LUA NOVA DE AQUÁRIO
A Lua Nova de Aquário desta noite é o início do Ano Novo Chinês e 2025 é o Ano da Cobra ou ano da Serpente.
Lua nova (gif)
Fases da lua (kids)
A cabeça e a estátua são antigas, mas foram combinadas recentemente, no século XVIII. A estátua retrata Antínous, o único amante do imperador romano Hadriano (Publius Aelius Hadrianus), representado com uma serpente e uma cornucópia. Os atributos permitem que a estátua seja interpretada como Agathos Daimon (Agathodaemon; espírito protetor). Mármore. Por volta de 130-140 dC. Adquirida em Roma, Itália, em 1766 d.C. Está em exibição no Altes Museum em Berlim, Alemanha.
Agathos Daimon usando um pschent, a coroa dupla do Egito, segurando um tirso (esquerda) e um caduceu (direita).
Agathos Daimon, ἀγαθός δαίμων, agathós daímon, ou ἀγαθοδαίμων, agathodaímōn, espírito nobre, originalmente era uma divindade menor (daemon) da religião grega antiga clássica e da religião greco-egípcia. Em sua forma grega original, ele servia como deus doméstico, a quem, junto com Zeus Soter, eram feitas libações após uma refeição. Na antiguidade ptolemaica posterior, ele assumiu dois papéis parcialmente distintos; um deles como Agathos Daimon, um deus cívico serpentino proeminente, que serviu como protetor especial de Alexandria. O outro como um gênero de deuses domésticos serpentinos, os Agathoi Daimones, protetores individuais dos lares em que eram adorados.
Embora ele seja conhecido na mitologia grega (Pausânias conjecturou que o nome era apenas um epíteto de Zeus),[6] era costume beber ou derramar algumas gotas de vinho puro para homenagear o Agathos Daimon após uma refeição.[7] [8] Na Paz de Aristófanes, quando a Guerra prendeu a Paz (Εἰρήνη Eirene) em um poço profundo, Hermes vem ajudar: "Agora, ó gregos! É o momento em que, livres de brigas e brigas, devemos resgatar a doce Eirene e atraí-la deste poço... Este é o momento de esvaziar uma taça em homenagem ao Agathos Daimon." Um templo dedicado a eles estava situado na estrada de Megalópolis a Maenalus, na Arcádia.
Agathos Daimon era cônjuge ou companheiro de Tyche Agathe (Τύχη Ἀγαθή, "Boa Fortuna"). “Tyche conhecemos em Lebadeia como a esposa do Agathos Daimon, o Espírito Bom ou Rico”. A sua presença numinosa poderia ser representada na arte como uma serpente ou, mais concretamente, como um jovem carregando uma cornucópia e uma tigela numa mão, e uma papoula e uma espiga na outra.
Agathos Daimon também foi identificado com Zeus Meilichios, bem como com Serápis. No Egito, uma divindade semelhante era Shai, conhecido como o deus do destino. Sua adoração remontava à época de Akhenaton no Novo Reino.
Zeus Meilichius
Na mitologia grega, Meilichios era um daimon ctônico arcaico homenageado em Atenas. Meilichios foi posteriormente adorado com o epíteto de Zeus, como Zeus Meilichius ou Meilichios. Em seu livro “Prolegômenos para o Estudo da Religião Grega”, (1903), Jane Ellen Harrison explicou que o festival Diasia, o maior festival ateniense dedicado a Zeus, evoluiu de uma cerimônia mais antiga destinada a apaziguar Meilichios.
“Meilichios”, o “fácil de ser suplicado”, o gracioso e acessível, era o aspecto eufemístico de Maimaktes, aquele que se enfurece, ansioso, ofegante e sedento de sangue. (Harrison).
