VESTÁLIA
Festival da Vestália, em honra a Vesta, deusa do lar e
senhora do fogo sagrado.
07 de junho é o início da Vestália, um festival de oito dias em honra de Vesta, deusa romana do fogo da lareira eterna. Nesse dia, o santuário sagrado foi revelado e as mulheres foram autorizados a entrar no templo para dar oferendas à deusa . As ofertas foram dadas com os pés descalços, e foram pães simples planas feitas de espelta, sal e água. Vesta é o símbolo da continuidade da casa e da família. Ela nos lembra que vêm dos antepassados e que nossos filhos levar a família para a frente no futuro. Em uma casa romana, até que a criança foi introduzida para Vesta não era uma parte da família.
Vesta era filha de Saturno e Cibele, era a deusa dos laços familiares, simbolizada pelo fogo da lareira. Embora Vesta fosse bastante cortejada pelos deuses Poseidon e Apolo, a deusa havia jurado a Zeus que se manteria virgem, fato pelo qual ele lhe deu a honra de ser venerada em todos os lares e ser muitíssimo respeitada por todos os deuses e mortais. Em Roma, a deusa Vesta simbolizava a perenidade do império. Suas sacerdotisas eram chamadas de vestais e tinham um voto de castidade.
Héstia
Deusa do lar, lareira, arquitetura, vida doméstica, família e estado
Cônjuge: Nenhum
Pais: Cronos e Reia
Irmãos Posídon, Hades, Hera, Zeus, Quiron e Deméter
Na miologia Romana equivalente Vesta.
Héstia, Ἑστία, Hestía, na mitologia grega, era a deusa virgem grega do lar, lareira, arquitetura, vida doméstica, família, estado e fogo mistico.
Filha de Cronos e Reia, era uma das doze divindades olímpicas. A ordem de nascimento de seus irmãos, segundo Pseudo-Apolodoro, é: Hera (a mais velha), seguida de Deméter e Héstia, seguidas de Hades e Posídon; o próximo a nascer, Zeus, foi escondido por Reia em Creta, que deu uma pedra para Cronos comer. Higino enumera os filhos de Saturno e Ops como Vesta, Ceres, Juno, Júpiter, Plutão e Netuno, ele também relata uma versão alternativa da lenda, em que Saturno enterra Orco no Tártaro e Netuno embaixo do mar, em vez de comê-los.
Cortejada por Poseidon e Apolo, jurou virgindade perante Zeus, e dele recebeu a honra de ser venerada em todos os lares, ser incluída em todos os sacrifícios e permanecer em paz, em seu palácio cercada do respeito de deuses e mortais.
Seu festival, a Vestália ocorria do dia 7 até 15 de junho, quando o templo, Aedes Vestae, era aberto para as mulheres de Roma. Segundo o calendário de Filocalo, que data de 354 d.C., durante a Vestália existiam três datas marcantes: no dia 7, a Vesta aperitur, no dia 9 a Vestália e no dia 15 a Vesta clauditur.
Nos Fastos, Ovídio ilustra a explicação de um costume religioso particular, com a descrição das origens da Vestália.
Na mitologia romana a deusa Vesta era a deusa do fogo sagrado. Equiparada à deusa grega Héstia.
O seu templo era guardado pelas Vestais, sacerdotisas virgens consagradas a guardar o fogo sagrado no templo.
Crê-se que o culto à deusa Vesta seja um culto muito antigo, que a coloca como a primeira mãe de Roma.
Acreditava-se que Pales, uma divindade com cabeça de burro (prosperidade agrícola e fertilidade) era o seu consorte. O burro foi, assim, consagrado a Vesta.
A chama devia brilhar no centro do lar, lugar habitual para os sacrifícios aos deuses e nunca devia extinguir-se.
Francisco de Goya; Sacrifício a Vesta.
Templo de Vesta, Roma
O templo de Vesta, cujo acesso sempre era proibido para homens, abria suas portas no dia 7 de junho para as matronas (as parteiras). Normalmente só quem tinha acesso ao templo eram as vestais e o pontífice máximo, pontifex maximus, mas este não podia entrar no Peno das Vestais, Penus Vestae, o recinto secreto da deusa. Este estava localizado no pódio do templo, em uma cavidade trapezoidal. Lá se guardavam os objetos sagrados que asseguravam grandeza de Roma e estes não podiam ser vistos por ninguém além das sacerdotisas.
Segundo Sérvio Honorato, no Comentário sobre a Eneida, VII, 188, eram sete os objetos, dos quais só se conhecem três. O templo das vestais situava-se no Fórum, perto da Regia, antigo palácio dos reis romanos, e seu formato circular lembrava as primitivas cabanas italianas. Somente as vestais tinham livre acesso a seu núcleo, mas uma vez por ano, durante a Vestália, as mulheres casadas podiam visitá-lo, razão pela qual, na época de Augusto, construiu-se diante do templo o Átrio das Vestais, Atrium Vestae, uma espécie de vestíbulo de recepção.
