INÍCIO

11 outubro 2010

DIÁLOGOS

2010
DIÁLOGOS I 
Raphael

Da cura da ignorância pelo correto ato de raciocinar

Tudo aconteceu por volta das vésperas (perto das 17h até o por do sol), quando voltava de uma visita a uma galeria de arte e onde encontro um companheiro de caminhada no caminho de volta para casa.
(Raphael: do Grego: Ραφαήλ, Raphael. Anjo (arcanjo) enviado por Deus para curar em seu Nome, Rafael significa "Deus cura" em hebraico (a palavra correspondente a "médico" é Rophe em hebraico).

Perifocus (Peri + focus) ou Eikon (eikonen) ou Isfós (Eis fáos) ou Eu.
- Voltava eu há pouco da galeria de arte do DMAE quando um conhecido atrás de mim avistou-me de longe e me chamou, exclamando em tom de brincadeira: Ei, artista, por que não me esperas? Parei e esperei.

Raphael
- Olá, que fazes por estas bandas, já que moras no Bom fim?

Perifocus
Estou voltando de um colóquio no DMAE com artistas que estão expondo seus trabalhos la; e voce, o que faz por aqui? Não me diz que vem do mesmo local?
Raphael
- Não venho de la, mas seria muito bom acompanhar-te, e assim poderemos conversar um pouco. Diga-me, sobre que versa esta exposição de arte, eu conheço algum artista que expõe na Galeria do DMAE?

Perifocus
- Bom, sobre o que me pergunta estou bem embasado para falar-te. Trata-se de uma exposição intitulada “Alteridades habituais”, e mostra trabalho de um coletivo de artistas aqui de Porto Alegre, do meu curso la na UFRGS. São obras que abrangem desde desenho ate vídeo e objetos. Diria que apresentam um viés conceitual e contemporâneo, todavia simples, uma vez que se trata de artistas em formação e neófitos, portanto (penso eu). Contudo não saberia se você os conhece, pois são jovens e pouco conhecidos.

Raphael
- Muito interessante. Mas o que, especificamente, quer dizer o título “alteridades habituais? Voce leu algo sobre, ou sabe de alguma coisa a esse respeito? Poderia me esclarecer, pois não saberia dizer o que seja alteridade e muito menos ligado ao vocábulo “habitual”, soa-me um tanto enigmático.

Perifocus
- Hum, deixe-me iniciar do principio então, definindo a palavra alteridade e daí seguiremos discutindo sobre a exposição. A palavra alteridade vem do latim: alter, nome masculino, portanto substantivo, e significa 1. outro ser ou outra pessoa em relação a determinado indivíduo; aquilo ou aquele que é percebido ou concebido como uma pessoa ou um ser distinto e separado do sujeito, daquele que pensa, sente e age. 2. é também para a antropologia, qualquer indivíduo considerado como objeto de um sistema de classificação de relações interpessoais, em particular de uma terminologia de parentesco. Qualidade do que é outro, segundo filósofos.
Poderíamos dizer também que “o outro”, representado pela idéia que eu tenho de uma pessoa em particular (indivíduo) é ampliado do singular para o geral e tornando-se conceito, a manifestação de uma ideia universal.
Claro que, como você já pode perceber, alter está em oposição a idio, que vem do grego, idiotés que significa homem privado em oposição a homem de Estado. Atualmente idiota significa alguém ignorante em algum ofício, ou pouco inteligente, ignorante um imbecil.

Raphael
- Entendi. E porque será que quem bolou o título da exposição escolheu alteridades habituais? Você tem algum comentário a fazer sobre isso?

Perifocus
- Não sei, mas poderia tentar lançar alguma luz sobre esse título com sua ajuda é claro. E então seguiremos esse caminho e ver onde vai dar. Já que vamos na mesma direção, literalmente.

Raphael
- Sim, sim podemos tentar. Todavia já vou dizendo que chegaremos juntos, pois estamos no mesmo caminho... (risos)
Podemos tentar seguir por alguma via lógica, sim, como bem sei que era a esse o significado do “caminho” a que você se referia...
Perifocus
- Então, acredito que o curador juntou os artistas não por uma afinidade eletiva, quanto a clareza do conceito que a obra de cada um apresentava, até onde sei, os artistas enumeraram palavras com as quais tinham afinidades, não que essas palavras fossem as quais eles buscavam esclarecer com seus trabalhos.

