DIA DA VITÓRIA
9/MAIO
“Toda uma vida não será suficiente para agradecer o que fez o Exercito Vermelho pela liberdade”. (Ernest Hemingway).
Há 77 anos, em 2 de maio de 1945, Yevgeny Khaldei produzia a icônica fotografia “Erguendo a Bandeira da Vitória sobre o Reichstag”, uma das imagens mais famosas da Segunda Guerra Mundial, símbolo da vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazista. A imagem foi tirada no mesmo dia em que Helmuth Weidling, comandante das tropas nazistas em Berlim, ordenou a cessação imediata da resistência, capitulando diante do Exército Vermelho. A rendição incondicional da Alemanha ocorreria 6 dias depois, em 8 de maio. Capítulo derradeiro da contraofensiva soviética, a queda de Berlim teve um custo elevado para o Exército Vermelho, mais de 78 mil soldados morreram na operação outros 274 mil foram feridos. A União Soviética é, de longe, o país que mais contribuiu na luta contra o nazismo. As forças soviéticas destruíram ou neutralizaram 607 divisões do Eixo entre 1941 e 1945. Para efeitos de comparação, Estados Unidos e Reino Unido, juntos, enfrentaram 176 divisões. Mais de 75% das baixas totais da Alemanha nazista (10 milhões, entre 13,4 milhões de soldados) foram provocadas pelas forças soviéticas. A União Soviética também mobilizou 2,6 vezes mais combatentes no conflito do que as outras 25 nações aliadas somadas. A União Soviética também foi o país que mais sofreu baixas e perdas humanas: 27 milhões de soviéticos foram mortos durante a guerra, quase 14% da população do país. O montante equivale a 4,5 vezes o número de judeus mortos no Holocausto. A família do fotógrafo Yevgeny Khaldei está entre as que foram vítimas das atrocidades nazistas. Seu pai e 3 de suas 4 irmãs foram mortos pelos alemães. “Eu perdoo os alemães, mas jamais esquecerei”, declarou pouco tempo antes de sua morte em 1997. A desproporção demográfica causada pela Segunda Guerra afeta a Rússia até os dias de hoje. Segundo o censo de 2018, a Rússia possui 10,7 milhões de mulheres a mais do que homens.
O chefe do 1º batalhão da 150ª divisão, capitão Stepan Neustroev, era o superior de Berest, Kantaria e Iegorov, e encarregado do hasteamento (1).
Yevgeny Khaldei
Dia da Vitória: um show de luzes e fogos de artifício iluminam a multidão que se concentra na Praça Vermelha para celebrar o anúncio da rendição da Alemanha nazista. Moscou, União Soviética, 9 de maio de 1945.
Não há registro de nenhum outro evento que tenha sido celebrado com tanto entusiasmo na União Soviética quanto a vitória sobre a Alemanha na Segunda Guerra Mundial. A felicidade era plenamente justificada.
Desde 1941, o país era o principal teatro de operações da guerra mais sanguinolenta da história. A Alemanha nazista submetera a população soviética a todo tipo de brutalidade, cometendo atrocidades e crimes de guerra numa escala nunca antes vista.
Ao menos 27 milhões de soviéticos morreram no conflito, quase 14% de toda a população do país. Os soviéticos, entretanto, resistiram heroicamente. Comandado pelo marechal Georgy Zhukov, o Exército Vermelho impôs sucessivas derrotas às tropas nazistas após a contraofensiva avassaladora iniciada em 1943. Após expulsaram os alemães de seu território, os soviéticos os subjugaram em todas as frentes do Leste Europeu. Avançaram então pela Europa Oriental libertando uma a uma todas as nações ocupadas pelos nazistas, até invadirem a Alemanha e tomarem Berlim, levando Adolf Hitler ao suicídio. Berlim se rendeu dois dias após a morte do Führer.
Algumas unidades leais ao Terceiro Reich seguiram oferecendo resistência por mais alguns dias. Na madrugada do dia 7 de maio de 1945, o Alto Comando das Forças Armadas da Alemanha reconhecia a derrota e oferecia sua rendição incondicional.
