INÍCIO

31 outubro 2021

MILIONÁRIOS BRASILEIROS

OLIGARCAS BRASILEIROS

SERÁ QUE HAVERIA 30 MILIONÁRIOS BRASILEIROS DISPOSTOS A ESCREVER UMA CARTA SEMELHANTE PARA PAULO GUEDES?


1.

"Recuperar nosso país é mais valioso do que aumentar nossa riquez0a….O custo da recuperação do país não pode recair sobre os jovens ou sobre os de baixa renda"

Um grupo de 30 bilionários britânicos escreveu uma carta aberta ao Ministro da Economia, Rishi Sunak. pedindo a ele que aumente os impostos dos ricos para ter os fundos necessários para enfrentar os danos econômicos e sociais da pandemia. Não é justo, dizem, que se mantenha o "atual sistema tributário, que impõe uma carga profundamente desigual aos trabalhadores ”. 

"Nós sabemos onde você pode encontrar esse dinheiro - Taxe os ricos como nós. Podemos contribuir mais e queremos investir no reparo e na melhoria dos serviços públicos que compartilhamos. Temos orgulho de pagar nossos impostos para reduzir a desigualdade, apoiar uma assistência social mais forte e o NHS, e assegurar que se construa uma sociedade mais justa e sustentável. ”

Na carta, esses bilionários, que pertencem ao movimento “Patriotic Millionaires”, também lembram que os Pandora Papers revelaram as táticas de evasão fiscal da elite global, demonstrando, “mais uma vez" como pessoas ricas e poderosas se beneficiam de um sistema tributário injusto.

Rishi Sunak, que é também um bilionário, apresentou hoje o orçamento para o novo ano fiscal. Taxação dos mais ricos não fez parte do orçamento.

Milionários brasileiros 



2

Um grupo de 30 milionários do Reino Unido pediu a criação de um imposto sobre a riqueza para os mais abastados da região. Em carta aberta endereçada ao chanceler britânico Rishi Sunak, eles alegam que os recursos são necessários para ajudar na recuperação da crise da covid-19 e no combate à desigualdade local.


Nós sabemos onde você pode encontrar esse dinheiro – nos detentores de riqueza fiscal como nós. Podemos contribuir mais e queremos investir no reparo e na melhoria de nossos serviços compartilhados. Temos orgulho de pagar nossos impostos para reduzir a desigualdade, apoiar uma assistência social mais forte e o NHS (National Health Service ou Serviço Nacional de Saúde, em português), para garantir que estejamos construindo uma sociedade mais justa e verde”, escreveram os signatários.

Segundo o The Guardian, os magnatas, que cobrem vários setores em todo o Reino Unido e fazem parte do movimento Milionários Patrióticos, disseram que desejam que Sunak “resolva o desequilíbrio econômico do sistema tributário atual, que representa uma carga profundamente desigual para os trabalhadores”.

Eles acreditam que o aumento planejado pelo governo britânico de 1,25% nas contribuições para a população geral “afetaria mais duramente os trabalhadores” e argumentam que sejam ajustados os impostos sobre os mais ricos.

No documento, o grupo pediu ao governo que olhe para qualquer política que tribute a riqueza como prioridade - podendo ser a equalização dos ganhos de capital com o imposto de renda, a revisão do imposto sobre a propriedade e até a introdução de um imposto sobre o patrimônio líquido. “Reparar nosso país é mais valioso do que aumentar nossa riqueza”, afirma o documento.


Uma das signatárias, a empreendedora de tecnologia Gemma McGough, comentou que faz sentido, do ponto de vista ecônomico, tributar os mais os ricos. “Esta carta não é uma declaração de boa vontade, é uma tentativa de sacudir o chanceler pelos ombros fiscais e acordá-lo.”

Segundo o The Guardian, um imposto sobre a fortuna dos mais ricos do Reino Unido - aqueles com mais de £ 3,6 milhões (US$ 4,9 milhões de dólares) - poderia gerar pelo menos £ 70 bilhões (R$ 96,4 bilhões) ao ano para os cofres públicos. Isso equivalente a 8% da receita tributária total atual, mas afetaria apenas cerca de 250 mil famílias.

