Afinal que é esse espírito vastamente superior ao do homem?
Em sua resposta a Phyllis, Einstein sugere seu panteísmo; a idéia de que "Deus é tudo". Várias vezes ele expressou essa visão explicitamente, dizendo ao rabino Herbert S. Goldstein: "Eu acredito no Deus de Espinosa, que se revela na harmonia de tudo o que existe, não em um Deus que se preocupa consigo mesmo, com o destino e os feitos da humanidade ".
Ele vai mais longe ao dizer a um entrevistador que estava “fascinado pelo panteísmo de Spinoza.” Esse panteísmo formou a base de sua visão de mundo e até influenciou suas ideias na física.
Mas o que é exatamente o panteísmo?
O panteísmo pode ser definido como algumas idéias semelhantes.
Na forma mais simples, é a crença de que tudo é idêntico a Deus. Os portadores ou apoiadores dessa visão costumam dizer que Deus é o universo, a natureza, o cosmos, ou que tudo é "um" com Deus. No entanto, alguns apoiadores dessa visão argumentam que também pode significar que a essência do divino está em tudo, sem tudo "faça parte" de Deus.
O panteísmo de Spinoza, no qual Einstein estava mais interessado, sustenta que o universo é idêntico a Deus. Esse Deus é impessoal e não se interessa pelos assuntos humanos. Tudo é feito da mesma substância fundamental, que é derivada de Deus. As leis da física são absolutas e a causalidade leva ao determinismo neste cosmos. Tudo o que acontece foi resultado da necessidade e foi a vontade de Deus.
Para o indivíduo, para o ser humano, a felicidade decorre da compreensão do cosmos e do nosso lugar nele, em vez de tentar orar pela intervenção divina. Assim, a felicidade decorre do estudo do mundo, da natureza e do cosmos, abstraindo destes as leis que os regem e os regulam.
O panteísmo é a idéia de que absolutamente tudo o que existe e podemos ver ou que existe e não podemos ver (ainda) compõem um Deus abrangente, e imanente. Também incluí a ideia de que o Universo (ou a Natureza) e Deus são idênticos.
Sendo assim, os adeptos dessa posição, os panteístas, não acreditam num deus pessoal, antropomórfico ou criador, como esta descrito na Biblia.
A palavra PANTEÍSMO é derivada do grego πᾶν + θεός: pan + theos ( pan, que significa: tudo, totalidade, e θεός: theos, que significa bom, divino), ou seja, pan (que significa "tudo") e theos (que significa "deus").
Embora existam divergências dentro do grupo dos que professam ou apoiam o panteísmo, as ideias principais dizem que Deus é encontrado em todo o cosmos como uma unidade abrangente, portanto é inaceitável no panteísmo o politeísmo (adoração e crença em vários deuses). No politeísmo as diferentes divindades tem sua identidade discreta e nenhuma invade a identidade da outra, existindo individualmente. No panteísmo as divindades são tidas como aspectos diferentes do absoluto, aspectos distintos do UNO.
Desta forma, temos que que o panteísmo só admite como Deus "o todo, a universalidade dos seres", não sendo portanto, um conteúdo em particular Deus, mas sim a totalidade deste.
O panteísmo foi popularizado na era moderna tanto como uma teologia quanto uma filosofia baseada na obra de Baruch de Espinosa, que escreveu o tratado Ética, uma resposta à teoria famosa de Descartes sobre a dualidade do corpo e do espírito. Em seus escritos Espinosa declara que ambos eram a mesma coisa, e este monismo terminou sendo uma qualidade fundamental da sua filosofia.
Ele usava a palavra "Deus" para descrever a unidade de qualquer substância. Embora o termo "panteísmo" não existisse na época de Espinosa (ainda não havia sido inventado), hoje Espinosa é considerado como um dos mais célebres defensores da ideia que Deus é Tudo.
Baruch de Espinoza (1632 -1677) e Albert Einstein (1879 - 1955)
"Deus sive natura",
"Deus, ou seja, a Natureza"
Sua frase "Deus sive natura", "Deus, ou seja, a Natureza" é um conceito filosófico, e não religioso. Já no “Livro I da Ética e no Tratado sobre a Religião e o Estado”, o filósofo holandês delineia a sua concepção de um Deus despersonalizado e geométrico, contrária a todas as formas de se conceber Deus como uma espécie de entidade, oculta e transcendente, que age conforme os seus desígnios e a sua vontade suprema. Punindo sua criação por não seguir seus princípios e regras contido num único livro reconhecido pelo ocidente, como o mais sagrado livro existente.
Entender o pensamento de Espinoza é chave para entender a visão de Deus de Einstein e do próprio panteismo racional.
