quinta-feira, 6 de outubro de 2011

JOHATHAN MAK

Hong Kong design student Jonathan Mak poses with a symbol he designed as a poignant tribute to Apple founder Steve Jobs. His design became an internet hit today with its minimalist, touching symbolism and brought a job offer and a flood of commemorative merchandise using his design.

SPEECH OF STEVE JOBS AT STANFORD - 2005






O "obturador" da câmera do iPhone uma lembrança cult do passado na mais moderna invenção do mundo digital vislumbrado por Steve Jobs.


DISCURSO DE STEVE JOBS PARA OS FORMANDOS NA UNIVERSIDADE DE STANFORD 2005



Você tem que encontrar o que você ama

Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.

A primeira história é sobre ligar os pontos

Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais 18 meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina.
Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.”
Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de seis meses, eu não podia ver valor naquilo.
Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria ok.
Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo.
Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.
Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.
Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.
De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.

Minha segunda história é sobre amor e perda

Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação — o Macintosh — e eu tinha 30 anos.
E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses.
Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício].
Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa.
A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple.
E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple.
Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama.
Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz.
Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.

Minha terceira história é sobre morte

Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último.” Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.
Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração.
Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.
Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas.
Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de três a seis semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas — que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus.
Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem.
Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá.
Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.

O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém.

Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas.

Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior.

E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.

Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid.
Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes de o Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês.
Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras:

"Stay hungry, stay foolish"

“Continue com fome, continue bobo.”

Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos. Obrigado. (Steve Jobs; APPLE CEO).

FONTE


SPEECH OF STEVE JOBS AT STANFORD 2005

I am honored to be with you today at your commencement from one of the finest universities in the world. I never graduated from college. Truth be told, this is the closest I've ever gotten to a college graduation. Today I want to tell you three stories from my life. That's it. No big deal. Just three stories.

The first story is about connecting the dots.

I dropped out of Reed College after the first 6 months, but then stayed around as a drop-in for another 18 months or so before I really quit. So why did I drop out?

It started before I was born. My biological mother was a young, unwed college graduate student, and she decided to put me up for adoption. She felt very strongly that I should be adopted by college graduates, so everything was all set for me to be adopted at birth by a lawyer and his wife. Except that when I popped out they decided at the last minute that they really wanted a girl. So my parents, who were on a waiting list, got a call in the middle of the night asking: "We have an unexpected baby boy; do you want him?" They said: "Of course." My biological mother later found out that my mother had never graduated from college and that my father had never graduated from high school. She refused to sign the final adoption papers. She only relented a few months later when my parents promised that I would someday go to college.

And 17 years later I did go to college. But I naively chose a college that was almost as expensive as Stanford, and all of my working-class parents' savings were being spent on my college tuition. After six months, I couldn't see the value in it. I had no idea what I wanted to do with my life and no idea how college was going to help me figure it out. And here I was spending all of the money my parents had saved their entire life. So I decided to drop out and trust that it would all work out OK. It was pretty scary at the time, but looking back it was one of the best decisions I ever made. The minute I dropped out I could stop taking the required classes that didn't interest me, and begin dropping in on the ones that looked interesting.

It wasn't all romantic. I didn't have a dorm room, so I slept on the floor in friends' rooms, I returned coke bottles for the 5¢ deposits to buy food with, and I would walk the 7 miles across town every Sunday night to get one good meal a week at the Hare Krishna temple. I loved it. And much of what I stumbled into by following my curiosity and intuition turned out to be priceless later on. Let me give you one example:

Reed College at that time offered perhaps the best calligraphy instruction in the country. Throughout the campus every poster, every label on every drawer, was beautifully hand calligraphed. Because I had dropped out and didn't have to take the normal classes, I decided to take a calligraphy class to learn how to do this. I learned about serif and san serif typefaces, about varying the amount of space between different letter combinations, about what makes great typography great. It was beautiful, historical, artistically subtle in a way that science can't capture, and I found it fascinating.

None of this had even a hope of any practical application in my life. But ten years later, when we were designing the first Macintosh computer, it all came back to me. And we designed it all into the Mac. It was the first computer with beautiful typography. If I had never dropped in on that single course in college, the Mac would have never had multiple typefaces or proportionally spaced fonts. And since Windows just copied the Mac, it's likely that no personal computer would have them. If I had never dropped out, I would have never dropped in on this calligraphy class, and personal computers might not have the wonderful typography that they do. Of course it was impossible to connect the dots looking forward when I was in college. But it was very, very clear looking backwards ten years later.

