sábado, 6 de fevereiro de 2010

RICARDO AGUIRRE FEIJÓ IN THE PARK

Friendship are supposed to be for good, You know, my very best friend from the beginning until now! My Friend and brother Rick!

RENAN TRENTIN

A great friend of mine... He deserve to be here!
(To Renan C. T.)

MOLE BEACH - PRAIA MOLE - SANTA CATARIA

Mole Beach
As everybody known here in Brazil, the Floripa beach is the "backyard" of all "gaúchos"... This happens 'cause the island is really magic and one of the most beautiful place in south region in the country and. To me Floripa is better and beautiful than Rio de janeiro. Its charm is in the size os the city, the well preserved natural resouces and beauty and the people.
I spend every vacation here in Floripa in the last 20 years, not because is the place nearer my own town (Porto Alegre) but 'cause I love the beaty of this city, the simplicity of the people, the colonial architeture, the parties. I love so much the natural beauty of the Mata Atlântica (as a Biologist), the mountains that reveal the record os separation the American continent of the Africa, the beauty color of granite, and manly the "hot" sunny days at the beach.

WARNING

A warning in a beach in Espirto Santo state.

EDSON DE FREITAS MENDONÇA E EU EM SANTA MARIA

Edson de Freitas Mendonça and me.
(Santa Maria, 1997)

MASTER THESYS IN GENETICS - UFRGS

Me in eletrophoresis lab, working in my Master Thesys.

ME

Me
The image interested me since I was younger

SÃO JOÃO DO POLESINE - RS

São João do Polêsine - Videiras

SÃO JOÃO DO POLESINE - RS

São João do Polêsine/RS

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

JOURNAL OF MYSELF

Field diary. 
A page wher I describe a hill (coxilha) in Camobi, outskirt of Santa Maria city. This hill, was cuted to make a via to interior and to railroad. 

To see more detail from Rio Grande do Sul, visit the site:
(a very interesting map)

PHOTOGRAPHY

A friend of mine and me siting by the lake in the sunset.

PAINTING - OIL ON CANVAS

Study for an abstraction 
Oil on canvas (70,0 cm x 90,0 cm).
ESTA OBRA FOI ROUBADA EM UMA EXPOSIÇÃO EM PORTO ALEGRE 

PAINTING

Study to couple - Oil on paper.


PAINTING - FLIGHT TO MARS

Ares - Acrylic paint and oil pastel on paper.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

ARTIST MAGAZINE

Altered magazine #5

DRAWING - SMOKE ON PAPER

Drawing by fire on a sheet of paper 
(acrylic, wax, smoke on paper)

DRAWING

Study for the human figure - linseed oil, ochre oil paint on paper.

DRAWING ON PAPER

XZÏBT 
(Drawing on paper)

BOOK ARTIST = BOOK MAGAZINE

Altered magazine #4

THE SUPER

The super - Digital photography

PAINTING - OIL ON CANVAS

Organic form - oil on canvas.

ARTIST BOOK = ARTIST MAGAZINE

Altered magazine #2

ARTIST BOOK = ARTIST MAGAZINE

Altered magazine #1

STREET WALL 4

Decollage #4

STREET WALL 3

Decollage and digital interference (Decollage #3)

STREET WALL 2

Decollage or depintage #2

STREET WALL 1

Decollage or depintage of the street wall. (Decollage #1)

COLLORS

About collors 
(acrylic on cardboard)

TWO FIGURES AND A CHAIR

Two figures and a chair
(oil on canvas)

TWO FIGURES

Two figures in front a door
(Oil on canvas)

RED STUDY

Red study 
(Photography, oil pastels and oil on canvas)

HORIZONTAL ENDING

Horizontal ending - Digital Photography

DRAWING

Drawing 

An investigantion about drawing 
(assemblage of iron, wood, plastic paint, and dry leafes)

PAINTING

Two figures in the dark - Oil on canvas

SOUL FOR SALE

Soul for sale...
(cartaz encontrado no bairro Bom Fim)
Autoria desconhecida 

PERI FOCUS - ABOUT THE FIRE

PERI FOCUS
(About the fire)

I will begin talking about the fire
The fire stolen from the Gods by the humans
This fire brings enlightening
And this enlightenment that doesn't die down, allow us to read and see the world`s realities.
Allow us to make images, frame (eikón, eikónos).
The fire (focus) allows us to go upward above the darkness
And warm our bodies.
This same fire shines in all zeniths in earth.
It warms and informs.
The fire of flashes shows the facts.
Deconstruct prejudice.
The fire, the Logos, the reazon.

