INÍCIO

02 novembro 2022

IDH

IDH BRASIL

O IDH avalia a qualidade de vida, o bem estar de um população. Essa medida é realizada em todos os países do planeta e é usada para nortear políticas públicas que visam dar meLhores condições de vida para todos os cidadãos. Esse índice (IDH) compõe-se de três critérios ou variáveis principais relacionados à saúde, renda e escolaridade

O primeiro critério ou variável avalia as taxas de esperança ou expectativa de vida.
O segundo critério ou variável corresponde à Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, esta avalia praticamente os mesmos aspectos que o PIB per capita, todavia a RNB também considera os recursos financeiros oriundos do exterior.
O terceiro critério ou variável é avaliado através da média de anos de estudo da população adulta e por meio do número esperado de anos de estudos (tempo que uma criança fica matriculada).

Recentemente, foi lançado pela ONU um novo relatório sobre os IDH. Segundo o relatório, publicado, o IDH recuou em 90% dos países do mundo, i.e., diminuiu em 9 de cada 10 países. O Brasil caiu da 84º para a 87ª posição da lista, em relação a análise de 2020. Os problemas da pandemia são um dos motivos para este recuo. O IDH brasileiro no relatório é de 0,754. (Miranda, 2022).

Um dos componentes di IDH é a saúde. Nesse gráfico vemos a desigualdade nessa variável em relação à vacinação contra a COVID-19. 


O relatório inicia assim:

Estamos a viver tempos incertos. A pandemia de Covid-19, agora no seu terceiro ano, continua a produzir novas variantes. A guerra na Ucrânia ecoa em todo o globo, causando um sofrimento humano imenso, incluindo uma crise de custo de vida. As catástrofes climáticas e ecológicas são uma ameaça diária.
É assaz sedutor ver as crises como uma situação pontual, esperando naturalmente por um regresso ao normal. Contudo, esconder o último incêndio ou alimentar o último demagogo será um jogo impossível de ganhar a menos que nos consciencializemos de que o mundo está a mudar profundamente. Não é possível voltar atrás.
Os níveis de incerteza estão a aumentar e a interagir para perturbar as nossas vidas de formas sem precedentes. Já enfrentámos doenças, guerras e disrupções ambientais no passado. Mas a confluência das desestabilizadoras pressões planetárias com o crescimento das desigualdades, as profundas transformações sociais para aliviar essas pressões e a polarização generalizada apresentam fontes novas, complexas e interativas de incerteza para o mundo e para todos os que o habitam.
É o novo normal. Compreender e dar resposta são os objetivos do Relatório do Desenvolvimento Humano de 2021/2022, tempos incertos, vidas instáveis: Construir o futuro num mundo em transformação. Contém uma trilogia de Relatórios que começa com o Relatório de 2019 sobre as desigualdades, seguido do Relatório de 2020 sobre os riscos do Antropoceno, onde a Humanidade se tornou uma das principais forças motrizes das perigosas mudanças planetárias.
Há trinta e dois anos, o primeiro Relatório do Desenvolvimento Humano declarou corajosamente que: “as pessoas são a verdadeira riqueza das nações”. Esta poderosa afirmação guiou a PNUD e os seus Relatórios do Desenvolvimento Humano desde então, com as suas mensagens e significados a ganharem contornos mais complexos ao longo do tempo.

Atualmente, um pouco por todo o mundo, as pessoas referem sentir-se cada vez mais inseguras. 

O Relatório Especial sobre a Segurança Humana do PNUD, divulgado no início deste ano, revela que seis em cada sete pessoas em todo o mundo se sentem inseguras sobre diversos aspetos das suas vidas, mesmo antes da pandemia de Covid-19.

É de admirar, então, que muitas nações estejam a desconjuntar-se sob a tensão da polarização, do extremismo político e da demagogia, todas sobrecarregadas pelos meios de comunicação social, inteligência artificial e outras tecnologias poderosas?

Ou que, numa espantosa inversão de apenas uma década, o recuo democrático dos países se tenha tornado a regra e não a exceção?

Ou que, numa primeira fase surpreendente, o valor do Índice de Desenvolvimento Humano global diminuiu durante dois anos consecutivos, na sequência da pandemia de Covid-19?

As pessoas são a verdadeira riqueza das nações, mediadas através das nossas relações com os governos, o habitat natural e uns com os outros. Cada nova crise relembra-nos que quando as capacidades, escolhas e esperanças das pessoas de futuro se sentem malogradas, o bem-estar das nações e do planeta é o dano colateral (mais notável).

Imaginemos o inverso: como seriam as nações e o planeta se ampliássemos o desenvolvimento humano, incluindo a agência e as liberdades das pessoas. Seria um mundo onde a criatividade é libertada para redefinirmos o futuro, para renovarmos e adaptarmos as instituições, para criarmos novas histórias sobre quem somos e o que valorizamos

Não seria apenas uma forma de estar agradável, mas imprescindível quando o globo está em contínuo e imprevisível movimento.

