INÍCIO

27 novembro 2025

ANTINOO

FELIZ ANIVERSÁRIO, ANTINOO
ΧΡΟΝΙΑ ΠΟΛΛΑ, ΆΝΤΊΝΟΟΣ

AVE, ANTINOOUS

Nascimento de Antinoo
Hoje 27 de novembro, segundo se crê, nasceu no ano de 111 d.C., (há 1911 anos atrás, portanto) na Bitínia, o homem que se tornou o primeiro companheiro e o maior amor do Imperador “helenófilo” Hadriano, Publius Aelius Hadrianus (24 de janeiro de 76 d.C. — 10 de julho de 138 d.C., considerado um dos cinco melhores imperadores romanos.

Antínous, também chamado de Antinoös, 
Grego antigo: Ἀντίνοος

Um papiro fragmentário do final do segundo ou início do terceiro século EC refere-se à “deificação de Antínoo” (ἐκθέωσις Ἀντινόου). O fragmento, parte de um calendário para oferendas de culto, também menciona o dia do nascimento de Antínoo e enigmáticos “ritos de cavalo” (horse rites). 
O papiro, provavelmente de Oxirrinco, continua com uma descrição de três festivais realizados entre 27 de novembro (aniversário de Antínoo) e 15 de dezembro. Antínoo, o favorito do imperador Adriano, afogou-se misteriosamente no rio Nilo no final de 130 d.C. enquanto Adriano visitava a província do Egito. (Thompson, 2013).
Orígenes, escrevendo em meados do terceiro século d.C., menciona o mesmo Antínoo no terceiro livro de seu Contra Celsum, uma resposta à Verdadeira Doutrina de Celso (ἀληθὴς λόγος). De acordo com Orígenes, Celso (escrevendo c. 177–180 d.C.) oferece vários heróis como concorrentes de Jesus, “homens que os gregos acreditavam ter se tornado deuses”. Entre eles, Celso apresenta Antínoo e afirma que os habitantes de Antinoopolis no Egito honram Antínoo da mesma forma que os cristãos honram Jesus. As alegações de Celso e as observações de Orígenes parecem atestar uma ampla crença entre muitos na capacidade do deificado Antínoo de efetuar milagres na cidade de Antinoopolis: proferindo oráculos, curando e até infligindo punições. Na resposta de Orígenes, ele pega cada um dos heróis por vez e refuta a comparação com Jesus. No entanto, a resposta de Orígenes a Antínoo difere de seu tratamento dos outros heróis. (Thompson, 2013).

Antínoo (Bitínia, 27 de novembro de 111, outubro de 130) foi um jovem grego, parceiro e companheiro do imperador romano Hadriano. Após sua morte prematura, por afogamento no rio Nilo, em algum momento antes de seu vigésimo aniversário, Antínoo ou Antinous, foi deificado por ordem de Hadriano, sendo adorado tanto no Leste quanto no Oeste, i.e., em todo império romano, às vezes como um deus, θεός, em grego clássico (maioria das vezes), e às vezes como um herói, ἥρως, em grego clássico. Ao ser divinizado, por decreto do imperador, cada cidade do império, estabeleceu um templo e um culto em sua honra. Sendo esse o culto mais duradouro de um humano divinizado no império romano.


Vida e Morte de Antinoo
Pouco se sabe sobre a vida de Antínoo. Sua ascendência é incerta. Não sabemos quem foram seus pais, ou o que faziam (profissão), nem se moravam na zona urbana da cidade ou na zona rural. 
Com base em relatos posteriores (veja abaixo), Antínoo era um menino grego da cidade de Bitínion-Claudiópolis no oeste da Ásia Menor. Embora pareça provável que Antínoo tenha conhecido o imperador Adriano quando este visitou a área de Bitínion em 123 d.C., as circunstâncias precisas do encontro são desconhecidas. 
Apenas um possível incidente de sua vida pode ser preservado em um poema que descreve uma caça ao leão com Hadriano na Líbia. 

O imperador Adriano chegou com Antínoo no Egito em 130 d.C. Os detalhes que cercam a morte de Antínoo permanecem igualmente obscuros, como acontecia na antiguidade. Ele parece ter se afogado perto do final de outubro de 130 d.C. perto de Hermópolis Magna, na época do ano em que os egípcios estavam comemorando a morte de Osíris. (Thompson, 2013).

