INÍCIO

11 janeiro 2022

CALENDÁRIO DE VACINAS














Calendário de vacinação infantil do SUS do nascimento aos 14 anos de idade. Clínicas particulares oferecem vacinas extras.

AO NASCER

1) BCG

A vacina de dose única é indicada de rotina a partir do nascimento até antes de a criança completar 5 anos de idade. Pessoas de qualquer idade que convivem com portadores de hanseníase (lepra). A vacina previne contra formas graves de tuberculose (principalmente as formas graves, como meningite tuberculosa e tuberculose miliar (espalhada pelo corpo). A tuberculose é uma doença infecciosa que afeta os pulmões e pode atingir outras partes do corpo. Uma segunda dose pode ser aplicada com um intervalo mínimo de seis meses após a primeira. É composta pelo Bacilo de Calmette-Guérin, origem do nome BCG, obtido pela atenuação (enfraquecimento) de uma das bactérias que causam a tuberculose. Completam sua composição o glutamato de sódio e a solução fisiológica (soro a 0,9%) (sbim).


2) Hepatite B. Primeira dose

A primeira dose deve ser aplicada até 12 horas após o nascimento. A Hepatite B é uma doença que provoca mal-estar, febre, dor de cabeça, fadiga, dor abdominal, náuseas, vômitos e aversão a alguns alimentos. Agravada, pode causar infecções ou tumores no fígado.


DOIS MESES DE IDADE

3) Vacina Pentavalente. Primeira dose

A vacina previne contra 
Difteria, Tétano, Coqueluche, Hepatite B e infecções causadas pela bactéria HiBHaemophilus influenzae tipo B (ou tipo b) (Bacilo de Pfeifer).

A bactéria Haemophilus influenzae, inicialmente designada de bacilo de Pfeiffer, é uma bactéria cocobacilar Gram negativa, aeróbica facultativa da família Pasteurellaceae. H. influenzae foi descrita pela primeira vez em 1892 por Richard Pfeiffer durante uma pandemia de influenza. Até 1933 foi confundida como a causa da gripe comum, atualmente sabe-se que a gripe é causada pelo vírus influenza.  A utilização de vacinas diminuiu drasticamente o número de pessoas infectadas. Em 1930, foram definidas duas categorias principais de H. influenzae: as cepas não encapsuladas e as cepas encapsuladas. As cepas encapsuladas foram classificadas com base em seus antígenos capsulares distintos. Os seis tipos geralmente reconhecidos de H. influenzae encapsulados são: A, B, C, D, E e F, predominando o tipo B, abreviado como HiB, o mais virulento deste grupo. 
Este procarioto (cepa encapsulada HiB) foi o primeiro organismo de vida livre a ter seu genoma completamente sequenciado. O sequenciamento mostrou que essa bactéria apresenta aproximadamente 1.740 genes.

Haemophilus influenzae é um cocobacilo Gram-negativo que pode causar doenças como otite média, pneumonia e meningite. O H. influenzae pode ser classificado em seis sorotipos (a a f) com base nas características dos polissacarídeos de superfície; cepas não encapsuladas também existem e são referidas como H. influenzae não tipável. Historicamente, H. influenzae sorotipo b (Hib) foi a principal causa de doença invasiva e surtos em todo o mundo até o desenvolvimento de uma vacina conjugada de Hib na década de 1980. A introdução da vacina diminuiu drasticamente a taxa de incidência da doença invasiva por Hib; no entanto, a vacina não protege contra cepas não sorotipo b. Desde a introdução da vacina, o sorotipo f substituiu o Hib como a cepa invasiva de H. influenzae mais dominante, enquanto o sorotipo a (Hia) emergiu como uma causa significativa de doença invasiva entre as populações indígenas da América do Norte. Pouco se sabe sobre o Hia, e nenhum genoma de Hia disponível publicamente foi relatado até o ano de 2017. O primeiro sequenciamento do genoma completo de uma cepa de H. influenzae sorotipo A (NML-Hia-1, isolada de uma amostra de cultura de sangue) produziu uma contagem de 1.829.217 pares de base representando o DNA  cromossômico de HiA, esta é fechado e apresenta um teor médio de G+C de 38,02% (Hia não contém plasmídeos). O sequenciamento do DNA produziu 1.643 sequências de codificação, 19 operons de rRNA e 59 genes de tRNA (Iskander, 2017).