Vislumbrámos o que é possível com a pandemia de Covid-19. Um conjunto de novas vacinas, incluindo algumas baseadas em tecnologia revolucionária, salvaram cerca de 20 milhões de vidas num ano

É necessário refletir sobre esse feito extraordinário nos anais da humanidade. Igualmente extraordinário é o número de vidas desnecessariamente perdidas, especialmente em países de baixo e médio rendimento, devido ao acesso altamente desigual às vacinas. 

A pandemia foi uma lembrança dolorosa de como as quebras de confiança e de cooperação, entre e dentro das nações, constrangem insensatamente o que podemos alcançar juntos.

O herói e o vilão na história atual de incerteza são um só: a escolha humana

É demasiado fácil encorajar as pessoas a procurar por sinais de esperança ou afirmar que o copo está meio cheio em vez de meio vazio, pois nem todas as escolhas são iguais. 

Alguns, sem dúvida os mais importantes para o destino da nossa espécie, são impulsionados pela inércia institucional e cultural, gerações em construção.
O Relatório deste ano convida-nos a olhar atentamente para suposições demasiado simplistas e rígidas sobre a tomada de decisão. 

As instituições assumem a confusão das pessoas: as nossas emoções, os nossos preconceitos, o nosso sentido de pertença, por nossa conta e risco.
Tal como com os seus predecessores, o Relatório também desafia as noções convencionais de “progresso”, onde compromissos desvantajosos estão a ser feitos. Ganhos em algumas áreas, como em anos de escolaridade ou esperança de vida, não compensam as perdas nos outros, como no sentido de controle das pessoas sobre as suas vidas. Nem podemos disfrutar da riqueza material à custa da saúde planetária.

O Relatório posiciona firmemente o desenvolvimento humano não apenas como um objetivo, mas como um meio para um caminho a seguir em tempos incertos, recordando que as pessoas, em toda a sua complexidade, a sua diversidade, a sua criatividade, são a verdadeira riqueza das nações.




"IDH dos principais países:

1° Noruega: 0,938 (Europa);

2° Austrália: 0,937 (Oceania);

3° Nova Zelândia: 0,907 (Oceania);

4° Estados Unidos: 0,902 (América do Norte);

5° Irlanda: 0,895 (Europa);

6° Liechtenstein: 0,891 (Europa);

7° Holanda (Países Baixos): 0,890 (Europa);

8° Canadá: 0,888 (América do Norte);

9° Suécia: 0,885 (Europa);

10 Alemanha: 0,885 (Europa);

11° Japão: 0,884 (Ásia);

12° Coreia do Sul: 0,877 (Ásia);

13° Suíça: 0,874 (Europa);

14° França: 0,872 (Europa);

15° Israel: 0,872 (Oriente Médio);

16° Finlândia: 0,871 (Europa);

17° Islândia: 0,869 (Europa);

18° Bélgica: 0,867 (Europa);

19° Dinamarca: 0,867 (Europa);

20° Espanha: 0,863 (Europa);

73° Brasil: 0,699 (América do Sul)."

(Fonte: brasilescola)





Quando dizem que os lugares com os piores IDH são governados por partidos progressistas. Essa afirmação é uma falácia. Vejamos: 

Primeiro ponto
O NE não foi sempre governado pelo PT como dizem. Façam a pesquisa e saberão. 

Segundo ponto
Qualquer pessoa instruída sabe melhor do que ninguém, e todos deveríamos saber que o IDH leva em conta três critérios principais relacionados à saúde, renda e escolaridade, com base em dados de cada ano. 

O IDH DO Brasil equivale a 0,765 (a métrica vai de 0 a 1). O Brasil agora é o 6º entre os países da América do Sul, atrás de Chile, Argentina, Uruguai, Peru e Colômbia.

O Brasil possui a segunda maior concentração de renda do mundo, atrás apenas do Qatar, conforme o relatório da ONU. Todos os países do mundo são mais equitativos na distribuição de renda. 

O IDH do NE é baixo porque historicamente a riqueza nacional está concentrada no sudeste e secundariamente no sul. Ou seja, é necessário uma política federal de desenvolvimento para a região Norte e Nordeste. E essas políticas sofreram uma queda devido ao golpe que deram na ex-presidente Dilma. 

De lá para cá o pais como um todo caiu 5 pontos no IDH (considerando só os três critérios). Quando se leva em conta a desigualdade o Brasil caiu 20 pontos, está entre os piores do mundo. 

A Noruega tem o melhor IDH do mundo simplesmente porque lá eles tem políticas para distribuição de renda e justiça social, lá ninguém passa fome como no Brasil mesmo eles importando a maior parte do alimento que consomem, enquanto nós produzimos praticamente tudo o que necessitamos e temos 33 milhões jogados na miséria e na fome pelo governo Bolsonaro.






Fonte 











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