INÍCIO

20 janeiro 2024

LULA O MELHOR PRESIDENTE DA HISTÓRIA

AVANÇOS TRAZIDOS POR LULA E OS PROGRESSISTAS PARA O BRASIL 


LULA O MELHOR PRESIDENTE 
DA HISTÓRIA DO BRASIL
(1)

(Foto: metropoles)


1. Lula foi o presidente que mais promoveu inclusão social na história do Brasil 

Por meio de políticas de distribuição de renda, do estímulo ao crédito, do aumento real do salário mínimo, da criação de empregos e também da ampliação do acesso à educação, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu algo inédito na história do Brasil: crescimento econômico com inclusão social. A disparidade na distribuição de renda no país caiu de forma ininterrupta entre 2002 e 2015, voltando a crescer a partir de 2016 (não por coincidência, ano do golpe contra Dilma Rousseff). O índice de Gini, que mede o nível de desigualdade social, recuou de 0,583 para 0,547 no Brasil entre 2002 e 2017. Quanto mais perto de 1, mais desigual é um país.

Um dos principais responsáveis pela diminuição da miséria do país foi o Bolsa Família, maior programa de transferência de renda do mundo, utilizado como modelo para programas em mais de 15 países. Para cada R$1 investido no programa, R$ 1,78 voltava à economia mundial. Infelizmente, o programa foi extinto por Jair Bolsonaro.


2. A era Lula foi o período de maior crescimento econômico na história recente do país (2002 a 2011)

Quando Lula assumiu, éramos a 13ª economia do mundo, Lula não só alçou o Brasil ao sétimo lugar no ranking como pagou a dívida contraída por FHC com o Fundo Monetário Internacional LIVRANDO O PAÍS DAS EXIGÊNCIAS DO FMI. Em 2009, pela primeira vez na história, o Brasil emprestou dinheiro ao Fundo: US$ 10 bilhões para ajudar países emergentes em meio à crise internacional. 
Em 2012, novo empréstimo de US$ 10 bilhões, agora para a zona do euro, com uma exigência: participação mais efetiva dos países em desenvolvimento nas decisões do Fundo.

Lula conseguiu conduzir o Brasil pela crise econômica global de 2008, lançando mão de políticas econômicas anticíclicas para manter a economia aquecida, colocando o pobre no centro do orçamento, com fortalecimento dos bancos públicos para expansão do crédito, ampliação do financiamento ao setor exportador e estímulo ao mercado interno.

Em 2010, Lula promoveu a maior capitalização de toda a história mundial: a capitalização da Petrobras promoveu uma injeção de R$ 120 bilhões de reais levantados com a emissão de mais de 4 bilhões de ações, buscando no mercado parte do recurso necessário para a exploração do Pré-Sal, maio reserva de petróleo em águas profundas descoberta no século. 

No mesmo ano, Em 2010, Lula terminou seu segundo mandato em um Brasil com crescimento econômico recorde de 7,5%. Um motivo que fala sobre si só sobre por que Lula foi o melhor presidente do Brasil.


3. Possibilitou a ascensão de milhões de pessoas à Classe C

Entre 2003 e 2010, 32 milhões de brasileiros saíram da pobreza e entraram na classe média. No ano de 2008, pela primeira vez, a maior parte da população pertencia à classe C, graças à diminuição das classes D e E. 

Em 2002, 44% da população pertencia à classe C, composta por pessoas com renda familiar mensal de 2,5 a 11 salários mínimos. Oito anos depois, ela correspondia a 52% dos brasileiros, enquanto a classe E encolhia de 30,5% para 18,5%. No topo da pirâmide, as classes A e B passaram de 13% para 15,5%.


4. Criou 15 milhões de empregos formais

Esse foi um dos maiores legados deixados pelo ex-presidente, que trouxe o conceito de dignidade à realidade das pessoas. De 2003 a 2010, foram criados 14.725.039 empregos, mais do que a soma dos governos Sarney, Collor e Itamar juntos. Nos 15 anos anteriores, essa soma é de apenas 10,4 milhões. Quando deixou a presidência, em 2010, a taxa de desemprego no Brasil era de 6,7%, a menor em 8 anos. 

Entre 2003 e 2015, foram criados 20 milhões de empregos formais, com carteira assinada e direitos trabalhistas

Lula também foi responsável pela política de valorização do salário mínimo. Lula foi o presidente que concedeu maior aumento de salário mínimo na história do Brasil, desde sua criação , em 1 de maio de 1940
O ganho real, acima da inflação, do salário mínimo, entre 2003 e 2010, foi de 53,6%. Entre 2002 e 2015, o aumento real foi de 76,54%. A política de valorização do salário mínimo, um dos pilares da inclusão social do período (que se tornaria modelo para o mundo), foi uma das principais responsáveis por manter a economia aquecida durante a crise econômica internacional de 2008.

Sem as políticas implementadas por Lula, o salário atual seria de apenas R$ 694 reais.


5. Sem diploma, foi o presidente que mais investiu em educação

Programas como o Prouni, o Reuni e a reformulação do Fies permitiram que o número de estudantes universitários mais do que dobrasse, aumentando 4,5 milhões de vagas e chegando a mais de 8 milhões de universitários em 2015.
Sob os governos do PT, o número de matrículas universitárias aumentou 130%.
Em 2002, eram 3,4 milhões de vagas, enquanto em 2015 o Brasil contava com 8,02 milhões de universitários. 
Os governos do PT foram responsáveis pela criação de 18 novas universidades federais e 184 novos campi universitários federais ao redor do Brasil, levando educação de qualidade para o interior do País.