4) VIP. Primeira dose

Protege contra poliomielite ou paralisia infantil. As vacinas contra a poliomielite são vacinas usadas para prevenir a poliomielite (pólio). Dois tipos de vacinas são usados: um poliovírus inativado administrado por injeção (IPV, Inactivated PolioVirus) e um poliovírus enfraquecido administrado por via oral (OPV, Oral PolioVirus). A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que todas as crianças sejam totalmente vacinadas contra a pólio. As duas vacinas eliminaram a poliomielite da maior parte do mundo e reduziram o número de casos relatados a cada ano de cerca de 350.000 em 1988 para 33 em 2018.

Vacina Oral Poliomielite (VOP). É uma vacina oral atenuada bivalente, ou seja, composta pelos vírus da pólio tipos 1 e 3, vivos, mas “enfraquecidos”. Contém ainda cloreto de magnésio, estreptomicina, eritromicina, polissorbato 80, L-arginina e água destilada.

Vacina Inativada Poliomielite (VIP). Por ser produzida com o vírus inativado, não há possibilidade de desenvolvimento da doença. É uma vacina trivalente e injetável, composta por partículas dos vírus da pólio tipos 1, 2 e 3. Contém ainda 2-fenoxietanol, polissorbato 80, formaldeído, meio Hanks 199, ácido clorídrico ou hidróxido de sódio. Pode conter traços de neomicina, estreptomicina e polimixina B, utilizados durante a produção.

A pólio é doença é causada por um vírus que vive no intestino e produz uma inflamação da substância cinza da medula espinhal. O poliovírus, é o agente causador da polio em humanos (também conhecido como poliomielite), é um sorotipo da espécie Enterovirus C, da família Picornaviridae. Existem três sorotipos de poliovírus (tipos 1, 2 e 3). É um dos vírus mais simples, com apenas um RNA de cadeia simples em sentido positivo, sem envelope, com um capsídeo de proteína icosaédrica de 30nm.
É um pequeno vírus de ácido ribonucleico com cerca de 300 Angström de diâmetro, cujo genoma é composto por uma cadeia simples de ARN em sentido positivo e contém cerca de 7500 bases de comprimento. O poliovírus foi isolado em 1908 por Karl Landsteiner e Erwin Popper. Em 1981, o genoma do poliovírus foi publicado por dois grupos diferentes de investigadores, um do MIT e outro da Universidade de Nova Iorque. Devido ao seu genoma curto e à sua composição simples (apenas uma molécula de ARN e uma capsídeo de proteína icosaédrica sem envelope), o poliovírus é considerado um dos vírus mais simples.

Devido à erradicação da poliomielite em diversas regiões do mundo e também para evitar a paralisia que pode ser causada pelo vírus contido na vacina oral (VOP), a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que países como o Brasil, de baixo risco para o desenvolvimento da doença, passem a utilizar a vacina inativada (VIP), sempre que possível.
Desde 2016, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) adota a vacina VIP nas três primeiras doses do primeiro ano de vida (aos 2, 4 e 6 meses de idade) e a VOP no reforço e campanhas anuais de vacinação (sbim).

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) orienta que a VIP seja a vacina de preferência na administração de todas as doses. A vacina poliomielite é indicada de rotina para todas as crianças menores de 5 anos. Para viajantes adolescentes e adultos com destino a países onde a doença é endêmica, como o Paquistão e o Afeganistão, ou a locais onde há risco de transmissão e registro de casos de poliomielite causada pelo vírus vacinal.



5) Pneumocócica. Primeira dose

Pneumonia, meningite e otite
Protege contra as doenças causadas pelo Pneumococo (Streptococcus pneumoniae), uma bactéria. Pneumonia, otite e meningite são alguns distúrbios causados pelo organismo. A vacina é recomendada em três doses no primeiro ano de vida, mais uma dose de reforço entre 12 e 15 meses.

A vacina pneumocócica conjugada 10-valente (VPC10) previne cerca de 70% das doenças graves (pneumonia, meningite, otite) em crianças, causadas por dez sorotipos de pneumococos.
A vacina pneumocócica conjugada 13-valente (VPC13) previne cerca de 90% das doenças graves (pneumonia, meningite, otite) em crianças, causadas por 13 sorotipos de pneumococos. Tratam-se de vacinas inativadas, portanto não têm como causar as doenças.

