INÍCIO

04 abril 2020

IMAGEM DA MINHA TRISTEZA

SARS-COV-2


Eu nasci num hospital ha bastante tempo atrás. 
Nunca desejei nada por que não tinha como 
conseguir nada do que eu desejasse. 


Cresci sendo o escárnio de muitos
Sem saber o por que todas as pessoas me odiavam tanto. 
Agora que não importa mais 
eu sei. 


Nasci num hospital
morrerei num. 
e lá me vou feliz para os braços da natureza.
que tantos querem exploar e destruir.
mas ela me receberá de bracos abertos 
de onde um dia eu sai. 


Para onde irei eu ?
Retornarei paa os braços da terra
Lá onde não ha nenhum sentimento
nem dor nem nada
somente a paz


Irei feliz levando comigo tudo que aprendi
mas deixei muito 
na mente dos meus alunos
e dos amigos. 


Não culpo ninguém 
pela minha sorte
conheci as melhores pessoas
conheci a ideia da felicidade 
por algum breve tempo 
existiu sol em minha vida


Estou sentado na sombra da tristeza e da morte 
Não pela minha duração que chega ao fim
mas pela impotência 
de querer ajudar 
e nada poder fazer. 

(04/IV/2020)

IMAGEM DE UM PENSAMENTO FUGAZ


Imagem de um pensamento fugaz 




Hoje um pensamento atravessou minha cabeça: um pensamento do fim. 
Sim sei que tenho uma duração nesse mundo. 
Sei também que ninguém dura para sempre. 
Sei também que ninguém deveria escolher o dia de sua morte. 
Mas percebi que eu posso estar chegando no fim de uma jornada. 
Sim e antes que digam que é fatalismo ou pessimismo eu já me antecipo em dizer que não é. É realismo. A nós não é dada o tempo nem os meios para sonhar. 
Com tudo que sabemos sobre o tempo que leva para termos alguma mobilidade social. Não pode haver esperança. 
E agora a menor das criaturas ameaça nossa vida e a vida das pessoas que amamos. 
Enquanto do outro lado um governo insensível, para dizer o mínimo, se move lentamente. 
O que será que os senhores que detêm o poder estão fazendo? 
Será que eles não perceberam que aquele mundo que eles estão tão imbuídos de salvar já não existe mais? 
Que eles estão se apressando para tentar ressuscitar um cadáver, morto ha anos? Que somente agora iniciou sua decomposição e o cheiro esta insuportável? 
Tenho uma certeza que não resistirei a essa pandemia. 
Não sei por que sei, nem como sei. Mas sei. 


Mas deve existir algo de belo em se voltar ao momento de origem de tudo. 
Aos átomos que se governam por si só. 
Sem nunca mais passar uma necessidade ou desejar algo que não se pode ter. 


Há uma beleza em poder fazer parte de todas as coisas pois meus átomos estarão espalhados por todo o mundo. 


Deve haver algo de belo e terrível em não ser mais limitado 
Em apenas ser um nome na lembrança das pessoas. 


Deve haver uma beleza em ser uma imagem que aos poucos vai se apagando da memória dos amigos até não sobrar nada. 




















QUANDO UM VÍRUS É MENSAGEM

QUANDO UM VÍRUS É MENSAGEM 


I. Todos somos aprendizes nesse mundo. 

Nascemos sem saber de nada e somos ensinados desde o primeiro minuto de nossas vidas. Aprendemos a chorar quando sentimos fome ou desconforto. Aprendemos a emitir sons imitando os sons emitidos pelos nossos pais. 
Aprendemos a agarrar tudo que esta ao nosso redor até mesmo parte de nós mesmos. Aprendemos a nos arrastar engatinhando, e depois aprendemos a caminhar. Quão maravilhoso é dar os primeiros passos. É a pura liberdade. Mas cansa ficar de pé, e caímos, sentamos, levantamos de novo. Até que nem mais nos lembramos de como aprendemos a andar. Aprendemos sinais e símbolos, letras e números. Somos todos aprendizes sempre. A todo minuto. 
Fomos para escola e aprendemos todo tipo de conhecimento. 
Enigmáticos a primeira vista. As vezes ultrapassamos nossos próprios professores. E seguindo os passos de nossos mestres nos tornamos também nós aprendizes na arte de ensinar. De conduzir outros seres humanos a serem bons aprendizes. 
Chegamos até aqui. Com toda essa colcha de retalhos de conhecimentos de várias épocas e de vários povos. Mas subjacente a tudo que nos tornamos esta o núcleo do eterno aprendiz. 
Hoje em meio a uma pandemia precisamos mais uma vez reativarmos nosso aprendiz interior. Aquele ser que no primeiro minuto de vida iniciou seu aprendizado que dura até hoje. O mundo globalizado é maravilhoso. A liberdade conquistada pelo poder econômico é igualmente indescritível. 
Mas faz-se necessário que reconheçamos que os sistemas econômicos que nos possibilitaram a acumular tanto capital estão lenta e inexoravelmente arruinando o nosso planeta. Outro ponto de vital importância é que não é mais possivel acumular tanto capital que não seja possivel usar em uma geração. As fortunas são tão imensamente grandes que levariam mais de 30 gerações, para serem usadas. Esse fato torna-se obsceno quanto mais de 80% da humanidade só tem o suficiente para sobreviver por mais de um mês. E existem milhões de pessoas que nunca em sua vida conheceram uma vida com um tempo livre para descansar e se divertir. 
Nós brasileiros não somos piores do que o resto do mundo. Apenas temos uma realidade histórica condicionada pela instituição mais importante que dominou o Continente Brasil por 358 ano, i.e., quase 400 anos, a escravidão. Sabemos pelos documentos que a primeira partida de escravos africanos chegou ao Brasil em 1530, na expedição de Martim Afonso de Souza (1490-1571). Eram procedentes de Guiné, e a escravidão foi abolida em 1888. Faça as contas. São apenas 132 anos que a escravidão acabou oficialmente no Brasil. 