Zeus Meilichius
Relevos votivos explicitamente inscritos mostram que Meilichios era figurado na forma de uma serpente, que poderia ser invocada como uma espécie de Plutos, portador de riqueza. Ele tinha um pouco do caráter vingativo e medroso de um Erynis, pois Pausânias viu perto do rio Cephissus "um antigo altar de Zeus Meilichios; nele Teseu recebeu purificação dos descendentes de Phytalos depois de ter matado entre outros ladrões Sinis, que era parente para si mesmo". O sacrifício de Meilichios foi um holocausto, que foi totalmente consumido no fogo e não compartilhado pelos devotos, "uma terrível renúncia a um poder terrível" (Harrison, p. 16), em ritos noturnos realizados em uma atmosfera de “melancolia fria” (Harrison), que foi traduzido em grego como estigiotas.
Embora tenha o nome de 'Zeus', Zeus Olympios, o grande rei dos deuses, difere visivelmente de Zeus Meilichios, um personagem decididamente ctônico, muitas vezes retratado como uma cobra, e como visto anteriormente, eles não são manifestações diferentes do mesmo deus. Sempre que 'outro Zeus' é mencionado, isso sempre se refere a Hades. Zeus Meilichios e Zeus Eubouleus são frequentemente chamados de nomes alternativos para Hades.
Zeus Meilichios também é identificado como Agathodaemon, ou Agathos Daimon, que significa um 'espírito nobre', que era uma espécie de deus doméstico. Zeus Meilichios foi invocado em um Hino Órfico a Zeus como o Daimon. Isto representa um antigo aspecto serpentino de Zeus associado à fortuna.
As Erínias, Grego antigo: Ἐρινύες, singular, Ἐρινύς Erinys, (pronuncia-se |irinis| também conhecidas como as Eumênides, Εὐμενίδες, as Graciosas, e comumente conhecidas como as Fúrias, são deusas ctônicas da vingança na religião e mitologia na Grécia. Um juramento na Ilíada as invoca como “as Erínias, que sob a terra se vingam dos homens, todo aquele que fez um juramento falso”.
De acordo com a Teogonia de Hesíodo, quando o Titã Cronos castrou seu pai, Urano, e jogou sua genitália ao mar, as Erínias (junto com os Gigantes e as Meliae) emergiram das gotas de sangue que caíram sobre a Terra (Gaia), enquanto Afrodite nasceu das cristas das ondas da espuma do mar. Pseudo-Apolodoro também relata esta linhagem. De acordo com outros relatos, elas são filhas de Nyx, Noite, enquanto na Eneida de Virgílio, são filhas de Plutão, Hades e Nox, Nyx. Em alguns relatos, elas eram filhas de Eurínome (um nome para a Terra) e Cronos, ou da Terra e Fórcis (ou seja, o mar). Na literatura órfica, elas são filhas de Hades e Perséfone.
O número dessas entidades geralmente é indeterminado. Virgílio, provavelmente trabalhando a partir de uma fonte alexandrina, reconheceu três: Alecto ou Alekto, raiva sem fim, Megaera, raiva ciumenta e Tisífone ou Tilphousia, destruição vingativa, todos as quais aparecem na Eneida.
Antinous
Antínous, o Deus Gay, não tem medo de serpentes... Na verdade, como Antínous Agatho-Daimon, o Espírito Abençoado de Antínous, ele “usa” uma enorme serpente em seu braço esquerdo... enrolada na cornucópia de Fortuna...da fortuna enquanto olhar benfazejo do Deus sobre o homem, como, fortuna de saúde, riquezas materiais, sorte, colheitas abundantes e muito amor! Embora desarmado, Antínous não está com medo, e nem é medroso.
Antínous exerce esse “poder da serpente” para amplificar as bênçãos que saem da cornucópia... Antínous não luta contra a serpente, ele age através dela ... o incrível poder da serpente é o poder de pré-ver, de saber antecipadamente, de profetizar, também de curar, de distribuir saúde, dons, riquezas, o poder ctônico da mãe Terra da Pacha Mama que tudo da!
A serpente olha para seu rosto com adoração. O poder da serpente amplifica as bênçãos da cornucópia da Fortuna apenas visível abaixo da Terra, que agora é distribuída por Antinoos ...
