INÍCIO

08 fevereiro 2025

RECEITA DE MANTEIGA VEGANA

MANTEIGA VEGANA ANTIFÚNGICA 

Créditos: @patriciasteniconutri




Além de possuir ingredientes com propriedades antiinflamatórias e antifúngicas (antimicóticas), essa manteiga possui um sabor sofisticado.

São muitos aromas e aquele sabor que lembra restaurante chique. Além do mais, é uma opção para dietas com restrição de lactose!

Eu tenho certeza que não fico mais sem essa manteiga em casa, perfeita demais.

Ingredientes

1/2 Xícara de óleo de coco sem sabor, 120ml,
Xícara de (café) de azeite de oliva, 50ml
Dentes de alho 

1/2 Colher de (chá) de cúrcuma em pó

1/2 Colher de (café) de sal marinho

Finalize com:

1 Ramo de alecrim fresco ou desidratado

2 a 3 Folhas de sálvia fresca

1/2 Colher de (chá) de orégano desidratado

2 Raminhos de orégano fresco (opcional)

* Modo de preparo:

Bata os ingredientes no liquidificador por cerca de 2 minutos.

Em seguida despeje a manteiga em uma tigela com tampa e adicione as ervas aromáticas. Leve para a geladeira por 3 a 4 horas ou até ganhar consistência de manteiga.(1)


Fonte

RECEITA DE CREME DE ABÓBORA

VELOUTÉ DE POTIRON
CREME DE ABÓBORA FRANCÊS 

Originalmente é uma receita vegana que eu transformei em receita não-vegana. 










(1)


Ingredientes

Abóbora pequena a média
Leite de coco, 200ml
Cebola roxa 
Alho, 1 cabeça
Punhado de tomate cereja ou 2 tomates normais 
Caldo de legumes, 350 ml ou mais, dependendo da espessura desejada (ou caldo de carne, ou frango) 
Gengibre fresco ralado (opcional, 1 colher de chá) 
Azeite de oliva a gosto
Cominho seco, 1 colher de chá
Páprica, 1 colher de chá
Tomilho, 1 colher de chá
Alecrim, 1 colher de chá
Sal e pimenta a gosto 
Coentro fresco para decorar 
Flocos de pimenta 

Para torradas de queijo

Pão, 2 fatias
Queijo vegetal ou animal 
Manteiga vegana ou manteiga animal 

Pré-aqueça o forno: 
Pré-aqueça o forno a 180 graus Celsius. 

Legumes cortados: 
Corte a abóbora, a cebola, o alho e o tomate e coloque-os em uma assadeira, quanto menor cortarmos, mais rápido eles amolecerão. 

Adicione temperos e azeite: 
Misture com azeite e especiarias, cominho, paprica, tomilho, alecrim. 

Asse: 
Cubra a mistura de vegetais com papel alumínio e leve ao forno por cerca de 1 hora ou até que os vegetais estejam dourados e macios. 

Cozimento: 
Coloque essa mistura de vegetais assados num liquidificador e faça um purê; acrescente o caldo de legumes ou o caldo de galinha (frango).
Coloque esse purê em uma panela e aqueça em fogo médio. 
Adicione o leite de coco e cozinhe, mexendo, por 2 minutos. 

Prove e decore: Tempere com sal, pimenta e pimenta em flocos a gosto. Decore com coentros frescos e sirva. 
Prepare torradas de queijo: espalhe manteiga vegana em duas fatias de pão e cubra com queijo. Frite dos dois lados em uma frigideira até dourar e sirva com a sopa.



Fonte 











ESTATAIS

ESTATAIS 


A DIREITA E A EXTREMA DIREITA que defendem os burgueses, os ricos e exploradores,  só fazem opovo trabalhador em particular e o povo brasileiro como um todo, perder todos os direitos que foram conquistados com muita luta. Vejam isso:

China tem 115 mil empresas estatais,

Estados Unidos que se diz 100% capitalista tem 7000 empresas estatais, 

Alemanha tem 15000 empresas estatais.


E o Brasil querendo dar as suas ESTATAIS de graça, as poucas que ainda restam. 


O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos tornou lançar, nesta sexta-feira (26/7/2024), o Relatório Agregado das Empresas Estatais Federais, que sistematiza e consolida os principais dados econômicos, contábeis, e operacionais relativos à atuação das empresas controladas pela União em 2023. 

Entre os principais pontos do balanço destaca-se a riqueza produzida pelas estatais no ano passado (2023), contabilmente registrada como seu Valor Adicionado Bruto, que foi de R$ 627,1 bilhões, o que equivale a 5,75% de todo o Produto Interno Bruto brasileiro.

O relatório também aponta que o ano de 2023 foi marcado pelo forte crescimento do lucro líquido de bancos públicos e da Petrobras:

Banco do Brasil:que cresceu 9,1%, chegando a R$ 33,8 bi) e da 
Caixa Econômica Federal: crescimento de 20%, chegando a R$ 11,7 bilhões. 
Petrobras: apesar da queda na cotação global do petróleo no período, bateu recordes de produção e teve o segundo melhor resultado de sua história R$ 125,2 bilhões de reais.

Em seu conjunto, as estatais apresentaram um lucro líquido de R$ 197,9 bilhões. A redução neste valor (em cerca de 28% frente ao ano anterior) se deve, principalmente, à variação dos resultados da Petrobras. Durante o ano de 2023, as estatais federais pagaram R$ 128,1 bilhões em dividendos e Juros sobre Capital Próprio a seus acionistas. A União recebeu R$ 49,4 bilhões em pagamentos nesta modalidade. Somente esses dados nos mostram que as estatais brasileiras estão entre as empresas de seu gênero que mais dão lucro no planeta. Nenhum gestor que ocupe temporariamente a cadeira de prefeito, governador ou presidente poderia vender qualquer estatal. São empresas PÚBLICAS. PERTENCEM AO POVO BRASILEIRO. E são lucrativas. 

“Ao olharmos as estatais federais em seu conjunto, fica claro que elas são extremamente positivas para a economia brasileira. Ao mesmo tempo em que contribuem para as contas públicas, recolhendo impostos e gerando dividendos, movimentam o mercado de capitais e as cadeias produtivas do setor privado e gerando empregos em suas imensas cadeias produtivas. 
Além disso, possibilitam ao Brasil o domínio de tecnologias-chave e entregam muito valor público à sociedade”, afirma a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.

Ao todo, a União controla diretamente 44 estatais federais que atuam em uma série de setores. 

Além do petróleo e dos bancos públicos, há empresas de abastecimento, de administração hospitalar, portos organizados, tecnologia e defesa, entre outros. 
De forma indireta, a União também controla outras 79 empresas que são subsidiárias das empresas de controle direto.

De acordo com o relatório, juntas, estas 123 empresas estatais empregavam, ao todo, 436.283 trabalhadoras e trabalhadores e destinaram, em 2023, R$ 130,6 bilhões em remuneração e benefícios. O número de empregados, que havia sofrido uma queda de 8,2% entre 2019 e 2022, sofreu um leve aumento (0,5%) no último ano de 2023.


Outros dados

Segundo o relatório agregado, 17 das 44 empresas de controle direto da União precisaram, ao longo de 2023, de recursos da União para o custeio de suas atividades, repetindo a situação dos anos anteriores. Essas são as empresas consideradas “dependentes de recursos do Tesouro Nacional” às quais foram repassadas subvenções de R$ 23,9 bilhões, o que não representa nem metade dos dividendos recebidos pela União no período.

Mais da metade, 56% do total, do que foi repassado às estatais sob a forma de subvenção teve como destino empresas voltadas à administração de hospitais que prestam serviços à população e possibilitam a formação de profissionais da saúde (Ebserh, que administra hospitais das Universidades Federais, Grupo Hospitalar Conceição, uma rede de hospitais de Porto Alegre, e Hospital de Clínicas de Porto Alegre, o HCPA). Outros 16% foram para a Embrapa, cujas tecnologias possibilitaram, apenas no ano de 2023, cerca de R$ 80,5 bilhões em benefícios econômicos decorrentes de aumento de produtividade e redução de custos para os produtores agropecuários.

Sobre o relatório

Diferentemente dos relatórios anteriormente publicados, a edição referente ao exercício de 2023 do Relatório Agregado das Empresas Estatais Federais traz uma visão geral sobre as atividades-fim de cada empresa, buscando relacioná-las às principais políticas públicas e de desenvolvimento. O documento mostra, por exemplo, que os mais de 40 hospitais administrados por estatais, ao fim do ano, realizaram mais de 8 milhões de consultas e 283 mil cirurgias de diferentes complexidades. O relatório também apresenta como os bancos públicos foram importantes na execução de políticas de crédito, em linha com os principais programas governamentais.

O documento foi produzido pela Sest/MGI reunindo e consolidando informações geradas pelas próprias organizações em seus demonstrativos contábeis, econômicos e afins. O Relatório Agregado é parte do compromisso do Ministério da Gestão de prover dados, informações e análises de modo a qualificar o debate público e processo decisório das políticas públicas, baseados em evidências, transparência, governo aberto e integridade.



Fonte
















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MUNDO

O  MUNDO É POLÍTICO 



Eu destruo AI ocidentais






QUÍRON O CURADOR CÓSMIGO

YOU CAN CONTACT YOUR INNER HEALER WITH CHIRON IN THE SIGN OF ARIES


Χειρων

1.

KHEIRON Χειρων, Cheiron, Quíron era o mais velho e mais sábio dos Kentauroi, Centauros, uma tribo da Tessália de homens meio-cavalos. Ao contrário de seus irmãos, Kheiron era filho imortal do Titã Cronos e meio-irmão de Zeus. Quando o encontro de Cronos com a ninfa Filira foi interrompido por Reia, ele se transformou em um cavalo para passar despercebido e o resultado foi esse filho biforme (meio homem meio cavalo). O resto dos Kentauroi, Centauros foram gerados pela nuvem Nephele nas encostas do Monte Pelion, na Magnésia, onde foram amamentados pelas filhas de Kheiron. 

Kheiron foi um professor renomado que orientou muitos dos maiores heróis do mito, incluindo os Argonautas Jasão e Peleu, o médico Asclépio (Esculápio), o semideus Aristaios (Aristaeus) e Aquiles (Aquiles) de Tróia. O velho Centauro foi acidentalmente ferido por Hércules quando o herói lutava contra outros membros da tribo ou quando aprendia a usar o arco). A ferida, envenenada com veneno de Hidra, era incurável e, sofrendo uma dor insuportável, Kheiron renunciou voluntariamente à sua imortalidade. Zeus então o colocou entre as estrelas como a constelação de Sagitário ou Centauro.

Quíron (1)

Na antiga pintura de vasos gregos, Kheiron era frequentemente retratado com uma forma bastante distinta daquela dos outros Kentauroi, ele tinha o corpo inteiro de um homem, da cabeça aos pés, com um corpo parcial de cavalo preso à garupa, e estava vestido com uma túnica longa e botas. Esta forma incomum pode simplesmente refletir sua aparição no drama grego, onde as limitações do figurino exigiam uma simplificação da forma centaurina. Os outros Kentauroi, que não aparecem no drama ateniense, foram retratados nus e com formas totalmente equinas abaixo da cintura.

O nome de Kheiron foi derivado da palavra grega para mão, kheir, e significava algo como “hábil com as mãos”. No mito, também estava intimamente associado à palavra kheirourgos, “cirurgião”, devido ao seu conhecimento das plantas medicinais, dos fenômenos da natureza e de como curar doenças que afetavam o corpo.


PAIS DE QUÍRON 

KRONOS & PHILYRA (Titanomachia Frag 6, Pindar Pythian Ode 3, Apollodorus 1.8, Apollonius Rhodius 2.1231, Hyginus Faulaeb 138, Hyginus Astronomica 2.38, Ovid Metamorphoses 6.126 e 7.352, Ovid Fasti 5.379, Virgil Georgics 3.92 e 3.549, Plínio História Natural 7.197)

FILHOS 

OS PELIONIDES NYMPHAI (por Khariklo) (Píndar Pythian Ode 5)

ENDEIS (Hyginus Fabulae 14)

MELANIPPE (Eurípides Melanippe Frag, Callimachus Frag, Hyginus Astronomica 2.18)

OKYRRHOE (por Khariklo) (Ovídio Metamorfoses 2.635)

KARYSTOS (por Khariklo) (Scholiast em Píndaro Pítico 4.181, Eustathius em Homero 281)


2.

