Mark Morrisroe:
um diário fotoautobiográfico alternativo #2
Antonio Paim MSc BSc AM
Resumo
Mark Morrisroe, um fotógrafo norte-americano que nasceu em 1959 em Malden uma pequena cidade ao norte de Boston e faleceu em 1989. Levou uma vida muito atribulada com todo tipo de liberdade como convém ao ser humano. Liberdade absoluta. Pode-se dizer que ele foi uns dos primeiros punks, e por isso com uma estética muito particular onde a vida era a própria obra de arte, e os imagens fotográficas eram o registro dessa grande performance que era o viver. Assim como na vida, ele desenvolveu uma fotografia pungente, forte e profunda. Mostrando os momentos vividos embelezados com uma aura de objetos de arte.
Palavras-chave: Fotografia, fotografia alternativa, década de 80, fotobiografia.
Mark Morrisroe. Self Portrait (to Brent), 1982. C-print, negative sandwich, retouched with ink and marker; 20 x 16 inches. Collection: Brent Sikkema. Courtesy Visual AIDS. © The Estate of Mark Morrisroe.
1. Introdução
Meu encontro com o trabalho de Mark Morrisroe foi na XXX Bienal de São Paulo. Andando entre grandes e conhecidos fotógrafos, deparei-me com ele. Foi como ficar suspenso, perder o chão, mergulhar num mar agitado, profundo, frio e ao mesmo tempo quente e viscoso como o sangue, como lava que vulcões vomitam sobre a terra.
O que ele estava mostrando nas fotos me surpreendeu, não pela temática do nu masculino, nem pelas questões de gênero muito menos pela técnica severa e rústica. Demorei alguns instantes para discernir entre tantos sentimentos que me dominavam. Era a vida crua, precária, cotidiana, banal, desejos e expectativas que estava ali bem ante meus olhos.
Tudo ali me desequilibrava. É impossível ficar alheio a estética que ele apresenta em todas as suas imagens. Estão plenos de histórias vividas, são registros eloqüentes do que foi, uma autofotobiografia pungente, forte e tocante.
Mark Richard Morrisroe nasceu no dia 10 de janeiro de 1959, em Malden (Massachucets), uma pequena cidade, com 59 mil habitantes, localizada nos arredores ao norte de Boston, no estado de Massachusetts. Filho de Patrícia Morrisroe e pai desconhecido, Mark Morrisroe costumava dizer que era filho de um assassino em série chamado Albert DeSalvo, por ser esse o proprietário da casa onde os Morrisroe moravam. Sua mãe, alcoolista, depressiva, triste e solitária, presa em seu próprio mundo não se importava muito com o filho. Mark já desde muito cedo viveu mais na rua do que em casa. Em 1975-1976 criou com sua amiga Lynelle White uma revista (fanzine) intitulada “Dirt Mag” usando recortes de celebridades, nessa mesma época ou mesmo um pouco antes saiu de casa. Com a idade de 16 anos prostituia-se para conseguir algum dinheiro que permitisse manter o aluguel de um apartamento e terminar o ensino médio. Chegou a ser atingido na espinha dorsal por um tiro de um cliente desgostoso, o que o obrigou a passar muitas semanas em um hospital e posteriormente a usar uma cadeira de rodas. Com fisioterapia, muitos exercícios e sorte conseguiu deixar a cadeira de rodas, entretanto levou uma fraqueza física, um tipo de andar meio desequilibrado, até o fim da vida.
Com Lynelle White passou a freqüentar a vida noturna dos “Clubs” de Boston. E esse fanzine era uma maneira de chamar a atenção para si. Em 1978, conheceu Jack Pierson (Jonathan Pierce) e apaixonou-se por ele, vivendo um romance que durou três anos. Ao término do ensino médio ganhou uma bolsa de estudo e passou a freqüentar as aulas da Scchool of the Museum of Fine Arts (1977 a 1981).
Seu espírito artístico independente levou-o a entrar em choque com alguns dos professores, que o tratavam com desprezo e desconsideração, segundo testemunho de colegas e amigos. Todavia saiu-se muito bem e com êxito no curso, e ao final do quinto ano ganhou uma bolsa para estudar em Paris. No inverno de 1982 passou alguns meses em Paris, mas logo voltou, pois não gostou muito de permanecer fora, no exterior. Em 1985, mudou-se para New York, uma vez que seus amigos Stephen Tashjian, Pat Hearn and Jack Pierson já moravam la, entretanto estabeleceu-se em um apartamento em Jerssey City, próximo a New York. Em 1986 fez exame para HIV/AIDS e o resultado foi positivo, a partir daí sua saúde se deteriorou. Em 1988 passou o verão na fazenda de seu último companheiro (Ramsey McPhillips), no Oregon. Um ano depois em 24 de julho de 1989 morreu em conseqüência do HIV/AIDS, no centro médico na cidade de Jersey. De acordo com seu desejo seu corpo foi cremado e suas cinzas espalhadas no solo da fazenda de Ramsey McPhillips.
2. Poética: a experiência estética de Morrisroe
Mark conseguiu o apoio que necessitava em sua busca de uma linguagem fotográfica individual, sendo todos os filmes polaróide e a própria câmara (Polaroid 195 Land Camara) doada pela Polaróide através de Eelco Wolf que gerenciava a Polaroid Corporation´s Artist Suport Program.
Através dessas imagens Mark Morrisroe expõe o hedonismo e a fragilidade de um sentimento de família que ele buscou sempre em sua vida. Tornou visível o seu mundo, esse submundo pouco mostrado é agora organizado pelo seu olhar estético. Mas essas imagens agora transformadas pelos processos alternativos de fotografia, como cianotipia goma bicromatada, sandwich prints (um processo que ele próprio desenvolveu), além de polaróides, sobreposição e repetição de negativos, conferem um distanciamento do simples registro indo além da enumeração de fatos: as imagens adquirem uma aura própria, seja pela cor não usual seja pela aproximação da fotografia com a pintura. Suas imagens não narram toda a história, são mais como simulacros de uma realidade fantasmática que nos é permitido ver por uma fresta ou um buraco.
Com suas fotos ele foi a voz que falava de dentro da cena punk que surgia na America do Norte na década de 1970 em diante. Ele lançou luz no modo de vida dele mesmo e na população norte americana que compartilhavam essas mesmas ideias de vida. Seus assuntos preferidos eram as pessoas, seus amigos, amantes, naturezas mortas, como flores secas, pratos no secador de pratos, retratos pendurados na parede e paisagens, performances em shows noturnos nos clubes de Boston e auto-retratos.
Autoretrato To Brent, C-print negative sandwich.
1980. 50,7 X 40,5 cm.
A vida cotidiana mostrada por ele nunca foi ordinária; seus fatos e vivências eram investidos de uma existência extraordinária, o que elevava seus modelos ao status de celebridades. Ele transformava o invisível em visibilidade absoluta, mostrava o brilho a resplandecência do corpo, do momento, mesmo estando o modelo mergulhado na sombra mais escura, na atitude mais corriqueira. Ele aproxima seus modelos de uma existência glamourosa, ao mostrar a imagem e afirmar isto “é” isto “foi”. O ato mais banal se transmuda, se transfigura pela aproximação da vida com a arte. O que mostra bem sua atitude romântica ao mostrar o corpo seja de quem for, ou como estiver, naquele momento.
A meu ver, havia uma profunda proximidade entre ele e o momento, entre ele e o mundo e essa pura proximidade era distância. (o mundo desejado e querido por Morrisroe, era aquele que o segregava, a sociedade medíocre e preconceituosa. Ele evidenciou essa faceta ao mostrar claro como o sol suas imagens sombras.) O distanciamento físico e psicológico para poder perceber-ver o momento e pressionar o botão, registrando o fato, tornando-se um com o registro. Ele o registrou a partir de um ponto de vista particular e o revelou através de uma estética própria, resgatando a liberdade e reafirmando esse mistério que impregna toda realidade humana (una e única).
Suas fotos são uma análise sobre a vida e sobre a realidade especifica que ele vive ou uma desculpa para usar a imagem como veículo para uma estesia do olhar ou ambos, uma erotização do real? Acredito que tudo isso estava em sua mente e em seu fazer artístico. Suas imagens são retratos eróticos da vida, como no auto-retrato “To Brent” de 1980. Há uma celebração da vida, pela forma jovial do corpo, mas ao mesmo tempo um questionamento subjacente ou subconsciente na maneira como dirige o olhar para fora do espaço fotográfico-pictórico.
