sábado, 22 de dezembro de 2018

A IMAGEM DA POESIA

A IMAGEM E A POESIA


Seria muito bom se em todo lugar que fossemos existisse poesia.
Você viveria poesia todo dia, e todas as suas ações seriam poéticos momentos vividos intensamente.
Todas nossas ações produziriam objetos poéticos. 
Mas você leva dentro a chama dessa “poiesis”, esse ímpeto de poetizar o mundo e todas as relações nas quais você entra.
A imagem não está somente a serviço da memória, mas também é um enigma que nos desafia a cada instante a decifrá-la, como uma esfinge no caminho... 
A maioria passa ao largo não a vê, como se ela estivesse numa outra dimensão...
O poder e a força da imagem está em em seu desafio...
Ela é formada por camadas de significado que demandam olhos vivazes e desejosos, olhos que procuram em meio ao mistério... 
Exige disposição para adentrar e se perder no pântano caudaloso dos significados flutuantes...
O desvelamento dessas camadas conduz (por tentativa e erro) a outros horizontes, e o eu expectador-decifrador se aprofunda em outra camada e nunca chega ao fim...
É um “reductio ad absurdum”... uma imagem “narrativa em abismo”, uma imagem “Mise en Abyme” necessita do conteúdo e do que a contém para que possa ser entendida... 
Os outros horizontes a colocam em perspectiva, e suas camadas de significados ocultos as colocam em suspense... no tempo e no espaço.
Toda a realidade e todas as realidades locais e particulares compõem-se de muitas camadas depositadas pelo tempo e pelo próprio espaço onde ela está enraizada.  
Toda imagem é um recorte repleto de camadas estratificadas não visíveis, latentes, de significados que apenas intuímos que estejam ali...
A poesia poderá aparecer se você conseguir observar, 
se você procurar, 
se você inquirir, ir além das aparências dadas. 
A poesia se esconde, ela não se entrega facilmente. 
Mas ela chega quando nos encontrarmos empenhados na procura de explicações para o que vemos, vivemos e fazemos.

Dodecaedro (Wikipedia)




O PLANO DOS SENTIDOS



Estou sempre à procura de um plano.
O plano na linguagem do cinema, é um trecho do filme rodado ininterruptamente, um conjunto ordenado de fotogramas ou imagens fixas, limitado espacialmente por um enquadramento e temporalmente por uma duração. Em matemática um plano é uma figura geométrica primitiva, bidimensional formada pela reunião de infinitas retas, perpendiculares a uma reta dada, dispostas lado a lado. Esses significados do plano são unívocos.
E determina o lugar no espaço que me encontro.
Estou à procura de um ponto de vista.
A procura do “ponto de fuga”, que na prática é dado pelo ponto onde está a pupila do meu olho e onde chegam as infinitas retas de luz vindo do espaço ao redor.
Esse ponto é de onde eu me posiciono para entender o mundo.
Esse lugar me circunscreve e a minha realidade particular, específica e histórica.
Esse ponto de vista é um território onde a imagem flui.
Estar ali e olhar é fincar uma bandeira, é delimitar uma região e um espaço.
É o território conquistado pelo meu entendimento, por uma ideologia, por um pensamento filosófico, um olhar. 
Na realidade da imagem suporte e ideia, fato fugaz e registro de uma ação, movimento e lembrança se originam num único ato seminal de vontade de entender, um desequilíbrio entre o senso comum que já não explica mais e a busca pelo significado... 
Esse ato gera um universo de significações, o eterno mistério dos ícones, mas não é somente isto, ele impulsiona a perseguir mais e mais o sentido do real.









quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

IMAGEM DE UM TEMPO

IMAGEM EM FLUXO DE TEMPO 









2015

IMAGENS DE AMIGOS

TRABALHADORES QUE DIVIDEM O MUNDO COMIGO 











IMAGEM GRAVADA

Imagem transmutada em gravura

i

Imagem 
arranhada, escavada, acidulada, queimada, 
transformada, pela uma pedra filosofal.
Fogo, fumo e luz
que transmuta tudo o que toca em ouro...
À sombra, à contra-luz, a meia luz...
geram-se imagens significados metamorfoseantes 
duradoura em seu mudar...
Como a superfície metálica liquida do mercúrio,
Ela devolve ao mundo a imagem-fluxo não a fixa.
O que é isso que chamamos de imagem gravada?
Faz sentido perguntar?
Ao eidos de Platão jamais poderemos tocar
Nunca podemos ver com os olhos do corpo, 
Nem com as sensíveis mãos apalpar seus contornos sedutores...
Aquele que se deixa seduzir apenas pelos sentidos deve abraçar os riscos da incerteza 
ou perder-se naquilo que vê, 
perder-se no fenômeno.
É necessário força para que o metal se transmute em pensamento
se transforme em ouro luminoso pleno de significado e valor.
Sua valiosa carga eu levo comigo na memória 
O peso transmuta-se em leveza sutil 
a imagem é a soma das liberdades: do artista que amou e desejou... da placa que livremente recebeu e da sedutora liberdade ansiosa da interpretação das mentes libre...
Aquela mancha é para mim um labirinto nas nuvens...
transmutada em vida... 

ii

Cada forma de olhar é um limite
E o que a imagem limitada faz?
Ela se grava nos labirintos desconhecidos onde mora nosso pensamento
A alma encontra a imagem 
levada pela luz pelas vítreas janelas estenopêicas...
A perplexidade é importante para a imagem...
As linhas emitem prazer de sedução,
Refletidas em suas linhas, manchas, espaços iluminados e recessos obscuros...
Levam consigo uma luz latente.
Há um significado unívoco e claro: o fruto da universalidade do conceito, onde esta sepultada a epifania irrepetível da percepção-experiência...  
É uma maçã de ouro que colhemos com a ponta de nossos dedos no jardim das Hespérides, após nos escondermos de Ladão, 
Colhemos relutantes o fruto da árvore da sabedoria. 
Um pomo de ouro...
Um significado nos foi dado, 
Atravessou a mente-labirinto 
Como uma estrela cadente atravessa o céu noturno...


iii

Perdemos o nosso chão 
Mas um novo degrau aparece...
Não sou mais eu 
Sou outro.
Pégaso me leva a uma altura indizível
Um sentimento se transformou em poema em minha memória...
Pingando como ouro líquido 
Refletindo a luz do entardecer...




Bloemaert, Cornelis; Ferrari, Giovanni Battista; Mascardi, Vitalis.; Scheus, Hermann 
Hesperides, sive, De malorvm avreorvm cvltvra et vsv libri quatuor /Io: Baptistae Ferrarii Senensis

Garden Hesperides 
Edward Coley Burne-Jones

Rudolf Jetmar Hercules et les Herperides 




Glossário




Ladão (Ladaon): Λάδωνος Ladonos) dragão-serpente colocado por Hera no jardim das Hespérides para cuidar da árvore do conhecimento.

In greek mythology the Hesperides (ancient greek: Ἑσπερίδες = Hesperides) are the nymphs of evenings and golden light of sunsets, who were the "Daughters of the Evening" or "Nymphs of the West". They were also called the Atlantides (Ἀτλαντίδων) from their reputed father, the Titan Atlas.

The name means originating from Hesperos (evening). Hesperos, or Vesper in Latin, is the origin of the name Hesperus, the evening star (i.e. the planet Venus) as well as having a shared root with the English word "west".

They are sometimes portrayed as the evening daughters of Night (Nyx) either alone, or with Darkness (Erebus) in accord with the way Eos in the farthermost east, in Colchis, is the daughter of the titan Hyperion. The Hesperides are also listed as the daughters of Atlas and Hesperis, or of Phorcys and Ceto or of Zeus and Themis. In another source, the nymphs are said to be the daughters of Hesperus.



They are sometimes called the Western Maidens, the Daughters of Evening or Erythrai, and the "Sunset Goddesses", designations all apparently tied to their imagined location in the distant west. Hesperis is appropriately the personification of the evening (as Eos is of the dawn) and the Evening Star is Hesperus.