A cerimônia ocorreu na cidade francesa de Reims. O Instrumento da Rendição Alemã foi assinado por Alfred Jodl, oficial da Wehrmacht. Subscreveram o documento os generais Ivan Susloparov, em nome dos soviéticos, e Walter Bedell Smith, representando os Aliados ocidentais.
O major francês François Sevez assinou como testemunha. O Alto Comando soviético, entretanto, considerou o documento como um mero protocolo preliminar de rendição. Argumentando que a capitulação alemã era um evento histórico singular, os soviéticos afirmavam que a rendição não poderia ser firmada em um território libertado, mas sim no local de onde partiram as ordens do governo alemão, isso é, em Berlim.
Também disseram que o documento precisaria ser subscrito por representantes das três armas da Wehrmacht. Os Aliados concordaram com os argumentos soviéticos e organizaram um segundo ato militar de rendição, dessa vez na capital alemã.
O documento foi assinado na noite do dia 8 de maio nas instalações da Administração Militar Soviética em Berlim. Referendavam a rendição os oficiais alemães do exército, da marinha e da aeronáutica, Wilhelm Keitel, Hans-Georg von Friedeburg e Hans-Jürgen Stumpff.
Representando os aliados, subscreveram o marechal soviético Georgy Zhukov, o marechal britânico Arthur Tedder e o general estadunidense Carl Spaatz. O general francês Jean de Lattre de Tassigny assinou como testemunha.
O 8 de maio converteu-se na data de celebração do Dia da Vitória na Europa. No fuso-horário de Moscou, entretanto, já era 9 de maio quando o documento foi assinado, motivo pelo qual os soviéticos/russos celebram o Dia da Vitória nessa data.
Os soviéticos foram informados sobre a rendição alemã à 1h10 da madrugada do dia 9 de maio, por meio de um anúncio feito pelo locutor da Rádio Moscou Yuri Levitan: "Moscou está falando", dizia a transmissão.
“A Alemanha fascista foi destruída”.
Os moscovitas não esperaram amanhecer para comemorar. Saíram às ruas de pijama para celebrar. Uma gigantesca multidão começou a se concentrar na Praça Vermelha, no centro de Moscou, enquanto as autoridades improvisavam um show de luzes com refletores e fogos de artifício.
Foram horas e horas de entusiasmada comemoração. Houve até quem permanecesse na praça para ouvir o discurso de Josef Stalin proferido 22 horas depois.
Um jornalista que se dirigia à capital soviética na ocasião registrou de forma objetiva a intensidade dos festejos: "Tive sorte de comprar uma garrafa de vodca na estação de trem assim que eu cheguei, porque era impossível comprar depois."
"Não tinha mais vodca em Moscou em 10 de maio. Bebemos tudo".
Mesmo após a dissolução da União Soviética, o 9 de maio segue sendo comemorado como "Dia da Vitória", com feriado, desfiles militares e atos cívicos na Rússia e na maioria das ex-repúblicas da confederação.
A celebração chegou a ser abolida no Uzbequistão, mas retornou por reivindicação popular. Os países bálticos transferiram a comemoração para 8 de maio, em consonância com a Europa Ocidental. A maioria dos populares, entretanto, ainda mantém o hábito de celebrar no dia 9.
Faixa de São Jorge: Heroísmo em batalha.
09 de maio de 1945
o Dia da Vitória da URSS contra a Alemanha nazista de Hitler
Neste 9 de maio, depois do Dia das Mães, o mundo celebra os 83 anos da vitória contra o nazi-fascismo. Em 1945, o exército nazista, encurralado em Berlim e depois do suicídio de Adolf Hitler, assinou a redenção incondicional às tropas do Exército Vermelho da União Soviética, o que marcou o fim da Segunda Guerra Mundial no continente europeu.
