INÍCIO

28 novembro 2025

UM DE NÓS

ONE OF US
(Joan Osbourne) 
(música lançada no álbum Relish em 21/XI/1995)



ONE OF US
(Joan Osbourne)


(Então, em uma dessas noites, por volta da meia-noite)

(So one of these nights and about twelve o'clock)

(Esse velho mundo vai sacudir e balançar)

(This old world's gonna reel and rock)

(Santos vão tremer e chorar de dor)

(Saints will tremble and cry for pain)

(Pois o Senhor vai chegar em Seu avião celestial)

(For the Lord's gonna come in His heavenly airplane)



É, é, é, é, é

Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah


Se Deus tivesse um nome, qual seria?

If God had a name, what would it be?

E você o diria diante Dele

And would you call it to His face

Se estivesse cara a cara com Ele em toda a Sua glória?

If you were faced with Him in all His glory?

O que você perguntaria se pudesse fazer só uma pergunta?

What would you ask if you had just one question?



E, sim, sim, Deus é maravilhoso

And yeah, yeah, God is great

Sim, sim, Deus é bom

Yeah, yeah, God is good

Sim, sim, sim, sim, sim

Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah



E se Deus fosse um de nós?

What if God was one of us?

Apenas um coitado como um de nós?

Just a slob like one of us?

Apenas um estranho no ônibus

Just a stranger on the bus

Tentando ir para casa?

Tryin' to make His way home?



Se Deus tivesse um rosto, como ele seria?

If God had a face, what would it look like?

E você gostaria de ver

And would you want to see

Se ver significasse que você teria que crer

If seeing meant that you would have to believe

Em coisas como o paraíso e Jesus e os santos

In things like Heaven and in Jesus and the saints

E todos os profetas?

And all the prophets?



E, sim, sim, Deus é maravilhoso

And yeah, yeah, God is great

Sim, sim, Deus é bom

Yeah, yeah, God is good

Sim, sim, sim, sim, sim

Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah



E se Deus fosse um de nós?

What if God was one of us?

Apenas um coitado como um de nós?

Just a slob like one of us?

Apenas um estranho no ônibus

Just a stranger on the bus

Tentando ir para casa?

Tryin' to make His way home?



Apenas tentando ir para casa

Just tryin' to make His way home

De volta para o céu, completamente sozinho

Back up to Heaven all alone

Ninguém ligando para o Seu telefone

Nobody callin' on the phone

Exceto pelo Papa, talvez, em Roma

'Cept for the Pope, maybe in Rome



E sim, sim, Deus é maravilhoso

And yeah, yeah, God is great

Sim, sim, Deus é bom

Yeah, yeah, God is good

Sim, sim, sim, sim, sim

Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah



E se Deus fosse um de nós?

What if God was one of us?

Apenas um coitado como um de nós?

Just a slob like one of us?

Apenas um estranho no ônibus

Just a stranger on the bus

Tentando ir para casa?

Tryin' to make His way home?



Como um andarilho sagrado

Like a holy rolling stone

De volta para o céu, completamente sozinho

Back up to heaven all alone

Apenas tentando ir para casa

Just tryin' to make His way home

Ninguém ligando para o Seu telefone

Nobody callin' on the phone

Exceto pelo Papa, talvez, em Roma

'Cept for the Pope, maybe in Rome






27 novembro 2025

UTENSÍLIOS IMPERIALISTAS

UTENSÍLIOS IMPERIALISTAS I

Países referidos como potências imperialistas na discussão geopolítica moderna (como EUA, Reino Unido, Rússia, França, e Japão até a segunda guerra) usam uma vasta gama de tecnologia militar avançada e de alta tecnologia, que lhes confere superioridade em conflitos. Estas armas vão desde sistemas de infantaria padrão até armamento estratégico sofisticado. As categorias de armas usadas incluem:


Um recorte dos últimos 29 anos de intervenção imperialista.

Armas Nucleares: Todos os países mencionados possuem arsenais de armas nucleares estratégicas, consideradas o armamento mais destrutivo já criado e um pilar da sua capacidade de dissuasão e poderio militar (além desses outros países que não são tidos como imperialistas como a China, Coreia do Norte também possuem armas nucleares.
Sistemas Aéreos de Combate: Utilizam caças avançados (como o F-35 dos EUA, o Sukhoi Su-57 da Rússia, o Chengdu J-20 da China e o Eurofighter Typhoon/Dassault Rafale do Reino Unido/França), bombardeiros estratégicos e uma crescente frota de veículos aéreos de combate não tripulados (UCAVs) drones.
Navios de Guerra e Submarinos: Mantêm marinhas poderosas que incluem porta-aviões (especialmente os EUA e Reino Unido), cruzadores, contratorpedeiros e submarinos, tanto de ataque quanto lançadores de mísseis balísticos (muitos deles nucleares).
Mísseis e Munições de Precisão: Utilizam mísseis de cruzeiro de longo alcance (como o Tomahawk dos EUA), mísseis balísticos e uma ampla gama de munições guiadas com precisão para atingir alvos específicos com eficácia.
Veículos Blindados: Empregam tanques de batalha principais (MBTs), veículos de combate de infantaria (IFVs) e veículos blindados de transporte de pessoal (APCs) modernos.
Sistemas de Artilharia: Utilizam sistemas de artilharia rebocada e autopropulsada de grande calibre, bem como lançadores múltiplos de foguetes (MLRS).
Defesa Aérea e Antimísseis: Possuem sistemas integrados de defesa aérea e antimísseis para proteger suas forças e territórios.
Armamento Individual: A nível de infantaria, usam fuzis de assalto modernos (como variantes do M4/M16, AK-47 e outros designs específicos de cada país), metralhadoras, pistolas e granadas. 

Historicamente, o desenvolvimento de tecnologia de armamento superior (metralhadoras Maxim, navios de guerra blindados, etc.) foi um fator chave na projeção de poder imperialista. Hoje, essa superioridade tecnológica continua a ser uma prioridade, com um foco crescente em armas de alta tecnologia, guerra cibernética, revoluções coloridas, guerras híbridas e capacidades espaciais ligadas a traidores nativos de seus países alvo.








(…)
Segundo o blog Brasil247, a palavra imperialismo, quando usada para descrever o acionar belicista dos Estados Unidos ao redor do mundo, é considerada um termo exclusivo de comunistas, de intelectuais marxistas, e que pretende desqualificar as intencionalidades democratizantes do país do norte nas civilizações que são vítimas de governos ditatoriais. A história recente demonstra que a guerra do Iraque, de 2003, foi apoiada por uma opinião pública que foi previamente manipulada pela mídia nacional, que anunciava o envolvimento direto do Saddam Hussein no atentado às Torres Gêmeas e a produção de armas nucleares e outras químicas de destruição massiva. Após a invasão, nem a CIA, nem a NSA conseguiram provar a existência dessas armas, nem do envolvimento de Saddam Hussein nos atentados de setembro de 2001. As consequências da guerra foram de mais de 600.000 pessoas mortas, de forma direta ou indireta, e a de um país endividado, devastado pelo poder destrutor da força de coalizão, liderada pelos Estados Unidos, que se estima, gastou mais de 800 bilhões de dólares na operação. Cineastas, historiadores e jornalistas ao redor do mundo denunciaram os fortes vínculos entre G. W. Bush e as empresas privadas de fabricação de armamentos, assim como os vínculos que essa família tem desde há décadas com os maiores empresários de petróleo do mundo. E que a guerra foi um agir oportunista dessas interessas para expandir seu poder em oriente médio. Em 2005, Nestor Kirchner, presidente da Argentina, contou para Oliver Stone, que Bush tinha falado para ele, em confissão íntima, que “Estados Unidos não se fez rico por ter políticas como as do plano Marshall e sim por fazer a guerra”. A guerra do Iraque, em definitiva, e sem ninguém com argumentos suficiente para rebater esse argumento, foi consequência do interesse dos Estados Unidos (O governo e os setores empresariais que sustentam suas políticas) em se apropriar da exploração do petróleo naquele país, e pelo negócio que resulta para USA (para os mega empresários da indústria das armas) entrar em conflitos armados.(Brasil247).