Em relação ao ensino técnico, os governos de Lula e Dilma foram capazes de fazer em 13 anos o que os governos anteriores não fizeram em um século: entre 1909 e 2002, foram construídas 140 escolas técnicas. Entre 2003 e 2016, foram entregues à população 500 escolas técnicas federais.


6. Investiu em agricultura familiar 

Lula foi o presidente do Brasil que melhor cuidou daqueles que fornecem mais de 70% dos nossos alimentos. 
O PAA (Programa  de Aquisição de alimentos) foi criado em 2003, no âmbito do Fome Zero, com a finalidade de promover o acesso à alimentação e incentivar a agricultura familiar (foi instituído pelo art. 19 da Lei nº 10.696, de 02 de julho de 2003, no âmbito do Programa Fome Zero). 
O PNAE, Programa Nacional de Alimentação Escolar, foi criado em 1997, mas somente em 2009 (gestão Lula) foi definido que 30% da merenda escolar deveria vir da agricultura familiar (natural e sem agrotóxicos). 

PNAE: Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) é um programa do Governo brasileiro para oferecer alimentação escolar e ações de educação alimentar e nutricional a estudantes de todas as etapas da educação básica pública. Segundo o artigo 3º da Resolução no 26 de 17 de junho de 2013, que dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar aos alunos da Educação Básica no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar, o PNAE tem por objetivo “contribuir para o crescimento e o desenvolvimento biopsicossocial, a aprendizagem, o rendimento escolar e a formação de práticas alimentares saudáveis dos alunos, por meio de ações de educação alimentar e nutricional e da oferta de refeições que cubram as suas necessidades nutricionais durante o período letivo

O PNAE chegou a ser a maior política de alimentação gratuita dos estudantes do país. Consolidado durante o governo Lula, o Pronaf oferece financiamento a juros baixos para pequenos agricultores familiares que queiram investir na produção. Outros programas dos governos petistas também melhoraram a vida das pessoas do campo, como o Luz para Todos, o Bolsa Família, o Água para Todos e o Um Milhão de Cisternas.


7. Governou com destaque para o Meio Ambiente e combate ao desmatamento

Em 2010, o desmatamento na Amazônia atingiu a menor taxa desde 1977, com redução de 80%. Em 2004, o governo Lula implantou o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm).

Em 2008, Lula criou o Fundo Amazônia, uma iniciativa pioneira para arrecadar recursos financeiros, junto aos países desenvolvidos, que seriam destinados a manter de pé a maior floreste tropical do mundo, ajudando assim a combater as mudanças climáticas. 
Até 2019, o fundo já havia recebido cerca de R$ 3,4 bilhões da Noruega, Alemanha e da Petrobras (empresa mista, público privada). O programa se tornou o principal instrumento nacional para custeio de ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, além de promover a conservação e o uso sustentável do bioma amazônico

Em 2009, o Brasil apresentou a proposta mais ousada entre os países na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 15): reduzir de 26,1% a 38,98% a emissão de gases do efeito estufa (principalmente advindos do desmatamento da Amazônia) até 2020. Reafirmando sua liderança na questão climática, o Brasil visava induzir os países desenvolvidos não-signatários do protocolo de Kyoto a assumir a meta de 40% de redução da emissão de gás carbônico.


8. Criou políticas sociais como Cisternas, Luz Para Todos, Brasil Sorridente, além de políticas para a promoção de igualdade racial

As políticas sociais de Lula tornaram-se exemplo para muitos países do mundo. O Bolsa Família é um sucesso estrondoso, que tirou 36 milhões de pessoas da pobreza em 10 anos e reduziu em 25% a taxa de extrema pobreza no Brasil

Mas para além do Bolsa Família, existem outras políticas de Lula que fizeram toda a diferença na vida dos brasileiros, como o Programa de Cisternas, que levou água de beber a 1,5 milhão de casas e escolas de 2003 a 2015

o programa Luz para todosque levou energia elétrica pela primeira vez, a 3,3 milhões de famílias e o Brasil Sorridente, que beneficiou 83 milhões de pessoas com tratamento dentário, de 2004 a 2015.

Logo no início de seu governo, Lula criou a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), com status de ministério. 

Em 2010, o ex-presidente sancionou o Estatuto da Igualdade racial, para incentivar políticas de inclusão da população negra, no mercado de trabalho, ensino e ocupação, a obrigatoriedade do ensino de história africana o currículo escolar e a manutenção do direito de propriedade da terra aos remanescentes quilombolas

Dados do IBGE mostram que as políticas públicas de acesso ao ensino superior com FIES e PROUNI e a expansão de vagas nas universidades públicas permitiram que mais pessoas negras ingressassem na universidade. O Governo Lula criou a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (Unilab), com campus em Redenção (Ceará) e São Francisco do Conde (Bahia) que reúne estudantes do Brasil com professores e alunos da África de língua portuguesa. O objetivo da faculdade é promover a aproximação e troca de conhecimento entre o Brasil e a África.

Com o Minha Casa Minha Vida, milhões de famílias de baixa renda realizaram  o sonho da casa própria. Entre 2009 e 2014, foram 6,8 milhões de beneficiários; 1,7 milhões de moradias entregues em 5.288 municípios. O investimento no programa nesse período foi de R$ 217 bilhões e mais de 1 milhão de empregos foram gerados.


