Blog de Arte e História, Filosofia, Geometria, Astronomia, Ciências, Fotografia alternativa e Política! POR UMA VIDA NÃO FASCISTA.
14 maio 2011
12 maio 2011
JAIR BOLSONARO: O DEPUTADO CONTRA OS PRINCIPIOS DA CONSTITUIÇÃO
Jair Bolsonaro: o deputado contra uma sociedade livre, justa e solidária.
Quem é esse Sr. Bolsonaro? De onde veio tamanha tacanhice e mesquinhez? De que pocilga brotou esse anacrônico e arcaico, desajustado e fora do tempo; esse monstro? Sim, porque não pode ser chamado de humano alguém com seus pensamentos e ideias....
Certamente não teve nem pai nem mãe e muito menos educação para a cidadania, deve ter sido criado em uma caverna e por isso falta-lhe urbanidade, a tolerância e a solidariedade, virtudes que ele desconhece totalmente. Jamais votei nesse tipo de gente, que estando na casa do povo age contra a Constituição e contra a Suprema Corte quando ambas proclamam a dignidade da pessoa humana, o direito de ser como Deus o fez, o direito de persistir na busca da felicidade. A Constituição do Brasil, em sua sabedoria enaltece os princípios fundamentais e essenciais do ser humano no mundo e entre eles o Direito de Ser. A letra da constituição supera, suplanta e ultrapassa qualquer pensamento mesquinho e baixo de qualquer entidade social (seja de um individuo como o Sr. Bolsonaro ou igrejas), pois ela é a luz que ilumina e orienta o caminho para a felicidade de todos os brasileiros.
A constituição é clara quando afirma os direitos fundamentais do ser humano: o direito a vida, o direito a locomoção, o direito de ser. A aceitação do outro (do homossexual) não significa ser contra a união heterossexual. Esse senhor apenas presta um desserviço à sociedade e uma afronta descarada a Carta Magna de nosso pais, pois com seu preconceito e intolerância, esta incitando a violência entre setores que compõem a nossa sociedade. Ele se esquece da máxima que diz que está vedado ao Estado distinguir indivíduos baseado em julgamentos morais (advindos de credos ou ideologias). Ele certamente é um pobre diabo, nunca foi amado ou nunca amou outro ser humano. Pois desconhece qualquer sentimento de virtude e solidariedade. Esse senhor esta obstruindo a Constituição quando tenta impedir o direito advindo e assegurado pelo Estado à todo ser humano, qual seja: a busca de seu mais alto bem, a felicidade. Ao obstruir a função básica do estado ele se coloca frontalmente contra a Carta Magna e por isso fomenta a violência e a desintegração da sociedade, agora são os gays, amanhã serão os judeus, depois as religiões afros brasileiras e depois sabe-se-lá que outros grupos esse senhor vai perseguir. Sim, ele não esta sozinho, ele representa um bando de malditos, mal-amados e desajustados, que não evoluíram o suficiente para viver em sociedade.
Esses grupos que ainda sobrevivem de velhos ideais e antigas crenças, ultrapassadas e fadadas ao desaparecimento lento da história, pois a evolução é inexorável, ainda tentam com todas as suas forças obstar a evolução do pensamento e da sociedade. Mas eles sabem: estão atuando contra nossa Constituição.
Nossa constituição existe e deve ser respeitada, é Nela que estão inscritos e salvaguardados todos os nossos direitos e nossos deveres (para com nossos semelhantes e com o estado), e ela tem uma função precípua e digna de repudiar todas as formas de discriminação, assegurando a todos os seres humanos o direito de perseguir sua felicidade, seja como heterosexual, homossexual, bissexual ou até mesmo assexuadamente. Pois aceitar uma forma de viver não nos obriga a excluir outras formas que porventura existam. Mais uma vez devemos nos unir, todos os cidadãos brasileiros de bem, sob a luz da Constituição, para fazer desse pais um lugar feliz, um local onde todos possam levantar pela manhã e saber que se pode continuar a busca da felicidade.P.S.:
Me admira muito esse senhor ser Deputado Federal pelo estado do Rio de Janeiro (Jair Bolsonaro - PP - RJ). Como um estado tão liberal e tão cioso de sua busca pela felicidade, de seu modo se ser, de seu povo tão alegre e feliz, seja no âmbito individuial seja no social, elegeu uma pessoa como esta para ser o representante de seu povo...