(…)
O jornalista e ex-professor Urias Rocha, de Mato Grosso do Sul, realizou uma breve cronologia das invasões e ataques dos Estados Unidos ao redor do mundo nos últimos 150 anos. A quantidade de mortes pelas quais são responsáveis é de aproximadamente 110 milhões de pessoas. Nunca foram denunciados formalmente ante tribunais internacionais.

1846/1848 - México – Invasão e ataque por causa da anexação, pelos EUA, da República do Texas,

1891 - Chile - Fuzileiros Navais esmagam forças rebeldes nacionalistas.

1891 - Haiti - Tropas debelam a revolta de operários negros na ilha de Navassa, reclamada pelos EUA.

1893 - Hawai - Marinha enviada para suprimir o reinado independente e anexar o Hawaí aos EUA.

1894 - Nicarágua - Tropas ocupam Bluefields, cidade do mar do Caribe, durante um mês,

1894/1895 - China - Marinha, Exército e Fuzileiros desembarcam no país durante a guerra sino-japonesa.

1894/1896 - Coréia - Tropas permanecem em Seul durante a guerra.

1895 - Panamá - Tropas desembarcam no porto de Corinto, província Colombiana.

1898/1900 - China - Tropas ocupam a China durante a Rebelião Boxer.

1898/1910 - Filipinas - Luta pela independência do país, dominado pelos EUA (Massacres realizados por tropas americanas em Balangica, Samar, 27/09/1901, e Bud Bagsak, Sulu, 11/15/1913; 600.000 filipinos mortos.

1898/1902 - Cuba - Tropas sitiaram Cuba durante a guerra hispano-americana.

1898 - Porto Rico - Tropas sitiaram Porto Rico na guerra hispano-americana, hoje 'Estado Livre Associado' dos Estados Unidos.

1898 - Ilha de Guam - Marinha desembarca na ilha e a mantêm como base naval até hoje.

1898 - Espanha - Guerra Hispano-Americana - Desencadeada pela misteriosa explosão do encouraçado Maine, em 15 de fevereiro, na Baía de Havana. Esta guerra marca o surgimento dos EUA como potência capitalista e militar mundial.

1898 - Nicarágua - Fuzileiros Navais invadem o porto de San Juan del Sur.

1899 - Ilha de Samoa - Tropas desembarcam e invadem a Ilha em conseqüência de conflito pela sucessão do trono de Samoa.

1899 - Nicarágua - Tropas desembarcam no porto de Bluefields e invadem a Nicarágua (2ª vez).

1901/1914 - Panamá - Marinha apóia a revolução quando o Panamá reclamou independência da Colômbia; tropas americanas ocupam o canal em 1901, quando teve início sua construção.

1903 - Honduras - Fuzileiros Navais desembarcam em Honduras e intervêm na revolução do povo hondurenho.

1903/1904 - República Dominicana - Tropas atacaram e invadiram o território dominicano para proteger interesses do capital americano durante a revolução;

1904/1905 - Coréia - Fuzileiros Navais dos Estados Unidos desembarcaram no território coreano durante a guerra russo-japonesa.

1906/1909 - Cuba -Tropas dos Estados Unidos invadem Cuba e lutam contra o povo cubano durante período de eleições.

1907 - Nicarágua - Tropas invadem e impõem a criação de um protetorado, sobre o território livre da Nicarágua.

1907 - Honduras - Fuzileiros Navais desembarcam e ocupam Honduras durante a guerra de Honduras com a Nicarágua;

1908 - Panamá - Fuzileiros invadem o Panamá durante período de eleições.

1910 - Nicarágua - Fuzileiros navais desembarcam e invadem pela 3ª vez Bluefields e Corinto, na Nicarágua.

1911 - Honduras - Tropas enviadas para proteger interesses americanos durante a guerra civil invadem Honduras;

1911/1941 - China - Forças do exército e marinha dos Estados Unidos invadem mais uma vez a China durante período de lutas internas repetidas.

1912 - Cuba - Tropas invadem Cuba com a desculpa de proteger interesses americanos em Havana.

1912 - Panamá - Fuzileiros navais invadem novamente o Panamá e ocupam o país durante eleições presidenciais,

1912 - Honduras - Tropas norte americanas mais uma vez invadem Honduras para proteger interesses do capital americano.

1912/1933 - Nicarágua - Tropas dos Estados Unidos com a desculpa de combaterem guerrilheiros invadem e ocupam o país durante 20 anos.

1913 - México - Fuzileiros da Marinha invadem o México com a desculpa de evacuar cidadãos americanos durante a revolução.

1913 - México - Durante a revolução mexicana, os Estados Unidos bloqueiam as fronteiras mexicanas.

1914/1918 - Primeira Guerra Mundial - EUA entram no conflito em 6 de abril de 1917 declarando guerra à Alemanha. As perdas americanas chegaram a 114 mil homens.

1914 - República Dominicana - Fuzileiros navais da Marinha dos Estados invadem o solo dominicano e interferem na revolução em Santo Domingo.

1914/1918 - México - Marinha e exército invadem o território mexicano e interferem na luta contra nacionalistas.

1915/1934 - Haiti - Tropas americanas desembarcam no Haiti, em 28 de julho, e transformam o país numa colônia americana, permanecendo lá durante 19 anos.

1916/1924 - República Dominicana - Os EUA invadem e estabelecem governo militar na República Dominicana, em 29 de novembro, ocupando o país durante oito anos.

1917/1933 - Cuba - Tropas desembarcam em Cuba e transformam o país num protetorado econômico americano, permanecendo essa ocupação por 16 anos.

1918/1922 - Rússia - Marinha e tropas enviadas para combater a revolução bolchevista. O Exército realizou cinco desembarques, sendo derrotado pelos russos em todos eles.

1919 - Honduras - Fuzileiros desembarcam e invadem mais uma vez o país durante eleições, colocando no poder um governo a seu serviço;

1918 - Iugoslávia - Tropas dos Estados Unidos invadem a Iugoslávia e intervêm ao lado da Itália contra os sérvios na Dalmácia.

1920 - Guatemala - Tropas invadem e ocupam o país durante greve operária do povo da Guatemala.

1922 - Turquia - Tropas invadem e combatem nacionalistas turcos em Smirna.

1922/1927 - China - Marinha e Exército mais uma vez invadem a China durante revolta nacionalista.

1924/1925 - Honduras - Tropas dos Estados Unidos desembarcam e invadem Honduras duas vezes durante eleição nacional.

1925 - Panamá - Tropas invadem o Panamá para debelar greve geral dos trabalhadores panamenhos.

1927/1934 - China - Mil fuzileiros americanos desembarcam na China durante a guerra civil local e permanecem durante sete anos ocupando o território.

1932 - El Salvador - Navios de Guerra dos Estados Unidos são deslocados durante a revolução das Forças do Movimento de Libertação Nacional - FMLN - comandadas por Marti.

1939/1945 - II Guerra Mundial - Os EUA declaram guerra ao Japão em 8 de dezembro de 1941 e depois a Alemanha e Itália, invadindo o Norte da África, a Ásia e a Europa, culminando com o lançamento das bombas atômicas sobre as cidades desmilitarizadas de Iroshima e Nagasaki.

1946 - Irã - Marinha americana ameaça usar artefatos nucleares contra tropas soviéticas caso as mesmas não abandonem a fronteira norte do Irã.

1946 - Iugoslávia - Presença da marinha ameaçando invadir a zona costeira da Iugoslávia em resposta a um avião espião dos Estados Unidos abatido pelos soviéticos.

1947/1949 - Grécia - Operação de invasão de Comandos dos EUA garantem vitória da extrema direita nas "eleições" do povo grego.