Again, you can't connect the dots looking forward; you can only connect them looking backwards. So you have to trust that the dots will somehow connect in your future. You have to trust in something — your gut, destiny, life, karma, whatever. This approach has never let me down, and it has made all the difference in my life.

My second story is about love and loss.

I was lucky — I found what I loved to do early in life. Woz and I started Apple in my parents garage when I was 20. We worked hard, and in 10 years Apple had grown from just the two of us in a garage into a $2 billion company with over 4000 employees. We had just released our finest creation — the Macintosh — a year earlier, and I had just turned 30. And then I got fired. How can you get fired from a company you started? Well, as Apple grew we hired someone who I thought was very talented to run the company with me, and for the first year or so things went well. But then our visions of the future began to diverge and eventually we had a falling out. When we did, our Board of Directors sided with him. So at 30 I was out. And very publicly out. What had been the focus of my entire adult life was gone, and it was devastating.

I really didn't know what to do for a few months. I felt that I had let the previous generation of entrepreneurs down - that I had dropped the baton as it was being passed to me. I met with David Packard and Bob Noyce and tried to apologize for screwing up so badly. I was a very public failure, and I even thought about running away from the valley. But something slowly began to dawn on me — I still loved what I did. The turn of events at Apple had not changed that one bit. I had been rejected, but I was still in love. And so I decided to start over.

I didn't see it then, but it turned out that getting fired from Apple was the best thing that could have ever happened to me. The heaviness of being successful was replaced by the lightness of being a beginner again, less sure about everything. It freed me to enter one of the most creative periods of my life.

During the next five years, I started a company named NeXT, another company named Pixar, and fell in love with an amazing woman who would become my wife. Pixar went on to create the worlds first computer animated feature film, Toy Story, and is now the most successful animation studio in the world. In a remarkable turn of events, Apple bought NeXT, I returned to Apple, and the technology we developed at NeXT is at the heart of Apple's current renaissance. And Laurene and I have a wonderful family together.

I'm pretty sure none of this would have happened if I hadn't been fired from Apple. It was awful tasting medicine, but I guess the patient needed it. Sometimes life hits you in the head with a brick. Don't lose faith. I'm convinced that the only thing that kept me going was that I loved what I did. You've got to find what you love. And that is as true for your work as it is for your lovers. Your work is going to fill a large part of your life, and the only way to be truly satisfied is to do what you believe is great work. And the only way to do great work is to love what you do. If you haven't found it yet, keep looking. Don't settle. As with all matters of the heart, you'll know when you find it. And, like any great relationship, it just gets better and better as the years roll on. So keep looking until you find it. Don't settle.

My third story is about death.

When I was 17, I read a quote that went something like: "If you live each day as if it was your last, someday you'll most certainly be right." It made an impression on me, and since then, for the past 33 years, I have looked in the mirror every morning and asked myself: "If today were the last day of my life, would I want to do what I am about to do today?" And whenever the answer has been "No" for too many days in a row, I know I need to change something.

Remembering that I'll be dead soon is the most important tool I've ever encountered to help me make the big choices in life. Because almost everything — all external expectations, all pride, all fear of embarrassment or failure - these things just fall away in the face of death, leaving only what is truly important. Remembering that you are going to die is the best way I know to avoid the trap of thinking you have something to lose. You are already naked. There is no reason not to follow your heart.

About a year ago I was diagnosed with cancer. I had a scan at 7:30 in the morning, and it clearly showed a tumor on my pancreas. I didn't even know what a pancreas was. The doctors told me this was almost certainly a type of cancer that is incurable, and that I should expect to live no longer than three to six months. My doctor advised me to go home and get my affairs in order, which is doctor's code for prepare to die. It means to try to tell your kids everything you thought you'd have the next 10 years to tell them in just a few months. It means to make sure everything is buttoned up so that it will be as easy as possible for your family. It means to say your goodbyes.

I lived with that diagnosis all day. Later that evening I had a biopsy, where they stuck an endoscope down my throat, through my stomach and into my intestines, put a needle into my pancreas and got a few cells from the tumor. I was sedated, but my wife, who was there, told me that when they viewed the cells under a microscope the doctors started crying because it turned out to be a very rare form of pancreatic cancer that is curable with surgery. I had the surgery and I'm fine now.

This was the closest I've been to facing death, and I hope it's the closest I get for a few more decades. Having lived through it, I can now say this to you with a bit more certainty than when death was a useful but purely intellectual concept:

No one wants to die. Even people who want to go to heaven don't want to die to get there. And yet death is the destination we all share. No one has ever escaped it. And that is as it should be, because Death is very likely the single best invention of Life. It is Life's change agent. It clears out the old to make way for the new. Right now the new is you, but someday not too long from now, you will gradually become the old and be cleared away. Sorry to be so dramatic, but it is quite true.