A VPC10 é composta de dez sorotipos de Streptococcus pneumoniae (pneumococo), oito deles conjugados com a proteína D do Haemophilus influenzae tipo b, um com o toxoide tetânico e outro com toxoide diftérico. Contém também cloreto de sódio, fosfato de alumínio e água para injeção.
A VPC13 é composta de 13 sorotipos de Streptococcus pneumoniae (pneumococo) conjugados com a proteína CRM197. Contém também sais de alumínio, cloreto de sódio, ácido succínico, polissorbato 80 e água para injeção (sbim).





6) Rotavírus humano

O rotavírus é uma das principais causas de diarreia acentuada em lactentes, comuns principalmente em países subdesenvolvidos. A vacina é indicada em duas doses.

Vacina oral monovalente (VRH1) contém um tipo de rotavírus vivo “enfraquecido”, além de sacarose, adipatodissódico, meio Eagle modificado Dulbecco (DMEM) e água estéril.

Vacina oral atenuada pentavalente (VRH5) é composta por cinco tipos de rotavírus vivos “enfraquecidos”, sacarose, citrato de sódio, fosfato de sódio monobásico monoidratado, hidróxido de sódio, polissorbato 80, meios de cultura e traços de soro fetal bovino.
Indicada para bebês de 6 semanas a 8 meses e 0 dia. A primeira dose deve ser obrigatoriamente aplicada até a idade de 3 meses e 15 dias, e a última dose até os 7 meses e 29 dias.

Onde pode ser encontrada a vacina:
VRH1: Oferecida de rotina pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), nas Unidades Básicas de Saúde, para crianças de 2 a 8 meses de vida. Também pode ser encontrada nos serviços privados de vacinação.
VRH5: Apenas em serviços privados de vacinação, para crianças a partir de 6 semanas a 8 meses de vida (sbim).


3 MESES

7) Meningocócica. Primeira dose

Protege as crianças da bactéria meningocóco C, causadora da 

A vacina previne doenças causadas pelo meningocóco C (incluindo meningite e meningococcemia). A meningite é uma infecção das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. É uma doença grave que atinge principalmente as crianças e pode causar paralisia e morte.
Esta vacina é produzia com a bactéria inativada i.e., uma vacina inativada, portanto, não tem como causar doença. 
Contém antígeno formado por um componente da cápsula da bactéria (oligossacarídeo) do sorogrupo C conjugado a uma proteína que, dependendo do fabricante, pode ser o toxoide tetânico ou o mutante atóxico da toxina diftérica, chamado CRM 197. Contém também adjuvante hidróxido de alumínio, manitol, fosfato de sódio monobásico monoidratado, fosfato de sódio dibásico heptaidratado, cloreto de sódio e água para injeção. 

É indicada para crianças e adolescentes. Para adultos e idosos com condições que aumentem o risco para a doença meningocócica ou de acordo com a situação epidemiológica. Para viajantes com destino às regiões onde há risco aumentado da doença.

No primeiro ano de vida, são recomendadas duas doses. A dose final deve ser aplicada com 15 meses. 

Há dois tipos de vacinas contra a meningite C disponíveis no Brasil.
A meningocócica C conjugada, oferecida gratuitamente pelo SUS em postos de saúde.
A meningocócica conjugada ACWY, disponível apenas em clínicas particulares.

A diferença entre as duas vacinas é que a vacina menigocócica C conjugada, oferecida pelo SUS contém proteção apenas contra a bactéria Neisseria meningitidis do grupo C. Enquanto que a meningocócica conjugada ACWY é quadrivalente e também oferece proteção contra os meningococos dos grupos A, W e Y, além do C
A Sociedade Brasileira de Pediatria e a Sociedade Brasileira de Imunologia recomendam esta última para bebês, crianças e adultos, já que oferece proteção para outros tipos de meningococos, além do C.

O esquema de doses sugerido é de duas doses aos três e cinco meses, além de um reforço aos 12 meses, que pode ser aplicado até os quatro anos. Além disso, a SBP e a SBIm recomendam mais dois reforços: entre cinco e seis anos e aos 11 anos de idade.

Adolescentes devem tomar duas doses com intervalo de cinco anos. Já adultos devem tomar apenas uma dose, mas somente quando for recomendado por motivos específicos.



