JEAN-MICHEL BASQUIAT
22 de dez de 1960 -12 de ago de 1988
Neo-Expressionismo, Arte Urbana
Street art
Jean-Michel Basquiat (chaptertwo)
Jeam-Michel Basquiat
Jean-Michel Basquiat, nasceu no Brooklin em New York City, 22 de dezembro de 1960 e morreu em Manhattan, na mesma cidade em 12 de agosto de 1988.
Basquiat ganhou popularidade primeiro como grafiteiro no centro de Manhattan e depois como artista neo-expressionista. Colaborou com Andy Warhol em muitas obras e exposições.
As pinturas de Basquiat ainda são uma influência para muitos artistas e alcançam preços altíssimos em leilões de arte mundo a fora.
Em 2017, sua pintura Untitled (1982) foi vendida por US$ 110,5 milhões, tornando-se uma das pinturas mais caras já compradas. Também estabeleceu um novo recorde para um artista americano em leilão.
Jean-Michel Basquiat photographed by Chalkie Davies in London, 1984.
Apesar de ter vivido apenas 28 anos, Jean-Michel Basquiat (1960 – 1988) teve uma vida cheia de desafios e conquistas. Nascido no Brooklyn, viu sua mãe a porto-riquenha Mathilde Andrada, ser internada em uma clínica psiquiátrica quando ele tinha dez anos de idade; a partir daí, ele é suas duas irmãs foram criados, pelo seu pai. Gerard Jean-Baptiste Basquiat.
Com uma aptidão invejável para as artes e uma facilidade surpreendente em aprender novas línguas, aos onze anos já era fluente em francês, espanhol, o pintor desenhava desde criança.
Em 1977 então com dezessete anos, Basquiat abandonou a escola faltando apenas um ano de concluir o ensino médio. Expulso de casa, vai morar com amigos e passa a se sustentar vendendo camisetas e postais nas ruas da cidade.
Basquiat alcançou notoriedade pela primeira vez no final dos anos 1970 como parte da dupla de grafiteiros SAMO, ao lado de Al Diaz, escrevendo epigramas enigmáticos por toda Manhattan, especialmente no centro cultural do Lower East Side, onde o rap, o punk e a arte de rua se fundiram no início da cultura da música hip-hop.
A peculiar assinatura dos dois, o pseudônimo SAMO, figurava junto de todos os grafites e significava a expressão “same old shit”, “a mesma velha merda” em tradução livre para o português.
Jean Michel Basquiat and Keith Haring at the Julian Schnabel Opening, Whitney Museum, NYC, 1987.
A carreira e a vida de Basquiat
Durante sua infância fora incentivado pela mãe à apreciar as artes plásticas, a desenhar, é a se envolver no mundo da cultura e da arte. E como era de se esperar sua estreia no circuito artístico de NYC se deu pelo graffiti, pela música e pela participação em regular em programas TV Party. Assim, foi através do grafite, ou arte de rua (Street Art) com mensagens enigmáticas que o artista Jean-Michel iniciou sua carreira.
O periódico alternativo “Village Voice” publicou um artigo sobre seu trabalho em Graffite.
Dois anos mais tarde, no início de 1980, o projeto chegou ao fim. Para concluí-lo, as paredes de alguns prédios do bairro de Soho foram grafitadas com a mensagem própria de epitáfios “SAMO IS DEAD” – “SAMO ESTÁ MORTO”.
Foi nesse período que Basquiat passou a frequentar a cena musical também como musicista: em 1979 formou a banda Gray, com o músico e ator Vincent Gallo (ainda desconhecido na época).
Junto com a fama do pseudônimo SAMO, as suas participações regulares no programa de televisão TV Party o introduziram como celebridade artística e foi aí que a sua carreira dentro do circuito de artes plásticas de fato se iniciou.
Martinelli (2022), traz uma frase usada por Basquait que diz afirma o seguinte:
“Não penso em arte enquanto estou trabalhando. Tento pensar na vida”.
