segunda-feira, 29 de novembro de 2010

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

29ª BIENAL DE SÃO PAULO

Anna Maria Maiolino 
(Arroz e feijão - 1979 / 2010)
Instalação

29ª BIENAL DE SÃO PAULO

GIL VICENTE

29 ª BIENAL DE SÃO PAULO

IA - UFRGS 
VISITING THE XXIX BIENAL IN SÃO PAULO

REGINA SILVEIRA

TRAMAZUL
Obra de Regina Silveira na fachada do MASP


Regina Silveira revestiu as 202 janelas do edifício desenhado pela arquiteta Lina Bo Bardi com imagens de um céu fixo, nuvens construídas em ponto cruz gigantesco. Certamente a obra diz muito para os observadores. Nada tão comum e vulgar do que o céu e, no entanto, algo realmente misterioso. Todo mundo fala do céu, todos olhamos para o céu, e o céu significa tantas coisas. Uma palavra polissêmica, polivalente, uma palavra-chave. Ela costura um céu em ponto cruz. Terá ela falando algo do universo feminino e por isso mesmo transcendente ao gênero em si? Estará falando da questão lúdica de ver imagens no céu tão monótono da megalópole onde se encontra o MASP? Estará refletindo ela sobre os céus azuis de todo mundo que recolhem nosso olhar em todos as partes do planeta? Estará falando do azul, a cor que evoca distâncias e para onde convergem todos os olhares que encontram abrigo refugiando-se na imensidão?
De qualquer modo ela estava pensando em três realidades distintas e complementares: o gênero (trama do tecido, o ponto cruz), a cor como signo, e as nuvens que passam (a fluidez do todo que nos rodeia). Pelo menos algo em mim foi tocado pela obra monumental da  nova pele colada no MASP. Me  fez  refletir sobre o que é efêmero e passageiro e o que é perene e duradouro no mundo do agora.
Regina Silveira prepara outras obras, por exemplo répteis rodeando um ovo gigante que vão para a Bienal de Nova Orleans, e uma frase em letras espelhadas deverá ser fixada na fachada da Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, onde ela abre mais uma retrospectiva em março do ano que vem.


REGINA SILVEIRA - TRAMAZUL

Obra "Tramazul" da artista gaúcha Regina Silveira na fachada do prédio do MASP  
(Av. Paulista - SP)
PDA
(Public display of affection)
Av. Paulista
SAMPA 
Bira e Luciane

SAMPA
Bira e Luciane

STREET ART

STREET ART

KALIGRAPHYTI

Kaligraphyti

STREET ART

Street art 
(São Paulo)

WAITING FOR THE PLAIN

In the airport
(21/XI/2010)

SE NÃO NESTE TEMPO AGORA - PINTURA ALEMÃ CONTEMPORÂNEA 1989 - 2010

PANORAMA DA EXPOSIÇÃO:
SE NÃO NESTE TEMPO
PINTURA ALEMÃ CONTEMPORÂNEA
1989 - 2010

MARTIN KIPPENBERGER

MARTIN KIPPENBERGER

LUGARES ESTRANHOS E QUIETOS

WIN WENDERS
MASP - SP

WIN WENDERS

LUGARES ESTRANHOS E QUIETOS 
WIN WENDERS 
MASP - SP

TATJANA DOLL

Tatjana Doll
MASP - SP

THOMAS ZIPP

Thomas Zipp
MASP- SP

SIGUR RÓS

SIGUR RÓS

terça-feira, 23 de novembro de 2010

THE JOSHUA TREE UNDER THE MILKWAY BY SIGUR RÓS




Joshua Tree Under the Milky Way from Henry Jun Wah Lee on Vimeo.
JOSEPH BEUYS 
SESC - POMPÉIA - SP

JOSEPH BEUYS

JOSEPH BEUYS
JOSEPH BEYS 
SESC POMPÉIA - SP
JOSEPH BEUYS
JOSEPH BEUYS
SESC POMPÉIA - SP

JOSEPH BEUYS - SESC POMPÉIA - SP

JOSEPH BEUYS
JOSEPH BEUYS 
SESC - POMPÉIA - SP
JOSEPH BEUYS

JOSEPH BEUYS

JOSEPH BEUYS 
SESC POMPÉIA - SÃO PAULO

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

CAIO FERNANDO ABREU

 CAIO FERNANDO ABREU

"Meu coração é um bar de uma única mesa, debruçado sobre a qual um único bêbado bebe um único copo de bourbon, contemplado por um único garçom. 
Ao fundo, Tom Waits geme um único verso arranhado. Rouco, louco. (...)