Centauros são seres da mitologia grega cujo corpo é composto, em sua metade superior, de dorso, braços e cabeça de homem e, na inferior, de lombo, pernas e patas de cavalo.

Sobre sua origem, há duas versões do mito: numa delas, são descendentes de Ixion e de uma nuvem, na outra, descendentes de Cronos e Filira (Cronos é Saturno na mitologia latina), de cuja união nasceu um ser meio homem, meio cavalo, que se uniu com éguas do monte Pélion gerando uma raça de Centauros. Quíron é um deles. Quíron é o mais velho e célebre dos centauros e diferencia-se de sua espécie pelo uso da razão, por orientar sua força pela mente, por princípios superiores e por dirigi-la para os bons combates.
Quíron vive sozinho numa caverna no monte Pélion, sem, no entanto, isolar-se do mundo. Além de meditar, estudar, pesquisar e buscar o conhecimento, é também professor e educador, sendo responsável pela formação e instrução de heróis, deuses, semideuses e comuns mortais.

Suas especialidades são a medicina (conhece o poder das ervas, das plantas e das forças da natureza), as ciências, a filosofia, a ética, a música, as artes da caça e da guerra (apenas com finalidades de sobrevivência) e os ritos religiosos. Foi mentor de muitos heróis gregos: Frasão, Aquiles, Hércules (que tornou-se um de seus grandes amigos) e de Asclépio (ou Esculápio) que, por seu poder de cura, foi chamado por muitos de “o pai da medicina”.
Quíron, como outras divindades ctônicas, um filho da terra, simboliza a sabedoria da natureza e do próprio corpo. Rejeitado por seus pais biológicos devido a estranheza de sua forma física, Quíron foi adotado e educado por Apolo (deus da profecia, da música, da poesia e da medicina, um modelo de sabedoria, justiça, beleza e juventude), de quem herdou sua sabedoria e por intermédio de quem desenvolveu seus próprios dons.

Quíron dedica sua vida à cultura, harmonia, ordem, criatividade e conhecimento, energias opostas ao forte traço instintivo de suas origens e de sua raça. Seu destino, contudo, é um tanto trágico. 

Seu final é triste, mas, ao mesmo tempo, transformador, pois revela a possibilidade de libertação do sofrimento e de redenção. A solução se apresenta através de uma troca, uma espécie de negociação feita por Hércules junto a Zeus para ajudar seu amigo. Prometeu, castigado por roubar o fogo (conhecimento) dos deuses para dar aos homens, havia sido condenado a ser amarrado a uma montanha e ter seu fígado eternamente devorado por uma ave de rapina, mas o fígado se recompunha durante a noite. Zeus havia decretado que, para que ele fosse libertado, um imortal precisaria renunciar à imortalidade e tomar seu lugar. Quíron então oferece seu privilégio de imortalidade para Prometeu e, assim, passa para o reino dos mortos, obtendo seu merecido repouso. Por fim, a libertação de seu próprio sofrimento foi também a libertação do sofrimento do outro, mas Zeus o colocou no céu, na forma da constelação de sagitário uma constelação zodiacal.  
Desta forma, Sagitário é uma das constelações do zodíaco e está localizada no hemisfério celestial sul. É uma das 48 constelações listadas pelo astrônomo Ptolemeu do século II e continua sendo uma das 88 constelações modernas. Seu antigo símbolo astronômico é (♐︎). Seu nome em latim significa “arqueiro”. Sagitário é comumente representado como um centauro retesando um arco. Situa-se entre Scorpius e Ophiuchus a oeste e Capricornus e Microscopium a leste.

O centro da Via Láctea, nossa galáxia, fica na parte mais ocidental de Sagitário, onde localiza-se o Sagitário A*.


3.

QUÍRON, o curador cósmico, está agora em Áries. O centauro ferido Quíron entrou em Áries em 18 de fevereiro de 2019, depois de passar mais de sete anos no signo de Peixes, e lá permanecerá até 2027.

Embora Quíron tenha sido originalmente classificado como um asteroide, descobriu-se que possui um comportamento típico de cometas. Foi o primeiro membro conhecido de uma classe de objetos atualmente denominados centauros, que têm órbitas entre Saturno e Urano e que partilham características com asteroides e cometas. Por essa razão, alguns destes corpos possuem uma designação oficial de asteroide e outra relativa aos cometas. No caso de Quíron, é o asteroide 2060 Quíron e é também o cometa 95P/Quíron. O nome próprio associado à sua designação oficial refere-se ao centauro Quíron da mitologia grega e foi mais tarde sugerido que nomes de centauros mitológicos passassem a ser atribuídos exclusivamente a objetos desta classe.

Este asteroide, segundo a astrologia, traz consigo um ciclo em que melhoraremos a nossa confiança, incluindo a imagem corporal. Estes são temas delicados que podem ter um grande efeito sobre nós. Os problemas pessoais e de saúde que impediam o nosso progresso estão prestes a ser revistos e resolvidos. Para quem acredita, essa característica é maravilhosa.

Aprenderemos a nos afirmar e a focar em nossas necessidades em doses saudáveis, sem nos sentirmos culpados no processo. Este trânsito enfatiza o conceito de que a cura começa dentro de si mesmo; o que é corroborado pela etimologia de Cheiron o médico, cirurgião.

Esta passagem de Quíron é extraordinariamente longa, com o corpo celeste passando oito anos em Áries. 

Isso é ainda mais longo do que uma passagem de Urano. Para efeito de comparação, quando Quíron transita por Libra, leva menos de dois anos, o que é menos do que um trânsito de Saturno.

Há muitos problemas que precisam ser resolvidos, e é por isso que Quíron passa tanto tempo em Áries.

Áries está conectado à nossa identidade. Quíron é popularmente conhecido como o curador de feridos. Ao transitar em Áries, o objetivo de Quíron é curar a ferida mais profunda de todas: a ferida de nossa identidade pessoal.

O que isso significa pode significar? Quíron deixa uma parte do seu mapa e se move para uma área que você realmente não explorou profundamente, ou nem sequer tocou. Quíron em trânsito em Áries apontará para a área que você precisa curar para integrar todas as suas partes e se tornar inteiro novamente.

É bom lembrar quem é Quíron... o mais sábio e nobre de todos os Centauros da Mitologia Clássica. 

Enquanto todos os outros centauros galopavam para a ruína desenfreada e para o esquecimento na embriaguez, apenas Quíron compartilhou o conhecimento que herdou dos Titãs... ensinando uma série de jovens sensíveis... Aquiles, Jasão, Perseu, Teseu, Ájax, Dionísio, Hércules... uma lista interminável de heróis e semideuses. Ele os educou nas artes e nas ciências... ensinando-os a serem músicos e médicos.

Diz-se que o próprio Esculápio se tornou o deus da medicina apenas através das mãos hábeis de Quíron... “mãos hábeis de Quíron” em grego "kheirourgos" vivendo até hoje na palavra “chirurgie”... cirurgião.

Infelizmente... para usar outra palavra encontrada na maioria dos mitos gregos... Quíron foi acidentalmente ferido por uma flecha envenenada com o veneno da hidra enquanto ensinava tiro com arco a Hércules. Hércules, foi o culpado por esse acidente.

Em vez de usar todos os seus poderes para se curar... não deixando nada para seus alunos... Quíron renunciou voluntariamente à imortalidade e morreu... após o que seu meio-irmão Zeus o colocou entre as estrelas como a Constelação de Sagitário.

O enlutado Hércules passou a ser tutor de uma série de jovens... mais notavelmente seu amado Hylas... que foi sequestrado por ninfas, para nunca mais ser visto... levando Hércules a vasculhar o mundo... gritando "Hylas! Hylas!" onde quer que ele fosse.

Hylas é a fonte da palavra inglesa: Alas!

Baseando-se na mitologia clássica, Carl Jung cunhou o termo “curador ferido” para descrever como os psicoterapeutas devem se conectar com o arquétipo de Quíron. Jung disse que os melhores psicanalistas precisam desesperadamente de cura... e que, identificando-se com seu “curador ferido” interior, eles podem curar seus pacientes... mesmo que sejam incapazes de curar a si mesmos.


4.

Asclépio aprendera a arte de curar com o centauro Quiron, segundo a lenda. Promovia a cura dos doentes e até ressuscitava os mortos. Enciumado por estes triunfos e pela subversão da ordem natural das coisas, Zeus matou-o com um raio e Asclépio, após sua morte, foi recebido como um deus. Esta é a origem na mitologia grega do deus da medicina, que era como Asclépio era cultuado por volta de 429 a.C., e representado por uma serpente. Com a conquista da Grécia pelos romanos, estes assimilaram os deuses da mitologia grega, trocando-lhes os nomes: Asclépio passou a chamar-se Esculápio.

Esculapio.

Esculápio, Museu do Vaticano.

A serpente representa um papel importante na velha medicina mágica, representando as forças subterrâneas e, portanto, os deuses das regiõesi inferiores. Asclépio, ou Esculápio, a princípio, provavelmente foi venerado como deus das regiões inferiores e aparecia sob a forma de uma serpente, a quem eram oferecidas as oferendas. Posteriormente Asclépio é representado em várias esculturas segurando um bastão com uma serpente em volta.

Dois símbolos têm sido usados ultimamente em conexão com a medicina: o símbolo de Asclépio, representado por um bastão tosco com uma serpente em volta, e o símbolo de Hermes, chamado caduceu, que consiste em um bastão mais bem trabalhado, com duas serpentes dispostas em espirais ascendentes, simétricas e opostas, e com duas asas na sua extremidade superior.

Se o símbolo de Asclépio está ligado à tradição médica, já o de Hermes (Mercúrio, para os romanos) está ligado ao comércio e, erroneamente, muitas vezes interpretado como símbolo da arte médica, o que se constitui em verdadeira heresia. Hermes, na mitologia grega, é considerado um deus desonesto e trapaceiro, deidade do lucro e protetor dos ladrões. Possuía a capacidade de deslocar-se com a velocidade do pensamento e por isso tornou-se o mensageiro dos deuses do Olimpo e o deus dos viajantes e das estradas. Como o comércio na antigüidade era do tipo ambulante, Hermes foi consagrado como o deus do comércio. Por isso o caduceu é o símbolo do comércio e dos viajantes, sendo utilizado em emblemas de associações comerciais e escritórios de contabilidade, por exemplo.

Várias tentativas existem para explicar porque há confusão entre o símbolo de Asclépio e o caduceu de Hermes, embora nenhuma explicação seja definitiva. Concorrem para isso uma série de distorções e erros históricos. 

Durante a Idade Média, o bastão com as duas serpentes era utilizado como símbolo por impressores, mercadores, associações comerciais e até por sociedades secretas. O bastão acabou sendo associado também à alquimia. A ligação entre os médicos medievais e a alquimia fez o resto: na Inglaterra do século XV o caduceu de Hermes se tornou o emblema da classe médica e passou a ser estampado até nos livros de medicina.

Outro fato, ocorrido no século XVI, aumentou a confusão. Um prestigiado editor suíço, Johan Froebe, adotou para sua editora um logotipo inspirado no caduceu de Hermes e o utilizou na capa de obras clássicas de Hipócrates. Posteriormente, outros editores na Inglaterra e Estados Unidos fizeram o mesmo.

Mais recentemente, o fato que mais contribuiu para a difusão do caduceu de Hermes como símbolo da medicina foi a sua adoção pelo Exército norte-americano como insígnia do seu departamento médico, no século XIX, uma escolha errônea e que demonstra desconhecimento da iconografia mitológica.