Quase Lua nova. Momentos antes do Sol nascer em Porto Alegre, pode-se ver a primeira Lua nova do ano.
A serpente porta poderes da voz profética da mãe Terra, de Gaia, da sabedoria do conhecimento do mundo telúrico, da noite e do mistério.
A serpente é uma antiga divindade da sabedoria no Oriente Médio e na região do mar Egeu, sendo, intuitivamente, um símbolo telúrico.
No Egito, Rá e Áton “aquele que termina ou aperfeiçoa” eram o mesmo deus. Áton o “oposto a Rá,” foi associado com os animais da terra, incluindo a serpente. Nehebkau, aquele que se aproveita das almas, era o deus da serpente que guardava a entrada do mundo subterrâneo.
A grande Deusa mãe minoica, Potnia Theron.
Ἡ Πότνια Θηρῶν, A Senhora dos Animais é um antigo título assumido por Ártemis, entre outras deusas da hierarquia do Olimpo, e que foi introduzido na Grécia continental.
Potnia theròn, do grego Ἡ Πότνια Θηρῶν, Senhora dos animais é um termo usado pela primeira vez por Homero (Ilíada, livro XXI, v. 470) como um atributo de Ártemis e posteriormente usado para descrever alguns divindades femininas associadas aos animais sobre os quais eram capazes de exercer poder.
A palavra Potnia com significado de amante ou senhora foi uma palavra micênica herdada da Grécia clássica, análoga ao sânscrito patni, ambas ligadas à raiz indo-europeia *potnih, à qual também se refere o verbo latino *potere.
A palavra micênica posteriormente passada para o grego como Potnia, foi identificada em algumas tabuinhas escritas em Linear B encontradas em Knossos e no Palácio de Nestor em Pilos onde aparece na forma PO-TI-NI-JA associada a outros atributos como:
A-TA-NA PO-TI-NI-JA: Atana Potnia, mais tarde Athena Potnia
DA-PU-RI-TO-JO PO-TI-NI-JA: dapuritojo potinija
A-SI-WI-JA PO-TI-NI-JA: Potnia Aswia
SI-TO PO-TI-NI-JA: sitos= grão
PO-TI-NI-JAI-QE-JA: Potnia Hikkweia ou Potnia Hippeia, senhora dos cavalos.
Acredita-se que a menção de Potnia theròn por Homero se refira à deusa Ártemis e Walter Burkert descreve esta denominação como “uma fórmula bem estabelecida”. Na verdade, uma divindade do tipo de Ártemis “dona dos animais” é considerada presente pelos estudiosos desde religiões pré-procesdo de hominização.
Em particular, com o nome de Potnia theròn, os estudiosos indicam acima de tudo uma deusa representada na arte minóica, que segura serpentes ou outros animais nas mãos ou que, é retratada cercada principalmente por animais selvagens.
Outra grande divindade antiga associada a este nome é, sem dúvida, Cibele, geralmente representada cercada de féras.
A grande Deusa mãe minoica, Potnia Theron pode manusear uma serpente em uma das mãos, talvez evocando o papel como a fonte da sabedoria, melhor que o papel como a senhora dos animais (Potnia theron), com um leopardo sob cada braço. Não por acaso mais tarde o infante Héracles, um herói limítrofe entre o velho e o mundo novo de Olympia, também manuseara duas serpentes que “o ameaçaram” no berço.
Da mesma forma, cada um de nós pode ser amigo de nossos medos... Não negue ou lute contra seus medos... Em vez disso, trate-os como velhos amigos... convide-os a compartilhar sua incrível força com você... em harmonia mútua... tornando-se uma entidade divinamente espiritual... inteira e completa. Sejamos como Antinoos, o homem-Deus, que nos inspira a sempre enfrentarmos tudo de frente, face a face, de cabeça erguida e com esperança. Ave Antinous!
Estátua de Antinous Agatho Daimon "Antinous Blessed Spirit", Altes Museum Berlin.











































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