INÍCIO

14 dezembro 2024

A UM AMIGO QUE PARTIU

Para um amigo que partiu

Hoje um amigo pariu para sempre.
Faz parte agora de nossa lembrança.
Para todos nós que convivemos com sua presença contagiante, sempre serás amor e  permanente gentileza. 

Relembramos o companheiro Flávio, pela sua disposição em ajudar e grande entusiasmo que nos elevava o espírito. 

Sua amizade ficará marcada indelevelmente em nossa memória. 

Sua garra e determinação sempre nos inspirarão e inspirarão futuras gerações de companheiros sindicalistas. Descanse em paz que aqui continuaremos a nossa luta.





Companheiro Flávio! Presente. 
(02/XII/2024)




DESENHOS IMAGINÁRIOS

IMAGENS CARAS 











DESENHOS IMAGINÁRIOS 






 

DESENHO IMAGINÁRIO

DESENHO DA FIGURA HUMANA





 

11 dezembro 2024

RUMOS PARA O QUARTEL

RUMOS PARA O QUARTEL ATORDOADO


Desbaratado o golpe, não basta punir os que o tramaram. É preciso restituir às Forças Armadas seu papel crucial – modernizando-as, associando-a à defesa da soberania no século XXI e em especial afastando-as da segurança pública. Eis algumas medidas para tanto

Artigo de
Manuel Domingos Neto
08.12.2024


Como o general arranjou o dinheiro entregue aos facínoras que abateriam autoridades? 

O rol dos delatores premiados deve crescer. Mais denúncias corrosivas surgirão. Caixas pretas podem ser abertas. O sensacionalismo dos jornais manterá a prolongada tritura da imagem do militar. O festival de ambições mesquinhas, rivalidades deletérias, rixas pessoais, expedientes sórdidos e infindáveis procedimentos à margem da lei não tem prazo para terminar. 

A ignomínia dos que pretendiam incendiar o país e assumir o poder de costas para a Lei nutrirá cotidianamente a fereza do brasileiro mediano. 

A exposição negativa do quartel é o preço da jornada macabra, iniciada bem antes do governo Bolsonaro. A quebra da institucionalidade sobrepassa a tentativa tabajara de mantê-lo no poder de qualquer jeito. O planejamento de assassinatos e o quebra-quebra nos palácios resultam de processo alongado e ainda mal descrito. 
Para recompor sua imagem, o quartel terá que responsabilizar os que, por décadas, açularam as entranhas do ultraconservadorismo e exaltaram a ditadura. 

Os lances visando a imposição de um regime autoritário incluem as prisões arbitrárias do mensalão, a interrupção do mandato de Dilma, a condenação Lula, o acicate dos milhões de integrantes da “família militar”, a condução grotesca de Bolsonaro ao Planalto, a pregação negacionista durante a pandemia, a busca alucinada de sinecuras na administração pública, as operações psicológicas visando interferir no humor popular, os conluios com estrangeiros inimigos do Brasil e a contestação das urnas eletrônicas. 

Os comandantes refratários ao ativismo político nos quarteis perceberam tardiamente o potencial desagregador da militância ultrarreacionária nas fileiras. Comparações de quadros históricos são sempre questionáveis, mas seria difícil lembrar constrangimento moral do castrense como o que hoje atordoa o quartel.

Aos poucos, os sicários estão sendo incriminados. Alguns serão expulsos com desonra das corporações, configurando caso raro na história nacional. 

O democrata brasileiro terá seu momento alegre com a prisão de ícones do golpismo. Que pense nos animais domésticos, nos autistas, e festeje sem soltar foguetes.

A recomposição da imagem das fileiras exige expurgos arriscados. Pode haver quebra da cadeia de comando. Chefes serão testados. Desavenças entre as corporações podem eclodir. O marinheiro escancarou essa semana sua indocilidade agredindo quem lhe garante o soldo. 

