INÍCIO

07 novembro 2020

PENSAMENTOS

PENSAMENTO

Se temos alma elas são feitas pelo amor que compartilhamos, que não se perdem nem se desgastam com o tempo nem acabam com a morte.

Devemos lembrar que raça, sexo, gênero, orientação sexual, credo e lado politico não são critérios para classificar, ou qualificar pessoas. Essas categorias não tem lugar no universo nem na nossa constituição cidadã de 1988. Qualquer um que deseje invocar tais atributos ou características deve ser afastado como um ser humano abominável.

A natureza necessita de espaço, assim como nós, para sigamos evoluindo. E estamos destruindo tanto, a terra a água e o ar e todos os hábitats, e os seres com os quais dividimos esse planeta, que estamos no umbral de uma extinção em massa. Seguramente já cruzamos esse limiar. Estamos destruindo o futuro, pois na natureza dormem as respostas para todos os problemas deste planeta.
O que a matéria viva fez nos últimos 3,8 bilhões de anos foi resolver os problemas postos pelo meio através da evolução.
Não podemos, em prol do nosso bem estar destruir as possibilidades da natureza evoluir. Já destruímos demais nossa própria casa, e é iminente a destruição que estamos submetendo a natureza. Em pouco tempo a vida em nosso planeta não poderá mais se sustentar. 
Apenas um exemplo pode ilustrar esse raciocínio: se as abelhas desaparecerem não haverá mais polinização, sem polinização não haverá mais frutos; sem frutos não haverá sementes, e sem estas não existirá mais alimento nem uma nova geração de plantas. Removendo apenas um pequeno inseto todo o edifício natural desmorona. Não há mais tempo a esperar. O mundo necessita de nossa ação agora. Nesse momento.

E continuamos elegendo gestores neoliberais destruidores do futuro e genocidas. O planeta amaldiçoará aqueles que fizeram suas escolhas em nome do lucro. 
A destruição de habitats ainda existentes, resultará na impossibilidade da sobrevivência do próprio homem em nosso próprio planeta. 
Não existe uma opção b.
Não há um planeta B.

Nossa permanência nesse maravilhoso planeta implica na sobrevivência dos seres vivos que nos acompanharam ao longo de nossa evolução. Não há outra alternativa.

Demiurgo

Δημιουργός

Desde seu surgimento, a partir dos repteis synápsidos mamaliformes, acreditou-se num Demiurgo, numa divindade criadora. A palavra demiurgo, vem do grego antigo, Δημιουργός, δημιουργός, demiourgós, demiurgós: “o que trabalha para o público, para o povo, artífice, operário manual”. Platão já havia definido esse termo em seu diálogo Timaeus escrito em 360 aC. nessa obra Platão nos apresenta o demiurgo como sendo o criador do universo. É ele o modelador do mundo real e perceptível segundo o modelo das idéias, ou formas: εἶδος (eidos) e ἰδέα (ideia). (Demiurge as the entity who “fashioned and shaped” the material world), entretanto na maioria dos sistemas neoplatônicos o demiurgos, ainda não é ele próprio “O Um” como em Parmênides de Eléia.

Mas essa palavra vem da união de duas outras palavras: δῆμος, demos ou povo ou δήμιος, demios, do povo, dai temos democracia: governo ou poder do povo; e ourgos, trabalhador, como em ἔργον, èrgon, trabalho, obra.
No sentido de trabalhador para o povo, aquele que trabalha para o povo, essa palavra foi usada em todo o Peloponeso e em muitas partes da Grécia, como sinônimo de um alto magistrado, ou cargo público.

No pensamento cosmogônico de Platão, o termo designa o artesão divino, causa da alma do mundo, que, sem criar de fato o universo, dá forma a uma matéria desorganizada e caótica imitando as essências eternas, as ideias, tendo os deuses inferiores, criados por ele, como tarefa a produção dos seres mortais.
No pensamento gnóstico, o demiurgo, criador do mundo é distinto do Deus supremo e em geral considerado mau, enquanto que para Platão o demiurgo é bom: "Ele era bom e, naquilo que é bom, nunca surge nele inveja de nada; e sendo desprovido de inveja, desejou que todos fossem, tanto quanto possível, semelhantes a Ele. 
Nossos erros como humanos advém de crermos que em tudo há uma dualidade como expressado pela própria ideia de demiourgós.
Deveríamos a meu ver, tratar tudo com uma entidade só, una e única.
Pois não existe saída. Se não o fizermos cairemos na dualidade maniqueísta do patriarcado que quer o lucro, e tudo o mais é lixo. 