4 MESES

8) Pentavalente. 2ª dose

9) VIP. 2ª dose

10) Pneumocócica. 2ª dose

11) Rotavírus. 2ª dose





5 MESES

13) Meningocócica. 2ª dose





6 MESES

14) Pentavalente. 3ª dose

15) Poliomielite. 3ª dose

16) Pneumocócica. 3ª dose

17) VIP. 3ª dose





9 MESES

18) Febre amarela. Dose inicial

A febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus e transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo causador da dengue. Ela causa icterícia (amarelidão no corpo) e hemorragia em diversos graus. A febre amarela é uma doença viral potencialmente grave. A maior parte dos infectados apresenta poucos ou nenhum sintoma, mas transmite a doença caso seja picado por um mosquito e esse mosquito pique outra pessoa. Entre os que adoecem, a enfermidade pode ser muito severa, com letalidade que varia de 30 a 60%.

As primeiras manifestações são súbitas, com febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. Após um breve período de bem estar (dois dias), o quadro pode melhorar ou evoluir para a forma mais grave, marcada por insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. Os indivíduos que se recuperam adquirem imunidade permanente.

Em áreas urbanas, a febre amarela é transmitida principalmente pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue. Nas áreas silvestres, o vírus também é encontrado em macacos, seus hospedeiros intermediários, ao picar o animal, o mosquito é contaminado pelo vírus e passa a infectar humanos.

A transmissão urbana da febre amarela desapareceu no Brasil em 1942, mas a forma silvestre é endêmica e eventualmente causa surtos e epidemias, como a que o país enfrenta desde 2017, quando a febre amarela silvestre chegou a áreas até então consideradas livres da enfermidade.

Com o objetivo de conter o aumento do número de casos, a expansão geográfica e o risco de reurbanização, o Ministério da Saúde (MS) chegou a realizar campanha de vacinação com doses fracionadas, por um período determinado, nos estados da Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. Em 2020, o MS ampliou a recomendação da vacina para todo o território nacional (sbim).

No Brasil estão disponíveis duas vacinas: a produzida por Bio-Manguinhos – Fiocruz, utilizada pela rede pública, e a produzida pela Sanofi Pasteur, utilizada pelos serviços privados de vacinação e eventualmente pela rede pública. Ambas são elaboradas a partir de vírus vivo atenuado, cultivado em ovo de galinha. A vacina de Biomanguinhos apresenta em sua formulação gelatina bovina, eritromicina, canamicina, cloridrato de L-histidina, L-alanina, cloreto de sódio e água para injeção. Já a da Sanofi Pasteur contém: lactose, sorbitol, cloridrato de L-histidina, L-alanina e solução salina. As duas têm perfis de segurança e eficácia semelhantes, estimados em mais de 95% para maiores de 2 anos. É importante ressaltar que os estudos para o uso de doses fracionadas, recomendado apenas durante campanhas do Ministério da Saúde, em localidades e períodos bem definidos, foram realizados apenas com a vacina de Bio-Manguinhos. Não há, portanto, autorização para a administração de doses fracionadas da vacina da Sanofi Pasteur. Indicação:Pessoas a partir de 9 meses de idade (sbim). 

Além de tomar a dose inicial, outra dose deve ser aplicada em quem vai viajar para regiões de risco, como áreas tropicais da América do Sul e África.



12 MESES

19) Tetra Viral. 1ª dose

A vacina protege contra quatro doenças: sarampo, caxumba, rubéola e varicela. Essa vacina é a única forma de prevenir formas graves destas doenças. A segunda dose deve ser aplicada aos 15 meses.

20) Pneumocócica. Reforço

21) Hepatite A. Primeira dose

A doença é contagiosa, causada por um vírus e transmitida por alimentos, água contaminada ou por via oral de uma pessoa contaminada para uma saudável. A segunda dose deve ser aplicada seis meses após a aplicação da primeira.

Trata-se de vacina produzia com o vírus inativado, portanto, não tem possibilidade de causar a doença. É composta por antígeno do vírus da hepatite A, sal de alumínio amorfo, estabilizante (varia conforme o fabricante), cloreto de sódio a 0,9%. Pode conter traços de antibiótico (neomicina), fenoxietanol e formaldeído.
Nos serviços privados de vacinação estão disponíveis as apresentações pediátrica (para uso até 15, 17 ou 19 anos de idade, dependendo do fabricante) e de adultos.
Indicação: A vacina é indicada para todas as pessoas a partir de 12 meses de vida.
Contraindicação: É contraindicada para pessoas que tiveram reação anafilática a algum componente da vacina ou a dose anterior.

