INÍCIO

29 julho 2011

VIAJEM COTIDIANA







NARRATIVAS DIÁRIAS #7






NARRATIVAS DIÁRIAS #6





NARRATIVAS DIÁRIAS #5








NARRATIVAS DIÁRIAS #4






NARRATIVAS DIÁRIAS #3






NARRATIVAS DIÁRIAS #2



NARRATIVAS DIÁRIAS #1














27/abril/2011
CSI T11E20




20 julho 2011

PARA TODOS OS MEUS AMIGOS BLOGGERS


 AMIGO

Amizade é caminhar junto
É amar um ao outro...
É poder ficar em silêncio lado a lado...
É poder contemplar o por-do-sol...
É poder amar sem discriminação...
É estar ao lado para oferecer uma mão...
É torcer pelo mesmo time ou time diferente 
e mesmo assim sentir-se querido...
É dirvertir-se junto, fazer festa juntos, rir juntos...
mas estar ao lado no sofrimento...
Amigo é aquele a quem confiamos nossa vida...
A quem damos nosso coração...
E em troca ele nos presenteia com a alma...
Assim, ela passa a morar em dois corpos.

DIA DO AMIGO 20/VII/2011

07 julho 2011

ESTÉTICA E LIBERDADE DE EXPRESSÃO

 ESTÉTICA E LIBERDADE DE EXPRESSÃO

A LIBERDADE DE EXPRESSÃO, direito previsto magistralmente pela constituiçcão brasileira, encontra seu limite quando em choque com outro, que é o da DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA, (princípio máximo do estado democrático de direito) e que está acima de qualquer outro direito. Logo, o homem, mesmo podendo dizer (expressar) uma ideia, é prudente calar, se essa fala ferir a dignidade da pessoa humana. 
Todavia artistas sempre estão em uma zona limite, num território de fronteira  e assim abrem aos poucos um novo modo de pensar, e um novo caminho, i.e., ampliam nosso horizonte com suas reflexões estéticas. Contudo a arte não fala ou destroi o ser do outro, ela o amplia e informa com um novo modo de perceber as relações entre os homens e entre estes e o mundo.

BREVE HISTÓRICO
O homem para os povos antigos, era um ser bruto que devia ser educado, tinha uma parte imaterial, a  alma, (psyché) que não estava dentro do corpo ela passava pelo corpo de acordo com os demônios (daemons) de cada um. E por isso o homem era assolado pelos demônios, e por isso também, um ser amigo podia se transformar em inimigo de uma hora para outra e um ser bruto tornava-se amável; vindo dai a expressão "estar com o demônio no corpo". Em síntese, o homem era um ser imprevisível; disso tudo advém a grande valorização da amizade entre os  homens antigos, para que pudessem irmanar-se e não temer uns aos outros mesmo estando entre iguais, dada a sua natureza brutal e animalesca. Demônio é o movimento da alma que se contagia pelos demônios dos outros, seja pela distância (proximidade física) seja pela influência dos deuses, seja pela magia ou pela feitiçaria. Só no cristianismo a alma é trancafiada no corpo para que possa ser salva, pelos sacrifícios do próprio corpo. Uma ideia nunca imaginada pelos gregos antigos.

Para a filosofia grega, o homem era um animal político e dai um ser social, como dizia Aristóteles, cujo ser era a cidadania, o fato de pertencer à uma cidade-Estado, que estava em íntima conexão com o Cosmos. Para os gregos o homem não estava fora da natureza ele não via a natureza e o mundo como vemos hoje (de um lugar privilegiado) para o homem grego, o seu ser estava em fluxo com a natureza, ele não se via diante do mundo, mas esta no meio do movimento do mundo, esta dentro de um fluxo que vai do caos ao cosmos. Ele esta entre dois registros distintos o caos e o cosmos. Sintetizando, o homem grego não consegue entender-se fora desse fluxo que é o mundo. Para os gregos os humanos estão no meio dcaos e do cosmos e nem os deuses estão no cosmos (a ordem absoluta); e asseveravam que a matemática é mais perfeita que os deuses.
Esquema I.: Este esquema mostra que, para o homem grego, a existência é um fluxo e ele está em meio a esse fluxo ascendente (ou descendente). O centro do mundo humano é a natureza (physis)

