INÍCIO

31 março 2023

ERROS MAIS COMUNS NUM RELACIONAMENTO

ERROS MAIS COMUNS NUM RELACIONAMENTO 

por Marcio Caparica 















No semestre passado circulou um post no Tumblr da revista Revolutionary com uma lista dos erros mais comuns cometidos por gays em seus relacionamentos. O post viralizou e rodou bastante. Infelizmente a gente ainda não tinha esse blog para comentar… mas antes tarde do que nunca. Então aí vai a tradução do post original e, depois de cada tópico, o Lado Bi dessa questão.

Uma crítica prévia: o que todos os erros que o autor do post original aponta têm em comum é a insegurança. Ele parece achar que o namorado está prestes a largar dele a qualquer momento, sempre em busca de uma razão para lhe dar o pé na bunda, e sua função como namorado é evitar qualquer brecha para que um terceiro coloque o relacionamento em risco. A real é que se preocupar com as ações dos outros nunca leva a lugar nenhum. Economize a neurose e se esforce para ser alguém mais agradável de ficar junto.
    Relacionamentos abertos. 
    Apesar de nós querermos viver vidas interessantes e experimentais, o maior erro que um casal gay pode cometer é ter um relacionamento aberto. A princípio o que você já tem em casa deveria ser o suficiente para satisfazer você; quando você sente que precisa de mais do que já tem, lá vem problema. Você e seu parceiro correm o risco de se apaixonarem por outra pessoa, ele pode ter mais química com o outro que com você, ou podem passar a repensar todo o relacionamento. Apesar de ménages até poderem ser uma opção, relações abertas não costumam dar certo e provavelmente são a maior razão por que relacionamentos gays não dão certo. De vez em quando, quando uma relação não funciona mais é hora de partir pra próxima. Não recicle algo que você não quer usar mais com a justificativa da relação aberta.

  1. O que a gente acha: Tem gente que tem facilidade para viver uma relação monogâmica, tem gente que se esforça para viver a monogamia e não sofre em excesso por isso, e tem gente que simplesmente é incapaz de viver monogamicamente. Quando num relacionamento, uma conversa sincera com o namorado pode resolver muito problema. Vamos aproveitar que não temos o peso de séculos de instituição sobre nossos namoros. Se transar a três permite a variedade que você sente falta e os dois concordam com isso, vá em frente. Se transar com outros por fora é a solução, estabeleça as regras, deixe o funcionamento de tudo bem claro, e experimente. E se vocês não têm a segurança para lidar com outros na vida do casal, sejam sinceros nisso. Às vezes é melhor colocar na mesa que “se você for ficar com outro, eu não quero saber”. Só não vai cair naquele padrão de homem hétero de ficar pulando a cerca e depois, quando dá merda, prometer que isso nunca vai se repetir, só para reincidir meses depois.

    Carência
    Um erro muito comum para os homens gays é se apegar demais, rápido demais. Até gêmeos idênticos têm maneiras diferentes de ser independentes. Não é culpa do seu parceiro que você sofreu no passado com outros caras ou com sua família, e não é obrigação dele catar seus cacos emocionais. Não tem nada de errado em amar intensamente, mas um gay tem que aprender a sempre manter a própria voz, a própria identidade e a própria vida. Se você gruda demais no namorado, corre o risco de afastá-lo.

  2. O que a gente acha: namorado grudento é uó mesmo. E uma medida do bom-senso é a noção do que é amor. Você pode gostar do cara pra caralho, mas se você olhar pra ele e disser na segunda semana “eu te amo” você está mostrando apenas uma puta insegurança, tanta que mal consegue esperar para ouvir “eu te amo” de volta logo. Por que, sério, se a resposta for “e eu gosto de você”, quem disse “eu te amo” desaba, não é? Vamos segurar a ansiedade, controlar a insegurança e deixar o namoro se desenvolver em seu próprio tempo.
    Brigar. 
    Não há relacionamento perfeito, e mais cedo ou mais tarde todos nós discutimos e discordamos. Mas brigar sobre tudo é um veneno. Não use mais a desculpa de ser “forte” e “independente” para ganhar uma briga. Respeitem os limites, respeitem-se um ao outro e respeitem o espaço e opiniões de cada um. Ele pode não dizer tudo que você gostaria de ouvir, mas aprenda a escutar e aprenda a ser compreensivo. Afinal, você que o escolheu, certo? Não diga algo que você vai se arrepender depois. Às vezes as palavras podem causar mais dano que você imagina, e dizer algo no calor da discussão pode fazer você perder alguém que ama. Se não for importante, deixe passar. Se você não tem como controlar a questão, aprenda a explicitar suas preocupações e não enverede para outros problemas. Se você chegou num impasse, analise seu relacionamento e decida se ele está fazendo bem para você. Mas não destrua seu relacionamento com palavras.