Bibliografia

https://en.wikipedia.org/wiki/Hesperides




IMAGENS APROPRIADA

Imagens em pose para desenho 



@willric18

(6/VII/2016)


ARTE ABSTRATA

ABSTRACIONISMO GEOMÉTRICO
A arte abstrata tende a suprimir toda a relação entre a realidade e o quadro, entre as linhas e os planos, as cores e a significação que esses elementos podem sugerir ao espírito. Quando a significação de um quadro depende essencialmente da cor e da forma, quando o pintor rompe os últimos laços que ligam a sua obra à realidade visível, ela passa a ser abstrata.
Abstracionismo Geométrico ou Formal, as formas e as cores devem ser organizadas de tal maneira que a composição resultante seja apenas a expressão de uma concepção geométrica.
Neoplasticismo, seu criador e principal teórico foi Piet Mondrian. Onde as cores e as formas são organizadas de maneira que a composição resulte apenas na expressão de uma concepção geométrica. Resulta às linhas verticais e horizontais e às cores puras (vermelho, azul e amarelo). O ângulo reto é o símbolo do movimento, sendo rigorosamente aplicado à arquitetura.

PIET MONDRIAN
(1872-1944), pintor holandês. Depois de haver participado da arte cubista, continua simplificando suas formas até conseguir um resultado, baseado nas proporções matemáticas ideais, entre as relações formais de um espaço estudado. O artista utiliza, como elemento de base, uma superfície plana, retangular e as três cores primárias com um pouco de preto e branco. Essas superfícies coloridas são distribuídas e justapostas buscando uma arte pura.
Segundo Mondrian, cada coisa, seja uma casa, seja uma árvore ou uma paisagem, possui uma essência que está por tráz de sua aparência. E as coisas, em sua essência, estão em harmonia no universo. O papel do artista, para ele, seria revelar essa essência oculta e essa harmonia universal.
Ele procura, pesquisa e consegue um equilíbrio perfeito da composição, despojado de todo excesso da cor, da linha ou da forma. Em 1940, Mondrian foi para Nova York, onde realizou a última fase de sua obra: desapareceram as barras negras e o quadro ficou dividido em múltiplos retângulos de cores vivas. É a série dos quadros boogie-woogie.


SUPREMATISMO
Suprematismo, é uma pintura com base nas formas geométricas planas, sem qualquer preocupação de representação. Os elementos principais são: retângulo, círculo, triângulo e a cruz. O manifesto do Suprematismo, assinado por Malevitch e Maiakovski, poeta russo, foi um dos principais integrantes do movimento futurista em seu país, defendia a supremacia da sensibilidade sobre o próprio objeto. Mais racional que as obras abstratas de Kandisky e Paul Klee, reduz as formas, à pureza geométrica do quadrado. Suas características são rígidas e se baseiam nas relações formais e perceptivas entre a forma e a cor. Pesquisa os efeitos perceptivos do quadrado negro sobre o campo branco, nas variações ambíguas de fundo e forma.

KAZIMIR MALEVITCH
(1878-1935), pintor russo. Fundador da corrente suprematista, que levou o abstracionismo geométrico à simplicidade extrema. Foi o primeiro artista a usar elementos geométricos abstratos. Procurou sempre elaborar composições puras e cerebrais, destituídas de toda sensualidade. O "Quadro negro sobre fundo branco" constituiu uma ruptura radical com a arte da época. Pintado entre 1913 e 1915, compõe-se apenas de dois quadrados, um dentro do outro, com os lados paralelos aos da tela. A problemática dessa composição seria novamente abordada no "Quadro branco sobre fundo branco" (1918), hoje no Museu de Arte Moderna de Nova York. Dizia que as aparências exteriores da natureza não tinham para ele nenhum interesse, o essencial era a sensibilidade, livre das impurezas que envolviam a representação do objeto, mais do que isso, que envolviam a própria percepção do objeto. Os elementos de estética suprematista eram o retângulo, o círculo, o quadrado e a cruz, os quais na pintura de Malevitch, denominada pelo espiritual, adquirem um significado próximo do sagrado.



