Bolsonaro sobre a vacina da Pfizer: "Se você virar jacaré, é problema seu"
O chefe de Estado brasileiro manifesta dúvidas sobre a eficácia da vacina da Pfizer/BioNTech, que já começou a ser administrada no Reino Unido e nos EUA.
Bibliografia
https://www.greelane.com/pt/humanidades/hist%c3%b3ria--cultura/sobek-crocodile-god-of-ancient-egypt-118135/
https://en.wikipedia.org/wiki/Sobek
Até hoje eu nunca vi em minha breve vida, jornais tão idiotas e passadores de pano. Quando que qualquer um governante externaria as barbaridades que o atual presidente do Brasil fala e que somos obrigado a ouvir e ler, sem que nenhuma mídia escrita ou televisiva fale nada contra. Quando?
Sobek é uma divindade do Antigo Egito, sendo representado como um crocodilo (colocado num altar ou santuário) ou então como um homem com cabeça de crocodilo, muitas vezes, ostentando uma coroa com duas grandes plumas, o disco solar e uma ou mais ureus (serpentes sagradas).
Sobek (em greto Sucho) estava ligado ao culto do rio Nilo, da divinização da água. Sobek goza de uma longa permanência no panteão do Egito, desde o Antigo Império ao período Ptolemaico (de 2686 - 30 a. C.). No final do Antigo império e Médio império foi assimilado com o deus com cabeça de falcão da realeza divina, Hórus, o deus Sol. Adquiriu um papel como uma divindade solar por meio de sua conexão com Hórus, ficando ainda mais fortalecido em períodos posteriores com o surgimento de Sobek-Ra, uma fusão de Sobek com o deus-sol primordial do Egito, Rá. Sobek-Hórus persistiu como uma figura no Novo Reino (1550–1069 a.C.). Sendo adotado na tríade divina de Hórus e seus pais: Osíris e Ísis, ganha grande proeminência, c. 2055–1650 a.C.).
Após sua associação com Hórus e conseqüente adoção na tríade Osiriana de Osíris, Ísis e Hórus no Oeriodo da Reunificação, Sobek tornou-se associado a Ísis como um curandeiro (Healer) do falecido Osíris (após seu assassinato violento por Set no mito central de Osíris).
Sobek, Sovk (Suchus, Cronos, Satrune)
(Fonte: Jean-François Champollion - Brooklyn Museum)
A caixa do período romano mostra um rei fazendo uma oferenda a uma forma solar de Sobek. Acredita-se que esta caixa tenha sido usada em rituais de oferenda ao deus Sobek.
(Foto: Anonymous (Egypt) - Walters Art Museum)
Statue of Sobek and Amenhotep III; 1550-1292 BCE.
Calcite; Luxor Museum (Luxor, Egypt).
(Foto: Olaf Tausch)
Na verdade, embora muitos estudiosos acreditem que o nome de Sobek, Sbk, seja derivado de s-bAk, "impregnar", outros postulam que é uma forma participial do verbo sbq, uma escrita alternativa de sAq, "unir ", significando que Sbk poderia traduzir aproximadamente como" aquele que une (o corpo desmembrados de Osíris)"
É por causa dessa associação com a cura que Sobek foi considerado uma divindade protetora. Sua ferocidade foi capaz de afastar o mal e, ao mesmo tempo, defender o inocente.
Crocodilos mumificados foram encontrados com crocodilos bebês em suas bocas e nas costas. O crocodilo, um dos poucos répteis que zelosamente cuidam de seus filhotes, costuma transportar seus filhotes dessa forma.
A prática de preservar esse aspecto do comportamento do animal por meio da mumificação provavelmente pretende enfatizar os aspectos de proteção e nutrição do feroz Sobek, já que ele protege o povo egípcio da mesma maneira que o crocodilo protege seus filhotes.
No Egito ptolomaico e romano, uma monografia local chamada “Livro do Faiyum” centrou-se em Sobek com uma parte considerável dedicada à jornada feita por Sobek-Ra a cada dia com o movimento do sol no céu (através do céu). O texto também se concentra fortemente no papel central de Sobek na criação como uma manifestação de Rá, já que se diz que ele surgiu das águas primitivas do Lago Moeris, não muito diferente do Ogdoad no mito da criação tradicional de Hermópolis. (O nome Moeris é uma versão grega (do grego Μοῖραι "os destinos") do mer-wer egípcio "grande canal". Amenemhat III, que iniciou este projeto, também era conhecido como Moeris. No antigo Egito, o lago também era chamado de "lago", "lago puro" e "lago de Osíris".)
Do ponto vista religioso, prestava-se um culto associado aos seus poderes de fertilidade (por representar um animal da água, do Nilo), logo, deus da criação do Egito e do mundo, e proteção da gravidez, (talvez pelo construção de grandes ninhos de areia e cuidado dos ovos até o nascimento dos filhotes; são mães muito atenciosas) embora também tenham relação com a morte e o enterramento, por ser um animal necrófago. A sua faceta negativa reportava-o, porém, a Set, irmão traidor de Osíris e assassino deste. Acreditavam, alguns Egípcios que Sucho, em forma de crocodilo, foi o devorador do coração de Osíris, ligando o deus réptil a uma ideia de terror e aniquilamento.
Associado ao Sol que todos os dias saía da terra e se elevava no céu, também todos os dias o crocodilo saia da água, observaram os egípcios, logo, sendo associado ao deus primordial Ré, (ou Rá o deus falcão) como ao ressuscitado Osíris. Mesmo no período Ptolemaico (332-30 a.C.) se manteve a tradição do seu culto, assimilando-se Sucho ou Sobek ao deus solar grego Hélios, o deus que olha de cima e que tudo vê, nada escapando ao seu conhecimento.