    O que a gente acha: brigar por qualquer coisinha é mesmo a fórmula para acabar um namoro. Deixar de discutir por medo do namoro acabar também. Se você acha que seu namoro é tão frágil que não consegue aguentar uma desavença, talvez seja melhor reconsiderar estar junto. Outra coisa importante: deixe a discussão morrer, e aceite que às vezes não há consenso mesmo. Agora, o maior conselho que a gente pode dar para brigas: JAMAIS DISCUTA POR TEXTO. E-mail, messenger, whatsapp, seja o que for. É o pior de dois mundos: você tem a velocidade para responder com a cabeça quente, mas o tempo para mirar o texto aonde dói mais. É melhor brecar a discussão no começo e resolver tudo ao vivo. Sério mesmo.

    Continuar com alguém por conforto (dinheiro, favores, apartamento). 
    Não há problema algum em ir morar junto com o namorado, compartilhar o dinheiro ou ter uma conta conjunta. Mas há uma linha tênue entre compartilhar e pegar mais do que ele se dispõe a dar. Não entre num relacionamento porque você precisa de estabilidade e ele é sua rede de segurança. Aprenda a trabalhar para se manter, ganhe seu próprio dinheiro e mantenha suas próprias coisas. Não há nada pior que passar por uma separação e acabar na rua porque tudo pertence ao outro. Alguns homens parecem incríveis no início, mas você pode também descobrir logo que eles também estão usando você. Esteja com alguém porque você o ama, não porque ele pode oferecer um nível de vida mais alto.

    O que a gente acha: nesse tópico o cara está coberto de razão. Ficar namorando por causa de dinheiro, status ou teto não está certo. Mas de novo, se esse for o caso no seu relacionamento, pelo menos sejam sinceros quanto a isso. Pode não ser o amor romântico, sincero e puro da novela, mas pode deixar os dois bem satisfeitos. Outro erro: deixar os próprios amigos de lado e conviver apenas no círculo de amigos do namorado. Os amigos podem ser superlegais, tratar você com muito carinho, mas se uma separação acontecer, dificilmente eles vão continuar tratando você como costumavam. É triste, mas inevitavelmente os amigos “dos dois” continuam sendo os amigos de um ou de outro como antes – como nunca deixaram de ser.
Saírem juntos. 
Muitos podem discordar, mas provavelmente esse é o erro que os gays cometem com mais frequência. A boate não é o lugar para curtir o namorado. Apesar de parecerem divertidas e inocentes, as danceterias envolvem álcool e um monte de caras gostosos (dependendo em que clube você vai). E você pode até dizer que só tem olhos para ele, e ele só tem para você, mas lá há gente demais que chama a atenção e muitos homens que não tem medo de pegar pesado no flerte. Alguns homens vão para a boate só para encontrar alguém para trepar. Se você não está lá para catar alguém não finja que está lá porque gosta da música. Infelizmente, entre os gays há gente que não respeita o compromisso que você tem, e mesmo sendo tudo uma questão de confiança, eu não acho que você quer complicar as coisas com um cara rebolando na sua frente. Um barzinho ou um lounge de alto nível são mais convenientes. Você não tem que se preocupar ao ir ao banheiro e não vai sentir a necessidade de deixar o celular gravando tudo.