09 maio 2011
27 abril 2011
19 abril 2011
FERNANDO HENRIQUE E AÉCIO NEVES
Fernando Henrique, Aécio Neves versus Brasil
Em virtude de fatos recentes no cenário nacional brasileiro eu me questiono sobre minhas escolhas políticas dos últimos anos...
Eu tinha o ex-presidente em grande consideração devido a sua educação (formal) e a sua atuação centrada e calma em sua vida política pregressa.
Sinto que tenho sido traído na identificação de bons princípios, princípios humanos e éticos, princípios cooperativos e não antagonistas e depreciativos do ser de outros humanos. Não é nada ético nem mesmo estético.
Fiquei profundamente decepcionado com as afirmações de um sociólogo, doutor em sociologia e pensador importante em política antidrogas. Mesmo respeitando seu passado ilustre ele me decepcionou com suas afirmações levianas sobre o povo brasileiro. Há quanto tempo ele pensa dessa maneira? O que é a categoria “povão” para ele? Estará ele empregando de forma pejorativa esse vocábulo? Será que ele sempre pensou assim? Acredito que sim, ele sempre pensou assim, somente agora ele verbalizou seus profundos e arraigados pensamentos a respeito dos membros da sociedade brasileira. Para ele um liberal, todos aqueles que devem ser cooptados ou servir de massa de manobra, ou seja, a totalidade da população brasileira deve ser o alvo da campanha de seu partido. Ele revela-se um pragmático e deixa transparecer que para ele não importam os meios para chegar a um fim. Me decepcionei profundamente com alguém a quem depositava admiração acadêmica e até certa veneração por sua vida pregressa na academia.
Já Aécio Neves foi flagrado dirigindo com carteira de motorista vencida e ainda por cima negou-se a fazer o teste do bafômetro. Ocupando uma das mais altas funções de representante do povo deveria dar o exemplo a todos que o investiram do poder que tem. Com esse ato ele afirma que nada acontece com quem tem poder, e que todos nós brasileiros estamos fadados a sermos representados pela escória da sociedade. Qualquer um que quer apenas o seu bem pode ocupar uma cadeira no senado, pois parece que não esta legislando pelo povo e para o povo, mas para si mesmo e seu bem-estar. Ele afasta minha mente do PSDB partido que eu tinha em alta estima e julgava um interlocutor à altura do diálogo. Assim, meus exemplos todos se mostram frágeis e corruptos, com vícios e o que é pior arrogantes e esnobes. Certamente ambos vieram de uma classe social abastada com tradição de muitas gerações servindo ou se servindo de sua proximidade e de seu parasitismo com o poder. Uma grande pena que as personalidades MODELARES que eu tinha se mostraram vazias, superficiais e descartáveis.
Mas isso foi bom de certa maneira; pois não há um mal que não possa trazer um bem, nesse caso o bem que esses fatos trazem é o nosso afastamento de quem quer usar o povo para seu próprio bem. “Malum quidem nullum est sine aliquo bono.”
Referência
http://www.yuni.com/library/latin_4.html
Referência
http://www.yuni.com/library/latin_4.html
18 abril 2011
LINKS
DOIS INTERESSANTES LINKS
http://www.astrothon.com/Astrologia/SubAstrologia1187918462
http://astro.if.ufrgs.br/fordif/node8.htm
09 abril 2011
ESTÉTICA: ARTE - OBJETO DE DIFERENTES DISCURSOS
A obra de arte aparece em nosso meio cercada, envolta em discursos. Cercada de falas, de manifestações e manifestos. A obra não fala por si mesma. Falam por ela por meio de reportagens, panfletos, dissertações, depoimentos, catálogos. Tanto a obra como a arte em si não existem isoladas da sociedade, ela não esta sozinha, ela aparece no meio de vários movimentos. A arte se dá no mundo histórico do qual fazemos parte (fig. 1).
