segunda-feira, 30 de novembro de 2009

EXERCITANDO-ME

Exercícios no parque (Redenção)

BAILE NA CORTE DE HENRIQUE III, 1581, ARTISTA ANÔNIMO.

André da Rosa e Eu numa performance na quarta Bienais do Mercosul em 2003/2004.


Performance com as roupas da artista plástica Laura Lima que expôs na 4ª Bienal do Mercosul, em Porto Alegre.

GEOS-10 -imagem do dia: 30-11-2009

GEOS-10

GEOS-10

GOOD BYE Goes-10

UM LAMENTO

A partir das 2h10 desta terça-feira (1/XII/2009), o nosso pais vai perder o satélite que faz o monitoramento meteorológico para toda a América do Sul. O Goes-10 (GOES: Geostationary Operational Environmental Satellite) de fabricação norte-americana. O GOES-10 esta posicionado à 60° W de Greenwich em uma órbita geossíncrona a 36 mil km da Terra. A série de satélites GOES e satélites de órbitas polares foi desenvolvida para NOAA pela NASA (National Aeronautics and Space Administration).
A América do Sul e a maior parte do Oceano Atlântico são monitoradas pelo GOES- 10, responsável pela geração, a cada 15 (quinze) minutos, de imagens meteorológicas, disponibilizadas diariamente na Internet pelo CPTEC/INPE e também acessíveis nos sites do NOAA.
http://www.goes.noaa.gov/goesfull.html
http://www.nhc.noaa.gov/satellite.shtml
http://www.ssec.wisc.edu/~rabin/goes10/
http://sma.fundacaoabc.org.br/monitoramento/satelite/goes_10/
http://wwwghcc.msfc.nasa.gov/GOES/
O GOES-10 apresenta problemas de direcionamento e falta de combustível, em síntese, está obsoleto; sendo considerado “sucata espacial”, desta modo será desativado. Sem este satélite, o Brasil vai perder em quantidade e qualidade das imagens enviadas do espaço. Segundo o NOAA as imagens continuarão sendo enviadas ao Brasil por outro satélite da série GOES o GOES-12. Todavia, este novo satélite esta posicionado à 75° W de Greenwich, o que implica em imagens menos precisas, o que acarretara em previsões climáticas menos confiáveis. Além disso, o tempo entre uma imagem e outra enviada aumentara o que dificultará a previsão dos estados atmosféricos sobre o Brasil (as imagens que chegam a cada 15 minutos, chegarão a um tempo maior, a saber, a cada 30 minutos e com menos precisão). Nosso pais depende ainda de tecnologia estrangeira (principalmente dos USA). Porque não desenvolvemos tecnologia nesta área? Falta de capacitação? Falta de dinheiro e financiamento para pesquisas na área?
Temos o melhor lugar do planeta para lançar veículos espaciais: Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) e foi criada em 1989 no município de Alcântara a 408 km de São Luís no estado do Maranhão. Este local apresenta o melhor lugar do planeta para lançamentos (qualquer pessoa com conhecimentos básicos de física sabe disso), devido a proximidade do equador terrestre (que, segundo o Google Earth e cartas topográficas do Exército fica há aproximadamente 2° 18` Lat. Sul) o que implica menos combustível e consequentemente maior economia. As condições do local que proporciona o lançamento em todos os tipos de órbitas (equatoriais e polares) e com um acréscimo: fica ao lado do Oceano Atlântico, um local seguro para quedas dos estágios dos foguetes (para aqueles que possuem multiestagios).
Como todo brasileiro que viveu grande parte no “pais do futuro” (de subdesenvolvido a pais em desenvolvimento e mais recentemente pais EMERGENTE), eu esperava que tudo isso viesse com tecnologia. Especialmente a mais básica em previsão do tempo e comunicação. Agora que o futuro chegou onde estão as condições que os governantes e as políticas governamentais já sabem necessárias para manter a posição de um pais importante no mundo? Em dias de descobertas de grandes roubos e corrupção, onde está o sentimento de pertencer a um país a uma NAÇÃO? Onde esta o dinheiro pago em impostos por uma das maiores economias emergentes do mundo?