Um relato descreve sua morte como uma devoto a Adriano: 

Tendo viajado pela Arábia, Adriano chegou a Pelúsio e reconstruiu o túmulo de Pompeu de uma forma mais magnífica. Ele perdeu Antínoo, seu favorito, durante uma viagem ao longo do Nilo, e chorou por ele “como uma mulher”. Há vários rumores sobre essa pessoa, alguns afirmando que ele se dedicou à morte por causa de Adriano (aliis eum devotum pro Hadriano adserentibus), outros, o que tanto sua beleza quanto a sensualidade excessiva de Adriano tornam óbvio. De fato, os gregos seguindo o desejo de Adriano o consagraram como um deus. Eles alegam que oráculos foram dados por meio dele; o próprio Adriano é mencionado como seu autor (História Augusta Hadrian 14.5–7). (Thompson, 2013).

Adriano e o Culto de Antínoo
Independentemente dos detalhes da vida e morte, desse jovem, as evidências indicam que o imperador Adriano deificou Antinoo, logo após a sua morte. Adriano assumiu o papel principal na disseminação inicial do culto ao fundar a cidade de Antínoo em sua memória, construindo um santuário para Antínoo (o chamado Antinoeion) em sua vila em Tivoli e espalhando o culto de Antínoo em Bitínion, a cidade natal de Antínoo, e Mantineia, a cidade-mãe de Bitínion. (Thompson, 2013).

Antinoópolis/Antinoe 
Quase imediatamente após a morte de Antínoo, o Imperador Adriano fundou a cidade de Antínopolis/Antinoe perto de onde Antínoo se afogou na margem leste do Nilo (c. 30 de outubro de 130 d.C.). Adriano concedeu a Antínopolis autonomia local, além de outros privilégios, semelhantes a outras cidades gregas no Egito. 
A cidade, seguindo o modelo da Atenas clássica, foi dividida em dez tribos (Nervanios, Traianos, Aelieus, Hadrianeios, Paulinios, Matidios, Sabinios, Sebasteios, Oseirantinoeios e Athenaeius). (Thompson, 2013).

Escrevendo no início do terceiro século E.C, Dio Cassius (Thompson, 2013) relata a fundação da cidade e os esforços de Adriano para ampla divulgação do culto e da imagem de Antínoo:

In Egypt he rebuilt the city named henceforward for Antinoos. Antinoos was from Bithynion, a city of Bithynia, which we also call Claudiopolis; he had been a favorite of the emperor (παιδικὰ δὲ αὐτοῦ ἐγεγόνει) and had died in Egypt, either by falling into the Nile, as Hadrian writes, or, as the truth is, by being offered in sacrifice (ἱερουργηθείς). For Hadrian, as I have stated, was always very curious and employed divinations and incantations of all kinds. Accordingly, he honored Antinoos, either because of his love for him or because the youth had voluntarily undertaken to die (ἤτοι διὰ τὸν ἔρωτα αὐτοῦ ἢ ὅτι ἐθελοντὴς ἐθανατώθη) – it be- ing necessary that a life should be surrendered freely for the accomplishment of the ends Ha- drian had in view (ἑκουσίου γὰρ ψυχῆς πρὸς ἃ ἔπραττεν ἐδεῖτο) – by building a city on the spot where he had suffered this fate and naming it after him. He also set up statues, or rather sacred images, of him, practically all over the world (καὶ ἐκείνου ἀνδριάντας ἐν πάσῃ ὡς εἰπεῖν τῇ οἰκουμένῃ, μᾶλλον δὲ ἀγάλματα, ἀνέθηκε). Finally, he declared that he had seen a star that he took to be that of Antinoos. He eagerly listened to the fictitious tales woven by his associates that the star had actually come into being from the psyche of Antinoos and had then appeared for the first time (καὶ τέλος ἀστέρα τινὰ αὐτός τε ὁρᾶν ὡς καὶ τοῦ Ἀντινόου ὄντα ἔλεγε, καὶ τῶν συνόντων οἱ μυθολογούντων ἡδέως ἤκουεν ἔκ τε τῆς ψυχῆς τοῦ Ἀντινόου ὄντως τὸν ἀστέρα γεγενῆσθαι καὶ τότε πρῶτον ἀναπεφηνέναι). On this account, then, he became the object of some ridicule, and also because at the death of his sister Paulina he had not immediately paid her any honor (69.11.2–4).

