INÍCIO

17 junho 2020

NOTAS SOBRE UMA HIPÓTESE MILITAR / ANTÔNIO BENETAZZO ARTISTA PLÁSTICO


Notas sobre uma hipótese militar

A ideia de política como Guerra Social voltou, e esta também é a política dos Militares.


17/06/2020

Este texto é uma espécie de síntese expandida de algumas coisas que Paulo Arantes e Marildo Menegat vem desenvolvendo há pelo menos dois anos em torno do novo papel dos militares brasileiros. Os vários textos e vídeos assistidos estão nas notas abaixo. Não é improvável que algumas das formulações que usei sejam transcrições quase que literais de falas e textos, peço desculpas aos dois pensadores, mas integrei-as ao pensamento. No meio do confinamento me vi escrevendo uma primeira versão desse texto para explicar as minhas posições para um coletivo do qual faço parte, essa é uma versão atualizada. Dedico-o a estes dois grandes pensadores do nosso tempo.

O que aconteceu nessas últimas semanas que assusta não foi o fato dos militares tomarem o poder e passarem a governar de forma mais direta, isso já estava previsto para mais cedo ou mais tarde. A tendência já encaminhava para essa situação. O problema maior é que isso aconteceu antes da hora. Devido à crise aguda desencadeada pelo coronavírus (que traz com ela a próxima etapa da crise do capital) essa manobra teve que ser antecipada e de maneira totalmente improvisada e contingente. O que assusta mais é isso. Que os militares eram o complemento necessário ao bolsonarismo, e que Bolsonaro era o complemento necessário à volta triunfal e democrática dos militares já é bola cantada faz tempo (Marildo Menegat publicou um primeiro texto sobre que trata disto já no dia 07 outubro 2018 [1] e poucos dias depois Paulo Arantes deu uma detalhada palestra sobre o que estava tomando forma [2]). A estratégia é de uma manobra em pinça [3], no jargão deles, isto é, uma manobra onde a aparência de contradição é necessária, mas esta é simulada ou conjuntural, e não o fundamento da situação. Por outro lado, não parece ter havido em momento algum um Estado Maior dirigível, nem mesmo um projeto de longo prazo; o mais provável é que tenham sido, desde o início, manobras tomadas na base de decisões de curto prazo – e não poderia ser de outra maneira, dada a situação de crise generalizada do capitalismo global. Com isso queremos dizer que são todos equivalentes ou que é tudo a mesma coisa? Não.

A eleição de 2018 foi tutelada pelos militares e se o resultado não fosse o que eles queriam, poderia ter tido um golpe; eles ameaçaram isso várias vezes [4]. A hipótese de Paulo Arantes para o famoso twitt de Villas-Boas antes da prisão de Lula é que ele expunha o fato de que a partir de agora havia um novo limite intransponível. E aquele não era apenas um recado anti-povo/anti-democrático (isso é a norma deles), mas também para controle interno das tropas. Diziam que ele era um general democrático, seja lá o que isso for. Por outro lado, é difícil entender a confiança de parcela considerável da esquerda no STF dado o seu funcionamento obscuro e anormal. As espetaculares sessões do supremo parecem cada vez mais com ritos formais sem conteúdo determinante. O parlamento é o que é, e a classe política tradicional praticamente se suicidou no pós-golpe 2016, nas sucessivas tentativas de parasitar o governo do Vampiro. Por fim, deve-se lembrar que a constituição já foi alterada de tal maneira que ela significa cada vez menos coisas. Alguns juristas consagrados falam que ela já vem funcionando há algum tempo de maneira excepcionalizada em relação a si própria, como se ela fosse dual [5]. Por fim, o Exército está desembarcando nas diversas instâncias do Estado desde o governo Temer. Este teve muito do seu governo monitorado e organizado pelo General Etchegoyen. Este último, descendente de uma tradicional dinastia militar, reorganizou sobretudo o SNI/GSI. Como o impeachment desestruturou todas as instituições – pois escolheu-se não rearrumar a casa como imaginado – e veio emendado na maior crise econômica da história do Brasil, só sobraram os Militares como última classe dirigente organizada possível de tocar o barco. Embora nunca se possa descartar a necessidade de uma decisão suprema, Golpe militar à moda antiga hoje em dia pega mal (quando ele é explicito de mais). Eles tinham que achar uma outra maneira de assumir o comando para em seguida poder controlar lenta e gradualmente o fechamento do regime. Tudo tem de ser legal, mesmo que tenha cara de ilegal.

Não dá para esquecer que foi o Governo Lula que ajudou a reorganizar o Exército através da MINUSTATH. Foi lá que estes últimos descobriram que podiam encampar uma nova missão de paz. Foi no Haiti que se formaram os novos generais, o novo corpo dirigente militar, e onde eles ganharam experiência internacional, entendendo na prática qual a nova dimensão do conflito armado contemporâneo. Parece ter ficado evidente qual a função das Forças Armadas em uma situação onde o conjunto dos Estados se encontra em decomposição. Estas missões tomam sobretudo a forma de ocupações humanitárias de Pacificação social e de contrainsurgência. No Haiti o exército se reorganiza através da prática de regulação e controle de populações. Lá o exército mostrou como administrar escombros militarmente. Eles confirmaram o que já haviam visto e aprendido a lidar nas várias intervenções de garantia a lei e a ordem nos escombros do Rio de Janeiro [6]; nas quais iriam se engajar ainda mais nos governos Lula/Dilma/Temer. O outro ponto é que foi no Haiti que o Exército mostrou ao resto do mundo o know how desse conhecimento administrativo e da sua capacidade de gestão. Uma experiência de função de polícia pacificadora; função por excelência de parte crescente dos exércitos do mundo, particularmente o francês, bravo exportador de Paz na África [7]. Como é Militar, tem sempre bala, mas não é apenas bala, tem também programas sociais.

As situações onde a anomia social se revelou incontrolável, como nas diversas greves de PM e na greve dos caminhoneiros, evidenciou para o Exército que este não tem mais capacidade logística nem efetivos para controlar de fato o país. Apenas depois de ter feito esse diagnóstico que o exército se une à extrema-direita. Esta última precisou do aval e da aliança com o Exército para chegar ao poder via eleição. De maneira que as distensões entre eles são, no fundo, apenas aparentes. Ao contrário, parece haver uma simbiose entre extrema-direita e militares. Unha e carne, um precisa do outro. Uma das expressões máximas da extrema-direita brasileira é uma parte considerável das Polícias Militares espalhadas pelo país. Ao mesmo tempo, é uma parcela destas que organiza, entre outras coisas, boa parte das milícias no RJ, um tipo de estrutura que se espalha em velocidade crescente pelo Brasil. No Rio essa articulação dá sinais de já estar sendo feita (como na já esquecida invasão da Rocinha em 2017 [8]). A contínua intervenção militar parece ter ajudado a reorganizar uma parte do espaço de ocupação das milícias por lá (e não há contradição nisso, basta pensar na Colômbia que funciona assim há décadas e lá, ainda por cima, tem um monte de base americana). Isto é, os polos aparentemente contraditórios tendem a fusionar numa simbiose demoníaca.

O outro lado é a maneira de operar a coisa. A loucura saturada do Capitão mata dois coelhos ao mesmo tempo. Por um lado não deixa que a “oposição” consiga pautar o que quer que seja (ela é puramente reativa, não tem nada para propor), além de manter as bases orgânicas da extrema-direita em estado de alerta (o que não é pouca gente). E, por outro lado, o desgoverno aparente faz com que os militares apareçam como civilizados e com que parte considerável da (ex)sociedade civil passe a desejá-los como se fossem uma alternativa (e não um passo para o lado). Os Militares são a Ordem alternativa à Ordem do presidente louco. Assim, se não dá para descartar totalmente a ideia de um golpe como uma alternativa final, não deve ter golpe aberto, pois eles já tutelam Bolsonaro, ao mesmo tempo que precisam dele. Eles devem esticar a corda da ingovernabilidade, e com isso alimentar o seu poder com a acentuação do caos. Eles precisam que haja um clima contínuo de conflito para que não se pare para pensar e que só se possa reagir às diretrizes difusas. Existe estratégia nas loucuras do Bolsonaro. Isso, entre outras coisas, permite acomodar a divisão interna aos militares entre alto escalão (governo tecnocrático de paz social), com o baixo escalão que tende ao “bolsonarismo-raiz” e ao fascismo de novo tipo [9] e que tende assim a entrar em simbiose com o lado sujo das polícias militares (milícias). É questão de tempo, mas a decomposição social em marcha parece garantir espaço para todos eles. O mais assombroso, no entanto, é que eles voltaram à cena ocupando os lugares de luxo de um governo democraticamente eleito (nunca houve tanto militar exercendo funções administrativas) e sendo reconhecido novamente como os salvadores da pátria. O que há, por enquanto, é um governo eleito ocupado militarmente. Se o sistema não deixa eles governarem, eles acabam com o sistema ou o ajustam aos seus próprios interesses. Isso casa perfeitamente com Bolsonaro pelo fato deste ver a política como uma luta entre amigo e inimigo, e não mais como gestão, direitos humanos ou programa social-democrático (que foi no que se transformou a esquerda). A ideia de política como Guerra Social voltou, e esta também é a política dos Militares. Bolsonaro não largaria o osso facilmente, não aceitaria “democraticamente” um impeachment – ele não é Collor ou Dilma.