O que a gente acha: sinto dizer, mas tem gente que gosta de sair para dançar e ouvir música sim. E, CLARO, vai ter gente flertando, e isso faz parte do ambiente e mesmo do prazer de se estar na boate. A graça de sair com o namorado para dançar não é que ele está com você e ninguém se interessa nele, mas sim que ele está com você MESMO com o interesse de outros por ele – e vice-versa. E se você está namorando alguém que cata outro escondido assim que você vira as costas, o problema não é ir para boate, mas sim sua escolha de namorado.

Declarar o status do relacionamento no Facebook. 
Você pode ser aquele cara que acha melhor que o namorado mude o estado civil no Facebook como prova de amor, mas isso pode causar mais problemas que soluções. Por quê? Porque você ou seu namorado podem até não perceber que o número de novos pedidos de amizade está cada vez maior porque as pessoas querem saber quem é ele. Alguns caras não estão nem aí e vão dar em cima do seu namorado mesmo que o status diga “Num relacionamento”. Não me pergunte por que eles são assim, mas isso é fato. Além disso, você pode ficar chateado quando essas amizades repentinas deixam insinuações ou comentários na timeline do seu namorado, achando que você é tão burro que não vai notar. Assim como nos clubes, é uma questão de confiança, mas alguns homens não têm respeito nem dignidade. Alguns caras ficam mais atraídos pelo que não podem ter, ou vão fazer coisas só para irritar você. Então esteja preparado. Às vezes é melhor não mudar o status no Facebook e simplesmente confiar no parceiro. Depende de você.

O que a gente acha: ficar vigiando a timeline do namorado para ver quem comenta, quem se insinua e quem canta seu namorado é uma neurose que só traz infelicidade. Sim, sempre vai ter quem dê em cima do “mino”. E a verdade é que se ele resolver corresponder não há NADA a se fazer para impedir. Pode ter certeza que nem os idiotas que fazem perfil conjunto no Facebook conseguem impedir o burro amarrado de pastar, nada impede que se faça outra conta, se tenha outro e-mail, se compre um celular extra etc. Mais uma vez, o namoro tem que dar certo não porque não há outra pessoa no mundo com quem ele poderia estar, mas porque dentre todas as outras pessoas do mundo com quem ele poderia se envolver, ele está com você. O problema do status do Facebook é outro: quando se tenta usar o status para deixar o namoro mais sério do que o momento pede (ver a discussão sobre grude acima). Ficar num “relacionamento sério” causa toda uma comoção na timeline; ter que dar satisfação disso alguns meses depois quando você volta a ficar solteiro é um saco. E já que estamos no assunto Facebook e redes sociais: postar na timeline que você vai sair porque está sofrendo mas resolveu tentar ser feliz apesar do pé na bunda é coisa que ninguém tem desculpa para fazer depois dos 16 anos. Indireta na rede social nunca alcança o alvo pretendido e só dá recibo de carência para quem escreve.

Não permitir que seu namorado saia com os amigos
Você é o namorado dele, não seu dono. Um erro grave que um gay pode cometer é achar que pode controlar o namorado, ou controlar outra pessoa. Muitos casais gostam de viver na rédea curta e isso funciona para eles, mas muitos outros precisam de espaço. Aqui é que a confiança realmente conta. Se você acha que não sente confiança em seu namorado quando ele está sozinho com os amigos, ele não serve pra você. Um bom namorado deveria deixar você seguro e não deveria agir de maneira diferente porque você não está por perto. A mesma coisa para senhas e e-mails. Se você não consegue confiar no seu namorado, você não o merece. Diferente das boates, em que você está cercado de homens bêbados e cheio de tesão, o mundo é cheio de gente diferente, e nem todos querem catar seu namorado. Aprenda a confiar e a cuidar da própria vida. Algumas coisas vocês podem fazer juntos, e outras separados. 

Eu sempre penso que o sentimento, o amor é o relacionamento são uma soma de liberdades. Se você solteiro se considera livre é presa essa “liberdade” ao se relacionar com outra pessoa (se ligar, somar outro na sua vida) ele já vem com a liberdade dele. Assim, a liberdade de ambos se somam, i.e., a liberdade deve sempre aumentar e não diminuir ou ser dividida. O que também deve aumentar também é a confiança no outro, e é isso que permite uma relação saudável.