Tradução:

No Egito, ele reconstruiu a cidade chamada doravante de Antínoo. Antínoo era de Bitínion, uma cidade da Bitínia, que também chamamos de Claudiópolis; ele tinha sido um favorito do imperador (παιδικὰ δὲ αὐτοῦ ἐγεγόνει) (paidiká dé aftoú egegónei) e tinha morrido no Egito, seja caindo no Nilo, como Adriano escreve, ou, como a verdade é, sendo oferecido em sacrifício (ἱερουργηθείς) (ierourgitheís). Pois Adriano, como eu afirmei, sempre foi muito curioso e empregou adivinhações e encantamentos de todos os tipos. (Escrita que tenta deslegitimar de uma só vez o amor entre Hadriano e Antinoo, bem como a racionalidade helênica do imperador. Assim como Platão e todos os gregos, que acreditavam nos oráculos, isso não os tornou irracionais a ponto de se pautarem por isso, nem sacrificar pessoas.)
Assim, ele honrou Antinoos, seja por causa de seu amor por ele ou porque o jovem se comprometeu voluntariamente a morrer (ἤτοι διὰ τὸν ἔρωτα αὐτοῦ ἢ ὅτι ἐθελοντὴς ἐθανατώθη) (ítoi diá tón érota aftoú í óti ethelontís ethanatóthi), sendo necessário que uma vida seja entregue livremente para a realização dos fins que Adriano tinha em vista (ἑκουσίου γὰρ ψυχῆς πρὸς ἃ ἔπραττεν ἐδεῖτο) (ekousíou gár psychís prós á épratten edeíto), construindo uma cidade no local onde ele sofreu esse destino e batizando-a com seu nome. Ele também ergueu estátuas, ou melhor, imagens sagradas dele, praticamente em todo o mundo (καὶ ἐκείνου ἀνδριάντας ἐν πάσῃ ὡς εἰπεῖν τῇ οἰκουμένῃ, μᾶλλον δὲ ἀγάλματα, ἀνέθηκε) (kaí ekeínou andriántas en pási os eipeín tí oikouméni, mállon dé agálmata, anéthike). Por fim, declarou ter visto uma estrela que supôs ser a de Antinoos. Ele ouviu ansiosamente as histórias fictícias inventadas por seus associados de que a estrela havia realmente surgido da psique de Antinoos e então apareceu pela primeira vez. τῶν συνόντων οἱ μυθολογούντων ἡδέως ἤκουεν ἔκ τε τῆς ψυχῆς τοῦ Ἀντινόου ὄντως τὸν ἀστέρα γεγενῆσθαι καὶ τότε πρῶτον ἀναπεφηνέναι) (tón synónton oi mythologoúnton idéos íkouen ék te tís psychís toú Antinóou óntos tón astéra gegenísthai kaí tóte próton anapefinénai). (Thompson, 2013).

Dio Cassius, como a posterior Historia Augusta (citada), aborda a curiosa questão da morte de Antínoo. Dio Cássio fornece duas explicações: afogamento ou sacrifício voluntário em nome de Adriano. Ele também destaca a promoção de Adriano da imagem sagrada de Antínoo em quase todo o mundo. De acordo com Dio, Adriano mudou os espaços físicos das cidades dentro e fora do Egito ao povoá-las com imagens de Antínoo. Ele descreve ainda a declaração de Adriano da apoteose de Antínoo, um conto incrível de acordo com Dio. (Mais uma vez Dio Cássio, coloca sua visão e seus preconceitos no que descreve). 
A cidade de Antinoopolis celebrava o Μεγάλα Ἀντινόεια e outros jogos em homenagem a Antínoo (cf. os comentários de Hegessipus). O obelisco (“obelisco de Pincio”) que agora fica no Monte Pinciano em Roma é tradicionalmente entendido como vindo de Antinoopolis ou seus arredores próximos. Embora escavações recentes indiquem que ele veio da Villa de Adriano em Tivoli, o obelisco fornece informações importantes sobre Antinoos, a cidade de Antinoópolis, o templo de Antinoos, e seu culto. (Thompson, 2013). (Sabe-se que Dio Cassio, apesar de descrever o imperador como um homem agradável, foi também um detrator da memória do imperador Hadriano, e por isso seu relato não pode ser tomado ao pé da letra).