A política do governo Lula era interessante para os militares. Ela era de certa forma a continuação do projeto do Brasil Potência que tem sua origem no Governo Geisel. Isto é, o Governo Lula era também um projeto de hegemonia regional de segundo escalão calcado na projeção de poder econômico internacional (cujo símbolo maior eram os global players). Isso precisava, entre outras coisas, de uma contrapartida militar. Não por acaso um dos elementos da era anterior era o re-equipamento das diversas forças armadas – ele passava por parcerias com a França e Suécia, de onde vinham as parcerias com Sarkozy [10], por exemplo. No entanto, observando as movimentações do tabuleiro internacional, os militares viram que depois do baque financeiro de 2008 a geopolítica tinha mudado. Trump, na sequência, mudou a doutrina internacional com a volta de um regime de competição e concorrência generalizada entre estados [11]. Um novo tipo de guerra generalizada, que já vinha de trás e que Robert Kurz chamou de Guerra de Ordenamento Mundial [12], se instalou e veio para ficar. Nesta situação teratológica, como tem insistido Wolfgang Streeck [13], as relações vão estar sempre no limite, como no pré-1914 – mas desta vez sem os impérios da época e num capitalismo se desmanchando e não ascendendo como e o caso há 100 anos. Mesmo os EUA são um Império de tipo diferente, financeiro e não territorial como ainda eram o Reino Unido e a França na época. Além disso, dado o desenvolvimento tecnológico para além da imaginação, qualquer conflito agudo se transforma necessariamente no conflito final [14]. É essa doutrina de concorrência geral que está na origem da rapinagem que domina as relações globais nesta crise atual, onde, por exemplo, assistimos Estados roubando os materiais de logística médica destinados a outros em nome da Guerra ao coronavírus. Como diz o cada vez mais atual ditado popular: farinha pouca meu pirão primeiro. Os Militares chegaram à conclusão que o progressismo brasileiro acabou, não tem mais chance, como diz Paulo Arantes. No fundo, esta é uma análise de realismo extremo, pois a fantasia maior era achar que era possível dar um passo à mais na Era Geisel. Sob essa nova configuração mundial ou você escolhe um lado ou automaticamente vira alvo de ameaças e sanções exteriores.

O que os Militares descobriram é que somos definitivamente um país de agronegócio, petróleo e uma plataforma de valorização financeira, isto é, a industrialização acabou. Qualquer esforço de recuperação será em vão devido ao atraso acumulado. O Brasil ficou para trás desde a 3a revolução industrial e esse atraso só a China conseguiu recuperar. Não se pode esquecer que foram os Militares que tentaram industrializar o país, mas esta colapsou logo na saída da Ditadura. Sem indústria de ponta mal dá para desempenhar um papel hegemônico regional. A organização Militar no capitalismo é, por definição, industrial e o que resta da indústria brasileira não é suficiente para uma projeção maior de força militar. O alinhamento automático com os EUA passa por isso; mesmo que ele seja totalmente assimétrico e sem garantia de reciprocidade [15]. As Forças Armadas precisaram obrigatoriamente escolher um campo. Com a aceleração rumo ao colapso social do Brasil eles preferiram se associar diretamente aos EUA, pois é a chance de acessar a tecnologia de segunda categoria que eles precisam no tempo imediato [16]. Essa nova doutrina da dependência (Marco Aurélio Cabral Pinto) implica um cálculo de que o país não possui meios tecnológicos para enfrentar de maneira autônoma as ameaças de ordem externa e interna. É uma tentativa de se equipar minimamente menos para garantir uma certa hegemonia regional, mas sobretudo para garantir uma mínima ordem e lei interna, à maneira deles. Eles assim abrem mão de uma certa independência para poder exercer plenamente o policiamento interno, que é o que se tornou de fato urgente. Isso passa por um rearmamento e capacitação logística para gerir sobretudo os poucos locais no país ainda aproveitáveis para a valorização do capital. Para isso eles precisam também diminuir o peso do Estado, só sobrando o essencial. O que não é essencial e está fora de qualquer possibilidade de valorização do capital, entrega-se às baratas, isto é, deixa-se nas mãos das milícias. Ou seja, não se funda mais em um nacionalismo, mas em uma manutenção pura da ordem policial. Tem que pôr ordem na casa para a mercadoria circular e ser produzida livremente. Pela primeira vez uma corporação Militar – que por definição é nacionalista e de direita – não é mais nacionalista. Agora eles são apenas de direita; não necessariamente de extrema-direita, mas como se aliaram a estes, a tendência é virarem irmãos-de-sangue. A soberania muda de sentido passa a ser acima de tudo a defesa direta do território contra os inimigos internos.

As Forças Armadas chegaram à conclusão que nos encontramos num fim de linha e que chegamos no limite social absoluto. Além disso, a classe dominante já delegou a tarefa de organização do capital para o pior, ela já deu carta branca para uma outra governança. É como se a classe dominante tivesse desistido do país que ela domina. A incrível ascensão espetacular do Governo-Militar-Democrático-Autoritário que estamos assistindo é a continuação da prática de governo militar de populações excedentes que vem se instalando no Brasil há algumas décadas. Uma gestão da barbárie (Marildo Menegat) na qual se juntam polícias, milícias, igrejas pentecostais, editais culturais, ong’s e todos os programas sociais de contenção. O peso crescente da Fé é a circulação do dinheiro e a organização material, travestida de espírito oco, da vida daqueles que vivem nas ruínas acumuladas. Eles são o braço espiritual da gestão da barbárie (e agora também a base mais orgânica e fiel da extrema-direita). Um dos problemas do nosso tempo é o de como separar as Ovelhas da dominação dos Pastores.

Como o capitalismo entrou em colapso não há mais valor suficiente sendo criado, o capitalismo é para poucos. Ao mesmo tempo, o emprego continua necessário, sendo que agora funciona como um dispositivo de controle social. O trabalho ganha uma centralidade negativa (Paulo Arantes) não por necessidade de produção do valor, mas como puro controle social. Desde então o controle social de um mundo em acelerada dissolução se faz assim. Isso se torna especialmente visível num país onde a mediação social se dá cada vez mais na violência direta. A estrutura social do antigo mundo do trabalho, hoje flexível e uberizado, é de concorrência máxima mimética a uma situação difusa de guerra de todos contra todos [17]. O bolsonarismo é sinal da generalização da violência terrorista diária, a face Militar que vem com ele é a organização dessa violência, sem que o terror seja, no entanto, descartado. O lado da Milícia aparece assim como uma aliança necessária com o lado Militar na tentativa de segurar o que está fora do círculo possível de ser valorizado pelo valor. Como, mais ou menos, metade da população brasileira é excedente, isto é, inútil do ponto de vista do capital, a tendência é a generalização miliciana, tutelada pelo exército. A política anti-sanitarista e criminosa concernindo a pandemia do coronavírus talvez possa ser entendida como parte da nova configuração da gestão destas populações excedentes. Não se deve esquecer que neoliberalismo é sobretudo um dispositivo de governo que instaura mecanismos de seleção e eliminação em praticamente todas as instâncias da vida. Mesmo que isso custe muitas vidas, não seria diferente em relação à pandemia.

Nesta nova configuração de crise acentuada, os Militares estão se preparando para uma gestão armada total da ordem e vida social brasileira no meio de escombros. Como tudo isso está sendo pensado de maneira militar estamos assistindo a um rápido encaminhamento para um governo de contra-insurgência sem que haja insurgência à vista – pois não existe mais subversão à moda antiga, foram todos pacificados, o que pode haver está além das categorias antigas. E contra-insurgência significa achar e focar nos alvos: ora com bala, ora com programas sociais. Sempre há um público alvo a disposição para um programa ou para um caixão – como o dinheiro é cada vez mais raro a tendência maior é a vala comum. Nessa modalidade de gestão armada o fundamental é a preparação para o conflito, que é contínua, e não o conflito em si. E a preparação contínua é contra o inimigo interno. Isso rima com guerra, uma ideia modificada desta. Por um lado, ela não poderia mais ser guerra campal, mas, ao mesmo tempo, é difícil falar de guerra civil no Brasil, pois não parece haver dois campos constituídos. É uma Guerra que não é mais Civil, é uma Guerra contra os civis (Paul Virilio).

O General Heleno disse mais ou menos o seguinte: “se esse troço (Brasil, intervenção) der errado, a única coisa que vou ter visto foi Pelé jogar”. Ele sabe que eles são a Última Cartada, essa seria a missão histórica (o Fim da História?) da Última Classe Dirigente do país. Eles realmente acreditam poder fazer isso, confiam nas suas formações, nas suas doutrinas e teorias. No entanto, o que se passa é bem diferente de 1964, que era uma reorganização provisória do capitalismo nacional onde ainda havia um horizonte à frente. Agora é a reorganização de um colapso de fim de linha. Eles se vêem como a última possibilidade para um país que está em vias aceleradas de se tornar inviável. O que pode acontecer no máximo é retirar Bolsonaro, e assim sacrificar a face caótica e macabra protofascista – mas um governo Mourão, militar puro-sangue e frotista, não vai dar em civilização, pois se um era fatality, o outro é brutality, como na época do Mortal Kombat. Se hoje a política institucional é débil, com a mediação única dos militares não vai sobrar mais nada. No imediato pós-1964 achou-se que eleições seriam logo reorganizadas, mas aquilo durou 20 anos. Na situação atual, mesmo que os militares apresentem projetos para o longo prazo [18], o que interessa mais é o recado dado de que eles não vão mais sair do governo (Quem tiraria?). Como a situação não deve melhorar, pois, a tendência, ao contrário, é piorar muito, os militares devem ficar no governo até o fim dos tempos. Salvo se ocorrer uma ruptura muito radical que deve ser imaginada.


