O PARASITA IDEAL
O governo Bolsonaro é o governo do retrocesso, do atraso, da injustiça, da destruição, e da morte! É a necropolítica usada para administrar um pais gigante como o Brasil. A necropolítica usada para manter grandes corporações como bancos e grandes empresários sugando do trabalhador. Ninguém que tenha nascido na classe trabalhadora tem alguma esperança de melhoria para sua família ou para os seus vizinhos pois o sistema perverso é mantido muito bem lubrificado para a máxima exploração do trabalhador. Do contrário como explicar os juros astronômicos praticados no pais e o lucro incrível e vergonhoso auferido pelos bancos e pelos rentistas. Quem pode nos mostrar um caminho para que nos livremos desses parasitas que roubam nossa alegria de viver e nossa esperança num mundo de igualdade e solidariedade?
O máximo parasita é a classe média alta auxiliada pela elite que explora tudo e todos.
A classe média, escravocrata e alienada é a máxima culpada por colocar no fundo do poço um pais rico e pujante como o Brasil. Especialmente usando a bíblia e o monopólio da violência estatal. Pastores de satã disfarçados de ovelhas amealham fortunas indizíveis com o dizimo pago pelo trabalhador.
Essa classe abjeta, a mais corrupta de todas, pois nada tem e acredita que algum dia na história chegará a ser elite. Infeliz ilusão que não leva a nada. Só faz aumentar seu ódio e seu preconceito com o pobre e o trabalhador, contra o negro e o índio contra o imigrante e o despossuído.
Essa classe é o joguete de uma elite perversa e extrativista que desde sempre mandou no pais.
Uma classe tresloucada que se ao se olhar no espelho se ve diferente do outro, do povo, do trabalhador. Mas é ela que cura os doentes que tem dinheiro e os pobre pelo SUS; é ela que da seus engenheiros que mesmo ganhando muito bem sempre são assalariados.
Essa classe que se compra por preço baixo, que nada custa, sem valor e desprezível é capaz de concordar com uma reforma que impede todo trabalhador inclusive de suas próprias fileiras a fim de concordar com uma elite que diz que o estado deve ser minimo.
“Temos de entender por que economia, após reforma da Previdência, não cresce”, diz Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos deputados em Brasilia. O caramanchão do poder, onde mesmo os representantes das classes populares, que são poucos, pois o poder econômico impede essas classes de elegerem representantes legítimos. Vejam os número dos representantes, o quanto custa para eleger um representante e a quem eles representam. Os donos da terra são representados por 210 deputados (de um total de 513) e 26 senadores (de um total de 81), num total de 236 políticos em exercício (39,7% dos congressistas), de 18 partidos.
Eles pensam que existe outros alem deles? Não.
Ora, quantos são os donos de terras? Milhares talvez? Não. As grandes propriedades somam apenas 0,91% do total dos estabelecimentos rurais brasileiros, mas concentram 45% de toda a área rural do país. já os estabelecimentos com área inferior a dez hectares representam mais de 47% do total de estabelecimentos do país, mas ocupam menos de 2,3% da área total. Isso deixa claro que quem manda no Brasil é menos de 1% da população.
Quanto às disparidades de gênero, ainda são aviltantes. São os homens que controlam a maior parte dos estabelecimentos rurais e estão à frente dos imóveis com maior área: eles possuem 87,32% de todos os estabelecimentos, que representam 94,5% de todas as áreas rurais brasileiras. As mulheres praticamente inexistem. Maior desigualdade não há.
É essa estrutura que a classe média mantem. São os fantoches da elite extrativista energúmena, ignorante e escravocrata brasileira.
Sentem-se orgulhosos de serem capachos para os ricos. Sentem-se felizes de serem os capitães do mato para o poder do capital. E recebem migalhas que caem da mesa da casa grande, dos palácios e luxuosas mansões dos "Jardins", da "Barra" e dos "Moinhos", pelo Brasil afora.
Mal sabem eles que ao escorar esse sistema desigual estão impedindo sua própria classe de progredir, de aspirar um mundo onde a justiça e a igualdade sejam os valores maiores.
É estarrecedor a degradação moral q a classe “superior” promove na classe serviçal. Como se os servidores não fossem nem humanos mais, são coisas.
Como se fossem animais amestrados que normalmente ultrapassam “um limite” e por isso devem ser descartados, mas que são tolerados pois executam um trabalho que eles se julgam superiores para poder realizar.
As pessoas das classes populares não podem estudar numa universidade e por isso “consomem” tutoriais do Google o que os “capacita” e os deixa pronto para serem “uberizados” e a serem empresários de si mesmo.
Empreendedores de sua própria força de trabalho (sua força vital).
O mercado os coisificou e os alienou de sua humanidade, separando-os de seus irmãos. E agora vivem de migalhas, trabalhadores que antes eram protegidos pela legislação, que a classe média e em certa medida muitos dos trabalhadores concordaram em jogar fora.