O que a gente acha: qualquer pessoa que pede a senha do e-mail, do Facebook, do celular ou seja o que for, não merece ter um namorado. Tem coisas que é melhor deixar quieto. Se depois de meses juntos seu namorado continua com o Grindr instalado no celular, tudo o que tenho a dizer é: por que é que você estava mexendo no celular do namorado? Quanto aos amigos, há algo mais a ser dito: às vezes deixar o namorado sair com os amigos sem você pode ser uma grande solução. Porque você não é obrigado a gostar de todos os amigos dele. Nem todos eles de você. Inevitavelmente ele vai ter amigos que você não vai com a cara. Ele não vai largar os amigos (nem deve), e você não é obrigado a conviver com quem não quer. Então deixe ele encontrá-los sem você. Seja civilizado, encontre-os sempre que necessário, e todos ficam felizes.
















Fonte


http://ladobi.com.br/2013/11/os-erros-mais-comuns-em-relacionamentos-gays/






NECROPOLÍTICA

NECROPOLÍTICA

Uso do poder político e social, especialmente por parte do Estado, de forma a determinar, por meio de ações ou omissões (gerando condições de risco para alguns grupos ou setores da sociedade, em contextos de desigualdade, em zonas de exclusão e violência, em condições de vida precárias, por exemplo), quem pode permanecer vivo ou deve morrer. (Termo cunhado pelo filósofo, teórico político e historiador camaronês Achille Mbembe, em 2003, em ensaio homônimo e, posteriormente, livro.)
Exemplos de uso: 


“Há um cruzamento permanente da precariedade da vida que torna alguns corpos e suas lideranças políticas mais vulneráveis ao que Achille Mbembe descreveu como a ‘necropolítica’: políticas de morte para o controle das populações. Mbembe se inspira em Michel Foucault, na aula final do curso ‘Em defesa da sociedade’, de 1976. Nela, Foucault lançou a ideia de como o racismo de Estado seria uma das táticas do biopoder e da biopolítica. Entre o poder de ‘fazer viver e deixar morrer’, o racismo de Estado determinaria as condições de aceitabilidade para quem vive e morre. Mbembe foi além de Foucault: mostrou como o biopoder é insuficiente para compreender as relações de inimizade e perseguição contemporâneas, pois há uma necropolítica em curso para produzir os ‘mundos de morte’.”i

“As relações de inimizade, como descreve Mbembe, se movimentam pelo direito de matar, ‘estabelecem cortes de aceitabilidade para tirar uma vida’, instaurando os regimes de medo e precariedade. Quando o funcionamento do Estado escancara a necropolítica como regime de governo das populações, passamos a descrever a desordem como ‘emergência’, ‘conflito armado’ ou ‘crise humanitária’. A verdade é que as táticas de exclusão e perseguição já estavam instauradas muito antes de nomeá-las pelos vocábulos do horror.”ii

“‘Necropolítica é a capacidade de estabelecer parâmetros em que a submissão da vida pela morte está legitimada. Para Mbembe, a necropolítica não se dá só por uma instrumentalização da vida, mas também pela destruição dos corpos. Não é só deixar morrer, é fazer morrer também. Esse poder de morte, esse necropoder, é um elemento estrutural no capitalismo neoliberal de hoje, atuando por meio de práticas e tecnologias de gerenciamento de morte de certos grupos e populações’, explica Mariana Castro, pesquisadora de necropolíticas da fronteira, mestra em políticas públicas e direitos humanos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A necropolítica sofistica e aprofunda os conceitos de biopoder, do filósofo Michel Foucault, e estado de exceção, de Giorgio Agamben. Embora robustos, eles não dão conta das formas de controle de vida e morte produzidas a partir dos processos colonizadores.”iii

“[Achille] Mbembe, 62, é conhecido por ter cunhado em 2003 o termo ‘necropolítica’. Ele investiga, em sua obra, a maneira como governos decidem quem viverá e quem morrerá – e de que maneira viverão e morrerão. Ele leciona na Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo.”iv

