INÍCIO

14 setembro 2023

O NOME DA ROSA

 




Há uma passagem incrível, no romance “O Nome da Rosa” de Umberto Eco, que mostra o medo dos conservadores e daqueles que mesmo estando em uma instituição que abriga todo o conhecimento da humanidade não conseguem, ou não querem ver o fluxo do tempo e o passo persistente da ciência. A passagem é a seguinte: 

Quando o monge cego pergunta ao investigador William de Baskerville: “Que almejam verdadeiramente?”

William de Baskerville responde: “Eu quero o livro grego, aquele que, segundo vocês, nunca foi escrito. Um livro que só trata de comédia, que odeiam tanto quanto risos. Provavelmente é o único exemplar conservado de um livro de poesia de Aristóteles. Existem muitos livros que tratam de comédia. Por que esse livro é precisamente tão perigoso?”

O monge responde: “Porque é de Aristóteles e vai fazer rir”.

Baskerville replica: “O que há de perturbador no fato de os homens poderem rir?”

O monge: “O riso mata o medo, e sem medo não pode haver fé. Aquele que não teme o demônio não precisa mais de Deus”.









































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