Tradução/Transcrição

CHIRON the cosmic healer is now in Aries. The wounded centaur Chiron entered Aries on 18 February 2019, after spending over seven years in the sign of Pisces, and will stay there until 2027. This minor planet brings with it a cycle in which we will be improving our confidence, including body image. These are sensitive topics that can have a big effect on us. Personal and health problems that were hindering our progress are about to be revised and resolved. We will be learning to assert ourselves and focus on our needs in healthy doses without feeling guilty in the process. This transit emphasizes the concept that healing begins within oneself. This transit of Chiron is unusually long, with the heavenly body spending eight years in Aries. That is even longer than a Uranus transit. For comparison, when Chiron transits Libra, it takes it less than two years which is less than a Saturn transit.

Honestly, there are many issues that require resolving which is why Chiron spends so much time in Aries. 
Aries is connected to our identity. Chiron is popularly known as the wounded healer. When transiting Aries, Chiron’s goal is to heal the deepest wound of them all: our personal identity wound. What does it mean for you? Chiron leaves a part of your chart and moves into an area you have not really explored into depth, or have not even touched at all. Chiron transiting Aries will point to the area you need to heal so that you integrate all your parts and become whole again.

It is good to remember who Chiron is ... the wisest and noblest of all the Centaurs in Classical Mythology. While all the other centaurs galloped off to riotous ruin and drunken oblivion, Chiron alone shared the knowledge he had inherited from the Titans ... tutoring a series of sensitive youths ... Achilles, Jason, Perseus, Theseus, Ajax, Dionysus, Hercules ... an endless list of heroes and demigods. He schooled them in the arts and sciences ... teaching them to be musicians and physicians.

It is said that Aesculapius himself became the god of medicine only through the skilled hands of Chiron ... "Chiron's skilled hands" in Greek "kheirourgos" living on today in the word “chirurgie” ... “surgeon.”

Alas ... to use another word found in most Greek Myths ... Chiron was accidentally wounded by a hydra-venom arrow whilst teaching Hercules archery. Rather than use all his powers to heal himself ... leaving nothing for his pupils ... Chiron voluntarily relinquished immortality and died ... whereupon his half-brother Zeus placed him amongst the stars as the Constellation of Sagittarius. Grieving Hercules went on to tutor a series of twinkish youths himself ... most notably his beloved Hylas ... who was abducted by nymphs, never to be seen again ... prompting Hercules to search the world ... shouting "Hylas! Hylas!" everywhere he went. Hylas is the source of the English word: "Alas!"

Drawing on Classical Mythology, Carl Jung coined the term "wounded healer" to describe how psychotherapists must connect with the archetype of Chiron. Jung said that the best psychoanalysts are themselves in desperate need of healing ... and that, by identifying with their inner "wounded healer," they can heal their patients ... even if they are unable to heal themselves.




Fonte








07 fevereiro 2025

TRY

TRY
(Marlisa)
Há 9 anos atrás
Quanta saudades daquele mundo! 



(…)
Where there is desire
There is gonna be a flame
Where there is a flame
Someone's bound to get burned
But just because it burns
Doesn't mean you're gonna die
You've gotta get up and try, and try, and try

(…)




SIMBOLOGIA 4

SIMBOLOGIA 4

Símbolos compreendem todas as dimensões da vida humana desde o nascimento, a inserção na vida social, desenvolvimento e construção do papel individual e social no mundo. 

Símbolos são imagens, objetos, sinais ou gestos que representam ou substituem algo. 
Os símbolos são usados para expressar ideias, sentimentos, crenças, fatos, situações ou mitos. 
Os símbolos podem ser: 

Linguísticos
Uma forma encurtada de uma palavra, como o km, que representa quilômetro.

Gráficos
Uma imagem que representa uma ideia ou realidade.

Tridimensionais
Um objeto que representa uma ideia ou realidade.

Sonoros
Um som que representa uma ideia ou realidade.

Gestuais
Um movimento que representa ou corporifica uma ideia ou realidade.

Os símbolos, corporificam aspectos que envolvem todos os planos da vida humana, a saber o plano psicológico, espiritual, e o plano material.

A seguir são apresentados mais alguns símbolos de nossa cultura com alguns de seus prováveis significados. 


Om ou AUM
O símbolo OM de modo geral, materializado no mantra OM (símbolo sonoro) é a representação da vibração primordial, o primeiro som do Universo, a parte principal que constitui todos os outros mantras. Segundo o Mandukya Upanishad contém uma descrição detalhada do Om, dando sua interpretação simbólica:
“Om, aquele imutável (akshara), é tudo o que existe. O que foi, o que é e o que será, tudo é realmente a sílaba Om; e tudo o que não está submetido ao tempo triplo é também, realmente, a sílaba Om. (Mandukya Upanishad, 1)”
Ele simboliza a raiz de todos os sons existentes no universo e do mundo (natureza).

OM

Esse símbolo está vínculo com o terceiro olho e, por isso, é indicado para a intuição, clarividência e a elevação espiritual. Esse símbolo é a concretização do som OM, utilizado em mantras e na meditação. Ele representa os elementos do Universo e uma forma de simbolizar o Deus supremo.

Yin e Yang
Símbolo que fala sobre o início da existência do universo e a união entre as energias negativa e positiva, a dualidade do mundo. O Yin representa o feminino, a noite, a Lua, a terra e a escuridão. O Yang é o masculino, o Sol, o dia, o quente. Quando estão juntos, simbolizam a harmonia perfeita, o equilíbrio da vida e mostra que tudo é mutável.

Símbolo do Yin e Yang.

Yin e Yang são conceitos do taoismo que expõem a dualidade de tudo que existe no universo. Descrevem as duas forças fundamentais opostas e complementares que se encontram em todas as coisas: o yin é o princípio da noite, Lua, a passividade, absorção. O yang é o princípio do Sol, dia, a luz e atividade. Segundo essa ideia, cada ser, objeto ou pensamento possui um complemento do qual depende para a sua existência. Esse complemento existe dentro de si. Assim, se deduz que nada existe no estado puro: nem na atividade absoluta, nem na passividade absoluta, mas sim em transformação contínua.

Ankh ou Cruz Ansata
O ankh ou chave da vida é um antigo símbolo hieroglífico egípcio usado na arte e na escrita egípcias para representar a palavra "vida" e, por extensão, como um símbolo da própria vida.

Ankh

Ressureição e a chave da vida; esse símbolo tem origem no Egito e pode ser visto nas pinturas e esculturas dos deuses Osíris e Ísis. O mesmo também significa fertilidade, já que sua representação contém um formato oval, em referência ao feminino, e uma cruz, que é o sinal do masculino.

Cruz de Malta
Símbolo usado pelos cavaleiros templários, tem sido sugerido que esse símbolo surgido no século. XVI, tenha ligação com símbolos dos deuses Sumérios. 

Os oito pontos também simbolizam os oito obrigações ou aspirações dos cavaleiros:- viver na verdade
1) ter fé
2) arrepender-se dos pecados
3) dar prova de humildade
4) amar a justiça
5) ser misericordioso
6) ser sincero e incondicional
7) suportar a perseguição

Cruz de Malta. A cruz de Malta, também conhecida como Cruz de Amalfi, é o símbolo associado com a Ordem dos Cavaleiros de Malta (Cavaleiros Hospitalários) e, por extensão, com a ilha de Malta. A cruz é pátea, grega, de braços iguais em forma de "Vs", de oito pontas, cada um unindo os outros em seu vértice, deixando as outras duas pontas expandiu-se de forma simétrica. Seu design é baseado em cruzes usadas desde a Primeira Cruzada. É também o símbolo moderno de Amalfi, uma pequena república italiana do século XI. A cruz pátea (derivada do francês croix pattée significando cruz patada), por vezes chamada cruz templária, e na maioria das vezes apelidada de cruz de Malta, sendo mais do que uma cruz específica, é uma categoria de cruzes caracterizadas por terem pontas mais amplas no seu perímetro do que no centro, configurando "patas", ou, mais simplificadamente, um design heráldico para todas as cruzes de pontas abertas e iguais. É a união entre as energias femininas e masculinas, e tem forte poder protetor. Como amuleto, traz boa sorte, amplia as vibrações do ser e ajuda no realização dos sonhos e projetos. 

Serpente
É o símbolo da sabedoria. Pode ter diversos significados místicos, porém, em geral, simboliza a boa saúde, juventude e a sorte é sabedoria. Como símbolo para sabedoria é uma ferramenta para alcançar a sabedoria pela reflexão, estudo e meditação, o desenvolvimento espiritual e o domínio das paixões. 

Estatueta minoica da "Deusa das Serpentes", 1600 a.C., Museu Arqueológico de Heraklion.


Olho de Hórus ou Udyat
O Olho de Hórus, também conhecido como olho esquerdo wedjat ou olho udjat, especular ao Olho de Rá (olho wedjat), é um conceito e símbolo na religião egípcia antiga que representa bem-estar, cura e proteção.
O Olho de Hórus, ou Udyat é um símbolo oriundo do Antigo Egito. Dentre seus muitos significados e usos, os mais comuns e genéricos são os de poder e proteção, além da relação com Hórus, o deus dos faraós. É um dos amuletos egípcios mais populares de todos os tempos. Conta a lenda que o Hórus ao reencarnar traria consigo em seu "novo" corpo a marca do olho de Hórus em um dos dedos da mão direita o fazendo ser reconhecido pelos sacerdotes do templo, que levaria em conta outras demais características físicas para reconhecer a veracidade da sua reencarnação, como sinais ou marcas abaixo do peito (tórax) e no pé esquerdo. Sinais que representariam marcas da luta de Hórus com Set.

Olho de Hórus.

Segundo o mito egípcio, o olho esquerdo de Hórus simbolizava a lua e o direito, o sol. Durante um duelo pouco depois da formação do universo, o deus Set arrancou o olho esquerdo de Hórus, o qual foi substituído por este amuleto. Como o amuleto não lhe dava plena visão, foi-lhe posta também uma serpente sobre sua cabeça. Após se recuperar, Hórus organizou novas batalhas que o levaram à vitória decisiva sobre Set. O amuleto, então, passou a representar a união do olho humano com a vista do falcão, animal simbólico de Hórus. Era usado, em vida, para afugentar o mau-olhado e, após a morte, contra infortúnios do Além.
Esse é um antigo símbolo egípcio, muito propagado na cultura moderna. Ele é a representação do olho divino do rei Hórus. Seu poder místico está ligado com as energias lunares e solares, com a proteção do espírito e a clarividência do terceiro olho. Por isso, ele é utilizado para aguçar a intuição, ter mais proteção e identificar os inimigos. O olho esquerdo simboliza o Sol e o direito, a Lua.

Heptagrama
Um heptagrama, septagrama, septegrama ou septograma é uma estrela de sete pontas desenhada com sete traços retos. O nome heptagrama combina um prefixo numérico, hepta, com o sufixo grego -gram. O sufixo -gram deriva de γραμμῆ (grammē) que significa uma linha.
Representando proteção e saúde, esse símbolo é formado pela união de um pentagrama com a estrela de sete pontas. Enquanto o pentagrama representa o ser humano e sua conexão com os quatro elementos da natureza e do espírito, a estrela é o sinal dos sete arcanjos ou das sete vitalidades da criação.

Heptagrama. 



Pentagrama
O pentagrama, também conhecido como pentalfa, pentágono ou pentágono estrelado é um polígono estrela regular de cinco pontas, formado a partir dos segmentos de linha diagonal de um pentágono regular convexo (ou simples, ou sem auto-interseção). Ao se desenhar um círculo ao redor das cinco pontas cria um símbolo semelhante conhecido como pentagrama, que é amplamente usado pelos wiccanianos e no paganismo, ou como um sinal de vida e conexões universais.

Pentagrama.

A palavra pentagrama vem da palavra grega πεντάγραμμον, pentagramon, de πέντε, pente, cinco + γραμμή, grammē, linha. A palavra pentagrama refere-se apenas à estrela e a palavra pentáculo refere-se à estrela dentro de um círculo, embora haja alguma sobreposição no uso. A palavra pentalfa é um renascimento do século XVII de um nome grego pós-clássico para a forma.