9. Possibilitou a descoberta do pré-sal

No governo Lula, a Petrobras, investindo em pesquisa e prospecção descobriu a Maior jazida de petróleo do mundo encontrada no sec. XXI, no ano de 2006, que nos tornou autossuficientes em petróleo, e só foi possível graças a uma decisão política do governo Lula, que permitiu que a Petrobras investisse em tecnologia e expertise para exploração do pré-sal, área que gerava receio em outras empresas petroleiras por sua complexidade é inerente dificuldade. A produção diária de petróleo no pré-sal chegou a 1 milhão de barris por dia em 2016.

Nas palavras de Lula: “A Petrobras investia 40 bilhões de reais por ano. Nós não descobrimos o pré-sal para exportar petróleo cru, foi para exportar derivados e ter uma indústria petroquímica poderosa no Brasil. É por isso que usamos a frase “o Pré-sal é o passaporte do futuro”, por isso que colocamos 50% dos royalties do petróleo na educação e também pensamos em criar um “fundo do povo brasileiro”, relembrou. “Tudo isso está sendo destruído, venderam”, lamentou o ex-presidente.


10. Criou o maior programa habitacional da história, o Minha Casa, Minha Vida

Os objetivos do Minha Casa, Minha Vida, lançado em 2009, eram ao mesmo tempo diminuir o déficit habitacional da população mais pobre e gerar empregos, aquecendo a economia por meio da construção civil. De 2009 até maio de 2016 (mês do golpe), foram contratadas 4,2 milhões de moradias, das quais 2,7 milhões foram entregues, beneficiando cerca de 10 milhões de pessoas em 96% dos municípios brasileiros. 

Metade das casas foram financiadas para famílias com renda de até R$ 1.800. Alavancou-se um investimento recorde em habitação, de cerca de R$ 300 bilhões. Foram gerados 1,7 milhão de empregos – 1,2 milhões de empregos diretos e 500 mil indiretos.


11. Ajudou a tirar o Brasil do Mapa da Fome

Quando se tornou presidente da República, em 2003, Lula assumiu o compromisso de garantir que todos os brasileiros e brasileiras fizessem ao menos 3 refeições diárias. A consequência disso foi que o Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU pela primeira vez em 2014 graças a um conjunto de ações e políticas afirmativas e de distribuição de renda, como o Bolsa Família, que permitiram que os brasileiros pudessem se alimentar e viver com dignidade. Por que Lula foi o melhor presidente do Brasil? Porque cumpriu sua promessa e promoveu uma verdadeira revolução social no Brasil.


12. Brasil se tornou liderança mundial, com papel de destaque na política externa

Lula elevou o Brasil a um protagonismo internacional inédito. Seu governo fortaleceu o Mercosul, criou a Unasul, o Conselho de Defesa da América do Sul e, em seguida, da Comunidade de Estados Latino-Americanos e do Caribe, além de aumentar os postos de representações diplomáticas em pontos importantes, inclusive no Oriente Médio. 

O governo Lula estabeleceu o IBAS com Índia e África do Sul e os BRICS, incluindo Rússia e China, além de fortalecer as relações com a União Europeia e conquistar posição de respeito em decisões importantes na ONU e no G20.




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CONQUISTAS DA ESQUERDA 



Décimo terceiro salário

Era reivindicado por trabalhadores desde a Era Vargas. Em 1953, na Greve dos 300 mil, estava na pauta dos que foram às ruas. Foi legalizado por João Goulart (presidente progressista) em 1962, mas recebeu duras críticas dos patrões, para quem a aprovação da lei resultaria em uma quebradeira geral das empresas no Brasil. Somente em 1988 foi assegurado pela Constituição Federal.

Salário mínimo

A definição de um piso salarial nacional era uma reivindicação antiga de movimentos de trabalhadores, tendo constado na pauta da greve de 1917. O direito foi efetivado somente em 1936, mas com 14 valores diferentes, variando de acordo com a região do país. Além disso, não havia programação para reajustes, o que deixava os trabalhadores com rendimentos defasados por até oito anos. Em 1984, os salários foram equiparados em todo o Brasil. Na Constituição de 1988, foi instituído como direito básico de todo trabalhador.


Jornada de 44 horas semanais

A redução da duração das jornadas diárias de trabalho, que já foi de 16 horas no início do século XX, sempre foi uma reivindicação dos sindicatos. A Constituição de 1934 fixou as oito horas diárias, com limite de 48 horas semanais. Só em 1988, após algumas categorias conquistarem individualmente sua redução de jornada através dos seus sindicatos, que o limite de 44 horas semanais foi garantido a todos os trabalhadores.


Seguro-desemprego

A preocupação com desemprego pós-Plano Cruzado levou os sindicatos a pleitearem um amparo legal em caso de demissões sem justa causa. O benefício Seguro-Desemprego foi criado em 1986 e incorporado à Constituição dois anos depois. Desde então, ele ampara os trabalhadores no difícil momento, cheio de incertezas, em que se busca um novo emprego.


Férias

Nas primeiras décadas do século XX, a classe trabalhadora se mobilizava e se organizava mais a cada dia, protagonizando grandes greves por todo o Brasil. Uma das consequências foi a publicação de um decreto em 1925 que concedia 15 dias de descanso remunerado a cada ano trabalhado. Essa é considerada a primeira lei trabalhista geral do país, ou seja, que beneficiava todos os trabalhadores, independentemente de gênero, idade e condições de saúde.

No início, o direito a FÉRIAS foi bastante desrespeitado pelos empregadores. Foi preciso que os sindicatos liderassem mobilizações para reivindicar o cumprimento de uma lei que já estava em vigor!

Em 1933, a lei de concessão de férias foi aprimorada. E em 1943, passou a integrar a Consolidação das Leis de Trabalho – CLT.

