DE STONEWALL
ÀS PARADAS GAYS

O Dia do Orgulho Gay comemora-se em 28 de junho, data de violenta abordagem policial no bar Stonewall Inn em 1969.
(Foto: Ben Hider/Getty Images)
Repórter apresentador da Globo News
Os motins ocorridos no Stonewall inn (Stonewall Riots), também chamados de levante ou revolta de Stonewall (Stonewall Uprising), começaram nas primeiras horas de 28 de junho de 1969, quando a polícia de Nova York invadiu o Stonewall Inn, um clube gay localizado em Greenwich Village, na cidade de Nova York.
A batida gerou um motim entre os clientes dos bares e moradores do bairro quando a polícia brutalmemte arrastou funcionários e clientes para fora do bar, levando a seis dias de protestos e violentos confrontos com as autoridades do lado de fora do bar na Christopher Street, nas ruas vizinhas e perto do Christopher Park.
Os motins de Stonewall serviram como um catalisador para o surgimento do movimento pelos direitos dos “homossexuais” nos Estados Unidos e em todo o mundo.
De 1969 para cá, o mundo mudou muito felizmente, e o mundo do atletismo e do esporte também mudou. E o mundo do futebol americano mudou muito nas últimas décadas, vemos hoje, atletas de todas as modalidades, de todas as partes do mundo, se unindo para protestar contra discriminação contra homofobia, pedindo tolerância, liderando todo um movimento para alimentar crianças, adolescentes e jovens adultos marginalizados pelo preconceito.
Somando-se a essa lista pudemos ver essa vemos essa semana um jogador de futebol americano (rugby) se declarar gay e pedir tolerância e respeito.
Carl Nassib, acabou de se declarar gay, anunciando que se tornou o primeiro jogador ativo da NFL a se assumir. Um meio tradicionalmente conservador e carregado de falsa moral e hipocrisia.
Um jogador
Carl Nassib nasceu em 12 de abril de 1993, em West Chester, Pensilvânia (EUA). Ele é um dos três filhos do casal. Ele e seus três irmãos foram criados em Steelers country. Nassib frequentou a Malvern Preparatory School e jogou basquete e futebol, no ensino médio, destacando-se no futebol americano. Após o colegial, ele freqüentou a Pennsylvania State University e entrou para o time de futebol da faculdade como jogador assistente (reserva?).
A carreira de Carl Nassib na faculdade foi um tanto difícil, pois ele não viu o campo nas primeiras duas temporadas. Posteriormente demonstrou algum potencial, o suficiente para o Cleveland Browns escolhê-lo para seu time. E assim, no terceiro round colocou-o na 65ª colocação.
Ele jogou por dois anos em Cleveland, depois mudou-se para Tampa Bay por dois anos e finalmente acabou em Las Vegas, onde assinou um contrato de US $ 25 milhões de dólares por três anos.
Antes de entrar em seu segundo ano como jogador oficial dos Raiders, ele se revelou-se gay (he came out as gay).
This picture led some people to think Anthony Nelson was Carl Nassib’s boyfriend. That is not true, get the details.
Longo é o caminho que existe à frente, até que o mundo chegue à concretizar a inclusão. Que a humanidade chegue enfim à conclusão de que todos os seres humanos estão na mesma categoria, e como tal, todos devem ser respeitados e tratados com dignidade e igualdade.
Desde a teoria de W. D. Hamilton de “inclusive fitness” ou aptidão inclusiva, que sugere um papel evolutivo para os comportamentos, ele tentava explicar de forma científica, o que se observa na sociedade humana.
A aptidão inclusiva é uma das duas métricas do sucesso evolutivo, conforme definido por W. D. Hamilton em 1964.
É o número de filhos que um indivíduo gera (independentemente de quem os resgata / os cria / os apóia)
Aptidão inclusiva (inclusive fitness)
É o número de descendentes equivalentes que um indivíduo cria, resgata ou de outra forma apóia ou suporta por meio de seu comportamento (independentemente de quem os gera).
O próprio filho de um indivíduo, que carrega metade dos genes do indivíduo, é definido como um descendente equivalente. O filho de um irmão, que carregará um quarto dos genes do indivíduo, é 1/2 filho equivalente. Da mesma forma, o filho de um primo, que tem 1/16 dos genes do indivíduo, é equivalente a 1/8 da prole.
Tentando conciliar as observações naturais, biológicas, com a teoria darwiniana de evolução natural, a “adaptação ou aptidão inclusiva” envolvia cálculo matemático preciso do quanto a “adaptação” era melhorada pela presença de um correlativo (parente: irmão, tio …) que não gerava prole, na família. Hamilton explicou brilhantemente a teoria em insetos sociais, com castas que que não produzem prole, e assim auxiliam no cuidado da prole de seus irmãos.
Ele tentava explicar a persistência de comportamentos (deixar de acasalar e consequentemente produzir prole) claramente contrários à teoria desenvolvida por Darwin e pela teoria sintética da evolução.