Os primeiros pentagramas foram encontrados na cerâmica suméria de Ur c. 3.500 a.C., e a estrela de cinco pontas foi em vários momentos o símbolo de Ishtar ou Marduk. Símbolos do pentagrama de cerca de 5.000 anos atrás foram encontrados na cultura Liangzhu da China. Um pentagrama apareceu em um texto chinês sobre teoria musical do período dos Reinos Combatentes (c.475 - 221 a.C.) como um diagrama das relações matemáticas entre as cinco notas em uma escala musical chinesa específica. O pentagrama era conhecido pelos antigos gregos, com uma representação em um vaso possivelmente datando do século 7 a.C. O pitagorismo teve origem no século VI a.C. e usou o pentagrama como símbolo de reconhecimento mútuo, de bem-estar e para reconhecer boas ações e caridade.
Por volta de 300-150 a.C., o pentagrama permaneceu como o símbolo de Jerusalém, marcado pelas 5 letras hebraicas que soletravam seu nome.
No Neoplatonismo, o pentagrama teria sido usado como símbolo ou sinal de reconhecimento pelos pitagóricos, que chamavam o pentagrama ὑγιεία, hygieia, de “saúde”.


Um pentagrama entrelaçado para o lado direito, popular entre os wiccanianos e algumas outras crenças neopagão. A bandeira de Marrocos apresenta frequentemente a versão voltada para esquerda. Na Idade Média, era utilizado como um amuleto para proteção contra os maus espíritos e entidades. Já na bruxaria, é o símbolo místico dos cinco elementos. Em algumas culturas o pentagrama pode ter significados diferentes, por exemplo, na cultura Celta, simboliza o poder divino, que é o deus Morrigan. No Cristianismo, sua representação é o sinal das cinco chagas de Jesus.

Triluna ou Lua tripla
Nas tradições neopagãs é um símbolo próprio da religião WICCA e atualmente muito usado por essas correntes para simbolizar a polaridade feminina, tida como grande mãe, e seus aspectos de transformação em relação à lua; Virgem: lua crescente; Mãe: Lua Cheia e Anciã: Lua Minguante. Serve como símbolo da Deusa tríplice e como um evocador de bênçãos da mesma. É a representação das fases da Lua, crescente, cheia e minguante, em um único símbolo. Em geral, pode ser feita com a lua minguante sobre a cheia. Esse símbolo também é chamado de Triluna e é tido como um sinal da Deusa Tríplice, que representa as três fases da vida feminina: a Donzela, a Mãe e a Anciã.

Triluna com um triskelion ou triskele, no centro.


Triluna com um pentagrama no centro.



Fonte

Ronnberg, A. and Martin, k. O livro dos Símbolos. Reflexões sobre imagens arquetípicas. Köln, DE. TASCHEN, 2012.

Aristófanes, The Birds, Ann Arbor, MI, 1961. 

Gimbutas, Marija, The Language of the Goddess, SF, 1989. 

Von Franz, Marie-Louise, Shadow and Evil in Fairy Tales, Boston, 1995.


06 fevereiro 2025

ANTINOUS AMADO

ANTINOUS 
AMADO POR TODOS

ANTINOUS 
(c. 27/XI/111- 30/X/130 EC)

“Antinoüs”
“Dans les statues de marbre et les monnaies de l'empire
Dans le souffle des arbres, il y a son sourire
Par la pourpre impériale qui te couvre le corps
Par le chant des vestales, il vivra encore.”

“Nas estátuas de mármore e moedas do império
No sopro das árvores, está o seu sorriso
Pela púrpura imperial que cobre seu corpo
Através do canto das virgens vestais, ele ainda viverá”

(Hervé Cristiani. “Antínoüs”)


Our God Antinous, beloved by many! Ave!

Erguer-te-ei uma estátua que será
Prova, para o contínuo das futuras eras,
Do meu amor, da tua beleza e do sentido
Que à divindade pela beleza é dado.
Que a Morte com sutis mãos desnudantes tire
A nosso amor as vestes do império e da vida,
Ainda a estátua dele que só tu inspiras,
As futuras idades, quer queiram, quer não,
Hão-de, qual dote por um deus imposto, 
Inevitavelmente herdar. 

(Antinoo, de Fernando Pessoa)

Diremos, pois, que se trata de uma dádiva de Mnemenosine, mãe das Musas, e que sempre que queremos lembrar-nos de algo visto ou ouvido, ou mesmo pensado calcamos a cera mole sobre nossas sensações ou pensamentos e nela os gravamos em relevo, como se dá com os sinetes dos anéis. 
Do que fica impresso, temos lembrança e conhecimento enquanto persiste a imagem; o que se apaga ou não pôde ser impresso, esquecemos e ignoramos. (Teeteto, 191 c-d).

Porém, Antinous e seu amor por Hadriano atravessou os séculos e milênios e continua a brilhar no céu do amor retribuído tornando-se um farol para todos nós a iluminar o caminho da humanidade. 
AVE! ANTINOUS!

Αντινοος
ANTINOOS, ANTINOUS 

Antinous (c. 27/XI/111- 30/X/130 EC)
Antínous nasceu em uma pequena cidade chamada Bithynium-Claudiopolis, no canto noroeste da Ásia Menor, que hoje chamamos de Turquia, possivelmente no ano 111 d.C. Ele provavelmente pertencia a uma família de pequena nobreza ou influência na cidade. Antínous veio do nada, mas no final de sua curta vida ele era conhecido em todo o mundo. Seu nome e imagem sobreviveram ao longo da história por causa do amor que surgiu entre esse estranho e exótico jovem e seu amante Adriano, o governante do Império Romano. Os detalhes da vida de Antínous são em sua maioria desconhecidos. O ano exato de seu nascimento é desconhecido, mas a data está registrada como 27 de novembro. Ele foi repetidamente descrito como sendo um “Ephebe” no momento da sua morte, que é um termo grego para um jovem de cerca de 18-19 anos de idade.
Sua aparência, é certa, com base em centenas de esculturas, moedas e baixos relevos sobreviventes: ele foi um jovem extraordinariamente belo, um deus vivo, uma manifestação visível da perfeição divina. Ele foi comparado a Ganimedes, Adônis e muitos meninos lindos cuja beleza atraiu a atenção dos deuses. 
O imperador Adriano passou pela Bitínia no ano 123 d.C. e pode ter encontrado Antínous pela primeira vez. Com a permissão dos pais, Antínous foi enviado para ser educado na melhor escola para meninos de Roma, onde aprendeu as artes liberais e como ser um cidadão romano exemplar. Ele também começou a treinar seu corpo no ginásio e, com o tempo, sob a orientação de treinadores gregos, esculpiu-o em um dos melhores exemplos da beleza masculina clássica. (1)

Antínous era um excelente caçador, que era o passatempo favorito de Adriano... eles são conhecidos por passarem grande parte de seu tempo livre caçando animais selvagens, incluindo um leão comedor de gente no deserto da Líbia. Antínous certamente sentia profunda afeição pelos cães de caça de Adriano, os melhores cães do mundo naquela época e em muitos aspectos Antínous pode ser comparado a um deles, por causa de sua lealdade e devoção, sua beleza e juventude, sua força e vigor atléticos e a expressão em seus olhos, tudo isso transmite profunda familiaridade canina.
Em sua curta vida, Antínous influenciou o curso da história humana, tornou-se a primeira pessoa histórica a ser declarada deus por causa de sua homossexualidade, para quem foi iniciada uma religião, que durou várias centenas de anos. A sua religião levou os cristãos a reagir contra a homossexualidade de formas que continuam a afectar-nos até hoje.
A relação entre Adriano e Antínous não começou até que Antínous atingiu a maioridade legal. Não há nenhuma evidência histórica contemporânea que prove o contrário, apesar do que muitos afirmam. Os primeiros cristãos espalharam rumores perversos e homofóbicos para, primeiro pintá-los como monstros, apagá-los da história, e exterminar a sua religião gay, e grande parte desta falsidade persiste até hoje. Antínous foi o último deus da antiga religião romana.
A beleza de Antínous é atemporal e eterna. Ele é tão perfeito aos nossos olhos modernos quanto era há 1.900 anos. E ele vem cativando os amantes da beleza masculina desde então. Antínous foi a primeira e o mais duradouro supermodelo masculino de toda a história humana.(1)


É bem sabido que a Grécia antiga empregou, sob condições contratuais não escritas entre as primeiras civilizações, ephebos (ephebos plural: epheboi)  “tornar-se maduro”, “jovem de dezoito anos que completou a sua dokimasia e está registado como cidadão de Atenas” nas cortes reais, um modelo reforçado pela doutrina militar do Império Romano.

Efebofilia é a preferência sexual de adultos por adolescentes, geralmente entre 15 e 19 anos. O termo foi originalmente usado em meados do século XIX, meados do século XX e foi revisado mais recentemente por Ray Blanchard. Esta é uma de uma série de preferências sexuais entre faixas etárias tecnicamente incluídas no termo “cronofilia”. A efebofilia denota estritamente preferência sexual por parceiros quase adolescentes, e não apenas a mera presença de algum nível de atração sexual. Na ética sexual, pode ser definida como uma preferência sexual entre meninas geralmente de 14 a 16 anos e meninos de 14 a 19 anos. Alguns autores definem a efebofilia como uma preferência sexual comum entre adolescentes.

O INÍCIO 
ANTINOUS (c. 27/XI/111- 30/X/130 EC)

Antínous, em grego antigo, Αντινοος, Antinoos, nasceu na cidade de Bitínion-Claudiópolis, na província grega da Bitínia, na costa noroeste da Ásia Menor, hoje Turkyie. Seu nascimento foi certamente em novembro e provavelmente no dia 27 de novembro. O ano de seu nascimento é desconhecido, mas na época de sua morte, em 130, ele foi descrito como “ephebe” e “meirkakion”, duas palavras que pretendiam transmitir que o menino estava no final da adolescência (cerca de dezoito a vinte anos). Podemos postular que Antínous nasceu em 110, 111 ou 112 d.C. 
Sua árvore genealógica é desconhecida; nenhum detalhe sobre sua família permaneceu intacto para posteridade. Acredita-se que seus pais podem ter sido originalmente mencionados no epitáfio do obelisco que Adriano ergueu para o menino após sua morte, mas a seção de tal menção foi raspada da pedra.

O certo é que Antínous nasceu na cidade de Claudiópolis, localizada na província romana da Bitínia (atual noroeste da Turquia). 
Ele nasceu em novembro, como atestam fontes antigas que mencionam as comemorações de seu aniversário, mas o ano exato é desconhecido. 
Com base em retratos feitos após a sua morte, é colocado aproximadamente entre 110 e 115. As suas origens sociais permanecem igualmente obscuras: foi sugerido que Antínous era um escravo, mas estas alegações parecem não confiáveis ​​porque só aparecem na Renascença, e a deificação de um escravo, numa sociedade romana conservadora, é altamente improvável, mesmo por parte de Hadriano. Hoje, alguns historiadores acreditam que Antínous provavelmente veio de uma origem modesta, camponeses ou pequenos comerciantes, e que recebeu uma educação básica, graças à qual adquiriu os fundamentos da leitura e da escrita.

Adriano, que viajou por todo o Império durante seu reinado, visitou Claudiópolis duas vezes: em 121 e 123. Se Antínous chamou sua atenção no encontro, ninguém pode dizer se isso ocorreu durante a primeira ou a segunda visita imperial. 

É muito improvável que tenham se tornarado amantes imediatamente ao se conhecerem. As opiniões divergem sobre esse tema. 

Alguns historiadores afirmam que os dois homens nunca mais se separaram a partir de então. Outros, no entanto, pensam que é mais provável que Antínous tenha sido enviado primeiro a Roma, a fim de completar a sua educação dentro do pedagogium imperial, enquanto Adriano continuava a sua viagem pelas províncias. Para os proponentes desta segunda versão, o imperador regressou a Roma em setembro de 125, e foi nesta altura que Antínous se tornou o seu favorito, embora a sua presença só tenha sido mencionada em textos oficiais em 130, ano da sua morte.

Quer o caso entre os dois homens tenha começado na Bitínia ou mais tarde em Roma, Adriano estava, de qualquer forma, profundamente ligado a Antínous. 