Considerando que o tempo de uma geração humana seja de 25 anos, temos apenas 5 gerações. 

A palavra geração, gerar vem do latim generāre, que significa “gerar” “produzir”, “procriar”. A palavra geração como um grupo ou coorte em ciências sociais e ecologia significa todo o corpo de indivíduos nascidos e vivendo aproximadamente ao mesmo tempo, a maioria dos quais tem aproximadamente a mesma idade e tem idéias, problemas e atitudes semelhantes frente aos mesmos problemas (em ciências sociais e na cultura popular, elas ganham um nome por exemplo, Beat Generation e Lost Generation). 


II. A mensagem de solidariedade 

Vou usar um exemplo da minha própria família. 
Minha avó pelo lado paterno morreu com 98 anos em 1974. Logo, ela nasceu em 1876 no interior, nos arredores da cidade de Santa Maria no Rio Grande do Sul. Nessa época ainda haviam escravos. E meu pai nasceu em 1925 e casou com minha mãe em 1965, ela com 30 anos de idade e ele com 40 anos de idade, ele faleceu com 85 anos em 2010. 
Uso isso para mostrar, ilustrar, apenas uma realidade: o tempo necessário para uma pessoa que tenha nascido na pobreza chegar até a classe média no Brasil. 
Meus pais trabalharam a vida toda produzindo comida (ora trabalhando na lavoura, para alguém de quem arrendaram uma pequena parte ou pagando aluguel, na forma de produtos produzidos na Terra, como no regime feudal). 
Nunca conseguiram sair da classe ou estrato no qual nasceram. O esperado era que eu e meus irmãos permanecessem lá, naquele lugar, produzindo para alguém dono da terra, e morrêssemos na mesma situação que meus pais. Minha mãe ainda é viva e tem 87 anos. Sua vida toda transcorreu na pobreza. Não na indigência, porque sempre havia algum capital de conhecimento que a possibilitou transitar com dignidade na vida. Ela mantinha uma horta grande, onde produzia muito dos alimentos que comíamos, criava galinhas e frangis, de onde obtinha ovos, e carne, criava uma vaca para leite, e porcos para banha e carne. Plantou um pomar e fazia conservas e compotas para épocas sem frutas. Além disso, fazia doces para vender semanalmente em certas cafeterias e bares no centro da cidade. Ela também fez curso de corte e costura para fazer roupas para nós (filhos) e também para fora, não obstante tudo isso fazia bolos de aniversários que eram famosos na região. 

Hoje, como parte de sua vida, ela se encontra no estrato mais baixo da classe média. Isso porque tem uma aposentadoria conseguida a “duríssimas penas”, do tempo que trabalhou como Auxiliar de serviços gerais, e depois, por fazer cursos sobre gastronomia, trabalhou fazendo a comida, merenda para os alunos na escola que estudei, a Escola  Municipal Vicente Farencena, bairro de Camobi, Santa Maria/RS.

Estudos mostram que o Brasil ocupa a segunda pior posição em um mobilidade social feito pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, ou Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD)) com dados de 30 países e divulgado em 2018. 

Segundo o estudo intitulado: “O elevador social está quebrado? Como promover mobilidade social”, são necessárias nove gerações para que os descendentes de um brasileiro posicionado entre os 10% mais pobres alcance o nível médio de rendimento do país.
Tempo em gerações para que um brasileiro consiga chegar na classe média. Em nosso país são calculados nove gerações. Se consideramos que uma geração seja composta por 25 anos, temos 225 anos. 

Como exemplo citado da minha própria família eu sou o primeiro da minha família a conseguir terminar o ensino superior, fazer mestrado e doutorado. Mas mesmo pertencendo ao estrato dos 10% mais pobres, meus pais incentivaram muito e trabalharam mais ainda para prover o minimo para que eu estudasse. Essa é uma exceção notável. Por que os dados da pesquisa em todo o Brasil não mostram isso. As pessoas perdem a esperança. Pois não conseguem ver melhoras no seu cotidiano. 

Esse mundo não é mais possivel. 

Acredito que todos concordam com isso. Esse é o aprendizado que necessitamos nesse momento mais escuro de nossa permanência no mundo, enquanto nossa própria existência encontra-se ameaçada. E nossa duração abreviada nesse planeta. 

Nos governos de coalizão, dito governos progressistas (primeiro e segundo mandato do ex-presidente Lula, primeiro mandato da ex-presidenta Dilma) de 2003 a 2015, tivemos uma época de florescimento um renascer das forças vivas que hoje encontram-se precarizadas totalmente.
Entre os avanços desse período tivemos o salário mínimo que saiu de R$ 240,00 em 2003 para R$ 880,00 em 2016. Um aumento de 266% no período enquanto a inflação acumulada foi de 123%. Quando se faz a correção, o salário de 2003 equivaleria a R$535,39 em 2016, o que equivale dizer que houve um aumento real de 2003 

para 2016 de 64%. (Min. Fazenda, IBGE e FGV.). Tivemos um IDH (índice de desenvolvimento Humano em 2003: 0,695 e em 2016: 0,755. A distribuição de renda ou (índice GINI) que em 2003 era igual a 0,586 e em 2016: 0,491 

O índice GINI mede o grau de desigualdade de um país. Quanto mais próximo de 1, mais desigual o país é. (IBGE). Quanto a extrema pobreza em 2003: 10,5% (Banco Mundial) 17,5% (IBGE), em 2016: 4,2% (Banco Mundial) 9,2% (IBGE). O Banco Mundial e o IBGE usam rendas diferentes para critério de extrema pobreza. Em ambos percebemos uma queda acentuada (60% e 47,4% respectivamente) no percentual da população que vive em extrema pobreza. 