Raphael
- Sim, posso compreender esse argumento. Mas o curador pode muito bem ter visto a beleza delas juntos como a beleza do cosmo que não somente é belo devido a multiplicidade na variedade, bem como o é pela variedade na unidade. Contudo eu ainda não entendi uma parte. Sobre o que tratavam as obras?

Perifocus
-Poderia eu descrever as obras como fez Filostrato o velho em seu tratado sobre as imagens (Eikones) ou sua descriptio (ekphrasis) dos 65 quadros que decoravam uma galeria em Nápoles; mas não o farei. Você mesmo deve ir até la e encará-las... “o que vemos só vale, só vive, em nossos olhos pelo que nos olha!”1 Para alcançar o teu pensamento deve o visível passar através dos teus olhos. Todavia posso dizer que eram mais sobre o processo de cada um, ou mais precisamente em que “lugar” cada um parou, pelo que pude perceber.
Há aqui uma via a seguir, vamos explorá-la um pouco mais.
Ora, para ver algo, como bem intuiu Didi-huberman, devemos fechar os olhos “quando o ato de ver nos remete, nos abre a um vazio e em certo sentido nos constitui”.1 Se nos constitui, nos torna outro, aos olhos do que nos vê. Dissolvemos nossa identidade quando percebemo-nos também olhados pelos misteriosos olhos do vazio. Assim, por um caminho lógico o curador juntou as alteridades (os outros) com os quais ele convivia conhecia bem.

Raphael
- Pelo menos para mim, parece que foi isso mesmo. Mas também podemos pensar que quando ele nomeia o outro ele diz mais sobre si mesmo do que sobre o outro. Você não concorda com essa afirmação?

Perifocus
- Concordo. Quando qualificamos o outro é sobre nós mesmos ou sobre um aspecto de nosso ser que estamos dirigindo o olhar. Nosso vazio que nos encara e nossos medos que se projetam e nos assaltam. Mas também ninguém constrói um mundo de significações e sentidos a partir do nada, pois ingressamos num mundo pré-fabricado em que certas coisas são importantes e outras não são; em que as conveniências estabelecidas trazem certas coisas pra a luz e deixam outras na sombra, como disse Bauman. O que fica na sombra é uma carga e às vezes é difícil nos livrarmos dessas coisas, pois elas nos definem. Mesmo que seja uma definição negativa.

Raphael
- Pelo que me falou ate agora e pelo que consegui apreender da tua explicação eram desenhos, vídeos e objetos. E que por serem diferentes mesmo no propósito de seus podemos dizer conceitos, eles buscam atingir o outro que olha isso é certo.

Perifocus
- Com certeza, sobretudo por perseguirem o estranhamento ou desejarem esse estranhamento (benéfico) que leva a pensar e questionar aquele objeto-abismo ali, na frente dos meus olhos.
Poderíamos dar um passo adiante e dizer que para não tornar o outro que era vizinho e amigo ou mesmo familiar e intimo, em um outro estranho e aterrorizante o curador criou uma categoria a qual denominou “alteridades habituais”. Incluindo-se ele mesmo nessa classe. E isso fica claro quando ele disse que ele via a arte de forma diferente dos filósofos, que usam a arte para ilustrar um conceito.

Raphael
- Posso dizer que concordo com o teu pensamento. E posso acrescentar que mesmo eles usando objetos cotidianos e reconhecíveis eles querem expressar um conceito novo. Estou certo?

Perifocus
- Sim mas parecem se perder um pouco quando pretendem que essas mesmas imagens expressem um conceito unânime, uma chave. Mas que porta abre essa chave? Que espaços, que recessos, revelam essas portas? Poderia ser uma única chave? A chave mestra? O santo graal da inteligibilidade? Como você bem sabe companheiro eu uso aqui o sentido latino do vocábulo inteligência, a saber: intus + légire, i.e., ler dentro. Com essa chave eu poderia ler tudo, e tudo se tornaria claro no momento exato em que os raios de luz que vem dos objetos tocam os meus olhos.

Raphael
- Mas você concorda que os trabalhos suscitam ou inquietam o pensamento.

