O ENIGMA DA CÚPULA DO PANTEÃO
Abstract
The Pantheon of Agrippa, are the most popular place to visit in Rome. Marcus Agrippa, a Roman statesman, and architect, originally built the Pantheon as part of his personal property in 27 a.C - 14 AD. This building burned down in 80 AD and was then rebuilt by Emperor Domitian. It burned down again in 110 AD and was rebuilt by Emperor Hadrian, this time only a facade survive and the design was totally new with this sphaeric cupola, first in the world.
1. O PANTEÃO
A palavra panteão deriva do grego, Πάνθειον, Pantheion, templo de todos os deuses. Panteão, então, significa literalmente um templo dedicado a todos os deuses, local de culto comum à todos os deuses, de πᾶν, pan, todos e θεός, theos deus. A mais conhecida dessas estruturas é o Panteão de Roma, construído pela primeira vez por Marco Agripa como parte de um complexo criado por ele em suas próprias terras no Campus Martius, em Roma, em 29-19 BCE.
Marcus Vipsanius Agrippa, c. 63 BCE - 12 BCE, foi um general romano, estadista e arquiteto que era amigo próximo, e genro do imperador romano César Augusto. Agripa é bem conhecido por suas importantes vitórias militares, notadamente a Batalha de Actium em 31 a.C. contra as forças de Marco Antônio e Cleópatra. Ele também foi responsável pela construção de alguns dos edifícios mais notáveis de sua época, incluindo parte do Panteão, que podemos ver hoje.
Panteão romano da Piazza della Rotonda. O Panteão foi construído em 27 a.C., durante o reinado de Augusto: Gaius Iulius Caesar Octavianus Augustus (27 a.C - 14 d.C). , esse templo foi construído em homenagem ao cônsul Marco Vispânio Agripa. A prova da autoria se encontra nas palavras gravadas no frontão do templo, que dizem:
“M·AGRIPPA·L·F·COS·TERTIVM·FECIT” ou M(arcus) Agrippa L(ucii) F(ilius) co(n)s(ul) tertium fecit, que significa: Marcos Agripa, filho de Lúcio, fez (este edifício) quando cônsul pela terceira vez. Apesar de ter grande importância na vida religiosa dos cidadãos romanos, o centro de adoração foi todo destruído por um incêndio ocorrido em 80 d. C. com exceção da fachada, onde se lê a autoria do primeiro templo.
O Panteão de Agripa foi destruído juntamente com muitos outros edifícios num gigantesco incêndio em 80 d.C. O imperador Domiciano reconstruiu o edifício, que queimou de novo em 110 AD.
Planta do Panteão. Em vermelho, o Panteão de Agripa e em preto, o Panteão de Hadriano. Neste diagrama fica evidente a mudança na orientação do edifício com a mudança de posição do pórtico de entrada do templo. Depois da Batalha de Áccio (31 a.C.), Marco Vipsânio Agripa deu início a um impressionante programa de obras: o Panteão era parte de um complexo criado por ele em suas próprias terras no Campo de Marte entre 29 e 19 a.C., que incluía ainda três edifícios alinhados do sul para o norte, os Banhos de Agripa, a Basílica de Netuno e o Panteão de Agripa. É provável que os dois últimos fossem os edifícios religiosos de uso exclusivo de Agripa (sacra privata) e não templos públicos (aedes publicae).
A historiadora, Lise Hetland defende que a construção moderna começou em 114, no reinado de Trajano, quatro anos depois de ter sido destruído num incêndio pela segunda vez. Ela reexaminou o trabalho de Herbert Bloch (1959), que propôs a data do imperador Hadriano, geralmente defendida. Este argumento é reforçado pelo argumento de Heilmeyer, baseado em evidências estilísticas, de que Apolodoro de Damasco, o arquiteto de Trajano, teria obviamente sido o arquiteto do Panteão.