OBJETO TRUVÉ

Objeto truvè

 
“ Feliz é o destino da inocente vestal!
Esquecendo o mundo e sendo por ele esquecida.
Brilho eterno de uma mente sem lembranças!
Toda prece é ouvida, toda graça se alcança.”

(Alexander Pope *1688 - +1744)

PANORAMA 2 - MEETING IN THE PARK

Digital landscape - Meeting in the park.

PANORAMA 1 - DIGITAL LANDSCAPE

Digital landscape - Panorama - three budies walking in the park.

INNER LAYERS OF MEMORY

  Inner layers of memory
Digital landscap 2 

Em minha memória há muitas camadas... uma memória antiga e arraigada na minha infância onde o cheiro do campo, das olhas dos plátanos-de-londres perpassa tudo... o curral, o campo e os cavalos... o lago e o riacho que lentamente corria atrás da minha casa. Circundando esse núcleo de memória esta uma outra camada de folhas de papel, lápis, giz-de-cera e quadro-negro... de coleções de rochas e plantas... de noites estreladas de inverno...  e por cima dessas memórias estão as músicas, as meninas, o afeto, o amor e os desejos... os desconhecimentos e os medos... as dores de crescer e perder toda a memória boa e alegre, límpida e inocente de uma criança que um dia eu fui... E em volta dessa camada jaz uma outra camada de novidades e cheia de insegurança e tristeza, de solidão e dor... de um caminho solitário e deserto... nesse ponto eu voltei para a natureza... ela não exige nada ela apenas esta ali... para ser olhada acariciada e pensada... Todos os amores foram em vão e todas as aproximações foram retribuídas com desconfiança, risos e menosprezo... mas como tudo passa a próxima camada era de discreta luz e solidão crepuscular... vesti o hábito dos monges para não ser visto... vesti então o chapéu da invisibilidade feito pelos ciclopes... nessa camada de memória eu aprendi tudo sobre a origem do mundo e todos os mitos das origens e seus significados... escrevi-os sempre para deles não me esquecer... me refugiei nessa camada e vez por outra volto a ela para la me esconder novamente...muitas outras camadas de memória eu construí com o passar do tempo... lá elas estão fixadas em suas existências solitárias altaneiras... elas se enrolam e fazem tudo que eu sou.

NIGHT OF THE SOUL - DIGITAL LANDSCAPE

Night of the soul
Digital landscape

A noite da alma é caracterizada por um estado melancólico onde os olhos, as janelas da alma, apenas vêem somente as cores escuras é um crepúsculo continuo... onde o dia não tem um lugar definido e nem sua amplitude o das vinte e quatro horas sabidas... a noite se estende desde o nascer do dia ao seu entardecer... a escuridão da noite cobre tudo, e tudo torna-se melancólico e triste... suas formas perdem o encanto e se diluem no lusco-fusco das horas crepusculares... tudo se anastomosa na pupila e não nem forma nem conteúdo do mundo somente o caos...
Para onde ir numa paisagem diluída? Para onde correr? Para onde fugir se em tudo esta presente esse sentimento de diluição e tristeza? 
 

DIGITAL COLLAGE - SKY

Digital collage - Sky

DRYAS IULIA´S EGG AS SEE IN THE SCANNING ELECTRON MICROSCOPY

An Egg of Dryas iulia alcionea (Cramer, 1779).
This image was made by Scanning electron microspopy (SEM) in the UFRGS as part of research of Neotropical butterfly, Heliconiinae. The external features of egg, larva and pupa of Dryas iulia alcionea (Cramer, 1779) are described and illustrated.
Keywords: Heliconiinae, immature stages, Lepidoptera, morphology, Nymphalidae.
***
Morfologia externa dos estágios imaturos de heliconíneos neotropicais: IV. Dryas iulia alcionea (Lepidoptera, Nymphalidae, Heliconiinae)
*
External morphology of the immature stages of neotropical heliconians: IV. Dryas iulia alcionea (Lepidoptera, Nymphalidae, Heliconiinae).