Imperfectivel por definição, o homem todavia, pode aperfeiçoar-se e o que permite ao homem aperfeiçoar-se é a técnica e as artes. Levando em conta que os gregos inventaram a arte e criaram um vocábulo para ela é a Tekhné. E o que significa esse termo? Para os gregos tudo que é humano e tudo que é divino é passivel de arte. Assim, a guerra, a escultura, a cerâmica, a medicina, a fala (oratória), o amor, a casa, a agricultura, todas as atividades humanas é passível de ser arte. Deste modo, não é a atividade em si, mas a maneira de se executar, o modo que lançamos mão de uma atividade é que a torna arte. Logo, saber amar (apropriadamente, adequadamente), saber cuidar de uma casa, saber falar aos demais (oratória) etc., havia para cada atividade uma arte. Tudo então pode ser melhorado por meio da técnica (arte), que era a melhoria, o cuidado, a ARETÉ, excelência, toda atividade humana era passível de arte.
Arte era então fazer algo bem, de forma a mostrar a excelência (tanto no produto como no fazer) isto é Tekhné, arte. 
Ora, em sua origem tekhnè, i.e., a técnica e a arte são indissociáveis. Era um SABER e um FAZER, mas não se resumia somente a isso, era SABER FAZER COM EXCELÊNCIA. Desde que esse "saber fazer" seja colocado num sentido, numa vertente do aprimoramento. A técnica é então o que aprimora o modo de ser humano no mundo.
Assim, mesmo possuindo a arte (capacidade de fazer algo magistralmente) o homem nunca era bom (supremamente bom) e Aristóteles ja dizia em sua Ética a Eudemo, que  ninguém pode ser chamado de bom enquanto estiver vivo. O homem só pode ser chamado de bom depois de morto. (Isso devido a sua natureza mutável, imprevisível, vulnerável).
Hoje nossa maneira de conceber o mundo é radicalmente diferente, enquanto a ontologia grega (o modo de ser do mundo) estava baseado na concepção de fluxo ascedente e descendente (do caos ao cosmos ou do cosmos ao caos) ou seja o centro era a natureza de acordo com o esquema ja mostrado acima. 
Na idade média o centro era Deus, existia um Deus que tinha criado tudo e que regia tudo zelosamente e ao qual deveríamos prestar contas a todo momento e que a todo momento estava a nos vigiar e julgar. A ontologia medieval tira toda a beleza da natureza e a coloca em um ser abstrato, nele estaria a beleza absoluta a bondade absoluta, a inteligência absoluta e a verdade absolutas e incorruptíveis. Muito disso foi uma emprestimo do pensamento de Platão (que no mito da caverna coloca o SER das coisas no mundo das idéias onde estão as formas absolutas de todas as realidades), logo, no mundo não existe beleza apenas um simulacro da beleza ideal. 
Na modernidade surge uma outra estruturação de mundo com uma cabeça e um olho privilegiado. O mundo é algo perante o qual a pessoa se posiciona. O homem esta no centro. E  ninguém mais me observa julgando os meus atos, e se tiver alguém me observando esse alguém não é superior a mim. Toda vida espiritual esta encerrada na cabeça de cada um. Cada um de nós é livre para pensar ou aderir a ideia ou formatação do mundo que achar melhor ou mesmo desenvolver uma concepção alternativa. E tudo inicia com René Descartes, pela primeira vez se sistematiza e se articula a moderna concepção do mundo, do PONTO DE VISTA DO ORGANISMO, do ponto de vista do indivíduo. Para ele Deus ja era apenas um hálibi. Nesse momento particular se fortalece o empirismo, que é a doutrina pela qual todo o conhecimento se origina dos sentidos; pelos sentidos conhecemos o mundo, tomamos ciência do mundo, do universo. A origem de todo o nosso conhecimento nos veio pelos sentidos, nos foi dado pelos sentidos. Esse material sera então trabalhado pela razão.



PEQUENO GLOSSÁRIO 
Physis (φύσις), segundo os filósofos pré-socráticos, é a matéria (hylé) que é fundamento eterno de todas as coisas e confere unidade e permanência ao universo, o qual, na sua aparência é múltiplo, mutável e transitório. A palavra physis também tem um significado de desenvolvimento de algo ou um vir a ser que inclui o nascimento o crescimento e a morte.

Cosmos (κόσμος), segundo os filósofos antigos era a ordem, organização, beleza e harmomia é um termo que designa o universo, que pode ser previsto (os eclipses, as mares as fazes da lua, as órbitas dos planetas...). O cosmo é a totalidade de todas as coisas deste Universo ordenado, desde as estrelas, até os átomos.