Fontes: Banco Mundial e IBGE. Quanto a taxa de mortalidade infantil (a cada mil nascidos) em 2003: 21,5 por mil nascimentos em 2016: 14 por mil nascimentos 

Uma queda de 34,8% no período. Vale ressaltar que em 2016 tivemos uma epidemia de Zika no país q elevou a taxa de mortalidade infantil, o que torna essa queda mais expressiva.(IBGE). Taxa de analfabetismo: em 2001: 12,4% 
Em 2016: 7,2%, uma queda de 42% no período. (INEP - MEC); Ensino fundamental, jovens de 16 anos com ensino fundamental concluído: em 2003: a taxa era de 57%, em 2014 equivalia a 74%, um crescimento de 29,8%. 
O PIB era em 2002: R$ 1,48 trilhões, já em 2016 equivalia a R$ 6,26 trilhões de reais. Corrigido pelo IGP-M, o PIB de 2002 equivale a 3,53 trilhões em 2016. Ou seja, tivemos um aumento de 323% que, considerando as correções, representa um aumento real de quase 80% no nosso produto interno bruto. (IBGE e FGV). 
Reservas internacionais: em 2003 nossas reservas eras de U$ 37,6 bilhões, enquanto em 2016 equivaliam a U$ 370 bilhões. Um aumento de 884%. Quase 10 vezes maior o valor inicial (deixado pelo FHC) (de quando pegou pra quando entregou o governo. (Banco Central). No ensino superior, em 2002: 466,2 mil alunos concluiram E.S. Ja em 2014: 837,3 mil alunos concluíram E.S.,só para constar de 1995 a 2002: 2,4 milhões concluíram o ensino superior, de 2003 a 2014: 9,2 milhões concluíram. O aumento de pessoas com nível superior reflete o sucesso de políticas públicas como o ProUni e também é consequência da melhora da renda da população em geral que passou a ter condição de pagar pelos estudos (MEC). DESEMPREGO: quando ao desemprego em 2003, a taxa de desemprego era de 13% de desempregados enquanto em 2014 equivalia a 4,3% (final do primeiro mandato da ex-presidenta Dilma). Nesse tempo vivíamos uma situação de pleno emprego. Já em 2016 a taxa aumentou para 11,3%, e hoje no governo Bolsonaro, esta em 12,3%. A redução da taxa de desemprego do início do governo PT até o início da crise, quando a ex-presitente Dilma ganhou a reeleição, havia sido de 67%. Com a crise que vivemos até hoje este índice subiu bastante, mas mesmo assim se encontra abaixo de 2003 quando o PT entrou. Ou seja, apesar da nossa percepção de que nunca esteve tão ruim, de desesperança e de caos, de fundo do poço, a taxa esteve melhor em todo os governos do PT do que em qualquer outro governo (IBGE - PNAD). Mortalidade infantil para crianças até 1 ano, a taxa era de em 2003 igual a 27,48% já em 2015 era igual a 13,08%, a menor em 11 anos. (IBGE). 
Diante dos dados já descritos continuar repetindo que o PT destruiu o Brasil é falta de vergonha na cara, é canalhice e querer mentir para a população. 

Houve muitos erros? Provavelmente sim. Entretanto não existe governo perfeito, em nenhum lugar do mundo. Existiu corrupção existiu? Existiu na mesma taxa que sempre existiu. Com a diferença que o povo alienado da classe média foi feito refém da elite e usado como bucha de canhão para uma guerra hibrida contra os partidos progressistas. Triste classe média, tem valores elitistas, mas se alimenta de migalhas. 


III. Desobediência civil 

Talvez seja necessário que a verdade apareça nua e crua para que todos consigamos vê-la em sua dimensão histórica. 
Um governo que é oriundo do que há de mais lodoso e rasteiro que existe no submundo da política esta a frente da nação. Nossa salvação esta apenas nas mãos dos governadores na medida em que estes estão mais próximos e são a quem se pode em ultima analise contar em caso de calamidade. 
Um governo que ofende e precariza o servidor público dilapidando a imagem desse servidor, frente a mais abjeta classe média, para poder passar reformas que tirarão dinheiro do funcionalismo especialmente dos professores federais e técnicos, agentes de fiscalização entre tantos outros. Ninguém em sã consciência pode estar ao lado de um governo que quer destruir o trabalhador. Um governo cujos ministros não estão a altura dos cargos que ocupam não deve ser respeitados como tal. Uma parte do governo diz que devemos manter a quarentena e o chefe do governo diz que não, que essa virose é uma "gripezinha", um "resfriadozinho". Um governo genocida e destruidor de tudo que foi construído como sociedade, com ciência, com direitos humanos, com empatia. Não tenho escolha a não ser dizer: sim o Brasil precisa parar. Para para salvar vida. A unica coisa que importa no universo é a vida. Não o dinheiro. Não a conta no banco.