Esquema de doses: Duas doses com intervalo de seis meses.
As sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e de Imunizações (SBIm) recomendam a aplicação rotineira aos 12 e 18 meses de idade, ou o mais cedo possível, quando a vacinação não ocorrer nestas idades recomendadas. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) alterou, em 2017, a faixa etária do esquema de dose única da vacina para crianças entre 15 meses e antes de completar 5 anos de idade (sbim).

A inflamação no fígado causada pelo vírus da hepatite A pode provocar febre, perda de apetite, cansaço, dor abdominal (na barriga), enjoo, vômito e pele ou olhos amarelados (icterícia), mas em menores de 5 anos a doença pode ser assintomática. Mas todos os infectados transmitem o vírus por muito tempo, e sua eliminação pelas fezes pode contaminar objetos, água, alimentos e infectar outras pessoas (sbim). Apesar de ter uma duração longa (até 2 meses, em alguns casos), a hepatite A geralmente resulta em cura, mas uma minoria de pessoas evolui para falência do fígado (insuficiência hepática), o que faz com que o órgão simplesmente pare de funcionar corretamente, levando à necessidade de transplante (sbim).



15 MESES

22) Poliomielite. 1º reforço

O segundo reforço deve ser aplicado aos quatro anos de idade.

23) DTP

A DTP protege contra difteria, tétano e coqueluche, três doenças que também são prevenidas na pentavalente.

A vacina é feita com as respectivas bactérias inativadas, portanto, não há possibilidade de causar a doença. Contém os toxoides diftérico e tetânico (derivados das toxinas produzidas pelas bactérias causadoras das doenças), e componentes da cápsula da bactéria da coqueluche (Bordetella pertussis), sal de alumínio como adjuvante, fenoxietanol, cloreto de sódio, e água para injeção. A vacina é indicada para crianças com menos de 7 anos de idade. Mesmo as que já tiveram tétano, difteria, doença causada pelo Haemophilus influenzae tipo b (Hib) e/ou coqueluche devem ser imunizadas, uma vez que estas doenças não conferem proteção permanente frente a novas infecções.
Contraindicações:Maiores de 7 anos.
Crianças que apresentaram encefalopatia nos sete dias que se seguiram à aplicação de dose anterior de vacina contendo componente pertussis. Anafilaxia causada por qualquer componente da vacina.
Esquema de doses: 
Para a vacinação rotineira de crianças (aos 2, 4, 6 meses e entre 12 e 18 meses), preferir a vacina quíntupla (penta) ou hexa, nas quais a DTPa é combinada a outras vacinas. Ver DTPa-VIP/Hib ou DTPa-VIP-HB/Hib. Para a dose de reforço entre 4 e 5 anos de idade, a DTPa pode ser substituída por dTpa ou dTpa-VIP. (sbim)

Difteria
A difteria é causada pela bactéria Corynebacterium diphtheriae, que vive na boca, garganta e nariz da pessoa infectada e produz uma toxina que pode gerar graves complicações, como a insuficiência cardíaca e a paralisia. O surgimento de placas esbranquiçadas nas amígdalas ou laringe, febre e calafrios podem ser sintomas da difteria. Essa doença, prevenível por vacina, é também conhecida como “crupe”. 

Transmissão: A difteria é transmitida por via respiratória, em gotículas de secreção eliminadas durante a tosse, o espirro ou a fala, mesmo quando o portador da bactéria não apresenta sintomas, processo que pode durar mais de seis meses. Pessoas não vacinadas, de qualquer idade, raça ou sexo, podem contrair a doença, ainda que já tenham se infectado anteriormente. Por essa razão é importante se vacinar a cada dez anos. Para o controle da difteria, é preciso que pelo menos 80% da população esteja vacinada. A doença é mais frequente em regiões com situação sanitária deficiente e maior índice de aglomeração de pessoas, onde geralmente há baixa cobertura vacinal. No entanto, países desenvolvidos, com adequada cobertura, também registram ocorrências. A vacina é a única forma eficiente de prevenção e está indicada a partir dos 2 meses de vida, com reforços a cada dez anos, inclusive para adolescentes, adultos e idosos (sbim).


