Esplendor único, onde a luz não penetra ...
De ti vem a nutrição quimérica que alimenta a lembrança da luz
das luzes perpétuas que sonhamos
das luzes que nunca conhecem o ocaso
que moram nas figuras geométricas
nos poliedros afiados
nos ângulos retos
toda a história do existente se passa num piscar de olhos
antes das pálpebras se fecharem
toda a história do existente se passa num piscar de olhos
antes das pálpebras se fecharem
o existente todo, inteiro, nasceu evoluiu e desapareceu
uma pirâmide de tamanho planetária de diamante,
uma pirâmide de tamanho planetária de diamante,
seu nome brilha, Sophia, que não conhece corrupção.
A felicidade absoluta
a existência no existente
a imagem sem simulacro
onde a luz não gerada
que não lança sombras pois nada pode estar ante sua presença
mas ela está nas asas das borboletas que movimentam
o ar erguendo-se na altura das copas mais altas
A felicidade absoluta
a existência no existente
a imagem sem simulacro
onde a luz não gerada
que não lança sombras pois nada pode estar ante sua presença
mas ela está nas asas das borboletas que movimentam
o ar erguendo-se na altura das copas mais altas
para encontrar os cacos, escombros da luz
Mas nas asas das borboletas que se agitam na manhã do outono
como se soubessem o que é o inverno
É através dessa tensão que sinto
Mas nas asas das borboletas que se agitam na manhã do outono
como se soubessem o que é o inverno
o vento gelado do sul
a geada e o gelo...
Como o sol que enxerga as montanhas graníticas
a geada e o gelo...
Como o sol que enxerga as montanhas graníticas
como a condensação da água e o líquido virar novamente vapor
como a água que está em mim
como a água que está em mim
tão velha quanto o sol
Ela só passa...
Sem ser percebida
Ela não sente e sente tudo.
Através dela um fenômeno fugaz se torna luz, escuridão, sombra, ocaso
Mas a luz que não declina não revela, encobre, esconde...
Abriga-se na tensão entre um e outro.
Ela só passa...
Sem ser percebida
Ela não sente e sente tudo.
Através dela um fenômeno fugaz se torna luz, escuridão, sombra, ocaso
Mas a luz que não declina não revela, encobre, esconde...
Abriga-se na tensão entre um e outro.
No fluir de um regato
nas gotas que se infiltram entre as rochas...
É através dessa tensão que sinto
e respiro
e é por isto que o sangue corre nas minhas artérias e veias.
O arco a tensão
do fogo.
17/II/2021