O Dia da Vitória é o feriado que comemora a vitória sobre a Alemanha nazista em 1945. Foi inaugurado nas 15 repúblicas da antiga União Soviética, após a assinatura do Instrumento de Rendição Alemão no final da noite de 8 Maio de 1945 (depois da meia-noite, portanto, em 9 de maio, horário de Moscou). O governo soviético manteve o combinado e anunciou a vitória no início do dia 9 de maio após a cerimônia de assinatura em Berlim. Embora a inauguração oficial tenha ocorrido em 1945, a data tornou-se um dia de feriado oficial (não laboral) apenas em 1965 na URSS.
Início da guerra
Um bombardeio nazista destruiu a pequena cidade polonesa de Wielun em 1° de setembro de 1939. Dez minutos depois, começava o ataque a Westerplatte. As ofensivas marcaram o início do conflito que se estenderia até 1945.
Wielun símbolo da guerra total
“Wielun, onde morreram crianças, mulheres e idosos, é um símbolo da guerra total”, segundo o historiador Jan Ksiazek, diretor do Museu da Terra de Wielun.
A ordem de bombardear Wielun, uma cidade de cerca de 16.000 habitantes do centro da Polônia, foi dada pelo General Wolfram von Richthofen, ex-chefe da Legião Condor, cujos aviões tinha arrasado a cidade basca de Guernica em 1937, uma tragédia que inspirou a famosa pintura de Pablo Picasso.
Nos dois casos, a população civil foi massacrada, sem possibilidade de defesa, com o objetivo de semear o pânico.
Antigos moradores que voltaram pouco tempo depois a Wielun após a libertação, com a chegada do Exército Vermelho, não reconheciam mais a cidade. Não existiam ruas, nem marcos geográficos urbanos do passado, era uma terra arrasada.
Wielun foi palco do primeiro crime de guerra da Segunda Guerra Mundial. Em vários bombardeios, foram destruídos 70% da cidade, e 1.200 dos 16 mil habitantes perderam a vida.
Discurso do presidente da Polônia em 2019…
(…)
Esta é uma antiga cidade polonesa. Com certeza já era cidade − como apontam as fontes históricas − em 1286. Talvez tenha obtido os direitos de cidade em 1281. Já tem, portanto, a sua longa história. E nessa história vivenciou dois momentos terrivelmente trágicos. Em 1631 a cidade foi destruída por um incêndio, praticamente toda ela. A maioria das edificações com toda a certeza era então de madeira, ocorreu um incêndio e o fogo consumiu propriamente a cidade inteira, com exceção do castelo, o qual − ainda que em parte danificado − conseguiu sobreviver. A cidade foi reconstruída. As pessoas − os moradores daqui − a reconstruíram pela vontade de perdurar e de sobreviver, pela vontade de voltar às suas propriedades.
Trezentos anos depois − exatamente 308 anos depois − às 4h40, sem que ninguém esperasse por isso, teve início uma destruição que perdurou por todo aquele trágico dia e fez com que desaparecesse 90% do antigo centro − que 75% da cidade se transformasse em ruínas, e 1 200 pessoas − civis comuns − fossem mortas, assassinadas. Elas não esperavam por isso.
Propriamente − vendo as coisas racionalmente − não podiam prever que os vizinhos do outro lado da fronteira ocidental viessem de repente em aviões, naquela época com os mais modernos bombardeiros de mergulho Ju-87B, que havia menos de um ano faziam parte da frota aérea alemã, e − de repente e sem aviso − lançassem bombas sobre a cidade, na qual não havia exército, não havia nenhum tipo de instalações militares, sobre uma cidade que de forma alguma estava preparada para qualquer defesa. E que começariam pelo hospital − assinalado por uma cruz, como se costuma fazer de acordo com as normas e convenções. Naquele mesmo hospital morreram 32 pessoas − 26 pacientes, quatro enfermeiras e duas irmãs religiosas.