Tétano 
O ferimento produzido por uma lâmina enferrujada, por exemplo, pode significar apenas um contratempo se você estiver com a vacina tétano em dia. Caso contrário, pode ser o início de preocupações bem maiores. 
A palavra tétano que designa a doença, vem do grego antigo e significa “contrair e relaxar”, uma referência às contraturas musculares generalizadas, provocadas quando os esporos da bactéria Clostridium tetani atingem o sistema nervoso. 
Em condições propícias, esses esporos multiplicam-se e passam a produzir exotoxinas que são disseminadas no organismo. A doença é extremamente grave e oferece alto risco de morte. Graças à vacinação, o tétano acidental é bastante raro no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde (MS), os últimos registros foram em lavradores e outros trabalhadores não vacinados, em zonas rurais com situação sanitária precária. 
Transmissão: o tétano não é transmissível de uma pessoa para a outra. A doença é adquirida de duas formas:
Tétano acidental: decorre da contaminação de ferimentos externos, geralmente perfurações, contaminados com terra, poeira, fezes de animais ou humanas.
Tétano neonatal: adquirido pelo bebê seja na hora do corte do cordão umbilical, devido ao uso de instrumentos contaminados, ou durante o tratamento do coto do umbigo, pela aplicação de substâncias infectadas.

Vacinas disponíveis:
As vacinas são a única medida de prevenção e estão indicadas a partir dos 2 meses de vida, com reforço a cada a cada dez anos, inclusive para adolescentes, adultos e idosos. Para prevenção do tétano neonatal é imprescindível que a gestante tenha recebido a última dose da vacina há menos de cinco anos (sbim). 
As vacinas disponíveis são:
DTPw-HB/Hib (tríplice bacteriana de células inteiras combinada às vacinas hepatite B e Haemophlilus influenzae tipo b)
DTPw (tríplice bacteriana de células inteiras)
DTPa-VIP/Hib (tríplice bacteriana acelular combinada às vacinas inativada poliomielite e Haemophlilus influenzae tipo b)
DTPa-VIP-HB/Hib (tríplice bacteriana acelular combinada às vacinas inativada poliomielite, hepatite B e Haemophlilus influenzae tipo b)
DTPa (tríplice bacteriana acelular)
dTpa (tríplice bacteriana acelular do tipo adulto)
dTpa-VIP (tríplice bacteriana acelular do tipo adulto combinada à vacina inativada poliomielite)
DT – dupla bacteriana infantil
dT – dupla bacteriana do tipo adulto

Coqueluche
A pertússis ou coqueluche (também conhecida como tosse convulsa) é uma doença bacteriana altamente contagiosa. É causada pela bactéria Bordetella pertussis e é uma doença transmitida pelo ar que se espalha facilmente através da tosse e os espirros de uma pessoa infectada. As pessoas são infecciosas para outras, a partir do início dos sintomas até cerca de três semanas de tosse. As tratadas com antibióticos não são mais infecciosas depois de cinco dias. O diagnóstico é através da recolha de uma amostra a partir da parte de trás do nariz e da garganta. Esta amostra pode ser testada por qualquer cultura ou por reação em cadeia da polimerase. A prevenção é feita, principalmente, através da vacinação com a vacina contra coqueluche. Recomenda-se a imunização inicial entre os seis e oito semanas de idade, e a administração de quatro doses nos primeiros dois anos de vida. A vacina torna-se menos efetiva ao longo do tempo, e normalmente recomendam-se doses suplementares para crianças mais velhas e adultos. Os antibióticos podem ser utilizados para evitar a doença naqueles que foram expostos e estão em risco de piora da doença. Nos portadores da doença, os antibióticos podem ser úteis se o tratamento tiver inicio dentro de três semanas após os primeiros sintomas, mas, caso contrário, têm pouco efeito na maioria das pessoas. Em crianças com menos de um ano de idade e entre mulheres grávidas, recomenda-se a toma de antibióticos no prazo de seis semanas do início dos sintomas. Os antibióticos utilizados incluem eritromicina, azitromicina, claritromicina ou trimetoprim/sulfametoxazol. Existem poucas evidências sobre a efectividade das intervenções de outros fármacos para a tosse, para além dos antibióticos.
Morte por coqueluche em 2012. (Fonte Chris55, Data from World Health Organization Estimated Deaths 2012, by Canuckguy et al., (WP1, 2) https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=50321521

A B. pertussis existe em todo o mundo e só infecta seres humanos. Estima-se que ocorram cerca de 30 a 50 milhões de casos por ano que resultam em 300 000 mortes. Em termos gerais, os pacientes são crianças com menos de um ano de idade, 90% dos casos ocorrendo em locais que não possuem boa campanha de vacinação. Desde a última década de 80, são registrados aumentos cíclicos a cada 3 e 4 anos. Segundo dados da OMS, a incidência da doença triplicou na América latina e América do Norte entre 2006 e 2008. Em 2012, os 1.759 casos no Brasil provocaram 39 mortes, a maioria de bebês. Inglaterra e Espanha também tiveram surtos, com mais de 6 mil de casos em 2012. A Sociedade Brasileira de Imunizações e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomendam a vacinação de reforço para adolescentes e adultos não vacinados para que não infectem bebês, as principais vítimas letais.