IV. Uma longa história

Imagine uma pessoa que mora na periferia do Brasil. 
Quanta desesperança estamos impondo a ela? Qual o seu fardo que diariamente essa pessoa leva em seus ombros, em seu pensamento? Pense um pouco comigo: da abolição da escravidão no Brasil até o dia de hoje, temos cinco gerações. O que nos leva a concluir que a quase da totalidade das pessoas negras ainda estão tentando chegar a uma renda média. Isso é desumano, é maléfico. 
Não podemos culpar o outro pelo mundo que produzimos via neoliberalismo excludente e concentrador de riqueza. 
E com essa realidade vem a precariedade da moradia, a ausência do estado em questões importantes como saneamento básico, saúde, educação. Essas pessoas, nossos irmãos brasileiros, estão sendo invisibilizados propositadamente. Estão sendo desconsiderados em todas as politicas públicas, pois parecem não importar para os atuais politicos. 

A pandemia é uma porta para a dimensão do outro. 
Nosso vizinho, que mora na mesma cidade, que faz parte da mesma população. Que divide o mesmo espaço público, as ruas, os supermercados. Cruzamos com eles, quando eles varrem as ruas, recolhem o lixo, conduzem o transporte coletivo, os taxis, as vans, fazem reparos e vivem de bico. Nós da classe média os excluímos. Nós mesmos, que elegemos politicos que completem o trabalho de genocídio dos descendentes dos povos escravizados que foram trazidos contra sua vontade para essa terra.
Somo nós mesmos, que nos dizemos cristãos e clamamos por politicos que permitam-nos portar armas para matar o outro, o pobre, o preto o periférico. 
Somos nós que pela nossa aporofobia, os relegamos a uma existência precária e inumana. Pelas escolhas maldosas que fizemos, escolhendo politicos fascistas e que atendem a interesses das grandes fortunas. Que perpetuam a exclusão, que aumentam o sofrimento. Mas essa realidade não é criada somente pela maldade da classe mais abjeta do planeta, a classe média. Essa realidade é fruto da ilusão da classe média de que um dia estará no lugar da elite. 
Doce ilusão, dessas mente devastadas pelo medo da pobreza. Se se unissem aos pobres e trabalhadores teríamos um paraíso na terra. Mas a classe média é mesquinha não só por adotar valores da elite, mas também por alimentar o ódio infundado pelos trabalhadores, enquanto a própria classe média é serviçal para o capital que flutua nas nuvens e que se reproduz e se concentra nas mão de menos de 1% da população brasileira. 
Hoje em meio a uma pandemia, a esse vírus que de uma forma inopinada esta na iminência de invadir nossos corpos e devastar nosso sistema orgânico, conduzindo-nos como uma folha no outono, para o seio do ser absoluto, ou seja no nada. Desse lugar, onde estamos como espécie, eu afirmo que não podemos mais deixar ninguém para traz. 
Como fazer distanciamento social e isolamento social quando numa casa ou barracão moram mais de dez pessoas? 
Como controlar uma pandemia global quando, segundo o IBGE, em Paraisópolis, favela encravada ao lado do Morumbi, um dos bairros mais nobres de São Paulo, tem a maior densidade populacional do Brasil, com mais de 45 mil pessoas por quilômetro quadrado? Ou, ainda, como chegar com uma ambulância para retirar pessoas doentes na favela da Rocinha, entre os bairros de São Conrado e Gávea, também dois dos mais nobres do Rio de Janeiro, localizada na zona sul da cidade e considerada a maior favela da América Latina, e que possuir a segunda maior densidade populacional do país, com mais de 39 mil moradores por quilômetro quadrado, seguida pela Favela Nova Holanda, na zona norte do Rio, com uma densidade de mais de 35 mil pessoas também por quilômetro quadrado? 
Ninguém pode dizer que não sabia, que existia uma favela se formando. Todos os governos desde 1888 sabiam para onde estavam indo os escravos recém libertos e os pobres que não tinham como pagar uma moradia decente entre a elite branca. 
Foi a elite branca e seu acólitos, capitães do mato, fariseus que honram a Deus com os lábios mas cujo coração esta bem longe. 
É essa classe média que se agarra no neoliberalismo por que fez ricos alguns, mas condenou a miséria a grande maioria do povo. Se arvora a defender o indefensável, que se orgulha por estar na maior canoa furada da história ao invés de fazer fileiras com os trabalhadores e com os pobres. 
Esse mundo acabou frente a ameaça do Sars-CoV-2, a menor criatura gerada nesse planeta. 
Ela serve a um propósito. Aquele que desperta em nós o aprendiz. Ele mostra que nossa salvação esta no estado. E o que é o estado senão a instituição que regula os mundos sociais e econômico? Impedindo que pessoas acumulem riquezas obscenas e ameaçadoras. Distribuindo igualmente as riquezas produzidas pelas forças vivas da nação para todos, na forma de educação de boa qualidade, saúde e segurança pública. Não sabemos quanto tempo teremos de ficar em quarentena para proteger nossos entes queridos, pais, nossos avós. Não sabemos nem quando teremos uma vacina para o novo coronavírus. 
Desta forma, os bons gestores públicos, de todos os países estão tomando medidas para proteger o trabalhador e as empresas, temos como exemplos:

1) Dinamarca
Na Dinamarca, partidos de diferentes ideologias juntaram-se a sindicatos e associações de empregadores para elaborar um plano em que o governo cobrirá 75% a 90% dos salários de todos os trabalhadores pelos próximos três meses, garantindo que as empresas se abstenham de fazer layoffs [parada de trabalhar sem receber].
O governo dinamarquês também concordou em cobrir os custos dos aluguéis para empresas que estão com falta de receitas. Estes elementos juntos são estimados custar 42,6 bilhões de Coroas suecas (cerca de US$6,7 bilhões), incluindo as poupanças do sistema de seguro desemprego.

2) Holanda
A Holanda apresentou um esquema similar ao dinamarquês, com o governo entrando para cobrir 90% dos salários para as firmas que apresentarem pelo menos 20% de perdas em suas receitas.