Perifocus
- Sim, pois na medida em que “a palavra” (logogrifo), que esta velada em cada uma das obras (compostas por diferentes objetos), produz em mim a pura proximidade, ou seja, a distância. Pois o que é obscuro o é porque oculta em si mesmo a luz...
É como diz Heráclito*: como alguém poderia manter-se encoberto face ao que não declina? Para mim os conceitos se escondem, declinam atrás de uma nuvem ou no horizonte (entenda-se horizonte a aparência das coisas). É bem verdade, pode-se admitir, que eles estão escondidos em imagens cotidianas e familiares, mas essas imagens não os destroem, ou os aprisionam, apenas servem de recipiente e momentaneamente os contém. Por não destruir os conceitos e por conter parte da alma de quem os produziu; eles (objetos de arte e objetos em geral vinculados a alguma estética), mesmo mudos, falam no silêncio. Se eles falam, nossos olhos "ouvem" ou leem essa mensagem que é o próprio sentido do conceito.



Bibliografia e notas sobrescritas

1. Didi-Huberman, G. O que vemos o que nos olha. Editora 34. São Paulo, S.P. 1998
2. Bauman, Z. O mal-estar da pós-modernidade. Jorge Zahar Ed. Rio de Janeiro, 1998.
*. Ἡράκλειτος ὁ Ἐφέσιος. Heráclito de Éfeso.


FOTOS DE MARÇO DE 2007
























































TRABALHOS DA FACU
UFRGS 

































DESENHOS DE AMIGOS 





























LUISA GABRIELA









IA/UFRGS 












































LUISA GABRIELA UMA COLEGA 

LUISA GABRIELA










































DESENHO DA FIGURA HUMANA




























































ANATOMIA PARA ARTISTAS




































































DESENHO DA FIGURA HUMANA


































UFRGS 





























































DESENHO DA FIGURA HUMANA





















MEU SEGUNDO CELULAR 





ARTE NA RUA 

















































BIBLIOTECA DO IA/UFRGS







SAUDADES DOS MEUS METRES 

Nilza Haertel, Maria Lúcia Catani, Maristela Salvatore


Melhores professores do mundo:
Da esquerda para direita: Nilza Haertel, Maria Lúcia Catani, e Maristela Salvatori.
IA/UFRGS






Denis Nicola e colegas do IA/UFRGS





Eu e uma colega (nome?)















Viagem a Santa Maria/RS 

































































VISITA AO ATELIER DA 
PROFª NILZA HAERTEL













JARDIM SECRETO NA CASA DA PROFESSOREA NILZA HAEREL

















PROF. DRA. NILZA HAERTEL

PROF. DRA. NILZA HAERTEL




















CAFÉ NA CASA DA PROF. DRA. NILZA HAERTEL


















ADALBERTO PORTOALEGRE




PROF. DRA. NILZA HAERTEL E EU



















OBRAS DA PROF. DRA. NILZA HAERTEL























































STRAVROS GEORGIADIS


PROF. DRA. DANIELA KERN

STAVROS G.
































































































































































HELENA E EU



















































A IMAGEM DO RELEVO ESPACIAL


Palavra Arte

Eu estou aqui agora e vejo a cor, a forma! Vou guardar todas essas imagens em minha retina para que fiquem sempre frescas como a relva nas manhãs de primavera e sempre vivas como as ondas que nunca se cansam!
Formas de leveza indescritível em uma linguagem sutil que chega a acariciar minha lembrança-alma. Linguagem evocativa e perene, a cor discursa suspensa no espaço, tonalidades, imagens estereocrômicas, ostensiva forma, retilínea...
La estava, brilhando em minha frente aquela forma e quanto mais eu me aproximava mais ela se mostrava avassaladora como uma onda de Hokusai, um “tsunami” de revelações e, no entanto silenciosa e contida.
Era uma superfície lisa, de madeira polida, pintada de amarelo e laranja. Um retângulo inclinado em um plano e dois quadrados concrescidos em outro plano. Tudo isso gerava planos como pétalas de uma flor misteriosa gamopétala! Pronta para ser usada como quem usa uma camiseta.
Uma quimera-flor, amarela, que tirara seu sustento dos olhares que a interrogavam, em vão. Ela me interrogava desde o primeiro segundo do primeiro minuto que meus olhos a viram, esfinge! Muitos antes de eu formular qualquer dúvida, aquela forma se instalou como um paradoxo em minha mente.
Um mundo estranho, labiríntico e distante que a uma simples olhada me transformava pelo exercício imaginativo... Ela me impele a criação... Não sei do que e nem onde... Mas algo nela clama... 
Ali estava a ideia sepultada na forma suspensa, flutuando na imensidão da nave, um monólito rutilante de pensamentos sulfúreos quase ácidos, quase doces.
Assim eu vi aquele relevo espacial, baricentro onde orbitavam ideias e pensamsamentos, os meus, desde sempre e para sempre até agora! Ela permanece lá é a obra por excelência, O relevo espacial de Hélio Oiticica...