1947 - Venezuela - Em um acordo feito com militares locais, os EUA invadem e derrubam o presidente eleito Rómulo Gallegos, como castigo por ter aumentado o preço do petróleo exportado, colocando um ditador no poder;

1948/1949 - China - Fuzileiros invadem pela ultima vez o território chinês para evacuar cidadãos americanos antes da vitória comunista.

1950 - Porto Rico - Comandos militares dos Estados Unidos ajudam a esmagar a revolução pela independência de Porto Rico, em Ponce.

1951/1953 - Coréia - Início do conflito entre a República Democrática da Coréia (Norte) e República da Coréia (Sul), na qual cerca de 3 milhões de pessoas morreram. Estados Unidos são um dos principais protagonistas da invasão usando como pano de fundo a recém criada Nações Unidas, ao lado dos sul-coreanos. A guerra termina em julho de 1953 sem vencedores e com dois estados polarizados: comunistas ao norte e um governo pró-americano no sul. Os EUA perderam 33 mil homens e mantém até hoje base militar e aero-naval na Coréia do Sul.

1954 - Guatemala - Comandos americanos, sob controle da CIA, derrubam o presidente Arbenz, democraticamente eleito, e impõem uma ditadura militar no país. Jacobo Arbenz havia nacionalizado a empresa United Fruit e impulsionado a reforma agrária.

1956 - Egito - O presidente Nasser nacionaliza o canal de Suez. Tropas americanas se envolvem durante os combates no Canal de Suez sustentados pela Sexta Frota dos EUA. As forças egípcias obrigam a coalizão franco-israelense-britânica, a retirar-se do canal;

1958 - Líbano - Forças da Marinha invadem apóiam o exército de ocupação do Líbano durante sua guerra civil.

1958 - Panamá - Tropas dos Estados Unidos invadem e combatem manifestantes nacionalistas panamenhos.

1961/1975 - Vietnã. Aliados ao sul-vietnamitas, o governo americano invade o Vietnã e tenta impedir, sem sucesso, a formação de um estado comunista, unindo o sul e o norte do país. Inicialmente a participação americana se restringe a ajuda econômica e militar (conselheiros e material bélico). Em agosto de 1964, o congresso americano autoriza o presidente a lançar os EUA em guerra. Os Estados Unidos deixam de ser simples consultores do exército do Vietnã do Sul e entram num conflito traumático, que afetaria toda a política militar dali para frente. A morte de quase 60 mil jovens americanos e a humilhação imposta pela derrota do Sul em 1975, dois anos depois da retirada dos Estados Unidos, moldou a estratégia futura de evitar guerras que impusessem um custo muito alto de vidas americanas e nas quais houvesse inimigos difíceis de derrotar de forma convencional, como os vietcongues e suas táticas de guerrilhas.

1962 - Laos - Militares americanos invadem e ocupam o Laos durante guerra civil contra guerrilhas do Pathet Lao.

1964 - Panamá - Militares americanos invadiram mais uma vez o Panamá e mataram 20 estudantes, ao reprimirem a manifestação em que os jovens queriam trocar, na zona do canal, a bandeira americana pela bandeira de seu país.

1965/1966 - República Dominicana - Trinta mil fuzileiros e pára-quedistas desembarcaram na capital do país, São Domingo, para impedir a nacionalistas panamenhos de chegarem ao poder. A CIA conduz Joaquín Balaguer à presidência, consumando um golpe de estado que depôs o presidente eleito Juan Bosch. O país já fora ocupado pelos americanos de 1916 a 1924.

1966/1967 - Guatemala - Boinas Verdes e marines invadem o país para combater movimento revolucionário contrário aos interesses econômicos do capital americano.

1969/1975 - Camboja - Militares americanos enviados depois que a Guerra do Vietnã invadem e ocupam o Camboja.

1971/1975 - Laos - EUA dirigem a invasão sul-vietnamita bombardeando o território do vizinho Laos, justificando que o país apoiava o povo vietnamita em sua luta contra a invasão americana.

1975 - Camboja - 28 marines americanos são mortos na tentativa de resgatar a tripulação do petroleiro estadunidense Mayaquez.

1980 - Irã - Na inauguração do estado islâmico formado pelo Aiatolá Khomeini, estudantes que haviam participado da Revolução Islâmica do Irã ocuparam a embaixada americana em Teerã e fizeram 60 reféns. O governo americano preparou uma operação militar surpresa para executar o resgate, frustrada por tempestades de areia e falhas em equipamentos. Em meio à frustrada operação, oito militares americanos morreram no choque entre um helicóptero e um avião. Os reféns só seriam libertados um ano depois do seqüestro, o que enfraqueceu o então presidente Jimmy Carter e elegeu Ronald Reagan, que conseguiu aprovar o maior orçamento militar em época de paz até então.

1982/1984 - Líbano - Estados Unidos invadiram o Líbano e se envolveram nos conflitos no país logo após a invasão por Israel - e acabaram envolvidos na guerra civil que dividiu o país. Em 1980, os americanos supervisionaram a retirada da Organização pela Libertação da Palestina de Beirute. Na segunda intervenção, 1.800 soldados integraram uma força conjunta de vários países, que deveriam restaurar a ordem após o massacre de refugiados palestinos por libaneses aliados a Israel. O custo para os americanos foi a morte 241 fuzileiros navais, quando os libaneses explodiram um carro bomba perto de um quartel das forças americanas.

1983/1984 - Ilha de Granada - Após um bloqueio econômico de quatro anos a CIA coordena esforços que resultam no assassinato do 1º Ministro Maurice Bishop. Seguindo a política de intervenção externa de Ronald Reagan, os Estados Unidos invadiram a ilha caribenha de Granada alegando prestar proteção a 600 estudantes americanos que estavam no país, as tropas eliminaram a influência de Cuba e da União Soviética sobre a política da ilha;

1983/1989 - Honduras - Tropas enviadas para construir bases em regiões próximas à fronteira invadem o Honduras.

1986 - Bolívia - Exército invade o território boliviano na justificativa de auxiliar tropas bolivianas em incursões nas áreas de cocaína.

1989 - Ilhas Virgens - Tropas americanas desembarcam e invadem as ilhas durante revolta do povo do país contra o governo pró-americano.

1989 - Panamá - Batizada de Operação Causa Justa, a intervenção americana no Panamá foi provavelmente a maior batida policial de todos os tempos: 27 mil soldados ocuparam a ilha para prender o presidente panamenho, Manuel Noriega, antigo ditador aliado do governo americano. Os Estados Unidos justificaram a operação como sendo fundamental para proteger o Canal do Panamá, defender 35 mil americanos que viviam no país, promover a democracia e interromper o tráfico de drogas, que teria em Noriega seu líder na América Central. O ex-presidente cumpre prisão perpétua nos Estados Unidos.

1990 - Libéria - Tropas invadem a Libéria justificando a evacuação de estrangeiros durante guerra civil.

1990/1991 - Iraque - Após a invasão do Iraque ao Kuwait, em 2 de agosto de 1990, os Estados Unidos, com o apoio de seus aliados da Otan, decidem impor um embargo econômico ao país, seguido de uma coalizão anti-Iraque (reunindo além dos países europeus membros da Otan, o Egito e outros países árabes) que ganhou o título de "Operação Tempestade no Deserto". As hostilidades começaram em 16 de janeiro de 1991, um dia depois do fim do prazo dado ao Iraque para retirar tropas do Kuwait. Para expulsar as forças iraquianas do Kuwait, o então presidente George Bush destacou mais de 500 mil soldados americanos para a Guerra do Golfo.

1990/1991 - Arábia Saudita - Tropas americanas destacadas para ocupar a Arábia Saudita que era base militar na guerra contra Iraque.

1992/1994 - Somália - Tropas americanas, num total de 25 mil soldados, invadem a Somália como parte de uma missão da ONU para distribuir mantimentos para a população esfomeada. Em dezembro, forças militares norte-americanas (comando Delta e Rangers) chegam a Somália para intervir numa guerra entre as facções do então presidente Ali Mahdi Muhammad e tropas do general rebelde Farah Aidib. Sofrem uma fragorosa derrota militar nas ruas da capital do país.