Embora fosse casado com Vibia Sabina, sobrinha-neta de seu antecessor e pai adotivo, Trajano, o casal estava longe de ser feliz, sem dúvida devido, entre outras coisas, à preferência de Adriano pelos homens, sem que nada sugerisse que ele tivesse qualquer interesse físico em representantes do sexo oposto. Sobre essas afirmações pairam muitas dúvidas, especialmente e sobretudo que gestações e partos eram muito difíceis podendo a mãe morrer no trabalho de parto. Difícil acreditar que uma mulher quisesse dar a luz há muitos filhos, além de gozar de muita liberdade viajando pelo império. Há também sobre o fato a crença de que ela sabia do relacionamento entre Hadriano, seu marido, e Antinoo, e que eles foram amigos e possivelmente confidentes.  

Sabemos também que Adriano era apaixonado pela cultura e civilização grega: é possível que sua relação com Antínous fosse semelhante à pederastia. 

Independentemente dos critérios morais próprios do nosso tempo e da nossa civilização, esta prática (que já foi debatida em Roma) pressupõe na Grécia antiga um vínculo educativo entre um homem maduro e um jovem que atingiu a puberdade. Concretamente, o adulto é responsável por tornar o adolescente um homem, introduzindo-o na vida militar, política, cultural, mas por vezes também sexual. Foi, portanto, um rito de passagem na e transmissão de valores, e uma prática comum e aceita na cultura helenística desde a Grécia clássica. 

Mas, mais do que nunca, estamos fadados à especulação apenas: a informação sobre a natureza exacta da relação que liga Antinous a Adriano é obviamente de segunda mão, e as principais partes envolvidas não quiseram comunicar... Embora, tendo Adriano escrito uma autobiografia, possamos supor que ele falou de Antinous. Mas o texto não chegou até nós. 
Claramente, o registro histórico não nos favorece. Após a morte de Antínous, o poeta Pancrates de Alexandria, escreveu um epílion sobre o jovem, do qual restam fragmentos e no qual ele relata uma anedota totalmente improvável, mas absolutamente encantadora. 

A cena se passa no deserto da Líbia: Adriano está caçando com Antínous quando é atacado por um leão. O Imperador mata a fera com a lança de seu dardo e o sangue da fera, escorrendo na areia, dá origem a uma flor de lótus vermelha. Depois de ler o poema, Adriano ficou tão encantado com ele que deu à flor o nome de sua favorito e recompensou o poeta. Livremente inspirada por um incidente real ou fantasiado do início ao fim, esta lenda é, em qualquer caso, reveladora da forma como os contemporâneos de Adriano viam a sua relação. É provável que ambos caçassem juntos, também é provável que o adulto da relação protegesse o mais novo e seu amante. Há um tondo no Arco de Constantino em Roma em mostrando o imperador Hadriano e sua amigos caçando onde aparece Antinoo.

Arco de Constantino, Roma. 

Arco de Constantino é um arco triunfal de Roma construído por ordem do Senado Romano para comemorar a vitória do imperador Constantino sobre Maxêncio na Batalha da Ponte Mílvia em 312. O Arco de Constantino, que foi construído entre 312 e 315, foi encomendado pelo Senado Romano para comemorar os dez anos ("decenália") do reinado de Constantino (r. 306–337), celebrado entre julho de 315 e julho de 316, e a vitória do imperador diante de seu antecessor, o imperador Maxêncio (r. 306–312), na Batalha da Ponte Mílvia em 28 de outubro de 312, como descreve a inscrição comemorativa no ático; foi inaugurado oficialmente em 25 de julho de 315 e deu início a uma série de jogos e orações comemorativos. O próprio Constantino, porém, entrou em triunfo na cidade em 29 de outubro de 312, a data na qual o Senado encomendou a obra, mas deixou a cidade em menos de dois meses e só retornou em 326.

O arco tem 21 metros de altura, 25,9m de largura e 7,4m de profundidade. Há três arcos de passagem, o central com 11,5 metros de altura e 6,5m de largura e os laterais com 7,4 metros de altura e 3,4 metros de largura cada um. Sobre as passagens está o ático, construído em tijolos e revestido de mármore. Uma escadaria dentro do arco pode ser acedida a partir de uma porta que abre a certa altura do chão, no lado oeste (do monte Palatino). O projeto geral, com uma parte principal estruturada por colunas destacadas e um ático com a inscrição principal acima foi baseado no Arco de Sétimo Severo, no Fórum Romano.

Localizado entre o Coliseu e o monte Palatino, o arco foi inaugurado em 315. Sob ele passava a Via Triunfal, a rota seguida pelos grandes generais e imperadores romanos em seus triunfos.

Foi o último e o maior dos arcos triunfais construídos em Roma e é também o único a fazer extensivo uso de spolia, reutilizando diversas grandes esculturas retiradas de outros monumentos imperiais da época dos imperadores Trajano (reinado de 98–117), Adriano (reinado de 117–138) e Marco Aurélio (reinado de 161–180) em notável contraste estilístico com as esculturas recém-criadas para o arco. Esta mistura lhe valeu o jocoso apelido de "Cornacchia di Esopo" ("O Corvo de Esopo").

Datação dos elementos artísticos do Arco de Constantino.
Quaisquer que fossem os defeitos de Maxêncio, sua reputação em Roma foi influenciada por suas obras públicas em Roma. Na época de sua ascensão, em 306, Roma estava se tornando cada vez mais irrelevante para o governo do Império Romano e a maior parte dos imperadores já preferia viver em outros lugares para focar na defesa das fronteiras (geralmente fundando cidades à volta de seus acampamentos). Maxêncio, por outro lado, se concentrou em restaurar a antiga capital e ganhou o epíteto de "conservator urbis suae" ("preservador de sua cidade"). Por isto, Constantino era visto pelos habitantes da cidade, entre outras coisas, como aquele que depôs um de seus grandes benfeitores e, por isso, precisava seguir os passos dele para ganhar legitimidade. Muita controvérsia então passou a cercar o real patrocínio de obras públicas neste período. Constantino decretou um damnatio memoriae e passou a remover sistematicamente a memória de Maxêncio e, consequentemente, há muita incerteza sobre suas obras.




Tondo com figuras em relevo, representando uma caçada ao leão. Observe a imagem de Antinoo à esquerda.




Entre os anos de 127 a 130, Adriano não se separou de Antínous. O jovem aparentemente nunca tentou tirar partido da sua posição para exercer influência em assuntos públicos ou políticos, mas participa em cerimónias religiosas ao lado do imperador. 

Por exemplo, em abril de 128, em Roma, assistiu ao lançamento, por Adriano, da primeira pedra do templo dedicado às deusas Vênus e Roma, na cidade de Roma. Mais tarde naquele mesmo ano, os dois homens foram iniciados juntos nos mistérios de Elêusis. Porque Antínous agora acompanha Adriano em cada uma de suas viagens: eles estão na Campânia em 127, no Norte da África em 128, na Grécia e na Ásia Menor em 129. De lá, partem para o Egito.

Retrato fúnebre do século II representando dois homens do culto de Antínoo. Provavelmente amantes ou namorados (?). Nunca saberemos. Pintura a têmpera sobre painel de madeira, agora no Museu Egípcio.



Pouco se sabe sobre como Antínous passou a fazer parte da casa de Hadriano (Publius Aelius, Hadrianus). Acredita-se que ele tenha sido levado de Claudiópolis durante uma das viagens de Adriano às províncias em 123, quando o menino tinha cerca de onze ou doze anos. Se ele foi levado à força ou foi voluntariamente, está aberto à especulação, mas o fato de mais tarde ter se tornado o favorito do imperador parece descartar a possibilidade de ter sido escravo, já que Hadriano era conhecido por aceitar fronteiras sociais. O fato de muitos bustos de Antínous o mostrarem por volta dos treze anos de idade indicaria que ele se tornou membro do círculo do imperador logo após sair de casa. Acredita-se que ele foi levado ileso para Roma e provavelmente ingressou no pedagogium imperial. O pedagogium pode, em parte, ter servido como um harém para rapazes, mas o seu papel oficial era o de uma escola de formação destinada a preparar rapazes para futuras carreiras no palácio ou como simples funcionários públicos. 

Em março de 127, Adriano, provavelmente acompanhado por Antínoo viajou pela região sabina da Itália, Piceno e Campânia. De 127 a 129, o imperador foi acometido por uma doença que os médicos não conseguiam explicar. Em abril de 128, ele lançou a pedra fundamental para um templo de Vênus e Roma na cidade de Roma, durante um ritual onde ele pode muito bem ter sido acompanhado por Antínoo. De lá, Adriano fez uma viagem ao norte da África, durante a qual foi acompanhado por Antínoo. No final de 128, Adriano e Antínoo desembarcaram em Corinto, seguindo para Atenas, onde permaneceram até maio de 129, acompanhados pela imperatriz Vibia Sabina; os irmãos Caesernii, companheiros frequentes do imperador e Pedanius Fuscus, o Jovem (um sobrinho-neto de Adriano). 
Em Atenas, em setembro de 128, que eles participaram das celebrações anuais dos Grandes Mistérios de Elêusis, onde Adriano foi iniciado na posição de epoptes no Telesterion. É geralmente aceito, embora não provado, que Antínoo também foi iniciado junto com o imperador nessa mesma data, o que segundo os rituais os teriam tornado irmãos espirituais neste e no mundo futuro após sua morte.

De lá, eles seguiram para a Ásia Menor estabelecendo-se em Antioquia em junho de 129, onde permaneceram por um ano, visitando a Síria, a Arábia e a Judeia. 

A partir daí, Adriano se tornou cada vez mais crítico da cultura judaica, que ele temia se opor à romanização, e assim introduziu políticas proibindo a circuncisão e construindo um Templo de Zeus-Júpiter no antigo local do Templo Judaico. De lá, eles seguiram para o Egito. Chegando a Alexandria em agosto de 130, eles visitaram o sarcófago de Alexandre, o Grande. Embora recebido com elogios públicos e cerimônia, algumas das nomeações e ações de Adriano irritaram a elite social helênica da cidade, que começou a fofocar sobre suas atividades sexuais, incluindo aquelas com Antínoo.(WP)

Logo depois, e provavelmente em setembro de 130, Adriano e Antínoo viajaram para o oeste, para a Líbia, onde ouviram falar de um leão marousiano causando problemas para a população local. Eles caçaram o leão e, embora os eventos exatos não sejam claros, é evidente que Adriano salvou a vida de Antínoo durante seu confronto com ele, antes que a própria besta fosse morta. Adriano divulgou amplamente o evento, fundindo medalhões de bronze do evento, conduzindo os historiadores escrevessem sobre o mesmo, além de ter encomendado a Pancrates para escrever um poema, e ter construído um tondo representando esse me,parável evento, que mais tarde em 312 foi colocado no Arco de Constantino. 

Neste tondo ficou claro que Antínoo não era mais um jovem, tornando-se mais musculoso e peludo, visivelmente mais capaz de resistir ao seu mestre; e, portanto, é provável que seu relacionamento com Adriano tenha mudado como resultado.

Ao longo da história tem havido muita controvérsia sobre a relação dos dois. No livro “Beloved and God” de Royston Lambert, ele escreve “Mas no que diz respeito às questões centrais, a história de Antínoo, seu relacionamento com Adriano e a morte, temos muito pouco mais informações do que os primeiros escritores.” Muitos dos primeiros escritores eram tendenciosos em relação a Adriano, especialmente em relação ao seu relacionamento com Antínoo.

A controvérsia em torno da relação se deve à falta de evidências existentes de onde Antínoo esteve durante os anos de 123–130 EC. A primeira menção de Antínoo é de Pancrates e seu poema “Lion Hunt”, de 130 EC.

A prova concreta disponível é o obelisco pinciano. No lado oeste do relevo há uma frase mutilada que afirma “ele cresceu e se tornou um belo jovem”. Isso sugere que ele já era um efebo e que estava estabelecido em sua casa na Bitínia quando conheceu Adriano. Muitos estudiosos acreditam com a evidência circunstancial que o relacionamento durou aproximadamente três anos, de 127 EC a outubro de 130 EC, quando Antínoo se afogou no rio Nilo. A conclusão é que há pouca documentação sobre a relação real entre os dois. (WP).