3) Inglaterra
No Reino Unido, o total das medidas aprovadas pelo parlamento, chega a 17% do PIB. “No último dia 20, o Tesouro Britânico anunciou que reporá até 80% da renda dos trabalhadores em lay off até o salário de 2.500 libras por mês, um patamar superior à renda mediana.” O alvo desta abordagem é prevenir a péssima experiência do desemprego em massa e, ao mesmo tempo, permitir aos empresários reterem seu pessoal em vez de demitirem e depois contratarem de novo. Assim que a normalidade voltar, as empresas estariam em posição para rapidamente retomar as operações, restaurando o crescimento econômico. 

4) USA
Nos Estados Unidos o governo vai pagar o salário desemprego para mais de 3 milhões de desempregados, além de oferecer tratamento assistencial aos infectados (já que eles não tem um sistema como universal de saúde, e toda a saúde lá é privada). Além disso, o governo norte-americano vai injetar 2 trilhões de dólares (10 trilhões de reais).

5) Espanha
A Espanha, país muito atingido pelo vírus, o programa já anunciado pelo governo soma 17% do PIB. “Além de garantias públicas para empréstimos e programas de renda para os informais, existem ações para garantir serviços públicos básicos como eletricidade, acesso à água e internet e manter a renda com a suspensão de hipotecas imobiliárias.”

6) Outros países europeus
A Alemanha e França vão em caminhos muito similares aos tomados por outros países mundo afora com suporte equivalente de 12% (Alemanha) e 13,1% do PIB (França) destes países. Ambos com medidas de não cobrança de aluguéis, água, luz, internet para os trabalhadores e para empresas, além de se comprometer em pagar um salário desemprego e suspender o trabalho. Tudo para proteger o trabalhador e os postos de trabalho para que a economia possa recomeçar sem apresentar um baque muito severo.

7) Brasil
No Brasil, o pronunciamento do presidente Bolsonaro no dia 24/3/2020 deixou claro que a principal preocupação do atual governo é a manutenção do lucro das empresas, e dos donos do capital, das grandes fortunas, e não a saúde da população, ou mesmo a sobrevivência dos trabalhadores.
As críticas vieram de todos os setores, da sociedade civil, inclusive dos setores que são simpáticos à esse governo. Rapidamente ao longo de poucas horas, a hashtag #forabolsonaro alcançou o topo no Twitter, chegando a 245 mil em três horas. O Brasil precisa de uma liderança séria, responsável e comprometida com a vida e a saúde da sua população, disse o presidente do senado (Alcolumbre).

A intenção de proteção às empresas não é somente manifestada no discurso, mas também em decisões, como no caso da MP 927, que foi publicada no último domingo (22/março), que abandona ainda mais os trabalhadores em meio à pandemia do coronavírus, entregando a sua própria sorte.
Os itens constantes da MP 927 só atendem o setor empresarial e se baseiam unicamente na redução das prerrogativas dos trabalhadores, i.e., retiram diretos dos trabalhadores, precarizam a relação entre patrão e empregado.

o texto da Medida Provisória 927, acena com a possibilidade de alterar regras como jornada, férias, turnos de revezamento e vigências de acordos e convenções coletivas, na medida em que prevê negociações individuais, enfraquecendo o trabalhador num momento em que este se encontra mais fragilizado.

Todos sabemos que a negociação individual entre empregado e empregador (patrão) é totalmente assimétrica e desequilibrada em favor do patrão, o que só desampara o trabalhador e acentua esse desequilíbrio ainda mais num momento de crise e desemprego com o qual estamos lidando. Não há nenhuma humanidade, nenhuma alteridade no trato com as forças vivas que produzem toda a riqueza desse pais. 

 Segundo o DIEESE, na prática, a renegociação dos contratos se constitui em carta branca para os empregadores imporem os próprios interesses em detrimento dos interesses dos trabalhadores. E, para viabilizar a soberania do empresário, o governo tolhe ainda mais as prerrogativas dos sindicatos em defender os trabalhadores a entidade representa”. Só depois de protestos e críticas o governo retirou o artigo 18 da MP que permitia suspender contratos e pagamento de salários por até quatro meses.
Mas a MP contém outros itens nocivos aos trabalhadores e já existe pressão para que o congresso devolva a MP para o governo.

Nessa hora em que o trabalhador, individualmente, encontra-se mais fragilizado, o governo devia se ocupar preponderantemente deste que é a força viva da nação.
Observa-se que as medidas apresentadas pelo governo não garantem a manutenção do emprego, nem a remuneração, muito menos a dignidade do trabalhador. “Logo de início, o texto faz menção à hipótese de ‘força maior’, prevista no Artigo 501 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), para caracterizar a situação de calamidade pública. Nesse sentido, a MP autoriza, entre outras ações, a redução salarial de até 25%, sem correspondente redução da jornada, como disposto no Artigo 503 da mesma CLT”, diz o Dieese, lembrando que esse artigo é controverso: “A Constituição Federal condiciona a redução salarial à negociação coletiva”.

Deve haver uma rápida compreensão de que nós estávamos numa situação excepcional onde é necessário apresentar muito rapidamente iniciativas excepcionais de inclusão e que de dignidade aquelas pessoas que trabalham mesmo na informalidade. Ao governo compete sustentar o povo em momentos de calamidade como esta que estamos atravessando.
Amparar empresas e assistir ao trabalhador é a unica saída humana para o governo. Do contrário não haverá necessidade de uma entidade que privilegie os capital e menospreze, diminua e discrimine o trabalhador.