Em seu diário visual fotográfico há outro auto-retrato no qual ele parece emergir da sombra como um espectro um aparecimento, que tenta se elevar-se do chão, da matéria bruta. (Nesta foto seu olhar vívido nos interroga, a partir de sua sombra, de uma sombra para outra). Pode-se sentir essa energia inesgotável que nos mesmeriza totalmente, (e que continua fluindo desde aquele clique, desde aquele momento em que a imagem foi capturada).
Exótico, erótico e hipnótico, poderia ser dito, usando as mesmas palavras que ele manuscrevera em um de seus fanzine, a respeito do olhar de Brigitte Bardot fotografada nua cobrindo os seios com os braços e o cabelo.
Todas as modelagens que aparecem nos fanzine “Dirt” foram trazidas à vida, reproduzidos em suas fotos de amigos, amantes e conhecidos.
Essas poses falsas “fakes” produzidas para a mídia de massas, foram ressignificadas e incorporaram uma aura de mistério, que corporificam e adensam suas imagens fotográficas.
Em outras imagens ele aparece ao fundo registrando-se na cena fotografada, tornando-se um com o objeto fotografado.
Um voyeur participante, ele mesmo está aparentemente despido. Ele registra e re-significa uma evidência, um indício. E sua presença se torna até mais importante que o próprio modelo, é uma evidencia de uma presença absoluta.
Exótico, erótico e hipnótico, poderia ser dito, usando as mesmas palavras que ele manuscrevera em um de seus fanzine, a respeito do olhar de Brigitte Bardot fotografada nua cobrindo os seios com os braços e o cabelo.
Todas as modelagens que aparecem nos fanzine “Dirt” foram trazidas à vida, reproduzidos em suas fotos de amigos, amantes e conhecidos.
Essas poses falsas “fakes” produzidas para a mídia de massas, foram ressignificadas e incorporaram uma aura de mistério, que corporificam e adensam suas imagens fotográficas.
Em outras imagens ele aparece ao fundo registrando-se na cena fotografada, tornando-se um com o objeto fotografado.
Um voyeur participante, ele mesmo está aparentemente despido. Ele registra e re-significa uma evidência, um indício. E sua presença se torna até mais importante que o próprio modelo, é uma evidencia de uma presença absoluta.
Auto-retrato com dedo quebrado. 1984. 50,8x 40,6 cm
Sem título, (Wally) c. 1981, toned gelatin silver print,
from a T-665 polaroid negative. 35,5x 45,6cm
Havia em Morrisroe uma grande necessidade de estetizar as vivências mundanas e com isso o próprio mundo, tornando-o imagem fotográfica. Como uma democracia da imagem. As pessoas ao redor já se acostumaram a ser registradas e transformadas em ícones pois cria uma conexão evidente entre a imagem e a ideia, do artista, da cena e a ideia do que aquilo representa. Ao terminar de produzir a imagem ela se torna kitsh e decrépita e decadente e efêmera. Mas ao mesmo tempo transcende a sua bidimensionalidade e atravessa o tempo.
A imagem explica parcialmente o que foi vivido, ela explica a intenção do autor e seu amalgamamento com a cena, convence pela paixão, pelo erotismo latente na obra. Como um alquimista ele transforma a imagem pensada, sombria e decadente em pura luz e energia seminal.
Ele vivia imerso na imagem (de sua própria vida) e de lá ele recolhe fatos imagéticos que se serve para lançar luz em seu mundo. Ele envia essa luz para o nosso mundo (dos fruidores) passageiros.
Seu fanzine, que era feito de colagens com ídolos produzia imagens que funcionavam como pontos luminosos na escuridão da vida; eles eram faróis que levavam luz para dentro da vida e de volta para a arte.
Seu fanzine, que era feito de colagens com ídolos produzia imagens que funcionavam como pontos luminosos na escuridão da vida; eles eram faróis que levavam luz para dentro da vida e de volta para a arte.
A riqueza do trabalho de Mark Morrisroe esta em estetizar o momento comum e ordinário e as relações cotidianas entre seus amigos. Esta família que escolhemos pertencer e que por si só limita e abre clareiras.
Há uma densidade e uma austeridade e suas fotos que não tem paralelo na história da fotografia. Suas fotos não têm muitos planos, raramente apresentam mais do que um plano em profundidade.