“A necropolítica aparece, também, no fato de que o vírus não afeta todas as pessoas de uma maneira igual. (...) ‘O sistema capitalista é baseado na distribuição desigual da oportunidade de viver e de morrer’, diz [Achille] Mbembe. ‘Essa lógica do sacrifício sempre esteve no coração do neoliberalismo, que deveríamos chamar de necroliberalismo. Esse sistema sempre operou com a ideia de que alguém vale mais do que os outros. Quem não tem valor pode ser descartado.’”v

“A ditadura no Brasil foi um destes momentos. Os 21 anos do regime autoritário resultaram em mortes e corpos desaparecidos. À época, quando um opositor ao regime era preso, torturado ou assassinado, este corpo era considerado um inimigo visível e determinado que merecia um fim. O discurso promovido tinha o poder de estabelecer parâmetros aceitáveis para tirar vidas e controlar as pessoas. A escravidão também foi um destes momentos. (...) A guerra ao tráfico e à criminalidade no Brasil é um exemplo. Mas também há necropolítica nas prisões. O tratamento da população carcerária, com punições com foco na privação da liberdade, a superlotação das cadeias e baixas condições sanitárias são reflexos disso. Conforme apontado pelo Conjur, só em 2018 foram mais de 1.400 mortes em presídios no Brasil.”vi

“SUS contra a necropolítica. O médico Drauzio Varella, em depoimento gravado, afirmou que a Covid-19 no Brasil poderia ser ainda pior se não fosse o SUS. ‘Sem o SUS viveríamos uma barbárie. É o maior sistema de Saúde do mundo. É o grande programa de distribuição de renda. É o que permite defender a vida dos brasileiros agora. O SUS não é perfeito, tem problemas de gestão, de financiamento, de troca de ministro de Saúde como se troca de camisa, mas o SUS melhorou desde o início da epidemia até agora. Que fique essa lição para quando a epidemia terminar. O SUS ainda é vilipendiado pelos brasileiros e é injusto.’ A procuradora federal dos Direitos do Cidadão, do Ministério Público Federal (MPF), Débora Duprat, também em depoimento gravado, trouxe à tona o conceito de ‘necropolítica’, referenciando o teórico Achille Mbembe. ‘Estão apostando numa política de eliminação de vidas, numa escala ascendente de pobreza e miséria extrema, voltando o país para o Mapa da Fome. A pandemia torna mais evidente essa política, num estado precarizado em investimento em Saúde’, criticou.”vii



Referências: 


MBEMBE, Achille. Necropolítica. São Paulo: N-1 edições, 2018. 80 p.


1 DINIZ, Debora; CARINO, Giselle. A necropolítica como regime de governo. El País, Brasil, 16 jul. 2019. Opinião. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/07/09/opinion/1562688743_395031.html. Acesso em: 7 mar. 2021.

2 Idem, ibidem.


3 CIDADE ESCOLA APRENDIZ. Necropolítica. Educação e Território, Conceito Glossário, 18 dez. 2020. Disponível em: https://educacaoeterritorio.org.br/glossario/necropolitica/?gclid=EAIaIQ.... Acesso em: 7 mar. 2021.


4 BERCITO, Diogo. Pandemia democratizou poder de matar, diz autor da teoria da ‘necropolítica’. Folha de S.Paulo, 30 mar. 2020. Mundo. Coronavírus. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2020/03/pandemia-democratizou-poder-.... Acesso em: 7 mar. 2021.


v Idem, ibidem.


6 IGNACIO, Julia. Necropolítica: o que esse termo significa? Politize!, 30 jul. 2020. Disponível em: https://www.politize.com.br/necropolitica-o-que-e/. Acesso em: 7 mar. 2021.


vii CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE. #MarchaPelaVida: entidades em todo o Brasil defendem a Ciência frente à negligência do governo diante da pandemia. Conselho Nacional de Saúde, Ministério da Saúde, Governo Federal, 12 jun. 2020. Disponível em: http://conselho.saude.gov.br/ultimas-noticias-cns/1221-marchapelavida-en.... Acesso em: 7 mar. 2021.






LEMBRANDO O PASSADO