Mas desse governo, não se pode esperar um lampejo de compreensão ou ajuda. É triste passar por um momento de dificuldades sem uma palavra amiga de de estímulo. Palavras que nos irmanariam em um só estado sob uma só bandeira. A hora escura é mais pesada e amarga, se ninguém esta ao nosso lado para atravessarmos esse momento. 
Todos os países do mundo apressam-se para trazer soluções que assegurem a sobrevivência, a esperança, a solidariedade, a fraternidade.
Não o nosso governo. Os gastos da maioria dos países do mundo equivale a mais do que 17%  Produto Interno Bruto (PIB), enquanto no Brasil  esse valor não passa de 2% do PIB. Qual será o destino dos outros 98% do PIB? Se não for empregado para salvar vidas que é a dádiva mais importante do universo, para que?

Não se pode mais continuar com esse extrativismo neoliberal desenfreado. O ambiente não suporta. Em ecologia chamamos a capacidade de suporte de um ambiente como sendo o nível de utilização dos recursos naturais que um sistema ambiental ou um ecossistema pode suportar, garantindo-se a sustentabilidade e a conservação de tais recursos e o respeito aos padrões de qualidade ambiental. No Brasil esse pensamento desapareceu. 
A parada da pandemia esta mostrando que não precisamos consumir mais e mais, que não necessitamos acabar com o planeta, esta mostrando que não existe outro planeta alem desse. Esta nos mostrando que todos estamos no mesmo barco, esta mostrando acima de tudo que governos maus nos temos. 
Espero que a classe média que já esta em boa parte contra esse governo explorador e extrativista, consiga ver que ao seguirmos nesse caminho o abismo sera irreversível. 




GLOSSÁRIO 

Aporofobia, do grego άπορος (á-poros), sem recursos, indigente, pobre; e φόβος (fobos), medo; refere-se ao medo, rejeição, hostilidade e aversão às pessoas pobres e à pobreza.



Bibliografia





















Publicado em: 04/IV/2020           Atualizado em: 03/I/2024






GO "GEDIS" THE MONEY WITHOUT BIDDING

OS DOMINANTES DOMINADOS
(GO "GUEDIS" THE MONEY)


i

Capitalismo é um sistema econômico baseado na propriedade privada de bens e dos meios de produção e sua operação com fins lucrativos. Não necessariamente para promover o bem de todos. A relação de trabalho assalariado é predominante. Em nenhum momento da história desse sistema econômico essa relação proprietário dos bens e dos meios de produção e trabalhadores, foi justa ou digna para o trabalhador. Tendo como único objetivo e escopo final a constante obtenção de lucro não importando quem perca com isso. Assim, a injustiça aparece no momento em que os trabalhadores não participam do lucro, recebendo em troca de sua força de trabalho, um salário. Muitas vezes mínimo e regulamentado pela Constituição baseado na OIT. Pois se ficar a cargo do empregador nem o mínimo para sobreviver o trabalhador recebe. Vemos por exemplo o trabalho infantil. 
Entre as características centrais do capitalismo, além da propriedade privada e dos bens, a acumulação de capital, o trabalho assalariado, a troca voluntária da mão de obra por dinheiro, um sistema de preços para produtos etc.
E esses princípios básicos geram uma sociedade com duas classes principais: 
os capitalistas ou os donos dos meios de produção (fazendas, bancos, fábricas, industrias etc.) e os proletários, os trabalhadores que vendem sua força de trabalho, sua energia vital, seu tempo e suas habilidades aos capitalistas em troca de um salário.
Como consequência desse sistema econômico, temos a desigualdade social, consumismo desenfreado e perda de valores morais, monopólios e cartéis que prejudicam os consumidores desviando e estocando bens para que aumente a procura e esses parasitas do sistema possam ganhar dinheiro, segundo as leis do mercado. Não bastando tudo isso, ainda outra consequência do capitalismo é o desemprego. Assim, temos que o capitalismo é um sistema econômico que se caracteriza pela propriedade privada dos meios de produção (equipamentos, espaço (fazendas, fábricas) etc. pelo trabalho livre assalariado, onde o trabalhador vende sua força de trabalho ao capitalista, pela acumulação de capital (riqueza) pelo capitalista dono dos meios de produção e sistema de mercado baseado na iniciativa privada, na lei da oferta e procura, na racionalização dos meios de produção e na exploração de oportunidades de mercado para efeito de lucro, no qual os assalariados não participam.


ii 

Os parasitas

O ministro da economia criticou o reajuste anual dos salários dos servidores que, segundo ele, além de possuírem o privilégio da estabilidade funcional (estabilidade no emprego) possuem uma aposentadoria generosa. 

O ministro argumentou que a máquina pública, nas três esferas de governo, não se sustenta financeiramente por questões fiscais e, por isso, a carreira do funcionalismo precisa ser revista. Ora, então os militares não deveriam ganhar o que ganham, nem poder deixar pensões para suas filhas que também oneram a folha do governo. Por que os funcionários públicos? 

Porque o ministro tem algo contra a classe que o elegeu, seu preconceito de banqueiro da elite. Ele odeia tanto a classe média quanto a classe média odeia odeia os pobres. Ele disse que foram as empregadas domésticas que estavam indo para a Disney. Porque? Por que ele não podia acusar a classe média que elegeu o seu patrão. Ele não podia ofender a classe que os colocou lá. 

Mas pelo preconceito que ele tem contra os pobres ele podia passar a mensagem sem ofender a classe média abjeta, esse lixo branco que o apoia.

Vejam essa frase, que que comparação mais tosca e desumana, tudo para justificar a retirada de direitos dos trabalhadores: "O hospedeiro está morrendo, o cara virou um parasita, o dinheiro não chega no povo e ele quer aumento automático", disse o ministro. 