(...) Meu coração é um filme noir projetado num cinema de quinta categoria. A platéia joga pipoca na tela e vaia a história cheia de clichês.

(...) Meu coração é um deserto nuclear varrido por ventos radiativos. "


segunda-feira, 15 de novembro de 2010


INTERESTING LINKS

1

STREET ART - Princess Hijab

Niqabization 
Niqabização




NIQUAB OR NOT?


No meio dos acalorados debates sobre identidade nacional e proibição da burca, as intervenções da artista francesa do grafitti que assina Princesa Hijab sobre anúncios de moda no metropolitano de Paris têm agora visibilidade mundial. Mas quem é ela? E importa se não for sequer uma mulher? 


A Princesa Hijab é a artista urbana mais enigmática de Paris. Ataca à noite com sprays de tinta preta e põe véus muçulmanos nas mulheres – e homens – seminuas e de altos penteados de anúncios de moda do Metro. Chama-lhe "hijabização". A sua arte guerrilheira do niqab tem sido vista de Nova Iorque a Viena, incendiando debates sobre o feminismo e o fundamentalismo – mas a sua identidade permanece um mistério.
Na França secular republicana, deve haver poucas intervenções visuais tão poderosas como a colocação de véus grafitados em anúncios de moda. A recente proibição da burca pelo Governo de Nicolas Sarkozy, aprovada em outubro, significa que, a partir de 2011, passa a ser ilegal uma mulher usar véus muçulmanos integrais em público, não apenas em organismos do Estado ou nos transportes públicos, mas nas ruas, nos supermercados e nos empregos do setor privado. O Governo diz que é uma maneira de proteger os direitos das mulheres e de as impedir de serem forçadas pelos homens a cobrir a cara.
Então a Princesa Hijab é uma muçulmana francesa de hijab que se rebela contra o sistema? Seria uma raridade na cena do graffiti de Paris, dominada pelo sexo masculino. É uma fundamentalista religiosa que marca posição sobre a mulher carnal? Mas gosta de deixar à vista pedacinhos mordazes de nádegas e de barrigas. Uma feminista de esquerda que afirma a sua visão da exploração das mulheres? Será mesmo muçulmana?

 

Analisa alvos nas estações de metro

A Princesa Hijab adeja pelos corredores do Metro de Havre-Caumartin avaliando de alto a baixo os cartazes publicitários alinhados pelas paredes. Concordou num encontro enquanto analisa alvos nas estações para a sua próxima “intervenção do niqab”. Com calças justas Spandex, calções e um casaco de capuz, com uma longa peruca preta a tapar-lhe totalmente a cara, só uma coisa é patente: na casa dos vinte anos, não usa o niqab que se transformou na sua assinatura. Não diz se é muçulmana. Na verdade, é mais do que provável que nem seja sequer uma mulher. Tem um riso cavo e ombros bastante largos. Mas a figura andrógina vestida de preto não confirma o sexo. "A identidade real por trás da Princesa Hijab não tem nenhuma importância", diz a voz grossa por trás da peruca. "O ente imaginado ocupou o primeiro plano e, para todos os efeitos, é uma escolha artística.”
"Comecei a fazer isto com 17 anos", diz ela (mantemo-nos pelo “ela", porque o personagem é feminino, ainda que a pessoa por trás dele talvez não). "Desenhava mulheres com véus em pranchas de skate e outros suportes gráficos, quando senti que queria defrontar o mundo exterior. Li o ‘No Logo’ de Naomi Klein e isso inspirou-me a arriscar intervir em lugares públicos, tendo como alvo a publicidade."
O primeiro graffiti de véu da Princesa Hijab foi realizado em 2006, uma "niqabização" do poster do álbum da mais famosa cantora de rap de França, Diam' s, que, por estranha coincidência, agora se converteu ao Islão. "É estranho, porque, agora, ela usa mesmo o véu", brinca a Princesa Hijab. Inicialmente, fazia graffitis em homens, mulheres e crianças, e ficava por perto, para apreciar a resposta do público; agora faz ataques-relâmpago. "Dá para perceber que as pessoas se sentem pouco à vontade. Vão a caminho de casa, depois de um dia duro, e deparam-se com isto."
Com a proteção que o Metro de Paris faz dos seus espaços publicitários, o seu trabalho permanece geralmente apenas visível por 45 minutos a uma hora, antes de ser destruído pelos guardas. Tornou-se altamente seletiva, fazendo apenas quatro ou cinco “intervenções de graffiti" em Paris por ano. Mas cada uma é cuidadosamente fotografada e tem a sua vida prolongada pela circulação na Internet.

