quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

A CAIXA

A CAIXA

Um espaço a ser pensado. Um pequeno desvão, pintado de negro topologicamente com seis planos. Em seu interior, espaco claustrofóbico, quase uma passagem para outra dimensão semelhante morfológico  da noite, origem de todas possibilidades, rastros, riscos, ideias e desejos. 
Este "espaço-caixa" guarda em seu interior "a caixa". 
Uma caixa de guardados? Uma metáfora. Mente/memória, um receptáculo/protuberância/crânio. Lembranças guardadas, uma caixa para guardar sementes? Germinarão pensamentos, retinianos-conceitos. 
A caixa-jarro de Pandora de onde jorrou-fugiu o que não queremos dizer, o que nos atormenta ... Mas ficou a esperança de interpretação do mundo?
O homem, o nome, o corpo humano como um receptáculo/medida para todas as coisas. Um princípio universal: ver e saber-se visto sob a mesma perspectiva sendo essa reciprocidade retribuída. É isso a ordem. O ser que recebe/transforma/oferece/devolve transformado... A re-flexão de um gesto ou uma vida. 
A caixa maleta de Duchamp. A caixa inicial, o útero e a caixa final o caixão. Útero-túmulo/corpo e cova. 
A palavra que encerra, traz, jazendo em si a delimitação-luz de um significado, um signo sentido/camadas. 
O ponto de início, o ponto final. Uma jornada, um caminho... a Ithaca para onde olhamos como Odisseu (Ulisses).  
A câmara obscura que auxilia-nos ver o até então inexistente no passado medieval, na cidade amuralhada - a ortogonalidade em profundidade - um cubo. 
Desse contemplar fragmentado/ disperso chegamos a especialização/espacialização do materialismo contemporâneo. 
A figura dissolve-se em seu substrato e o sentido é dado pelo todo disperso de uma gravura plasmada num substrato-pele "capaz de atribuir a tudo que ela toca a relativa perenidade das impressões". 
A caixa-corpo que se estica-expande para alcançar o espaço as estrelas?
Pele do espaço, dos ensaios do espaço que sai do plano bidimensional e ganha carga irônica-dramática e densidade semiológica germinando nos úmidos campos de nossos pensamentos. 
Essa instalacao site-specific se desenrola em outra caixa-caverna de Platão (?) e nos coloca (apresenta) problemas sobre a vida, sobre a figura, sobre o destino.  
Ante estes questionamentos ocorrem-nos perguntar sobre a realidade da vida e acontecimentos. Ela lida com nossas interpretacao da gravura-instalada, e traz uma mensagem nem de otimismo nem de superficialidade mas uma reflexao sobre a vida e seus desdobramentos escultóricos impressos no espaço.

Artistas
Antonio Carlos Paim e
João Alberto Rodrigues 

Espaço experiencial Sala X
Atelier Livre da Prefeitura de 
Porto Alegre 
Período de visitação: 
19/XI/2014 a 9/XII/2014 




IMAGES THAT MATTER AND INSPIRATE




Japans EX LIBRIS 



IMAGES OF MY NEIGHBORHOOD










IMAGENS NO MEU JARDIM






The following pics are the very first that I take from that day.


IMAGENS NO MEU JARDIM

Imagens de hoje pela manhã quando o jardim do meu prédio estava sendo tratado e plantas novas sendo plantadas. (03/XII/2014)