Já a concessão do adicional de um terço do salário, nas férias, surgiu bem mais tarde, somente com a Constituição de 1988 – e também foi fruto da mobilização provocada pelo movimento sindical brasileiro.


Horas extras

Com o estabelecimento da jornada de trabalho de 48 horas semanais, em 1932, uma das consequências foi a regulamentação das horas extras. Com isso, os trabalhadores passaram a ser recompensados pelo trabalho adicional com o recebimento de um valor maior pela hora. Posteriormente, também foi definido um limite diário de horas extras, de modo a proteger a saúde dos trabalhadores.


Adicionais de insalubridade e periculosidade

O direito a ter um trabalho saudável, que não gere nenhum prejuízo físico ou mental ao trabalhador, começou a ser reivindicado no mundo com a Revolução Industrial, nos séculos XVIII e XIX. Mas a obtenção de proteções e compensações aos riscos dos trabalhadores foi conquistada a duras penas, ao longo de muitos anos, graças aos movimentos sindicais. Afinal, historicamente, a preocupação com a saúde dos empregados nunca foi uma pauta importante para os empregadores. Mas à medida em que foram aparecendo problemas de saúde decorrentes da exposição a riscos e agentes nocivos pelos empregados, a conscientização foi ganhando força até se tornar um direito constitucional.

O ADICIONAL DE INSALUBRIDADE surgiu na legislação brasileira em 1940, quando entrou em vigor o Decreto-Lei nº 2.162. Além de instituir o salário mínimo brasileiro, a lei previa, em seu artigo 6º, um acréscimo de remuneração “para os trabalhadores ocupados em operações insalubres, conforme se trate dos graus máximo, médio ou mínimo”, na proporção de “40%, 20%, ou 10%, respectivamente.”

Já o ADICIONAL DE PERICULOSIDADE foi criado em 1955, estabelecendo um acréscimo de 30% sobre os salários de trabalhadores que exercessem suas atividades em contato permanente com inflamáveis. Posteriormente, o conceito de periculosidade foi sendo expandido para outras atividades de risco.


Aposentadoria

No início do século XX, o Brasil dependia fortemente das estradas de ferro. Essa dependência dava grande força às greves dos ferroviários, que “paravam o país”. Uma das reivindicações da categoria era o direito à APOSENTADORIA, que levou à promulgação da Lei Eloy Chaves, em 1923, voltada para os ferroviários do setor privado. A lei (Decreto Legislativo 4.682) obrigava as companhias ferroviárias do país a criar uma caixa de aposentadorias e pensões (CAP), departamento incumbido de recolher a contribuição do patrão e dos funcionários e pagar o benefício aos aposentados e pensionistas.

Apesar de ser voltada somente para uma categoria profissional, a lei foi o embrião para o estabelecimento da aposentadoria no país. Nas décadas de 1920 e 1930, as CAPs foram estendidas a empresas de outros ramos, como o portuário, a navegação marítima e a aviação. Em 1933, foram criados os IAPs (institutos de aposentadorias e pensões), que beneficiavam toda uma categoria, não apenas trabalhadores de empresas específicas. Em 1960 as regras das CAPs e IAPs foram unificadas, fixando valores máximos para contribuição e benefícios. O Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) surgiu em 1966, extinguindo as CAPs e IAPs; e em 1990, passou a se chamar Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).


Concluindo

Esses são apenas oito dos inúmeros direitos trabalhistas cuja criação teve a pressão dos sindicatos. O objetivo é mostrar como o movimento sindical no passado foi responsável pela criação de regras que beneficiam milhões de brasileiros no presente. Assim, fica mais fácil termos gratidão pela atuação dos sindicatos, federações, confederações e centrais sindicais. E mais: fica claro que direitos trabalhistas não são “concessões ou favores dos patrões”, e sim consequência. Por isso, é fundamental continuarmos mobilizados e apoiarmos o sindicato – afinal, há (e sempre haverá) muitos empregadores e políticos interessados em retirar direitos para aumentar seus lucros.





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20/I/2024

GANYMEDE E ZEUS

Neste dia, no começo do signo de Aquário, honramos Ganimedes, o belo rapaz na flor da juventude que foi transportado para o Olympus por Júpiter/Zeus.

Antinous foi chamado de “Ganimedes moderno” pelos romanos, que igualou Hadriano a Júpiter. 

A Águia de Zeus carregou Ganymede ao Olympus!
A Águia Imperial carregou Antinous à Roma!


Γανυμήδης
Ganymedes, 
Cataminus, 
Aquarius, 
Príncipe de Troya, 
Copeiro de Zeus, 
Zeus “Lil-Boy-Toy”, 
O mais belo dos mortais

Na Grécia e Roma antigas, um catamita, do latim: catamītus, era um menino púbere, adolescente, que era companheiro íntimo de um homem mais velho, geralmente em um relacionamento homoafetivo. 
Geralmente a palavra catamita era um termo de afeto e significa literalmente “Ganimedes” em latim. O vocábulo deriva do nome próprio Catamitus, a forma latinizada de Ganimedes, (via Etruscos) nome do belo jovem príncipe troiano sequestrado por Zeus para ser seu companheiro e copeiro no Olimpo, segundo a mitologia grega. 
A forma etrusca do nome era Catmite, de uma forma grega alternativa do nome, Gadymedes.


AQUARIUS

A região do céu em que a constelação de Aquário ou Aguadeiro se encontra é conhecida como o Mar ou As Grandes Águas, pela proximidade com outras constelações associadas a criaturas ou entes aquáticos, como a Baleia e o Peixes.