Não sabiam que ao fazer isso estavam jogando fora sua segurança futura, na velhice onde tudo se torna mais difícil e onde mais se necessita de amparo e cuidado.
Não há auto-exploração...mas o capital que explora o trabalho do ser humano até não mais existir vida. Explorar a si mesmo é um absurdo. Há sempre a exploração do homem pelo homem por meio do capital.
E assim, tudo vai perdendo a beleza, perdendo as cores, e o circo do trem fantasma do pior parquinho das grotas desse mundo imundo (Achutti).
Há um filme chamado "Parasita" cuja virtude é a de fazer uma sátira ao estágio atual do chamado Capitalismo cognitivo ou terceiro capitalismo.
O capitalismo cognitivo-cultural ou economia cognitivo-cultural ou, ainda, terceiro capitalismo (entendido como uma fase posterior ao mercantilismo e o capitalismo industrial) é uma teoria centrada nas mudanças socioeconômicas provocadas pelas tecnologias que fazem uso da Internet e da Web 2.0, a internet das coisas, as quais têm transformado gradualmente o modo de produção e a natureza do trabalho. Nessa fase do capitalismo, que corresponde ao trabalho pós-fordista, haveria maior geração de riqueza comparativamente às fases anteriores, e o conhecimento e a informação (competências cognitivas e relacionais) seriam as principais fontes de geração de valor. Todavia essa geração de riqueza ficou na mão de poucos no mundo todo. Os quais concentram o capital de maneira flexível. E na realidade é uma maneira de explorar ao máximo a força de trabalho sem nada em troca. Apenas a subsistencia. Uma vez que os senhores unicórnios, não se preocupam mais com carteira assinada, sindicatos ou greves. É a arma ideal para destruir a classe trabalhadora, uma vez que acena com ganhos fáceis e trabalhos sem horários fixos.
O operaismo (Workerism) toma como seu axioma fundamental, as lutas da classe trabalhadora sempre precedem e prefiguram as sucessivas reestruturações do capital. O conflito Capital versus Trabalho não desaparece, mas está escamoteado pela tecnologia que torna os patrões invisíveis e relações trabalhistas flexíveis, ou totalmente abolidas, via leis que regulamentam a nova atividade. E como resultado a luta de classes se dilui em dramas individuais cotidianos sem fim. Os trabalhadores precarizados têm suas forças vivas sugadas pela exploração parasitária do capital contemporâneo. Essa força vida é transformada em bem-estar para os donos do capital.
Esses trabalhadores habitam literalmente no subterrâneo da cidade neoliberal, nas favelas e em espeluncas insalubres e trabalham ordinariamente de forma flexível sem qualquer garantia política. São objetivamente o medo e o horror dos quais procuramos todos escapar dramaticamente. Toda sua energia vital é explorada por uma classe superior, a burguesia, que habita o paraíso na terra e consome avidamente os frutos da cidade neoliberal, servidos pelos trabalhadores como os reis eram servidos por servos e escravos.
Assim, sem qualquer consciência de classe, pois não há mais sindicatos que congreguem e defendam aquele fazer, os trabalhadores agora dispersos e isolados, são não-pessoas, apenas sobrevivem precariamente e o capital passa por eles sem gerar nenhum bem ou conhecimento. Desta forma, os trabalhadores tornam-se presas fáceis ou do atual populismo de extrema-direita ou da explosão da violência incontida desenvolvida ao longo de seus dramas cotidianos insolúveis.
A classe média como um parasita premeditado
O termo parasita descende do latim parasitus = hóspede, convidado, que, por sua vez, deriva do grego παράσιτος (parásitos), ou seja, "aquele que come na mesa de outrem". O termo grego é composto de παρά - para = junto a, ao lado e σῖτος – sitos = alimento.
O termo acabou por significar o comensal que adulava alguém de alta posição social para que pudesse comer gratuitamente em sua casa.
Parasita é o organismo que vive sugando a energia, ou melhor, as forças vivas de outrem. O filme de Bong Joon-Ho descreve o conceito de forma radical a partir de uma dialética de classes. Sendo a classe média o parasita ideal, que suga a energia vital de seu hospedeiro o verdadeiro produtor de riquezas que vive no submundo da cidade neoliberal contemporânea.
Esse ser parasitado trabalha ordinariamente de forma flexível sem qualquer garantia política e toda sua energia vital é drenada e explorada pela classe média brasileira ou pela burguesia ou pela elite. Seu trabalho transforma a casa ou o condomínio num paraíso terrestre. E nesse paraíso ele não é permitido entrar senão para servir. Seus dramas cotidianos, suas aspirações, seus desejos nunca são realizados e assim, acabam por produzir declínio moral e violência.
(23/III/2010)