ABSTRACIONISMO SENSÍVEL
A arte abstrata tende a suprimir toda a relação entre a realidade e o quadro, entre as linhas e os planos, as cores e a significação que esses elementos podem sugerir ao espírito. Quando a significação de um quadro depende essencialmente da cor e da forma, quando o pintor rompe os últimos laços que ligam a sua obra à realidade visível, ela passa a ser abstrata.
Abstracionismo Sensível ou Informal, predominam os sentimentos e emoções. As cores e as formas são criadas livremente. Na Alemanha surge o movimento denominado "Der blaue Reiter" (O Cavaleiro Azul) cujos fundadores são os Kandinsky, Franz Marc entre outros. Uma arte abstrata, que coloca na cor e forma a sua expressividade maior. Estes artistas se aprofundam em pesquisas cromáticas, conseguindo variações espaciais e formais na pintura, através das tonalidades e matizes obtidos. Eles querem um expressionismo abstrato, sensível e emotivo. Com a forma, a cor e alinha, o artista é livre para expressar seus sentimentos interiores, sem relacioná-los a lembrança do mundo exterior. Estes elementos da composição devem Ter uma unidade e harmonia, tal qual uma obra musical.

Principais Artistas:

FRANZ MARC
(1880-1916), pintor alemão, apaixonado pela arte dos povos primitivos, das crianças e dos doentes mentais, o pintor alemão Marc escolheu como temas favoritos os estudos sobre animais, conheceu Kandinsky, sob a influência deste, convenceu-se de que a essência dos seres se revela na abstração. A admiração pelos futuristas italianos imprimiram nova dinâmica à obra de Marc, que passou a empregar formas e massas de cores brilhantes próprias da pintura cubista. Os nazistas destruíram várias de suas obras. As que restaram estão conservadas no Museu de Belas-Artes de Liège, no Kunstmuseum, em Basiléia, na Städtische Galarie im Lembachhaus, em Munique, no Walker Art Center, em Minneapolis, e no Guggenheim Museum, em Nova York.

WASSILY KANDINSKY
(1866-1944), pintor russo, antes do abstracionismo participou de vários movimentos artísticos como impressionismo também atravessou uma curta fase fauve e expressionista. Escreveu livros, como em 1911, Sobre o espiritual na arte, em que procurou apontar correspondências simbólicas entre os impulsos interiores e a linguagem das formas e cores, e em 1926, Do ponto e da linha até a superfície, explicação mais técnica da construção e inventividade da sua arte. Dezenas de suas obras foram confiscadas pelos nazistas e várias delas expostas na mostra de "Arte Degenerada".

TACHISMO
Tachismo (de tache = mancha). Formado por manchas coloridas colocadas lado a lado em um certo parâmetro ou limite, no mínimo o braço do artista. Também existe um tipo de abstrato informal formado por manchas, porém, elas não possuem parâmetro definido pelo braço do artista como no Tachismo. São manchas criadas impulsivamente com toda a liberdade ou efusão emocional do artista.

Grafismo é todo abstracionismo formado por uma grafia não cognificada.
Orfismo tem ligação com a música. Principal artista: Sonia Delaunay.
Raionismo formado por raios, estanques, deslizes e riscos com luminosidade. Principal artista: Larionov/Gontcharova
Action Painting ou pintura de ação gestual, criada por Jackson Pollock nos anos de 1947 a 1950 faz parte da Arte Abstrata Americana. Em 1937, fundou-se nos Estados Unidos, a Sociedade dos Artistas Abstratos. O abstracionismo cresce e se desenvolve nas Américas, chegando à criação de um estilo original.

Características da Pintura:

• Compreensão da pintura como meio de emoções intensas.
• Execução cheia de violenta agressividade, espontaneidade e automatismo.
• Destruição dos meios tradicionais de execução - pincéis, trincha, espátulas, etc.
• Técnica: pintura direta na parede ou no chão, em telas enormes, utilizando tinta à óleo, pasta espessa de areia, vidro moído.