Os antigos viam nessas estrelas a figura de um jovem homem vertendo água de uma ânfora. 
É a constelação símbolo da Era da Aquário, à qual empresta seu nome. 

No mito grego, também é relaciobada como representação do príncipe troiano Ganímedes raptado por Zeus. 

Os antigos astrólogos consideravam que duas estrelas desta constelação: Sadalmelik e Sadalsuud, estavam associadas à boa sorte. 

Tal associação provavelmente surgiu porque o Sol se encontrava nesta constelação durante a época das chuvas na antiga Mesopotâmia. 
A região celeste em torno de Aquário é a parte do céu relacionada à água. Muitas das constelações nesta região, incluindo Capricórnio, Peixe Austral, Baleia, Peixes, o próprio Aquário e, um pouco mais distante, Delfim e Eridano, estão associadas à água.

ASTRONOMIA

Hoje em homenagem a esse amor entre Zeus e Ganymede, um dos satélite galileano que orbita o planeta Júpiter, foi nomeado Ganinedes. 



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(WP)











 

16 janeiro 2024

PÃO NOSSO DE CADA DIA

NOVAS VARIEDADES DE TRIGO E DOENÇAS. 
HÁ UMA LIGAÇÃO?


Old and modern wheat (Triticum aestivum L.) cultivars and their potential to elicit celiac disease

Darina Pronin, Andreas Börner e Katharina Anne Scherf 

I

One potential explanation for the increasing prevalence of celiac disease (CD) over the past decades is that breeding may have inadvertently changed the immunoreactive potential of wheat. To test this hypothesis, we quantitated four CD-active peptides, namely the 33-mer and peptides containing the DQ2.5-glia-α1a/DQ2.5-glia-α2 (P1), DQ2.5-glia-α3 (P2) and DQ2.5-glia-γ1 (P3) epitopes, in a set of 60 German hexaploid winter wheat cultivars from 1891 to 2010 and grown in three consecutive years. The contents of CD-active peptides were affected more by the harvest year than by the cultivar. The 33-mer and P1 peptides showed no tendency regarding their absolute contents in the flour, but they tended to increase slightly over time when calculated relative to the α-gliadins. No trends in relative or absolute values were observed for the P2 and P3 peptides derived from α- and γ-gliadins. Therefore, the immunoreactive potential of old and modern wheat cultivars appears to be similar.

Uma explicação potencial para o aumento da prevalência da doença celíaca (DC) nas últimas décadas é que o melhoramento genético pode ter alterado inadvertidamente o potencial imunorreativo do trigo. Para testar esta hipótese, quantificamos quatro peptídeos ativos em CD, nomeadamente o 33-mer e peptídeos contendo DQ2.5-glia-α1a/DQ2.5-glia-α2 (P1), DQ2.5-glia-α3 (P2) e epítopos DQ2.5-glia-γ1 (P3), em um conjunto de 60 cultivares hexaplóides alemãs de trigo de inverno de 1891 a 2010 e cultivadas em três anos consecutivos. Os teores de peptídeos ativos em CD foram afetados mais pelo ano de colheita do que pela cultivar. Os peptídeos 33-mer e P1 não apresentaram tendência em relação ao seu conteúdo absoluto na farinha, mas tenderam a aumentar ligeiramente ao longo do tempo quando calculados em relação às α-gliadinas. Não foram observadas tendências em valores relativos ou absolutos para os peptídeos P2 e P3 derivados de α e γ-gliadinas. Portanto, o potencial imunorreativo das cultivares de trigo antigas e modernas parece ser semelhante.


Introduction

Wheat is a staple food of mankind, but its consumption is also linked to wheat-related disorders, such as celiac disease (CD), wheat allergy or non-celiac gluten sensitivity. CD affects about 1% of the population worldwide and is characterized by chronic inflammation of the small intestine, which results in destruction of the epithelial cells and consequently in nutrient malabsorption (Caio et al., 2019). In genetically predisposed individuals, CD can be initiated by ingestion of the storage proteins of wheat (gliadins, glutenins), barley (hordeins) and rye (secalins) (Abadie, Sollid, Barreiro & Jabri, 2011). Wheat storage proteins comprise gliadins and glutenins and are usually classified into gliadin types (ω5-, ω1,2-, α-, and γ-gliadins) and high- (HMW-GS) and low-molecular-weight glutenin subunits (LMW-GS) (Scherf, Koehler & Wieser, 2016). As their name suggests, prolamins are rich in the amino acids proline and glutamine (Arentz-Hansen et al., 2002, Shan et al., 2005). The disability of human gastrointestinal enzymes to cleave proteins before or after proline and glutamine results in the persistence of large CD-active peptides with nine or more amino acid residues, which are absorbed into the lamina propria and initiate the inflammatory reaction in CD patients (Plugis & Khosla, 2015).