O obelisco de Antinoo

Dois lados do obelisco, escritos em hieróglifos, são de particular importância. O lado sul: 

Antinoos, que está lá (ou seja, falecido)… um local de festival (?) foi feito em sua cidade no Egito, que é nomeado para ele, para os fortes (jovens) que estão nesta terra, e para as equipes de remo e para o … de todo o país e da mesma forma para todas as pessoas que estão (?) com (?) o Deus Thoth, enquanto há prêmios para eles e coroas de flores para suas cabeças; eles recompensam com todas as coisas boas. Eles colocam em seus altares, eles trazem… diariamente que como ofertas diárias (?). Louvores são falados a ele pelos artesãos de Thoth de acordo com a amplitude de sua excelência. Ele vai de sua cidade para muitos templos em todo o país e ouve os pedidos daqueles que oram a ele, e cura os necessitados doentes enviando-lhes um sonho. Ele completa seu trabalho entre os vivos. Ele assume todas as (?) formas que seu coração [deseja (?)]... a verdadeira semente do Deus está em seus membros... corpo saudável... de sua mãe; ele foi erguido no local de seu nascimento por... 

O obelisco descreve os ritos diários e a celebração de festivais e jogos em homenagem a Antínoo. Além disso, o texto explica o movimento de Antínoo de templo em templo, ouvindo orações e, como Asclépio, curando os doentes com um sonho. Embora nenhuma atividade extraordinária ou milagrosa seja atribuída a Antínoo durante sua vida, o deificado Antínoo é aqui retratado - semelhante às observações de Orígenes, respondendo às orações curando os doentes. (Thompson, 2013).

O lado oeste do obelisco diz:

[Antinoos] que está lá (ou seja, falecido), e que descansa neste lugar, que está no campo das terras(?) do mestre(?) de … de Roma, foi reconhecido como(?) de Deus no lugar divino do Egito. Templos foram fundados para ele, ele foi adorado como um deus pelos profetas e sacerdotes do Alto e Baixo Egito, e pelos habitantes do Egito, todos eles como existem. Uma cidade é nomeada após seu nome, e as tropas de gregos que pertencem a ela e os … dos habitantes dos templos, que vêm [de] suas cidades; campos são dados a eles para que com eles(?) eles possam tornar suas vidas muito(?) boas. Um templo deste deus, que é chamado de Osirantinoos, o abençoado, é encontrado nele e é construído de boa pedra branca, com esfinges ao redor, e estátuas e numerosas colunas, como as que foram feitas anteriormente pelos ancestrais (egípcios), e como foram feitas pelos gregos. Todos os deuses e deusas lhe dão o sopro da vida e ele respira como alguém rejuvenescido. (Thompson, 2013).


Tradução para o inglês de M.T. BOATWRIGHT, Hadrian and the City of Rome (Princeton: Princeton University Press, 1989), 239–260 (“Apêndice: The Obeliscus Antinoi”), baseado na tradução alemã em A. ERMAN, “Der Obelisk des Antinous”, Mitteilungen des deutschen archäologischen Instituts, Römische Abteilung 11 (1896): 113–121, e a revisão em A. ERMAN, Römische Obelisken (Abhandlungen der Königlich Preussischen Akademie der Wissenschaften 4; Berlim: Verlag der Königlich Akademie der Wissenschaften, 1917). Para o obelisco, veja agora MEYER, ed., Der Obelisk des Antinoos (Munique: Wilhelm Fink, 1994). Tradução alemã de A. GRIMM em: MEYER, Der Obelisk des Antinoos, 25–88. Tradução francesa: J. CHARLES-GAFFIOT e H. LAVAGNE, Hadrien: Tesouros de uma Villa Imperial (Milão: Electa, 1999). 21 Tradução: M.T. BOATWRIGHT, Hadrian and the City of Rome, 246. 