"Uso mulheres vendadas como um desafio"

Porque faz isto? "Uso mulheres vendadas como um desafio", diz, acrescentando rapidamente que acredita que nenhuma forma de vestir é boa ou má. Deliberadamente “cool” e distanciada, há uma questão que a perturba realmente – e talvez revele um pouco da sua verdadeira identidade: o papel das minorias em França. Para além dos argumentos sobre se as mulheres muçulmanas devem cobrir a cara, o novo ministro da "imigração e identidade nacional” de Sarkozy, com o seu debate nacional sobre o que significa ser francês, estigmatizou os jovens já guetizados de terceira ou quarta geração de emigração. A França tem a maior população muçulmana da Europa, mas o discurso anti-imigrante que prevalece e o que muitos veem como uma proibição absurda da burca aumentaram o sentimento de marginalização dos jovens muçulmanos e das minorias.
A Princesa Hijab vê-se como parte de um novo “graffiti das minorias", que reclama a tomada das ruas. "Se fosse apenas a proibição da burca, o meu trabalho não teria repercussão por muito tempo. Mas penso que essa proibição deu uma visibilidade global à questão da integração em França. Liberdade, igualdade, fraternidade, são princípios republicanos, mas, na realidade, a questão das minorias na sociedade francesa não evoluiu nada em meio século. Os indesejáveis em França continuam a ser os pobres, os árabes, os pretos e naturalmente, os ciganos."
O seu graffiti é particularmente francês na sua essência anticonsumismo e de agressão à publicidade. Pintar um véu em cartazes publicitários funciona visualmente, porque ambos são "dogmas que podem ser questionados". Sente que as raparigas que usam o hijab, outrora estigmatizadas pelas instituições francesas, são agora pelo seu poder de compra, os "consumidores perfeitos” na cada vez mais consumista sociedade francesa. As próximas pichagens vão centrar-se na sua marca favorita, a H&M. Aliás, as suas campanhas publicitárias estão espalhadas por todo o Metro de Paris.
Assim, estes niqabs pretos parecem representar tudo menos religião. "Se sou religiosa?", repete, hesitando. "O espiritual interessa-me, mas isso é pessoal, não me parece que passe para o meu trabalho. A religião interessa-me, os muçulmanos interessam-me, bem como o impacto que podem ter, artística e esteticamente, nos códigos que nos rodeiam, especialmente na moda”, brinca.

NECKLACES

No title

MOON

Quarter moon 
(13/XI/2010)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

DREAMS - SKETCH TO EGGEYE - THE GENESIS OF VISION

The dream 
(Esboços para o ovo-olho; desenho feito no iPhone)