All gluten proteins contain CD-active epitopes with distinct levels of stimulatory potential (Tye-Din et al., 2010), but gliadin peptides are usually considered to be most toxic, inter alia, because the incomplete digestion of gliadins results in a 33-mer peptide (LQLQPFPQPQLPYPQPQLPYPQPQLPYPQPQPF) (Qiao et al., 2004). The 33-mer is derived from α2-gliadin of hexaploid wheats, but not present in tetraploid emmer and durum wheat and diploid einkorn, because the D-genome, which encodes α2-gliadin, is absent (Ozuna, Lehisa, Gimenez, Alvarez, Sousa & Barro, 2015). The 33-mer is considered to be the most immunodominant peptide (Qiao et al., 2005, Shan et al., 2005), because it contains six partly overlapping epitopes, in particular PFPQPQLPY (DQ2.5-glia-α1a, one repetitive unit), PYPQPQLPY (DQ2.5-glia-α1b, two repetitive units) and PQPQLPYPQ (DQ2.5-glia-α2, three repetitive units) (Arentz-Hansen et al., 2000, Sollid et al., 2020). Two monoclonal antibodies (mAbs, A1 and G12) have been developed against the 33-mer for use in enzyme-linked immunosorbent assays (ELISA) for gluten detection (Morón et al., 2008, Morón et al., 2008). The two most commonly used sandwich ELISA test kits are based on the R5 (Valdés, García, Llorente & Méndez, 2003) and G12 mAbs (Morón et al., 2008, Morón et al., 2008).

One hypothesis to explain the rising prevalence of CD in the population (Gatti et al., 2020, Singh et al., 2018) is that wheat breeding may have contributed to increasing the immunostimulatory potential of modern wheats (cultivars developed after 1950) compared to old wheats and landraces (van den Broeck et al., 2010). 

Several studies have already set out to verify or falsify this hypothesis, but with partly contradictory results. A recently developed method based on a stable isotope dilution assay (SIDA) paired with liquid chromatography tandem mass spectrometry (LC-MS/MS) was used to quantitate the 33-mer in 15 old and 23 modern common wheat cultivars, but no trends towards increased contents of the 33-mer in modern cultivars were identified (Schalk et al., 2017, Schalk et al., 2018). 


Malalgoda, Meinhardt & Simsek (2018) used SIDA LC-MS/MS to quantitate two CD-active epitopes, namely DQ2.5-glia-α1 (PFPQPQLPY) and DQ2.5-glia-α3 (FRPQQPYPQ), present in α-gliadins of 30 different spring wheat cultivars from North Dakota of the past 100 years. This study suggested a random variation of the epitope contents over all cultivars and no relation to the cultivar release year. Boukid et al. (2017) determined the antigenicity of 100 Tunisian durum wheat cultivars of the 20th century and the results indicated a high variability in the contents of immunogenic peptides resulting from different environmental conditions, but again not related to the release year of the cultivars. A comparable study found that the DQ2.5-glia-α1a peptide was present in all durum wheat cultivars studied and that the amount was affected more by the cultivar than by the environmental conditions (Prandi, Mantovani, Galaverna & Sforza, 2014)

The same group determined ten immunogenic peptides in old and modern Italian common wheat cultivars and showed that the old cultivars had higher contents of immunogenic peptides than modern ones (Prandi, Tedeschi, Folloni, Galaverna & Sforza, 2017)

Ribeiro, Rodriguez-Quijano, Nunes, Carrillo, Branlard & Igrejas (2016) analyzed 53 modern wheat varieties and 19 old landraces using the R5 competitve ELISA and found that the reactivity did not increase over time, but that landraces even had higher reactivity

Another study by Escarnot, Gofflot, Sinnaeve, Dubois, Bertin, & Mingeot (2018) used A1 and G12 mAbs to analyze 195 wheat accessions and determined no significant differences in reactivity of landraces, old, mid and modern wheat varieties. 

In contrast, van den Broeck, Cordewener, Nessen, America & van der Meer (2015) performed a label-free determination of the immunogenic epitopes DQ2.5-glia-α1a, DQ2.5-glia-α2 and DQ2.5-glia-α3 in three wheat cultivars, demonstrating that one modern wheat cultivar contained a higher amount of the epitopes. In a previous study, van den Broeck et al. (2010) analyzed 36 modern European wheat cultivars and 50 landraces using ELISA. The results indicated that higher amounts of DQ2.5-glia-α1a were present in modern wheat cultivars than in landraces, with the exception of a few modern cultivars.

Taken together, the evidence whether old or modern wheat cultivars have higher or lower contents of CD-active peptides is inconclusive so far, because only small sample sets were studied or samples that were not grown under the same conditions to ensure comparable environmental conditions. Therefore, the aim of our study was to investigate the influence of breeding on the contents of four major CD-active peptides by LC-MS/MS in a very well-characterized sample set of 60 German hexaploid wheat cultivars from 1891 to 2010 grown in three consecutive harvest years. All cultivars and selected gliadin fractions and types were also investigated regarding their influence on the ELISA responses, using the R5 and G12 mAbs to get further insights into their immunoreactive potential.



introdução 

O trigo é um alimento básico da humanidade, mas o seu consumo também está ligado a doenças relacionadas com o trigo, como a doença celíaca (DC), a alergia ao trigo ou a sensibilidade não celíaca ao glúten. A DC afeta cerca de 1% da população mundial e é caracterizada pela inflamação crônica do intestino delgado, que resulta na destruição das células epiteliais e consequentemente na má absorção de nutrientes (Caio et al., 2019). Em indivíduos geneticamente predispostos, a DC pode ser iniciada pela ingestão de proteínas de armazenamento do trigo (gliadinas, gluteninas), cevada (hordeínas) e centeio (secalinas) (Abadie, Sollid, Barreiro & Jabri, 2011). As proteínas de armazenamento do trigo compreendem gliadinas e gluteninas e são geralmente classificadas em tipos de gliadina (ω5-, ω1,2-, α- e γ-gliadinas) e subunidades de glúten de alto (HMW-GS) e baixo peso molecular (LMW- GS) (Scherf, Koehler & Wieser, 2016). Como o próprio nome sugere, as prolaminas são ricas nos aminoácidos prolina e glutamina (Arentz-Hansen et al., 2002, Shan et al., 2005). A incapacidade das enzimas gastrointestinais humanas de clivar proteínas antes ou depois da prolina e da glutamina resulta na persistência de grandes peptídeos ativos para CD com nove ou mais resíduos de aminoácidos, que são absorvidos pela lâmina própria e iniciam a reação inflamatória em pacientes com DC (Plugis & Khosla, 2015).