Inicialmente, os sintomas são normalmente similares aos da gripe comum, com um corrimento nasal, febre leve e tosse. Esta é, então, seguida ao longo de semanas por um grave acesso de tosse violenta e espasmódica com sensação de asfixia que terminam com um ruído estridente durante a inspiração (estridor inspiratório). A tosse pode durar 10 semanas ou mais. Uma pessoa pode ter uma tosse tão forte que pode vomitar, fraturar as costelas ou ficar muito cansada pelo esforço. As crianças menores de um ano de idade podem ter pouca ou nenhuma tosse e, em vez disso, ter períodos em que não conseguem respirar (falta de ar). O tempo entre a infecção e o início dos sintomas é geralmente de sete a dez dias. A doença pode ocorrer em pessoas que tenham sido vacinadas, mas os sintomas são normalmente mais brandos (WP).

A doença evolui em três fases sucessivas. 1) fase catarral que dura até 14 dias, 2) fase paroxística que dura até 6 semanas e 3) fase de convalescença que permanece por até 3 semanas (mundo).
A fase catarral inicia-se com manifestações respiratórias e sintomas leves, que podem ser confundidos com uma gripe: febre, coriza, mal-estar e tosse seca. Em seguida, há acessos de tosse seca contínua. Na fase aguda, os acessos de tosse são finalizados por inspiração forçada e prolongada, vômitos que provocam dificuldade de beber, comer e respirar. Na convalescença, os acessos de tosse desaparecem e dão lugar à tosse comum. Bebês menores de seis meses são os mais propensos a apresentar formas graves da doença, que podem causar desidratação, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e levar à morte.

A transmissão acontece principalmente pelo contato direto da pessoa doente com uma pessoa suscetível, não vacinada, através de gotículas de saliva expelidas por tosse, espirro ou ao falar. Também pode ser transmitida pelo contato com objetos contaminados com secreções do doente. A coqueluche é especialmente transmissível na fase catarral e em locais com aglomeração de pessoas (ficocruz).

Timeline da coqueluche (cdc)



24) VIP. 4º reforço

25) Meningocócica. 3ª dose

As duas doses seguintes são aplicadas aos quatro e onze anos de idade.


26) Tetra Viral. Segunda dose


18 MESES

27) Hepatite A. Reforço



4 ANOS

28) DTP. 2ª dose

20) VIP. 5ª dose

30) Meningocócica. 4ª dose




9 ANOS

31) HPV

Imagine um vírus tão comum, mas tão comum que quase todos os homens e mulheres serão infectados por um ou mais de seus inúmeros tipos. Assim é o papilomavírus humano (HPV), que causa verrugas genitais (ou condilomas) e também câncer. Essas doenças podem ser evitadas com vacinas.

Para você ter uma ideia, de 12,7 milhões de novos casos de câncer em homens e mulheres, reportados anualmente em todo mundo, 610 mil têm como causa alguns tipos de HPV, informa estudo divulgado em 2012 pela respeitada publicação Lancet Oncology, do Reino Unido. Os pesquisadores também apontam que 10% de todos os casos de câncer em mulheres estão igualmente associados a esses vírus. Já em homens, o Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC Center for Disease Control and Prevention) afirma que esse vírus responde por cerca de 5% de todos os casos de câncer. Ainda segundo o CDC, o HPV está relacionado com 99% dos cânceres de colo do útero; com 90% dos de ânus; 70% dos de boca; e 40% dos cânceres de pênis (sbim).

Quanto à incidência de alguns desses tipos de câncer no Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que no ano de 2020 haverá 16.590 novos casos de câncer do colo do útero, com 6.526 mortes; e 15.190 novos casos de câncer de boca, com 6.455 mortes, a expressiva maioria em homens.

A vacina contra HPV é indicada para meninas a partir dos nove anos. O HPV é o Vírus do Papiloma Humano, que atinge a pele e as mucosas, é sexualmente transmissível e pode causar câncer no colo do útero. 