Glossário
Baricentro: centro de gravidade
Concrescência: aderência intima e congênita de partes.
Estereocromia: método de fixar cor em corpos sólidos. Estéreo: sólido, firme, medida de volume para lenha; do grego: στερεός (stereós) stere, stereós, stereón: sólido, duro, firme, cúbico, que ocupa as três dimensões do espaço.
Estereocentro: centro sólido de uma molécula, ou de um objeto.
Gamopétala: flor cujas pétalas são unidas entre si.
Ostensivo: que se pode mostrar, que é aparente.

A IMAGEM DOS COMEÇOS


PARA QUE ESCREVO

"Para que escrevo? E eu sei? Sei não. Sim, é verdade, também as vezes penso que eu não sou eu, pareço pertencer a uma galáxia longíqua de tão estranho que sou de mim. Sou eu? Espanto-me com o meu encontro."
LISPECTOR, Clarice. A HORA DA ESTRELA. Rocco, Rio de Janeiro, 1998.


Sim, por mais estranho que possa eu parecer para mim mesmos quando dou vazão ao fluxo de palavras que se encontra em minha memória, sou mesmo eu.
Eu sei mesmo que alijado do eu-corpo.
Ao mesmo tempo sou e não sou, estou e não estou em mim.
Subitamente encontro-me comigo mesmo, como quem encontra um conhecido ao dobrar uma esquina.
E nesse momento parece-me que eu havia chegado de algum lugar que de tão próximo fez-se infinitamente longe; a pura distância, ou seja, o eu mesmo.
Encontro-me a mim mesmo como se junto ao fogo da lareira...
Envolto em palavras... nomes, verbos, qualidades... tudo o que se pode falar dos fenômenos.
Encontro com uma descrição de mim
Encontro-me com a palavra Eu.
O espelho opaco da descrição
O fundo da caverna de Platão.

09 outubro 2010

DILMA ROUSSEFF

Eleições no Brasil: 
segundo turno 


Em geral as campanhas eleitorais no Brasil, quando possuem segundo turno ficam mais polarizadas, e são mais esclarecedoras, quando comparadas com as de primeiro turno. As eleições de primeiro turno podem ser comparadas a uma floresta fechada e impenetrável de candidatos, partidos, ideologias, promessas, plataformas de governos, e cores políticas, essas, indo desde cores brancas às mais escuras, um verdadeiro espectro das filosofias e diretrizes que permeiam a sociedade brasileira. 

Passado o primeiro turno, a festa da democracia, em sua expressão mais notável, vamos para o segundo turno. 

As últimas eleições normalmente têm mostrado que as campanhas de segundo turno são mais esclarecedoras e mais incisivas e dizem respeito a programas de governo e intenções do postulante ao cargo de primeiro mandatário do pais, o primeiro funcionário público da nação. 

Todavia, nessa eleição estamos presenciando um retrocesso notável, nos assuntos abordados. Estamos vendo uma mistura da religião com assuntos de estado, ou uma volta dos assuntos religiosos e fundamentalistas para o plano do estado, para o plano laico e civil. 

Alguma forma fundamentalistas religiosos plantaram uma semente que germinou no meio de ambas as campanhas à sucessão presidencial de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Ambos foram cooptados pelos fundamentalistas religiosos, ou um arremedo desses. Uma súbita volta da velha e fracassada mentalidade religiosa que por mais de mil anos impediu o desenvolvimento da sociedade humana. 

A manifestação da religião como um estado irracional como é de praxe em seus modus operandi, joga com os ânimos de pessoas, atirando uns contra os outros. Veja agora, por exemplo: católicos e evangélicos versus um suposto pensamento contra a vida... Eu vejo uma queda de braço entre a igreja católica e evangélica e entre essas religiões retrógradas e o avanço que se teve nos últimos anos em termos de liberdades individuais e conhecimento. 

Eu vejo esse pseudo-debate como: fundamentalistas literais (“bibliófagos”) versus progresso, inovação, liberdade de espírito e esclarecimento. 

Em todos os momentos da história recente e passada essa visão de mundo perniciosa e devastadora teima em voltar com uma máscara nova, em um mundo onde não há mais lugar para ela. 