As imagens de Morrisroe são a superfície do mundo, elas mostram o momento nu e cru da vivência cotidiana. Ele queria vencer no mundo mostrando o seu mundo, queria brilhar como um construtor de um mundo inclusivo, onde todos podem encontrar seu lugar e onde nenhum lugar é menor ou degradado.
Em seus trabalhos não existe nenhum julgamento moral ou de valor.
Suas fotos apresentam apenas um mundo, sem um espaço específico e fora do tempo. Onde havia apenas o erotismo fotogênico. Erotismo mediado pela câmara polaroide que revela ao olho o objeto de desejo. Em sua alquimia instantânea ele aprisiona a luz com os sais e na escuridão de cada momento revela um universo de sentimentos. Por isso, suas fotografias são quentes mesmo muitas vezes sendo apenas de cores frias e sombrias.
Como na obra Robert G. onde a figura se oferece a lente, mas reluta em se mostrar totalmente. É como se ela estivesse deixando a luz do dia para entrar num espaço especial onde não é nem dia nem noite. Onde somente o desejo de estar lá e se misturar com o objeto de desejo existe. A imagem não entrega seu mistério para a lente, somente para a inteligencia que pousa sobre a imagem como um íncubu-sucubu, nunca se revelando, nunca se deixando perceber totalmente.
A energia, a força nessas imagens nos transforma em um voyeur acidental inadvertido. Orbitamos seu centro massivo como um astro circunda um sol distante e luminoso.
Há uma densidade e uma austeridade e suas fotos que não tem paralelo na história da fotografia. Suas fotos não têm muitos planos, raramente apresentam mais do que um plano em profundidade.
As imagens de Morrisroe são a superfície do mundo, elas mostram o momento nu e cru da vivência cotidiana. Ele queria vencer no mundo mostrando o seu mundo, queria brilhar como um construtor de um mundo inclusivo, onde todos podem encontrar seu lugar e onde nenhum lugar é menor ou degradado.
Em seus trabalhos não existe nenhum julgamento moral ou de valor.
Suas fotos apresentam apenas um mundo, sem um espaço específico e fora do tempo. Onde havia apenas o erotismo fotogênico. Erotismo mediado pela câmara polaroide que revela ao olho o objeto de desejo. Em sua alquimia instantânea ele aprisiona a luz com os sais e na escuridão de cada momento revela um universo de sentimentos. Por isso, suas fotografias são quentes mesmo muitas vezes sendo apenas de cores frias e sombrias.
Como na obra Robert G. onde a figura se oferece a lente, mas reluta em se mostrar totalmente. É como se ela estivesse deixando a luz do dia para entrar num espaço especial onde não é nem dia nem noite. Onde somente o desejo de estar lá e se misturar com o objeto de desejo existe. A imagem não entrega seu mistério para a lente, somente para a inteligencia que pousa sobre a imagem como um íncubu-sucubu, nunca se revelando, nunca se deixando perceber totalmente.
A energia, a força nessas imagens nos transforma em um voyeur acidental inadvertido. Orbitamos seu centro massivo como um astro circunda um sol distante e luminoso.
Robert G - 1986. C-print, negative sandwich
A contemplação de suas imagens fisga-nos como um anzol fisga o peixe. Ele dentro de águas turvas, obscuras e nós, os pescadores, em outra dimensão. Todavia impossível esquivar-se delas. São um um centro massivo, um buraco negro que estrutura tudo ao redor até onde sua luminosidade alcança.
Ela transmite um conhecimento de um grupo especifico de seres humanos com um determinado comportamento, que querem ser aceitos, e fazer parte da humanidade. Ela entrega sua existência ao nosso olhar, na esperança de que a encaremos e a reconheçamos.
E busca valores estáveis do ser humano propondo que todos os meios de vida são igualmente válidos e podem ser visto pelo viés da estética e da arte.
Há uma aproximação entre o campo da fotografia cotidiana e o registro etnográfico, a fotoetnografia, que busca um conhecimento especifico sobre um grupo de pessoas. Essa aproximação para na constatação de que o sentido da espontaneidade e performático é inerente à produção artística, em suma uma característica inerente ao modo de vida punk.
O que pode ser notado tanto na imagem “After the Laone”, como no título é essa imensa liberdade e esse olhar romântico e erótico sobre o corpo.