Principal Artista:

JACKSON POLLOCK
(1912-1956), pintor americano, introduziu nova modalidade na técnica, gotejando (dripping) as tintas que escorrem de recipientes furados intencionalmente, numa execução veloz, com gestos bruscos e impetuosos, borrifando, manchando, pintando a superfície escolhida com resultados extraordinários e fantásticos, algumas vezes realizada diante do público. Desenvolveu pesquisas sobre pintura aromática. Nos últimos trabalhos nessa linha, o artista usou materiais como pregos, conchas e pedaços de tela, misturavam-se às camadas de tinta para dar relevo à textura. Usou freqüentemente tintas industriais, muitas delas usadas na pintura de automóveis.

WILLEM DE KOONING
(1904-1997), nos anos 20 e 30, antes de atacar suas telas, o jovem De Kooning, que abandonou a Holanda aos 22 anos a bordo de um cargueiro, começou a vida como carpinteiro e pintor de paredes. De cultura européia, De Kooning herdaria o apreço ela arte figurativa, tornando-se um admirador da obra de seu conterrâneo Rembrandt e do francês Cèzanne. Ao contrário de seus colegas de vanguarda, que aboliram a representação figurativa de seus quadros. De Konning fez das figuras femininas - a marca da diferença em seu trabalho. "Minha obra vive de incluir as coisas, não de excluí-las", costumava afirmar. Ao final dos anos 40, junto com Jackson Pollock, Arshile Gorky e Mark Rothko, revolucionaria a pintura americana, fundando a vanguarda expressionista abstrata. Com seus borrões e respingos de tinta atirados contra ela a tela, Pollock, o maior de todos, secundado por De Koonning e companhia, deslocou de Paris para Nova York a capital mundial das artes. Diversamente dos expressionistas europeus, que no começo do século converteram sua arte numa forma de panfletagem político-social, a vanguarda expressionista ianque tratou de banir a política de seus quadros, preferindo expremir as misérias da condição humana nos limites da existência individual. Morreu vítima do mal de Alzheimer em sua casa-ateliê em Long Island, perto de Nova York.

(9/VIII/2015)


Bibliografia 

https://www.historiadasartes.com/nomundo/arte-seculo-20/abstracionismo-geometrico/

https://www.historiadasartes.com/nomundo/arte-seculo-20/abstracionismo-informal/

https://pointdaarte.webnode.com.br/news/a-historia-da-arte-abstrata1/


HUMAN BODY AS A LANGUAGE














DIONE (ΔΙΩΝΗ)



DIONE ΔΙΩΝΗ
Dióni Διώνη 

Hesíodo em sua Teogonia (700 a.C.) (theo= deuses + goné= geração), Dione não é mãe de Afrodite; esta surge da espuma do mar criada pela queda na água salgada dos genitais de Urano, castrado por Cronos, com uma foice de colher cereais. Nesta genealogia, ela é incluída apenas como uma das muitas oceânidas. Mesmo assim, Hesíodo cita Dione no proêmio, entre as divindades mais importantes:

"Pelas Musas heliconíades comecemos a cantar.
Elas têm grande e divino o monte Hélicon,
em volta da fonte violácea com pés suaves
dançam e do altar do bem forte filho de Crono.
Banharam a tenra pele no Permesso
ou na fonte do Cavalo ou no Olmio divino
e irrompendo com os pés fizeram coros
belos ardentes no ápice do Hélicon.
Daí precipitando-se ocultas por muita névoa
vão em renques noturnos lançando belíssima voz,
hineando Zeus porta-égide, a soberana Hera
de Argos calçada de áureas sandálias,
Athená de olhos glaucos virgem de Zeus porta-égide,
o luminoso Apolo, Ártemis verte-flechas,
Posídon que sustém e treme a terra,
Têmis veneranda, Afrodite de olhos ágeis,
Hebe de áurea coroa, a bela Dione,
Aurora, o grande Sol, a Lua brilhante,
Leto, Jápeto, de curvo pensar,
Terra, o grande Oceano, a Noite negra
e o sagrado ser dos outros imortais sempre vivos."
DIONE ΔΙΩΝΗ