Transmissão: os vírus HPV são encontrados na região da vagina, ânus, pênis, bolsa escrotal e mãos. A transmissão se dá pelo contato da pele ou mucosa com a área infectada, o que é mais frequente durante a prática do sexo, mesmo sem penetração.

Na maioria das vezes, os sintomas podem nunca aparecer ou só surgir meses ou anos após a infecção, e isso torna difícil saber quando ela aconteceu. No entanto, um percentual pequeno de pessoas vai adoecer. Como a infecção é muito frequente, esse pequeno percentual representa muita gente. As consequências podem ser o surgimento das verrugas genitais ou o câncer, dependendo do tipo de HPV envolvido. Os mais associados às verrugas genitais são os tipos 6 e 11 (presentes em 90% dos casos). Já os que mais causam câncer de colo do útero são o 16 e o 18, responsáveis por cerca de 70% das ocorrências.

A prevenção das doenças causadas pelos HPVs depende essencialmente da vacinação e da realização periódica de exames preventivos. O uso do preservativo (camisinha) ajuda, mas não é 100% eficaz. A vacinação é recomendada para homens e mulheres a partir dos 9 anos de idade, fase em que a resposta às vacinas é muito mais alta e quando ainda não houve contato com o vírus. Mas as pessoas mais velhas e/ou que já foram infectadas também se beneficiam, uma vez que as vacinas contêm mais de um tipo de HPV em sua formulação.

O que a vacina previne:
A vacina previe infecções persistentes e lesões pré-cancerosas causadas pelos tipos de HPV 6,11,16,18. Também previne o câncer de colo do útero, da vulva, da vagina, do ânus e verrugas genitais (condiloma) (sbim).

A vacina é produzia com vírus inativado, portanto, não tem como causar a doença.

É composta pelas proteínas L1 dos papilomavírus humano (HPV) tipos 6,11,16,18, sulfato de hidroxifosfato de alumínio, cloreto de sódio, L-histidina, polissorbato 80, borato de sódio e água para injeção.

Indicação: o Programa Nacional de Imunizações (PNI) disponibiliza a vacina para: 
Meninas de 9 a 14 anos de idade;
Meninas de 15 anos que já tenham tomado uma dose;
Meninos de 11 a 14 anos;
Indivíduos de 9 a 26 anos de ambos os sexos nas seguintes condições: convivendo com HIV/Aids; 
pacientes oncológicos em quimioterapia e/ou radioterapia; 
transplantados de órgãos sólidos ou de medula óssea (sbim).

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) recomendam a vacinação de meninas e mulheres de 9 a 45 anos de idade e meninos e jovens de 9 a 26 anos, o mais precocemente possível. Homens e mulheres em idades fora da faixa de licenciamento também podem ser beneficiados com a vacinação, de acordo com critério médico.

Contraindicação: gestantes e pessoas que apresentaram anafilaxia após receber uma dose da vacina ou a algum de seus componentes (sbim).

Esquemas de doses: a vacina é licenciada para meninas e mulheres a partir dos 9 anos aos 45 anos e para meninos e homens entre 9 e 26 anos. O esquema deve ser iniciado o mais cedo possível.
São recomendadas duas ou três doses, dependendo da idade de início da vacinação.
Para meninas e meninos de 9 a 14 anos, 11 meses e 29 dias são indicadas duas doses, com intervalo de seis meses entre elas (0 - 6 meses).
A partir dos 15 anos, são três doses: a segunda, um a dois meses após a primeira, e a terceira, seis meses após a primeira dose (0 - 1 a 2 - 6 meses).
Independentemente da idade, pessoas imunodeprimidas por doença ou tratamento devem receber três doses: a segunda, um a dois meses após a primeira, e a terceira, seis meses após a primeira dose (0 - 1 a 2 - 6 meses)(sbim).

No Brasil há dois tipos de vacinas contra HPV: a bivalente, que protege contra os tipos 16 e 18 da doença, e a quadrivalente, que previne também contra 6 e 11. A primeira é dada em três doses, com intervalo que varia de dois a seis meses. A segunda em duas doses com o mesmo intervalo.





11 ANOS




32) Meningocócica. 4ª dose






14 ANOS


33) DTP. 3ª dose




Bibliografia




















Sociedade Brasileira de Pediatria (“Calendário de Vacinação da SBP 2016”)
Ministério da Saúde (“Caderneta da Saúde da Criança”)
Ministério da Saúde (“Tire as dúvidas sobre a vacina contra a gripe”)


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