Caos ( χάος) é o estado inicial da prima materia da qual tudo foi criado, um estado confuso (rude indigestaque moles massa informe e caótica. Ovidio).

Aretê (ἀρετή) aretê, "adaptação perfeita, excelência, virtude") é uma palavra de origem grega que expressa o conceito de excelência, ligado à noção de cumprimento do propósito ou da função a que o objeto ou o indivíduo se destina. Era também a coragem e a força de enfrentar todas as adversidades da vida; era por isso uma virtude a que todo o ser humano aspirava. 
A raiz da palavra é a mesma de aristos, que originou aristocracia, que significa habilidade ou superioridade, e era constantemente usada para denotar nobreza. O termo era aplicado para qualquer coisa, a excelência de uma chaminé bem feita, a excelência de um touro para cruzar, a excelência de um objeto utilitário e a excelência de um homem indicando o cidadão exemplar e o herói. Traduzido para nossos dias seria como dizer: "seja o melhor que voce pode ser em todas as situações."

Estética, (αισθητική, aisthésis) percepção, sensação; o qual deriva por sua vez do αἰσθάνομαι (aisthanomai, que significa “eu percebo, sinto, senso"). 
Palavra grega, usada por Alexander Baungarten (um filósofo racionalista) para designar o estudo das sensações, (evidentemente empíricas, que tem sua origem nos sentidos) que nos provoca o mundo e o mundo inclui o nosso próprio corpo. 


REFERÊNCIAS 

Vazquez, Adolfo Sanchez. Convite a estética. Rio de Janeiro. Ed. Civilização Brasileira, 1999.

Heidegger, M. Heráclito. Ed. Relume Dumara, 2002

Rosenfield, Kathrin, H. Estética. Ed. Zahar. 2006

16 junho 2011

A VIDA REAL E A VIDA DESEJADA

Novamente estarei indo a Brasília com minhas colegas e amigas (que vão na quinta-feira a tarde) para representar meus colegas de trabalho (professores federais no CM). Eu amo sempre quando sou solicitado para fazer algo pelo grupo ou pela comunidade; foi assim quando em 2003 eu pertenci a diretoria da APROFCMPA, o fiz pelo amor e pelo desejo de ver sempre felizes todos os que estão ao meu redor, e por considerar que o trabalho não deve ser um fardo e sim um grande prazer para quem executa. Por entender que o governo não esta olhando como deveria para o professor aquele que forma novas gerações. Aquele que dá forma aos valores mais caros da sociedade e da humanidade em geral como ser solidário, tolerante com as difereças, não discriminar, amar as pessoas com as quais dividimos esse mundo e o tempo, cooperar por uma causa elevada, amor a vida e a paz, entre tantos outros valores que tentamos preservar na alma dos nossos alunos. A arte esta ai na caminhada, no processo de cada dia chegar em casa e ver que apesar de termos dado apenas um passo estamos a caminho. No bom caminho, no caminho que leva a realização como pessoa, como grupo e como nação. 

02 junho 2011

AMOR É FOGO QUE ARDE SEM SE VER

Amor é fogo que arde sem se ver

 LUÍS VAZ DE CAMÕES 

(1524-1580)

 

Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?

 

 

 

LUÍS VAZ DE CAMÕES (1524 - 1580)

Eu cantarei de amor tão docemente



Eu cantarei de amor tão docemente,
Por uns têrmos em si tão concertados,
Que dois mil acidentes namorados
Faça sentir ao peito que não sente.

Farei que amor a todos avivente,
Pintando mil segredos delicados,
Brandas iras, suspiros magoados,
Temerosa ousadia e pena ausente.

Também, Senhora, do desprêzo honesto
De vossa vista branda e rigorosa,
Contentar-me-ei dizendo a menor parte.

Porém, para cantar de vosso gesto
A composição alta e milagrosa,
Aqui falta saber, engenho e arte. 



  My song of Love I will so sweetly sing

 
My song of Love I will so sweetly sing,
     In such fair concord of concerted phrase,
     That twice a thousand chances Love displays
Shall breasts unmovèd with emotion wring.

I'll so do Love new Life to all shall bring,
     Limning nice secrets in a thousand ways,
     Soft angers, sighs that yearn for bygone days,
Foolhardy daring, Absence and her sting.

Yet, Ladye, of that honest open scorn
     Shown by your aspect, rigorously bland,
          I must content me saying minim part:

To sing the graces which your gest adorn,
     Your lofty composition marvel-plan'd,
          Here lack me Genius, Lere, and Poet-art.