Baruch de Espinoza
Baruch de
Espinosa, nascido Benedito de Espinosa (Amsterdã, 24 de novembro de 1632 —
Haia, 21 de fevereiro de 1677), foi um dos grandes filósofos racionalista do
século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, ao lado de René Descartes e
Gottfried Leibniz. Nasceu nos Países Baixos, no seio de uma família judaica
portuguesa que havia fugido da inquisição lusitana, e é considerado o fundador
da crítica bíblica moderna. Foi um profundo estudioso da Bíblia, do Talmude e
de obras de judeus como Maimónides, Ibn Ezra, Ibn Gabirol, e outros. Também se
dedicou ao estudo de Sócrates, Platão, Aristóteles, Demócrito, Epicuro,
Lucrécio e Giordano Bruno. Ganhou fama pelas suas posições opostas à
superstição: a sua frase Deus sive natura, "Deus, ou seja, a
Natureza" é um conceito filosófico, e não religioso. Notabilizou-se também
por ter escrito sua ética na forma de postulado e definições, como se fosse um
tratado de geometria.
Em 27 de
julho de 1656, a Sinagoga Portuguesa de Amsterdã puniu Espinoza com o chérem, o equivalente hebraico da
excomunhão católica, pelos seus postulados a respeito de Deus em sua obra,
defendendo que Deus é o mecanismo imanente da natureza, e que a Bíblia é uma
obra metafórico-alegórica, que não pede leitura racional e não exprime a
verdade sobre Deus.
Os Senhores
do Mahamad [Conselho da Sinagoga] fazem saber a Vosmecês: como há dias que
tendo notícia das más opiniões e obras de Baruch de Spinoza procuraram, por
diferentes caminhos e promessas, retirá-lo de seus maus caminhos, e não podendo
remediá-lo, antes pelo contrário, tendo cada dia maiores notícias das horrendas
heresias que cometia e ensinava, e das monstruosas ações que praticava, tendo
disto muitas testemunhas fidedignas que deporão e testemunharão tudo em
presença do dito Spinoza, coisas de que ele ficou convencido, o qual tudo
examinado em presença dos senhores Hahamim [conselheiros], deliberaram com seu parecer
que o dito Spinoza seja heremizado [excluído] e afastado da nação de Israel
como de fato o heremizaram com o Herem [anátema] seguinte:
"Com a
sentença dos Anjos e dos Santos, com o consentimento do Deus Bendito e com o
consentimento de toda esta Congregação, diante destes santos Livros, nós
heremizamos, expulsamos, amaldiçoamos e esconjuramos Baruch de Spinoza [...]
Maldito seja de dia e maldito seja de noite, maldito seja em seu deitar,
maldito seja em seu levantar, maldito seja em seu sair, e maldito seja em seu
entrar [...] E que Adonai [Soberano Senhor] apague o seu nome de sob os céus, e
que Adonai o afaste, para sua desgraça, de todas as tribos de Israel, com todas
as maldições do firmamento escritas no Livro desta Lei. E vós, os dedicados a
Adonai, que Deus vos conserve todos vivos. Advertindo que ninguém lhe pode
falar pela boca nem por escrito nem conceder-lhe nenhum favor, nem debaixo do
mesmo teto estar com ele, nem a uma distância de menos de quatro côvados, nem
ler Papel algum feito ou escrito por ele."
Conforme Will
Durant, o chérem de Espinoza pelos judeus de Amsterdã (tal como ocorrera com as
atitudes que levaram à retratação e posterior suicídio de Uriel da Costa em
1647) seria um gesto de "gratidão" por parte dos judeus para com o
povo holandês. Embora os pensamentos de da Costa não fossem totalmente
estranhos para o judaísmo, contradiziam os pilares da crença cristã. Os judeus,
perseguidos por toda a Europa na época, especialmente pelos governos ibéricos e
pelos governos luteranos alemães, haviam recebido abrigo, proteção e tolerância
dos protestantes de inspiração calvinista dos Países Baixos e, assim, não
poderiam permitir, no seio de sua comunidade, um pensador tido como herege.
Após o
chérem, adotou o primeiro nome "Benedictus" (termo latino para
"Bendito", isto é, uma tradução do seu nome original, Benedito),
assim atestando seu desvencilhamento da religião judaica.
Para sua subsistência,
trabalhava com polimento de lentes durante os períodos em que viveu em casas de
famílias em Outerdek (próximo a Amsterdã) e em Rijnsburg, tendo recusado várias
oportunidades e recompensas durante sua vida, em prestigiosas posições de
ensino.
Em 1670 mudou-se para a cidade da Haia, e desenvolveu suas principais
obras. Convidado a lecionar na Universidade de Heidelberg, recusou porque teria
de acatar as normas ideológicas da universidade e seria impossível continuar
com a sua obra de forma independente. Uma vez que as reações públicas ao seu
Tratado Teológico-Político não lhe eram favoráveis, absteve-se de publicar seus
trabalhos. A Ética foi publicada após sua morte, na Opera Postuma editada por
seus amigos.