Abstract 
The range of distribution of the butterfly Dryas iulia alcionea (Cramer, 1779) is recorded from south of United Satates of America to Uruguai and Argentina (Emsley, 1963; DeVries, 1987). These species have twelve subspecies recorded by Emsley (1963), which are slightly different based on ground wing color, size and extension of black marks on the forewings that correspond to distribution of androconian in the males.
Beebe et al. (1960) investigate the egg, larvae and pupa of D. iulia and others species of Heliconinen butterflies. Fleming (1960) investigate the first instar lavae in respect its ketotaxy and morphology. This works was conducted in Trinidad and are about Dryas iulia iulia (Fabr. 1775) (Emsley, 1963). The use of morphologic and ultramicroscopic characteristics have enormous significance in the understanding of phylogeny of this group. This is particularly true when this approach come with molecular biology (Lee et al., 1992; Brower & Egan, 1997; Penz, 1999). Even being important (this morphological traits), the morphology, mainly ultramicroscopic ones, for the majority of the species of the subfamily Heliconiinae have not studies yet.

DIGITAL COLLAGE

Digital collage

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

LENHA (WOOD)

Nonsense #2

SIGNALS ON THE GAS STATION

Nonsense #1

PRINCIPLES OF BUDISM

Budismo

O Buda histórico nasceu por volta de 566 a.C. no seio de uma família de casta elevada, do clã Shakya, que governava uma região no centro-norte da Índia, hoje Nepal. Atualmente, as referências ao Buda dizem respeito à Siddhartha Gautama Shakyamuni, mestre religioso e fundador do Budismo no séc. VI a. C. Para algumas tradições ele seria, portanto, o último Buda de uma linhagem de antecessores cuja história perdeu-se no tempo. Para os Vixnuistas, portanto seria o nono avatar de Vixnu que segundo as escrituras (Bahagavata Purana e Vishnu Purana) essa ecarnação surgiu para eliminar a matança de animais nos sacrifícios védicos e não ensinava a doutrina advaita(1*). Segundo relatos orais antigos, Buda não se considerava ele mesmo um ser sobrenatural digno de adoração; e para dissuadir as pessoas a adorá-lo, ele comparou-se a uma flor da planta de lótus, nos seguintes termos:
“Brâmane, assim como uma flor de lótus azul, vermelha ou branca nasce nas águas, cresce e mantém-se sobre as águas intocada por elas; eu também, que nasci no mundo e nele cresci, transcendi o mundo e vivo intocado por este. Lembre-se de mim como aquele que é desperto.”
Desde o seu surgimento e ao longo da história o budismo inicial sofreu influências de diversos sistemas filosóficos que foram acrescentadas ao fundo indiano inicial.

O nome Buda

Buda (do sânscrito: buddha, Buda, significa Despertado, Iluminado, esclarecido; do radical Buddh, “despertar”) é um título dado na filosofia budista àqueles que despertaram plenamente para a verdadeira natureza dos fenômenos e se puseram a divulgar tal redescoberta aos demais seres. Por “A verdadeira natureza dos fenômenos”, entende-se: “todos os fenômenos são impermanentes, insatisfatórios e impessoais; tornar-se consciente dessas características da realidade deveria ser o objetivo do homem e, somente assim, seria possível viver de maneira plena, livre dos condicionamentos mentais que causam a insatisfação, o descontentamento e o sofrimento”. Para Siddhartha Gautama não há intermediário entre a humanidade e o divino; deuses também estão sujeitos ao karma (que significa: obra, feito, ação; cuja doutrina ensinava que todos os atos envolviam uma evolução, na alma ou na construção da personalidade, do mérito ou do demérito espiritual) em seus paraísos impermanentes. O Buda é apenas um exemplo, guia e mestre para os seres sencientes(2 **) que devem trilhar o caminho por si próprios.