Longe de quaisquer racionalizações matemáticas e concordância com teorias sejam biológicas, fisiológicas-comportamentais, psicológicas ou genéticas, existe o humano vivendo no meio da sociedade. Essa pessoa (ser humano) sofre desde seu nascimento até a sua morte os preconceitos, podendo por isso nunca desenvolver seus atributos completos de humano que é, devido única e exclusivamente aos preconceitos que sufocam, invisibilizam, afastam, e em muitos casos matam.
Convive-se diariamente com a diminuição de seu status e sua segregação dos grupos sociais desde ensino fundamental (com menor intensidade) até a vida adulta, onde são colocados à margem.
CARL NASSIB
Atletas e artistas que saíram
do armário
Ora, a humanidade necessita evoluir, para ontem, uma vez que está condenando a morte uma grande parte de seu contingente, simplesmente por ser diferente. É de se espantar o papel omisso e eu diria criminoso do apoio das igrejas ditas cristãs e até as mussulmanas quando baseadas em escrituras do século VII e IX a. C. condenam a marginalidade e à morte humanos que nenhum crime cometeram. Apenas amam diferente. Apenas dirigem seu desejo é amor ao seu igual.
"Um momento marcante é a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de reconhecer e equiparar as relações entre pessoas de mesmo sexo e as heterossexuais, conferindo status equivalente ao de família, em 2011.”
Uma Resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), de junho de 2011, pela primeira vez na história, declarou que os direitos LGBT são direitos humanos.
Mortes violentas por homofobia no Brasil
Os seres humanos não se dividem em categorias. Somos todos da mesma espécies e tivemos todos a mesma história evolutiva. Tudo maus q se possa dizer foi construído socialmente e não significado biológico algum. O preconceito, quanto sexo, cor da pele, raça, etnia, religião tudo foi construído seguindo um propósito no passado para deslegitimar alguns grupos. Desta forma, nossa origem comum deve falar mais alto. A evolução como sociedade deve superar essas classificações degeneradas e rumar para um tempo onde nenhuma barreira separe nossa espécie! Estamos lutando todos por um ideal que todas as religiões, raças, sexos e indivíduos perseguem desde sempre que nossa estada na terra, nossa duração, seja o próprio paraíso! Nunca desistiremos desse ideal e nunca nos esconderemos de lutar por esse ideal.
Brasília
Lapa/RJ
Porto Alegre/RS
Porto Alegre/RS
Eduardo Leite, governador do RS
Casos em 2021
Em (07/VII/2021) Vereador Eduardo Gomes do PSOL tenta bater em Verônica Lima (PT): “vou te tratar como homem.”
“Quer ser homem, então vou te tratar como homem”. Foi assim que se iniciou a série de ataques machistas e lesbofóbicos do vereador Eduardo Gomes (PSOL) contra a vereadora Verônica Lima (PT), na Câmara dos Vereadores de Niterói. Aos berros, o vereador mandou que a parlamentar calasse a boca e em seguida avançou em direção à vereadora para agredi-la e teve que ser contido por colegas da Casa Legislativa.
Verônica Lima, assumidamente lésbica, se tornou a primeira mulher negra e LGBTQIA+ eleita para a Câmara de Niterói e, por muitos anos, foi a única representante no Parlamento. Os ataques e a perseguição de Paulo Eduardo Gomes contra a vereadora são constantes na Casa Legislativa. Segundo a parlamentar, este é só mais um episódio escancarado de violência política contra mulheres lésbicas.
“Somos constantemente constrangidas, desrespeitadas e intimidadas, mas não recuaremos! Quando Paulo Eduardo questionou se eu queria ser homem e disse que ia me tratar como homem, quis me constranger pela minha orientação sexual. Não quero ser homem! Sou uma parlamentar com diversas produções legislativas que dispõem sobre a violência contra as mulheres e o combate às opressões”, explicou a vereadora.
O PSOL, que sempre se mostrou tão rápido para defender outras pautas, está em completo silêncio sobre o caso. Após o ocorrido, o partido fez diversas publicações sobre outros assuntos e não ousou fazer uma publicação sequer sobre o ataque. Pelo Twitter, ativistas cobram um posicionamento do partido – que sempre disse caminhar ao lado da comunidade LGBTQIA+.
Questionado por e-mail sobre qual o posicionamento do partido perante a agressão do vereador, o PSOL não respondeu até o fechamento desta reportagem.
Jean Wyllys, que recentemente deixou o partido e se filiou ao PT, declarou solidariedade à Verônica Lima no Twitter e pontuou “Enfrentaremos a homofobia onde quer que ela se manifeste”.
Via Jornalistas Livres
Então…Na realidade é um exemplo emblemático acerca do erro na tentativa de inserir limite territorial às lutas identitárias.
A política identitária (negros, mulheres, índios, imigrantes, LGBTQIA+ etc) é civilizacional, jamais topográfica. Ou seja, transcende às políticas de direita e esquerda. É civilizacional. Mas quem fará pressão para mudar o status quo e a homofobia reinante na sociedade? Quem dará ouvidos a uma minoria a não ser os partidos progressistas?
Bibliografia



































































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