OUTUBRO DE 130

É impossível dizer exatamente quando Adriano se apaixonou por Antínous, mas acredita-se que tenha acontecido no regresso do imperador à Itália em 125 e na sua viagem pela Grécia em 128, onde Antínous o acompanhou como favorito.

É importante lembrar que, ao discutir a relação entre Adriano e Antínous, seja moral referi-los ao sistema pederástico que existia em sua época. Apareceu principalmente nas instituições gregas, e o facto de Adriano se ter sentido atraído por ela não é nada invulgar, dado o seu amor por todas as coisas gregas. 

No estilo grego clássico, o amor de um homem por um menino era considerado a forma mais pura de amor. O amor por uma mulher, como concordavam os antigos filósofos, era uma perda, sendo a mulher um ser inferior e os prazeres de uma mulher uma coisa suja necessária apenas para a procriação. Um menino é igual e digno de adoração independentemente da idade. O menino, nesses casais, era conhecido como “eromenos” e muda de status após o aparecimento dos pelos faciais. Qualquer homem que preferisse o papel passivo nos relacionamentos depois desse ponto seria considerado patético. O homem mais velho em um relacionamento, daqui em diante chamado de “erastes”, geralmente tinha entre vinte e quarenta anos. Em troca do respeito, da devoção e da satisfação sexual oferecida pelos eromenos, Erastes oferecia ao menino o cinzelamento da mente, do corpo, da moral, bem como de aspectos relativos a responsabilidade.

Foi aqui que Antinous morreu em 30 de outubro de 130: ele se afogou no Nilo, perto da cidade de Besa. As circunstâncias de sua morte não são mais claras do que o resto de sua vida. Talvez um simples acidente, como menciona Adriano; ou um suicídio, com Antínous preferindo se matar a sofrer a devastação do tempo; ou um sacrifício religioso, consentido ou não, destinado a prolongar a existência de Adriano; (se Hadriano era terminantemente contra mutilações, como a circuncisão, porque seria favorável a um sacrifício humano?) ou mesmo um assassinato, perpetrado por figuras de alto escalão temendo que o Imperador adotasse o seu favorito para torná-lo seu sucessor. 
Resumindo, é uma espécie de quebra-cabeça antigo, onde todas as peças estão faltando é só se sabe da morte de Antinous. 
Dino Cassius com seu tradicional preconceito, consegue diminuir o brilho dessa relação e dos feitos de Hadriano, um dos “Cinco bons imperadores”. Ele diz: 

“Ele era seu pequeno e morreu no Egito, seja por ter caído no Nilo, como escreve Adriano, ou por ter sido imolado em sacrifício, como é verdade; pois Adriano, como já disse, era muito curioso, e recorreu à adivinhação e a práticas mágicas de todos os tipos.” (Dion Cassius, História Romana, 69.)

Aqui, Dion Cassius não perde a oportunidade de dar espaço a fofocas e rumores, boatos infundados. 


DÚVIDAS SOBRE A MORTE DO JOVEM ANTINOUS

O que realmente aconteceu com Antínous em outubro de 130 é incerto. A Historia Augusta relata: “Ele (Adriano) perdeu Antínous ao longo do Nilo.” Adriano confessa de forma ainda mais simples: “Ele caiu no rio”. Sendo este o único comentário existente por escrito do imperador, traz frustração, pois ele usou o verbo “cair”, que significa queda acidental ou deliberada. É impossível discernir o que realmente aconteceu, visto que o corpo de Antínous nunca foi recuperado. Uma queda acidental parece improvável, mas é uma opção que os investigadores modernos não conseguem ignorar completamente. A maioria dos historiadores prefere uma teoria do sacrifício motivado.

É quase certo que a morte ocorreu por afogamento, como afirma Adriano através dos cultos de Antínous, ou como proclama as divindades com as quais foi identificado. Existem algumas ideias que circularam ao longo dos séculos sugerindo a morte por outros meios, mas sem qualquer prova. Uma teoria diz que Antínous foi vítima de uma conspiração que lhe causou a morte. No entanto, Antínous nunca teve poderes na corte, e absolutamente nenhuma fofoca sobre qualquer crime ou mesmo conflito sobreviveu, se é que alguma vez existiu. O principal suspeito desta teoria parece ser a Imperatriz Sabina, mas é quase impossível já que o próprio Adriano escreveu no epitáfio de Antínous que ele era o amigo favorito da Imperatriz.

Outra teoria gira em torno de uma vaga expressão de que Antínous pode ter perdido a masculinidade. Alguns vêem isso como um ataque ao seu comportamento homossexual, chegando o mais próximo possível de ser “patético” devido à sua idade; postulou-se que sua morte ocorreu por complicações de castração. É claro que este é o tipo de coisa sobre a qual ele teria mantido silêncio, mas Adriano simpatizava com a lei contra a castração e, como Antínous tinha pelo menos dezoito anos, tal operação não teria qualquer interesse. No entanto, outra teoria bizarra afirma que ele foi clivado numa cerimónia oracular. É muito improvável que Adriano tivesse permitido uma morte tão perturbadora ao seu companheiro de vida, e a teoria baseia-se exclusivamente na tradução da palavra “hierourgetheis”, encontrada num material escrito por Dio Cassius. Normalmente a palavra implicaria um sacrifício, incluindo a remoção das entranhas, mas é bastante provável que ele tenha usado a palavra de forma vaga ou figurada.

Mas mesmo saber que Antínous teria cometido suicídio por afogamento pouco nos diz. Pode ter sido um acidente. Uma teoria afirma que ele pode ter sido vítima de um acidente de navegação, e o navio em que estava virou. No entanto, não só não há provas, como era inconcebível que Antínous estivesse num pequeno navio no turbulento trajeto do Nilo, apelando à ideia de que nas festividades do Nilo a sua morte já estava encenada (nessa altura, as cheias já haviam baixado). Se ignorarmos a possibilidade de morte acidental, teremos duas opções: sacrifício ou suicídio, ou, muito provavelmente, uma combinação destas. Sacrifício que os escritores do mundo antigo parecem indicar com mais frequência.
A ideia de sacrifício pode ser discutida. Primeiro, sabe-se com certeza que ele esteve no Egito. As duas últimas cheias do Nilo foram insatisfatórias e havia uma antiga tradição no Egipto de sacrifícios por afogamento como forma de influenciar os deuses do rio para melhores cheias nos anos futuros. A particularização da seca poderia ter trazido fome ao Egito, provocando turbulência no Império.

Em segundo lugar, havia uma teoria na Grécia antiga de que, com a morte de um indivíduo, anos seriam acrescentados ao tempo de vida daquele por quem a pessoa morreu. O antipsíquico, como lhe chamavam os gregos, é uma continuação do conceito de que quem ama de verdade tem o poder de curar. Pelo fato de Adriano sofrer então da doença que mais tarde o mataria, é possível que Antínous acreditasse que sua morte curaria o imperador.


Poderíamos nos perguntar por que um jovem vibrante, cheio de vida iria querer se sacrificar pelo imperador e por Roma. A resposta óbvia é que as pessoas muitas vezes fazem coisas estranhas e ilógicas por amor. Antínous pode ter acreditado que ganharia a imortalidade nas águas do Nilo e, portanto, sua morte não pode ser vista como o fim da linha. Embora não haja nenhuma evidência direta de que Antínous sofria de alguma depressão, o consumo da vida como um “eromenos” deve ter cobrado seu preço. Dentro de um ou dois anos, no máximo, Antínous deveria desistir de sua posição como favorito real ou se acostumar com o “estigma patético”. Seu declínio de favorito só poderia ser uma diminuição de sua posição, e se ele realmente o amasse, sem dúvida ficaria alarmado com a perspectiva de terminar o relacionamento. Esse argumento é estranho e depreciativo e acredito pouco provável, pois Hadriano demonstrou seu afeto por muitos anos e como sabemos chorou muito e por muito tempo a perda de seu belo e amado companheiro. 

Por alguma razão Antínoo entrou nas águas do Nilo, e ali, obteve uma forma de imortalidade. A resposta de Adriano a isso garantiu-lhe um lugar na memória do futuro em todo mundo.

UM NOVO DEUS SURGE

Adriano ficou arrasado com a morte de Antínoo, com contemporâneos atestando que ele “chorou como uma mulher”. No Egito, os sacerdotes locais imediatamente divinizaram Antínoo identificando-o com Osíris devido à forma de sua morte. De acordo com o costume egípcio, o corpo provavelmente foi embalsamado e mumificado por sacerdotes, um longo processo que pode explicar por que Adriano permaneceu no Egito até a primavera de 131. Enquanto estava lá, em outubro de 130, Adriano o proclamou como uma divindade e anunciou que uma cidade deveria ser construída no local de sua morte em homenagem a ele, a ser chamada de Antinoópolis. A deificação de seres humanos não era incomum no mundo clássico. No entanto, a divinização pública e formal dos humanos estava reservada ao Imperador e aos membros da família imperial. Assim, a decisão de Adriano de declará-lo como um deus e criar um culto formal dedicado a ele foi altamente incomum, e ele o fez sem a permissão do Senado Romano. O imperador foi criticado por sua imensa dor demonstrada pela morte de Antínoo, especialmente considerando que ele havia adiado a apoteose de sua própria irmã Paulina quando esta morreu. Embora o culto de Antínoo, tivesse conexões com o culto imperial, permaneceu separado e distinto. Adriano também identificou uma estrela no céu entre a Águia e o Zodíaco como Antínoo, e passou a associar o lótus rosado que crescia nas margens do Nilo como sendo a flor de Antínoo.



Lótus sagrada, Nelumbo nucifera Gaertner. Família Nelumbonaceae.
O Lótus sagrado, Nelumbo nucifera Gaertner, é uma planta aquática, atraente, ornamental, e comestível da família do lírio-lótus (Nelumbonaceae) encontrada na Ásia tropical e subtropical. Simbolicamente representa a ascensão e propagação da iluminação espiritual, a grande flor se eleva e espalha, florescendo acima das águas lamacentas. É uma planta sagrada tanto no Hinduísmo como no Budismo e foi usada no antigo Egipto para representar o renascimento. O lótus sagrado tem uma semelhança superficial, mas uma relação distante com os nenúfares (família Nymphaeaceae), e também compartilham erroneamente o nome popular (lótus).

***

Não se sabe exatamente onde o corpo de Antinoos foi enterrado. Tem sido argumentado que seu corpo ou algumas relíquias associadas a ele teriam sido enterrados em um santuário em Antinoópolis, embora esse local ainda não tenha sido identificado arqueologicamente. No entanto, um obelisco sobrevivente, feito no Egito, é transportado para Roma, contém uma inscrição que sugere fortemente que o corpo foi enterrado na propriedade rural de Adriano, a Vila Adriana em Tibur, na Itália.

Apesar de existir dúvidas, é muito provável que Hadriano acreditava que Antínoo havia se tornado um deus. Ele também teria motivos políticos para criar um culto organizado, pois esse culto consagragaria lealdades políticas e pessoais especificamente a ele Adriano.

Em outubro de 131, Adriano seguiu para Atenas, onde de 131/32 fundou o Panhellenion, uma tentativa de nutrir a consciência da identidade grega, para erodir a rixa endêmica existente entre as cidades-estado gregas e para promover a adoração dos antigos deuses; sendo o próprio grego, Antínoo, agora um deus que auxilia a causa de Adriano, a de unificar a Grécia. Assim, Antinoo é apresentado como um símbolo da unidade pan-helênica. Em Atenas, Adriano também estabeleceu um festival a ser realizado em homenagem a esse novo Deus. Esse festival ocorria em outubro, e era intitulado Antinoeia, que consistia de jogos a semelhança dos jogos olímpicos e rituais ao Deus.