No ano de 202 AD, o edifício foi restaurado pelos imperadores conjuntos Sétimo Severo e Caracala, seu filho, motivo pelo qual há mais uma inscrição, menor, na arquitrave da fachada, pouco abaixo da anterior. Quase ilegível atualmente, onde se lê:
IMP·CAES·L·SEPTIMIVS·SEVERVS·PIVS·PERTINAX·ARABICVS·ADIABENICVS·PARTHICVS·MAXIMVS·PONTIF·MAX·TRIB·POTEST·X·IMP·XI·COS·III·P·P·PROCOS
ET
Imp(erador Caes(ar) L(ucius) Septimius Severus Pius Pertinax, vitorioso na Arabia, vencedor de Adiabene, grande vitorioso da Pártia, Pontif(ex) Max(imus), dez vezes tribuno, onze vezes imperador, três vezes cônsul, P(ater) P(atriae), procônsul, e
IMP·CAES·M·AVRELIVS·ANTONINVS·PIVS·FELIX·AVG·TRIB·POTEST·V·COS·PROCOS·PANTHEVM·VETVSTATE·CORRVPTVM·CVM·OMNI·CVLTV·RESTITVERVNT
Imp(erador) Caes(ar) M(arcus) Aurelius Antoninus Pius Felix Aug(ustus), cinco vezes tribuno, cônsul, procônsul, restauraram cuidadosamente o Panteão, arruinado pela idade.
O edifício que hoje existe foi construído no mesmo local por volta de 126 dC. Foi dedicado a “todos os deuses” como um gesto que abraça o sincretismo religioso no cada vez mais multicultural Império Romano, com súditos adorando deuses de muitas culturas e tradições.
posteriormente, estando parcialmente destruído, o imperador Hadriano encomendou um edifício com uma cúpula esférica e provavelmente dedicado em c. 126 EC. A data de sua construção é incerta, porque Adriano optou por não escrever nada na fachada do novo templo, mas sim manter a inscrição já existente no frontão mais antiga colocado por Marcus Vipsanius Agripa em 29 BCE (AEC ou a.C).
O edifício foi posteriormente reformado para uso como igreja cristã em 609 sob o Papa Bonifácio IV, o que a salvou do abandono e da depredação.
Interior do Panteão como visto no século XVIII, por Giovanni Paolo Panini
O edifício é de planta redonda, excepto o pórtico com grandes colunas coríntias de granito (oito na primeira fila e dois grupos de quatro atrás) sob frontão. Um vestíbulo retangular liga o alpendre à rotunda, que fica sob uma cúpula de caixotões de concreto, com abertura central (óculo) para o céu.
Dois mil anos depois de ter sido construída, a cúpula do Panteão ainda é a maior cúpula de concreto não reforçado do mundo. A altura do óculo e o diâmetro do círculo interno são iguais, 43 metros.
Quase dois mil anos após a sua construção, a cúpula do Panteão de Roma continua a ser a maior cúpula de concreto sem tensões de ferro do mundo. A altura do óculo (o orifício central da cúpula) e o diâmetro do círculo do edifício interno são iguais e equivalem a 43 metros.
A receita básica do concreto utilizado pelos romanos pode ser encontrada no livro Sobre Arquitetura do arquiteto romano Vitrúvio, publicado 100 anos antes da construção do Panteão. Vitrúvio descreveu como fazer concreto a partir de cal e areia pozolânica, um tipo de cinza vulcânica encontrada perto de Nápoles, misturada com massa rochosa.
Vários agregados têm sido usados para dar diferentes densidades ao concreto. O calcário travertino deu às fundações do Panteão uma densidade de 2.200 kg por metro cúbico, enquanto a pedra mais leve foi escolhida para a cúpula.
As pozolanas, compostas por materiais de sílica e alumínio, não possuem propriedades cimentícias em si, mas quando misturadas com água, reagem quimicamente com o hidróxido de cálcio em temperaturas normais para formar compostos cimentícios.
Foi a química desse material que se tornou a base da durabilidade da cúpula, permitindo-lhe resistir por dois milênios sem o uso de modernas barras tensoras de aço.
Óculo
Fachada
Piazada della rotonda
Occulus
Óculo
Continuará…
2. O ENIGMA
Qual a real função do panteão? Será mesmo um templo? Se realmente for um templo porque ele se afasta dos cânones de todos os templos? Qual o papel do Sol e da Lua no panteão? Onde caem os raios de Sol nos solstícios e equinócios? Qual a orientação do panteão é porque foi construído assim?
Fonte










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