Não se pode descer mais pois essa mente já esta no mais baixo da humanidade, infelizmente. Pois nela não existe mais nenhuma empatia alguma. Ele desconhece as condições dos servidores públicos que até onde sei fazer um trabalho incrível com o pouco que tem e em ambientes totalmente precarizados. Mas a sanha anacrônica e gananciosa do ministro quer destruir o que resta para entregar para que alguma parceria publico privada faça esse trabalho cobrando do povo por um direito que é assegurado pela Constituição. 

Se a universidade publica é a que mais se destaca com servidores públicos extremamente qualificados, todas as demais repartições que tem servidores públicos são de excelente qualidade. Sou da classe média e muita vezes ao longo dos últimos vinte anos tive que consultar pelo SUS. Chegando lá, fui excelentemente tratado, com profissionais da melhor qualidade que se formaram na própria universidade publica. Minha mãe teve pneumonia e foi obrigada a ficar 17 dias hospitalizada num hospital publico. Não há palavras para descrever a atenção com que foi tratada, tanto médicos e enfermeiros, plantonistas todos os servidores imaculados. Há um aporte grande de pessoas necessitando de atendimento? Há. Mas essa realidade só existe pela falta de investimento em infraestrutura para atender o público. 

Sou da classe média mas não sou terraplanista, acredito na ciência e na caminhada da razão humana para alcançar um patamar de verdade e felicidade. Sei diferenciar um discurso que vem para destruir, como é o discurso do atual ministro tchutchuca. Outra pérola de ignorância e preconceito, desta vez declarada contra a classe média: "Nos Estados Unidos ficam quatro, cinco anos sem dar reajuste e quando dá todo mundo fica 'oh, muito obrigado. Aqui o cara é obrigado a dar [reajuste] porque está carimbado e ainda leva xingamento, ovo, não pode andar de avião" ainda completou. Nessa frase ele deixa claro o preconceito que ele nutre pela classe média. Além de tudo que ele jamais devia verbalizar ele ainda completa que os trabalhadores da classe média não podem andar de avião. Como se avião fosse uma carruagem de ouro reservada para reis e imperadores. Ora, ora, ora. Ele não perde uma oportunidade de achincalhar os trabalhadores pois ele como representante máximo do lixo branco, ele odeia o pobre, para ele a classe média é pobre. E para os padrões dele a classe média realmente é pobre, já que ele possui milhões na sua conta. 

Ele quer nos transformar naqueles 140 milhões de pessoas norte-americanas que são sugadas diariamente pelos ricos. Agora ele tem o Brasil para aumentar o mercado para a extrema direita norte-americana da qual ele é o arauto e esta a serviço. Vejam aonde chegamos. 

A subserviência e o complexo de vira-latas

Na mentalidade desses pseudo-humanos, traidores da pátria, que querem impor um sistema econômico anacrônico que há muito já caducou, pois concentra riqueza nas mãos de poucos, aumentando a desigualdade e a exclusão, gerando uma legião de pessoas infelizes que apenas sobrevivem.
Além de legitimar uma classe de exploradores dos trabalhadores via planos de saúde, educação, segurança etc. Serviços que hoje vemos que devem permanecer nas mão do estado como um ente regulador e mantenedor da melhor politica publica para todos os seus cidadãos.  
Esses boçais subservientes olham para o norte desejoso de terem nascidos yankes, de olhos azuis, enquanto suga até a última gota se sangue e da vida do povo brasileiro. Na realidade é um mestiço degenerado que renega sua própria origem. 


Uma festa danada

A Tchutchuca não pode dizer que era a classe média que viajava para todo lado (naquela “festa danada”), quando a moeda norte-americana estava valendo R$ 1,80 do US dólar. Ele não podia discriminar nem xingar a classe média pois foi a própria classe média que elegeu o seu patrão (Bolsonaro) e ele junto. 

Então ele usa uma linguagem figurada, dizendo que eram as empregadas domésticas que estavam viajando.

A classe média é "a emprega domestica para os ricos", donos do poder. 
Quem foi parasita a vida toda e envolvido em negócios obscuros onde todos (menos ele é claro) perderam dinheiro, não são as empregadas domésticas que por sinal ajudam a melhorar o país, trabalhando diariamente todos os dias do ano. 
Muito triste um ministro de estado se referir dessa maneira à uma classe digna e trabalhadora e se referir a toda classe média, da maneira que ele está acostumado a fazer. Jamais pensei q um dia eu viveria para ver isso. Muito triste um agente do estado se referir assim a classe média, mesmo usando uma linguagem figura ou uma metáfora.

O que estamos vendo nessa pandemia de coronavírus é as máscaras caindo. Todos estão se mostrando como realmente são. A classe média que mergulha no esgoto e não fica doente e merece ser estudada, agora resolveu acordar e por que esta cheia desses idiotas, sejam eles instruídos que estudaram em Chicago ou pobres coitados imigrantes europeus que não produziram nada além de milicianos. 
Mas um ponto é certo: o mundo não será mais o mesmo depois dessa pandemia. 