Uma possível oração para o meu final

Na companhia de todos os que morreram e agora vivem como parte do universo, que a alegria desse novo mundo, onde todas nossas lágrimas são enxugadas, nos una novamente em uma só família para cantarmos nossas alegrias, sem culpas nem pecados, para todo o sempre.

Dê àqueles que morrem o descanso, ó quintessência, cuja razão, o conhecimento tem por emblema a luz. Que a luz perpétua brilhe sobre eles, e dentro deles. Apresente-o à Luz Altíssima que nunca se apaga nesse universo e nessa dimensão. 
Nós o saudamos óh! Grande Arquiteto, Demiurgo do real. Nós a saudamos, mãe da luz. Receba nossos irmãos que na esperança partiram, e junto com todos os que morreram em tua luz vivam para sempre em nossa memória até o final dos dias.

Amado irmão(ã), nós entregamos teu corpo à terra, Mãe Terra, Pai do Solo, nós entregamos o corpo de nosso amado irmão. Devolvemos essa materia emprestada que a ele deste mesmo antes do nascimento. 
Esses olhos nunca irão nos saudar novamente, retornem a terra. Não iremos mais beijar seu rosto ou seu lábios, retornem a terra. 
O que ele foi é passado; o que ele é já passou pelo portal, deixando esse corpo para que se torne solo, e assim possa nutrir as flores. Devemos respeitar a vontade da Luz altíssima. (07.XI.2020)

***

A ESPADA DE 5000 ANOS

Uma das “Espadas” mais antigas do mundo descoberta no Mosteiro Armênio em Veneza - Itália:
Em 2017, a estudante italiana Vittoria Dall’Armellina estava visitando o mosteiro Mkhitarista em San Lazzaro, em Veneza, quando avistou uma espada de aparência familiar. A espada foi erroneamente rotulada como um artefato medieval e pensava-se que tinha algumas centenas de anos.

Vittoria Dall'Armellina, da Università Ca' Foscari em Veneza, viu a espada em um pequeno armário cercado por itens medievais no Mosteiro Mekhitarista na Ilha de São Lázaro, na Lagoa de Veneza.
O Mosteiro Mekhitarista, que é a sede da Congregação Armênio-Católica Mekhitarista, inclui museus, uma igreja, bairros residenciais, uma biblioteca, museus, galeria de fotos, gráfica e instalações de pesquisa.
A arma chamou a atenção de Dall’Armellina, cujo mestrado e doutorado incluíram um estudo sobre a origem e evolução das espadas no Antigo Oriente Próximo.
Ela pensou que a arma que avistou não parecia um artefato medieval, mas uma espada muito mais antiga, semelhante àquelas que ela já havia encontrado em seus estudos.

Parecia semelhante às encontradas no Palácio Real de Arslantepe, no atual leste da Turquia, o que colocaria a sua data em 5.000 anos atrás e a tornaria uma das espadas mais antigas do mundo.

Mosteiro 

Detalhe da espada

Espada seus estudiosos e o padre que ganhouvl

Espada de cobre-arsênico

Mosteiro San Lazzaro, Venezi, Itália. 

Retrato do Padre Ghevont Alishan publicado no livro de Alishan de 1901, “Hayabadoom”, que significa “história armênia”. Ghevond Alishan, um famoso poeta, escritor, monge mekhitarista e zeloso estudioso de arqueologia, morreu em Veneza em 1901 e recebeu a espada antes de morrer.

