BOA SAÚDE DEPOIS DOS 50 ANOS
Segundo Backes e cols. (2008), a vida se manifesta através da saúde e da doença, que são formas únicas, experiências subjetivas e que não podem ser manifestadas integralmente através de palavras. No entanto, a pessoa doente utiliza palavras para expressar a sua doença e os profissionais da saúde, por sua vez, também fazem uso de palavras para significar as queixas dos pacientes. Dessa maneira, surge tensão entre a subjetividade da doença e a objetividade dos significados atribuídos pelos profissionais às queixas do paciente e que o levam a propor intervenções para lidar com esta situação.
O discurso sanitário com enfoque na saúde ainda é recente. A idéia de saúde como qualidade de vida condicionada por vários fatores, tais como: paz, abrigo, alimentação, renda, educação, recursos econômicos, ecossistema estável, recursos sustentáveis, equidade e justiça social, surgiu com a Conferência Internacional sobre a Promoção da Saúde, em Ottawa, em1986.
Segundo pesquisadores da Fiocrus, durante muito tempo, a saúde foi entendida simplesmente como o estado de ausência de doença. Considerada insatisfatória, esta definição de saúde foi substituída por outra, que engloba bem-estar físico, mental e social. Embora mais abrangente, o novo conceito não está livre de dificuldades, sobretudo quando se leva em conta a legitimidade dos movimentos que defendem a ‘saúde para todos’. “A partir daí, a sociedade literalmente bate à porta das instituições acadêmicas e científicas que supostamente deveriam saber o que é, como se mede e como se promove ‘essa tal de saúde’”, problematiza o autor, que é professor de Epidemiologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Ao contrário do que possa parecer à primeira vista, a obra demonstra que a definição de saúde não é trivial e constitui grande lacuna epistemológica no campo da saúde coletiva. Os capítulos retomam os debates filosófico, teórico, metodológico e pragmático sobre saúde, doença e noções correlatas, como vida e qualidade de vida, morte, sofrimento, cuidado e iniquidades.
Assim, ter boa saúde envolve saber basicamente o que vem ser e o que é considerado saúde e boa saúde, envolve o conceito de saúde, cientificamente falando.
Uma das teorias clássicas do conceito de saúde foi produzida pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em 1946. Um pensamento que tem quase 8 décadas desde essa formulação.
Segundo essa linha abrangente, a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1946, definiu saúde como "um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não consiste apenas na ausencia de doença oude enfermidade".
Para o bem estar do corpo físico (biológico e fisiológico) temos algumas premissas como por exemplo, recomendações práticas para essa fase da vida (vida após os 50 anos):
Controle do peso corporal.
Pratica de atividade física regular.
Manutenção de uma boa hidratação.
Alimentação com fontes de cálcio e vitamina D.
Atenção à saúde mental e cognitiva.
Alimentos in natura.
Bom sono ou dourmir bem.
Comer com regularidade e atenção.
Entretanto existem entre essas necessidades temos alguns pontos extremamente importantes e necessários, são elas:
1) Hidratação
Hidratar-se segundo a que manda a OMS é ingerir 30 ml de água por cada quilograma de peso. Dividindo esse total pela manhã e trade. Nesse caso devemos diminuir a ingestão a partir das 16-17h para evitar acordar a noite para urinar.
2) Exercícios diários
Junto com uma estruturação sistemática do exercício físico, estudos mostram que caminhar no mínimo 15 minutos apos o almoço e a junta, e se não conseguir code-se caminhar até 90 min após as refeições. Estudos dão conta de que quem segue essa rotina tem 35% menos risco de desenvolver hiperplasia da prostate.
3) Alimentação natural, regrada e balanceada
Incluir alimentos ricos em licopeno, encontrados em frutos vermelhos como tomate, melancia, goiaba, pimentão etc. Por exemplo para aproveitar melhor o licopeno deve-se cozinhar o tomate pelo menos duas vezes na semana. Outro nutriente que deve estr presente é o zinco que existe na semente de abóbora no brócolis na couve flor e no açafrão. Sobre o açafrão é interssante notar que é um importante anti-inflamatório, antiartrítico, cicatrizante, corretivo de disfunção biliar, diurético e an- tidiarreico.
4) Sono adequado
Dormir bem todas as notes, isso significa dormir de 6 a 7 horas de sono todos os dias. Estudos mostra que dormir menos que 6 horas esta associado a um aumento de incidencia de hiperplasia da próstata.
5) Ejaculação regular
Um estudo feito com trinta mil homens (30000) mostrou que ejaculação regular (mais de 20 vezes ao mes) confere 33% menos de chance de desenvolvimento de hiperplasia prostática.
Esse é um assunto que deve nos ocupar diariamente, devido a fase do capitalismo em que nos encontramos. A fase de acumulação maxima do capital. Não vivemos mais no ambiente natural, na natureza como nossos ancestrais do paleolótico, onde o alimento era coletado e pouco processado, muito diferente do que acontece atualmente.
Fontes
Czeresnia D. The concept of health and the difference between prevention and promotion. Cad Saúde Pública. 1999; 15(4): 701-9. (citado em 03 ago 2008). Disponível em: http://www.scielo.br.
(continuará...)
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