Sou trabalhador
Sou trabalhador, portanto, classe média. Primeiramente quero deixar claro aqui que não sou fascista, nem cristofascista nem de extrema direita. Em meu humilde pensamento, acredito que existam na república forças que defendem o pais contra ataques externos, e que essas forças não devam se misturar com a política.
Existe uma "Carta" que rege nosso proceder nessa sociedade, devemos segui-la, e defendê-la a todo custo, dos ataques internos, Essa carta se chama "Constituição Cidadã de 1988. Eu a vi nascer. Eu participei como jovem universitário, que era, dos debates com meus colegas do CA. Eu vi nossa Constituição Cidadã ser promulgada em 1988.
Desde então Essa Carta Cidadã regula a minha existência. Eu a defendo e a enalteço sempre. Ela é a norma que, se cumprida totalmente o único resultado é a felicidade do nosso povo.
Desde 1988 ela vem sendo atacada constantemente. E se pararmos para pensar devemos chegar a conclusão inequívoca de quem quer abolir a nossa Constituição ou modificá-la não é o Povo, são grupos que representam interesse que não constam nela. Comparados com o povo trabalhador são minoria mas tem o peso e o poder do capital ao seu lado.
Assim, as Forças, i.e., as Instituições que corporificam e defendem a Pátria devem segui-la e defendê-la ao pé da letra: e se abster de participar do debate político.
Eu, com milhões e milhões de outros trabalhadores, sei que minha felicidade passa pelo cumprimento total da Constituição. Em tudo que faço sempre penso que o que estou fazendo está, em última análise, contribuindo para a felicidade de todos. Como Ela (nossa Constituição) regula todos os aspectos da nossa vida em sociedade, então, se eu fizer bem o meu trabalho, estarei contribuindo para chegarmos a essa felicidade que ela promete em suas linhas e letras vivas.
E filosoficamente só podemos evoluir como sociedade, aperfeiçoando a carta que nos rege; e não voltando ao passado e reeditando regras já testadas. O direito deve contribuir para a felicidade geral, pois esta baseado na nossa Carta Maior. A sociedade deve evoluir sempre com o fim último de promover o bem estar e a felicidade do povo.
As leis a meu ver também evoluem, vejamos por exemplo o Código de Hamurábi (conjunto 282 leis criadas por Hamurábi, sexto rei da Suméria, da primeira dinastia babilônica, no século XVIII a.C., na Mesopotâmia).
Como trabalhador, não temos nada, além da minha força de trabalho, força esta proporcionada pelo membros, como trabalhadores só temos nosso corpo e nosso intelecto. Apesar de estar na classe média, não compartilho os valores da classe média como um todo. Para mim, particularmente, é mais importante a vida, do que a aparência. Do ponto de vista da classe média, não sou um cidadão de bem, da família tradicional brasileira, já que essa família pelo que vimos concentra o preconceito, o egoísmo, a exploração do outro, e todo tipo de mazela que tenta esconder, se espelhando nos valores de uma elite escravocrata e exploradora.
Eu não tenho nada. Posses, fortunas, não tenho nem carro. O que importa para mim é ver outro brasileiro conseguindo vencer, sendo feliz, seguindo seu sonho.
Não tenho nenhum orgulho do que os brasileiros da classe média (35% a 38% da população brasileira) estão fazendo com os outros 64% ou 61% da população. Esses mais de 60% que não estão na classe média, Esses sim são os que carregam o piano, o peso o fardo da existência. Carregam o peso para que a elite e a classe média possam viver bem.
São estes os que mantém o pais. Estes são os trabalhadores, (assumindo que 1% detém mais do que o dobro da riqueza do pais) e 30 a 35% pertence a classe média os outros 64% estão no limbo, sem água, sem luz, sem moradia, sem saneamento básico, sem educação sem saúde.
Por isso não compartilho nenhum valor com a classe média. Que se acha elite mas é assalariada. São empresário mas trabalham para aplicativo, se acham empreendedores.
Tenho dívidas. Tenho sonhos. Poucos sonhos, confesso. Pois sei que ter sonhos no Brasil não leva a lugar nenhum. Mas incentivo aqueles que tem seu sonhos e seus projetos de vida. Por isso só a resistência aos representantes da elite, sejam eles da direita ou da extrema direita, eles não me representam em nada.
Só a luta diária contra o avanço do neoliberalismo pode justificar a existência do trabalhador. Não é o trabalho que legitima o humano. Isso foi uma construção da modernidade. Então vamos lutar juntos por esse mundo que ainda esta na letra da nossa Constituição Cidadã. De lá vem um sopro de esperança que os legisladores nos legaram, ao auscultar a população na hora de escrever a Carta que nos legitima e define. Boa luta!