Quem poderia esperar que a Segunda Guerra Mundial se iniciaria por um ato tão drástico, promovido afinal por uma nação civilizada, uma das mais antigas que vivem na Europa? Por uma nação detentora de tão grande história, com tanta contribuição para a cultura europeia? Por uma nação na qual havia afinal muitas pessoas crentes? Quem poderia esperar que essa trágica guerra, que teve início naquele momento, começaria por aquele ato? Por um ato de barbárie − que não era na realidade um ato de guerra, mas de terrorismo? Por um ataque contra pessoas comuns?! (Parte do PRONUNCIAMENTO DO PRESIDENTE DA POLÔNIA NAS COMEMORAÇÕES DOS 80 ANOS DA ECLOSÃO DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL EM WIELUŃ)
O ataque à Polônia foi precedido de várias ações fictícias, com as quais a máquina de propaganda do Terceiro Reich quis fabricar motivos para uma guerra. Uma das provocações mais conhecidas foi o assalto à emissora alemã em Gliwici, perto da fronteira polonesa. Na tarde de 31 de agosto de 1939, alguns homens da SS, a tropa de elite do regime nazista, chegaram à emissora armados e em trajes civis, para transmitir que a emissora havia sido ocupada por poloneses do Terceiro Reich.
Outros veículos de comunicação alemães noticiaram a existência de rebeldes poloneses em solo alemão, supostamente apoiados pelo Exército polonês. Assim, Hitler tentava mobilizar seus soldados e retratar os alemães como vítimas.
Após a guerra, Wielun foi reconstruída. Hoje é uma bela e próspera cidade de 25.000 habitantes, com ruas e parques cuidados, orgulhosa de sua identidade de ex-cidade real fundada no século XIII.
Mortes na Segunda guerra
Ninguém pode dizer exatamente o número de pessoas entre soldados e civis que perderam a vida nessa guerra total. A maioria dos historiadores supõe hoje que 55 milhões de pessoas tenham morrido na Europa e na Ásia. Mas também há pesquisadores que falam em até 80 milhões de mortes.
Dos 26 países envolvidos no conflito, a União Soviética sofreu as maiores perdas, com um número de mortos entre 26 milhões e 27 milhões de mortos.
A Polônia registrou até seis milhões de mortes, o que corresponde a 17% de sua população na época. Seis milhões de judeus foram assassinados na Europa.
Na Ásia, a China sofreu as maiores perdas humanas, com 13,5 milhões de mortos na Segunda Guerra. No total, 26 países perderam mais de 10 mil de seus cidadãos nesse conflito.
HISTÓRIA
A Segunda Guerra Mundial foi um dos maiores conflitos do século XX. Iniciada em 1939 e terminada seis anos depois, envolveu dois grupos de países: os Aliados, liderados pela União Soviética (URSS, dissolvida em 1991) e pelos Estados Unidos contra as forças do Eixo, liderado pela Alemanha nazista de Hitler. Diversos acontecimentos marcantes foram decisivos para o fim da guerra. A captura do ditador italiano, Benito Mussolini, em 27 de abril de 1945, pelos Partigianos, a resistência italiana, levou à sua execução no dia seguinte.
Dias depois, com os acontecimentos ocorridos durante a Batalha de Berlim (iniciada em 16 de abril), e percebendo sua definitiva derrota, o ditador alemão Adolf Hitler resolveu evitar o destino de Mussolini e suicidou-se no seu bunker, em 30 de abril, juntamente com Eva Braun, sua companheira. Em 2 de maio, ocorreu o cessar-fogo na Itália. O mesmo dia, ainda, culminou com a Queda de Berlim e a primeira rendição alemã. Em 5 de maio, a resistência tcheca iniciou o Levante de Praga. Em 8 de maio, o Primeiro Ministro britânico Winston Churchill fez uma transmissão pelo rádio e anunciou que as hostilidades haviam terminado nas Ilhas do Canal.
A derrocada nazista ocorreu em 07 de maio de 1945, quando o general Alfred Jodl, do Alto Comando Alemão, assinou a incondicional rendição de todas as forças germânicas. O anúncio oficial seria feito só no dia 9, mas a imprensa noticiou no dia 8, que entrou pra história como o Dia da Vitória na Europa. A União Soviética manteve os festejos conforme o combinado, celebrando o fim da Grande Guerra Patriótica, como ficou conhecida na Rússia e nos países da antiga URSS, em 9 de maio.
