Imagem transmutada em gravura
i
Imagem
arranhada, escavada, acidulada, queimada,
transformada, pela uma pedra filosofal.
Fogo, fumo e luz
que transmuta tudo o que toca em ouro...
À sombra, à contra-luz, a meia luz...
geram-se imagens significados metamorfoseantes
duradoura em seu mudar...
Como a superfície metálica liquida do mercúrio,
Ela devolve ao mundo a imagem-fluxo não a fixa.
O que é isso que chamamos de imagem gravada?
Faz sentido perguntar?
Ao eidos de Platão jamais poderemos tocar
Nunca podemos ver com os olhos do corpo,
Nem com as sensíveis mãos apalpar seus contornos sedutores...
Aquele que se deixa seduzir apenas pelos sentidos deve abraçar os riscos da incerteza
ou perder-se naquilo que vê,
perder-se no fenômeno.
É necessário força para que o metal se transmute em pensamento
se transforme em ouro luminoso pleno de significado e valor.
Sua valiosa carga eu levo comigo na memória
O peso transmuta-se em leveza sutil
a imagem é a soma das liberdades: do artista que amou e desejou... da placa que livremente recebeu e da sedutora liberdade ansiosa da interpretação das mentes libre...
Aquela mancha é para mim um labirinto nas nuvens...
transmutada em vida...
ii
Cada forma de olhar é um limite
E o que a imagem limitada faz?
Ela se grava nos labirintos desconhecidos onde mora nosso pensamento
A alma encontra a imagem
levada pela luz pelas vítreas janelas estenopêicas...
A perplexidade é importante para a imagem...
As linhas emitem prazer de sedução,
Refletidas em suas linhas, manchas, espaços iluminados e recessos obscuros...
Levam consigo uma luz latente.
Há um significado unívoco e claro: o fruto da universalidade do conceito, onde esta sepultada a epifania irrepetível da percepção-experiência...
É uma maçã de ouro que colhemos com a ponta de nossos dedos no jardim das Hespérides, após nos escondermos de Ladão,
Colhemos relutantes o fruto da árvore da sabedoria.
Um pomo de ouro...
Um significado nos foi dado,
Atravessou a mente-labirinto
Como uma estrela cadente atravessa o céu noturno...
iii
Perdemos o nosso chão
Mas um novo degrau aparece...
Não sou mais eu
Sou outro.
Pégaso me leva a uma altura indizível
Um sentimento se transformou em poema em minha memória...
Pingando como ouro líquido
Refletindo a luz do entardecer...
Bloemaert, Cornelis; Ferrari, Giovanni Battista; Mascardi, Vitalis.; Scheus, Hermann
Hesperides, sive, De malorvm avreorvm cvltvra et vsv libri quatuor /Io: Baptistae Ferrarii Senensis
Garden Hesperides
Edward Coley Burne-Jones
Glossário
Ladão (Ladaon): Λάδωνος Ladonos) dragão-serpente colocado por Hera no jardim das Hespérides para cuidar da árvore do conhecimento.
In greek mythology the Hesperides (ancient greek: Ἑσπερίδες = Hesperides) are the nymphs of evenings and golden light of sunsets, who were the "Daughters of the Evening" or "Nymphs of the West". They were also called the Atlantides (Ἀτλαντίδων) from their reputed father, the Titan Atlas.
The name means originating from Hesperos (evening). Hesperos, or Vesper in Latin, is the origin of the name Hesperus, the evening star (i.e. the planet Venus) as well as having a shared root with the English word "west".
They are sometimes portrayed as the evening daughters of Night (Nyx) either alone, or with Darkness (Erebus) in accord with the way Eos in the farthermost east, in Colchis, is the daughter of the titan Hyperion. The Hesperides are also listed as the daughters of Atlas and Hesperis, or of Phorcys and Ceto or of Zeus and Themis. In another source, the nymphs are said to be the daughters of Hesperus.
They are sometimes called the Western Maidens, the Daughters of Evening or Erythrai, and the "Sunset Goddesses", designations all apparently tied to their imagined location in the distant west. Hesperis is appropriately the personification of the evening (as Eos is of the dawn) and the Evening Star is Hesperus.
Bibliografia
https://en.wikipedia.org/wiki/Hesperides



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