É por isso que as análises não podem ser puramente formais, nem meramente empíricas, ou se basearem em configurações históricas que já ficaram para trás. O acento deve estar no que aparece como contradição entre o que acontece e as tendências extremas que estão postas na mesa. Muitas vezes o que no imediato, parece não ter sentido, revela, no entanto, tendências que estão em marcha desde alguns anos. O pressuposto é entender que a regressão social é geral e que isso se deve ao fato do capitalismo estar a pleno vapor em uma dinâmica auto-destrutiva (pulsão de morte). Como o sistema mundo (Immanuel Wallenstein) se estrutura como centro e periferia, o colapso é simultâneo, mas necessariamente assimétrico. Isto posto, não podemos esquecer que o Estado moderno era, na origem, um bando armado que foi pouco a pouco estruturado e legalizado para organizar a produção e circulação do capital [19]. Os teóricos apologéticos do Estado, Hobbes em primeiro lugar, não deixaram de insistir no fato de que o fundamento destes é o monopólio da violência. O soberano decide da exceção por deter o poder último de violência. Em Estados como o brasileiro esse monopólio há muito foi quebrado. Na era da decomposição do sistema capitalista, os Estados se decompõem junto e as Forças Armadas, incapazes de deter o monopólio da violência, voltam às suas funções originais – e isso no mundo todo, embora sob diferentes temporalidades e configurações territoriais, pois o capital é global.



Notas
[*] Doutorando em filosofia na Universidade de Lille.
[1] Cf. “Volver”. Algumas das outras referências do Marildo Menegat usadas nesse artigo: “Noites Brancas – O Exécrito como regulador imediato da gestão da barbárie”, “O fim da Gestão da Barbárie”, “Convergência do Terror”, além do livro A Crítica do capitalismo em tempos de catástrofe. O giro dos ponteiros do relógio no pulso de um morto, Rio de Janeiro, Consequência, 2019. Todos os acessos de todos os links deste presente artigo datam do dia 1º de junho de 2020.
[2] Cf. “De 1964 a 2018: a que ponto chegamos?”. Algumas das demais referências do Paulo Arantes usadas nesse artigo: “Ciclo de debates 1 de Abril de 1964 e 1 de Abril de 2019 – Paulo Arantes”, “Entrevista concedida pelo professor Paulo Arantes aos jornalistas Emílio Azevedo e Flávia Regina, na Rádio Tambor”, “Paulo Arantes: para militares brasileiros, Venezuela é uma Síria em potencial”, “Abriu-se a porteira da absoluta ingovernabilidade no Brasil diz Paulo Arantes”, “L’autre sens. Une Théorie critique à la périphérie du capitalisme. Paulo Arantes en entretien avec Frederico Lyra”, além dos livros O Novo Tempo do Mundo (São Paulo, Boitempo, 2014) e Extinção (São Paulo, Boitempo, 2007). Sempre lembrando que as duas primeiras partes deste último são dedicados a pensar a nova configuração da guerra.
[3] Esse termo tem sido muito empregado também por Piero Leirner. As análises contínuas publicadas pelo Leirner no facebook e os debates que ele participa são bastante importantes e instigantes, embora o ponto de vista da guerra hibrida, que é o dele, seja, no mínimo bastante problemático. Estas duas entrevistas são particularmente interessantes: “Piero Leirner: militares acabarão por criar ‘anomia’ da qual tanto falam”. E “Caminho de Bolsonaro ao poder seguiu ‘lógica da guerra’, diz antropólogo”. Leirner também disponibilizou recentemente um “Mini-Manual da Hierarquia Militar: uma perspectiva antropológica” que logo se tornou uma leitura fundamental para compreensão das Forças Armadas. Outras contribuições que gostaríamos de destacar são as de Demian Melo, “A tutela militar ao governo Bolsonaro”, e Mauro Iasi, “O 31 de março de Jair Bolsonaro”. Não custa nada lembrar que embora considere estas diversas contribuições, este ensaio parte de uma perspectiva bastante distinta de todos eles.
[4] Cf. Marco Aurélio Cabral Pinto “A Doutrina da dependência militar”. Recentemente esta ideia foi atualizada por Pedro Marin no artigo “A marcha de Bolsonaro e o altar dos tutelados”.
[6] Cf. Felipe Brito & Pedro Rocha de Oliveira, Até o Último Homem, São Paulo, Boitempo, 2013.
[9] Pierre Dardot e Christian Laval falam, por exemplo, de um Neoliberalismo Autoritário. Paulo Arantes tem dito que se trata de um agravamento ainda maior da Razão Neoliberal e não de fascismo. A justificativa de Arantes é que o fascismo pressupunha um movimento ascendente, ele era um regime de modernização e aceleração capitalista. Na situação atual, onde o movimento sistémico aponta para a direção inversa, pois há uma aceleração da desintegração, não caberia falar de fascismo. Ao mesmo tempo, insistir no uso do termo neoliberalismo talvez não leve plenamente em conta a singularidade deste momento onde a Extrema Direita mundial se insurge contra o establishment neoliberal tradicional na tentativa de instaurar uma nova maneira de governar. No fundo, talvez nos falte um conceito preciso para descrever o inimigo atual.
[11] Cf. José Luís Fiori e William Nozaki, “Escalada Militar na pandêmia”.
[12] Cf. Robert, Kurz, Guerra de Ordenamento Mundial.
[13] Cf. Wolfgang Streeck, How Capitalism Will die?, London/New York, Verso, 2016.
[14] Cf. Gunther Anders, ”Teses para a Era Atômica”.
[15] Cf. “Le ministère des colonies américaines”, Le Monde Diplomatique, n° 794, Mai, 2020.
[16] Cf. José Luís Fiori e William Nozaki, “Rumo ao Colapso”.
[19] Cf. Robert, Kurz, “A Origem destrutiva do capitalismo”, Últimos Combates, São Paulo, 1998, p. 239-245.


Antonio Benetazzo (1941-1972)
Obras de A. Bnetazzo ilustram este artigo. 


QUEM FOI ANTONIO BENETAZZO 
(1941-1972)



“Antonio Benetazzo, Permanências do Sensível”


O artista plástico, professor de Filosofia e de História da Arte e dirigente do Movimento de Libertação Popular (Molipo) Antonio Benetazzo foi morto no dia 28 de outubro de 1972 por agentes da ditadura militar brasileira.
Suas obras, espalhadas pelas casas de amigos e familiares, permaneceram desconhecidas do público até agora. A exposição Antonio Benetazzo, Permanências do Sensível, que será aberta no dia 31 de março, às 19h, no Centro Cultural São Paulo, resgata 90 dos mais de 200 trabalhos garimpados durante quase dois anos de pesquisa.
A data de abertura não foi escolhida por acaso: no dia 31 de março de 1964 teve início o período mais obscuro da história do Brasil e é também o nome do sítio onde o artista foi morto a pedradas, na periferia de São Paulo.

A exposição coroa o projeto desenvolvido desde 2014 pela Coordenação de Direito à Memória e à Verdade da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo (CDMV/SMDHC) e conta com a parceria da Secretaria Municipal de Cultura e do Centro Cultural São Paulo, além do apoio do Instituto Vladimir Herzog.
Dividida em seis partes que apresentam os diferentes eixos temáticos e as variedades de estilo do artista, a mostra inclui desenhos realizados em 1971 (quando ele esteve na clandestinidade), estudos, objetos pessoais e cópias do Imprensa Popular, jornal oficial do Molipo, redigido por Benetazzo.
Também será exibido o documentário Entre Imagens (Intervalos), um filme-ensaio sobre sua vida e obra, dirigido por André Fratti Costa e Reinaldo Cardenuto. O projeto de resgate do trabalho artístico de Benetazzo inclui ainda a publicação de um livro que traz artigos da curadoria, de especialistas e reproduções das obras selecionadas para a exposição.
“Estamos diante de uma bela obra, a transitar por diferentes estilos e a propor olhares ainda desconhecidos sobre o Brasil do regime militar. É imprescindível destacar que ele foi um grande artista, autor de um projeto estético singular”, afirma o curador da exposição, Reinaldo Cardenuto.
Os organizadores afirmam que um dos objetivos da exposição é fazer com que as pessoas reflitam sobre o perigo dos regimes autoritários: “A exposição, o documentário e o livro relembram que a ditadura não só impediu a produção e circulação de obras críticas contra o regime, mas atacou e prejudicou a sociedade como um todo.
Um dos principais objetivos da mostra, além de inserir Benetazzo na história da arte brasileira, é incentivar os visitantes – principalmente aqueles que não vivenciaram o período da ditadura – a refletir sobre o regime autoritário para que o conheçam e não deixem que essa violenta história se repita”.