O golpismo parece momentaneamente contido. Mas vale lembrar: trata-se de recurso inerente ao ultraconservadorismo, que mostrou força nas últimas eleições. Veleidades de democracia, soberania e desenvolvimento socioeconômico persistirão combatidas. Lula governa fortemente contingenciado. Na peleja ideológica em curso, parece não sobrar espaço para mudanças sociais imprescindíveis. 

Não obstante, cabe debater a construção da legitimidade do quartel porque, sem instrumento de força respeitado, o Estado soberano e democrático é uma quimera. 

Que tal algumas iniciativas em benefício da Defesa Nacional? O Brasil precisa se inserir dignamente em cenário global que anuncia guerra generalizada. 

Na busca de legitimação, as fileiras podem ganhar pontos suprimindo gastos perdulários e se preparando para guerrear de verdade. 

A extinção de centenas de unidades militares inúteis para responder ao agressor estrangeiro seria aplaudida. O avanço na capacidade aeronaval, também. O estrangeiro pérfido não será abatido com tiros de fuzil. Rambos não impedirão um eventual bloqueio de nosso comércio internacional.

Precisamos de mísseis hipersônicos, aeronaves, barcos, drones e satélites inteiramente fabricados aqui, com o saber brasileiro. A dependência externa em armas e equipamentos atesta o fracasso da Defesa Nacional.

É hora de redução de efetivos em benefício de uma capacidade defensiva real.

Para afirmação da soberania, o gesto de maior significado seria o fechamento das obsoletas comissões militares na Europa e nos Estados Unidos, heranças das guerras mundiais reveladoras de um atrelamento que nos fez mal. 

Apelos à coesão nacional seriam fundamentais. O mais espetacular seria um agradecimento do Comando da Marinha ao Almirante Negro. Ninguém contribuiu mais que João Cândido para reduzir a pecha escravista da Armada.

Entretanto, o ponto alto da afirmação do quartel como instrumento da vontade brasileira, seria a redefinição de seu papel constitucional. 

A Carta precisa interditar o uso das Forças Armadas contra brasileiros e destiná-las exclusivamente ao combate aos agressores estrangeiros.

A garantia da Lei e da Ordem deve ser entregue às instituições que lidem com a cidadania. A vigilância da costa marítima e da fronteira terrestre são deveres policiais. Segurança Pública não é especialidade militar. 

O distúrbio de personalidade funcional das fileiras, provindo do regime imperial-escravista, finalmente, desapareceria. Trata-se de passo fundamental para evitar delírios militaristas. 

Com missão claramente definida, o quartel teria melhor chance de se aprumar. Quem sabe, proteger-se-ia melhor de atordoamentos inglórios e deixaria a sociedade definir seu rumo sem sobressaltos.




O cerco-círculo está bem perto de se fechar e quem deveria estar dentro ainda está para fora em liberdade.  A justiça deve ampliar esse círculo até chegar no Capitão do golpe o corrupto presidente genocida Boso.  Para que a justiça seja servida a seu tempo, republicanamente e democraticamente, deve necessariamente se abrir um círculo mais abrangente, pois há um volume grande de militares (todos comandantes de área que permitiram a concentração de golpistas), de civis (empresários, principalmente, do Agronegócio), juristas (Ives Gandra), parlamentares da extrema-direita (há muitos), yutubers (pseudo-jornalistas, disseminadores de ódio, desinformação, mentiras e fake-news) e pastores, falsos profetas condutores de seus rebanhos iludidos para o inferno da ditadura. 
A trama golpista, sem dúvida, foi uma urdidura militar, no entanto para sua execução, os homens fardados arrastaram os civis a fim criar uma imagem-simulacro, pois falsa de hegemonia política, que nunca existiu. A constituição deve prevalecer e a justiça deve ser acatada por todos. Ninguém está acima da lei, muito menos militares ou juízes ou empresários, que intentaram destruir a democracia através de um golpe. Dessa urdidura conhecemos quase todas as suas pontas, suas conexões, suas relações indescritivelmente repugnantes. Todos devem ser exemplarmente punidos para que não restem dúvidas que a democracia é a melhor forma de existência e que quem tentar tramar sua destruição não prosperará. 



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