Aonde a mão for vai o olhar;
aonde for o olhar, vai a mente;
Aonde for a mente vai a emoção.
Aonde for a emoção vai o gosto.
Aonde a mão estiver isto é o gesto.
O gesto é a materialização da ideia-mente.
Onde está o gosto? O gosto não está no artista nem no gesto do artista.
O gosto está no público.
O olhar do público leva à sua mente, e a sua mente conduz a emoção.
É uma emoção estética destinada ao público que contempla a obra.
Logo, a apreensão da obra pelo olhar acrescenta a emoção que falta para completar a obra.
Assim, surge a estética, o estudo do gosto que inicía com a estesia do olhar e adiciona significado através da emoção à apreensão do objeto, cuja aura existia na mente do artista. Esse conhecimento "de cor" é aprendido na escola, pela educação do olhar, pela alargamento da visão de mundo, pela construção de uma biblioteca de objetos-imagem que dialogam entre sim se sobrepõem e se justapõem edificando desta forma, a cultura individual e social.
Pela fusão momentânea do fruidor com o objeto de conhecimento gera-se um excedente memorável oriundo da superfície das camadas significativas que sozinhas não tem significado algum. Essa apreensão e compreensão do que nos olha do fundo de sua existência nos co-move re-movendo o véu de escuridão que exige em nossa mente.
O desvelamento desse conhecimento é a estética.