1993 - Iraque - No início do governo Clinton é lançado um ataque contra instalações militares iraquianas em retaliação a um suposto atentado, não concretizado, contra o ex-presidente Bush, em visita ao Kuwait.

1994/1999 - Haiti - Enviadas pelo presidente Bill Clinton, tropas americanas ocuparam o Haiti na justificativa de devolver o poder ao presidente eleito Jean-Betrand Aristide, derrubado por um golpe, mas o que a operação visava era evitar que o conflito interno provocasse uma onda de refugiados haitianos nos Estados Unidos.

1996/1997 - Zaire (ex-República do Congo) - Fuzileiros Navais americanos são enviados para invadir a área dos campos de refugiados Hutus.

1997 - Libéria - Tropas dos Estados Unidos invadem a Libéria justificando a necessidade de evacuar estrangeiros durante guerra civil sob fogo dos rebeldes.

1997 - Albânia - Tropas invadem a Albânia para evacuar estrangeiros.

2000 - Colômbia - Marines e “assessores especiais” dos EUA iniciam o Plano Colômbia, que inclui o bombardeamento da floresta com um fungo transgênico fusarium axyporum (o “gás verde”); todavia a proposta gerou grande controvérsia internacional e debates sobre o uso de armas biológicas para fins de controle de drogas. Um cientista americano que possuía direitos sobre o fungo chegou a declarar a intenção de usá-lo sem autorização, o que aumentou o debate.

2001 - Afeganistão - Os EUA bombardeiam várias cidades afegãs, em resposta ao ataque terrorista ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001. Invadem depois o Afeganistão onde estão até hoje.

2003 - Iraque - Sob a alegação de Saddam Hussein esconder armas de destruição e financiar terroristas, os EUA iniciam intensos ataques ao Iraque. É batizada pelos EUA de "Operação Liberdade do Iraque" e por Saddam de "A Última Batalha", a guerra começa com o apoio apenas da Grã-Bretanha, sem o endosso da ONU e sob protestos de manifestantes e de governos no mundo inteiro. As forças invasoras americanas até hoje estão no território iraquiano, onde a violência aumentou mais do que nunca.

ENTRE 2014/2016 Brasil - esteve por trás do golpe que derrubou a nossa Presidenta DILMA e claro com o objetivo de roubar o nosso Petróleo.

2014 a 2021 - via Operação lava jato, destruiu nossas empresas e jogou na cadeia o único candidato capaz de levantar o Brasil. A “Operação Lava Jato” durou oficialmente de março de 2014 a fevereiro de 2021, com a dissolução do núcleo original no Paraná. No entanto, o trabalho foi incorporado a outros grupos, como os Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecos), em outros estados a partir de 2021 para dar continuidade às investigações. 
Início: A operação teve início em março de 2014.
Fim do núcleo original: O núcleo original da força-tarefa em Curitiba foi dissolvido em fevereiro de 2021, com seus processos remanescentes sendo incorporados aos Gaecos.
Continuidade: As atividades da operação foram transferidas para outros grupos dentro do Ministério Público Federal e estaduais, com o trabalho sendo incorporado aos Gaecos em alguns estados a partir de 2021. Sabe-se hoje que atuaram como braço ideológico dos imperialistas  para destruir o Brasil. 

2020: matou o General Qaseen Suleimani com certeza por conta do Petróleo. Irã anuncia descoberta de imenso campo petrolífero.

Total de mortos promovidos pelos EUA atingiram 110 milhões de pessoas direto ou indireto. Sem ser denunciados em tribunais internacionais

Fonte: Urias Rocha, jornalista e ex professor de Mato Grosso do Sul.


***

Nota metodológica curta: incluí intervenções diretas (invasões/ocupações/ataques aéreos) e ações militares significativas coordenadas pelos EUA (incluindo bombardeios estratégicos, campanhas secretas de bombardeio na Indochina, e operações de mudança de regime patrocinadas pela CIA). Cada linha tem pelo menos uma fonte pesquisada.

Lista (país — por que os EUA intervieram ou bombardearam)

1. México (Veracruz, 1914 e operações na fronteira) — proteger interesses comerciais/americanos e responder a incidentes contra cidadãos/forças US. (Wikipedia)

2. Nicarágua — ocupação/ intervenção (1912–1933) para proteger interesses económicos e impedir alternativas ao controle regional (canal, influência). (Wikipedia)

3. Honduras — intervenções e ações militares durante o período das “Banana Wars” para proteger empresas e estabilidade pró-EUA. (Wikipedia)


4. Haiti — ocupação militar 1915–1934 para controlar instabilidade e proteger interesses estratégicos/econômicos. (Wikipedia)


5. República Dominicana — ocupação (1916–1924) e intervenções visando estabilidade pró-EUA e proteção de investidores. (Wikipedia)


6. Panamá — apoio à independência (1903) e, no fim do século XX, invasão (Operation Just Cause, 1989) para depor Noriega e proteger o Canal/pessoas e interesses norte-americanos. (Wikipedia)


7. Cuba — intervenção militar repetida (início do séc. XX; 1961 Bay of Pigs — tentativa de invasão apoiada pelos EUA visando derrubar Castro). (Wikipedia)


8. Guatemala (1954) — derrubada do governo de Jacobo Árbenz por operação apoiada pela CIA para proteger interesses agrícolas e conter influência comunista. (Arquivo de Segurança Nacional)


9. Irã (1953) — golpe apoiado pela CIA para depor Mossadegh e reinstalar um governo pró-Ocidente (interesses estratégicos/petróleo). (AP News)


10. Chile (1973) — apoio norte-americano a esforços (covert action) que contribuíram para o golpe contra Allende por motivos geopolíticos/anticomunistas. (National Archives)


11. Coreia (Guerra da Coreia, 1950–53) — intervenção militar liderada pelos EUA/ONU para repelir invasão do Norte e conter comunismo. (Encyclopedia Britannica)


12. Japão (Hiroshima e Nagasaki, 1945) — bombardeios atômicos com o objetivo declarado de forçar a rendição e encerrar a Segunda Guerra Mundial no Pacífico. (Biblioteca Truman)


13. Alemanha (Segunda Guerra Mundial) — campanha maciça de bombardeios estratégicos dos aliados, com ampla participação aérea/industrial dos EUA, para derrotar o Eixo. (Wikipedia)


14. Filipinas (Guerra Filipinas-EUA, 1899–1902 — transição para o séc. XX) — guerra/ocupação para consolidar controle após derrota espanhola; suprimir independência filipina. (Encyclopedia Britannica)


15. Vietnã (Guerra do Vietnã) — intervenção militar e extensa campanha de bombardeio (incluindo Operation Rolling Thunder) para conter o avanço comunista no Sudeste Asiático. (Wikipedia)


16. Laos — campanha secreta de bombardeios (maior esgotamento aéreo per capita da história do país) para atacar vias de abastecimento (Ho Chi Minh Trail) e bases comunistas. (Wikipedia)


17. Camboja — bombardeios secretos (Operation Menu e outras) e incursões para atingir bases vietcong e NVA dentro do território cambojano. (Wikipedia)


18. Iraque (Guerra do Golfo, 1991 e ataques dos anos 90) — campanha aérea (Desert Storm) para expulsar o Iraque do Kuwait e posteriores ataques punitivos/avanços contra capacidades iraquianas. (Encyclopedia Britannica)


19. Líbia (1986) — ataque aéreo (Operation El Dorado Canyon) em retaliação a atentados atribuídos a grupos apoiados pelo regime de Gaddafi. (História da Força Aérea)


20. Grenada (1983) — invasão (Operation Urgent Fury) alegando proteger cidadãos americanos e restaurar ordem após golpe interno e ameaça comunista. (Wikipedia)


21. Líbano (1958 intervenção e presença nos anos 1980) — desembarque/ocupação para estabilizar um governo aliado (1958) e presença/ações militares na guerra civil dos anos 80 (proteção de interesses/forças). (Wikipedia)


22. Somália (início dos anos 1990) — intervenção humanitária/militar (UN/US) com ações aéreas/forças especiais dentro de um contexto de intervenção internacional para proteger ajuda e restaurar ordem. (veteransforpeace.org)


23. Iugoslávia/ Sérvia (1999 — Kosovo) — campanha de bombardeio da OTAN com liderança logística e participação decisiva dos EUA para deter limpeza étnica e forçar retirada das forças sérvias do Kosovo. (Encyclopedia Britannica)


24. El Salvador — apoio militar e treinamento dos EUA durante a guerra civil (anos 1980) para combater insurgência de esquerda; assistência que sustentou operações e ataques do governo salvadorenho. (Arquivo de Segurança Nacional)


25. Chile, Argentina e outros (apoio político/operacional a golpes e operações encobertas, séc. XX)— (ex.: apoio a regimes/ações anticomunistas, financiamento e operações encobertas em vários países da América Latina durante a Guerra Fria). (Arquivo de Segurança Nacional).