O artista foi crítico de arte, militante do partido comunista e, a partir de 1969, da luta armada que se opunha à ditadura militar.
Nasceu na cidade de Verona, na Itália, em 1941. Deixou o país com a família, que havia sido perseguida pelo regime fascista de Mussolini, em 1950, rumo ao Brasil.
Viveu a infância nas cidades de São Vicente e Caraguatatuba, no litoral paulista. Cursou o colegial (atual Ensino Médio) em Mogi das Cruzes. Nesse período, na década de 1960, fez parte do grêmio estudantil, filiando-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB). As primeiras obras do artista encontradas pelo projeto datam de 1963.
Logo depois, em 1964, mudou-se para São Paulo, onde cursou as Faculdades de Arquitetura e Urbanismo e de Filosofia da USP. Como universitário, participou do Centro de Cultura Popular (CPC) e da União Nacional dos Estudantes (UNE).
A segunda metade da década de 1960 é o período de produção artística mais intensa de Benetazzo.
Além de esboços e pinturas, datam dessa época fotografias e também sua participação em dois filmes dirigidos por Francisco Ramalho: em “Menina moça”, como ator, por volta de 1966, e em “Anuska, manequim e mulher”, de 1968, como cenógrafo, diretor de arte e figurante.
Paralelamente à atividade artística, ele ampliou sua atuação política em meados da década de 1960. Rompeu com o PCB em 1965, que havia adotado a resistência “pacifista” ao regime, e se aproximou da Dissidência Universitária de São Paulo. A partir de 1968/69, passou a integrar a Aliança Libertadora Nacional (ALN), grupo revolucionário e de guerrilha.
Com a intensificação da repressão, Benetazzo passou a viver clandestinamente. Em 1969, mudou-se para Cuba para realizar um treinamento político, onde fundou com outros militantes o Movimento de Libertação Popular (MOLIPO), após divergências com a ALN posteriores à morte de Marighella.
Em 1971, Benetazzo retornou secretamente ao Brasil e continuou sua atividade política pelo MOLIPO.
Em 1972, redigiu quase todos os textos do jornal do movimento, chamado Imprensa Popular, no qual denunciava a ditadura e defendia a luta armada como via de resistência ao regime militar.
Em outubro do mesmo ano, Benetazzo foi levado por policiais para a sede do DOI-CODI, em São Paulo, onde foi torturado e executado. A versão oficial, divulgada pelos jornal O Diário da Noite e O Estado de S. Paulo, foi que o militante havia se suicidado, jogando-se sob um caminhão.




RELATO DO CASO

Nascido em Verona, na Itália, em 01 de janeiro de 1941, Antonio Benetazzo foi um dos cidadãos estrangeiros mortos pela ditadura militar brasileiro. Filho de imigrantes perseguidos no país natal pelo fascismo de Mussolini, Antonio Benetazzo chegou ao Brasil com nove anos de idade. Na infância morou em São Vicente e Caraguatatuba, no litoral sul paulista. No início da adolescência mudou-se para Mogi das Cruzes, onde cursou o técnico-científico (atual ensino médio) no Instituto de Educação Washington Luiz. No interior paulista inicia a participação no movimento estudantil. Faz parte do Centro de Cultura Popular (CCP) e, em pouco tempo, foi eleito um dos dirigentes da União Nacional dos Estudantes. Em 1962 ingressou no PCB.

Rapaz muito inteligente, carismático e com grande habilidade política, ingressou na USP cursou filosofia e arquitetura simultaneamente e tornou-se o presidente do Centro Acadêmico dos alunos de filosofia. Benê, como era conhecido, também ministrou aulas em cursos preparatórios para o vestibular, principalmente no “Cursinho Universitário”, visando contribuir com a formação de pensadores e militantes capazes de exercer a crítica da realidade social brasileira. Ao lado da vida acadêmica e da militância política, Benetazzo tinha uma intensa atividade artística e cultural. Foi idealizador e redator do jornal alternativo “O Amanhã”, participou de filmes como ator e cenógrafo, fez cursos de pintura e fotografia e ilustrou capas de livros. (1)

Em 1967, Antonio Benetazzo decide desligar-se do PCB e aderir à DISP – Dissidência Estudantil de São Paulo. No ano seguinte participa do 30º Congresso da UNE, em Ibiúna, onde é preso com cerca de oitocentos delegados e dirigentes do movimento estudantil. Em julho de 1969, já integrando a Ação Libertadora Nacional (ALN), abandona as aulas no cursinho preparatório e na universidade e passa a viver na clandestinidade.

Como militante da ALN viajou a Cuba para a realização de cursos de treinamentos políticos. Em Cuba, devido a divergências e rompimentos com a nova direção da organização depois da morte de Mariguella, ajuda a organizar e depois integra a direção nacional do Movimento de Libertação Popular (MOLIPO). Benetazzo retorna ao Brasil em 1971 e trabalha, entre outras coisas, como redator do jornal “Imprensa Popular” – órgão oficial de comunicação da MOLIPO.

Já em 1971, a MOLIPO começou a sofrer as primeiras baixas pela repressão, que após as primeiras informações obtidas prometia não deixar vivo nenhum dos 28 militantes retornados de Cuba para a luta clandestina. Na maioria dos casos entre 1971 e 1973, os dirigentes da MOLIPO encontrados foram executados no ato da prisão ou durante as sessões de torturas. Com Benetazzo o procedimento não foi diferente. No dia 28 de outubro de 1972, ao entrar na casa do operário e militante político Rubens Carlos Costa, na Vila Carrão, zona leste de São Paulo, Antonio Benetazzo foi surpreendido com a presença de policiais que o levaram detido para a sede do DOI-CODI em São Paulo, onde permanece até ser morto sob tortura.

Na versão oficial publicada cinco dias após sua morte, no dia 02 de novembro de 1972, Antonio Benetazzo fora detido e, depois de conduzir os policiais para um suposto “ponto” na rua João Boemer, no Brás, teria se jogado sob as rodas de um caminhão, cometendo suicídio.

Na imprensa foram publicadas duas versões sobre a história que corroboram a hipótese oficial de suicídio. No dia 02 de novembro de 1972, o “Diário da Noite” publicou:

“os órgãos responsáveis pela segurança interna conseguiram localizar, no último sábado, um “aparelho terrorista” pertencente ao MOLIPO (Movimento de Libertação Popular), prendendo o subversivo Antônio Benetazzo. Durante o interrogatório Benetazzo indicou que teria um encontro com um companheiro de sua organização na segunda-feira seguinte, dia 30 às 15 horas, na rua João Boemer, no Brás. Na hora aprazada, compareceram ao local o terrorista preso e os agentes de segurança, oportunidade em que Benetazzo, conseguindo se desvencilhar das autoridades, tentou empreender fuga, atravessando, em desabalada carreira, a rua João Boemer, foi colhido pelas rodas de um caminhão marca “Scania Vabis”, que não conseguiu frear a tempo. Caiu mortalmente ferido, falecendo a caminho do pronto socorro. Ainda durante o interrogatório a que foi submetido, Benetazzo forneceu às autoridades o endereço de outro membro do MOLIPO. Perto das 20 horas da última segunda-feira, os agentes perceberam que dois homens entraram na casa tendo sido perseguidos pelas autoridades. Houve violenta troca de tiros e um dos terroristas caiu morto, mais tarde identificado como João Carlos Cavalcante Reis enquanto que o segundo, ferido na perna, conseguiu fugir”.

Já o Estado de São Paulo de 03 de novembro de 1972 afirmou que “Antônio Benetazzo, quando preso, forneceu o endereço de um ‘simpatizante’ do MOLIPO que morava no bairro de Vila Carrão”. Isto é, o endereço onde o próprio havia sido preso em 28 de outubro.

Como ocorreu com outras vítimas da repressão, Benetazzo foi enterrado no cemitério Dom Bosco, em Perus, no dia 31, dois dias antes da publicação de sua morte pelos órgãos da imprensa. Os familiares de João Carlos Cavalcanti Reis (ex-integrante da MOLIPO) afirmam ter visto o corpo de Benetazzo no IML de São Paulo. Os legistas Isaac Abramovitc e Orlando J. Brandão assinaram o laudo necroscópico confirmando a versão de morte por atropelamento. Seu corpo seria translado mais tarde para outro cemitério a pedido dos familiares.

Em documento do arquivo do antigo DOPS/SP, marcado como “secreto” lê-se: Ao ‘cobrir’ um ponto, atirou-se sob as rodas de um caminhão, na rua João Boemer”. Em outro documento, no inquérito 6/73 sobre a atuação da MOLIPO, à página 3, no item “Das Provas”, há a confirmação da prisão de Benetazzo e o seu suposto “suicídio”, quando se refere “[…] a declarações de Nelson Aparecido Franceschini, motorista do caminhão que atropelou Antônio Benetazzo, quando este atirou-se debaixo do mesmo”.

Na época da morte, familiares e amigos fizeram uma investigação sobre os fatos relatados pela imprensa, constatando, então, a inexistência de qualquer acidente no dia, hora e lugar do suposto atropelamento a que se refere a versão oficial dos órgãos de segurança, responsáveis pelo assassinato.

Os relatórios dos ministérios da Marinha e da Aeronáutica, encaminhados ao ministro da Justiça Maurício Corrêa em 1993, confirmam a falsa versão de morte por atropelamento, e o relatório do Exército, em cujas dependências Benetazzo foi morto, afirma não ter registros a respeito de seu destino.

Meses depois da morte, em 16 de janeiro de 1973, Benetazzo seria indiciado e condenado pela 2ª auditoria de justiça militar.

O laudo de necropsia, assinado, por Isaac Abramovitc e Orlando J. B. Brandão, concluiu que o examinado faleceu em virtude de choque traumático por politraumatismo. A pedido da Comissão de Familiares, legistas fizeram observações sobre o laudo de necropsia de Antônio Benetazzo, na segunda metade da década de 1990, após a votação do seu caso na CEMPD, para instruir os processos disciplinares contra legistas acusados de falsificar laudos de dissidentes assassinados durante a ditadura no Conselho Regional de Medicina de São Paulo. O médico Antenor Chicarino afirmou ter a impressão de que o laudo foi feito por um leigo, pois não usa nomenclatura técnica adequada. Não descreve o ferimento externo ou lesão que certamente existiria na região da fratura da abóbada craniana. Menciona como causa mortis choque traumático por politraumatismo, mas a descrição indica traumatismo cranioencefálico.