De interesse para os estudos cristãos primitivos, as linhas finais de o lado leste do obelisco dizia: “Ele vai aonde quer. Os porteiros das regiões do Hades dizem a ele: Louvado sejas; eles perdem seus ferrolhos, abrem suas portas diante dele em muitos anos sem fim, enquanto sua vida útil é a do [sol?] [nunca] indo embora [para sempre]” (245). A tradução de BOATWRIGHT reflete a suposição mais antiga de que o obelisco estava originalmente localizado em Antinoópolis no Egito.

Cf. a tradução de Z. MARI e S. SGALAMBRO, “The Antinoeion of Hadrian’s Villa: Interpretation and Architectural Reconstruction,” American Journal of Archaeology 111, no. 1 (2007): 83–104 [99], das primeiras linhas do lado oeste, “Antinoo repousa neste túmulo situado dentro do jardim, propriedade do Imperador de Roma.” 22 E.S.P. RICOTTI, “La ricerca della tomba di Antinoo a Villa Adriana,” Rendiconti della Pontificia Accademia Romana di Archeologia 75 (2002–2003): 113–144, figuras 1–19; Z. MARI, “L’Antinoeion di Villa Adriana: Risultati della prima campagna di scavo”, Rendiconti della Pontificia Accademia Romana di Archaeologia 75 (2002–2003): 145–185; IDEM, “L’Antinoeion di Villa Adriana: Risultati della seconda campagna di scavo”, Rendiconti della Pontificia Accademia Romana di Archaeologia 76 (2003–2004): 263–314; Z. MARI e S. SGALAMBRO, “O Antinoeion da Vila de Adriano”, 83–104; J.-C. GRENIER, L’Osiris Antinoos (Montpellier: Université Paul Valéry, 2008); Z. MARI, “Villa Adriana: Da rovina a patrimonio dell'UNESCO”, LANX 10 (2010): 153–171. Cf. E. CALANDRA, “Villa Adriana cenário del potere”, em: Adriano e os Cristãos (ed., M. RIZZI; Millennium Studien 30; Berlim: Walter de Gruyter, 2010), 21–50, que argumenta que a Villa em Tivoli passou por três fases de construção: 1) primeira fase mais conservadora (118–21 d.C.); 2) segunda fase mais diversa e inovadora após a viagem de Adriano em torno do Império (125–128 d.C.); 3) uma fase final com foco em Antineos e seu culto (133/134 d.C.). 23 Para o plano e a reconstrução axonométrica hipotética do Antinoeion, veja MARI e SGALAMBRO, “The Antinoeion of Hadrian's Villa,” 91–96, figuras 25–27. (Thompson, 2013).


Busto de Antinoo (130-138). Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, Brasil.




















Antinoöpolis: vista do arco triunfal do século XIX d.C., de Description de l'Égypte.
Antinoöpolis está localizada no Egito. Governo: Tipo Minya Governorate.  Antinoöpolis (também Antinoopolis, Antinoë, Antinopolis; grego antigo: Ἀντινόουπόλις; copta: ⲁⲛⲧⲓⲛⲱⲟⲩ Antinow; árabe: انصنا, romanizado: Ansinā).

Antinoópolis: vista do arco triunfal do século XIX d.C., da obra: Description de l'Égypte.











Antínoo Capitolino, estátua descoberta na Vila Adriana e atualmente preservada nos Museus Capitolinos, em Roma.

Antinous-Bacchus, segundo século, AD, Museu Arqueológico de Nápoles.


Antínoo (Delfos), estátua policromada em mármore pariano, feita durante o reinado de Hadriano (117-138, DC), descoberta em Delfos, 1894.

Antínoo nasceu em uma família grega perto da cidade de Claudiópolis, localizada na província romana da Bitínia, onde hoje é o noroeste da Turquia. Ele nasceu no território leste da cidade chamado Mantineion, uma localidade rural.
Não há registros do ano de nascimento de Antínoo, embora se estime que provavelmente foi entre 110 e 112 EC. As primeiras fontes registram que seu aniversário foi em novembro e, embora a data exata não seja conhecida, Royston Lambert, um dos biógrafos de Antínoo, afirmou que provavelmente tenha sido em 27 de novembro.

Antinous de Delfos.






Imperador Hadriano, Publius Aelius Hadrianus.
(24 de janeiro de 76 — 10 de julho de 138).