Your time is limited, so don't waste it living someone else's life. Don't be trapped by dogma — which is living with the results of other people's thinking. Don't let the noise of others' opinions drown out your own inner voice. And most important, have the courage to follow your heart and intuition. They somehow already know what you truly want to become. Everything else is secondary.

When I was young, there was an amazing publication called The Whole Earth Catalog, which was one of the bibles of my generation. It was created by a fellow named Stewart Brand not far from here in Menlo Park, and he brought it to life with his poetic touch. This was in the late 1960's, before personal computers and desktop publishing, so it was all made with typewriters, scissors, and polaroid cameras. It was sort of like Google in paperback form, 35 years before Google came along: it was idealistic, and overflowing with neat tools and great notions.

Stewart and his team put out several issues of The Whole Earth Catalog, and then when it had run its course, they put out a final issue. It was the mid-1970s, and I was your age. On the back cover of their final issue was a photograph of an early morning country road, the kind you might find yourself hitchhiking on if you were so adventurous. Beneath it were the words: "Stay Hungry. Stay Foolish." It was their farewell message as they signed off. Stay Hungry. Stay Foolish. And I have always wished that for myself. And now, as you graduate to begin anew, I wish that for you.

Stay Hungry. Stay Foolish.

Thank you all very much.

SOURCE 

domingo, 2 de outubro de 2011

HISTÓRIA DE DOIS QUADRADOS

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
INSTITUTO DE ARTES
ARTES VISUAIS

PROF. DR.: PAULO ANTONIO DA SILVEIRA


HISTÓRIA DE DOIS QUADRADOS
1922

EL LISSITZKY
(Lazar Markovich Lissitzky)
(1890-1941)

 Por:
ANTONIO CARLOS PAIM





HISTÓRIA DE DOIS QUADRADOS
EL LISSITZKY, 1922

O livro de Lissitzky “História de dois quadrados” publicado em 1922, possivelmente é uma exploração e uma experimentação visual no âmbito do suprematismo e do construtivismo. Na própria capa ele deixa claro sobre o que o livro trata usando três signos, ou seja, uma palavra (apnas) e dois  outros símbolos universalmente conhecidos o numeral 2 e um quadrado vermelho.
Todos esses elementos estão inscritos em um retângulo desenhado com uma linha fina e ocupa dois quintos da página. Este “retângulo título” esta delineado no retângulo que constitui a capa do livro.
A palavra (PRO) usada no título está em tamanho pequeno, a esquerda do número dois, enquanto os outros dois elementos estão em tamanho grande e ocupam praticamente todo o espaço da página, o que contribui para dar-lhe grande destaque.
A palavra PRO em russo (ПРО) significa: sobre, a cerca de, quanto à, a respeito de, e está inclinada, formando um ângulo com os outros dois elementos (o numeral DOIS e o quadrado vermelho).
Fora do quadrado onde repousam esses três elementos do título, quase como uma nota de rodapé, todavia localizada no centro, está localizada a assinatura do autor inscrita em um retângulo negro em um ângulo agudo de 45º, inclinado em direção à direita, i.e., a abertura do ângulo da assinatura esta voltada para a direita da página.
Ângulos são tidos como significando movimento e dinamismo, ao contrário da linha reta horizontal, que lembra sempre equilíbrio, quietude e calma. Essa inclinação desempenha importante papel na composição do que esta sendo mostrado na imagem, que embora abstrata, representa uma sentença inteligível.
O livro foi escrito PARA TODAS AS CRIANÇAS como está expressamente referido na segunda página. Aqui ele usou uma enorme letra P, (R latino) inclinado ou enviesado, para salientar esse efeito de som no espaço, precedida por PARA TODAS, PARA TODAS em ângulo com a palavra CRIANÇAS, como se fosse um eco reverberando no espaço e no tempo. Devemos lembrar que nessa época o rádio estava iniciando sua história e já nesta época se usava representar o som saindo em ângulo, ou inclinado, enviesado, do auto-falante, i.e., espalhando-se para todos os lados a partir de um ponto, invadindo o espaço. Desta forma ele escolheu apresentar o aspecto do som através de sua representação no espaço tridimensional como um ângulo das palavras, desta forma presentificando o som pela visão1. Lembremo-nos que quando mais distante da fonte da qual o som emana mais fraco é o som. Talvez por isso a representação em ângulo, como se as palavras se afastassem da fonte que as produziu.