O médico Dolmevil afirmou também que as fraturas do lado direito do crânio teriam, necessariamente, que deformar a fisionomia da vítima, o que não foi registrado. Para produzir as lesões cranianas sem afetar o rosto, o pescoço e o tronco, as mesmas teriam que ser produzidas perpendicularmente no lado direito do crânio, o que não condiz com a versão sobre atropelamento. Se o esmagamento do crânio se deu como resultado da compressão pelos pneus do veículo contra o solo, por que não foram detectadas marcas de pneus no corpo? Não faz referência a estragos ou sujeira nas roupas. Examinando a foto encontrada no arquivo do DOPS/SP, não constatou nenhuma escoriação no rosto e, além disso, o laudo não descreve o hematoma na região superior da pálpebra direita, nem o inchaço do lado direito da mandíbula, resultantes do ferimento à bala existente na orelha direita. Isto sugere que não se trata de atropelamento e, sim, de ferimento por arma de fogo disparada encostada ao crânio.

Em audiência pública realizada pela Comissão da Verdade do Estado de São Paulo em homenagem a Antonio Benetazzo, Amélia Teles, que esteve detida com Rubens Carlos no DOPS/SP em 1973, relatou que seu corpo trazia marcas de graves queimaduras. Ao ser indagado sobre a causa, Rubens Carlos respondeu que, em um ato de desespero para salvar a vida do amigo, tinha tentado incendiar a casa em que estava para avisar o companheiro Benetazzo que um cerco policial estava a sua espera no local. Infelizmente, o cerco do DOI/CODI contava com efetivo dentro e fora da casa que resultou na prisão de Benetazzo. Nas palavras de Amélia Teles:

“De vez em quando eu saía no pátio, aquele corredor ali do DOPS para tomar sol e tive oportunidade de conversar um pouco com o Rubens. O Rubens ficou também bastante tempo no DOPS, porque ele estava muito queimado, o corpo dele era todo queimado, às vezes nem podia pôr roupa, ele ficava com um pano cobrindo o corpo para a roupa não encostar na pele. E eu fiquei curiosa para saber como ele tinha se queimado tanto e ele me contou. A história é a seguinte. Ele foi preso, foi torturado e eles queriam saber do Benetazzo e ele disse que o Benetazzo ia na casa dele, Rubens, então eles foram com Rubens até a casa do Rubens na Vila Carrão. Chegando lá os policiais ficaram em campana. Parece que tem uma história que o Benetazzo, antes de entrar, parece que ele assoviava, fazia alguma coisa assim para comunicar que ele estava chegando. E quando ele fez isso o Rubens botou fogo no botijão de gás e aquele botijão estourou em cima dele, por isso que ele era todo queimado assim, que era uma forma de ver que ele não deveria entrar na casa, aquele fogaréu todo era para o Benetazzo não entrar na casa. Acontece que, é claro, a operação Bandeirantes tinha gente dentro da casa e fora, o cerco é muito maior do que a gente imagina, e o Benetazzo foi preso”

Na mesma audiência pública da CEV-RP, Alípio Freire, ex-militante político da Ala Vermelha, fez questão de relembrar os graves impactos que a repressão política teve na vida familiar de todos os perseguidos. No caso de Antonio Benetazzo, a prisão arbitrária e a morte sob tortura o impediram de conhecer a filha que ainda gestava sua companheira Maria Aparecida Horta em 1972. A perseguição também obrigou Cida Horta a deixar o país. Em poucos meses, passou por Paraguai, Colômbia, Argentina e Chile antes de chegar a Cuba, com sete meses de gravidez. Foi acolhida pelo governo cubano por razões humanitárias e Maria Antonia, como foi batizada a menina em homenagem ao local que abrigou importantes momentos do movimento de resistência à ditadura, nasceu sem conhecer o pai. No entanto, tragicamente em Cuba, Maria Antonia sofre um choque anafilático e padece, com apenas três anos de idade.

Na CEMDP, seu caso (261/96) foi aprovado por unanimidade em 14 de maio de 1996, tendo como relator o general Oswaldo Pereira Gomes, considerando sua prisão e o suposto suicídio condições enquadradas nas exigências da lei 9.140/95. Nilmário Miranda e Suzana K. Lisbôa fizeram constar em ata a certeza de que Antônio Benetazzo fora preso e morto sob torturas, sendo falsa a versão oficial de suicídio. Em sua homenagem, a cidade de São Paulo deu o seu nome a uma praça localizada atrás do Museu de Arte de São Paulo (MASP).

Fontes investigadas:

Conclusões da CEMDP; Projeto Brasil Nunca Mais Digital; Dossiê Ditadura – Mortos e Desaparecidos Políticos no Brasil – 1964-1985, IEVE. Contribuição da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo: 72ª Audiência Pública da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo Rubens Paiva em 12 de agosto de 2013 em homenagem à Antonio Benetazzo e Juan Antonio Forrastal;

(1) Participou como ator do filme Menina Moça, de Francisco Ramalho Jr., gravado em super-8. Foi cenógrafo de Anuska, Manequim e Mulher (1968), do mesmo diretor, tendo no elenco Francisco Cuoco, Jairo Arco e Flecha, Ruthinéa de Moraes e Marília Branco. Fez também a capa do primeiro livro de Mário Prata, O Morto que Morreu de Rir, publicado em 1969.







Bibliografia



https://www.pressreader.com/brazil/folha-de-s-paulo/20150719/283381945614415

https://pt.slideshare.net/adrianodiogo13/benetazzo-presente

http://comissaodaverdade.al.sp.gov.br/mortos-desaparecidos/antonio-benetazzo

https://artsandculture.google.com/asset/auto-retrato-de-camisa-azul-236-autorretrato-vi/KAHAu9IBvO7hZQ

https://artsandculture.google.com/search?q=ANTONIO%20BENETAZZO

https://www.guiadasemana.com.br/arte/noticia/google-arts-culture-disponibiliza-obras-de-antonio-benetazzo

https://fpabramo.org.br/2018/03/31/sutileza-da-penetracao-norte-americana-no-brasil/

HERÓIS E SEUS PLANETAS


HERÓIS INESQUECÍVEIS E SEUS PLANETAS


SOLARIS 



Água. Essa é a primeira coisa que você verá quando se aproximar de Solaris. E também será a única imagem que visualizará do início ao fim da obra. O livro Solaris foi escrito pelo polonês Stanislaw Lem e publicado pela primeira vez em 1961, recebendo uma edição brasileira em 2017 pela Editora Aleph. Já recebeu três adaptações cinematográficas, sendo uma delas pelo cineasta Andrei Tarkovski, a qual recebeu o Grand Prix do Festival de Cannes. Assim como o filme, a obra literária é considerada um clássico da ficção científica, tratando de forma riquíssima tanto a ciência quanto o psicológico dos personagens.


Na linha de tempo da história, Solaris é um planeta interessante descoberto há mais de cem anos e digno de pesquisas profundas. Solarística é o nome do campo da ciência dedicado especificamente ao estudo do planeta, onde há uma estação espacial em órbita na qual se passa todo o enredo. Além do fato de orbitar dois sóis, um vermelho e outro azul, tamanha atenção se justifica pela peculiaridade de seu único habitante: o oceano. Todo o planeta é coberto basicamente por um oceano vivo capaz de exercer influência sobre a órbita planetária, a gravidade e até mesmo o espaço-tempo, dentre muitos outros dotes impressionantes. O capítulo denominado “Os solaristas” encarrega-se da descrição mais detalhada e fascinante de um ser vivo fluido que ultrapassa a capacidade imaginativa. Métodos de pesquisa e a evolução das descobertas são relatados de forma fiel, em que criam novos reinos, classes e filos para que o novo ser se encaixe.

Apesar de a descrição e a abordagem científica serem os aspectos mais interessantes do livro, ele também possui um enredo emocional e até assustador que apela para o psicológico do leitor. A experiência é narrada pelo psicólogo Kris Kelvin a partir do momento em que aterrissa na estação. Onde esperava encontrar três pesquisadores para se juntar a ele, depara-se com dois deles beirando a loucura, enquanto o terceiro já havia se suicidado. Após uma série de acontecimentos estranhos, Kelvin percebe o motivo para tudo aquilo. Inicialmente achando que trata-se de um sonho, o pesquisador encontra sua falecida esposa em seu quarto. Tratados como “hóspedes”, essas figuras que supostamente não deveriam estar na estação aparecem para todos os pesquisadores, de acordo com as experiências vividas por cada um. Esse fenômeno é um bom exemplo do alcance que o oceano possui, a ponto de ser capaz de penetrar nas ondas cerebrais humanas e realizar síntese orgânica. Partindo desse fenômeno, diversos surtos, pesquisas e tramas se desenrolam ao longo da leitura.

A maior reflexão que o livro propõe é se de fato estamos preparados para o contato com uma civilização absurdamente diferente e se esse contato é possível. Os seres humanos estão acostumados a serem a forma de vida mais inteligente que conhecemos, o que torna tão difícil lidar com um oceano obviamente muito mais capacitado mas que nem ao menos se comunica ou atende aos padrões de inteligência estabelecidos por nós. Outros dois capítulos mostram diferentes fenômenos realizados pelo oceano que nem ao menos somos capazes de descrever em qualquer linguagem, tamanha é a disparidade com a realidade terrestre.

Para quem se interessa por ficção, ciência ou psicologia, a leitura é obrigatória. O livro prende o leitor e sua narrativa flui muito bem. O maior mérito do autor, porém, está na reflexão e na descrição do mundo que ele próprio criou. A frase mais fiel a retratar a essência do livro faz parte de uma da reflexões dos personagens: “O homem saiu para encontrar outros mundos, outras civilizações, sem saber nada sobre seus próprios recessos, ruas sem saída, poços e portas bloqueadas e escuras.”