A BELEZA DAS CICATRIZES

A beleza das cicatrizes


Certo dia ao chegar na universidade para aula, todos aparentavam preocupados. E logo soube que uma colega havia sofrido um acidente. Havia queimado parte de seu corpo trabalhando em suas esculturas.
Logo imaginei que ela tivesse grande parte do corpo queimado. E quando ela  chegou na sala de aula pareceu-me realmente toda queimada.
A professora pediu-lhe que lesse um longo texto de um livro-obra de Vera Chaves Barcellos.
Ela primeiramente sentou-se à junto a mesa, de frente para a turma e tomou o livro com muita dificuldade.
E sua leitura era dolorida.
E iniciou a leitura como uma súplica:
Eu
Eu estou
Eu estou aqui
Eu estou aqui presente
Eu estou aqui presente olhando...
 Eu estou aqui agora. ...
Ela agarrava aquelas folhas encadernadas em epiral, como se as páginas pesassem toneladas. E o folhar das páginas daquele livro de capa cinza, espiras grossas, negras era muito difícil.  Parecia que até sua voz estava queimada. Teria ela engolido metal derretido e o som de suas cordas vocais ficado graves e doidas?
Na mesa havia vários livros com capas de cores diferentes e chamativas. Mas ela lia um livro com uma capa pouco interessante de cor cinza e espiras pretas.
Sentada em uma cadeira em frente à mesa para não se cansar. Suas mãos totalmente enfaixadas se moviam lentamente como uma aranha na teia.
Pareceu-me que o tempo havia parado exatamente naquele momento; e uma fenda se abriu separando o presente do resto do tempo; como uma fenda ou falha geológica nos separando do tempo atual, lá fora.
Esse mesmo tempo impunha-lhe um castigo.
Conseguiria ela chegar ao fim daquela interminável leitura?
La fora havia sol. E a professora parecia feliz com seu vestido totalmente florido contrastando com a cor cinza da capa do livro, de espirais negras e largas e folhas difíceis de folhear e a monótona leitura que nunca terminava.
Como teria dito algum contador de historias inglês essa história parece triste mas a beleza também se esconde em palavras tristes. Pois esse fato mesmo sendo dolorido e deixando cicatrizes significa vida.

THE IRON FAIRY

The tale of the iron fairy
(Les conte des fée du fer)

ESCRITA AUTOMÁTICA SOBRE MURO

"ESCRITA AUTOMÁTICA" SOBRE MURO
Automatic writing in the wall

Escrita automática foi criada pelo dadaista e depois líder dos surrealistas, André Breton em 1919, entretanto há quem afirme que teria sido criada por Tristsn Tzara, também dadaista. A escrita automática consiste na produção de material literário, textos, frases, orações,  evitando-se o pensamento consciente e o rigor lógico. Essa técnica faz uso do fluxo do inconsciente para produção de ideias que de outra forma não seriam produzidas, uma vez que através desse método o eu do poeta ou artista se manifesta livre de qualquer repressão ou amarras do consciente. A vanguarda surrealista adotou esse método para produção literária, sendo mais um método para produção de textos. Nessa foto não vemos a escrita automática mas uma paródia com esse método sobre um muro. Vemos aqui uma expressividade automática do gesto de rabiscar ou graffitar produzindo uma forma livre. Automático porque livre, sem amarras do eu sem projeto pré-estabelecido, é um esboço vindo diretamente do inconsciente para o real.

domingo, 7 de novembro de 2010

UT MELIUS, QUICQUID ERIT...

Cease the day in a board


"Aproveite o momento e seja o menos confiante no tempo futuro." 

Tu ne quaesieris—scire nefas—quem mihi, quem tibi
finem di dederint, Leuconoë, nec Babylonios
temptaris numeros. ut melius, quicquid erit, pati!
seu plures hiemes, seu tribuit Iuppiter ultimam,
quae nunc oppositis debilitat pumicibus mare
Tyrhenum. Sapias, vina liques, et spatio brevi
spem longam reseces. dum loquimur, fugerit invida
aetas: carpe diem, quam minimum credula postero.


(Quintus Horatius Flaccus)


Ask not—we cannot know—what end the gods have set for you, for me; nor attempt the Babylonian reckonings Leuconoë. How much better to endure whatever comes, whether Jupiter grants us additional winters or whether this is our last, which now wears out the Tuscan Sea upon the barrier of the cliffs! Be wise, strain the wine; and since life is brief, prune back far-reaching hopes! Even while we speak, envious time has passed: pluck the day, putting as little trust as possible in tomorrow!
WTF???

SK8ER

Skater

THE BODY AND THE SETING SUN

Long shadows

TANNING BODY AND THE BLUE SKY

Tanning

MILITIA

in a sunny day at my work
(SD Porto)