A historia de Siddhartha Gautama Shakyamuni

O Budismo surgiu da insatisfação de um jovem príncipe, chamado Siddhartha Gautama Shakyamuni (Śākyamuni ou Shakyamuni) [clã de Shakya], que nasceu na cidade de Kapilavastu (3 ***), localizada no centro-norte da Índia, sopé dos Himalaias, atualmente Nepal, no oitavo dia do quarto mês, c. 565-566 a.C. (4****).
Gautama era seu nome de família, que significa "a melhor vaca", e Siddhartha é uma junção do sânscrito Siddhi (realização, completude, sucesso, liquidação de um débito, realizaçã de capacidades supranormais) e Artha (alvo, propósito, meta). Pode ser traduzido como "Aquele cujos objetivos são alcançados" ou ainda "Aquele que cumpriu a meta a que se propôs (na sua vida)".
Conta a tradição que Siddhartha desde seu nascimento levava uma vida tranqüila, luxuosa, cheia de confortos e regalias, sem que nada lhe pudesse dar a idéia das agruras, tormentos e vicissitudes da vida. Seu pai, Suddhodana, era o dirigente local, e sabedor das previsões dos sacerdotes (brahmins) das duas carreiras possíveis para seu filho (1: ele sairia de casa, iria para floresta e tornar-se-ia um grande líder espiritual ou 2: seria um imperador do mundo i.e., cakravartin: “aquele que faz girar a roda do poder”), empenhava-se em mantê-lo afastado das realidades do mundo; assim, proibiu-o de ultrapassar as muralhas do palácio, onde ele usufruía do luxo e da riqueza. Alimentos maravilhosos, contato somente com pessoas bonitas e alegres, bela música, lindas e sensuais mulheres, belos e bem cuidados jardins e pomares, enfim, tudo aquilo que um ser humano pode desejar como agradável para os sentidos. Durante toda sua juventude o jovem príncipe mostrava-se um espírito ansioso, interrogativo e inquieto. Assim, seu pai receoso de perder o herdeiro do seu reino arranjou uma esposa a Siddharta. Ela se chamava Yasodhara, além disso, confinou o príncipe aos andares superiores do palácio, onde mulheres o deliciavam com suas vozes suaves e música inebriante. Todavia, Siddhartha continuou desejoso de conhecer o mundo, e seu pai então permitiu que ele se visitasse ao parque real, embora proibisse que a gente sofredora se aproximasse. Nesse passeio, mesmo com a proibição de aproximação das pessoas sofredoras, pobres, velhos e enfermos, ele avistou um velho enrugado, encurvado que caminhava com bastante dificuldade, apoiando-se sobre sua bengala. Ele ficou intrigado e perguntou ao seu pajem: quem seria aquele, o que o pajem lhe respondeu ser a velhice. Ele ficou impressionado e exclamou: maldito seja o nascimento, pois todos os que nascem tem de envelhecer. Aquilo o deixou realmente horrorizado, porque ele nunca havia se dado conta de que as pessoas envelheciam e entravam em decadência física. Voltou ao palácio sem visitar o parque. Nas segundas e terceiras saídas do príncipe ele encontrou um homem doente, com o rosto e o corpo dilacerado por feridas causadas por alguma doença terrível; mais adiante um homem morto sendo devorado por abutres e chacais. Em toda sua jovem vida, ele jamais percebera que as pessoas pudessem ser acometidas por doenças e sofrer profundamente com isso; ao ver o morto ele ficou abalado ao tomar conhecimento de que todos caminhavam inevitavelmente para a morte. Por último um asceta errante, de feições tranqüilas e serenas, ao que o jovem príncipe perguntou ao pajem: Quem é esse? – “Senhor, esse é um homem que se retirou do mundo”. Pensando nesse afastamento do mundo o príncipe continuou seu passeio.
