSSEFF


Eleições no Brasil: segundo turno
Em geral as campanhas eleitorais no Brasil, quando possuem segundo turno ficam mais polarizadas, e são mais esclarecedoras, quando comparadas com as de primeiro turno. As eleições de primeiro turno podem ser comparadas a uma floresta fechada e impenetrável de candidatos, partidos, ideologias, promessas, plataformas de governos, e cores políticas, essas, indo desde cores brancas às mais escuras, um verdadeiro espectro das filosofias e diretrizes que permeiam a sociedade brasileira.
Passado o primeiro turno, a festa da democracia, em sua expressão mais notável, vamos para o segundo turno.
As últimas eleições normalmente têm mostrado que as campanhas de segundo turno são mais esclarecedoras e mais incisivas e dizem respeito a programas de governo e intenções do postulante ao cargo de primeiro mandatário do pais, o primeiro funcionário público da nação.
Todavia, nessa eleição estamos presenciando um retrocesso notável, nos assuntos abordados. Estamos vendo uma mistura da religião com assuntos de estado, ou uma volta dos assuntos religiosos e fundamentalistas para o plano do estado, para o plano laico e civil.
Alguma forma fundamentalistas religiosos plantaram uma semente que germinou no meio de ambas as campanhas à sucessão presidencial de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Ambos foram cooptados pelos fundamentalistas religiosos, ou um arremedo desses. Uma súbita volta da velha e fracassada mentalidade religiosa que por mais de mil anos impediu o desenvolvimento da sociedade humana.
A manifestação da religião como um estado irracional como é de praxe em seus modus operandi, joga com os ânimos de pessoas, atirando uns contra os outros. Veja agora, por exemplo: católicos e evangélicos versus um suposto pensamento contra a vida... Eu vejo uma queda de braço entre a igreja católica e evangélica e entre essas religiões retrógradas e o avanço que se teve nos últimos anos em termos de liberdades individuais e conhecimento.
Eu vejo esse pseudo-debate como: fundamentalistas literais (“bibliófagos”) versus progresso, inovação, liberdade de espírito e esclarecimento.
Em todos os momentos da história recente e passada essa visão de mundo perniciosa e devastadora teima em voltar com uma máscara nova, em um mundo onde não há mais lugar para ela.
Eu me pergunto pragmaticamente o que é mais importante, o crescimento sociocultural, econômico e do bem estar da população, de um povo, ou um uma visão onde todos têm a mesma opinião sobre tudo? O que é mais importante, desenvolvimento ou um debate bizantino sobre Deus, aborto e família?
Não há como debater esses assuntos pelo simples fato de que esses assuntos envolvem aspectos emocionais e de ordem íntima e são de difícil conclusão por envolverem paixões e decisões individuais.
A quem interessa esse debate anacrônico? No que esse debate vai melhorar o Brasil? Interessa a mídia (especialmente a Rede Globo) e as religiões fundamentalistas dogmáticas, que estão aparelhadas com canais de TV, jornais, periódicos e gráficas. Interessa a grande mídia brasileira (leia-se Rede Globo) que não pensa em um Brasil plural e cooperativo, que não tem um projeto para o Brasil e nem deve ter, pois é uma prestadora de serviços (tendo um dono e acionistas) e nada mais. Interessa, sim, às religiões (católica e evangélica) que querem aliciar mais fiéis despreparados para tanger como ovelhas, sem juízo próprio. Assim, esses fiéis alienados do mundo e da sociedade onde vivem, podem sustentar uma crença moribunda, alienante e retrógrada que enriquece pastores gananciosos.
O Brasil regride séculos com um programa eleitoral sobre Deus, aborto e família, como bem disse Mauricio Stycer em sua matéria para o UOL. Estamos voltando a idade média. Sim, estamos regredindo a uma época de fundamentalismos e intolerância, o que a meu ver é totalmente contrário a índole brasileira.
É lamentável que o Sr. José Serra (PSDB), esteja contribuindo para arrastar o Brasil a um momento de obscurantismo e fanatismo religioso. Ele que parecia tão esclarecido, tão progressista e preparado. Mesmo tendo todos esses adjetivos ele embarcou numa canoa que poderá levar muitos ao fundamentalismo, ao radicalismo e fanatismo religioso. Lamento que a Sra. Dilma Rousseff (PT) vencedora do primeiro turno com os votos de quase 47% do eleitorado, também esteja seguindo esses passos. Quem perde em quem ganha com isso? Certamente o POVO BRASILEIRO não ganhará nada com esse debate bizantino e anacrônico como já disse antes.
Parafraseando Mauricio Stycer, crítico do UOL, “Num Estado laico e democrático, é assustador e lamentável ouvir os candidatos à Presidência da República recorrerem a Deus para conseguir votos”. E mais ainda, eu diria incitar as pessoas a debaterem um assunto que é de foro intimo, é claro que aborto é um problema de saúde pública, ninguém deveria negar isso. E como tal deve ser deixado a cargo da representação do povo (Senado Federal) pela ausculta criteriosa do povo, tomar uma decisão baseado no que o povo deseja e merece como um sistema de saúde eficiente e uma educação ideal para que as mulheres não precisem chegar a essa medida extrema.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

