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07 fevereiro 2025

SIMBOLOGIA 4

SIMBOLOGIA 4

Símbolos compreendem todas as dimensões da vida humana desde o nascimento, a inserção na vida social, desenvolvimento e construção do papel individual e social no mundo. 

Símbolos são imagens, objetos, sinais ou gestos que representam ou substituem algo. 
Os símbolos são usados para expressar ideias, sentimentos, crenças, fatos, situações ou mitos. 
Os símbolos podem ser: 

Linguísticos
Uma forma encurtada de uma palavra, como o km, que representa quilômetro.

Gráficos
Uma imagem que representa uma ideia ou realidade.

Tridimensionais
Um objeto que representa uma ideia ou realidade.

Sonoros
Um som que representa uma ideia ou realidade.

Gestuais
Um movimento que representa ou corporifica uma ideia ou realidade.

Os símbolos, corporificam aspectos que envolvem todos os planos da vida humana, a saber o plano psicológico, espiritual, e o plano material.

A seguir são apresentados mais alguns símbolos de nossa cultura com alguns de seus prováveis significados. 


Om ou AUM
O símbolo OM de modo geral, materializado no mantra OM (símbolo sonoro) é a representação da vibração primordial, o primeiro som do Universo, a parte principal que constitui todos os outros mantras. Segundo o Mandukya Upanishad contém uma descrição detalhada do Om, dando sua interpretação simbólica:
“Om, aquele imutável (akshara), é tudo o que existe. O que foi, o que é e o que será, tudo é realmente a sílaba Om; e tudo o que não está submetido ao tempo triplo é também, realmente, a sílaba Om. (Mandukya Upanishad, 1)”
Ele simboliza a raiz de todos os sons existentes no universo e do mundo (natureza).

OM

Esse símbolo está vínculo com o terceiro olho e, por isso, é indicado para a intuição, clarividência e a elevação espiritual. Esse símbolo é a concretização do som OM, utilizado em mantras e na meditação. Ele representa os elementos do Universo e uma forma de simbolizar o Deus supremo.

Yin e Yang
Símbolo que fala sobre o início da existência do universo e a união entre as energias negativa e positiva, a dualidade do mundo. O Yin representa o feminino, a noite, a Lua, a terra e a escuridão. O Yang é o masculino, o Sol, o dia, o quente. Quando estão juntos, simbolizam a harmonia perfeita, o equilíbrio da vida e mostra que tudo é mutável.

Símbolo do Yin e Yang.

Yin e Yang são conceitos do taoismo que expõem a dualidade de tudo que existe no universo. Descrevem as duas forças fundamentais opostas e complementares que se encontram em todas as coisas: o yin é o princípio da noite, Lua, a passividade, absorção. O yang é o princípio do Sol, dia, a luz e atividade. Segundo essa ideia, cada ser, objeto ou pensamento possui um complemento do qual depende para a sua existência. Esse complemento existe dentro de si. Assim, se deduz que nada existe no estado puro: nem na atividade absoluta, nem na passividade absoluta, mas sim em transformação contínua.

Ankh ou Cruz Ansata
O ankh ou chave da vida é um antigo símbolo hieroglífico egípcio usado na arte e na escrita egípcias para representar a palavra "vida" e, por extensão, como um símbolo da própria vida.

Ankh

Ressureição e a chave da vida; esse símbolo tem origem no Egito e pode ser visto nas pinturas e esculturas dos deuses Osíris e Ísis. O mesmo também significa fertilidade, já que sua representação contém um formato oval, em referência ao feminino, e uma cruz, que é o sinal do masculino.

Cruz de Malta
Símbolo usado pelos cavaleiros templários, tem sido sugerido que esse símbolo surgido no século. XVI, tenha ligação com símbolos dos deuses Sumérios. 