Apesar das tentativas do pai para protegê-lo, ele apercebeu-se assim das realidades do sofrimento humano. Nessas historias lendárias (anedóticas até) vemos seu caráter de Bodhisattva pelo qual também é conhecido, ser de sabedoria (sânscrito: sattva: ser + bodhi: de sabedoria, esclarecido). Em algumas vertentes do Budismo, o Bodhisattva é uma pessoa que já tem um considerável grau de esclarecimento e procura usar sua sabedoria para ajudar outros seres humanos a tornarem-se livres. Nesse entendimento, o Bodhisattva é uma pessoa sábia que usa meios hábeis para levar outros humanos a ver os benefícios da virtude e do cultivo da sabedoria.
Algum tempo depois, sua esposa deu-lhe um filho chamado Rahula, mas isso somente contribuiu para fortalecer sua decisão de partir. Partiu sem falar com sua mulher e seu filho, embora reze a lenda que ele chegou ao quarto de sua esposa que dormia com a criança e para não acordá-los e também para não ser impedido de partir, prometeu regressar somente depois de atingir o esclarecimento. Ao refletir longamente sobre o que vira em seus passeios e no mundo chamou a essas visões da realidade como as três marcas da impermanência (velhice, doença e morte). Entretanto, a lembrança do asceta errante peregrino, deu-lhe a certeza de que a única maneira de extinguir aquela angústia imensa que dele se apoderara era o abandono físico e mental daquela vida de confortos e acomodação material.
Depois de renunciar a vida doméstica e a religião brâmane (hindu), ele adotou a vida de pedinte. Usando uma toga, e de cabeça raspada, levando apenas uma tigela destinada a esmolas, o jovem Siddartha saiu do palácio e aventurou-se pelas estradas, vilas, e cidades.
Durante os seis anos seguintes, o ex-príncipe estudou com os maiores mestres da época todos os modos de espiritualidade conhecidos até então. A primeira fase de sua carreira ascética conduziu-o sucessivamente a presença de dois mestres. O primeiro, Alara Kalama, era especialista em treinar a mente para atingir a “esfera do nada’ e o segundo, Uddaka Ramaputra, ensinou-lhe o caminho da meditação que conduzia a um estado que não era “nem de conhecimento nem de desconhecimento”. Mas isso não o satisfez. O que o leva então a uma segunda fase, um período de grande austeridade. Após essa fase (ascetismo, privando o corpo e seus desejos, que eram os obstáculos a realização espiritual; ascetismo difícil, duro e prolongado, criaria energia espiritual a qual conferia a um yogi (especialista do espírito) poderes supranormais). Essa austeridade prolongada (por 6 anos) deixaram o seu corpo frágil e esquálido. Logo ele chegou a conclusão de que essa austeridade não eram o caminho para a iluminação. Voltou a ter sua forma anterior por se alimentar melhor e contam que seu corpo ficou da cor do ouro (i.e., bronzeado).