Fonte:



SUPER HERÓIS E SEUS PLANETAS


SUPER HOMEM: Planeta KRIPTON 

O bebe (futuro super homem) escapando do planeta Kripton 

Existem múltiplas versões que contam a forma com que Krypton teria explodido, mas vou me ater às duas mais populares. A de número 3 será um bônus, mas digamos que seja igual à de número 2, mas com pequenas diferenças.

1) O sol vermelho que Krypton orbitava, Rao (que também é o nome do deus adorado pelos kryptonianos) se tornou uma supernova e a explosão resultante engoliu Krypton. Os pais do Superman o colocaram em uma cápsula que eventualmente veio a pousar na Terra, onde ele cresceu, tornando-se o incrível Superman.

2) O núcleo planetário de Krypton seria feito de urânio. Vagarosamente, durante milhões de anos, este núcleo foi se tornando cada vez mais instável. O pai do Superman, Jor-El, percebeu este fato e tentou advertir o Conselho Científico, mas acabou sendo ignorado. Jor era o homem que havia descoberto a Zona Fantasma, um limbo onde ninguém poderia morrer, ficar doente ou mesmo interagir com o mundo exterior. Isto será importante depois, então guardem esta informação.

O General Zod, líder da Guilda Militar, (este homicida insano, porém um vilão extremamente foda) foi esperto o suficiente para ouvir e acreditar nas previsões de Jor-El. Ele se rebelou contra o Conselho, porém falhou em sua insurreição.

Mesmo que Jor e Zod concordassem um com o outro, o pai do Superman não poderia aceitar atos de violência contra o Conselho, de modo que acaba sendo forçado a sentenciar Zod e seu asseclas à prisão perpétua na Zona Fantasma.

Zod enxergou isso como uma traição e jurou vingança contra a família El. Nisso, o cientista percebe que já era tarde demais para salvar o planeta e então decide salvar seu filho, enviando-o para a Terra. Ele e sua esposa o colocam em um foguete e… bem, vocês sabem o resto.
3) Alguns séculos atrás, os Kryptonianos estavam se tornando cada vez mais avançados tecnologicamente. Eles logo desenvolveram o voo interestelar e conquistaram uma imensa região do espaço, formando o Império Kryptoniano.
Em um súbito arroubo de consciência, o Alto Conselho de Krypton dissolve o Império e chama de volta todas as suas naves e homens, proibindo que os Kryptonianos deixassem o planeta.

Anos passam até o nascimento de Jor-El, e essa lei ainda estava em vigor. Ele percebe que seu planeta logo morreria, e que não poderia fazer nada a respeito, pois o conselho negara seus pedidos para evacuar o planeta.

Então, além de seu filho Kal e de sobrinha Kara, toda a raça kryptoniana morre (apenas lembrem-se que esta é a história Nº 2, apenas sem a parte do Zod).





SURFISTA PRATEADO: Planeta ZENN-LA   






Versões do planeta Zenn-la

O Surfista Prateado é conhecido por ser um dos personagens mais poderosos de todo o universo Marvel, Mas muitos fãs de quadrinhos não conhecem a sua origem e como é que ele conseguiu os seus superpoderes.

Então vem com a gente numa viagem intergaláctica para conhecer a origem deste surfista insano!

Antes de mergulharmos na origem do personagem, precisamos saber mais sobre a sua criação. O Surfista Prateado foi criado em 1966 por Stan Lee e Jack Kirby, dois dos escritores e desenhistas mais populares da história da Marvel Comics. O personagem fez a sua primeira aparição numa HQ do Quarteto Fantástico, como um súdito do Galactus.

Zenn-La, um planeta perfeito demais

Norrin Radd (nome original do Surfista Prateado), vivia no planeta de Zenn-La. Os Zenn-Lenianos tinham conseguido eliminar todos os problemas daquele planeta (poluição, pobreza, guerra e fome não existiam). Com tudo indo bem, eles se tornaram Hedonistas, vivendo uma vida praticamente perfeita.

Mas alguns habitantes não conseguiam encarar toda aquela perfeição, como a mãe de Norrin Radd. Ela sentia que a sua vida não tinha significado e acabou cometendo o suicídio. Mais tarde o seu marido acabaria fazendo o mesmo, deixando o filho deles órfão.

Já sem os seus Pais, e desolado pelo rumo que a sua vida tinha tomado, Norrin passava os dias no museu, pesquisando e aprendendo mais sobre o passado de Zenn-La. A sociedade antiga daquele planete era composta por soldados e aventureiros espaciais, algo que inspirava Norrin e fazia ele querer dar um novo rumo à sua vida.

SERVINDO GALACTUS

Um dia, Galactos, o devorador de planetas, encontrou e decidiu invadir o planeta Zenn-La. Este personagem se alimenta de planetas consumindo assim a sua energia para se manter vivo. Com o final do seu planeta à vista, Norrin Radd decidiu implorar a Galactus para não destruir o lugar, mas o vilão recusou essa possibilidade.

Sem qualquer tipo de esperança, Norrin Radd se ofereceu para se tornar um dos vassalos de Galactus. Impressionado pelo gesto do jovem ele acabou aceitando, cedendo uma pequena porção do seu Poder Cósmico. Esse poder acabou moldando a aparência de Norrin, tendo como base as suas fantasias enquanto criança, fazendo dele o Surfista Prateado.
Enquanto Surfista Prateado ele tinha apenas uma missão: encontrar planetas com energia suficiente para que Galactus se alimentasse deles. O Surfista Prateado, no fundo, tinha bom coração e procurava sempre planetas sem habitantes para evitar mortes. Mas Galactus descobriu isso e tornou o Surfista Prateado num cara menos misericordioso.

Galactus concedeu poderes incríveis ao Surfista Prateado, fazendo dele um dos seres mais poderosos do universo Marvel. A sua lista de poderes é impressionante e bastante ampla, tornando ele capaz de fazer frente a qualquer tipo de adversário. Alguns dos poderes na sua lista são:
Superforça; 
Supervelocidade; 
Voo; 
Autorregeneração;
Absorção de energia;
Manipulação de energia;
Manipulação temporal;
Telepatia;
Telequinesia;
Invulnerabilidade;

A prancha do Surfista Prateado é composta do mesmo material que cobre todo o seu corpo, e a sua conexão telepática com o objeto torna a prancha uma extensão do seu próprio corpo. Essa forte ligação permite que o Surfista Prateado seja capaz de viajar a velocidades muito superiores à velocidade da luz, conseguindo se mover entre várias dimensões.

Este objeto pode ainda ser utilizado como uma arma, ou como escudo protetor. Caso ela quebre, o Surfista Prateado consegue fazer uma nova a partir do nada.




HE-MAN: Planeta ETERNIA  

Concepção artística do planeta do He-man, Eternia

Eternia é um planeta que se encontra no centro do universo, e no centro de Eternia encontra-se A Semente da estrela, é uma centelha que restou do Big bang e pode conceder poder infinito para quem a possuir. 
Existiu uma civilização antes dos Eternos no planeta, esta civilização era muito antiga e possui tecnologia muito avançada, foi destruída em uma grande guerra pouco mencionada no desenho e no quadrinho, esta civilização desapareceu muito antes do Castelo de Grayskull ser construido. 
A pré-história de Eternia e chamada de Preternia com Dinossauros, homens das cavernas e Gigantes parecidos com os humanos, alguns destes Dinossauros podem ser visto hoje no Pântano do Tártaro.
O primeiro rei e fundador do Governo de Eternia era chamado Rei Jarod, que possuía uma relíquia poderosa que nunca foi decidido se era mágica ou tecnológica, e foi este mesmo rei quem derrotou os Gigantes para controlar a região.
Rei Grayskull foi o descendente de Jarod mais poderoso, ele é tido como o maior governante de Eternia ate então reino unificado, Este rei enfrentou os conquistadores homens Cobra e esta batalha o levou a morte, porem antes de morrer ele enviou todo o seu poder para Sua espada, assim quando Adam a possuísse no futuro estaria basicamente se transformando em um rei antigo do seu mundo.
Os homens cobra eram um povo antigo conquistador (Com os Mongóis ou vikings) que quase dominou todo o planeta, quando o Rei Hiss, chefe dos homens cobra foi derrotada e seu povo dizimado, o que sobrou foi aprisionado em uma outra dimensão dentro de Eternia (tal como a zona fantasma) então séculos mais tarde o Rei Hiss consegue escapar e nota que onde antes era seu reino agora vivia o Esqueleto, o Rei cobra derrota O esqueleto e toma de volta a montanha da Cobra.
Os dois seres mais antigos de Eternia são; Granamyr o Dragão, que vive a mais de dez mil anos e viu a guerra dos homens contra os dragões, antes das feras optarem pela trégua na guerra e se isolarem para sempre.
O Segundo é Skytree uma arvore gigante mais antiga que Granamyr, tão antiga que sua idade não é conhecida.
Eternia dos tempos atuais possui muitos povos e raças diferentes, usam magia e tecnologia, vale citar que mesmo o povo mais avançado sempre usa roupas com pele de animais e lutam com armas brancas ou mesmo corpo a corpo. 
Hordak derrotaria o rei cobra e dominaria todo o reino de Eternia, então a irmã gemes de Adam, Cintilante (She-Ra) que viajou no tempo sendo criada no futuro lutaria para livrar o mundo deste mal.
Em tese o Governo de Eternia comanda todo o planeta, mas a verdade é que o mundo e divido em dois hemisférios; Hemisfério de Luz com um povo bom e desenvolvido e o Hemisfério escuro ou Negro governado pelo Esqueleto com um povo ladrão e Barbara, cada hemisfério e banhado pela luz de uma lua a Lua Brilhantes e a Lua Negra.