FRIENDLY CITIES

From the obvious (San Francisco) to the surprising (Columbus), Richard Florida and Gary Gates crunched the numbers to rank the top gay cities in the country.

The U.S. metropolitan region with the largest concentration of gay and lesbian people is San Francisco. That’s not exactly news, but there are more than a few surprises in the Gay/Lesbian Index’s metro-area rankings. Developed by Gary Gates, a demographer at UCLA’s Williams Institute, the Gay/Lesbian Index value tells you how the proportion of same-sex couples among all households of a given metro area compares to the average for the entire U.S. An index value of 2, for example, means that the proportion of same-sex couples in that metro area is twice that of the nation.
New York, Los Angeles, Miami, Washington, D.C., Boston, San Diego, Denver, Seattle, and Portland, Oregon, all make the list of the 20 gayest metros. But so do Dallas, Columbus, Ohio, Santa Rosa and Sacramento, Springfield, Massachusetts, Portland, Maine, and college towns like Eugene, Oregon, Ann Arbor, Michigan and Ithaca, New York.
The idea that most gay people live in urban enclaves like the Castro in San Francisco or Chelsea in New York City is something of a myth, Gates notes. "Gay people live everywhere," says Gates, "in cities, suburbs, and even in the country—one in seven same-sex couples live in rural areas." The 2000 Census found same-sex couples living in 99 percent of U.S. counties.
While politicians and voters continue to debate whether LGBT people have the right to marry, to adopt children, or serve openly in the U.S. military, a growing body of research suggests that considerable benefits accrue to those cities and metro areas that have sizeable, visible concentrations of gay men and lesbians. Income levels are higher, as are many other measures of life satisfaction.
Research I conducted with Charlotta Mellander revealed that metro areas with higher proportions of gay men and lesbians also have higher housing values—a finding that landed me on The Colbert Report. A study I conducted with Gates in 2001 discerned a close association between regions with higher proportions of same-sex couples and concentrations of high-tech businesses. And there’s more:
Ronald Inglehart’s World Values Survey has found that tolerance in general, and tolerance toward gays and lesbians in particular, is associated with the shift to a more modern, more democratic, and more affluent “post-materialist” political culture.
Soul of the Community, a study conducted by the Gallup Organization, found that more open and tolerant attitudes toward LGBT people (as well as to other groups) was one of two key factors, along with natural beauty and environmental quality, that corresponded with higher levels of satisfaction with and emotional attachment to a community.
• A cross-national study by Marcus Noland of the Peterson Institute for International Economics found that tolerant attitudes in general correlated with more open attitudes toward globalization, as well as with higher rates of economic performance.
As Gates and I have pointed out elsewhere, the presence of LGBT people isn’t a sufficient condition for wealth creation in and of itself; gay men and lesbians are no more sophisticated, economically productive, innovative, or entrepreneurial than any other group on average. But places that attract gay people and lesbians tend to have the same open-minded attitudes and business styles that foster innovation. A visible LGBT community is the proverbial “canary in the coal mine,” signaling openness to new ideas, new business models, and diverse and different thinking kinds of people—precisely the characteristics of a local ecosystem that can attract cutting-edge entrepreneurs and mobilize new companies.