Nove de maio está entre as datas mais lembradas pelos russos, junto com a Revolução Russa de 1917 e o primeiro voo espacial de Yuri Gagárin.
Pelo mundo, milhões de pessoas festejaram o fim da guerra, que, em certas partes do oriente, ainda durou mais alguns meses. Uma das celebrações mais marcantes ocorreu em Londres, onde mais de um milhão de pessoas comemoraram o fim do conflito.
BRASIL
O Brasil foi o único país da América Latina que participou diretamente dos conflitos na Europa. A Força Expedicionária Brasileira, FEB, enviou cerca de 25 mil soldados ao norte da Itália, onde lutaram junto ao Exército Americano. Foi protagonista de vitórias importantes, tomando regiões dominadas pelos nazistas, como a famosa tomada de Monte Castello (que durou três meses), e batalhas em Massarosa, Camaiore e Monte Prano e Castelnuovo. E foi na Batalha de Montese, em 14 de abril de 1945, que a atuação da FEB foi considerada essencial para retomada da Itália.
A participação do Brasil nos conflitos era desacreditada e dizia-se que era mais fácil uma cobra fumar do que o país integrar os esforços de guerra. Em 2 de julho de 1944 ocorreu a viagem do primeiro contingente da Força Expedicionária Brasileira, sob o comando do general Zenóbio da Costa. O país entrou oficialmente na guerra e “a cobra fumou”. Por conta disso, os soldados utilizaram o desenho de uma cobra fumante como seu símbolo. Mais de 400 militares morreram em batalha e são considerados heróis da nação.
O Brasil celebra o Dia da Vitória com diversas atividades, como exposições e desfiles de veículos de combate, solenidades como a do Monumento Nacional em Homenagem aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, popularmente conhecido como Monumento aos Pracinhas (como eram chamados os soldados da FEB), no Aterro do Flamengo, e a entrega da Medalha da Vitória a ex-combatentes e civis que os representam. Segundo o Ministério da Defesa “a Medalha da Vitória se destina a agraciar militares das Forças Armadas, civis nacionais, militares e civis estrangeiros, policiais e bombeiros militares e às organizações militares e instituições civis nacionais que tenham contribuído para a difusão dos feitos da Força Expedicionária Brasileira e dos demais combatentes brasileiros durante a 2ª Guerra Mundial”.
(Rodrigo Basile)
Reparação
A Segunda Guerra Mundial foi uma guerra ofensiva provocada pelos nazistas e travada com dureza implacável. Além disso, deve ser levada em conta a forma de rendição. A capitulação foi "incondicional", ou seja, não houve praticamente nenhuma negociação entre vencedores e perdedores. Os Aliados ditaram as regras e os prejuízos. Mas a Alemanha não foi obrigada a pagar tudo. O país e sua economia estavam em ruínas. Por isso, as reparações tiveram uma natureza mais simbólica.
Quanto a Alemanha realmente pagou?
Imediatamente após o fim da guerra, as potências vitoriosas, sobretudo a União Soviética, começaram a desmantelar as instalações industriais alemãs nas suas zonas de ocupação e a transportar grandes quantidades de produtos alemães para os seus países. Além disso, confiscaram ativos estrangeiros alemães e patentes. Mais tarde, quando sua economia começou a se reerguer, acordos obrigaram a Alemanha a pagar várias vezes.
Segundo cálculos de historiadores alemães, a Alemanha pagou até hoje um total de 951 bilhões de euros em compensações, dos quais 76,7 bilhões de euros foram para reparações individuais. Em 1952, o então jovem estado de Israel recebeu 3 bilhões de marcos alemães para refugiados judeus da Alemanha, e a Conferência sobre Reivindicações Materiais Judaicas Contra a Alemanha requereu mais 450 milhões de marcos para vítimas judaicas da Shoah fora de Israel.
Os americanos foram os primeiros a seguir a tática de não abusar da situação financeira da Alemanha. Em primeiro lugar, porque não queriam repetir os erros cometidos no Tratado de Versalhes,depois da Primeira Guerra Mundial, mas também porque precisavam de uma Alemanha forte como parceira na Guerra Fria.