SPOCK: Planeta CONFEDERAÇÃO DE SURAK 
(ou Planeta VULCANO)

Concepção artística do planeta Vulcano ou Confederação de Surak

Vulcano é um planeta fictício na famosa série de TV Jornada nas Estrelas, no Brasil, ou Caminho das Estrelas, em Portugal (em inglês: Star Trek). Na série seus habitantes são os primeiros extraterrestres a fazer contato com a Terra. 

O nome oficial do planeta é Confederação de Surak. A maioria das interpretações canônicas situam o planeta em órbita da estrela 40 Eridani A, no Quadrante Beta, a aproximadamente 16 anos-luz da Terra. Vulcano é descrito na série Star Trek como um planeta árido e quente, coberto principalmente por desertos e cadeias montanhosas, com apenas alguns pequenos mares e lagos isolados de água salgada remanescentes da evaporação dos oceanos que no passado cobriam parte do planeta. A gravidade na superfície do planeta é descrita também como sendo maior do que na Terra. A atmosfera de Vulcano é porém menos densa do que a terrestre. Visto do espaço, o planeta aparece com coloração avermelhada. 
Entre os pontos de interesse do planeta estão a Academia de Ciências de Vulcano, omonte Seleya, o templo de Amonak, o santuário de T´Karath e as planícies de fogo de Raal. 
Os vulcanianos (ou vulcanos) são os habitantes de Vulcano, raça alienígena humanóide do universo ficcional Star Trek que reside no planeta e tem por característica viver pela razão e lógica. Vivem em média 240 anos. 
Conforme a mitologia daquele universo ficcional, em épocas anteriores uma dissidência entre os vulcanianos provocou o afastamento de diversos membros desta raça, os quais vieram a gerar a espécie romulana, belicista e devotada à razão, habitantes do planeta Romulus e ferozes inimigos da Federação dos Planetas Unidos. Outra espécie proto-vulcana são os mentachianos, residentes em mentacha 3, é uma sociedade medieval pré dobra, mas com uma evolução bem acelerada e coerente com a vulcana. 
Os vulcanianos seguem uma doutrina lógica[5] criada por Surak, que em determinado período de sua história, tirou o povo da barbárie e das guerras, ensinando-os o controle das emoções e o uso da lógica, pois sem ela os vulcanianos perdem o controle, e se tornam bárbaros novamente. 
Para aprimorar a lógica, um ritual de meditação é feito todos os dias pelos vulcanos, a não ser que este esteja com a Síndrome de Bendai, que costuma atacar vulcanos acima de 200 anos. 
O sangue dos vulcanianos é verde, pois sua hemoglobina é baseada em cobre. Isso faz com que a tonalidade da pele dos vulcanianos também difira da humana, sendo geralmente amarelo-esverdeada. No caso dos humanos, o sangue é vermelho porque a hemoglobina é baseada em ferro, dando aos de pele mais clara uma coloração rosada. 
Um dos vulcanianos mais famosos, tanto na Terra, como no seu próprio planeta natal é, curiosamente, um híbrido (filho de pai vulcaniano - Sarek - e mãe terráquea - Amanda Grayson). Trata-se do oficial de ciências da USS Enterprise, Spock. Além dele, há também o comandante Tuvok da USS Voyager e a oficial de ciências T'Pol da USS Enterprise. Em Star Trek, os vulcanianos foram uma das espécies fundadoras da Federação Unida de Planetas.



Planeta TRANTOR ou TÉRMINUS
Capital do Império Galático  (Star Wars)



Concepção artística do planeta Trantor


Trantor é descrito como a capital do primeiro Império Galáctico. 
Sua superfície planetária de 194.000.000 km² (130.000.000 milhas², 130% da área terrestre) era, com exceção do Palácio Imperial, totalmente fechada em cúpulas artificiais, uma espécie de planeta dentro de domos geodésicos.

O primeiro conto se passa em Trantor, um planeta habitado por 12 000 anos e capital do Império Galáctico. Enquanto o Império mantém as aparências de estabilidade, sob esta fachada ele sofre uma lenta decadência. A personagem principal, Hari Seldon, um matemático, desenvolveu a psico-história, a qual equivale todas as possibilidades em grandes sociedades à matemática, assim permitindo a predição de resultados de longo prazo.
Seldon descobre a horripilante verdade da decadência do Império, mas seus resultados são considerados atos de traição e atraem a atenção da Comissão de Segurança Pública — os verdadeiros líderes do Império. Isto leva à sua prisão. Um jovem matemático Gaal Dornick, recém-chegado a Trantor, também é preso. Em julgamento, Hari compartilha as descobertas feitas através da psico-história, tais como o colapso do Império dentro de 300 anos, seguido de um período de 30 000 anos de barbarismo.
Hari propõe uma alternativa a este futuro; uma que não preveniria o colapso mas encurtaria o período de interregno para meros 1000 anos. Mas este plano requeriria um grande grupo de pessoas para desenvolver um compêndio de todo o conhecimento humano, intitulado como Enciclopédia Galáctica.

A Comissão, que ainda estava cética e preocupada de tornar Seldon em um mártir, oferecem-lhe a escolha de execução por traição ou a aceitação de exílio com o seu grupo de 'Enciclopedistas' para o remoto planeta Terminus. Lá, eles levarão a cabo o Plano Seldon sob um decreto imperial, enquanto Hari permaneceria barrado de retornar a Trantor.


A capital do Primeiro Império Galáctico ... Sob Cleon I, ele tinha seu "brilho crepuscular". Para todas as aparências, estava no auge. Sua superfície terrestre de 200 milhões de quilômetros quadrados foi totalmente abobadada (exceto para a área do Palácio Imperial) e coberta por uma cidade sem fim que se estendia sob as plataformas continentais. A população era de 40 bilhões e, embora os sinais fossem abundantes (e claramente visíveis em retrospectiva) de que havia problemas crescentes, aqueles que viviam em Trantor, sem dúvida, ainda o consideravam o Mundo Eterno das lendas. 

A primeira aparição de Trantor na História do Futuro de Asimov é uma época em que o Império Trantoriano (que ainda não era o Império Galáctico) controlava metade da Galáxia, enquanto a outra metade estava dividida em inúmeros estados menores, cada um compreendendo um único sistema estelar ou alguns sistemas. Por definição, em cada um desses pequenos estados, o Embaixador Trantoriano é uma pessoa de considerável importância e poder, e o futuro em que Trantor engoliria toda a Galáxia já está claramente previsto.






ESTELAR (KORIAND´R): Planeta TAMARAN



Concepção artística do planeta Tamaram




Estelar (ou Koriand’r, que é seu verdadeiro nome) foi criada por Marv Wolfman e George Pérez e sua primeira aparição foi na edição #26 da série DC Comics Presents, publicada em 1980.

A princesa Koriander nasceu no planeta Tamaran no dia 06/11, um planeta governado pelas emoções, no qual os habitantes tem a habilidade de absorver energia solar e transformar essa energia, tornando-os capazes de voar. Sua irmã mais velha Komand'r (conhecida também como Estrela Negra) desenvolveu uma doentia rivalidade com ela depois de sofrer uma rara deficiencia na infância, que a impedia de absorver energia solar, tornando-a incapaz de voar e como consequência negando seu direito ao trono. Esta rivalidade se intensificou quando as irmãs foram enviadas para treinar combate corpo a corpo com mestres guerreiros de Okaara, e durante um dos exercícios, Komand'r tentou matar sua irmã. Como resultado Komand'r foi expulsa e jurou vingança. 


Starfire no original; literalmente "Fogo Estelar" ou "Estrela de Fogo"), também conhecida por seu verdadeiro nome, Koriand'r é uma personagem fictícia de histórias em quadrinhos publicadas pela editora americana DC Comics. Koriand'r é uma princesa alienígena do planeta Tamaran, que juntamente com Ravena e Ciborgue é uma personagem criada por Marv Wolfman e George Pérez exclusivamente para a estreia dos Novos Titãs em 1980 na edição #26 da série DC Comics Presents.

Então, como parte de sua vingança, Komand'r traiu seu planeta e forneceu informações detalhadas sobre a defesa de Tamaran aos seus inimigos, a Cidadela. Eles conquistaram Tamaran com facilidade, e a princesa Koriand'r foi entregue pela irmã como escrava em troca da não invasão do planeta, e como parte do tratado, Kori não poderia voltar, caso contrário a Cidadela voltaria para destruir seu planeta. Passando de mão em mão, finalmente a princesa conseguiu fugir em uma nave espacial, mas logo estava sendo perseguida por caças da Cidadela. Sua nave entrou na órbita da Terra, onde foi recapturada. Porém, graças a intervenção de Robin e dos Jovens Titãs, foi novamente liberta. Após uma grande batalha, os guerreiros da Cidadela que não foram destruídos fugiram. Koriand'r ficou na Terra e passou a fazer parte dos Jovens Titãs, com o nome de Estelar. Desde a primeira vez que viu Dick Grayson (na época Robin) Koryand'r se apaixonou perdidamente por ele. Porém Dick demorou a corresponder a esse amor e acabou à decepcionando algumas vezes. 

Estelar era extremamente gentil e inocente, mas quando ameaçada reagia violentamente, com uma fúria que precisava ser contida por Dick. Tem a pele dourada e os olhos verdes, como todos os tamaraneanos. Ela é alta e seu traje em tons de roxo e violeta deixa grande parte de seu corpo à mostra. 