Morreu em um domingo, 21 de fevereiro de 1677, aos 44 anos,
vitimado pela tuberculose. Morava então com a família Van den Spyck, na Haia. A
família havia ido à igreja e o deixara com o amigo doutor Meyer. Ao voltarem,
encontraram-no morto. Encontra-se sepultado no pátio da Nieuwe Kerk, em Haia.
Suas obras o
fizeram reconhecido em vida, tendo recebido cartas de figuras proeminentes como
Henry Oldenburg da Royal Society, do inventor alemão Ehrenfried Walther von
Tschirnhaus, do cientista holandês Huygens; de Gottfried
Wilhelm Leibniz, do médico Louis Meyer,
de Haia; e do rico mercador De Vries, de Amsterdã. Luís XIV lhe ofereceu uma
larga pensão para que Espinoza lhe dedicasse um livro. O filósofo recusou
polidamente.
Luis de Bourbom, o príncipe de
Condé, na chefia do exército da França que invadira a Holanda, novamente
convidou-o a aceitar uma pensão do rei da França (seu pai Henrique II de Bourbon-Condé) e ser apresentado a vários
admiradores. Spinoza, desta vez, aceitou a honraria, mas se viu em dificuldades
ao retornar a Haia, por causa dessa suposta "traição". Porém, logo o
povo se acalmou, ao perceber que se tratava de um filósofo, e não um nobre.
O monumento
feito em homenagem a Spinoza em Haia foi assim comentado por Renan em 1882:
"Maldição
sobre o passante que insultar essa suave cabeça pensativa. Será punido como
todas as almas vulgares são punidas — pela sua própria vulgaridade e pela
incapacidade de conceber o que é divino. Este homem, do seu pedestal de
granito, apontará a todos o caminho da bem-aventurança por ele encontrado; e
por todos os tempos o homem culto que por aqui passar dirá em seu coração: Foi
quem teve a mais profunda visão de Deus."
As palavras a
seguir são de Baruch Espinoza - nascido em 1632 em Amsterdã, falecido em Haia
em 21 de fevereiro de 1677, foi um dos grandes racionalistas do século XVII
dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried
Leibniz. Acredite, essas palavras foram ditas em pleno Século XVII.
DEUS
SEGUNDO ESPINOZA
Deus monologando para você, dis o seguinte:
"Pára de
ficar rezando e batendo no peito! O que eu quero que faças é que saias pelo
mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que
desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo
construíste e que acreditas ser a minha casa. Minha casa está nas montanhas,
nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso
meu amor por ti.
Pára de me culpar
da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um
pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. O sexo é um presente que Eu te
dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não
me culpes por tudo o que te fizeram crer.
Pára de ficar
lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me
ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu
filhinho.
Não me
encontrarás em nenhum livro! Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me
dizer como fazer meu trabalho? Pára de
ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te
incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.
Pára de me
pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de
limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de
livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti?
Como posso te
castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um
lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da
eternidade. Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece
qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te
manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti. Respeita teu próximo e
não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes
atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.
Esta vida não
é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um
prelúdio para o paraíso. Esta vida é a única que há aqui e agora, e a única que
precisas. Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há
pecados nem virtudes.
Ninguém leva
um placar. Ninguém leva um registro. Tu és absolutamente livre para fazer da
tua vida um céu ou um inferno. Não te poderia dizer se há algo depois desta
vida, mas posso te dar um conselho. Viva como se não o houvesse. Como se esta
fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não
há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tem certeza
que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não.
Eu vou te
perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais gostaste? O que
aprendeste?
Pára de crer
em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim.
Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada,
quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas
banho no mar.
Pára de
louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que
me louvem. Me cansa que agradeçam.
Tu te sentes
grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te
sentes olhado, surpreendido?...Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me
louvar.
Pára de complicar
as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única
certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de
maravilhas.
Para que
precisas de mais milagres? Para que tantas explicações? Não me procures fora!
Não me acharás. Procura-me dentro de ti...aí é que estou."
Albert Einstein,
quando perguntado se acreditava em Deus, respondeu: "Acredito no Deus de
Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe." (Baruch de Espinoza)
Algumas sentenças
de Espinoza
- É o medo que cria, mantém e
alimenta as superstições.
- Uma mesma coisa pode ser ao mesmo
tempo boa, ruim ou indiferente.
- O limite do prazer é a saúde.
- Faça primeiro uma ideia positiva,
depois uma negativa.
- Se o homem tem uma ideia de Deus,
ele deve existir, e o homem tem uma ideia de Deus, portanto...
- A natureza une em si Deus e o
homem.
- O homem é uma parte da natureza.
- Todas as coisas e ações na
natureza são perfeitas.