Os oito pontos também simbolizam os oito obrigações ou aspirações dos cavaleiros:- viver na verdade
1) ter fé
2) arrepender-se dos pecados
3) dar prova de humildade
4) amar a justiça
5) ser misericordioso
6) ser sincero e incondicional
7) suportar a perseguição

Cruz de Malta. A cruz de Malta, também conhecida como Cruz de Amalfi, é o símbolo associado com a Ordem dos Cavaleiros de Malta (Cavaleiros Hospitalários) e, por extensão, com a ilha de Malta. A cruz é pátea, grega, de braços iguais em forma de "Vs", de oito pontas, cada um unindo os outros em seu vértice, deixando as outras duas pontas expandiu-se de forma simétrica. Seu design é baseado em cruzes usadas desde a Primeira Cruzada. É também o símbolo moderno de Amalfi, uma pequena república italiana do século XI. A cruz pátea (derivada do francês croix pattée significando cruz patada), por vezes chamada cruz templária, e na maioria das vezes apelidada de cruz de Malta, sendo mais do que uma cruz específica, é uma categoria de cruzes caracterizadas por terem pontas mais amplas no seu perímetro do que no centro, configurando "patas", ou, mais simplificadamente, um design heráldico para todas as cruzes de pontas abertas e iguais. É a união entre as energias femininas e masculinas, e tem forte poder protetor. Como amuleto, traz boa sorte, amplia as vibrações do ser e ajuda no realização dos sonhos e projetos. 

Serpente
É o símbolo da sabedoria. Pode ter diversos significados místicos, porém, em geral, simboliza a boa saúde, juventude e a sorte é sabedoria. Como símbolo para sabedoria é uma ferramenta para alcançar a sabedoria pela reflexão, estudo e meditação, o desenvolvimento espiritual e o domínio das paixões. 

Estatueta minoica da "Deusa das Serpentes", 1600 a.C., Museu Arqueológico de Heraklion.


Olho de Hórus ou Udyat
O Olho de Hórus, também conhecido como olho esquerdo wedjat ou olho udjat, especular ao Olho de Rá (olho wedjat), é um conceito e símbolo na religião egípcia antiga que representa bem-estar, cura e proteção.
O Olho de Hórus, ou Udyat é um símbolo oriundo do Antigo Egito. Dentre seus muitos significados e usos, os mais comuns e genéricos são os de poder e proteção, além da relação com Hórus, o deus dos faraós. É um dos amuletos egípcios mais populares de todos os tempos. Conta a lenda que o Hórus ao reencarnar traria consigo em seu "novo" corpo a marca do olho de Hórus em um dos dedos da mão direita o fazendo ser reconhecido pelos sacerdotes do templo, que levaria em conta outras demais características físicas para reconhecer a veracidade da sua reencarnação, como sinais ou marcas abaixo do peito (tórax) e no pé esquerdo. Sinais que representariam marcas da luta de Hórus com Set.

Olho de Hórus.

Segundo o mito egípcio, o olho esquerdo de Hórus simbolizava a lua e o direito, o sol. Durante um duelo pouco depois da formação do universo, o deus Set arrancou o olho esquerdo de Hórus, o qual foi substituído por este amuleto. Como o amuleto não lhe dava plena visão, foi-lhe posta também uma serpente sobre sua cabeça. Após se recuperar, Hórus organizou novas batalhas que o levaram à vitória decisiva sobre Set. O amuleto, então, passou a representar a união do olho humano com a vista do falcão, animal simbólico de Hórus. Era usado, em vida, para afugentar o mau-olhado e, após a morte, contra infortúnios do Além.
Esse é um antigo símbolo egípcio, muito propagado na cultura moderna. Ele é a representação do olho divino do rei Hórus. Seu poder místico está ligado com as energias lunares e solares, com a proteção do espírito e a clarividência do terceiro olho. Por isso, ele é utilizado para aguçar a intuição, ter mais proteção e identificar os inimigos. O olho esquerdo simboliza o Sol e o direito, a Lua.

Heptagrama
Um heptagrama, septagrama, septegrama ou septograma é uma estrela de sete pontas desenhada com sete traços retos. O nome heptagrama combina um prefixo numérico, hepta, com o sufixo grego -gram. O sufixo -gram deriva de γραμμῆ (grammē) que significa uma linha.
Representando proteção e saúde, esse símbolo é formado pela união de um pentagrama com a estrela de sete pontas. Enquanto o pentagrama representa o ser humano e sua conexão com os quatro elementos da natureza e do espírito, a estrela é o sinal dos sete arcanjos ou das sete vitalidades da criação.