“…Since, he wrote, "the words on the printed page are learnt by sight, not by hearing," he chose number and image on the cover, and only used a word1.”

Além disso, a história toda fora produzida EM SEIS CONSTRUÇÕES. Seguindo-se um pouco mais adiante lê-se o seguinte aviso: 

NÃO LEIA, (ESTE LIVRO) PEGUE

PAPEL.......................................................... DOBRE
LÁPIS.............................................................PINTE
BLOCOS DE MADEIRA............................ CONSTRUA.

Nessa sentença a linha que une as palavras, ziguezagueia seguindo o percurso que o olho faria em um texto ocidental normal impresso numa página. Fica claro aqui que ele esta se referindo ao livro como um todo, e acrescenta a sentença “não leia esse livro”. Ele não fora feito para ser lido...
Aqui nos deparamos com a filosofia de Lissitzky, segundo a qual devemos passar (pular) do mundo do papel bidimensional (da representação), para o mundo real tri e quadrimensional; i.e., passar da leitura passiva, às ações no mundo real.

“…It is the leap from passive reading to active construction, from the two-dimensional paper world to the three and four-dimensional real world1”.

Na página seguinte os protagonistas são apresentados: AQUI ESTÃO DOIS QUADRADOS. Acima dessa frase e dentro de um retângulo estão presentes dois quadrados um vermelho e um preto. O quadrado preto no canto superior esquerdo e o quadrado vermelho logo a baixo de forma inclinada ou em ângulo, deixando evidenciado seu dinamismo e movimento.
El Lissitzky escolheu cuidadosamente as cores, especialmente a cor vermelha que contrasta com o preto e os cinzas das figuras terrenas.
Na página seguinte o texto diz: VOANDO PARA A TERRA (VINDOS) DE LONGE. Nessa página vemos os dois quadrados no canto superior direito, ambos inclinados em direção a Terra (círculo vermelho), no canto inferior esquerdo. Poderia se especular sobre o porquê de a Terra ser representada no canto inferior esquerdo da página; seria devido ao seu peso ou densidade? Ou seriam as formas orgânicas, incluindo o círculo, formas representativas da arte passada? Não devemos nos esquecer que El Lissitzky fora aluno de Kasimir Malievitch (1878-1935) para quem o quadrado que nunca se encontra na natureza, era o elemento suprematista básico e era também o fecundador de todas as outras formas suprematistas (Stangos, 2000).  Sobre a Terra descansam figuras arquitetônicas como cubos, paralelepípedos, partes de toros, bem como troncos de pirâmides e trapézios, numa disposição aparentemente caótica sem nenhuma organização seja pelo tamanho, tipo ou perspectiva.

A sentença VOANDO PARA A TERRA esta inclinada no centro da base da página (rodapé). E a sentença DE LONGE esta escrito em caracteres pequenos abaixo de uma linha horizontal. E no canto inferior direito uma única vogal, E, significando o som e ela aponta para a próxima página. Aqui novamente o Lissitzky usa um recurso atualmente muito explorado em HQs (história em quadrinhos) na qual as palavras servem como elementos sinalizadores, apontando para onde o olho deve olhar, e para onde o pensamento deve seguir.  
Com relação ao uso da palavra impressa o próprio Lissitzky acredita que as palavras apresentam duas dimensões. Como som e como representação. Como som são função do tempo e como representação elas são função do espaço1. E que no livro em questão as palavras deveriam ter ambas as dimensões (ou seja como som e representação).

“…Lissitzky wrote at about this time, "Today we have two dimensions for the word. As a sound it is a function of time, and as a representation it is a function of space. The coming book must be both.1…”