Antiga deusa grega.
Uma titânide oracular.
Dione Διώνη, na mitologia grega era a deusa das ninfas. 
Ela foi amada por Zeus.
Primariamente conhecida a partir do livro V da Ilíada de Homero onde ela trata dos ferimentos de sua filha Afrodite (uma das versões da Afrodite como sendo sua filha com Zeus) . 
Outras fontes descrevem-na como uma antiga esposa de Zeus. 
Dione é a deusa das ninfas, segundo uma versão era filha de Urano (céu) e de Tálassa (mar), nasceu quando o sêmen de Urano caiu no mar o fecundou. Ela foi amada por Zeus, com quem teve um relacionamento e de quem teve Afrodite, a deusa do amor, da sedução e da beleza. Outras versões (como Hesíodo), dão como sendo seus pais o Oceano e Tétis (Titanide), o que a integraria às oceânides; quando essa versão é aplicada, Afrodite é que passa a ser filha de Tálassa com Urano.

Dione não deve ser confundida com outra Dione, filha de Atlas e esposa de Tântalo, de quem teve Niobe e Pélope, mas o abandonou quando soube que ele havia matado Pélope. O nome Dione é igualmente formado com base em Diós, genitivo singular de Dzeus (Zeus). 

O nome Dione é igualmente formado com base em Diós, genitivo singular de Dzeus (Zeus). Assim, podemos entender que Dione é "a brilhante, a luminosa", já que Zeus quer dizer "luz, claridade, brilho". Afrodite por ser sua filha foi cognominada de Dionaea ou Dioné.


Homero não explicita sua origem, mas autores tardios, a consideram mãe de Afrodite, a colocam entre as titânides, filhas de Urano e Gaia.

Hesíodo cita Dione entre divindades das mais importantes no proêmio da Teogonia, mas não a considera mãe de Afrodite. Segundo Hesíodo Afrodite teria surgido da espuma do mar criada quando Cronos corta com uma foice os genitais de seu pai Urano. Alguns mitógrafos modernos pretendem identificar Dione com uma das titânides de Hesíodo, talvez Feve ou Réia. Tratando como personagem claramente distinta, uma das Oceânides filha de Oceano e Tétis.

Afrodite era às vezes também chamada Dione, em alusão à mãe, ou "Dioneia" (Dionaea).

A Dione de Homero e Hesíodo não deve ser confundida com a ninfa Dione filha de Atlas, às vezes é colocada entre as Híades outras vezes citada como esposa do rei Tântalo e mãe de Pélope, Níobe e Bróteas. 

Para Platão 
Uma concepção tardia concilia as versões de Homero e Hesíodo dividindo Afrodite em duas deusas distintas, Afrodite Urânia, "Celestial", nascida sem mãe, do esperma de Urano; e Afrodite Pandemos, "De Todos os Povos ou tribos" ou "De Todo o Povo", nascida de Zeus e Dione.
Esse conceito encontra-se pela primeira vez no século V a.C., em Platão. Para os neoplatônicos e seus intérpretes cristãos, Afrodite Urânia, ou Vênus Celestial, representa o amor espiritual, enquanto Afrodite Pandemos era associada ao amor físico, carnal. Outras concepções davam a primeira como deusa do amor lícito, matrimonial e a segunda como a do amor desregrado, principalmente com prostitutas.


Hestia, Dione e Afrodite, 435 a.C., British Museum.

The Elgin Marbles (from Thomas Bruce 7th Earl of Elgin), also known as the Parthenon Marbles (Γλυπτά του Παρθενώνα), are a collection of Classical Greek marbles sculptures made under the supervision of the architect and sculptor Phidias and his assistants. They were originally part of th Temple of the Parthenon and other buildings on the Acropolis of Athens.
Lord Elgin removed about half of the surviving sculptures of the Parthenon, as well as sculptures from the Propylaea and Erechtheum. The Marbles were transported by sea to Britain. Elgin later claimed to have obtained in 1801 an official decree (a firman) from the "Sublime Porte", the central government of the Ottoman Empire which were then the rulers of Greece. International efforts to repatriate the Marbles to Greece were intensified in the 1980s and now.
In 2014, Unesco offered to mediate between Greece and the UK to resolve the dispute, although this was later turned down by the British Museum on the basis that UNESCO works with government bodies, not trustees of museums. In 2018, the leader of the British Labour Party Jeremy Corbyn vowed to return the Marbles to Greece if he becomes PM. 