Nos Textos das Pirâmides, a mãe de Sobek é Neith. Sobre Sobek os textos afirmam:
“Eu sou Sobek, verde de plumagem [...] apareço como Sobek, filho de Neith. Eu como com minha boca, urino e copulo com meu pênis. Eu sou o senhor do sêmen, que leva as mulheres de seus maridos para o lugar que eu gosto de acordo com a minha imaginação.”
A partir dessa passagem, fica claro que Sobek estava envolvido na fertilidade. No Hino a Hapy da era do Reino Médio , Sobek, que era o deus da inundação do Nilo, mostra os dentes enquanto o Nilo inunda e fertiliza o Egito.
Sobek ganhou destaque nacional durante a Décima Segunda Dinastia (1991-1786 aC). Os faraós Amenemhat I e Senusret I construíram sobre o culto já existente de Sobek em Faiyum, e Senusret II construiu uma pirâmide naquele local. O Faraó Amenemhat III se autodenominou “amado de Sobek de Shedet” e acrescentou esplêndidas adições ao templo do deus crocodilo ali. Para finalizar, a primeira governante feminina do Egito, Sobekneferu (“a Bela de Sobek”), veio desta dinastia. Houve até mesmo vários governantes relativamente obscuros chamados Sobekhotep, que fizeram parte da Décima Terceira Dinastia que se seguiu.
Adorado mais proeminentemente no Faiyum, um oásis no Alto Egito (também conhecido como Shedet), Sobek permaneceu um deus popular ao longo da história milenar do Egito. Diz a lenda que um dos primeiros reis do Egito, Aha, construiu um templo para Sobek no Faiyum. Nos Textos das pirâmides do Velho Reino, o faraó Unas, Aha é referido como o “senhor de Bakhu”, uma das montanhas que sustentavam o céu.
No Egito ptolomaico e romano, uma monografia local chamada "Livro do Faiyum" centrou-se em Sobek com uma parte considerável dedicada à jornada feita por Sobek-Ra a cada dia com o movimento do sol no céu. O texto também se concentra fortemente no papel central de Sobek na criação como uma manifestação de Rá, visto que ele surgiu das águas primitivas do Lago Moeris, não muito diferente do Ogdoad no mito da criação tradicional de Hermópolis.
Existem muitas cópias variadas do livro e muitos estudiosos acham que ele foi produzido em grandes quantidades como um "best-seller" na Antiguidade. A relação integral entre o Faiyum e Sobek é destacada por meio deste texto, e sua influência de longo alcance é vista em localidades que estão fora do Faiyum também.
https://www.greelane.com/pt/humanidades/hist%c3%b3ria--cultura/sobek-crocodile-god-of-ancient-egypt-118135/
https://en.wikipedia.org/wiki/Sobek
https://www.dn.pt/mundo/bolsonaro-sobre-a-vacina-de-pfizer-se-voce-se-transformar-num-jacare-e-problema-e-seu-13155253.html
Meu corpo dói,
Nada me faz querer ficar aqui
Suporto esse peso por que necessito...
Meu corpo dói,
Mentiras movem o mundo.
Minha imagem esfacela-se, esboroa-se
Minha imagem esfacela-se, esboroa-se
como um barranco de um rio que transborda...
um rio que rasga a planície.
Um grito silencioso
chuva e céu escuro, de chumbo e aço.
Nada me faz querer ficar aqui
Suporto esse peso por que necessito...
para sobreviver...
Pessoas prepotentes, mesquinhas,
Pessoas prepotentes, mesquinhas,
suporto e sou educado.
são feras, lobos hidrofóbicos ignorantes
Racistas, fascistas, egoístas, desalmados.
Racistas, fascistas, egoístas, desalmados.
Sei bem de onde saíram...
trabalhadores com chicote
Nem sei se ainda sou humano.
Nem sei se ainda sou humano.
Perdi minha humanidade...
e num dia qualquer amanheci uma casca...
Estarei aqui amanhã
terei sonhos novamente?
Estou sem sonhos, e nada mais me move
Não tenho amigos,
nem ao menos conhecidos.
Com quem poderei conversar?
Há tempos eu percebi que em mim não havia mais esperanças
nada mais me impulsionava
e eu fiquei feliz que a qualquer momento poderia deixar de existir
pois nada me prendia nesse lugar escuro e pestilento...
onde aqueles que tem armas resolveram dar mais um golpe.
Um golpe na esperança...
Um golpe na vida, um golpe no futuro.
Sou um trabalhador em meio a pandemia
sou uma gota no oceano.
O sistema trabalha para tirar minha dignidade, meu ser
Sou um cidadão descartável para o sistema
Sou trabalhador
vivo num zoológico surreal com feras peçonhentas
ao menor toque se transformam,
se revelam em sua baba gosmenta esverdeada
um miasma pútrido sai de suas bocas
um som cavernoso já decomposto
Ver o grotesco é partir com algo,
Ver, é como dizem; adquirir algo...
eu estou vendo algo que todo dia me anula e envenena
são vestigium ...
Vestígio putrefato
são um sepulcro aberto despejando um chorume sem fim
maléfico e pestilento.
Quanto mais cerro meus olhos mais claramente vejo.
Quanto mais cerro os olhos mais esse pestilento túmulo se abre,
mais derrama seu líquido viscoso castanho-acinzentado
Necrochorume da necropolitica diária
suas partículas contaminam almas jovens e cristalinas
ao tocar suas aguas cinzas, cadaverinas e putrescinas....
(26/XI/2020)