A cidade de Antinoópolis foi erguida no local de Hir-we. Todos os edifícios anteriores foram destruídos e substituídos por novos, com exceção do Templo de Ramessés II. A criação de Antinoópolis, foi a primeira cidade helênica na região do Médio Nilo, servindo assim como um bastião da difusão da cultura grega, que Hadriano tanto amava, dentro da área egípcia. Para encorajar os egípcios a se integrarem a essa nova cultura (grega), ele permitiu que gregos e egípcios da cidade se casassem e permitiu que a principal divindade de Hir-we, Bes, continuasse a ser adorada em Antinoópolis ao lado da nova divindade principal, Osíris-Antínoo. Ele encorajou e incentivou os gregos de outros lugares a se estabelecerem na nova cidade, usando vários incentivos administrativos para isso. A cidade foi projetada em uma planta ortogonal que era típica das cidades helênicas, e embelezada com colunas e muitas estátuas de Antínoo, bem como um templo dedicado à sua divindade.

Hadriano proclamou que os jogos fossem realizados na cidade na primavera de 131 em comemoração ao novo Deus. Conhecidas como Antinoeia, seriam realizadas anualmente. Durante séculos, as Antinoéias, foram apontadas como as competições atléticas mais importantes do Egito. Os eventos incluíam competições atléticas, corridas de quadrigas e hipismo e festivais artísticos e musicais, com prêmios incluindo cidadania, dinheiro, fichas e manutenção vitalícia gratuita.

Antinoópolis continuou a crescer na era bizantina, sendo cristianizada com a conversão do Império, mas manteve uma associação com a magia nos séculos seguintes. Ao longo dos séculos, as pedras da cidade de Hadriano foi removida para a construção de casas e mesquitas. No século XVIII, as ruínas de Antinoópolis ainda eram visíveis, sendo registradas por viajantes europeus como o missionário jesuíta Claude Sicard em 1715 e Edme François Jomard, o agrimensor c. 1800. No entanto, no século XIX, Antinoópolis foi quase completamente destruída pela produção industrial.

Uma escavação da cidade no início do século XX revelou um tondo fúnebre relativamente realista pintado em madeira. Embora os homens no retrato sejam tradicionalmente identificados como irmãos, se especula que eles eram amantes, porque por trás da figura imberbe está uma representação de Antínoo-Osíris, a única representação pictórica que sobreviveu de uma estátua do jovem tornado deus.




































































Fonte








Anthony R. Birley, Hadrian: The Restless Emperor (Routledge, London, 1997).

Royston Lambert, Beloved and God: The Story of Hadrian and Antinous (Viking, New York, 1984).

R.R.R. Smith, Antinous: Boy Made God (exhibition catalogue, Ashmolean Museum, Oxford, 2018).

Caroline Vout, “Antinous, Archaeology and History,” Journal of Roman Studies 95 (2005) 80–96.

Caroline Vout, Antinous: Face of the Antique (exhibition catalogue, Henry Moore Institute, Leeds, 2006).

Caroline Vout, Power and Eroticism in Imperial Rome (Cambridge UP, 2007).