Estelar é uma titã exilada do planeta Tamaran, um mundo que há milênios vive na tênue linha entre guerra e paz. Em uma das aventuras da jovem equipe da DC, a heroína teve que retornar a Tamaran porque a guerra contra uma raça superpoderosa chamada Psions estava incontrolável.
Para dar fim ao conflito, os Psions lançaram um ataque final que implodiu o núcleo de Tamaran. Aqueles que permaneceram no planeta foram mortos instantaneamente. Apenas um grupo liderado pela Estelar conseguiu escapar antes do ataque.

Estelar já foi casada com o Príncipe Karras e com o General Phy’zzon. Entretanto, seu casamento com o Karras aconteceu apenas para selar um acordo de paz.

Estelar nasceu no planeta alienígena Tamaran, o oitavo planeta da estrela Vega. Os habitantes de Tamaran possuem a pele dourada e a capacidade de consumir energia de Vega. Então eles a convertem no poder de voar. Filha mais nova do rei Myand’r e da rainha Luand’r, ela possui grande rivalidade com sua irmã mais velha Komand’r, a herdeira legítima do trono. Mas sua irmã nasceu com uma deficiência que a impedia de absorver a energia de Vega (raios ultravioletas) e assim perdeu seu lugar de direito na linha de sucessão.

Entre suas principais habilidades estão sua capacidade de voo a partir da conversão da energia solar, disparar rajadas de energia pelas mãos e raios estelares.

Estelar ainda tem um outro poder. Ela é capaz de aprender qualquer idioma alienígena simplesmente tocando a pessoa que fala esse idioma. Em certas ocasiões, ela faz questão de aprender o idioma através de um beijo.

Ela ainda tem mais dois irmãos. Estrela Negra, que não possui grandes habilidades por causa de uma doença rara; e Ryand’r, que possui as mesmas habilidades da irmã. Este foi apresentado na revista Green Lantern #141 publicada em junho de 1981.

Ela teve relacionamento com mais de um Robin. Com Dick Grayson, ela precisava aprender nosso idioma através dele e o beijo levou a um romance. Já em Novos 52, ela fez parte da equipe do Capuz Vermelho e os Renegados e teve um caso com Roy Harper, o Arsenal.

A “pouca roupa” da personagem nos quadrinhos tem uma explicação e é por sua especie absorver raios ultra violetas através da pele.
Depois que seus pais morreram e seu planeta natal foi destruído, a heroína se isolou na Ilha de Temiscira e lá aperfeiçoou suas habilidades de luta e se conectou com a Mulher-Maravilha e as amazonas.
Estelar já fez parte das equipes: Novos Titãs, Renegados, Liga da Justiça, R.E.B.E.L.S e Os Fora da Lei.

Fonte:

https://vitaminanerd.com.br/10-curiosidades-sobre-estelar/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Estelar




GAMORA: Planeta ZEN-WHOBERI







A história de Gamora envolve duas linhas do tempo. Em uma delas, seu planeta Zen-Whoberi está vivo e bem. Em outra, todos os habitantes morreram e ela é a última sobrevivente.
Acontece que Thanos usou uma tecnologia para olhar e viajar 20 anos no futuro. Ele viu a vida no planeta Zen-Whoberi ser dizimada por uma religião totalitária chamada Igreja Universal da Verdade. 
Ao invés de impedir o massacre, Thanos notou que uma criança havia sobrevivido e decidiu voltar com ela 20 anos no tempo. 
O Titã Louco criou a garota como sua filha.
Em diversas ocasiões Gamora tentou salvar seu planeta lutando contra a Igreja Universal da Verdade, mas não se sabe se ela conseguirá evitar o massacre.




GALACTUS: Planeta TAA


Galactus é o único sobrevivente do universo que existia antes do Big Bang. Ele nasceu há bilhões de anos no planeta Taa e tinha o nome de Galan. 
O planeta Taa era uma espécie de paraíso, o local mais avançado tecnologicamente em todo o universo pré Big-Bang.

Galan era um cientista e informou o seu povo da destruição iminente do universo. Ele convenceu algumas pessoas a fugir com ele em uma nave espacial como uma espécie de último ato de heroísmo ao seu povo.

Os habitantes que ficaram em Taa morreram quando o Big Bang aconteceu. Os tripulantes da nave morreram quando um ser cósmico chamado Sensibilidade apareceu. Dentro da nave, a Sensibilidade e Galan se fundiram em um único ser: Galactus, o Devorador de Mundos.

Antes do universo ter início, outro existia e Galactus é um dos únicos sobreviventes dele, além da Força Fênix (falaremos mais sobre isso depois). 

Lá, ele se chamava Galan e vinha de um planeta chamado Taa. Esse planeta era habitado por seres humanoides e, até então, era um paraíso tecnológico e social perfeito. Uma verdadeira utopia.


Porém, quando o evento que deu origem ao novo universo aconteceu, Galactus foi tragado para a Terra-616, onde se tornou mais que apenas um ser humanoide e se tornou uma entidade mais antiga que o próprio tempo.


Porém, ele não foi o único a vir desse universo primordial. Junto com ele, surgiu um Ovo Cósmico que, quando chocado, deu início à Força Fênix, que foi responsável pela criação de vida em todo o Universo. Para contrabalancear a sua criação, a entidade deu poderes a Galan e o imbuiu de uma poderosa energia cósmica.



Essa energia o deixava faminto de uma forma tenebrosa, de modo que as únicas coisas que saciavam seu apetite eram planetas. A partir daí, ele deixou de ser Galan e se tornou Galactus, o Devorador de Mundos.


O próprio Galactus fez um uso monumental de seus poderes cósmicos para construir a Nave-Mundo. Ali dentro, ele preservou um sistema solar inteiro, em homenagem à Archeopia, o primeiro planeta que ele devorou - e que fazia parte desse sistema solar -, além disso, batizou a nave de Taa II, para relembrar de seu planeta natal para sempre.

A nave o ajudava a se alimentar sem gastar tanta energia e também servia como um lembrete. Archeopia era um planeta habitado e isso deixou Galactus extremamente perturbado. Nos séculos seguintes, ele se alimentava apenas de planetas inabitados, porque a própria Taa II o lembrava disso... porém, com o tempo - e sua fome - ele esqueceu de seus próprios valores morais.

Senhor de seus arautos

Com o passar dos anos, a fome de Galactus se intensificava cada vez mais. Dessa forma, os intervalos de tempo entre cada planeta devorado foram diminuindo exponencialmente. Aos poucos, Galactus terminava de se alimentar e já partia em busca de outro planeta.

Em uma dessas incursões, ele parou em Zenn-La, onde conheceu Norrin Radd, que barganhou pelo seu planeta natal e acabou transformando-se no primeiro arauto de Galactus, o Surfista Prateado. Com o Surfista, Galacrus fez sua primeira incursão - falha - na Terra e foi adquirindo inúmeros novos arautos ao longo dos anos, incluindo vários terráqueos.

Embate contra o Titã Louco

Enquanto ia se alimentando, Galactus se deparou com uma nova - e crescente - ameaça: Thanos, o Titã Louco. Os dois se encontraram algumas vezes e Thanos sempre esteve obcecado pela Morte, o que preocupou até mesmo Galactus.

Entretanto, os dois só chegaram a se combater arduamente quando Thanos tomou posse da Manopla do Infinito e aniquilou metade da população de todo o Universo. Percebendo que era tarde demais, Galactus se uniu com outras entidades para enfrentar o Titã Louco - e todos foram derrotados por ele.

Forma primordial

Depois que os problemas referentes a Thanos foram resolvidos, Galactus acabou se encontrando mais uma vez com o Senhor Fantástico - do Quarteto Fantástico, e em um estudo amplo, o herói conseguiu reverter o Devorador de Mundos à sua forma primordial.

Devido à quantidade enorme de energia que ele possuía, foi revelado que Galactus era na realidade, uma estrela senciente. Posteriormente, ele "morreria" e voltaria à vida, graças à sua energia descomunal.
Atravessando realidades

Quando Ultron dominou a Terra e alguns Vingadores precisaram modificar a realidade para derrotá-lo, houve uma grande colisão de realidades, de modo que alguns personagens foram jogados ou trazidos de Universos Diferentes. Nisso, o Galactus da Terra-616 acabou sendo expelido para a Terra Ultimate.

Lá, ele acabou se mesclando com um exército de drones, que é sua versão daquele universo - e por pouco não devorou o Planeta Terra daquela realidade. Porém, ele foi expulso para a Zona Negativa, de onde saiu novamente na Terra-616.

Portador Vital

Assim que as realidades foram restauradas com o fim das Guerras Secretas, um grupo de heróis - os novos Supremos - surgiram, dispostos a resolver problemas que poderiam ameaçar novamente o Universo. O primeiro desses problemas foi Galactus, que foi procurado pelo grupo para que eles pudessem dar fim à sua fome eterna.
Dessa forma, os heróis conseguiram fazer com que Galactus passasse por um processo similar ao que o transformou no Devorador de Mundos. De lá, ele surgiu renovado, usando sua energia cósmica para criar vida e não destruir. Sua primeira atitude foi restaurar Archeopia, o primeiro planeta que ele devorou.
Obviamente, a mudança não durou muito tempo e logo ele voltou ao seu estado "normal".

O poder de Galactus

Galactus sempre foi um ser poderosíssimo em todo o cosmo. Seu domínio sobre matéria e energia atingem níveis divinos, e ele também é imortal, de forma que não consegue envelhecer, e mesmo que morra, é ressuscitado automaticamente. Ele é invulnerável e possui habilidade de transferir seus poderes para outras pessoas.
Como Portador da Vida, Galactus se tornou capaz de recriar planetas, reconstruir sistemas solares inteiros, manipular moléculas e curar não apenas a si próprio, mas também a outros e uma série de novos poderes que o tornaram extremamente poderoso.