Eu me pergunto pragmaticamente o que é mais importante, o crescimento sociocultural, econômico e do bem estar da população, de um povo, ou um uma visão onde todos têm a mesma opinião sobre tudo? O que é mais importante, desenvolvimento ou um debate bizantino sobre Deus, aborto e família? 

Não há como debater esses assuntos pelo simples fato de que esses assuntos envolvem aspectos emocionais e de ordem íntima e são de difícil conclusão por envolverem paixões e decisões individuais. 

A quem interessa esse debate anacrônico? No que esse debate vai melhorar o Brasil? Interessa a mídia (especialmente a Rede Globo) e as religiões fundamentalistas dogmáticas, que estão aparelhadas com canais de TV, jornais, periódicos e gráficas. Interessa a grande mídia brasileira (leia-se Rede Globo) que não pensa em um Brasil plural e cooperativo, que não tem um projeto para o Brasil e nem deve ter, pois é uma prestadora de serviços (tendo um dono e acionistas) e nada mais. Interessa, sim, às religiões (católica e evangélica) que querem aliciar mais fiéis despreparados para tanger como ovelhas, sem juízo próprio. Assim, esses fiéis alienados do mundo e da sociedade onde vivem, podem sustentar uma crença moribunda, alienante e retrógrada que enriquece pastores gananciosos. 

O Brasil regride séculos com um programa eleitoral sobre Deus, aborto e família, como bem disse Mauricio Stycer em sua matéria para o UOL. Estamos voltando a idade média. Sim, estamos regredindo a uma época de fundamentalismos e intolerância, o que a meu ver é totalmente contrário a índole brasileira. 

É lamentável que o Sr. José Serra (PSDB), esteja contribuindo para arrastar o Brasil a um momento de obscurantismo e fanatismo religioso. Ele que parecia tão esclarecido, tão progressista e preparado. Mesmo tendo todos esses adjetivos ele embarcou numa canoa que poderá levar muitos ao fundamentalismo, ao radicalismo e fanatismo religioso. Lamento que a Sra. Dilma Rousseff (PT) vencedora do primeiro turno com os votos de quase 47% do eleitorado, também esteja seguindo esses passos. Quem perde em quem ganha com isso? Certamente o POVO BRASILEIRO não ganhará nada com esse debate bizantino e anacrônico como já disse antes. 

Parafraseando Mauricio Stycer, crítico do UOL, “Num Estado laico e democrático, é assustador e lamentável ouvir os candidatos à Presidência da República recorrerem a Deus para conseguir votos”. E mais ainda, eu diria incitar as pessoas a debaterem um assunto que é de foro intimo, é claro que aborto é um problema de saúde pública, ninguém deveria negar isso. E como tal deve ser deixado a cargo da representação do povo (Senado Federal) pela ausculta criteriosa do povo, tomar uma decisão baseado no que o povo deseja e merece como um sistema de saúde eficiente e uma educação ideal para que as mulheres não precisem chegar a essa medida extrema. (09/X/2020)

07 outubro 2010

THE IMAGE OF FRIENDLY CITIES

From the obvious (San Francisco) to the surprising (Columbus), Richard Florida and Gary Gates crunched the numbers to rank the top gay cities in the country.

The U.S. metropolitan region with the largest concentration of gay and lesbian people is San Francisco. That’s not exactly news, but there are more than a few surprises in the Gay/Lesbian Index’s metro-area rankings. Developed by Gary Gates, a demographer at UCLA’s Williams Institute, the Gay/Lesbian Index value tells you how the proportion of same-sex couples among all households of a given metro area compares to the average for the entire U.S. An index value of 2, for example, means that the proportion of same-sex couples in that metro area is twice that of the nation.
New York, Los Angeles, Miami, Washington, D.C., Boston, San Diego, Denver, Seattle, and Portland, Oregon, all make the list of the 20 gayest metros. But so do Dallas, Columbus, Ohio, Santa Rosa and Sacramento, Springfield, Massachusetts, Portland, Maine, and college towns like Eugene, Oregon, Ann Arbor, Michigan and Ithaca, New York.
The idea that most gay people live in urban enclaves like the Castro in San Francisco or Chelsea in New York City is something of a myth, Gates notes. "Gay people live everywhere," says Gates, "in cities, suburbs, and even in the country—one in seven same-sex couples live in rural areas." The 2000 Census found same-sex couples living in 99 percent of U.S. counties.
While politicians and voters continue to debate whether LGBT people have the right to marry, to adopt children, or serve openly in the U.S. military, a growing body of research suggests that considerable benefits accrue to those cities and metro areas that have sizeable, visible concentrations of gay men and lesbians. Income levels are higher, as are many other measures of life satisfaction.
Research I conducted with Charlotta Mellander revealed that metro areas with higher proportions of gay men and lesbians also have higher housing values—a finding that landed me on The Colbert Report. A study I conducted with Gates in 2001 discerned a close association between regions with higher proportions of same-sex couples and concentrations of high-tech businesses. And there’s more:
Ronald Inglehart’s World Values Survey has found that tolerance in general, and tolerance toward gays and lesbians in particular, is associated with the shift to a more modern, more democratic, and more affluent “post-materialist” political culture.
Soul of the Community, a study conducted by the Gallup Organization, found that more open and tolerant attitudes toward LGBT people (as well as to other groups) was one of two key factors, along with natural beauty and environmental quality, that corresponded with higher levels of satisfaction with and emotional attachment to a community.
• A cross-national study by Marcus Noland of the Peterson Institute for International Economics found that tolerant attitudes in general correlated with more open attitudes toward globalization, as well as with higher rates of economic performance.
As Gates and I have pointed out elsewhere, the presence of LGBT people isn’t a sufficient condition for wealth creation in and of itself; gay men and lesbians are no more sophisticated, economically productive, innovative, or entrepreneurial than any other group on average. But places that attract gay people and lesbians tend to have the same open-minded attitudes and business styles that foster innovation. A visible LGBT community is the proverbial “canary in the coal mine,” signaling openness to new ideas, new business models, and diverse and different thinking kinds of people—precisely the characteristics of a local ecosystem that can attract cutting-edge entrepreneurs and mobilize new companies.

Fonte:
http://www.thedailybeast.com/blogs-and-stories/2010-07-20/the-20-gayest-cities-in-america/?cid=hp:mainpromo8

REDE GLOBO E A SUCESSÃO PRESIDENCIAL NO BRASIL

TENDÊNCIAS NA GLOBO


Qualquer pessoa que possua alguma inteligência pode perceber que os repórteres da Rede Globo seguem uma linha editorial pró-candidatura Serra. Um repórter de nome Camarote e todos os demais falam muito mais no nome do candidato Serra do que da candidatura Dilma Rousseff.
Se isso não for tendencioso não sei o que é. Ele (Camarotti) ainda quer passar uma ideia de caos ou desorganização recorrente na campanha da Sra. Dilma Rousseff. Eu imagino quanto ele deve ganhar ou se ele tem consciência de que esta fazendo um jogo dos poderosos. De onde veio esse repórter? Que autoridade tem ele para afirmar? É ele antropólogo ou estatístico ou sociólogo estudioso especialista em campanhas do PT? Suas análises são superficiais e tendenciosas. E deixam ver sua rasa argumentação. Pena que ele seja OBRIGADO a fazer isso, pena que ele não tenha opinião própria, como cidadão, como ser humano que é; e eu imagino que seja formado em alguma faculdade, já que agora para ser jornalista não precisa nem ter curso superior.

Ora, a primeira condição que se deve alcançar ou possuir para fazer alguma análise é a imparcialidade, virtude essa que é rara em qualquer jornalista da Globo.

O que um expectador pode fazer para evitar que opiniões desses senhores (de argumentação raso, reles, ordinária)? Certamente todos pensaram em desligar a tv ou trocar de canal, mas eu digo que isso não adianta nada. Só ha um argumento que essas pessoas entendem. A linguagem do dinheiro. Eu por exemplo não consumo nenhum produto dos patrocinadores do programa. E em minhas aulas sempre falo isso e sempre tento abrir a mente de quem me ouve, para que comecem a ver com seus próprios e não com a visão parcial dos repórteres da Globo.

A IMAGEM DA POLITICA DIREITISTA

JOSÉ SERRA E INDIO VERSUS 
DIREITOS HUMANOS E CANDIDATURA


Por : Neto Lucon


Dispostos a angariar mais votos, principalmente dos gigantescos grupos religiosos, o candidato a presidência José Serra e o vice, Índio da Costa, atenderam o pedido das lideranças evangélicas e disseram que não apoiarão o direito dos homossexuais.
De acordo com o jornal "O Dia", Índio declarou que vai condenar principalmente o Projeto de Lei 122/2006, apresentado em 2001 pela então deputada Iara Bernardi (PT) que transforma em crime a discriminação a homossexuais. Para ele, a proposta vai contra a liberdade de expressão, mesmo que a manifestação seja considerada homofóbica.
Como exemplo, o vice de Serra teria dito ainda, que, caso o projeto torne-se lei, um dono de restaurante será preso caso um casal gay queira fazer sexo em seu estabelecimento.
O vice reconheceu que tem sido procurado por religiosos nos últimos dias, interessados em apoiar a chapa de Serra. Na quarta-feira, 6, Índio se reuniu com 30 líderes evangélicos para segurar apoio, entre eles da Assembléia de Deus. Entre os que apoiam Serra está Silas Malafaia.
O PL/122 foi aprovado pela Câmera em 2006 e aguarda para ser votado no Senado. A proposta tem sido ataca por lideranças religiosas, principalmente pela bancada evangélica.





ÉTICA E CANDIDATURA

Por: A. C. Paim

Veja a que ponto chega a ânsia pelo poder, pelo "status" e porque não dizer pelo dinheiro (personificado pelas redes de relações entre pessoas públicas, pessoas privadas e influências na economia). 
Todos os atos passam longe da solidariedade, da justiça e da verdadeira política.
Para todos esta claro que esses candidatos desde sempre nunca tiveram compromisso algum com as minorias. 
Sua posição é de favorecer seus correligionários e uma elite que sempre dominou o país. Qualquer um que tem olhos e razão pode ver e julgar por si mesmo.
Esses senhores não ligam para direitos humanos nem para parte alguma da sociedade a não ser aquela que dê votos para eles. 
Serão sempre assim nunca mudarão.
Espero que o povo veja e vote corretamente, pois onde há fumaça há fogo. 
E se deixarmos isso acontecer uma hora estaremos privados de nosso mais fundamental direito: a liberdade.



21 setembro 2010

A IMAGEM DOS MEUS MESTRES

TRÊS MESTRES

A IMAGEM DOS MESTRES

MESTRES

THE IMAGE OF THE WORKING HANDS

Working hands

A IMAGEM ERÓTICA

Erasta/erômena

A IMAGEM DA DÉCADA PERDIDA 1980

FOTO DA TV (Década de 1980)
TV PHOTOGRAPHY (from 1980 decade)

A IMAGEM DA PINTURA

PINTURA
PAINTING

A IMAGEM DA AUSÊNCIA DO LIVRE ARBÍTRIO

NO ULTIMATE MEANING IN LIFE.

A IMAGEM DO AMOR E DESEJO

LIFE'S BEST MOMENT

A IMAGEM DA SATISFAÇÃO DE TODO BRASILEIRO

DINNER

A IMAGEM DO PARAÍSO NA TERRA

LAGOA DA CONCEIÇÃO
CONCEIÇÃO LAKE IN SANTA CATARINA

A IMAGEM DO FINAL DO INVERNO

FINAL DO INVERNO
THE END OF WINTER
(21 out. 2010)

FINAL DO INVERNO INÍCIO DA PRIMAVERA

FINALZINHO DO INVERNO EM PORTO ALEGRE
WINTER ENDGING IN MY CITY

A IMAGEM DO PARQUE FARROUPILHA NA PRIMAVERA

REDENÇÃO NA PRIMAVERA

THE IMAGE OF A TIME LAPSE LAYERS

THE TIMELAPSEBEHAVIOUR
CETR
(1997)

13 setembro 2010

WESLEY DUKE LEE

Artista plástico Wesley Duke Lee morre aos 78 anos em São Paulo.

(1931 - 2010)

O artista plástico Wesley Duke Lee faleceu às 23h do último domingo (12/set/2010), aos 78 anos, vítima de broncoaspiração e parada cardíaca, no Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo. Ele sofria há três anos do Mal de Alzheimer, e deu entrada no hospital depois de passar mal durante a noite.
Segundo a sobrinha Patrícia Lee, uma cerimônia aberta de despedida será realizada no Crematório Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, às 16h da terça-feira (14). No local, serão expostas como homenagem uma foto e a frase de autoria de Wesley:
'A verdade não pode ser dita, só revelada'.
Pintor e desenhista, Wesley iniciou sua formação no curso de desenho livre do MASP, em 1951. Estudou nos Estados Unidos, viveu em Paris e voltou à São Paulo em 1963 para organizar grandes "happenings" junto de Bernardo Cid, Otto Stupakoff e Pedro Manuel Gismondi, entre outros nomes. Em 1966, participou da fundação do Grupo Rex.
O artista nascido na capital paulista foi um dos fundadores do Grupo Rex nos anos 1960. Também formado pelos artistas plásticos Nelson Leirner, Geraldo de Barros, Frederico Nasser, Carlos Fajardo e José Resende, o grupo foi responsável pelos primeiros "happenings" em São Paulo e atuou no fim da década de 1960 (de 1966 a 1967).
O Grupo Rex atuou de forma breve porém intensa no cenário cultural artístico paulistano. Desde o início configurou-se como uma forma sistemática de desafio aos valores instituiídos relativos a arte e ao seu sistema de produção/exposição, à crítica e ao público. Apesar de possuir pontos de contato com a irreverência e a negação do dadá, sua ação estava mais próxima de uma orientação futurista como proposta de ação sociocultural. Ainda pode ter pontos de contato com o Fluxus, segundo Walter Zanini (arte de ação e uma prática artística com sentido lúdico, agindo diretamente na vida através de uma ação ou da vivência de um acontecimento).
O Grupo Rex conseguiu um espaço para expor seus trabalhos na loja Hobjeto de Geraldo de Barros na rua Iguatemi, 960 em São Paulo. Assim, surgiu a Rex Gallery and sons, e também publicou um jornal chamado Rex Time, cujo primeiro número mostrava um título sugestivo: "AVISO: É A GERRA", e investia contra o cirtuíto das artes e seus componentes (artistas, mercado, galerias crítica), com a missão de instruir e divertir o público leitor e porque não consumidor de arte.
Ousado, ele se ofereceu como voluntário para testar os efeitos do LSD numa clínica, em 1964. Das experiências lisérgicas saíram duas de suas séries mais carregadas de reflexões políticas.
Apesar de produzir até ser acometido pelo Mal de Alzheimer, sua última grande série, "Era do Filho", data do fim dos anos 90.

Fontes:


Peccinini, Daisy (1999) FIGURAÇÕES BRASIL 1960. Edusp e Itaú Cultural.

22 agosto 2010

A IMAGEM DA MINHA FAMÍLIA

O CAMINHÃO AZUL, A RUA DE CHÃO BATIDO E O CINAMOMO (MINHA FAMILIA)

Once upon a time...
...And they all lived happily ever after...


EIS PHÁOS (TOWARD THE LIGHT)

Εἰς Φάος





ς οὐρανός τε γαῖά τ' ἦν μορφὴ μία·
ἐπεὶ δ' ἐχωρίσθησαν ἀλλήλων δίχα,
τίκτουσὶ πάντα κἀνέδωκαν ες φάος,
δένδρη, πετεὶνά, θῆρας οὕς θ' ἅλμη τρέφεὶ
γένος τε θνητῶν.



o céu a terra eram uma só forma;
e quando se separaram um do outro, em dois,
criaram todas as coisas e levaram-nas à luz:
árvores, aves, animais, seres que o mar alimenta
e a raça dos mortais.

(Eurípides, Fr. 484.2-6)

20 agosto 2010

HÉRCULES CARDOSO DA SILVA

A friend of my Hércules Cardoso da Silva
(1999)

MYSELF IN THE FIRST CLASS (ELEMENTARY SCHOOL)

Somebody that I have met a long time ago

CATEDRAL DE VIAMÃO

Facade of the Nossa Senhora da Conceição's Cathedral (c. 1766) Viamão/RS

VISTA LATERO-FRONTAL DA CATEDRAL DE VIAMÃO

Side view of Viamão's Cathedral

TRIÂNGULOS NA FACHADA DA CATEDRAL DE VIAMÃO

Triangles on the facade
The major church in Viamão's city have two columns in the facade.
Note the "entasis" that is visible in the shadow of colum in the saturday morning sum, in the right side of the door.

CATEDRAL DE VIAMÃO

Saint Michael the Archangel, loyal champion of God.
Interior of the cathedral of Viamão.
Central image of the lateral altarpiece.

CATEDRAL DE VIAMÃO

Detail of lateral altarpiece of St. Michael, in Viamão's Cathedral.
Observe o capitel compósito (corintio com as volutas e jônico com folhas de acanto).

CATEDRAL DE VIAMÃO - RIO GRANDE DO SUL

Decoration detail in the lateral of St. Michael's altarpiece
in Viamão/RS

PARQUE DA REDENÇÃO

Park in PoA

ABOUT THE LOVE

About love
(Acrylic painting, tempera, wax and smoke on paper)

TRIÂNGULOS

Triangles