Todas as proteínas do glúten contêm epítopos ativos para CD com níveis distintos de potencial estimulador (Tye-Din et al., 2010), mas os peptídeos de gliadina são geralmente considerados os mais tóxicos, entre outras coisas, porque a digestão incompleta das gliadinas resulta em um 33-peptídeo mer (LQLQPFPQPQLPYPQPQLPYPQPQLPYPQPQPF) (Qiao et al., 2004)
O 33-mer é derivado da α2-gliadina de trigos hexaplóides, mas não está presente no emmer tetraplóide e no trigo duro e no einkorn diplóide, porque o genoma D, que codifica a α2-gliadina, está ausente (Ozuna, Lehisa, Gimenez, Alvarez, Sousa e Barro, 2015). O 33-mer é considerado o peptídeo mais imunodominante (Qiao et al., 2005, Shan et al., 2005), porque contém seis epítopos parcialmente sobrepostos, em particular PFPQPQLPY (DQ2.5-glia-α1a, um repetitivo unidade), PYPQPQLPY (DQ2.5-glia-α1b, duas unidades repetitivas) e PQPQLPYPQ (DQ2.5-glia-α2, três unidades repetitivas) (Arentz-Hansen et al., 2000, Sollid et al., 2020). Dois anticorpos monoclonais (mAbs, A1 e G12) foram desenvolvidos contra o 33-mero para uso em ensaios imunoenzimáticos (ELISA) para detecção de glúten (Morón et al., 2008, Morón et al., 2008). Os dois kits de teste ELISA sanduíche mais comumente usados ​​são baseados nos mAbs R5 (Valdés, García, Llorente & Méndez, 2003) e G12 (Morón et al., 2008, Morón et al., 2008).

Uma hipótese para explicar a crescente prevalência de DC na população (Gatti et al., 2020, Singh et al., 2018) é que o melhoramento genético do trigo pode ter contribuído para aumentar o potencial imunoestimulante dos trigos modernos (cultivares desenvolvidas após 1950) em comparação com trigos velhos e raças locais (van den Broeck et al., 2010). 


Several studies have already set out to verify or falsify this hypothesis, but with partly contradictory results. A recently developed method based on a stable isotope dilution assay (SIDA) paired with liquid chromatography tandem mass spectrometry (LC-MS/MS) was used to quantitate the 33-mer in 15 old and 23 modern common wheat cultivars, but no trends towards increased contents of the 33-mer in modern cultivars were identified (Schalk et al., 2017, Schalk et al., 2018). 

Vários estudos já se propuseram a verificar ou falsificar esta hipótese, mas com resultados parcialmente contraditórios. Um método recentemente desenvolvido baseado em um ensaio de diluição de isótopos estáveis ​​(SIDA) emparelhado com espectrometria de massa em tandem por cromatografia líquida (LC-MS/MS) foi usado para quantificar o conteúdo de 33-mer em 15 cultivares de trigo comum antigas e 23 modernas, mas nenhuma tendência para aumento de 33-mer foi identificada em cultivares modernas (Schalk et al., 2017, Schalk et al., 2018). 


Malalgoda, Meinhardt & Simsek (2018) usaram SIDA LC-MS/MS para quantificar dois epítopos ativos para CD, nomeadamente DQ2.5-glia-α1 (PFPQPQLPY) e DQ2.5-glia-α3 (FRPQQPYPQ), presentes em α- gliadinas de 30 cultivares diferentes de trigo de primavera da Dakota do Norte nos últimos 100 anos. Este estudo sugeriu uma variação aleatória do conteúdo de epítopos em todas as cultivares e nenhuma relação com o ano de lançamento da cultivar. Boukid et al. (2017) determinaram a antigenicidade de 100 cultivares de trigo duro tunisiano do século XX e os resultados indicaram uma alta variabilidade no conteúdo de peptídeos imunogênicos resultante de diferentes condições ambientais, mas novamente não relacionada ao ano de lançamento das cultivares. Um estudo comparável descobriu que o peptídeo DQ2.5-glia-α1a estava presente em todas as cultivares de trigo duro estudadas e que a quantidade foi afetada mais pela cultivar do que pelas condições ambientais (Prandi, Mantovani, Galaverna & Sforza, 2014).

O mesmo grupo determinou dez peptídeos imunogênicos em cultivares italianas antigas e modernas de trigo mole e mostrou que as cultivares antigas apresentavam maiores teores de peptídeos imunogênicos do que as modernas (Prandi, Tedeschi, Folloni, Galaverna & Sforza, 2017)

Ribeiro, Rodriguez-Quijano, Nunes, Carrillo, Branlard & Igrejas (2016) analisaram 53 variedades modernas de trigo e 19 variedades locais antigas usando o ELISA competitivo R5 e descobriram que a reatividade não aumentou ao longo do tempo, mas que as variedades locais tiveram até maior reatividade. 