Fontes consultadas (seleção principal)

Wikipedia — List of wars involving the United States in the 20th century / Banana Wars (visão geral e enumerativa). (Wikipedia)


Evergreen College / Zoltan Grossman — lista de intervenções (compilação histórica). (sites.evergreen.edu)


Veterans for Peace — A Century of U.S. Military Interventions (PDF compilatório). (veteransforpeace.org)


National Security Archive (George Washington University) — documentos e análises sobre operações da CIA e mudanças de regime (ex.: Guatemala, Chile, Irã). (Arquivo de Segurança Nacional)


U.S. Air Force / AFHRA — fichas sobre operações aéreas (ex.: Operation Rolling Thunder; Operation El Dorado Canyon). (História da Força Aérea)


Truman Library / Encyclopaedia Britannica — decisões sobre Hiroshima/Nagasaki e contexto final da II Guerra. (Biblioteca Truman)


Britannica — artigos de referência sobre a Guerra da Coreia, Guerra do Vietnã, Guerra do Golfo, Philippine-American War, Kosovo, etc. (Encyclopedia Britannica)


Arquivos do governo dos EUA / documentos desclassificados sobre ações na América Latina (ex.: Chile). (National Archives)



















 

(Escrito em 31/8/2024, revisada e ampliada em 27/11/2025)

ANTINOO

FELIZ ANIVERSÁRIO, ANTINOO
ΧΡΟΝΙΑ ΠΟΛΛΑ, ΆΝΤΊΝΟΟΣ

AVE, ANTINOOUS

Nascimento de Antinoo
Hoje 27 de novembro, segundo se crê, nasceu no ano de 111 d.C., (há 1911 anos atrás, portanto) na Bitínia, o homem que se tornou o primeiro companheiro e o maior amor do Imperador “helenófilo” Hadriano, Publius Aelius Hadrianus (24 de janeiro de 76 d.C. — 10 de julho de 138 d.C., considerado um dos cinco melhores imperadores romanos.

Antínous, também chamado de Antinoös, 
Grego antigo: Ἀντίνοος

Um papiro fragmentário do final do segundo ou início do terceiro século EC refere-se à “deificação de Antínoo” (ἐκθέωσις Ἀντινόου). O fragmento, parte de um calendário para oferendas de culto, também menciona o dia do nascimento de Antínoo e enigmáticos “ritos de cavalo” (horse rites). 
O papiro, provavelmente de Oxirrinco, continua com uma descrição de três festivais realizados entre 27 de novembro (aniversário de Antínoo) e 15 de dezembro. Antínoo, o favorito do imperador Adriano, afogou-se misteriosamente no rio Nilo no final de 130 d.C. enquanto Adriano visitava a província do Egito. (Thompson, 2013).
Orígenes, escrevendo em meados do terceiro século d.C., menciona o mesmo Antínoo no terceiro livro de seu Contra Celsum, uma resposta à Verdadeira Doutrina de Celso (ἀληθὴς λόγος). De acordo com Orígenes, Celso (escrevendo c. 177–180 d.C.) oferece vários heróis como concorrentes de Jesus, “homens que os gregos acreditavam ter se tornado deuses”. Entre eles, Celso apresenta Antínoo e afirma que os habitantes de Antinoopolis no Egito honram Antínoo da mesma forma que os cristãos honram Jesus. As alegações de Celso e as observações de Orígenes parecem atestar uma ampla crença entre muitos na capacidade do deificado Antínoo de efetuar milagres na cidade de Antinoopolis: proferindo oráculos, curando e até infligindo punições. Na resposta de Orígenes, ele pega cada um dos heróis por vez e refuta a comparação com Jesus. No entanto, a resposta de Orígenes a Antínoo difere de seu tratamento dos outros heróis. (Thompson, 2013).

Antínoo (Bitínia, 27 de novembro de 111, outubro de 130) foi um jovem grego, parceiro e companheiro do imperador romano Hadriano. Após sua morte prematura, por afogamento no rio Nilo, em algum momento antes de seu vigésimo aniversário, Antínoo ou Antinous, foi deificado por ordem de Hadriano, sendo adorado tanto no Leste quanto no Oeste, i.e., em todo império romano, às vezes como um deus, θεός, em grego clássico (maioria das vezes), e às vezes como um herói, ἥρως, em grego clássico. Ao ser divinizado, por decreto do imperador, cada cidade do império, estabeleceu um templo e um culto em sua honra. Sendo esse o culto mais duradouro de um humano divinizado no império romano.


Vida e Morte de Antinoo
Pouco se sabe sobre a vida de Antínoo. Sua ascendência é incerta. Não sabemos quem foram seus pais, ou o que faziam (profissão), nem se moravam na zona urbana da cidade ou na zona rural. 
Com base em relatos posteriores (veja abaixo), Antínoo era um menino grego da cidade de Bitínion-Claudiópolis no oeste da Ásia Menor. Embora pareça provável que Antínoo tenha conhecido o imperador Adriano quando este visitou a área de Bitínion em 123 d.C., as circunstâncias precisas do encontro são desconhecidas. 
Apenas um possível incidente de sua vida pode ser preservado em um poema que descreve uma caça ao leão com Hadriano na Líbia. 

O imperador Adriano chegou com Antínoo no Egito em 130 d.C. Os detalhes que cercam a morte de Antínoo permanecem igualmente obscuros, como acontecia na antiguidade. Ele parece ter se afogado perto do final de outubro de 130 d.C. perto de Hermópolis Magna, na época do ano em que os egípcios estavam comemorando a morte de Osíris. (Thompson, 2013).

Um relato descreve sua morte como uma devoto a Adriano: 

Tendo viajado pela Arábia, Adriano chegou a Pelúsio e reconstruiu o túmulo de Pompeu de uma forma mais magnífica. Ele perdeu Antínoo, seu favorito, durante uma viagem ao longo do Nilo, e chorou por ele “como uma mulher”. Há vários rumores sobre essa pessoa, alguns afirmando que ele se dedicou à morte por causa de Adriano (aliis eum devotum pro Hadriano adserentibus), outros, o que tanto sua beleza quanto a sensualidade excessiva de Adriano tornam óbvio. De fato, os gregos seguindo o desejo de Adriano o consagraram como um deus. Eles alegam que oráculos foram dados por meio dele; o próprio Adriano é mencionado como seu autor (História Augusta Hadrian 14.5–7). (Thompson, 2013).

Adriano e o Culto de Antínoo
Independentemente dos detalhes da vida e morte, desse jovem, as evidências indicam que o imperador Adriano deificou Antinoo, logo após a sua morte. Adriano assumiu o papel principal na disseminação inicial do culto ao fundar a cidade de Antínoo em sua memória, construindo um santuário para Antínoo (o chamado Antinoeion) em sua vila em Tivoli e espalhando o culto de Antínoo em Bitínion, a cidade natal de Antínoo, e Mantineia, a cidade-mãe de Bitínion. (Thompson, 2013).