Anexo

Antinoo: l’ultimo mito dell’antichità nella storia e nell’arte (Milano: Editrice nuovi autori, 1995); 
E. SPELLER, Following Hadrian; 
C. VOUT and P. CURTIS, eds., Antinous: The Face of the Antique (Leeds: Henry Moore Institute, 2006); 
C. VOUT, Power and Eroti- cism in Imperial Rome (Cambridge: Cambridge University Press, 2007), 52–135; 
T. OPPER, Hadrian: Empire and Conflict (Cambridge: Harvard University Press, 2008), 166–199; 
K. PARLASCA, “Antinoos Heros,” Chronique d’Égypte 84, no. 167 (2009): 348–356; C.P. JONES, New Heroes in Antiquity: From Achilles to Antinoos (Cambridge: Harvard University Press, 2010), 75–83; IBID, “Antinoos” in Encyclopedia of Ancient History (eds. R.S. BAGNALL et al.; Malden, MA: Wiley-Blackwell, 2012), 469–70. 12 R. LAMBERT, Beloved and God, 19, posits a date of birth between 110 and 112 CE. An inscription (CIL 14.2112 = ILS 7212; cited below) attests November 27 as his date of birth. 13 Two tondi on the arch of Constantine may preserve depictions of Antinoos hunting with Hadrian from an earlier monument. For discussion and images of the tondi see I. MAULL, “Hadrians Jagddenkmal,” Jahreshefte des österreichischen Archäologischen Instituts in Wien 42 (1955): 53–67; 
M. OPPERMANN, “Bemerkungen zu einem Jagddenkmal des Kaisers Hadrian,” Nikephoros 4 (1991): 211–217; 
MEYER, Antinoos, 218–220 and plates 132–135. Cf. M. L. CONFORTO, ed., Adriano e Costantino: Le due fasi dell’arco nella valle del Colosseo (Milano: Electa, 2001). 
14 Translation adapted from A. R. BIRLEY, Lives of the Later Caesars: The First Part of the Augustan History: With Newly Compiled Lives of Nerva and Trajan (Penguin Classics; Harmondsworth: Penguin Books, 1976). Cf. Historia Augusta (trans. by D. MAGIE; LCL 139–140, 263; Cambridge: Harvard University Press, 1921–1932). For the Latin Text, see E. HOHL, ed., Scriptores Historiae Augustae (2 vols.; Leipzig: Teubner, 1965). Cf. G.H. RENBERG, “Hadrian and the Oracles of Antinous (SHA, Hadr. 14.7): With an Appendix on the So-Called Antinoeion at Hadrian’s Villa and Rome's Monte Pincio Obelisk.” Memoirs of the American Academy in Rome 55 (2010): 159–198, for the genesis of the Antinoos cult in the oracles issued by Antinoos in dreams to Hadrian. 
15 C. VOUT, “Antinous, Archaeology and History,” The Journal of Roman Studies 95 (2005): 80–96 [82, no. 11], “Ancient authors do not tell us whether or not Antinous received a senatus consultum. Either he did receive one, and no mention of it survives in the sources, or he did not and was packaged as a different kind of deified figure from other “members” of the imperial family. The archaeological evidence confirms this latter hypothesis. He is worshipped as θέος or deus and not a divus. This titulature, combined with the success of his cult, warns of the dangers of configuring the so-called “imperial cult as a monolithic cult.” 
16 E. KÜHN, “Antinoopolis: Ein Beitrag zur Geschichte des Hellenismus im römischen Ägypten: Grundung und Verfassung” (Ph.D. diss.; Universität Leipzig, 1913); 
H.I. BELL, “Antinoopolis: A Hadrianic Foundation in Egypt,” JRS 30, no. 2 (1940): 133–147; 
M. ZAHRNT, “Antinoopolis in Ägypten: Die hadrianische Gründung und ihre Privilegien in der neueren Forschung,” ANRW II 23.2:669–706; 
Orsolina Montevecchi “Adriano e la fondazione di Antinoopolis,” in: Neronia IV. Alejandro Magno, modelo de los emperadores romanos. Actes du IVe Colloque international de la Sien (ed., J.M. CROISILLE; Bruxelles: Revue d’études latines, 1990), 183–95; 
A.K. BOWMAN and D. RATHBONE, “Cities and Administration in Roman Egypt,” JRS 82 (1992): 107–127; 
P. SCHUBERT, “Antinoopolis: pragmatisme ou passion?” Chronique d’Égypte 72 (1997): 119–127. 17 Cf. H. BRAUNERT, “Griechische und römische Komponenten im Stadtrecht von Antinoopolis,” Journal of Juristic Papyrology 14 (1962): 73–88; 
A. K. BOWMAN, The Town Councils of Roman Egypt (American Studies in Papyrology 11; Toronto: A. M. Hakkert, 1971) 14–15; 
F.A.J. HOOGENDIJK und P. VAN MINNEN, “Drei Kaiserbriefe Gordians III. an die Bürger von Antinoopolis,” Tyche 2 (1987): 41–74; 
A. BOWMAN, “Recolonising Egypt,” in Classics in Progress: Essays on Ancient Greece and Rome (ed., T.P. WISEMAN; Oxford University Press, 2002), 195–98 [figure 8.1 includes a drawing of An- tinoopolis from an expedition of Napoleon]; 
R. ALSTON, Soldier and Society in Roman Egypt: A Social History (New York: Routledge, 2003), 61–62.

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