Antínoo foi entendido de forma diferente por seus vários adoradores, em parte devido à variação regional e cultural do império romano. Em algumas inscrições ele é identificado como um herói divino, em outras como um deus, e em outras tanto como um herói divino quanto um deus (em grego clássico: θεός e herói, em grego clássico: ἥρως). No Egito, ele era frequentemente entendido como um δαίμων, daimon. 

Na mitologia e filosofia gregas, daimon ou daímon, do grego antigo: δαίμων, daímon, literalmente: espírito interior, força inspiradora; plural δαίμονες, daímones. O demon é geralmente identificado como um ser espiritual pertencente a uma categoria intermediária divino-humana. Originalmente, daimon se referia a uma divindade menor ou a um espírito orientador, como os daimons da religião grega antiga e da religião e filosofia helenística. 

O período helenístico situa-se entre a época da grande expedição de Alexandre Magno (334-323 a.C) e a conquista do Antigo Egito pelos romanos (30 a.C.). Esse momento histórico gerou profundas transformações na cultura helênica, sendo considerado, pela maioria dos historiadores, como um dos períodos mais importantes da história da civilização ocidental. Para as escolas filosóficas que então surgiam, a tarefa que se impunha era a de mostrar ao homem que, em meio a tantas crises políticas, sociais e culturais e com a perda de antigos valores e crenças, era possível ser feliz internamente. (Guimarães, s/d Ítaca 17).

É importante destacar a distinção entre os termos helênico e helenístico. Por helênico, entende-se todo um período histórico, antecedente a Alexandre, o Grande em que as colônias gregas, embora estivessem em processo de expansão e estabelecessem relação com outras culturas, sobretudo em função das crescentes atividades comerciais; sentiam-se ligadas por laços culturais, ou seja, pela língua, costumes, a religião às suas cidades gregas de origem. Já o termo helenístico, caracteriza um período em que ocorre um processo de helenização de todo Mediterrâneo, provocado pelo espírito conquistador de Alexandre. O termo helenístico é derivado da palavra grega (verbo) hellenizein, que significa helenizar, isto é, tornar grego. (GLOTZ, Gustave. La cité Grecque. Ed. Albin Michel, 1988. COHEN, Robert. La Grèce et L'Hellénisation du Monde Antique. Ed. PUF, 1948. Apud.: Guimarães, s/d Ítaca 17.

Segundo os antigos gregos, os daimones faziam a mediação entre os deuses e os humanos. Um conceito especial é o do daimon "pessoal", a personificação do destino de uma pessoa. O daimon grego corresponde em grande parte ao gênio romano.

Inscrições indicam que Antínous era percebido principalmente como uma divindade benevolente, que poderia ser invocads para ajudar seus adoradores e curá-los de doenças. Ele também era visto como um conquistador da morte, com seu nome e imagem frequentemente incluídos em sarcófagos e caixões. No oeste, ele era associado ao deus-sol celta Belenos.

Lambert descreveu Antínoo como “a única pessoa que parece ter se conectado mais profundamente com Adriano” ao longo da vida. O casamento de Adriano com Vibia Sabina pode ter sido infeliz, embora não se tenha certeza, e não há evidências confiáveis de que Hadriano alguma vez tenha expressado atração sexual por mulheres, em contraste com muitas evidências iniciais confiáveis de que ele sentia atração sexual por homens jovens. 

Durante séculos, as relações sexuais entre um homem e um rapaz foram socialmente aceitáveis entre as classes ociosas e cidadãs na antiga Grécia, com um erastes mais velho (o “amante”, com idade entre 20 e 40 anos ou mais) iniciando uma relação sexual com um eromenos (o “amado” com idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos) e assumindo um papel fundamental na sua educação.

Sabe-se que Hadriano reconhecia a inteligência e o saber de Antínous e que eles compartilhavam o amor pelo conhecimento da cultura grega (história, filosofia, mística e religião), o respeito e o amor pelos cavalos e cães, e o amor pela caça, que era visto como uma atividade particularmente masculina e viril na cultura romana. 

Sabe-se que Hadriano escreveu uma autobiografia e poesias eróticas sobre seus rapazes favoritos, embora nenhuma dessas obras tenha sobrevivido. Se ele escreveu uma autobiografia como atestam seus contemporâneos, portanto, é provável que ele tenha escrito sobre Antínoo, com quem passou muitos anos junto. As primeiras fontes são explícitas de que a relação entre Adriano e Antínoo era sexual. Durante o relacionamento deles, não há evidências de que Antínoo tenha usado sua influência sobre Adriano para ganho pessoal ou político, fato este que teria sido notado por seus contemporâneos e detratores.

“A forma como Adriano levou o menino nas suas viagens, manteve-o próximo nos momentos de exaltação espiritual, moral ou física e, após a sua morte, se cercou das suas imagens, revela uma ânsia obsessiva da sua presença, uma necessidade místico-religiosa por sua companhia.” (Royston Lambert). Trecho do livro Beloved and God: The Story of Hadrian and Antinous, de Royston Lambert.

De qualquer forma, “Adriano fica devastado pela dor e "chora como uma mulher” (a “História Augusta” nos diz, uma fonte geralmente não confiável) por seu amante afogado-suicida-assassinado-sacrificado. Sua aflição não tem limites, a ponto de, logo após sua morte, multiplicar as homenagens ao seu querido companheiro. Em primeiro lugar, ordenou que fosse erguida uma cidade a qual deu o nome de Antinoópolis (também conhecida como Antinoé ou Antinópolis), no próprio local do acidente. 
Construída às margens do Nilo, no modelo helenístico, ortogonal, a cidade foi coberta de monumentos, regada de honras e privilégios como, por exemplo, um plano de assistência alimentar para seus moradores ou para quem quisesse se mudar para lá.

Mas Adriano, não parou por aí,  em uma decisão ainda mais inédita: decretou a apoteose de Antínoo, uma honra até então reservada aos membros da família imperial. Incentivando o culto que os egípcios passaram a dedicar ao seu companheiro, seguiu o exemplo de Alexandre, o Grande, que impôs a heroização do seu favorito, o general Heféstion, após a sua morte. 

Antínous é, portanto, deificado: templos são construídos em sua homenagem, são criados sacerdócios dedicados ao seu culto e oráculos (que a “História Augusta” depreciativamente afirma terem sido escritos pelo próprio Adriano...) são entregues em seu nome.

Se o culto de Antínous foi celebrado em todo o Império, desenvolveu-se principalmente nas províncias orientais, dominadas pela cultura grega. Sem dúvida a sua implantação foi favorecida pela prática comum da divinização dos heróis durante o período helenístico, bem como pelas origens do jovem, mas também pela popularidade de Adriano, que sempre demonstrou o seu apego à Grécia e à sua civilização. Popularidade esta que advém de seu modo de administrar o império, sendo considerado um dos “cinco bons imperadores”, que favoreceu a paz, o desenvolvimento do comércio entre todas as cidades do império, a resolução de conflitos via diplomacia, segurança alimentar da população em períodos de escassez, etc. Foram 21 anos de paz e prosperidade, de 10 de agosto de 117 a 10 de julho de 138. 

No Egito, a divinização de Antínous assume um aspecto particular, porque as circunstâncias da sua morte causam forte impressão nos fiéis, que o associam a Osíris (também afogado no Nilo, segundo a lenda), e a ele são atribuídos os mesmos dons de cura. Agora um novo-antigo Deus ressurge no Egito: Osiris-Antinoo. 

De forma geral, o culto de Antínous é bastante fascinante devido ao sincretismo que o caracteriza. O jovem Deus está ligado ou assimilado a divindades ou heróis locais, específicos de cada lugar onde seu culto é atestado: ele assume os atributos concedidos a Hermes, Dionísio, Apolo, Silvano, Vertumnus, Hércules, Osíris; Apis, Belenos e muitos outros.

Além de Antinoópolis e Claudiópolis, Antinoüs é particularmente celebrado em Alexandria, em Mantinea (pela analogia entre o nome Antinoüs e o do mítico fundador da cidade, Antinoe), na Arcádia e em Lanúvio, no Lácio. 

No dia 27 de novembro celebra-se o Natalis Antinoi, “aniversário de Antínous”, cujo ritual é pouco conhecido, embora um texto egípcio mencione que os ritos equestres estavam incluídos nas festividades. As Antinoeias também foram criadas em 131, em Atenas e em todo império, grandes competições musicais e esportivas que seriam semelhantes aos jogos Panatenaicos. 

Artistas e intelectuais não ficaram de fora e, como Pancrates, outros poetas dedicaram versos a Antínous enquanto o filósofo Numenios de Apamea escreveu uma Consolatio para o imperador. Por fim, o Imperador também comemora a memória do seu amado dando o seu nome a uma estrela, hoje pertencente à constelação da Águia. 

“Ele também dedicou, em todo o universo, bustos ou melhor, estátuas sagradas de Antínous. Finalmente, Adriano afirmou ver-se uma estrela que era a de Antínous, e ouviu com prazer seus cortesãos, que lhe disseram falsamente que esta estrela nasceu da alma de Antínous, e que ela havia se mostrado pela primeira vez naquela época”. (Dion Cassius, “História Romana”, 69.)

Embora seja difícil distinguir entre bajulação e piedade genuína, parece que Antínous era sinceramente reverenciado, pelo menos no Oriente. 
O culto de Antous Deus, manteve-se vivo até depois da morte de Adriano, tendo, o Imperador Antoninus Pius, sucessor de Adriano, desempenhado importante papel, bem como o sucessor deste, Marcus Aurelius. 
Depois disso, declinou na medida da expansão do cristianismo, essa nova religião de outro homem-Deus, subida na província romana da Judéia. 

No último breve período de soberania judaica na era antiga foi o que se seguiu à revolta de Bar kochbas, em 132 d.C., quando Jerusalém e a Judeia foram reconquistadas. Três anos depois, o imperador Adriano decidiu rebaptizar a Judeia de Palestina e a Jerusalém foi dado o nome de Aelia Capitolina. Esse período foi caracterizado pela dispersão dos judeus pelo mundo ou diáspora.

A obsessão do imperador Adriano, transmitida a todo canto do mundo romano, então foi lentamente declinando em grande parte pelos ataques da nova religião do império, decretada em 380, no Edito Tessalônico, do Imperador Teodósio, que proclamava o cristianismo religião oficial do Estado; e em Em 391, o Edito de Milão, do mesmo imperador, Teodósio, colocou o paganismo fora da lei, i.e., todo culto pagão deveria ser banido do império.

Podemos também argumentar, com certo ironia, que já não era necessário adorar Antínous para atrair as boas graças do amante (o imperador)... 

Quanto aos primeiros autores cristãos, não hesitaram em castigar o jovem, um pseudo-Deus, como eles falavam, com práticas desviantes! Embora estranhamente alguns vejam nele uma figura semelhante a Cristo, devido à natureza sacrificial de sua morte, a partir do século IV ele se tornou o símbolo da corrupção pagã, da moral depravada dos romanos e da irracionalidade de sua religião. É qual religião não é irracional? 

“O que ele diz também do jovem Antínous, amado do imperador Adriano, e das honras que lhe foram prestadas em Antinópolis, cidade do Egito, sustentando que aqueles que prestamos a Jesus são do mesmo sexo, é ainda apenas efeito da sua paixão, pois é fácil convencê-lo; para este homem efeminado, que até esqueceu o seu sexo, o que tem ele em comum com a conduta séria e honesta do nosso Jesus, a quem os seus inimigos, embora o acusassem de mil acusações falsas, nunca poderiam censurá-lo por ter tido a menor mancha de intemperança?” (Orígenes, "Contra Celso", III.) Como sempre a hipocrisia.  

Apesar da sua curta existência e embora o culto a Antínous tenha durado pouco, só podemos ficar surpresos ao ver a quantidade de representações do jovem que chegaram até nós. Considerando apenas as esculturas, estão listados atualmente cerca de 100 retratos de Antínous. Isso é mais do que para alguns imperadores! Nesse sentido, a comparação não é inocente, pois os retratos do jovem reúnem muitas vezes características próprias do imaginário imperial, como os atributos divinos que observamos na maioria das estátuas.