Há uma aproximação entre o campo da fotografia cotidiana e o registro etnográfico, a fotoetnografia, que busca um conhecimento especifico sobre um grupo de pessoas. Essa aproximação para na constatação de que o sentido da espontaneidade e performático é inerente à produção artística, em suma uma característica inerente ao modo de vida punk.
O que pode ser notado tanto na imagem “After the Laone”, como no título é essa imensa liberdade e esse olhar romântico e erótico sobre o corpo.
After Laone (in the home of a London Rubber Fetishist. Dezc. 1982) 1983.
C-print, negative sandwich, 39,5 X 50,6 cm.
Comclusões peliminares
A arte de Mark Morrisroe é densamente erótica, fotoautobiográfica, que lida com temas caros à arte contemporânea, como o espaço, questões de gênero, desejo, performances. Mas acima de tudo ele registrou esses momentos de vida e os transformou em arte através da fotografia. Essas imagens foram transformadas, coladas sobrepostas, para gerar uma atmosfera romântica e ao mesmo tempo distante da realidade, em um local incógnito e impossível, enquanto aproximam os fatos transmutados do expectador-fruidor.
As imagens de Morrisroe adicionam camadas de sentido na interpretação da arte da década de 1980, aproximando as fotos aos limites da pintura.
As imagens de Morrisroe adicionam camadas de sentido na interpretação da arte da década de 1980, aproximando as fotos aos limites da pintura.
Abre portas em nossa percepção para diversos pontos importantes, tais como: diversidade, questão de gênero, desejos e anseios, liberdade, democracia, beleza, inclusão/exclusão, estética punk, inerentes ao mundo da década de 1980 e 1990.
Desde então essas questões tem sido aprofundadas muito pela arte contemporânea. Sua estética abre possibilidades de entender sentimentos comuns a todos os humanos do planeta, levando a um conhecimento mais aprofundado do ser humano e da vida em sociedade.
Desde então essas questões tem sido aprofundadas muito pela arte contemporânea. Sua estética abre possibilidades de entender sentimentos comuns a todos os humanos do planeta, levando a um conhecimento mais aprofundado do ser humano e da vida em sociedade.
https://youtu.be/ynTqz51Lne0
https://youtu.be/LqOkTKugGD4
https://youtu.be/dR5kJ8XXo3U
TRIPLETT, Leah. 9pm to 5am: Underground Boston and Mark Morrisroe. Em:
http://www.bigredandshiny.com/cgibin/BRS.cgisection=article&issue=137&article=2012-10-02-13122960791328816&printView=true
(acessado em dezembro de 2012).
ADMS, Books. Mark Morrisroe.
Disponível em:
http://www.artinamericamagazine.com/features/mark-morrisroe/
(acessado em novembro de 2012).
COMER, S., GANGITAMO, L., GRUBER, T., LEBOVICI, E. MEADE, F., YABLONSKY, L., and WAGNER, F. Mark Morrisroe. Zurich. Edited by Beatrix Ruf, Thomas Seelig, JRP/Ringier. 2011.
https://curiator.com/art/mark-morrisroe/fascination
https://artblart.com/tag/mark-morrisroe-after-the-laone/
https://www.artsy.net/artist/mark-morrisroe
https://frieze.com/article/collier-schorr-learns-how-dance
http://magazine.art21.org/2014/12/01/1989-what-we-lost/#.YHm-NehKiM9
(Artigo escrito em 2012 para a cadeira de Fotografia III da UFRGS, e alterado para este blog na Pandemia de 2020). Num próximo trabalho abordarei a técnica de M. Morrisroe e sua escrita nas fotos.
(Artigo escrito em 2012 para a cadeira de Fotografia III da UFRGS, e alterado para este blog na Pandemia de 2020). Num próximo trabalho abordarei a técnica de M. Morrisroe e sua escrita nas fotos.
TRABALHOS DE MARK MORRISROE
Fanzine produzido por Mark Morrrisroe
The artist that Nan Goldin called Boston’s first punk
Mark Morrisroe was the enigmatic, unofficial leader of The Boston School group of artists but his premature death left his work in the shadows
At the tender age of 30, American artist Mark Morrisroe died from complications due to Aids. The year was 1989 and by then the virus had claimed over 27,400 lives in its first decade. The loss was irreplaceable.