El Lissitzky acreditava que o artista podia servir como agente de mudança na sociedade2 e ele mesmo, pode então trabalhar para efetivar essa sua crença (visão) com toda força e criatividade especialmente no que se refere às artes gráficas.
Na página seguinte: a sentença E ELES VEEM está escrito próximo a uma linha vertical e outra horizontal, como se o olho varresse a cena para cima e para baixo, horizontal e verticalmente o mundo. Já a sentença: DESORDEM ALARMANTE está enviesada (inclinada, em ângulo) no canto inferior esquerdo da página, o que ao meu ver significa que essa desordem dinâmica perpetua-se ao infinito no tempo e no espaço, levando-nos a crer que é necessário a intervenção de uma força externa para que o mundo e as sociedade se organizem. 
As figuras brancas e pretas de blocos angulares e retangulares formam uma miscelânea; todas distribuídas sem uma perspectiva ou projeção uniforme, e todas elas parecem flutuar num espaço sem gravidade. É caótico e perturbador porque o olho não consegue organizar a cena logicamente, pois as figuras apresentam áreas iluminadas e sombreadas sem nenhuma lógica ou ordem humana. Na seqüência, os quadrados (vermelho e negro) com seus lados agudos (vértices) caem sobre os objetos brancos e negros desse mundo desorganizado e caótico espalhando-os em todas as direções. É um choque entre duas potências: as potências terrenas e as potências lógicas, fecundadoras (o quadrado), (i.e., a força do povo? da revolução?)
Esse impacto parece ter produzido um tipo de ordem que reinava na desordem a que está submetido esse mundo (o círculo vermelho), e desta forma os objetos são agrupados de acordo com seu tamanho e forma. Além disso, eles são dispostos segundo uma perspectiva racional, não caótica, assemelhando-se a prédios em uma cidade grande, assentados todos sobre o quadrado negro. No meio da composição existe um pequeno triângulo negro que aponta pra cima. O que estaria representando esse triângulo pequeno no topo da composição? Podemos apenas especular o porquê de Lissitzky ter escolhido usar essa figura arquetípica nesse momento. O quadrado negro se afasta (inclinado) em direção ao canto superior direito. E sobre a nova ordem paira o quadrado vermelho. Abaixo deste, as figuras-objetos vermelhas, negras e brancas, agora organizadas atravessam arcos com diferentes gradações de "cores" (cinza) desde a mais densa até à menos densa o que provavelmente para Lissitzky seriam as eras futuras pelas quais o mundo agora organizado atravessaria. Ele sabia que depois da síntese sobrevem novamente uma outra análise. 
Essa descrição preliminar visa ressaltar a característica inovadora do design do livro de Lissitzky, mostrando um repertório totalmente novo e avançado para o tempo em que foi concebido.
Em resumo o livro conta a história de dois quadrados. Nessa história, as “formas elementares são convertidas pelo contexto em configurações representacionais. Dois quadrados, um preto e outro vermelho, movem-se rapidamente em direção a um círculo vermelho (a representação da Terra). Neste círculo vermelho descansam um conjunto arquitetônico composto de cubos e retângulos, numa disposição aparentemente caótica sem nenhuma organização seja pelo tamanho ou tipo. O que é salientado pelas figuras que repousam na “Terra” e que estão em total desalinho. Ambos os quadrados colidem com essa massa caótica de objetos em total confusão (rude indigestaque molesa). Dessa colisão surge uma nova ordem. Agora as figuras totalmente alinhadas e em perspectiva atravessam eras de organização e equilíbrio sendo supervisionadas pelo quadrado vermelho que flutua sobre as novas figuras vermelhas e negras desse novo mundo. Não se pode deixar de salientar o viés político dessa obra e provavelmente assim como todas as outras produzidas nesse período da historia na Europa. Todavia a linguagem visual de Lissitizky teve um enorme valor durante todo o século XX e provavelmente até nossos dias3, 4. Alguns até mesmo especulam que essa obra de Lissitzky seria um “romance científico” uma alegoria da quarta dimensão e seu efeito sobre nosso mundo tridimensional5. Provavelmente essa obra contenha elementos que apóiam essa interpretação, pois Lissitzky tinha conhecimento dos debates sobre a quarta dimensão e suas supostas características. Em minha singela visão essa obra é a “magnum opus” de Lissitizk, na qual ele cuidadosamente escolheu as figuras geométricas e as palavras e as dispôs para construir uma cena com uma mensagem complexa porém inteligível e de alcance político-social, o que é evidenciado pela sentença já no inicio do livro onde ele afirma que esse livro é para todas as crianças.
Desta forma, segundo Meggs e Purvis (2009), pode-se aceitar a ideia que, quem melhor e mais completamente realizou o ideal construtivista-suprematista foi El Lissitzky e com isso influenciou profundamente o curso do design gráfico no século XX.


REFERÊNCIAS

Dicionário Oxford de Arte São Paulo, Martins Fontes. (2001).

Stangos, Nikos. Conceitos da arte moderna. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor. (2000).

Meggs, P. and Purvis, A. W. História do design grafico. São Paulo, Cosac & Naify. (2002)

Internet:








a) Rudis indigestaque molis: “massa confusa e informe” é como Ovídio (Metamorfoses I), descreve a matéria caótica.