Acontece que é uma das armas mais antigas conhecidas no mundo. Dall'Armellina, que na época estava fazendo doutorado em arqueologia na Universidade Ca'Foscari de Veneza, achou que o objeto parecia familiar para aqueles que ela estudou em sua tese de mestrado sobre o início da Idade do Bronze, quando se acreditava que as espadas foram inventadas. Acontece que ela estava certa: depois de mais de dois anos de análise, os especialistas dataram o artefato em 5.000 anos, de acordo com um anúncio da universidade.
A Universidade entrou em contato com a congregação mekhitarista de San Lazzaro degli Armeni para saber mais detalhes sobre o objeto. Padre Serafino Jamourlian pesquisou os arquivos e conseguiu conhecer sua história. A espada foi aparentemente enviada como uma doação de presentes de um colecionador de arte armênio chamado Yervant Khorasandjian, a um monge chamado Ghevond Alishan, conhecido como Padre Leonzio, há cerca de 150 anos.

Alishan foi um famoso poeta e escritor amigo do famoso crítico de arte inglês John Ruskin; Alishan morreu em 1901 e seus pertences foram transferidos para seu mosteiro.
Segundo um documento que acompanhou a doação, escrito à mão em arménio e datado da segunda metade do século XIX, a espada foi encontrada na histórica Arménia Menor, em Kavak, uma povoação perto de Trabzon. 
Um detalhe surpreendente é que a espada era feita de cobre arsênico, uma liga de cobre e arsênico usada há cerca de 5.000 anos, antes que o verdadeiro bronze fosse inventado pela liga de cobre e estanho. A espada foi fabricada durante a era da cultura Kura-Araxes, no local onde a tribo chamada Hayasa foi mais tarde descrita pelos hititas.
Os arqueólogos pensam que as espadas foram inventadas naquela região, e a espada de San Lazzaro degli Armeni é agora considerada um dos primeiros exemplos, talvez até o mais antigo. É bem sabido que a antiga Armênia foi um dos primeiros centros metalúrgicos. A arqueóloga da Universidade Ca'Foscari, Elena Rova, disse ao Live Science:
“Parece que nesta área, entre o norte do Cáucaso e o leste da Anatólia, a espada foi inventada, e havia pelo menos duas variantes tipológicas”. Em Metsamor (Armênia), por exemplo, foi descoberta uma fundição de metal com 6.000 anos de idade, considerada o mais antigo do mundo. A fundição é conhecida por extrair e processar ouro, cobre e diversos tipos de manganês, zinco, estricnina, mercúrio e ferro.


Original do X

One of the world’s oldest 'Sword' discovered in the Armenian Monastery in Venice - Italy :
In 2017, an Italian student Vittoria Dall’Armellina was visiting the Mkhitarist monastery on San Lazzaro in Venice when she spotted a familiar looking sword. The sword was mistakenly labeled as a medieval artifact and was thought to be a few hundred years old.
It turns out it’s one of the oldest known weapons in the world. Dall’Armellina, who was getting her doctorate in archaeology at Venice’s Ca’ Foscari University at the time, thought the object looked familiar to those she had studied for her master’s thesis on the early Bronze Age, when swords were believed to have been first invented. It turns out she was right: After more than two years of analysis, experts have dated the artifact back 5,000 years, according to an announcement from the university.
The University contacted the Mekhitarist congregation at San Lazzaro degli Armeni to find out more details about the object. Father Serafino Jamourlian researched the archives and manage to find out its history. The sword was apparently sent in a donation of gifts from an Armenian art collector named Yervant Khorasandjian, to a monk named Ghevond Alishan, known as Father Leonzio, about 150 years ago.
Alishan was a famous poet and writer who was a friend of the famed English art critic John Ruskin; Alishan died in 1901, and his belongings passed on to his monastery.
According to a document that accompanied the donation, handwritten in Armenian and dating from the second half of the 19th century, the sword was found in historic Armenia minor, at Kavak, a settlement near Trabzon.
A surprising detail is that the sword was made of arsenical copper, an alloy of copper and arsenic used about 5,000 years ago, before true bronze was invented by alloying copper and tin. The sword was crafted during the era of the Kura–Araxes culture at the sight where the tribe named Hayasa was later described by the Hittites.
Archaeologists think swords were invented in that region, and the sword from San Lazzaro degli Armeni is now thought to be an early example — perhaps even the oldest. It is well known that ancient Armenia was one of the earliest metallurgical centers. Ca’ Foscari University archaeologist Elena Rova told Live Science:
“It seems that in this area, between the northern Caucasus and eastern Anatolia, the sword was invented, and there were at least two typological variants,” At Metsamor (Armenia) for example a 6000 year old metal smelting foundry was discovered, considered the worlds oldest. The foundry is known to have extracted and processed gold, copper, and several types of manganese, zinc, strychnine, mercury and iron.