Outro estudo realizado por Escarnot, Gofflot, Sinnaeve, Dubois, Bertin, & Mingeot (2018) utilizou mAbs A1 e G12 para analisar 195 acessos de trigo e não determinou diferenças significativas na reatividade de raças locais, variedades de trigo antigas, médias e modernas. Em contraste, van den Broeck, Cordewener, Nessen, America & van der Meer (2015) realizaram uma determinação sem rótulo dos epítopos imunogênicos DQ2.5-glia-α1a, DQ2.5-glia-α2 e DQ2.5-glia -α3 em três cultivares de trigo, demonstrando que uma cultivar de trigo moderna continha uma quantidade maior de epítopos. Em um estudo anterior, van den Broeck et al. (2010) analisaram 36 cultivares de trigo europeias modernas e 50 variedades locais usando ELISA. Os resultados indicaram que quantidades maiores de DQ2.5-glia-α1a estavam presentes nas cultivares modernas de trigo do que nas variedades locais, com exceção de algumas cultivares modernas.

Tomadas em conjunto, as evidências de que cultivares de trigo antigas ou modernas têm teores mais elevados ou mais baixos de péptidos activos em CD são inconclusivas até agora, porque apenas pequenos conjuntos de amostras foram estudados ou amostras que não foram cultivadas sob as mesmas condições para garantir condições ambientais comparáveis. Portanto, o objetivo do nosso estudo foi investigar a influência do melhoramento no conteúdo de quatro principais peptídeos ativos para CD por LC-MS/MS em um conjunto de amostras muito bem caracterizado de 60 cultivares de trigo hexaplóides alemães de 1891 a 2010 cultivadas em três anos de colheita consecutivos. Todos os cultivares e frações e tipos de gliadina selecionados também foram investigados quanto à sua influência nas respostas de ELISA, utilizando os mAbs R5 e G12 para obter mais informações sobre o seu potencial imunorreativo.


Fonte



II

Pesquisa analisou sementes para tentar entender mudanças que podem estar levando ao aumento no número de pessoas com intolerância ou sensibilidade ao glúten


Nos últimos anos, o número de pessoas afetadas por doença celíaca, alergia ao trigo ou sensibilidade ao glúten ou ao trigo aumentou drasticamente. Mas por que isso tem acontecido? Será que as variedades modernas de trigo contêm mais glutén, uma proteína imunorreativa, do que no passado? Os resultados de um estudo do Instituto Leibniz de Biologia de Sistemas Alimentares da Universidade Técnica de Munique e do Instituto Leibniz de Genética Vegetal e Pesquisa de Plantas Culturais ajudam a responder essa pergunta.

Os grãos de trigo contêm cerca de 70% de amido. Seu conteúdo de proteína é geralmente de 10 a 12%. O glúten é responsável pela maior parte dessas proteínas, em geral cerca de 75 a 80%. O glúten é uma mistura composta por diferentes moléculas de proteína e que podem ser divididas em dois subgrupos: ‘gliadinas’ e ‘gluteninas’.

Há muito se sabe que as proteínas do trigo podem desencadear doenças como a doença celíaca ou alergias ao trigo. Aproximadamente um o meio por cento da população adulta é afetada em todo o mundo. Além disso, a sensibilidade não celíaca ao glúten está cada vez mais comum no mundo ocidental.

“Muitas pessoas temem que as variedades modernas de trigo contenham mais proteínas imunorreativas do que no passado e que esta seja a causa do aumento da incidência de doenças relacionadas ao trigo”, comenta Darina Pronin, do Leibniz-Institute for Food Systems Biology, que esteve significativamente envolvida no estudo como parte de sua tese de doutorado. No que diz respeito ao glúten, o grupo de proteínas das gliadinas em particular é suspeito de causar reações imunológicas indesejadas, explica a pesquisadora.


60 variedades de trigo analisadas

Mas quão grandes são as diferenças entre as variedades de trigo novas e antigas? Para ajudar a esclarecer isso, Katharina Scherf e sua equipe do Leibniz-Institute for Food Systems Biology investigaram o teor de proteína de 60 das variedades de trigo mais comuns no período entre 1891 e 2010. Isso foi possível porque o Instituto Leibniz possui um extenso arquivo de sementes. Do arquivo, os pesquisadores selecionaram cinco variedades de trigo principais para cada década dos 120 anos examinados. Para gerar amostras comparáveis, eles cultivaram as diferentes variedades em 2015, 2016 e 2017 nas mesmas condições geográficas e climáticas.

As análises feitas pela equipe de cientistas mostram que, em geral, as variedades modernas de trigo contêm um pouco menos proteína do que as antigas. Em contraste, o conteúdo de glúten permaneceu constante nos últimos 120 anos, embora a composição desse glúten tenha mudado ligeiramente. Enquanto a proporção de gliadinas vistas de forma crítica caiu cerca de 18%, a proporção de gluteninas aumentou cerca de 25%. Além disso, os pesquisadores observaram que uma maior precipitação no ano da colheita foi acompanhada por um maior teor de glúten nas amostras.


Condições ambientais são mais relevantes que variedade

“Surpreendentemente, as condições ambientais, como a precipitação, tiveram uma influência ainda maior na composição da proteína do que as mudanças causadas pela reprodução. Além disso, pelo menos no nível da proteína, não encontramos nenhuma evidência de que o potencial imunorreativo do trigo tenha mudado como resultado dos fatores de cultivo”, explica Katharina Scherf, que agora continua suas pesquisas como professora no Instituto de Tecnologia de Karlsruhe (KIT). No entanto, Scherf também destaca que nem todos os tipos de proteínas contidas no trigo foram investigados no que diz respeito aos seus efeitos fisiológicos. Portanto, ainda são necessárias novas pesquisas.





Fonte











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