Fonte



29 março 2020

A IMAGEM DA SOLIDARIEDADE

I

Solidariedade e covid-19 

No capitalismo atual se privatiza o lucro e socializa os prejuízos. Este é o motto do neoliberalismo, uma doutrina econômica concentradora de renda e maximizadora de exclusão. Que pretende um estado mínimo e exploração máxima dos trabalhadores se possível sem a presença de sindicatos ou legislação que defenda o trabalhador. 
A atual situação mundial de pandemia de coronavírus que se disseminou pelo planeta a fora, requer medidas de privatização dos prejuízos e socialização da riqueza do estado. O estado é a instituição máxima que pode salvaguardar as vidas de todos os seus cidadãos. Com que recursos e por que em tempos de guerra o estado pode e deve desenvolver todo o armamento e munição, manter as forças armadas, sadias e bem supridas que são a primeira linda de defesa necessária para manter o estado soberano em seus limites? Esse recurso é redirecionado dos impostos para tal atividade. Por que então em tempos de paz o governo se dobra à interesses de empresários parasitas que impedem através de seus representantes nos parlamentos que os recursos dos governos sejam usados em prol do trabalhador? 
Chegou a hora de apontarmos o dedo para esses parasitas e os expulsarmos como vendilhões do templo. Parasitas que são. Oportunistas. Vejam o caso das seguradoras de saúde. Alardeiam um produto, vendem-no, a todos que tem dinheiro para pagar e muitas vezes direcionam seus clientes para o SUS. Parasitas degenerados. Estelionatários. E agora nessa pandemia ainda se arvoram no direito de exigir que o estado trate seus segurados. Nunca tiveram intenção de tratar ninguém e nem o farão. É no estado que repousa nossa proteção como cidadãos e trabalhadores de uma das maiores e mais ricas nações do planeta. Nossos trabalhadores jamais em nenhum momento, querem de graça o seu sustento, pois são os mais esforçados de todos. 
Somente nesse triste momento é que estendem a mão ao estado implorando por auxilo e socorro. Qual pai, qual pátria, viraria as costas para seus mais diletos filhos? 
Todos as nações do mundo se apressam em salvar suas forças vivas; aquelas forças que as tornam nações destacadas e soberanas: os trabalhadores e as micro, pequenas e médias empresas, pois no seio delas os trabalhadores encontram sua dignidade, sua esperança e seu sustento.

Em "O caminho nórdico para socorrer a economia", o New York Times estampa "nacionalização (estatização) da folhas de pagamentos privadas" para socorrer a economia. Diversas nações pelo mundo a fora estão revendo os postulados do neoliberalismo, esse torpe pensamento que legitima a exploração dos trabalhadores. Sugando sua energia vital, enquanto pagam salários miseráveis para que seus trabalhadores não morram de fome. 

Mas esperança é um sentimento que não desaparece. E existem exemplos que devem ser seguidos. 

Na Dinamarca, um dos países mais inovadores do mundo, especialmente no que diz respeito a tecnologias de energia verde, partidos de diferentes ideologias juntaram-se a sindicatos e associações de empregadores para produzir um plano em que o governo cobrirá 75% a 90% dos salários de todos os trabalhadores pelos próximos três meses, garantindo que as empresas se abstenham de fazer layoffs ou parada de trabalhar sem receber e possam assim que a crise passar voltar a trabalhar com máxima forca. 
O governo dinamarquês também concordou em cobrir os custos dos aluguéis para empresas que estão com falta de receitas. Estes elementos juntos são estimados custar 42,6 bilhões de Coroas suecas (cerca de US$6,7 bilhões), incluindo as poupanças do sistema de seguro desemprego. 

A Holanda apresentou um esquema similar, com o governo entrando para cobrir 90% dos salários para empresas que apresentarem pelo menos 20% de perdas em suas receitas durante a pandemia da covid-19. 

O governo inglês se comprometeu a cobrir 80% dos salários e na quinta-feira estendeu estas proteções aos autônomos que será calculada como uma média do ganho do trabalhador e pago pelo tesouro real. 

O alvo desta abordagem é prevenir a péssima experiência do desemprego em massa e, ao mesmo tempo, permitir aos empresários reterem seu pessoal em vez de demitirem e depois contratarem de novo. Desta forma, assim, que a normalidade voltar, as empresas estarão em posição para rapidamente retomar as operações, restaurando o crescimento econômico como um todo. 

"Rapidamente houve uma compreensão de que nós estávamos numa situação excepcional onde era necessário apresentar muito rapidamente iniciativas excepcionais", disse Carl-Johan Dalgaard, um economista da Universidade de Copenhagen e titular do Conselho Econômico Dinamarquês, que assesora membros do governo. "Se você puder sustentar as empresas e, portanto, reduzir a severidade das falências e demissões você pode apressar o retorno às condições normais". 

Essa é a imagem da solidariedade, da esperança e da dignidade do trabalhador. O estado que auxilia no momento de maior necessidade. No momento da maior angustia e desespero. 
Somos humanos pela solidariedade e pelo altruísmo levado a conceito filosófico. Não pelo egoismo e pela ganância concentradora de riquezas. A nossa sobrevivência como espécie advém da solidariedade, da empatia, da ajuda mútua e da organização e distribuição dos parcos recursos encontrados pelo caminho da evolução. Se seguíssemos pelo caminho do egoismo puro e pelos instintos ainda estaríamos la nas pradarias da África e no vale Olduvai, lutando para defender um território de outros primatas. Mas não nosso cerebro evoluiu através do altruísmo, linguagem e conceitualização e arte. E a solidariedade nos trouxe até aqui. (28/III/2020) 



II



































Fevereiro de 2020












III





























IV











Trabalho em aplicativo seja UBER, ou qualquer outro, é chamado de uberização, não é emprego, não é empreendedorismo, é praticamente escravidão. É trabalhar para sobrevivência, não é vida digna para nenhum ser humano. Trabalho temporário nem emprego é. Em todos esses casos o patrão explora ao máximo o trabalhador e paga praticamente nada. 
 

COVID-19


Comportamento



























































FAÇA TUDO POR AQUELES QUE DERAM A VIDA PARA VC! 











V

































































IRMÃOS À OBRA 
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