Fonte

































IN TABERNA QUANDO SUMUS

 


In taberna quando sumus

In taberna quando sumus
non curamus quit sit humus
sed ad ludum properamus
cui semper insudamus
Quid agatur in taberna
ubi nummus est pincerna
hoc est opus ut queratur
si quid loquar, audiatur


Quidam ludunt, quidam bibunt
quidam indiscrete vivunt
Sed in ludo qui morantur
ex his quidam denudantur
quidam ibi vestiuntur
quidam saccis induuntur
Ibi nullus timet mortem
sed pro Baccho mittunt sortem


Primo pro nummata vini
Ex hac bibunt libertini
Semel bibunt pro captivis
Post hec bibunt ter pro vivis
Quater pro Christianis cunctis
Quinquies pro fidelibus defunctis
Sexies pro sororibus vanis
Septies pro militibus silvanis


Octies pro fratribus perversis
Nonies pro monachis dispersis
Decis pro navigantibus
Undecies pro discordantibus
Duodecies pro penitentibus
Tredecies pro iter agentibus
Tam pro papa quam pro rege
Bibunt omnes sine lege


Bibit hera, bibit herus
Bibit miles, bibit clerus
bibit ille, bibit illa
Bibit servus cum ancilla
Bibit velox, bibit piger
Bibit albus, bibit niger
Bibit constans, bibit vagus
Bibit rudis, bibit magus


Bibit pauper et egrotus
Bibit exul et ignotus
Bibit puer, bibit canus
Bibit presul et decanus
Bibit soror, bibit frater
Bibit anus, bibit mater
Bibit ista, bibit ille
Bibunt centum, bibunt mille


Parum sexcente nummate
Durant, cum immoderate
Bidunt omnes sine meta
Quamvis bibant mente leta
Sic nos rodunt omnes gentes
Et sic erimus egentes
Qui nos rodunt confundantur
Et cum iustis non scribantur, Io!












Quando Estamos Na Taverna

Quando estamos na taverna
Não pensamos na morte
Corremos a jogar
O que nos faz sempre suar
O que se passa na taberna
Onde o dinheiro é hospedeiro
Podeis querer saber
Escutai pois o que eu digo
Uns jogam, uns bebem
Uns vivem licenciosamente
Mas dos que jogam
Uns ficam em pêlo
Uns ganham aqui suas roupas
Uns se vestem com sacos
Aqui ninguém teme a morte
Mas todos jogam por Baco
Primeiro ao mercador de vinho
É que bebem os libertinos
Uma vez aos prisioneiros
Depois bebem três vezes aos vivos
Quatro a todos os cristãos
Cinco aos fiéis defuntos
Seis às irmãs perdidas
Sete aos guardas florestais
Oito aos irmãos desgarrados
Nove aos monges errantes
Dez aos navegantes
Onze aos brigões
Doze aos penitentes
Treze aos viajantes
Tanto ao Papa quanto ao rei
Bebem todos sem lei
Bebe a senhora, bebe o senhor,
Bebe o soldado, bebe o clérigo,
Bebe ele, bebe ela,
Bebe o servo com a serva,
Bebe o ativo, bebe o preguiçoso,
Bebe o branco, bebe o negro,
Bebe o estabelecido, bebe o vagabundo,
Bebe o ignorante, bebe o sábio.
Bebe o pobre, bebe o doente,
Bebe o exilado e o desconhecido,
Bebe o menino, bebe o velho,
Bebe o chefe e o diácono,
Bebe a irmã, bebe o irmão,
Bebe a anciã, bebe a mãe,
Bebe esta, bebe aquele,
Bebem cem, bebem mil.
Seiscentas moedas não são suficientes
Se todos bebem imoderadamente
Sem freio
Bebam quanto for, o espírito alegre
Todo mundo nos denigre
E assim ficamos desprovidos
Que sejam confundidos os que nos difamam
E sejam seus nomes riscados do livro dos justos!