Por isso, com o Plano Marshall, os EUA deram um forte apoio financeiro aos alemães, lançando as bases para o milagre econômico. Mas a Alemanha se tornou tão rica que assumiu reparações na forma de acordos bilaterais, por exemplo, após o colapso do regime comunista, com a Rússia, Belarus, Ucrânia e Polônia.
O Exército alemão e os braços armados da SS atacaram, assassinaram e destruíram na Polônia e Grécia, como se não houvesse amanhã. E ambos receberam da Alemanha indenização por apenas uma fração dos danos de guerra que sofreram.
Durante décadas, a Grécia não fez valer os seus direitos para não colocar em risco as lucrativas relações econômicas com a Alemanha. Mas isso mudou quando o governo progressista assumiu em Atenas, em 2015.
Já para a Polônia inicialmente foi mais importante que a Alemanha finalmente reconhecesse a Linha Oder-Neisse como fronteira. Depois que isso aconteceu com o Tratado 2+4, desenvolveu-se uma relação bilateral de confiança mútua. Mas com a o início do governo nacionalista conservador na Polônia em 2015, as relações esfriaram significativamente, e as demandas por reparações se tornaram populares.
Até agora, o governo alemão vem rejeitando categoricamente negociações nesse sentido, com o argumento de que já foram feitos vários acordos internacionais e que, tantas décadas após a Segunda Guerra, expirou o prazo para tais reivindicações.
Fonte
A Faixa de São Jorge é o símbolo militar amplamente reconhecido na Rússia. A Ordem de São Jorge, santo tradicional na cultura russa, foi estabelecida em 1769 por Catarina a Grande, e é uma das mais altas condecorações na Rússia. A faixa de São Jorge une a todos os russos na lembrança do fim da ameaça nazista em todo o planeta, a ameaça que a extrema direita representa contra a humanidade. As cores laranja e negro simbolizam o fogo e a pólvora, as cores da glória militares russas.
Faixa de São Jorge heroísmo em batalha
Fita: A fita da Ordem de São Jorge é laranja com três listras pretas, comumente chamadas de "Fita de Jorge". Simboliza o fogo e a pólvora: as "cores da glória militares" russas, e também se acredita que sejam derivadas das cores do brasão imperial russo original (águia negra sobre fundo dourado). Foi posteriormente associado às cores das unidades da Guarda Russa. Ao contrário das outras classes, a quarta classe da Ordem de São Jorge pode ser concedida a oficiais subalternos, enquanto o restante é para oficiais superiores e oficiais de bandeira.
A Ordem de São Jorge (russo: Орден Святого Георгия, Orden Svyatogo Georgiya) é a mais alta condecoração militar da Federação Russa. Originalmente estabelecido em 26 de novembro de 1769 (no calendário Juliano) (no calendário Gregoriano 7 de dezembro de 1769) como a mais alta condecoração militar do Império Russo para oficiais e generais comissionados pela Imperatriz Catarina, a Grande. Após a Revolução de Outubro em 1917, foi concedido pelo movimento Branco sob Alexander Kolchak até seu colapso em 1921. A ordem foi revivida na Federação Russa em 8 de agosto de 2000 pelo Decreto №1463 do Presidente da Rússia. Os atuais critérios de atribuição foram alterados em 7 de setembro de 2010 pelo Decreto Presidencial 1099.
"Victory Banner #5", erguido no telhado do edifício do Reichstag, DE.
Selo soviético, 1945. A inscrição na parte inferior escrita em letra cursiva, abaixo do soldado soviético agitando a bandeira vermelha com Joseph Stalin, diz: "Viva nossa vitória!"
(Soviet stamp, 1945. The inscription on the bottom written in cursive, below the Soviet soldier waving the red flag with Joseph Stalin on it, says, "Long live our victory!")
(Укрпошта. Vizu at ru.wikipedia)
O conflito, que durou seis anos, gerou cerca de 45 milhões de mortes, entre eles, 27 milhões de soviéticos. Por isso, na Rússia, anteriormente umas das 15 repúblicas socialistas soviéticas, anualmente se celebra a memória dos mortos em combate e o legado da URSS na defesa da paz mundial com um desfile militar na Praça Vermelha de Moscou.