Fig. 1:A arte é objeto de discurso. Discurso opiniático, filosófico e científico.
O artista não se afasta do mundo quando executa uma obra, muito pelo contrário ele mergulha profundamente no mundo, pois ele pertence a este mundo, ele esta no mundo que vivemos, portanto histórico.
Assim, podemos dividir as falas sobre a arte ou sobre os objetos que se pretendem serem objetos de arte (esculturas, cinema, pintura, literatura, performances, instalações, músicas...), em três grupos:
1) o discurso ou fala baseada na opinião (discurso opiniático),
2) o discurso filosófico e
3) discurso científico.
Vamos analisar cada um deles sucintamente, visando elaborar um conhecimento sobre esse assunto lançando alguma luz sobre esses tipos de falas ou juízos proferidos frente ao objeto artístico.
1) discurso opiniático.
Em uma sociedade livre e democrática todos podem ter uma opinião, se eu vou ao cinema com amigos eu sempre manifesto minha opinião sobre o que acabamos de ver: gostei muito do filme; não gostei nada do que eu vi; que coisa horrorosa esse filme. Nossa opinião pode ir mais longe tentando influenciar a opinião do outro. E é assim frente a todos momentos ou frente a tudo que encontramos ao longo de nossa vida (sejam objetos banais ou artísticos).
Temos o direito de dizer que não gostamos, embora, na maioria das vezes, nem saibamos por que não gostamos disso ou daquilo.
Esse juízo emitido na forma de opinião é um juízo razo, superficial (gosto, não gosto, sou contra, sou a favor...) é razo devido ao fato de não estar embasado em nenhuma reflexão sistemática, ou porque não temos formação adequada para analisar a questão com a profundidade que cada realidade merece (não somos cineastas nem críticos de cinema ou de arte). Todos nós nos deparamos ou exercemos nossa opinião nesse nível, em algum momento, e não há nenhum mal em proferir uma fala assim.
2) Já o discurso filosófico não é opiniático porque pretende ser fundamentado; embasado em princípios lógico-filosóficos que norteiam o pensamento ao emitir um juízo sobre determinado assunto. Nosso juízo então se apresenta mais forte, pois pretende estar em continuidade reflexiva com a filosofia. A filosofia mesmo tendo 2500 anos de história, apresenta questões que ainda são fundamentais, e devido ao seu grande tempo de existência se apresenta muito mais forte que a ciência. Assim, uma fala que se pretende filosófica deve levar em conta a história do pensamento humano, e também as normas que conduzem o pensamento no caminho do juízo verdadeiro.
3) Ora, o discurso científico esta caracterizado pela experimentação e pela pesquisa empírica sistemática. Já Descarte preconizava um meio de fazer ciência tratando cada problema em partes menores que pudessem ser postas a prova e sobre as quais não pairasse mais duvidas. Assim, o método usado pela ciência é a dúvida sistemática. Chega-se assim a um vocabulário unívoco que não deixe duvida sobre o que estamos falando, referencia estrita ao objeto de pesquisa, clareza e objetividade e eliminação de qualquer subjetividade no juízo das sentenças.
Todavia existe uma relação de tensão e complementariedade entre o discurso científico e o discurso filosófico.
Mas historicamente vemos um distanciamento do discurso filosófico do discurso científico. Esse distanciamento iniciou com Galileu, Newton e Bacon (fundador da ciência moderna como a conhecemos hoje). Esse pensamento chega ao seu extremo com o positivismo, pensamento filosófico que condena a atividade filosófica. Segundo essa doutrina é necessário retirar do mundo todo o discurso filosófico e todos devem ter formação cientifica.
Assim, definidos os três tipos de discurso podemos ver que é necessário sairmos do âmbito do discurso opiniático e nos encaminharmos em direção ao discurso filosófico, pois ele nos fornece meios de aprofundar nosso pensamento, e assim, chegar a juízos mais robustos, pois para elaborar uma opinião é necessário ter alguma formação.
14 março 2011
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