Antinoópolis/Antinoe 
Quase imediatamente após a morte de Antínoo, o Imperador Adriano fundou a cidade de Antínopolis/Antinoe perto de onde Antínoo se afogou na margem leste do Nilo (c. 30 de outubro de 130 d.C.). Adriano concedeu a Antínopolis autonomia local, além de outros privilégios, semelhantes a outras cidades gregas no Egito. 
A cidade, seguindo o modelo da Atenas clássica, foi dividida em dez tribos (Nervanios, Traianos, Aelieus, Hadrianeios, Paulinios, Matidios, Sabinios, Sebasteios, Oseirantinoeios e Athenaeius). (Thompson, 2013).

Escrevendo no início do terceiro século E.C, Dio Cassius (Thompson, 2013) relata a fundação da cidade e os esforços de Adriano para ampla divulgação do culto e da imagem de Antínoo:

In Egypt he rebuilt the city named henceforward for Antinoos. Antinoos was from Bithynion, a city of Bithynia, which we also call Claudiopolis; he had been a favorite of the emperor (παιδικὰ δὲ αὐτοῦ ἐγεγόνει) and had died in Egypt, either by falling into the Nile, as Hadrian writes, or, as the truth is, by being offered in sacrifice (ἱερουργηθείς). For Hadrian, as I have stated, was always very curious and employed divinations and incantations of all kinds. Accordingly, he honored Antinoos, either because of his love for him or because the youth had voluntarily undertaken to die (ἤτοι διὰ τὸν ἔρωτα αὐτοῦ ἢ ὅτι ἐθελοντὴς ἐθανατώθη) – it be- ing necessary that a life should be surrendered freely for the accomplishment of the ends Ha- drian had in view (ἑκουσίου γὰρ ψυχῆς πρὸς ἃ ἔπραττεν ἐδεῖτο) – by building a city on the spot where he had suffered this fate and naming it after him. He also set up statues, or rather sacred images, of him, practically all over the world (καὶ ἐκείνου ἀνδριάντας ἐν πάσῃ ὡς εἰπεῖν τῇ οἰκουμένῃ, μᾶλλον δὲ ἀγάλματα, ἀνέθηκε). Finally, he declared that he had seen a star that he took to be that of Antinoos. He eagerly listened to the fictitious tales woven by his associates that the star had actually come into being from the psyche of Antinoos and had then appeared for the first time (καὶ τέλος ἀστέρα τινὰ αὐτός τε ὁρᾶν ὡς καὶ τοῦ Ἀντινόου ὄντα ἔλεγε, καὶ τῶν συνόντων οἱ μυθολογούντων ἡδέως ἤκουεν ἔκ τε τῆς ψυχῆς τοῦ Ἀντινόου ὄντως τὸν ἀστέρα γεγενῆσθαι καὶ τότε πρῶτον ἀναπεφηνέναι). On this account, then, he became the object of some ridicule, and also because at the death of his sister Paulina he had not immediately paid her any honor (69.11.2–4).

Tradução:

No Egito, ele reconstruiu a cidade chamada doravante de Antínoo. Antínoo era de Bitínion, uma cidade da Bitínia, que também chamamos de Claudiópolis; ele tinha sido um favorito do imperador (παιδικὰ δὲ αὐτοῦ ἐγεγόνει) (paidiká dé aftoú egegónei) e tinha morrido no Egito, seja caindo no Nilo, como Adriano escreve, ou, como a verdade é, sendo oferecido em sacrifício (ἱερουργηθείς) (ierourgitheís). Pois Adriano, como eu afirmei, sempre foi muito curioso e empregou adivinhações e encantamentos de todos os tipos. (Escrita que tenta deslegitimar de uma só vez o amor entre Hadriano e Antinoo, bem como a racionalidade helênica do imperador. Assim como Platão e todos os gregos, que acreditavam nos oráculos, isso não os tornou irracionais a ponto de se pautarem por isso, nem sacrificar pessoas.)
Assim, ele honrou Antinoos, seja por causa de seu amor por ele ou porque o jovem se comprometeu voluntariamente a morrer (ἤτοι διὰ τὸν ἔρωτα αὐτοῦ ἢ ὅτι ἐθελοντὴς ἐθανατώθη) (ítoi diá tón érota aftoú í óti ethelontís ethanatóthi), sendo necessário que uma vida seja entregue livremente para a realização dos fins que Adriano tinha em vista (ἑκουσίου γὰρ ψυχῆς πρὸς ἃ ἔπραττεν ἐδεῖτο) (ekousíou gár psychís prós á épratten edeíto), construindo uma cidade no local onde ele sofreu esse destino e batizando-a com seu nome. Ele também ergueu estátuas, ou melhor, imagens sagradas dele, praticamente em todo o mundo (καὶ ἐκείνου ἀνδριάντας ἐν πάσῃ ὡς εἰπεῖν τῇ οἰκουμένῃ, μᾶλλον δὲ ἀγάλματα, ἀνέθηκε) (kaí ekeínou andriántas en pási os eipeín tí oikouméni, mállon dé agálmata, anéthike). Por fim, declarou ter visto uma estrela que supôs ser a de Antinoos. Ele ouviu ansiosamente as histórias fictícias inventadas por seus associados de que a estrela havia realmente surgido da psique de Antinoos e então apareceu pela primeira vez. τῶν συνόντων οἱ μυθολογούντων ἡδέως ἤκουεν ἔκ τε τῆς ψυχῆς τοῦ Ἀντινόου ὄντως τὸν ἀστέρα γεγενῆσθαι καὶ τότε πρῶτον ἀναπεφηνέναι) (tón synónton oi mythologoúnton idéos íkouen ék te tís psychís toú Antinóou óntos tón astéra gegenísthai kaí tóte próton anapefinénai). (Thompson, 2013).

Dio Cassius, como a posterior Historia Augusta (citada), aborda a curiosa questão da morte de Antínoo. Dio Cássio fornece duas explicações: afogamento ou sacrifício voluntário em nome de Adriano. Ele também destaca a promoção de Adriano da imagem sagrada de Antínoo em quase todo o mundo. De acordo com Dio, Adriano mudou os espaços físicos das cidades dentro e fora do Egito ao povoá-las com imagens de Antínoo. Ele descreve ainda a declaração de Adriano da apoteose de Antínoo, um conto incrível de acordo com Dio. (Mais uma vez Dio Cássio, coloca sua visão e seus preconceitos no que descreve). 
A cidade de Antinoopolis celebrava o Μεγάλα Ἀντινόεια e outros jogos em homenagem a Antínoo (cf. os comentários de Hegessipus). O obelisco (“obelisco de Pincio”) que agora fica no Monte Pinciano em Roma é tradicionalmente entendido como vindo de Antinoopolis ou seus arredores próximos. Embora escavações recentes indiquem que ele veio da Villa de Adriano em Tivoli, o obelisco fornece informações importantes sobre Antinoos, a cidade de Antinoópolis, o templo de Antinoos, e seu culto. (Thompson, 2013). (Sabe-se que Dio Cassio, apesar de descrever o imperador como um homem agradável, foi também um detrator da memória do imperador Hadriano, e por isso seu relato não pode ser tomado ao pé da letra).

O obelisco de Antinoo

Dois lados do obelisco, escritos em hieróglifos, são de particular importância. O lado sul: 

Antinoos, que está lá (ou seja, falecido)… um local de festival (?) foi feito em sua cidade no Egito, que é nomeado para ele, para os fortes (jovens) que estão nesta terra, e para as equipes de remo e para o … de todo o país e da mesma forma para todas as pessoas que estão (?) com (?) o Deus Thoth, enquanto há prêmios para eles e coroas de flores para suas cabeças; eles recompensam com todas as coisas boas. Eles colocam em seus altares, eles trazem… diariamente que como ofertas diárias (?). Louvores são falados a ele pelos artesãos de Thoth de acordo com a amplitude de sua excelência. Ele vai de sua cidade para muitos templos em todo o país e ouve os pedidos daqueles que oram a ele, e cura os necessitados doentes enviando-lhes um sonho. Ele completa seu trabalho entre os vivos. Ele assume todas as (?) formas que seu coração [deseja (?)]... a verdadeira semente do Deus está em seus membros... corpo saudável... de sua mãe; ele foi erguido no local de seu nascimento por... 