A iluminação

Nenhuma luz reveladora se acende subitamente para ele e a iluminação ocorre apenas quando testemunhou e transcendeu as trevas do desconhecimento da verdadeira natureza dos fenômenos. O conhecimento revelado através da sua meditação torna-se o âmago de sua doutrina: a via intermédia, que é o caminho sem extremos, exige o reconhecimento das coisas tal como elas são e encerra as quatro verdades (5*****) acerca do sofrimento humano. Boddhisattva caminhara até o rio Nairanjana, um afluente do ganges e sabia que chegara o momento de sua fase final em sua busca da iluminação. Em 531 a.C. ele tinha 34 anos e absorvera três esferas superiores de experiência:
O luxo exagerado da vida palaciana
Os ensinamentos de dois grandes Yogis e por fim
O ascetismo extremo.
Renunciaria a todos eles, mas havia um eco de cada um no conhecimento, do qual viria a emergir a iluminação. Junto ao povoado chamado Uruvela, Bodhisattva parou para procurar um lugar adequado para sua meditação. Era dia de lua cheia e uma jovem chamada Nandabala quis fazer uma oferenda ao pipal uma árvore sagrada (uma figueira (Ficus religiosa)) chamada de árvore Bodhi (bodhi tree ou bo tree), que sem ela saber Bodhisattva escolhera para local de sua meditação. Levando uma tigela de arroz-doce, a jovem dirigiu-se para a margem do rio, onde, aos pés da árvore encontrou o futuro Buda. Apercebendo-se de que ele era um homem santo, fez-lhe a sua oferenda diretamente. Que os teus desejos prosperem tal como os meus, disse ela, afastando-se. O futuro Buda levantou-se, contornou a árvore na direção do movimento do sol, banhou-se no rio, regressou ao seu lugar, perto da árvore e comeu o arroz-doce. Prometendo ficar ali até ter atingido a iluminação, sentou-se de pernas cruzadas e durante os quarenta e nove dias que se seguiram não se mexeu nem ingeriu qualquer alimento. A iluminação foi precedida de uma visão de intensidade demoníaca, sob a forma de um ataque de Mara, o “ser maléfico” o “inimigo do dharma”. Os primeiros budistas identificavam-no como Kama, o deus da sensualidade, e foi com esse disfarce que Mara, munido de setas com flores nas pontas que excitam o desejo e acompanhado pelas suas três filhas tentou seduzir Boddhisattva e destruir a sua concentração. Nada do que Mara tentou deu certo.
Siddhartha, então experimentou e ultrapassou todos os níveis de consciência, chegando até a suprema iluminação, o Nirvana. (6******).
Neste momento, ele transformou-se no Buda, que significa “o supremo iluminado, totalmente consciente”. Contava ele com 34 anos de idade. A partir deste momento, e até o dia de sua morte aos 80 anos, ele viajou por todo o noroeste da Índia, partilhando com um número crescente de discípulos as suas experiências e seus ensinamentos.
O Budismo baseia-se no conceito de que tudo é ilusório, transitório e, portanto impermanente. A busca essencial consiste em se ultrapassar a ilusão rumo à perfeita consciência, que é o estado de Nirvana. É também conhecido como o "Caminho do meio", por afastar-se dos extremos, tais como ascetismo de um lado e luxuosidade de outro. Além desses elementos a doutrina budista baseia-se também nas Quatro Nobres Verdades e na chamada Nobre Senda Óctupla.
O budismo ao longo de todos esses séculos dividiu-se em três principais ramificações: O budismo Theravada, ou a doutrina dos antigos. É um sistema muito ortodoxo, baseado nos princípios monásticos indianos. O budismo Zen, que é a forma chinesa e japonesa de explicar a doutrina. É considerada a maneira mais rápida e direta de se compreender o método de iluminação de Buda. Dá muita ênfase na meditação e nas artes. É o ramo de maior prestígio no Ocidente. O budismo Tibetano ou Lamaismo é o sincretismo entre o Budismo, o Tantrismo e o Bon Po (prática Xamânica que era a religião original do Tibete).
Assim como todas as grandes religiões, o Budismo tem muito de sabedoria para nos oferecer.


Bibliografia

Lowentein, Tom. (2001) A visão do Buda. Ed. Taschen (Evergreen) 184p.
www.uol.com.br - Getúlio Taigen Caderno estilo de vida.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Budismo - Historia do Budismo.
http://www.advaita.com.br/advaita - Ensinamentos da não dualidade.



Notas

1* - Síntese da doutrina Advaita:

O Advaita Vedanta é uma “filosofia”, por assim dizer, que surgiu há muitos séculos na Índia, tendo a sua origem nos Vedas, as escrituras mais antigas e sagradas do Hinduísmo. Advaita literalmente significa “não-dualidade”, e Vedanta significa “a parte final (ou conclusão) dos Vedas”.
A doutrina principal do Advaita é que apenas o Absoluto (Brahman) é Real e que o mundo e toda a criação é irreal, sendo que toda e qualquer modificação, dualidade, pluralidade – seja objetiva ou subjetiva – é apenas uma superimposição, uma imagem que é sobreposta no Absoluto através do poder da ilusão (maya). Como o Absoluto é imutável e sem atributos, a criação é negada, uma vez que o absoluto não pode criar, devido a sua própria “infinitude”, digamos assim, e também porque não pode haver nada “fora” ou “diferente” do absoluto. O Absoluto é o oceano de Ser-Consciência-Beatitude (sat-chit-ananda), sendo Real, enquanto que tudo o que nele surge e desaparece é transitório, limitado e, portanto, irreal. Nas palavras de Shankara, o ensinamento Advaita central é que “o absoluto é real, o universo é ilusório, e a alma individual não é diferente do absoluto”. Embora a alma individual (jiva) seja vista como parte do mundo ilusório, e portanto irreal, a “testemunha” que há por trás dela (a Consciência), ou Eu Real, é tido como sendo um com o Absoluto.
Para o Advaita a ilusão, ou ignorância espiritual, não é real, mas apenas uma falsa-percepção. Os Upanishads explicam que Maya (ilusão cósmica) causa o surgimento do universo e que avidya (ignorância individual) é responsável por o absoluto Ser parecer ser uma multidão de almas individuais (jivas). Assim, através da ação inexplicável da ignorância, o Absoluto ou Eu Real (Brahman ou Atman), cuja natureza é Ser-Consciência-Beatitude, encontra-se preso em um complexo corpo-mente, acreditando-se e vivendo como se fosse um ser limitado e individual, enquanto que na verdade é apenas existência impessoal e eterna.


