INÍCIO

09 janeiro 2022

ONÍRICA

ONIRILOGIA

Morpheus (“formador”, derivado do grego antigo: μορφή, morphé, que significa simulacro, forma) é um deus associado ao sono e aos sonhos. Nas Metamorfoses de Ovídio (Pūblius Ovidius Nāsō, 43 a.C – 17/18 AD), ele é um dos mil filhos de Somnus e aparece em sonhos em forma humana. 

A função de Morpheus era aparecer em sonhos em aparência humana. De acordo com Ovídio, “nenhum outro deus é mais habilidoso do que ele em representar o andar, os traços, a fala, as roupas e as palavras habituais de cada dos humanos que ele representa nos sonhos.”

Ovídio chamou Morfeu e seus irmãos, os outros mil filhos de Somnus, de Somnia (i.e., formas do sonho), dizendo que eles aparecem em sonhos “imitando muitas formas”.

Ovídio também deu nomes a mais dois desses filhos do Sono. Um chamado Icelos,  (Semelhante), pelos deuses, mas Fobetor (Amedrontador' pelos homens, “assume a forma de animal ou pássaro ou uma longa serpente", e Phantasos (Fantasia), que “se veste de forma enganosa, aparecendo na forma de terra, rochas, água, árvores, todas as coisas sem vida”.

A partir do período medieval, o nome começou a representar de forma mais geral o deus dos sonhos, ou do sono.

Assim como a maior parte das divindades relacionadas ao sono e aos sonhos, Morfeu é alado. 

Morfeu e Íris, Pierre-Narcisse Guérin, 1811. 
Óleo sobre tela.  

Suas grandes asas são muito rápidas e batem sem fazer nenhum ruído, e o levam num átimo aos confins da Terra. 
Segundo algumas fontes é um dos irmãos (em algumas versões é filho) do deus Hipnos, o deus do sono. 
Os irmãos de Hipnos, os Oneiros, são personificações de sonhos, dentre eles Ícelo e Fântaso. 

Morfeu foi mencionado na obra Metamorfoses de Ovídio como um deus que vive numa cama feita de ébano numa escura caverna decorada com flores.

Morfeu é comumente confundido com seu irmão Hipnos, sendo este o deus do sono, e Morfeu, um dos deuses dos sonhos.



Sonho 1/2022
Sonhamos todos os dias, muitas vezes numa noite de sono, porém recordamos muito pouco do que nossa psiquê elabora em estado de sono e nos sonhos a cada noite de sono. Este é um dos sonhos que lembrei por completo ao acordar. 


Sonhei com o meu melhor amigo CCSA e…
No sonho meu amigo me levou numa obra de residências populares (que na verdade eram edifícios para centenas de famílias de trabalhadores de baixa renda) que ele havia projetado. 
Chegando lá, descemos do carro e o meu amigo subiu num andaime e passou deste para uma “barra” (que eu imaginei que fosse uma viga). Essa barra era pintada de branco e estava suspensa por um “guindaste” ou elevador (desses usados em construções, para elevar baldes de cimento ou tijolos para cima).
eu Fiquei olhando ele subir nessa viga muito branca que estava suspensa nesse guindaste, e se desequilibrou, quase caindo, mas permaneceu em pé em cima da extremidade esquerda da viga. (Lembro de ter pensado que ele se desequilibraria porque ao pular do andaime para a viga, tinha violado a primeira lei de Newton) mas continuou de pé sobre a viga porque estava segurando uma corda na mão esquerda que estava presa no teto daquele andar. (Caso a viga ou o elevador caíssem ele ficaria suspenso por essa corda e se salvaria). Ele usava um capacete de segurança, branco (!). Usando a corda fez a viga ou barra de ferro branca, descrever um semicírculo e pulou para o primeiro andar. Lá em cima inspecionou a obra. 
Esse andar estava cheio daqueles troncos que sustentam o teto (tipo laje de concreto), era tanto tronco que parecia uma floresta densa. 
Meu amigo desapareceu na escuridão lá dentro. Eu olhei para o céu e estava totalmente nublado e cinza escuro, (parecia que já ia cair um toró d’água). 
De repente meu amigo reapareceu ao meu lado, de camisa polo branca, usando aquela boina que ele tinha quando fomos a Uruguaiana. Quando estávamos nos afastando ouvimos pessoas gritando. Olhamos para trás e o guindaste havia tombado 45 graus e a viga ao cair ficou cravada no chão também à 45 graus. Essas duas formavam um X quando se olhava do ponto que estávamos. 
No prédio do lado que já estava semi-construído estava uma senhora de baixa estatura, usando um vestido azul muito escuro com florzinhas brancas, ela era morena, magra com cabelo encaracolado crespo, bem curto, com um ar professoral, segurando e secando um prato com um pano branco. Esse lugar era o topo de uma colina (dessas colinas bem suavemente arredondadas) e a rua, ainda em construção, descia a perder de vista em direção a um pequeno povoado bem distante. Atrás desse povoado estavam as montanhas de Santa Maria. 
Daí meu amigo me convidou para acamparmos nas montanhas e disse que levaríamos linguiça, charque e arroz porque iríamos ficar lá o final de semana. Quando começamos a caminhar eu acordei.

Nenhum comentário: