INÍCIO

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16 agosto 2025

PESQUISADORES DESCOBREM A ORIGEM DA BATATA


LA PAPA
A BATATA


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PAPALISA
OUTRA BATATA ANDINA IMPORTANTE
ILLUCUS TUBEROSUS CALDAS, 1809


As cores das batatas illuco (1)
Ullucus é um género monotípico de plantas com flor pertencente à família Basellaceae, nativo da região andina da América do Sul. A única espécie validamente descrita é Ullucus tuberosus, conhecida pelo nome comum de oluco ou uluco, cultivada para produção de tubérculos ricos em amido e secundariamente como hortaliça, sendo uma das colheitas de raiz mais extensa e economicamente importantes na região andina da América do Sul, perdendo somente para a batata.

Illucus tuberosidade Caldas, 1809.

Día Nacional de la Papa: Perú tiene más de 3,500 variedades de este cultivo andino.
(Título de uma matéria de um jornal peruano que não lembro o nome).



ORIGEM DA BATATA ANDINA
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Tomate para batata? “To-mah-to” para “po-tah-to”? Acontece que podemos agradecer ao tomate pela nossa amada batata.

Um novo estudo, publicado na revista Cell, rastreou as origens genéticas da batata moderna. Os resultados mostram que um cruzamento entre um parente antigo do tomate e outra planta há oito ou nove milhões de anos deu origem à primeira batata. Esse "romance" vegetal resultou em uma combinação genética que produziu um tubérculo grosso e rico em amido, o nascimento do icônico alimento que todos conhecemos e amamos. 



(Como a batata passou de proibida a amada.)


Como os pesquisadores rastrearam a linhagem da batata 

Mais do que apenas um ingrediente delicioso em nossas refeições favoritas, a batata é a terceira cultura básica mais importante do mundo. Ela pode ser cultivada plantando parte de um tubérculo no solo, que cresce em uma nova planta, um clone da original, que pode acumular mutações ruins ao longo do tempo. 

A batata como a conhecemos hoje contém muitas mutações que podem torná-la mais frágil. “Gostaríamos de eliminá-las”, diz Sanwen Huang, biólogo de genomas do Instituto de Genômica Agrícola de Shenzhen, na China, que participou do estudo. Ele está em uma missão para desenvolver um novo híbrido de batata, com menos mutações prejudiciais e que também possa ser cultivada a partir de sementes — ao contrário das batatas modernas, que não podem. 

Se mais batatas fossem cultivadas a partir de sementes, os cientistas poderiam eliminar as mutações ruins, assim como os riscos de doenças às quais os clones são propensos. Afinal, ninguém quer outra Grande Fome da Batata na Irlanda. 

(Conheça o Lumper: a nova batata antiga da Irlanda.)

As batatas pertencem ao gênero “Solanum”, o mesmo que inclui tomates, berinjelas e pimentões, entre outros. É “um dos gêneros de plantas floríferas com mais de 1.000 espécies”, explica Sandra Knapp, taxonomista de plantas do Museu de História Natural de Londres, que participou do estudo. 

Knapp está interessada em descobrir as relações entre as plantas do gênero, então ela se uniu a Huang. “Ele está interessado em batatas. Nós estamos interessados em Solanum”, diz Knapp. “Percebemos que havia algo interessante aqui.” 

Usando sequências completas do genoma, Knapp e seus colegas construíram uma árvore genealógica com seis espécies de batata e a compararam com outras 21 espécies de Solanum. Eles também analisaram outros 128 genomas para determinar o quão próximas as espécies de batata estão das demais. 

Eles descobriram que as batatas estão relacionadas tanto ao grupo do tomate quanto a outro grupo de plantas chamado Etubersoum. “É uma linhagem pequena, com apenas três espécies”, diz Knapp.

Acima do solo, as plantas do grupo Etubersoum se parecem com batatas, mas, ao contrário das batatas modernas, as espécies antigas e modernas de Etubersoum e tomates não conseguem formar tubérculos. 

Mas quando aquele tomate antigo e um Etubersoum se cruzaram há milhões de anos, formou-se um grupo híbrido chamado “Petota”. Esse novo grupo deu origem ao tubérculo. 


A ciência das batatas

Mas, se o tomate antigo e o Etubersoum não produziam tubérculos saborosos, por que o Petota conseguiu? Os cientistas descobriram que o novo grupo herdou uma mistura de genes dos dois grupos de plantas antigos, resultando em uma batata resistente. Por exemplo, o tomate contribuiu com o gene SP6A, que ativa a tuberização (sim, esse é o termo técnico). Já o Etubersoum trouxe o IT1, que controla o crescimento do tubérculo. 

Essa mistura genética aconteceu na hora certa. Knapp observa que o grupo do tomate geralmente prefere condições quentes e secas, enquanto o Etubersoum gosta de ambientes frios e úmidos. Porém, há cerca de 10 milhões de anos, a Cordilheira dos Andes começou a se elevar na costa oeste da América do Sul. 

As novas altitudes ofereceram condições frias, mas também secas. Os tubérculos armazenadores de energia do Petota “permitiram que essas novas plantas se expandissem para esses novos ambientes nos altos Andes”, explica Knapp. 


O futuro das batatas

Muitas vezes, a hibridização não tem um resultado positivo, observa James Mallet, biólogo evolutivo da Universidade de Harvard, que não participou do estudo. 

“Não é bom bagunçar seus genes dessa forma”, diz ele. Mas “ocasionalmente, surgem combinações estranhas de genes que não poderiam ter evoluído dentro de cada linhagem, é como se você estivesse sacudindo os dados novamente.” Essas novas combinações podem fazer uma grande diferença se houver novos habitats para colonizar, possibilitando o surgimento de novas espécies. 

E surgiram, de fato. Hoje, existem 107 espécies selvagens de batata. 

Ole Seehausen, ecólogo evolutivo da Universidade de Berna, na Suíça, afirma que este estudo é o primeiro a mostrar que uma invenção evolutiva crucial, o tubérculo, foi produzida pela hibridização de duas espécies. Ele observa que os próprios tubérculos podem ter ajudado as batatas a prosperar após essa “sacudida” genética. 

Reproduzir-se apenas por tubérculos tem suas desvantagens em relação a doenças. Mas também significa que o novo Petota não precisava imediatamente de acasalamento para transmitir seu novo emaranhado genético. A capacidade de se clonar “permite que linhagens híbridas que... realmente não conseguem se reproduzir sexualmente ainda sobrevivam”, observa ele, até que possam recuperar a fertilidade. 

Huang espera usar os novos conhecimentos sobre o caminho “do tomate à batata” para, potencialmente, criar plantas de batata mais saudáveis. Ele poderia usar o tomateiro como uma plataforma para novos genes e reintroduzi-los na batata, já que “o tomate está essencialmente livre de mutações prejudiciais”. 

No final, ele espera desenvolver sementes de batata, uma hibridização impulsionada pelo homem para ajudar nossas batatas fritas a se livrarem de mutações nocivas.




Fonte











10 agosto 2023

DIREITOS HUMANOS PARA QUEM?

DIREITOS HUMANOS


O mês do orgulho ja passou
entretanto fica um sentimento de desilusão
de impotencia e tristeza








Dossiê contabiliza 273 mortes violentas de pessoas LGBTI+ em 2022
Do total, 228 foram assassinatos, o que corresponde a 83,52% dos casos


Dossiê divulgado nesta quinta-feira (11) no site do Observatório de Mortes e Violências contra LBGTI+ no Brasil denuncia a ocorrência de 273 mortes dessas pessoas de forma violenta no país, em 2022. Desse total, 228 foram assassinatos, correspondendo a 83,52% dos casos; 30, suicídios (10,99%); e 15 mortes por outras causas (5,49%). No relatório, a sigla LGBTI+ se refere a pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, mulheres e homens trans, pessoas transmasculinas, não binárias e demais dissidências sexuais e de gênero. O dossiê será lançado na próxima terça-feira (16), às 16h, em Brasília, junto com o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania e a Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+.

A organização não governamental (ONG) Observatório de Mortes e Violências contra LBGTI+ foi fundada em janeiro de 2020 por Alexandre Bogas, diretor executivo da Acontece – Arte e Política LGBTI+, e pelo Grupo Gay da Bahia (GGB). Participam também a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) e a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT). A elaboração do dossiê teve apoio do Fundo do Reino dos Países Baixos e do Fundo Brasil de Direitos Humanos, que têm financiado uma série de ações realizadas pela Acontece LGBTI+.

Mortes

Em entrevista à Agência Brasil, Alexandre Bogas destacou que as 273 mortes correspondem a uma pessoa LGBTI+ assassinada a cada 32 horas, ou a uma média de duas mortes a cada três dias. O relatório foi baseado em registros de casos relatados em reportagens online, notícias de redes sociais e de portais eletrônicos. São procuradas informações também em institutos médicos legais (IMLs) e secretarias de Segurança Pública. Bogas disse que esses dados, embora mais restritos, também são trabalhados pelo observatório. Há também relatos pessoais incluídos na investigação. “A dificuldade principal nossa são os recursos, e a gente acaba dependendo de muito voluntariado para isso funcionar”.

Embora o total de crimes de ódio tenha apresentado declínio em relação ao ano anterior, quando foram registradas 316 mortes, Bogas afirmou que o Brasil continua campeão no ranking mundial desses crimes há 14 anos, seguido pelo México, com 120 mortes. Em 2020, foram apurados 237 assassinatos. “O Brasil é o país onde mais se mata LGBT no mundo”, lamenta o diretor.

Segundo o fundador do observatório, o dossiê evidencia que o Brasil é um país violento, tem uma quantidade de homicídios muita alta, de modo geral, e isso reflete na população LGBTI+ em especial, porque muitos casos têm agravantes, como a desfiguração do rosto das pessoas, corte de órgãos genitais e estupro. “Tem mais crueldade por estar vendo que a pessoa é LGBT, nos processos que a gente acompanha dos casos.”

O dossiê denuncia também a falta do olhar público para esses crimes. Além disso, em muitos casos, não se consegue descobrir que é o autor dos crimes. “O dossiê vem, justamente, fazer um alerta, vem denunciar o que vem acontecendo no Brasil desde sempre”. Embora os números apurados representem número elevado de assassinatos relacionados à identidade de gênero ou orientação sexual, esses dados ainda são subnotificados no Brasil.

Tipos de violências

O relatório de 2022 identificou 159 travestis e mulheres trans mortas e 97 gays assassinatos. Foram registrados ainda 18 suicídios cometidos por pessoas trans. Em relação à raça, 91 vítimas eram pretas e pardas e 94, brancas. O dossiê também destaca que 91 vítimas tinham entre 20 a 29 anos (33,33% dos casos). Além disso, 74 mortes ocorreram por arma de fogo e 48 mortes por esfaqueamento. As violências praticadas contra LGBTI+ ocorreram em ambientes diversos, como via pública, lar, prisão, local de trabalho, entre outros.

No que se refere à distribuição geográfica dos assassinatos, 118 foram registrados no Nordeste e 71, no Sudeste. O dossiê aponta o Ceará como o estado com o maior número de vítimas (34), seguido por São Paulo (28) e Pernambuco (19). Considerando-se, porém, o número de vítimas por milhão de habitantes, o ranking da violência LGBTIfóbica é liderado pelo Ceará, com 3,8 mortes, Alagoas (3,52) e Amazonas (3,29).

Dados preliminares de 2023, divulgados no relatório, revelam que nos primeiros quatro meses do ano foram registrados 80 assassinatos de pessoas LGBTI+, sendo que a população de travestis e mulheres trans representa 62,50% do total de mortes (50); os gays, 32,5% dos casos (26 mortes); homens trans e pessoas transmasculinas, 2,5% (duas mortes); e mulheres lésbicas, 2,5% (duas mortes). Não foi identificado nenhum caso contra pessoas bissexuais.

Segundo o observatório, diferentes formas de mortes violentas de pessoas LGBTI+ vêm ocorrendo no Brasil desde o período da colonização, “mesmo antes das denominações atuais de sexualidade e gênero". "Em função da LGBTIfobia estrutural, essas pessoas são colocadas em situação de vulnerabilidade por não se enquadrarem em um padrão socialmente referenciado na heteronormatividade, na binariedade e na cisnormatividade”, critica a ONG. A organização destaca que, entre 2000 e 2022, 5.635 pessoas morreram em função do “preconceito e da intolerância de parte da população e devido ao descaso das autoridades responsáveis pela efetivação de políticas públicas capazes de conter os casos de violência”. A homofobia configura crime no Brasil, assim como o racismo. A pena pode variar entre um a cinco anos, dependendo do ato homofóbico, além da aplicação de multa.

Políticas públicas

O dossiê sugere várias ações em termos de política pública para reverter esse quadro e tratar com mais igualdade essas pessoas. Entre elas, educação nas escolas, protocolo de policiais, campanhas públicas que incluam a diversidade. Essas políticas auxiliam, por exemplo, no aumento da empregabilidade, na capacitação de profissionais da saúde e na criação da delegacia especializada a grupos vulneráveis, indicou a ONG.

Outro lado

Procurada pela Agência Brasil, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo divulgou nota em que destaca que, se considerada a taxa de vítimas por milhão de habitantes, "São Paulo tem uma das menores taxas entre todos os estados do país, com menos de 1 morte por milhão de habitantes". O órgão ressalta que vem intensificando as ações de combate à violência de gênero e intolerância.

"Todos os homicídios, incluindo aqueles cujas vítimas pertencem à população LGBTQIA+ são investigados com rigor, pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), na Capital, pelos Setores de Homicídios das Seccionais na região metropolitana, e pelas Divisões Especializadas de Investigações Criminais (Deics) e Delegacias de Investigação Geral (DIG) no interior", acrescenta a nota.

Em nota enviada à Agência Brasil, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE) informou que atua, de forma articulada com seus órgãos vinculados, para reduzir a estigmatização e a vulnerabilidade de pessoas LGBTQIA+. Portaria publicada pela pasta em março deste ano estabeleceu novos protocolos de atuação para situações de violência contra pessoas do grupo vulnerável.

“Sobre os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), como são tipificadas as mortes violentas - com exceção dos latrocínios, os registros iniciais passaram a ser tratados como resultantes do processo de discriminação.” A investigação pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PC-CE) confirma ou descarta a seguir a relação entre o óbito e a LGBTfobia. O próximo passo, agora, será a edição de outra portaria pela Polícia Civil, que tratará das investigações e dos registros dos casos relacionados a pessoas LGBTQIA+. A nota destaca a existência ainda do Observatório Cearense dos Crimes Correlatos por LGBTQIAPNfobias. O grupo conta com representantes de todos os órgãos vinculados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, que analisam procedimentos policiais, identificam vulnerabilidades e sugerem protocolos de atuação.

Matéria alterada às 13h57 do dia 12/05/2023 para acréscimo do posicionamento da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e às 19h40 para inclusão da manifestação da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará.




Fonte



29 janeiro 2023

SEXUALIDADE E ESPORTE

SEXUALIDADE, ESPORTE 
E VIDA

Artigo de 
Kassandra Brabaw
(1)
15/III/2023


Sair do armário não é fácil, mas sair do armário em um esporte hipermasculino como “Wrestler” pode ser monumental e, claro, assustador. Então, quando o lutador profissional Anthony Bowens fez um vídeo idiota para o YouTube com seu namorado, ele estava compreensivelmente preocupado com seus amigos de luta livre tropeçando nele, mas decidiu deixar seu namorado postá-lo de qualquer maneira. 

Anthony Bowens and Michael Pavano

“Semanas depois, recebi uma mensagem que fez meu estômago revirar”, escreveu ele sobre o vídeo em um ensaio pessoal no outsports.com. “Era do meu melhor amigo no mundo do wrestling, e de alguém de quem especificamente fiz questão de manter meu segredo. O texto dizia: “Mano, por que você não me contou?” Eu sabia exatamente o que ele queria dizer, mas me fiz de bobo. “O que você quer dizer?” (What do you mean?)  Eu repliquei. E ele respondeu: “Eu vi o vídeo'.”

Ele ficou aliviado ao saber que seu amigo não teve problemas em saber que Bowens se sente atraído por homens e que vários outros amigos lutadores viram o vídeo e sentiram o mesmo. 

Bowens e seu namorado, Michael Pavano, namoravam há três meses quando postaram o vídeo no canal de Michael no YouTube. É o primeiro relacionamento de Bowens, escreveu ele no ensaio, embora saiba que é bissexual há muito mais tempo. “Eu estava confortável com a ideia de ser bissexual, mas não com a ideia de outras pessoas saberem”, escreveu ele. 

“Na época, eu estava jogando beisebol na Seton Hall University, onde todo o time tomava banho junto. Eles eram meus irmãos e meus medos eram irracionais, mas é difícil não pensar que eles não se sentiriam de certa maneira incomodados.” 

Bowens levou esses medos para o ringue com ele quando se tornou lutador, e por anos sentiu que assumir isso arruinaria sua carreira ou tornaria as coisas estranhas com seus amigos atletas. 

Conhecer o namorado, e desenvolver um relacionamento foi um ponto de virada, ele escreveu, mas ainda escondeu sua sexualidade por vários meses. “Eu disse ao Mike, ao entrar no relacionamento, que estava muito no DL por causa da minha carreira, então não podia fazer em público algumas das coisas que os casais normais fazem”, escreveu ele. “Foi totalmente injusto com ele, mas ele gostou de mim o suficiente para deixar isso de lado. Eu prometi que não seria para sempre. Chegou a hora em que meu amigo de luta livre viu o vídeo do YouTube.”

Depois de perceber que seus amigos estavam bem com isso, Bowens foi ao Facebook para tornar sua sexualidade pública. “Não vou fazer deste um post prolixo, mas acho que é hora. Só queria que todos soubessem que sou bissexual”, escreveu ele. “Estou ansioso para mudar as percepções e quebrar os estereótipos enquanto continuo em minha jornada. Não tenho paciência para negatividade, então, se isso te incomoda, por favor, me exclua. Obrigado!” Foi uma jogada corajosa, mas valeu a pena para Bowens, que está mais feliz do que nunca agora que seu segredo foi revelado. 

As sexualidades queer estão se tornando cada vez mais visíveis nos esportes com atletas como Michael Sam e Jason Collins se assumindo, mas se assumir como bissexual tem seus próprios desafios. Então, alguns fãs estão agradecendo a Bowens por se assumir e aumentar a visibilidade bissexual. 
“Eu admiro muito isso, você e o jovem Darren da WWE estão quebrando estereótipos. Continue assim”, escreveu um comentarista em uma foto do casal postada no Instagram de Bowens. “Legal! Bem-vindo ao clube bi”, outro escreveu em uma foto que Bowens postou “apresentando” seu namorado a seus seguidores no Instagram. 
Embora não haja dúvida de que ele esteja quebrando os estereótipos da sexualidade e homens queer (bi, gay, trans) nos esportes, estamos felizes que Bowens esteja feliz. 






















Comentários: Em andamento 


Fontes

Artigo traduzido de 

PERSEGUIÇÃO AOS HOMOSSEXUAIS DURANTE O TERCEIRO REICH



Embora a homossexualidade masculina houvesse sido mantida na ilegalidade na Alemanha durante o período da República de Weimar, conforme o Parágrafo 175 do Código Penal, os ativistas alemães dos direitos dos homossexuais tornaram-se líderes mundiais nos esforços para reformular as atitudes sociais que condenavam a homossexualidade. Muitos na Alemanha consideravam a tolerância aos homossexuais durante a República de Weimar, como um sinal da decadência alemã. Os nazistas se apresentavam como os defensores da moralidade, aqueles que dariam fim ao “vício” da homossexualidade, como forma de ajudar a vencer a luta racial. 

Assim que assumiram o poder em 1933, os nazistas intensificaram a perseguição contra homossexuais alemães do sexo masculino. A perseguição ia desde a dissolução de organizações homossexuais até o aprisionamento dos que tinham aquela orientação sexual em campos de concentração.

Os nazistas viam os homossexuais masculinos como fracos e efeminados, incapazes de lutar pela nação alemã. Eles percebiam os homossexuais como improváveis geradores de filhos, incapazes de aumentar a taxa de natalidade alemã. Os nazistas acreditavam que as raças inferiores se reproduziam em maiores números do que os “arianos”, e qualquer fator que diminuísse seu potencial reprodutivo era considerado um perigo racial.

Heinrich Himmler, chefe das SS, liderou a crescente perseguição contra os homossexuais no Terceiro Reich. As lésbicas não eram consideradas uma ameaça às políticas raciais nazistas e, geralmente, não eram alvos de perseguição. Da mesma forma, geralmente os nazistas não perseguiam homossexuais estrangeiros, a menos que eles mantivessem parceiros alemães ativos. Na maioria dos casos, os nazistas estavam dispostos a aceitar ex-homossexuais na sua “comunidade racial”, desde que eles se tornassem “racialmente conscientes” e desistissem do seu estilo de vida.

Em 6 de maio de 1933, estudantes, liderados pelas Tropas de Ataque (Sturmabteilung; as SA), invadiram o Instituto de Ciências Sexuais, em Berlim e confiscaram o acervo de sua biblioteca. Quatro dias depois, a maior parte daquele acervo de mais de 12.000 livros e 35.000 fotos insubstituíveis foi destruído, juntamente com milhares de outras obras literárias por eles consideradas “degeneradas”, em uma queima de livros no centro da cidade de Berlim. O material restante nunca foi recuperado. Magnus Hirschfeld, fundador do Instituto e um dos pioneiros do estudo científico da sexualidade humana, dava palestras na França na época e decidiu não retornar à Alemanha.

A destruição do Instituto foi o primeiro passo para erradicar uma cultura abertamente gay na Alemanha. A polícia fechou bares e casas noturnas destinadas ao público homossexual, como o “Eldorado”, e proibiu publicações especializadas, como o “Die Freundschaft” (Amizade). 

Nesta primeira fase, os homossexuais começaram a se isolar, com receio dos ataques nazistas, o que terminou por destruir suas redes de apoio. Em 1934, a Gestapo (polícia secreta do estado nazista) ordenou às forças policiais regionais alemãs que criassem e mantivessem listagens com nomes de todos os homens envolvidos em atividades homossexuais. Na verdade, em muitas partes da Alemanha, a polícia já assim o fazia há anos. Os nazistas usaram essas “listas cor de rosa” para prender indivíduos homossexuais durante suas ações policiais.


Em 28 de junho de 1935, o Ministério da Justiça fez uma emenda ao Parágrafo 175, fornecendo uma base legal para estender a perseguição nazista aos homossexuais. Os oficiais do ministério expandiram a categoria “atividades criminalmente indecentes entre homens” para incluir qualquer ato que pudesse ser interpretado como sendo homossexual. Posteriormente, os tribunais decidiram que mesmo a simples intenção ou pensamento sobre atos homosexuais já era razão suficiente para aprisionamento. 

Em 26 de outubro de 1936, Himmler criou no seio da Polícia de Segurança o Escritório Central do Reich para Combate ao Aborto e à Homossexualidade. 

Josef Meisinger, alemão condenado e executado em 1947 por suas ações brutais na Polônia ocupada, foi designado como o chefe do novo Escritório. A polícia tinha poderes para manter em custódia ou prisão preventiva aqueles homens considerados perigosos para a fibra moral da Alemanha, mantendo presos indefinidamente, sem julgamento, quaisquer pessoas que ela escolhesse. Além disto, assim que recebiam liberdade da prisão, os prisioneiros homossexuais eram imediatamente presos outra vez e enviados para campos de concentração, caso a polícia achasse provável que eles fossem continuar a se envolver em atos homossexuais.

De 1937 a 1939, os anos do ápice da perseguição nazista aos homossexuais, a polícia invadia cada vez mais frequentemente pontos de encontro de homossexuais, apreendendo livros de endereços e criando redes de informantes e agentes secretos para identificar e prender suspeitos de serem homossexuais. 

Em 4 de abril de 1938, a Gestapo emitiu uma ordem indicando que os homens condenados por homossexualidade poderiam ser presos em campos de concentração. 

Entre 1933 e 1945, estima-se que a polícia haja prendido cerca de 100.000 homens sob a acusação de homosexualidade. A maioria dos 50.000 homens condenados pelos tribunais por homosexualidade passou por um periodo em prisões comuns, e de 5.000 a 15.000 deles foram presos em campos de concentração.

Os nazistas prenderam alguns homossexuais nos campos de concentração imediatamente após a tomada do poder, em janeiro de 1933. Os prisioneiros vinham de todas as camadas da sociedade alemã, e muitas vezes tinham em comum entre eles apenas a homosexualidade. 

Alguns homossexuais por engano eram presos sob outras categorias, e os nazistas muitas vezes categorizavam propositadamente alguns prisioneiros políticos falsamente como homossexuais. 

Os prisioneiros, marcados com um triângulo rosa para simbolizar sua homossexualidade, eram tratados de forma extremamente cruel nos campos. De acordo com muitos relatos de sobreviventes, os homossexuais estavam dentre os grupos mais abusados nos campos.

Como alguns nazistas acreditavam que a homossexualidade era uma doença que podia ser curada, eles desenvolveram políticas para “curar” os homossexuais de sua “doença” através da humilhação e do trabalho árduo. 

Os guardas ridicularizavam e batiam nos prisioneiros homossexuais assim que eles chegavam, frequentemente separando-os dos outros detentos. Rudolf Hoess, comandante de Auschwitz, escreveu em suas memórias que os homossexuais eram segregados para evitar que a homossexualidade se disseminasse entre os demais detentos e os guardas. 

As equipes encarregadas dos detalhes do trabalho, na fábrica de foguetes subterrânea Dora-Mittelbau ou nas pedreiras de Flossenbürg e Buchenwald, frequentemente atribuíam tarefas fatais para os homossexuais.

A sobrevivência nos campos assumiu muitas formas. Alguns detentos homossexuais conseguiam trabalhar como agentes penitenciários e pessoal de escritório; para outros prisioneiros, a sexualidade tornou-se um meio de sobrevivência: em troca de favores sexuais alguns Kapos protegiam um determinado prisioneiro, geralmente jovem, dando-lhe comida extra e evitava que fosse abusado pelos demais. 

Os próprios homossexuais raramente se tornavam Kapos devido à falta de uma rede de apoio. A tutela de um Kapo também não era garantia de proteção suficiente contra a brutalidade dos guardas. Em vários casos, quando o Kapo se cansava de um protegido, matava-o e encontrava outro no próximo trem que chegasse com prisioneiros. 

Embora os detentos homossexuais pudessem garantir proteção em alguns aspectos enquanto indivíduos, como grupo eles não tinham uma rede de apoio comum aos demais. Sem tal ajuda para mitigar a brutalidade da vida nos campos e prisões, os prisioneiros homossexuais não tinham grande probabilidades de sobreviver por muito tempo.

Um caminho disponível para a sobrevivência de alguns homossexuais foi a castração, que alguns oficiais da justiça criminal defendiam como uma maneira de “curar” o desvio sexual. Réus homossexuais em processos criminais ou em campos de concentração podiam concordar com a castração em troca de penas reduzidas. Posteriormente, os juízes e oficiais das SS nos campos passaram a poder decretar a castração sem o consentimento do prisioneiro homossexual.

Os nazistas, interessados em encontrar uma “cura” para a homossexualidade, expandiram esse programa para incluir experiências “médica” em prisioneiros homossexuais nos campos de concentração. Tais experiências causavam doenças, mutilações e levavam até mesmo à morte, sem produzir qualquer tipo de conhecimento científico proposto pelos nazistas.

Não existem estatísticas corretas sobre o número de homossexuais que morreram nos campos.

Fonte




OS HOMEN DO TRIÂNGULO ROSA


Na Alemanha nazista, em 28 de janeiro de 1935, o Ministério da Justiça reviveu e alterou o "Parágrafo 175", o antigo estatuto prussiano criado em 1871 que tornava a homossexualidade um crime punível com prisão. 

A lei foi aumentada em severidade e tornou-se a base legal para a perseguição sistemática de homossexuais masculinos. Os nazistas acreditavam que a homossexualidade ameaçava a pureza do povo alemão, que os gays corrompiam os jovens, impedindo-os de viver uma vida normal de casados ​​e, portanto, eram uma ameaça à raça. 

A homossexualidade foi denunciada como uma luxúria antinatural e acusada de ser intrinsecamente antigermânica, uma doença importada por judeus e apoiada por comunistas, inimigos do povo ariano. Prisão e esterilização foram as penalidades iniciais, mas Heinrich Himmler revelou seu verdadeiro desígnio quando disse que o "extermínio dos degenerados" estava de acordo com os antigos princípios nórdicos (uma ideia interessante considerando que muitos dos Deuses-meninos-moribundos, a quem compare Antínous, foram mortos como rituais de sacrifícios humanos.) 

Homens foram presos e enviados para os campos de concentração às dezenas de milhares. Eles foram distinguidos pelo sinal do triângulo rosa e submetidos a condições extremas de abuso. 

Os Homens do Triângulo Rosa eram espancados regularmente, submetidos a trabalhos forçados, privados de comida e expostos às intempéries. Eles foram abusados ​​pelos guardas nazistas e por outros prisioneiros porque todos consideravam a homossexualidade o mais baixo dos baixos, um pecado e uma aberração, até mesmo os próprios homossexuais. 

Estima-se que 60.000 homens foram legalmente sentenciados sob o "Parágrafo 175", quase todos morreram, e esse número inclui apenas aqueles documentados na Alemanha. É impossível saber o número de homossexuais não registrados e de fora da Alemanha, mas pode ter sido o dobro. 

Os Homens do Triângulo Rosa foram perseguidos com tanto sucesso que, mesmo após a derrota nazista, o Parágrafo 175 permaneceu como lei, e muitos presidiários gays foram enviados para prisões regulares para cumprir suas sentenças. E isso aconteceu até 1969 quando a lei foi finalmente revogada. 

Nós nos lembramos com tristeza das legiões de Homens do Triângulo Rosa que tiveram mortes cruéis, desumana e aterradora sob os nazistas. Recordamos o mal que foi perpetrado com a bênção do “Parágrafo 175”. 

Esses homens são nossos Mártires, nosso Holocausto, nossos Santos Guardiões, eles sofreram para que fôssemos Livres. 

Jamais esqueceremos suas mortes dolorosas e miseráveis, e rogamos a Antinous, o Deus da Homoafetividade, que cuide de suas almas imortais e lhes dê descanso. Neste dia lembramos os horrores que foram levantados contra nós através da Emenda do “Parágrafo 175”.

Fonte