O obelisco descreve os ritos diários e a celebração de festivais e jogos em homenagem a Antínoo. Além disso, o texto explica o movimento de Antínoo de templo em templo, ouvindo orações e, como Asclépio, curando os doentes com um sonho. Embora nenhuma atividade extraordinária ou milagrosa seja atribuída a Antínoo durante sua vida, o deificado Antínoo é aqui retratado - semelhante às observações de Orígenes, respondendo às orações curando os doentes. (Thompson, 2013).

O lado oeste do obelisco diz:

[Antinoos] que está lá (ou seja, falecido), e que descansa neste lugar, que está no campo das terras(?) do mestre(?) de … de Roma, foi reconhecido como(?) de Deus no lugar divino do Egito. Templos foram fundados para ele, ele foi adorado como um deus pelos profetas e sacerdotes do Alto e Baixo Egito, e pelos habitantes do Egito, todos eles como existem. Uma cidade é nomeada após seu nome, e as tropas de gregos que pertencem a ela e os … dos habitantes dos templos, que vêm [de] suas cidades; campos são dados a eles para que com eles(?) eles possam tornar suas vidas muito(?) boas. Um templo deste deus, que é chamado de Osirantinoos, o abençoado, é encontrado nele e é construído de boa pedra branca, com esfinges ao redor, e estátuas e numerosas colunas, como as que foram feitas anteriormente pelos ancestrais (egípcios), e como foram feitas pelos gregos. Todos os deuses e deusas lhe dão o sopro da vida e ele respira como alguém rejuvenescido. (Thompson, 2013).


Tradução para o inglês de M.T. BOATWRIGHT, Hadrian and the City of Rome (Princeton: Princeton University Press, 1989), 239–260 (“Apêndice: The Obeliscus Antinoi”), baseado na tradução alemã em A. ERMAN, “Der Obelisk des Antinous”, Mitteilungen des deutschen archäologischen Instituts, Römische Abteilung 11 (1896): 113–121, e a revisão em A. ERMAN, Römische Obelisken (Abhandlungen der Königlich Preussischen Akademie der Wissenschaften 4; Berlim: Verlag der Königlich Akademie der Wissenschaften, 1917). Para o obelisco, veja agora MEYER, ed., Der Obelisk des Antinoos (Munique: Wilhelm Fink, 1994). Tradução alemã de A. GRIMM em: MEYER, Der Obelisk des Antinoos, 25–88. Tradução francesa: J. CHARLES-GAFFIOT e H. LAVAGNE, Hadrien: Tesouros de uma Villa Imperial (Milão: Electa, 1999). 21 Tradução: M.T. BOATWRIGHT, Hadrian and the City of Rome, 246. 

De interesse para os estudos cristãos primitivos, as linhas finais de o lado leste do obelisco dizia: “Ele vai aonde quer. Os porteiros das regiões do Hades dizem a ele: Louvado sejas; eles perdem seus ferrolhos, abrem suas portas diante dele em muitos anos sem fim, enquanto sua vida útil é a do [sol?] [nunca] indo embora [para sempre]” (245). A tradução de BOATWRIGHT reflete a suposição mais antiga de que o obelisco estava originalmente localizado em Antinoópolis no Egito.

Cf. a tradução de Z. MARI e S. SGALAMBRO, “The Antinoeion of Hadrian’s Villa: Interpretation and Architectural Reconstruction,” American Journal of Archaeology 111, no. 1 (2007): 83–104 [99], das primeiras linhas do lado oeste, “Antinoo repousa neste túmulo situado dentro do jardim, propriedade do Imperador de Roma.” 22 E.S.P. RICOTTI, “La ricerca della tomba di Antinoo a Villa Adriana,” Rendiconti della Pontificia Accademia Romana di Archeologia 75 (2002–2003): 113–144, figuras 1–19; Z. MARI, “L’Antinoeion di Villa Adriana: Risultati della prima campagna di scavo”, Rendiconti della Pontificia Accademia Romana di Archaeologia 75 (2002–2003): 145–185; IDEM, “L’Antinoeion di Villa Adriana: Risultati della seconda campagna di scavo”, Rendiconti della Pontificia Accademia Romana di Archaeologia 76 (2003–2004): 263–314; Z. MARI e S. SGALAMBRO, “O Antinoeion da Vila de Adriano”, 83–104; J.-C. GRENIER, L’Osiris Antinoos (Montpellier: Université Paul Valéry, 2008); Z. MARI, “Villa Adriana: Da rovina a patrimonio dell'UNESCO”, LANX 10 (2010): 153–171. Cf. E. CALANDRA, “Villa Adriana cenário del potere”, em: Adriano e os Cristãos (ed., M. RIZZI; Millennium Studien 30; Berlim: Walter de Gruyter, 2010), 21–50, que argumenta que a Villa em Tivoli passou por três fases de construção: 1) primeira fase mais conservadora (118–21 d.C.); 2) segunda fase mais diversa e inovadora após a viagem de Adriano em torno do Império (125–128 d.C.); 3) uma fase final com foco em Antineos e seu culto (133/134 d.C.). 23 Para o plano e a reconstrução axonométrica hipotética do Antinoeion, veja MARI e SGALAMBRO, “The Antinoeion of Hadrian's Villa,” 91–96, figuras 25–27. (Thompson, 2013).


Busto de Antinoo (130-138). Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, Brasil.




















Antinoöpolis: vista do arco triunfal do século XIX d.C., de Description de l'Égypte.
Antinoöpolis está localizada no Egito. Governo: Tipo Minya Governorate.  Antinoöpolis (também Antinoopolis, Antinoë, Antinopolis; grego antigo: Ἀντινόουπόλις; copta: ⲁⲛⲧⲓⲛⲱⲟⲩ Antinow; árabe: انصنا, romanizado: Ansinā).

Antinoópolis: vista do arco triunfal do século XIX d.C., da obra: Description de l'Égypte.











Antínoo Capitolino, estátua descoberta na Vila Adriana e atualmente preservada nos Museus Capitolinos, em Roma.

Antinous-Bacchus, segundo século, AD, Museu Arqueológico de Nápoles.


Antínoo (Delfos), estátua policromada em mármore pariano, feita durante o reinado de Hadriano (117-138, DC), descoberta em Delfos, 1894.

Antínoo nasceu em uma família grega perto da cidade de Claudiópolis, localizada na província romana da Bitínia, onde hoje é o noroeste da Turquia. Ele nasceu no território leste da cidade chamado Mantineion, uma localidade rural.
Não há registros do ano de nascimento de Antínoo, embora se estime que provavelmente foi entre 110 e 112 EC. As primeiras fontes registram que seu aniversário foi em novembro e, embora a data exata não seja conhecida, Royston Lambert, um dos biógrafos de Antínoo, afirmou que provavelmente tenha sido em 27 de novembro.

Antinous de Delfos.






Imperador Hadriano, Publius Aelius Hadrianus.
(24 de janeiro de 76 — 10 de julho de 138).