Heptagrama. 



Pentagrama
O pentagrama, também conhecido como pentalfa, pentágono ou pentágono estrelado é um polígono estrela regular de cinco pontas, formado a partir dos segmentos de linha diagonal de um pentágono regular convexo (ou simples, ou sem auto-interseção). Ao se desenhar um círculo ao redor das cinco pontas cria um símbolo semelhante conhecido como pentagrama, que é amplamente usado pelos wiccanianos e no paganismo, ou como um sinal de vida e conexões universais.

Pentagrama.

A palavra pentagrama vem da palavra grega πεντάγραμμον, pentagramon, de πέντε, pente, cinco + γραμμή, grammē, linha. A palavra pentagrama refere-se apenas à estrela e a palavra pentáculo refere-se à estrela dentro de um círculo, embora haja alguma sobreposição no uso. A palavra pentalfa é um renascimento do século XVII de um nome grego pós-clássico para a forma.

Os primeiros pentagramas foram encontrados na cerâmica suméria de Ur c. 3.500 a.C., e a estrela de cinco pontas foi em vários momentos o símbolo de Ishtar ou Marduk. Símbolos do pentagrama de cerca de 5.000 anos atrás foram encontrados na cultura Liangzhu da China. Um pentagrama apareceu em um texto chinês sobre teoria musical do período dos Reinos Combatentes (c.475 - 221 a.C.) como um diagrama das relações matemáticas entre as cinco notas em uma escala musical chinesa específica. O pentagrama era conhecido pelos antigos gregos, com uma representação em um vaso possivelmente datando do século 7 a.C. O pitagorismo teve origem no século VI a.C. e usou o pentagrama como símbolo de reconhecimento mútuo, de bem-estar e para reconhecer boas ações e caridade.
Por volta de 300-150 a.C., o pentagrama permaneceu como o símbolo de Jerusalém, marcado pelas 5 letras hebraicas que soletravam seu nome.
No Neoplatonismo, o pentagrama teria sido usado como símbolo ou sinal de reconhecimento pelos pitagóricos, que chamavam o pentagrama ὑγιεία, hygieia, de “saúde”.


Um pentagrama entrelaçado para o lado direito, popular entre os wiccanianos e algumas outras crenças neopagão. A bandeira de Marrocos apresenta frequentemente a versão voltada para esquerda. Na Idade Média, era utilizado como um amuleto para proteção contra os maus espíritos e entidades. Já na bruxaria, é o símbolo místico dos cinco elementos. Em algumas culturas o pentagrama pode ter significados diferentes, por exemplo, na cultura Celta, simboliza o poder divino, que é o deus Morrigan. No Cristianismo, sua representação é o sinal das cinco chagas de Jesus.

Triluna ou Lua tripla
Nas tradições neopagãs é um símbolo próprio da religião WICCA e atualmente muito usado por essas correntes para simbolizar a polaridade feminina, tida como grande mãe, e seus aspectos de transformação em relação à lua; Virgem: lua crescente; Mãe: Lua Cheia e Anciã: Lua Minguante. Serve como símbolo da Deusa tríplice e como um evocador de bênçãos da mesma. É a representação das fases da Lua, crescente, cheia e minguante, em um único símbolo. Em geral, pode ser feita com a lua minguante sobre a cheia. Esse símbolo também é chamado de Triluna e é tido como um sinal da Deusa Tríplice, que representa as três fases da vida feminina: a Donzela, a Mãe e a Anciã.

Triluna com um triskelion ou triskele, no centro.


Triluna com um pentagrama no centro.



Fonte

Ronnberg, A. and Martin, k. O livro dos Símbolos. Reflexões sobre imagens arquetípicas. Köln, DE. TASCHEN, 2012.

Aristófanes, The Birds, Ann Arbor, MI, 1961. 

Gimbutas, Marija, The Language of the Goddess, SF, 1989. 

Von Franz, Marie-Louise, Shadow and Evil in Fairy Tales, Boston, 1995.


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