Nascimento de Vênus (1486), Alessandro di Mariano di Vanni Filipepi, 
(Galeria Uffizi, Florença) também conhecido como Sandro Botticelli 
(Firenze 1/III/1445  17/V/1510). 


Provavelmente, Botticelli tenha produzido esta obra no ano de 1486 por encomenda de Lorenzo di Pierfrancesco, um político e banqueiro italiano que queria enfeitar sua residência, a Villa Medicea di Castello.
A obra surge devido ele ter participado dos círculos de Lourenço de Médicis, uma vez que mostra uma tentativa de conciliar as ideias da antiguidade clássicas aos ideais humanistas cristãos. Afrodite (Vênus) é apresentada de forma esguia, recatada, com traços harmoniosos.

Bibliografia 


http://en.m.wikipedia.org/wiki/Dione_(Titaness)

http://pt.fantasia.wikia.com/wiki/Dione


Willcock, Malcolm M. (1976). A companion to the Iliad : based on the translation by Richard Lattimore ([9th print.] ed.). Chicago: University of Chicago Press. p. 58. ISBN 0-226-89855-5.



FIGURA







VIRAE ICONE

VERA ÍCONE CONTEMPORÂNEA


IMAGENS MASCULINAS

Vera icone...
Transfiguradas pelo desejo retiniano, essencialmente superficial 
por que profundamente enraizada na história do homem.  
Figuras masculinas contemporâneas ou desejos da forma?
Ditadura da forma?
Formas ubíquas, pervasivas?
Forma eloquente ?
Eloquência silenciosa ?
Imagens desejadas?
Imagens efêmeras?


Copy after van Eyck; Vera Icon, Oil on oak, 50cm x 37cm , 1439. Until 1817 in the Basilica of Sanint Servatius in Maastricht since 1827, in the Alte Pinakothek, Munich.

Vera Icon (or Head of Christ) is a lost oil on panel portrait by the early Netherlandish painter Jan van Eyck, which probably formed half of a since dismantled diptych. The original is known through three contemporary copies from his workshop. They were completed in 1438, 1439 and 1440; with the first and last in Bruges, and the 1439 version in Munich.
From these reproductions, we can deduce its small scale, and that the panel evidenced the master's usual unflinching approach to physiognomy. Of its origin or commission we know nothing. Unusually he presents an idealised and straightforward iconographic image of Christ. Although emotive, the panel follows a very traditional presentation of Christ in the hieratical manner, facing directly out of the space. The usual title, Vera Icon, refers to the easter tradition of icons in the "without hands" convention. Each of the canonical extant copies has a form of signature by van Eyck. The Berlin inscription reads "Johes de eyck me fecit et applevit anno 1438 31 Januarij". 
The version in Bruges reads "Johes de eyck. annov 1438 3I Januarij".
And yet it differs in two manners from representation of the late 14th and early 15th centuries; in its physiological exactness, and illusionistic frames. Like many of his surviving works, the panel contains a heavily inscribed fictive frame painted around the portrait. In each contemporary copy, the background is composed from dark greens, and Christ is dressed in crimson robes, and has long, dark hair. The lettering on the neckline of his gown reads "REX REGNUM", a phrase that appears on the garment worn by God in the Ghent Altarpiece.



As imagens aqui apresentadas são também verdadeiros icones, de outra natureza, não mais pintadas a óleo, mas feitas pela luz proveniente do objeto da figura humana que estava exposta a luz. Assim, elas reivindicam para si a primazia de revelar a salvação através do seu conteúdo, forma plasmada pelo mundo e revelada pela luz num CCD. 




Gabriel Z. B. 




Gabriel Z. B. 




Foto da internet

Foto da internet

Foto autoral (transeuntes em Porto Alegre)

Foto autoral (transeuntes em Porto Alegre)

Foto autoral (transeuntes em Porto Alegre)

TJ STUCKE (instagram)

Foto da internet

Foto do Instagram

Foto do Instagram

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JUSTIN DE ROY (Foto do Instagram)

Justin de Roy (Foto da Internet)

Foto da internet