De acordo com o relatório de riqueza da consultoria Knight Frank, a perspectiva de tal imposto é o segundo maior medo dos ricos depois do vírus. Além disso, o primeiro-ministro Boris Johnson e Sunak rejeitaram a sugestão.



Rishi Sunak Chancellor of the Excequer
(Oficial portrait, 2020. WP)



Letter to Rishi Sunak
Chancellor of the Exchequer 

We are writing to you as a group of UK wealth holders.

We understand the immense pressure on the Treasury to deal with crises both present and ok future - from inequality, to Covid, to climate change. We know there will be high expectations for you to find the money needed.

We know where you can find that money - tax wealth holders like us. We can afford to contribute more, and we want to invest in repairing and improving our shared services. We are proud to pay our taxes to reduce inequality, support stronger social care and the NHS, and to ensure that we’re building a more just and green society. 

The cost of recovery cannot fall on the young or on those with lower incomes. There are many of us - people with wealth - who will support a more progressive system of taxation, and we urge you to do the same. 

When deciding on how to meet the financial gap, look to us. Repairing our country is more valuable than growing our wealth. 

The Signers



Fortuna de metade dos bilionários do Brasil tem origem em heranças. 

Informações divulgadas esta semana pela lista global da revista Forbes mostram que metade dos 30 bilionários brasileiros teve a colaboração de herança para alavancar seu patrimônio.Segundo reportagem da Folha, é o caso da família Steinbruch (da CSN), dos Ermírio de Moraes (Votorantim) e de Abilio Diniz (Pão de Açúcar). As quatro pessoas mais ricas do país, no entanto, conseguiu fazer fortuna por esforço próprio: Eike Batista, Jorge Paulo Lemann, Joseph Safra e Marcel Telles.

Ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos e na Europa, o empreendedorismo não é a marca principal da fortunacolecionada pelos bilionários brasileiros. Segundo a lista global divulgada anteontem, metade dos 30 bilionários brasileiros teve a colaboração de herança para alavancar seu patrimônio. É o caso da família Steinbruch (da CSN), dos Ermírio de Moraes (Votorantim) e de Abilio Diniz (Pão de Açúcar). 

Dos 12 brasileiros que estão pela primeira vez no ranking, nove devem à herança ao menos parte da sua presença na lista - são herdeiros do Itaú Unibanco e do Bradesco. No topo da lista, porém, o cenário é diferente. As quatro pessoas mais ricas do país têm a fortuna chamada "self-made", ou por esforço próprio: Eike Batista, Jorge Paulo Lemann, Joseph Safra e Marcel Telles.

Juntos, os 30 brasileiros mais ricos contam com uma fortuna de US$ 131,4 bilhões, ou mais que o triplo do PIB (soma de todos os bens e serviços produzidos em um ano) uruguaio. Quase a mesma coisa acontece no ranking global, já que Carlos Slim, Bill Gates e Warren Buffett (os três mais ricos do mundo) não contam com a herança como uma das fontes do patrimônio. Esse mesmo panorama de predomínio do legado familiar se repete no restante da América Latina, indicando uma dinâmica de economia diferente das da Europa e dos Estados Unidos. Dos 21 bilionários latino-americanos (e que não são brasileiros), 12 receberam herança que contribuiu para a fortuna. 

Somente o México tem mais bilionários que não tiveram origem na herança. Na terra de Slim, o homem mais rico do mundo, o fiel da balança foi o traficante Joaquín Guzmán Loera, que deu a vantagem de 6 a 5 para os "empreendedores". Nos EUA e na Europa, mais de dois terços têm fortuna "self-made". 

No caso americano, a lista vem sendo engrossada por empresários jovens envolvidos com o setor de tecnologia. O Facebook, por exemplo, criou seis bilionários, entre eles Eduardo Saverin, que, apesar de ter nascido em São Paulo, é contabilizado como norte-americano pela "Forbes". O Zynga (criador do jogo Farmville) e o Groupon (de vendas coletivas) contribuíram com um novo bilionário, cada um. 

Na China, que abriga a segunda maior quantidade de bilionários -atrás só dos EUA-, também predomina o empreendedorismo, mas algumas fortunas se devem a bons contatos com o Partido Comunista.






Bibliografia