Fonte:
http://www.thedailybeast.com/blogs-and-stories/2010-07-20/the-20-gayest-cities-in-america/?cid=hp:mainpromo8

REDE GLOBO E A SUCESSÃO PRESIDENCIAL NO BRASIL

TENDÊNCIAS NA GLOBO


Qualquer pessoa que possua alguma inteligência pode perceber que os repórteres da Rede Globo seguem uma linha editorial pró-candidatura Serra. Um repórter de nome Camarote e todos os demais falam muito mais no nome do candidato Serra do que da candidatura Dilma Rousseff.
Se isso não for tendencioso não sei o que é. Ele (Camarotti) ainda quer passar uma idéia de caos ou desorganização recorrente na campanha da Sra. Dilma Rousseff. Eu imagino quanto ele deve ganhar ou se ele tem consciencia de que esta fazendo um jogo dos poderosos. De onde veio esse repórter? Que autoridade tem ele para afirmar? É ele antropólogo ou estatístico ou sociólogo estudioso especialista em campanhas do PT? Suas análises são superficiais e tendenciosas. E deixam ver sua rasa argumentação. Pena que ele seja OBRIGADO a fazer isso, pena que ele não tenha opinião prórpia, como cidadão, como ser humano que é; e eu imagino que seja formado em alguma faculdade, já que agora para ser jornalista não precisa nem ter curso superior.

Ora, a primeira condição que se deve alcançar ou possuir para fazer alguma análise é a imparcialidade, virtude essa que é rara em qualquer jornalista da Globo.

O que um expectador pode fazer para evitar que opiniões desses senhores (de argumentação raso, reles, ordinária)? Certamente todos pensaram em desligar a tv ou trocar de canal, mas eu digo que isso não adianta nada. Só ha um argumento que essas pessoas entendem. A linguagem do dinheiro. Eu por exemplo não consumo nenhum produto dos patrocinadores do programa. E em minhas aulas sempre falo isso e sempre tento abrir a mente de quem me ouve, para que comecem a ver com seus próprios e não com a visão parcial dos repórteres da Globo.
JOSÉ SERRA E INDIO VERSUS DIREITOS HUMANOS E CANDIDATURA

Por : Neto Lucon

Dispostos a angariar mais votos, principalmente dos gigantescos grupos religiosos, o candidato a presidência José Serra e o vice, Índio da Costa, atenderam o pedido das lideranças evangélicas e disseram que não apoiarão o direito dos homossexuais.

De acordo com o jornal "O Dia", Índio declarou que vai condenar principalmente o Projeto de Lei 122/2006, apresentado em 2001 pela então deputada Iara Bernardi (PT) que transforma em crime a discriminação a homossexuais. Para ele, a proposta vai contra a liberdade de expressão, mesmo que a manifestação seja considerada homofóbica.

Como exemplo, o vice de Serra teria dito ainda, que, caso o projeto torne-se lei, um dono de restaurante será preso caso um casal gay queira fazer sexo em seu estabelecimento.

O vice reconheceu que tem sido procurado por religiosos nos últimos dias, interessados em apoiar a chapa de Serra. Na quarta-feira, 6, Índio se reuniu com 30 líderes evangélicos para segurar apoio, entre eles da Assembléia de Deus. Entre os que apoiam Serra está Silas Malafaia.

O PL/122 foi aprovado pela Câmera em 2006 e aguarda para ser votado no Senado. A proposta tem sido ataca por lideranças religiosas, principalmente pela bancada evangélica.


ÉTICA E CANDIDATURA

A. C. Paim

Veja a que ponto chega a ânsia pelo poder, pelo "status" e porque não dizer pelo dinheiro (personificado pelas redes de relações entre pessoas públicas, pessoas privadas e influências na economia). Todos os atos passam longe da solidariedade, da justiça e da verdaderia política.

Esses candidatos desde sempre nunca tiveram compromisso algum com as minorias. Sua posição é de favorecer seus correligionários e uma elite que sempre dominaram o país. Qualquer um que tem olhos e razão pode ver e julgar.

Esses senhores não ligam para direitos humanos nem para parta alguma da sociedade a não ser aquela que dê votos para eles. Serão sempre assim nunca mudarão.
Espero que o povo veja e vote corretamente, pois onde ha fumaça há fogo. E se deixarmos isso acontecer uma hora estaremos privados de nosso mais fundamental direito: a liberdade.