- O milagre é um absurdo.
- O ignorante chama de milagre os
eventos extraordinários da natureza.
- O ignorante é feliz e infeliz da
mesma forma que o sábio.
- Deus não é um juiz.
- Nós não podemos imaginar Deus,
mas somente compreendê-lo.
- Compreender é o começo do
concordar.
- O desejo é a verdadeira essência
do homem.
- O objetivo da Bíblia é ensinar a
obediência.
- A fé sem obras é morta.
- A religião sempre se adaptou ao
estado.
- A superstição é o meio mais
eficaz de governar
- Um entendimento finito não pode
compreender um infinito.
- Se não quer repetir o passado,
estude-o.
- Buscar a igualdade entre os
desiguais é um absurdo
- A natureza abomina o vácuo.
- Não existe medo sem esperança nem
esperança sem medo.
- Tudo pode ser causa de prazer,
dor ou desejo.
- Adoração é o amor de alguém que
admiro.
“The highest activity a human being can attain is learning for understanding, because to understand is to be free.”
“The more you struggle to live,
the less you live. Give up the notion that you must be sure of what you are
doing. Instead, surrender to what is real within you, for that alone is
sure....you are above everything distressing.”
“I do not know how to teach philosophy
without becoming a disturber of the peace.”
“No matter how thin you slice it,
there will always be two sides.”
“If you want the present to be
different from the past, study the past.”
“Everything excellent is as
difficult as it is rare.”
“I have made a ceaseless effort
not to ridicule, not to bewail, not to scorn human actions, but to understand
them.”
“I have striven not to laugh at
human actions, not to weep at them, nor to hate them, but to understand them.”
“No to laugh, not to lament, not
to detest, but to understand.”
“Further conceive, I beg, that a
stone, while continuing in motion, should be capable of thinking and knowing,
that it is endeavoring, as far as it can, to continue to move. Such a stone,
being conscious merely of its own endeavor and not at all indifferent, would
believe itself to be completely free, and would think that it continued in
motion solely because of its own wish. This is that human freedom, which all
boast that they possess, and which consists solely in the fact, that men are
conscious of their own desire, but are ignorant of the causes whereby that
desire has been determined.”
“Happiness is not the reward of
virtue, but is virtue itself; nor do we delight in happiness because we
restrain from our lusts; but on the contrary, because we delight in it,
therefore we are able to restrain them.”
“Peace is not the absence of war,
it is a virtue, a state of mind, a disposition of benevolence, confidence,
justice.”
“The more clearly you understand
yourself and your emotions, the more you become a lover of what is.”
“Those who wish to seek out the
cause of miracles and to understand the things of nature as philosophers, and
not to stare at them in astonishment like fools, are soon considered heretical
and impious, and proclaimed as such by those whom the mob adores as the
interpreters of nature and the gods. For these men know that, once ignorance is
put aside, that wonderment would be taken away, which is the only means by
which their authority is preserved.”
Baruch De Spinoza, Ethics
“Be not astonished at new ideas;
for it is well known to you that a thing does not therefore cease to be true
because it is not accepted by many.”
“I would warn you that I do not
attribute to nature either beauty or deformity, order or confusion. Only in
relation to our imagination can things be called beautiful or ugly,
well-ordered or confused.”
“When a man is prey to his
emotions, he is not his own master.”
“What Paul says about Peter tells
us more about Paul than about Peter”
“The greatest secret of monarchic
rule...is to keep men deceived and to cloak in the specious name of religion
the fear by which they must be checked, so that they will fight for slavery as
they would for salvation, and will think it not shameful, but a most honorable
achievement, to give their life and blood that one man may have a ground for
boasting.”
“Pride is pleasure arising from a
man's thinking too highly of himself.”
“Of all the things that are
beyond my power, I value nothing more highly than to be allowed the honor of
entering into bonds of friendship with people who sincerely love truth. For, of
things beyond our power, I believe there is nothing in the world which we can
love with tranquility except such men.”
“Emotion, which is suffering,
ceases to be suffering as soon as we form a clear and precise picture of it.”
Abstract
Baruch Spinoza Dutch, born Benedito de Espinosa, later Benedict de Spinoza; (24 November 1632 – 21 February 1677) was a Dutch philosopher of Portuguese Sephardi origin. One of the early thinkers of the Enlightenment and modern biblical criticism, including modern conceptions of the self and the universe, he came to be considered one of the great rationalists of 17th-century philosophy. Inspired by the groundbreaking ideas of René Descartes, Spinoza became a leading philosophical figure of the Dutch Golden Age. Spinoza's given name, which means "Blessed", varies among different languages. In Hebrew, it is written ברוך שפינוזה. His Portuguese name is Benedito "Bento" de Espinosa or d'Espinosa. In his Latin works, he used Latin: Benedictus de Spinoza.
Bibliografia