A cidade de Antinoópolis foi erguida no local de Hir-we. Todos os edifícios anteriores foram destruídos e substituídos por novos, com exceção do Templo de Ramessés II. A criação de Antinoópolis, foi a primeira cidade helênica na região do Médio Nilo, servindo assim como um bastião da difusão da cultura grega, que Hadriano tanto amava, dentro da área egípcia. Para encorajar os egípcios a se integrarem a essa nova cultura (grega), ele permitiu que gregos e egípcios da cidade se casassem e permitiu que a principal divindade de Hir-we, Bes, continuasse a ser adorada em Antinoópolis ao lado da nova divindade principal, Osíris-Antínoo. Ele encorajou e incentivou os gregos de outros lugares a se estabelecerem na nova cidade, usando vários incentivos administrativos para isso. A cidade foi projetada em uma planta ortogonal que era típica das cidades helênicas, e embelezada com colunas e muitas estátuas de Antínoo, bem como um templo dedicado à sua divindade.

Hadriano proclamou que os jogos fossem realizados na cidade na primavera de 131 em comemoração ao novo Deus. Conhecidas como Antinoeia, seriam realizadas anualmente. Durante séculos, as Antinoéias, foram apontadas como as competições atléticas mais importantes do Egito. Os eventos incluíam competições atléticas, corridas de quadrigas e hipismo e festivais artísticos e musicais, com prêmios incluindo cidadania, dinheiro, fichas e manutenção vitalícia gratuita.

Antinoópolis continuou a crescer na era bizantina, sendo cristianizada com a conversão do Império, mas manteve uma associação com a magia nos séculos seguintes. Ao longo dos séculos, as pedras da cidade de Hadriano foi removida para a construção de casas e mesquitas. No século XVIII, as ruínas de Antinoópolis ainda eram visíveis, sendo registradas por viajantes europeus como o missionário jesuíta Claude Sicard em 1715 e Edme François Jomard, o agrimensor c. 1800. No entanto, no século XIX, Antinoópolis foi quase completamente destruída pela produção industrial.

Uma escavação da cidade no início do século XX revelou um tondo fúnebre relativamente realista pintado em madeira. Embora os homens no retrato sejam tradicionalmente identificados como irmãos, se especula que eles eram amantes, porque por trás da figura imberbe está uma representação de Antínoo-Osíris, a única representação pictórica que sobreviveu de uma estátua do jovem tornado deus.




































































Fonte








Anthony R. Birley, Hadrian: The Restless Emperor (Routledge, London, 1997).

Royston Lambert, Beloved and God: The Story of Hadrian and Antinous (Viking, New York, 1984).

R.R.R. Smith, Antinous: Boy Made God (exhibition catalogue, Ashmolean Museum, Oxford, 2018).

Caroline Vout, “Antinous, Archaeology and History,” Journal of Roman Studies 95 (2005) 80–96.

Caroline Vout, Antinous: Face of the Antique (exhibition catalogue, Henry Moore Institute, Leeds, 2006).

Caroline Vout, Power and Eroticism in Imperial Rome (Cambridge UP, 2007).


Anexo

Antinoo: l’ultimo mito dell’antichità nella storia e nell’arte (Milano: Editrice nuovi autori, 1995); 
E. SPELLER, Following Hadrian; 
C. VOUT and P. CURTIS, eds., Antinous: The Face of the Antique (Leeds: Henry Moore Institute, 2006); 
C. VOUT, Power and Eroti- cism in Imperial Rome (Cambridge: Cambridge University Press, 2007), 52–135; 
T. OPPER, Hadrian: Empire and Conflict (Cambridge: Harvard University Press, 2008), 166–199; 
K. PARLASCA, “Antinoos Heros,” Chronique d’Égypte 84, no. 167 (2009): 348–356; C.P. JONES, New Heroes in Antiquity: From Achilles to Antinoos (Cambridge: Harvard University Press, 2010), 75–83; IBID, “Antinoos” in Encyclopedia of Ancient History (eds. R.S. BAGNALL et al.; Malden, MA: Wiley-Blackwell, 2012), 469–70. 12 R. LAMBERT, Beloved and God, 19, posits a date of birth between 110 and 112 CE. An inscription (CIL 14.2112 = ILS 7212; cited below) attests November 27 as his date of birth. 13 Two tondi on the arch of Constantine may preserve depictions of Antinoos hunting with Hadrian from an earlier monument. For discussion and images of the tondi see I. MAULL, “Hadrians Jagddenkmal,” Jahreshefte des österreichischen Archäologischen Instituts in Wien 42 (1955): 53–67; 
M. OPPERMANN, “Bemerkungen zu einem Jagddenkmal des Kaisers Hadrian,” Nikephoros 4 (1991): 211–217; 
MEYER, Antinoos, 218–220 and plates 132–135. Cf. M. L. CONFORTO, ed., Adriano e Costantino: Le due fasi dell’arco nella valle del Colosseo (Milano: Electa, 2001). 
14 Translation adapted from A. R. BIRLEY, Lives of the Later Caesars: The First Part of the Augustan History: With Newly Compiled Lives of Nerva and Trajan (Penguin Classics; Harmondsworth: Penguin Books, 1976). Cf. Historia Augusta (trans. by D. MAGIE; LCL 139–140, 263; Cambridge: Harvard University Press, 1921–1932). For the Latin Text, see E. HOHL, ed., Scriptores Historiae Augustae (2 vols.; Leipzig: Teubner, 1965). Cf. G.H. RENBERG, “Hadrian and the Oracles of Antinous (SHA, Hadr. 14.7): With an Appendix on the So-Called Antinoeion at Hadrian’s Villa and Rome's Monte Pincio Obelisk.” Memoirs of the American Academy in Rome 55 (2010): 159–198, for the genesis of the Antinoos cult in the oracles issued by Antinoos in dreams to Hadrian. 
15 C. VOUT, “Antinous, Archaeology and History,” The Journal of Roman Studies 95 (2005): 80–96 [82, no. 11], “Ancient authors do not tell us whether or not Antinous received a senatus consultum. Either he did receive one, and no mention of it survives in the sources, or he did not and was packaged as a different kind of deified figure from other “members” of the imperial family. The archaeological evidence confirms this latter hypothesis. He is worshipped as θέος or deus and not a divus. This titulature, combined with the success of his cult, warns of the dangers of configuring the so-called “imperial cult as a monolithic cult.” 
16 E. KÜHN, “Antinoopolis: Ein Beitrag zur Geschichte des Hellenismus im römischen Ägypten: Grundung und Verfassung” (Ph.D. diss.; Universität Leipzig, 1913); 
H.I. BELL, “Antinoopolis: A Hadrianic Foundation in Egypt,” JRS 30, no. 2 (1940): 133–147; 
M. ZAHRNT, “Antinoopolis in Ägypten: Die hadrianische Gründung und ihre Privilegien in der neueren Forschung,” ANRW II 23.2:669–706; 
Orsolina Montevecchi “Adriano e la fondazione di Antinoopolis,” in: Neronia IV. Alejandro Magno, modelo de los emperadores romanos. Actes du IVe Colloque international de la Sien (ed., J.M. CROISILLE; Bruxelles: Revue d’études latines, 1990), 183–95; 
A.K. BOWMAN and D. RATHBONE, “Cities and Administration in Roman Egypt,” JRS 82 (1992): 107–127; 
P. SCHUBERT, “Antinoopolis: pragmatisme ou passion?” Chronique d’Égypte 72 (1997): 119–127. 17 Cf. H. BRAUNERT, “Griechische und römische Komponenten im Stadtrecht von Antinoopolis,” Journal of Juristic Papyrology 14 (1962): 73–88; 
A. K. BOWMAN, The Town Councils of Roman Egypt (American Studies in Papyrology 11; Toronto: A. M. Hakkert, 1971) 14–15; 
F.A.J. HOOGENDIJK und P. VAN MINNEN, “Drei Kaiserbriefe Gordians III. an die Bürger von Antinoopolis,” Tyche 2 (1987): 41–74; 
A. BOWMAN, “Recolonising Egypt,” in Classics in Progress: Essays on Ancient Greece and Rome (ed., T.P. WISEMAN; Oxford University Press, 2002), 195–98 [figure 8.1 includes a drawing of An- tinoopolis from an expedition of Napoleon]; 
R. ALSTON, Soldier and Society in Roman Egypt: A Social History (New York: Routledge, 2003), 61–62.