O evento conta com a presença de familiares das vítimas, veteranos de guerra e autoridades do governo russo.
“Foi e seguirá sendo uma festa sagrada para a Rússia, para nosso povo. O povo soviético defendeu a Pátria e liberou a Europa da peste, emitindo uma sentença histórica contra o nazismo”, declarou o presidente Vladimir Putin, durante a parada militar.
Há perigo real para a humanidade num momento de ascensão de governos com ideologias de extrema-direita no mundo.
“A história exige que tomemos conclusões e lições, mas lamentavelmente, há tentativas de reincorporar um arsenal de muito do que representava o ideário nazista, que estavam obcecados com sua teoria de exclusividade. Não há perdão, nem justificativa para aqueles que voltam a propor planos agressivos”.
Dia 09 de maio é o dia que autoridades de todo o mundo
enviaram felicitações ao governo russo.
“Nossas mais sinceras felicitações ao governo e povo russo pelo aniversário de 76 anos da vitória na Grande Guerra Pátria contra o fascismo. Uma façanha que salvou a humanidade e agradecidos, nunca esqueceremos”, afirmou o presidente cubano Miguel Díaz-Canel.
“Triunfo que foi possível graças à valentia e dos princípios inflexíveis do povo russo, que hoje, junto ao presidente Putin trabalham pelo caminho do novo mundo de paz”, publicou. (Nicolás Maduro).
O secretário geral da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (Alba-TCP), Sacha Llorenti, também recordou a data. “Comemoramos a derrota incondicional da Alemanha nazista e seus aliados. A homenagem fica aos que lutaram contra o nazi-fascismo. Além de uma menção especial ao Exército Vermelho, cuja luta decisiva não se apaga da História”, afirmou.
Relembre a história

Nas proximidades de Berlim, capital da Alemanha, o marechal germânico Wilhelm Keitel assinou a ata de rendição junto ao comandante do Exército Vermelho, Gueorgui Zhúkov/Telesur

A capitulação da Alemanha nazista, no entanto, já havia acontecido no dia 2 de maio, quando o exército soviético tomou a capital, Berlim / Reprodução / RT

Uma das fotos mais reproduzidas do Dia da Vitória foi o momento em que um soldado soviético alçou a bandeira da URSS em Berlim, declarando a derrota do nazi-fascismo representado pelos países do Eixo.

No dia 22 de junho de 1941, o líder nazista Adolf Hitler iniciou a Operação Barbarossa, ocupando parte do território soviético e gerando a morte de cerca de 27 milhões de cidadãos / La Izquierda Diario.

A rendição marcou o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa, por isso a data é celebrada como o Dia da Vitória na Grande Guerra Patriótica (Reprodução/Twitter).

Com o fim da guerra, mais de 10 milhões de soldados soviéticos começaram a retornar às suas casas ainda em maio de 1945 (Reprodução/RT).

O desfile militar do Dia da Vitória é uma tradição iniciada em 1965. Com o fim da URSS, em 1990, o evento deixou de ser realizado, sendo retomado cinco anos mais tarde, com a gestão de Putin. (Dimitar Dilkoff/AFP).

Além de um memorial aos mortos em combate, a Rússia celebra o Dia da Vitória com a presença dos veteranos da Segunda Guerra (Alexei Druzhinin/AFP).

Cerca de 12 mil militares participaram da parada neste 9 de maio de 2021, expondo nova tecnologia militar russa (Dimitar Dilkoff/AFP).
Donetsk People Republic
(Владимир Ђорђевић, Public Domain, WP)
Moradores de Donetsk carregam um laço (fita ou faixa de São João) e retratos de ancestrais que lutaram na Segunda Guerra Mundial, 9 de maio de 2015.
Luhansk People Republic
(Revolver 45, Public Domain,WP)
Fontes



























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