As palavras de Basquiat resumem perfeitamente o ponto de vista de sua investigação artística, que, rica em múltiplos símbolos e significados, retirados da cultura negra norte-americana, muitas vezes parecem dissimulados por dispositivos estilísticos “crus” e “desfocados”, que utilizava com o objetivo de oferecer ao espectador uma visão “objetiva”, e, por vezes, um “dramático”, recorte da sociedade em que o escritor e pintor norte-americano viveu.
Em todas as suas obras há um discurso contundente contra o apagamento do negro na sociedade e sua desvalorização; em muitas delas ele traz nomes, ele cita e evoca personalidades negras importantes, do mundo do Show business. Assim, misturando o desenho e palavras e áreas coloridas, apresenta riqueza de conteúdo reunindo em cada obra um chamado, um eco do que vivencia o negro nessa sociedade.
A pintura de 1983 intitulada Hollywood Africans, trás a centralidade do tema racial, é uma denúncia de como os negros são tratados na indústria do entretenimento estadunidense.
Basquiat. Hollywood Africans, 1983.
Esta obra-prima, que é parte da coleção permanente do Whitney Museum of American Art, em Nova York, representa uma denúncia corajosa e sincera das formas como os afro-americanos eram representados na indústria do entretenimento da época, destacada, primeiro e sobretudo, pelo próprio título da pintura, que, de forma concisa e direta, justapõe os dois termos principais de "comparação" e "confrontação". Na tela, por outro lado, a referida história é contada a partir de um episódio do mesmo ano, em que o artista, já famoso em Nova York e não só, é o protagonista de uma viagem a Los Angeles, durante a qual, acompanhado do rapper Rammmellzee e do grafiteiro Toxic, ele deu uma passada em Hollywood, onde os três amigos, além de admirarem as pegadas de estrelas de cinema, tiraram fotos em uma cabine de fotos. É precisamente esta última imagem que tem sido reproduzida, como uma espécie de "trindade sintética", em Hollywood Africans , onde os rostos mencionados encontram o seu lugar num fundo amarelo, que, repleto de escritas e desenhos altamente simbólicos e alusivos, e lembram um pouco os muros de nossas ruas suburbanas. Diferentemente da realidade urbana, porém, em que os múltiplos grafites remetem a diferentes mensagens, a obra-prima de Basquiat se refere a um único tema social, tendo como objetivo denunciar como a elite branca do mundo cinematográfico da época tinha atores negros descaradamente estereotipados. De fato, as anotações “TOBACCO”, “SUGAR CANE” e “GANGSTERISM” indicam a prevalecente “guetização” de afro-americanos em papéis específicos dentro do mundo do entretenimento dos anos 1980, ao qual o artista quer idealmente se rebelar por também com a data de 1940, que, escrita na parte superior da pintura, provavelmente se refere ao ano em que a atriz Hattie McDaniel se tornou a primeira afro-americana a ganhar um Oscar, por interpretar a caricatura racial de “Mammy” em “E o Vento Levou” de 1939. Por fim, a história do amargo preconceito narrado pela obra-prima continua pela presença de inscrições alusivas rasuradas, que foram deliberadamente “retiradas” pelo artista para torná-las ainda mais visíveis, pois é sabido como nossa atenção se demora mais em o que é menos fácil de ler, alcançar ou interpretar (Martinelli, 2022).
Andy Warhol e J.M.Basquiat
Andy Warhol e J.M.Basquiat
Andy Warhol e J.M.Basquiat
Andy Warhol e J.M.Basquiat
Andy Warhol e J.M.Basquiat
Andy Warhol e J.M.Basquiat
Andy Warhol e J.M.Basquiat
Jean-Michel Basquiat photographed by Lee Jaffe in Carmel, New York, 1983.
Andy Warhol and Jean-Michel Basquiat photographed by Andy Warhol at the Tony Shafrazi Gallery in New York City, 1985.
Jean-Michel Basquiat by Richard Corman 1984
JEAN-MICHEL BASQUIAT: WORKS ON PAPER
Muscles of Right Orbit 1985.
Wax crayon on paper
52,07 X 77,47 cm.
Fonte



























































































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