Este também é o caso das moedas. A partir de 133, moedas com a imagem de Antínous foram cunhadas em diferentes cidades do Oriente, embora isso nunca tenha acontecido na parte ocidental do Império. Pela data que aparece nas moedas emitidas no Egito, sabemos que as últimas moedas foram emitidas no ano da morte do imperador. Isto reacende o debate sobre o oportunismo do culto dedicado a Antínous, mas também sublinha o frenesi das homenagens dedicadas ao jovem: em apenas 5 anos, foram realizadas 250 representações diferentes em moedas! É claro que Antínous é uma exceção, pois apenas membros da família imperial e divindades geralmente aparecem nas moedas.

Voltando aos retratos esculpidos, eles pelo menos nos permitem compreender a atração sentida por Adriano: mostram um rosto gentil de traços finos, olhos grandes encimados por sobrancelhas arqueadas, lábios carnudos e sensuais, uma cascata de cachos grossos descendo até a nuca. E sempre esta expressividade que na maioria das vezes se traduz num ar ligeiramente melancólico, inteligente uma vivacidade contida é uma virilidade autêntica.  
A beleza inegável destas obras e a quantidade que foram prodizidas explicam porque os artistas renascentistas (e muitos outros depois deles) ficaram fascinados pelo jovem, cujo retrato tomaram como exemplo de escultura clássica antiga. 
a verdade é que isso já acontecia na Antiguidade! A partir do século II, imediatamente após a sua morte, os escultores tomaram emprestadas as características, sem dúvida idealizadas, de Antínous para representar outros deuses ou outros jovens, e a identificação das estátuas por vezes coloca um problema.

“Às vezes penso, Harry, que existem apenas duas épocas de alguma importância na história do mundo. A primeira é o surgimento de um novo meio de arte, e a segunda, o advento de uma nova personalidade artística. O que a descoberta da pintura foi para os venezianos, o rosto de Antínous para a arte grega antiga, Dorian Gray será para mim um dia. Não é simplesmente porque eu o pinto, que eu o desenho ou que fiz esboços; fiz tudo isso primeiro. Ele é muito mais que um modelo para mim (...) Mas, de uma forma indecisa e curiosa, ficaria surpreso se você pudesse me entender, sua pessoa me sugeriu uma forma de arte inteiramente nova, um modo de expressão inteiramente novo. (Oscar Wilde, "O Retrato de Dorian Gray.", I.)

Último mistério relativo a Antínous: a localização de seu túmulo. A informação é teoricamente fácil de encontrar, pois está gravada no obelisco de Barberini, descoberto em Roma no início do século XVI. Apenas em teoria, visto que o vestígio está dividido em três pedaços - e precisamente no local onde é mencionado o local onde está sepultado Antínous! Mas você conhece os historiadores, nada os impede! E aqui vamos nós novamente com uma série de hipóteses, das mais credíveis às mais rebuscadas até aquelas que se parecem teoria da conspiração. 

Se a princípio se pensou que Antínous descansava em Antinoé, cidade fundada no local da sua morte, a hipótese foi rapidamente abandonada. Por um lado, porque o obelisco que menciona o local do seu enterro foi encontrado em Roma e, por outro lado, porque é improvável que um angustiado Adriano tivesse abandonado o corpo do adorado amante numa terra estrangeira. 

Entre várias hipóteses, consideramos o jardim de Adônis dentro do palácio imperial (pela analogia entre os dois efebos), a Villa Adriana onde foram desenterradas a maioria das estátuas do jovem, ou o Castelo Sant'Angelo, onde Adriano mandou construir o seu próprio mausoleu. Não tendo sido apresentadas provas decisivas, o local de sepultamento de Antínous permanece, como praticamente tudo o resto, um enigma...

E SE ANTINOUS NÃO FOSSE AMANTE DE ADRIANO?

Enquanto vasculhava papéis antigos para preparar este artigo, encontrei um antigo recorte de imprensa lançando dúvidas sobre uma das únicas certezas que pensei ter sobre Antínous: ele não teria sido amante de Adriano! Em todo o caso, esta é a teoria defendida por este artigo (do qual não conheço o autor nem a fonte), que põe em causa a teoria geralmente aceita. Baseia-se, particularmente, no facto de a relação homossexual só ter sido mencionada tardiamente, nos escritos do teólogo Orígenes e do historiador Dio Cassius, que falaram dela como um simples boato. O artigo deduz que, na realidade, Adriano planejou adotar Antínous e torná-lo seu sucessor, e assim surge a hipótese segundo a qual o jovem foi assassinado.

Esta teoria raramente é adotada ou mesmo aceita e parece menos documentada do que aquela que faz de Adriano e Antínous amantes apaixonados. Poderemos pensar que todas as teorias deram igualmente verdade ou igualmente prováveis? Acredito que não, até porque há muita lenda e anedota (preconceituosa) apontando para um relacionamento amoroso e romântico aos moldes daquela encontrada na Grécia clássica do eromeno/erasta. 

Todavia, mais forte que a História, a lenda impôs-se, fazendo de Antínous um ícone gay antes do seu tempo, depois, ao longo dos séculos protagonista de uma bela história de amor, em que a homossexualidade não passa de um detalhe. Pensamos, claro, nas “Mémoires d’Hadrien” de Marguerite Yourcenar (PDF). 



“Antínous”
(Hervé Cristiani)

Cliquetis de timbales d'or
Laissez passer César
Cliquetis de timbales d'or
Laissez passer César

Que les pages fardés pleurent leurs larmes de miel
Les dieux sont fatigués d'habiter le ciel
Que le festin commence, que les Nubiennes dansent
Que les vins de Chaldée apportent l'oubli

Antinoüs, Antinoüs
Ton esclave endormi
Antinoüs, Antinoüs
Tu peux pas l'oublier

Cliquetis de timbales d'or
Laissez passer César
Cliquetis de timbales d'or
Laissez passer César

Par le cuir et le fer et les aigles de Rome
Tu as conquis la Terre et soumis les hommes
Tous ces princes barbares qui se traînent à tes pieds
N'ont même pas le pouvoir de te faire oublier

Antinoüs, Antinoüs
Ton esclave endormi
Antinoüs, Antinoüs
Tu peux pas l'oublier

Dans les statues de marbre et les monnaies de l'empire
Dans le souffle des arbres, il y a son sourire
Par la pourpre impériale qui te couvre le corps
Par le chant des vestales, il vivra encore

Antinoüs, Antinoüs
Ton esclave endormi
Antinoüs, Antinoüs
Tu peux pas l'oublier

Cliquetis de timbales d'or
Laissez passer César
Cliquetis de timbales d'or
Laissez passer César


“Antínous”
(Hervé Cristiani)

Tilintar de tímpanos dourados
Deixe César passar
Tilintar de tímpanos dourados
Deixe César passar

Deixe as páginas pintadas chorarem suas lágrimas de mel
Os deuses estão cansados ​​de habitar o céu
Que comece a festa, que dancem os núbios
Que os vinhos da Caldéia tragam o esquecimento

Antínous, Antínous
Seu escravo adormecido
Antínous, Antínous
Você não pode esquecer

Tilintar de tímpanos dourados
Deixe César passar
Tilintar de tímpanos dourados
Deixe César passar

Por couro e ferro e pelas águias de Roma
Você conquistou a Terra e subjugou os homens
Todos esses príncipes bárbaros que se arrastam aos seus pés
Nem tenho o poder de fazer você esquecer

Antínous, Antínous
Seu escravo adormecido
Antínous, Antínous
Você não pode esquecer

Nas estátuas de mármore e moedas do império
No sopro das árvores, está o seu sorriso
Pela púrpura imperial que cobre seu corpo
Através do canto das virgens vestais, ele ainda viverá

Antínous, Antínous
Seu escravo adormecido
Antínous, Antínous
Você não pode esquecer

Tilintar de tímpanos dourados
Deixe César passar
Tilintar de tímpanos dourados
Deixe César passar 

Mas ainda mais recentemente, a relação entre o Imperador e o seu favorito inspirou desde os primeiros artistas e os copiadores, inspirou artistas, como Hervé Cristiani com uma excelente canção, “Antínous”, para ouvir no Youtube, ou Hubert-Félix Thiéfaine” “Um outono em Tânger (Nostalgia de Antinous)”.

Observe também que o talentoso Rufus Wainwright e a Canadian Opera Company estão atualmente preparando uma ópera com Adriano e Antínous. 

Acho comovente e reconfortante ver que Adriano, que queria fazer de Antínous um Deus, conseguiu de fato oferecer-lhe a imortalidade, tanto é assim, que até hoje existem cultos a Antinous até hoje, existem pelo menos uma “Ordem secreta reverenciando o jovem Deus. 


ANTINOOS, PROTETOR DIVINO

Ele foi cercado por esculturas que elevaram Antínous ao status de deus, e numerosos templos foram erguidos para a nova divindade em todo o Império, bem como no maior monumento de Antínous, a cidade de Antinoópolis, no Nilo. Uma nova estrela foi descoberta imediatamente após a morte de Antínous, que recebeu seu nome. Uma certa cor da flor vermelha brilhante foi rapidamente rebatizada de Antinoeios, como as coroas dadas aos vencedores dos concursos organizados em nome de Antínous. Um poeta chamado Pancrates escreveu um épico homérico sobre a última caçada ao leão da qual Antínous participou, durante a qual Adriano interveio para salvar a vida do menino. Pancrates recebeu imediatamente do imperador um lugar de honra no Museu. Em breve, abundariam estátuas e poemas dedicados ao jovem deus. As diversas representações, mostrando-o como Dionísio/Baco, Silvano, Hermes ou Aristeu, divindades que o homem Antínoo enfrentou na sociedade mãe, foram apenas o começo. Ainda durante a sua vida, mas especialmente logo após a sua morte trágica, o jovem é comparado a Osíris, a entidade da morte entre os antigos egípcios; a prova são os osiriads que podem ser visitados no Museu Vaticano, Museu do Louvre ou Museu Britânico. Mas no topo de todas as representações permanecem os clássicos bustos simples, destinados a restaurar sua beleza nas várias fases da vida.
O papel principal em que Antínous foi “lido” é semelhante ao de um grande número de outras divindades e fala de seu caráter como claramente encontrado em seus compassos. A coisa mais óbvia sobre Antínous, o deus, foi que ele ganhou a quintessência da divindade e saiu vitorioso sobre a morte. Ele era visto como um camarada devotado, um guardião da alma e um acompanhante pelos reinos do Hades. Assim, Dionísio, embora mais conhecido como o deus da fertilidade, também ficou conhecido como o “Senhor das Almas” após sua viagem à vida após a morte para salvar sua Semele. Hermes foi outro famoso condutor de almas, conhecido por conduzir Perséfone de volta a este mundo. O obelisco que Adriano construiu para Antínous afirma que, após a morte de Antínous, ele "ressuscitou" para se tornar um deus, tal como outra divindade de crescente popularidade, nomeadamente Jesus Cristo.

Essa popularização foi benéfica? Embora, até hoje, não tenham sido encontradas evidências de profanação de quaisquer obras de arte (sejam gravuras em pedra, camafeus ou esculturas) que o representem, os dias gloriosos do semideus do movimento LGBT na antiguidade colocaram-se no horizonte dos nossos dias.
A orientação sexual tem sido e continuará a ser uma forte razão para a intrusão na vida privada das pessoas, políticos, especialmente com funções administrativas poderosas, pessoas comuns e até para assasinar pessoas... Entretanto, não podemos retroceder nenhum passo.antinous está ao nosso lado e caminhamos resolutos para um mundo inclusivo, tolerante e respeitoso com todos os membros da sigla LGBTQIAPN+.

Estátua de Antínoo (Antinous) encontrada por acaso, durante a pavimentação de uma estrada em Atenas, Grécia. Coincidentemente, uma das cidades preferidas do imperador Adriano. Antínoo aparece retratado bem jovem, o que indica que essa imagem pode ter sido feita ainda em vida. Quem sabe Antínoo até tenha posado para o artista! AVE ANTINOUS!






































Busto de Mármore de Antinous Deificado



















































































Fonte