Nos dias da Vestália as matronas entravam no templo descalças e com os cabelos soltos para orar e pedir pelo bem de sua casa e sua família. Em épocas de seca, vinham a Júpiter pedir por chuva. Elas costumavam levar para o templo pratos com várias iguarias e as vestais lhe ofereciam a mola salsa, uma farinha de trigo branca que era moída, torrada e salgada pelas virgens vestais para serem utilizadas em todos os sacrifícios oficiais, também era uma oferenda comum às divindades domiciliares.
Servius Grammaticus (Marius ou Maurus Servius Honoratus) descreve a substância como pius, no sentido de "preparado com reverência" e castus "ritualmente puro". A mola salsa era tão fundamental ao sacrifício que "despejar a mola", latim para “immolare” acabou por significar “sacrificar” (imolar). Seu uso era uma das diversas tradições religiosas creditadas a Numa Pompílio, Sabino que foi o segundo rei de Roma.
O Colégio de Vestais preparava a mola salsa durante a Vestália, principal festival da deusa Vesta.
As sacerdotisas dedicadas à deusa Vesta , pertencentes à classe alta/patrícia, eram encarregadas de cuidar, por 30 anos o fogo sagrado, no Templo de Vesta; que simbolizava a casa da cidade de Roma e que, por isso, nunca se podia apagar, pois era um prelúdio de desgraça para Roma e todos os seus cidadãos.
7° dia de junio es el comienzo de la Vestalias, un festival de ocho días en honor de Vesta, diosa romana del fuego del hogar eterno. En este día el santuario sagrado se dio a conocer y mujeres se les permitía en el templo para dar ofrendas a la diosa. Las ofertas se les dio descalza, y eran panes planos simples hechos de espelta, sal y agua. Vesta es el símbolo de la continuidad de la casa y la familia. Ella nos recuerda que venimos de los antepasados y que llevamos a nuestros hijos a la familia adelante en el futuro. En una casa romana, hasta que el niño se introdujo a Vesta que no era una parte de la familia.
June 7th is the start of the Vestalia, an eight day festival in honour of Vesta, Roman goddess of the eternal hearth fire. On this day the sacred sanctuary was unveiled and women were allowed into the temple to give offerings to the goddess. Offerings were given barefoot, and were simple flat breads made from spelt, salt and water. Doorways of homes were festooned with garlands of ivy to invite Vesta, who is the symbol of the continuity of the home and family. She reminds us that we come from the ancestors and that our children carry the family forward into the future. In a Roman home, until a child was introduced to Vesta it was not a part of the family.
A Vestália era um festival em homenagem ao culto da deusa romana Vesta, deusa que personificava o fogo sagrado que, segundo a lenda, fora trazido de Troia por por Eneias. Esse fogo era perpetuamente preservado pelas sacerdotisas da deusa, as vestais, no seu santuário, em Roma.
Ocorria entre os dias 7 e 15 de junho, quando o templo, era aberto para as mulheres de Roma. A principal atividade das vestais era manter sempre aceso o fogo sagrado no Templo de Vesta. Deixar o fogo apagar-se equivalia a deixar o Império Romano sofrer a ira dos deuses.
Devido a inviolabilidade do Templo de Vesta e das próprias sacerdotisas, as mesmas também guardavam os objetos sagrados, tratados solenes e testamentos de várias pessoas, entre elas como dos próprios imperadores romanos: Augusto, Tibério, entre outros; como cita Suetônio no seu livro “Vidas dos Doze Césares”
Era um sacerdócio exclusivamente feminino, restrito a seis mulheres que seriam escolhidas entre a idade de 6 a 10 anos, servindo durante trinta anos.
Durante esse período, as virgens vestais eram obrigadas a preservar sua virgindade e castidade, pois qualquer atentado a esses símbolos de pureza significariam um sacrilégio aos deuses romanos e, portanto, também à sociedade romana.
O critério da seleção das vestais era feito seguindo algumas exigências, sendo as duas principais: que não tivesse nenhum defeito físico ou mental, como exemplificado na descrição de Aulo Gélio, citando Antíscio Labeão; que era um sacrilégio tornar vestal uma menina que "fosse gaga, meio surda ou com alguma deficiência física" e que a vestal estava obrigada a permanecer virgem enquanto durasse o período de seu sacerdócio.
Nos primeiros dez anos a sacerdotisa iria aprender as obrigações ligadas ao culto de Vesta, nos outros dez anos ela iria exercer suas funções como sacerdotisa vestal e nos últimos dez anos a vestal iria ensinar às novas virgens vestais as suas funções; completados esses trinta anos, a vestal era livre para se casar, recebendo um dote para esse fim. A maioria das virgens vestais escolhia continuar a exercer o sacerdócio.









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