Morrisroe was the unofficial leader of The Boston School, a group of artists including Nan Goldin, David Armstrong, Philip-Lorca diCorcia, Tabboo!, and Gail Thacker who attended either the School of the Museum of Fine Arts or Massachusetts College of Art between 1971 and 1984. Here, he helped kindle the nascent punk scene while also acting as a catalyst in bringing autobiographical photography to the forefront of the art world.
Morrisroe was an enigmatic figure whose diaristic artwork was fuelled by his notoriously radical persona. A teenage prostitute raised by an alcoholic mother, he walked with a cane and a pronounced limp due to a bullet lodged deep within his chest, a wound inflicted while in high school when he was shot by a john. The artist turned to photography to mediate his experiences of life. Working in Polaroids, he embraced the immediacy of the moment transformed into an object that could be manipulated at will. Morrisroe forsook the sanctity of the print in favour of engaging with a mixed-media approach, presciently prefiguring so much of the digital culture in which we currently live.
Yet his premature death has relegated his work to the shadows, making him one of the least-known figures of his time. For more than a decade, gallerist Brian Clamp has exhibited Morrisroe’s art, working tirelessly to restore his rightful place in the art world. In conjunction with the February 1 opening of Mark Morrisroe (1959-1989): Boy Next Door (Beautiful but Dumb) at ClampArt, New York, Clamp shares the details of Morrisroe’s spectacular life and the ways in which his personal experiences fuelled the creation of his art.
“Morrisroe's habit of self-invention, along with his need to always inhabit a space outside of regular conventions, revealed his identity as an artist” (Brian Clamp)
"Blow Both Of Us", (1978/1986)
Image: © Estate of Mark Morrisroe (Ringier Collection) at Fotomuseum Winterthur, Blow Both of Us, Gail Thacker and Me, Summer, 1978/1986, Vintage chromogenic print (negative sandwich), Courtesy of ClampArt, New York City.
Mark Morrisroe
"Boy Next Door Beautiful But Dumb", (1983)
Image: © Estate of Mark Morrisroe (Ringier Collection) at Fotomuseum Winterthur, Boy Next Door (Beautiful But Dumb), 1985, Vintage chromogenic print (negative sandwich) retouched with ink, Courtesy of ClampArt, New York City.
"Figure Study", (1985)
Image: © Estate of Mark Morrisroe (Ringier Collection) at Fotomuseum Winterthur, Figure Study, 1985, Vintage chromogenic print (negative sandwich) retouched with ink, Courtesy of ClampArt, New York City.
"Janet Massomian", (1982)
Image: © Estate of Mark Morrisroe (Ringier Collection) at Fotomuseum Winterthur, Janet Massomian 1982, Vintage chromogenic print (negative sandwich) retouched with ink, Courtesy of ClampArt, New York City.
"She Thing From Hell/Purple Love Part II", (1985)
Image: © Estate of Mark Morrisroe (Ringier Collection) at Fotomuseum Winterthur, She Thing from Hell/Purple Love Part II, 1985, Vintage chromogenic print (negative sandwich) retouched with ink, Courtesy of ClampArt, New York City.
"Untitled (Janet With Soap Wig)", (1985)
Image: © Estate of Mark Morrisroe (Ringier Collection) at Fotomuseum Winterthur, Untitled (Janet with Soap Wig), c. 1985, Vintage Polaroid print (Unique), Courtesy of ClampArt, New York City.
"Untitled (Male Buttocks)", (1982)
Image: © Estate of Mark Morrisroe (Ringier Collection) at Fotomuseum Winterthur, Untitled (Male Buttocks), 1986, Vintage chromogenic print (negative sandwich) retouched with ink, Courtesy of ClampArt, New York City.
"Untitled (Wally)", (1978)
Image: © Estate of Mark Morrisroe (Ringier Collection) at Fotomuseum Winterthur, Untitled (Wally), 1978, Toned gelatin silver print, Courtesy of ClampArt, New York City.
"Untitled (Self Portrait)", (1986)
Image: © Estate of Mark Morrisroe (Ringier Collection) at Fotomuseum Winterthur, Untitled (Self Portrait), c. 1976, Vintage Polaroid print (Unique), Courtesy of ClampArt, New York City.
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