2 **- Entende-se por ser senciente todo o ser que tenha a senciência como uma das suas características, ou seja, a capacidade de experienciar o sofrimento (seja a nível físico, seja a nível psíquico).


3*** - O nascimento propriamente dito teria ocorrido não na cidade real de Kapilavastu, mas num bosque de Lumbini, quando a mãe de Buda, Mahamaya, foi visitar a familia.


4**** - Tudo o que se sabe do nascimento de Buda provém de lendas registradas alguns séculos depois dele próprio ter morrido. O seu nome próprio e o de família viriam a ser Siddhartha Gautama e o seu nascimento, fruto da união da rainha Mahamaya e do rei Suddhodana. Conta-se que a rainha sonhou que nasceria dela uma alma imensa. Em seu sonho ela fora transportada pelos espíritos para um grande planalto, onde deitou-se debaixo de uma árvore, onde um elefante real descreveu três círculos à sua volta e penetrou no seu ventre. Sacerdotes da corte interpretaram esse sonho como sendo o futuro nascimento de um herói. Conta a lenda que o nascimento do menino não foi na cidade de Kapilavastu, mas em um bosque de Lumbini quando a mesma, grávida, teria ido visitar sua família. Sentindo que o bebê estava prestes a nascer ela aproximou-se de uma enorme árvore e segurou em um ramo, e agarrada a esse ramo a rainha deu à luz de pé. A lenda continua dizendo que Buda nasceu consciente e dando sete passos, dirigiu-se a cada um dos quatro cantos do mundoe exclamou: “eu nasci para a iluminação, e este é o meu último nascimento no mundo dos fenômenos”.


5 ***** - As quatro verdades:

I - A existência implica a dor, o sofrimento -- O nascimento, o desenvolvimento, a idade (envelhecimento), a tristeza, a doença, a angústia, a separação, a morte e os desejos são sofrimentos.

II - A origem da dor, do sofrimento é o desejo e o afeto -- As pessoas buscam prazeres sensuais que não duram muito tempo a busca de cobiça e pelo prazer, a busca do prazer aqui e ali, i.e., a busca pelos desejos sensuais o desejo por ser por existir o desejo por não ser não existir.

III - O fim ou a cessação da dor, do sofrimento -- só é possível com o fim do desejo, i.e., o desaparecimento e cessação sem deixar vestígios daquele mesmo desejo, o abandono e renúncia a ele, a libertação dele, a independência dele

IV - A Quarta Verdade -- se prega que a superação da dor só pode ser alcançada através de oito passos, o Nobre Caminho Óctuplo: entendimento correto, pensamento correto, linguagem correta, ação correta, modo de vida correto, esforço correto, meditação correta, concentração correta

6****** - O nirvana era encarado pelos primeiros budistas como a única verdadeira fuga ao samsara (do sânscrito: errância perpétua). A palavra significa: “uma luz que se extingue” como se fosse uma chama, e, embora conste das escrituras hindus, começou por ser um termo budista. O objetivo do santo hindu ou brâmane era purificar a alma do seu karma até que ela ou o eu (atman) se sentissem identificados com o espírito do universo (brahman) e ambos pudessem unir-se. Buda ensinou uma doutrina diferente, a da “não alma” ou do “não eu” (anatta) e deste modo o nirvana era um estado atingido apenas por alguém que tivesse eliminado o eu e qualquer noção do eu.