REFLEXÕES SOBRE A PÁSCOA
I
QUANDO?
A Páscoa é celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia que ocorre depois do equinócio da Primavera (no hemisfério norte, outono no hemisfério sul).
É a data equivalente à antiga regra de que seria o primeiro Domingo após o 14º dia do mês lunar de Nissan.
A Páscoa judaica é conhecida pelos judeus como Pessach, palavra do hebraico que significa passagem.
A Páscoa comemorada pelos judeus também é uma de suas festas religiosas mais importantes, assim como é a Páscoa para os cristãos.
A Páscoa judaica é celebrada de acordo com o calendário próprio dos judeus. Este calendário judeu (ou calendário hebraico) é conhecido por ser um calendário lunissolar, isto é, que se baseia nos ciclos da Lua e do Sol.
A Páscoa judaica é comemorada anualmente no dia 14 de nissan (ou nisã), pelo fato de que a primeira Páscoa comemorada pelos judeus, enquanto eram escravos no Egito, aconteceu nos dias 14 e 15 de nissan, há cerca de 3500 anos.
A primeira Páscoa aconteceu no contexto da escravidão dos hebreus no Egito. O povo de então, originários de Abraão, estabeleceram-se em Canaã e, depois de um tempo de seca e falta de alimentos, mudaram-se para o Egito, local no qual acabaram sendo escravizados. A libertação dos hebreus foi realizada por Moisés, logo após a execução das dez pragas no Egito, segundo a narrativa judaica.
durante a Pessach, os judeus não consomem nada que possua fermento, e, assim, todos os alimentos do tipo são vetados. Durante o jantar, uma série de alimentos é consumida, e cada um deles possui uma simbologia distinta. Vejamos o que cada alimento significa:
Matsá: é um pão sem fermento. Na tradição hebraica, os judeus, quando foram autorizados a sairem do Egito, não conseguiram esperar o pão fermentar, e, por isso, ele é feito de uma massa bem fina.
Vinho: é um vinho especial para Pessach e que também não é fermentado. São servidas quatro taças de vinho durante o Sêder.
Zeroá: é pedaço de osso com carne que foi tostado e simboliza o sacrifício.
Maror: é uma raiz amarga que simboliza a amargura do tempo da escravidão. A alface (chazeret) também é utilizada para simbolizar essa amargura.
Charósset: é uma pasta que mistura maça, uva e nozes (pode ter também tâmaras, canela e vinho). Simboliza a argamassa que era usada pelos judeus para fazer tijolos.
Água salgada: simboliza as lágrimas e o suor derramado pelos judeus durante a escravidão. É usada para o consumo de batatas cozidas.
Beitzá: é o ovo cozido que simboliza a esperança pela recuperação do Templo de Salomão. Simboliza também o luto pela destruição do templo.
Esses são os alimentos consumidos durante o jantar que inaugura a Páscoa judaica, mas os judeus cozinham e consomem outros pratos também, como o Guelfite fish, um bolinho de peixe com uma cenoura em cima. O Sêder é tão relevante na história judaica que a Última Ceia, momento marcante da história e vida de Cristo, foi celebrada durante um desses jantares típicos da Pessach.
II
HISTÓRIA
1. "Ecce panis Angelorum / factus cibus viatorum: / vere panis filiorum …
Eis o pão dos Anjos, / feito pão dos peregrinos, / verdadeiro pão dos filhos" (Sequência).
A Páscoa Cristã
Apesar de o Cristianismo ter surgido de uma seita derivada do Judaísmo, o significado da páscoa para os cristãos é diferente, pois relembra a vida de pregação de Jesus Cristo e os três dias da morte até a ressurreição de Cristo, no dia da Páscoa.
Domingo de Aleluia
A ressurreição de Cristo é um dos principais pilares da fé cristã, o que evidencia a importância dessa festa no calendário da religião.
Cristo, visto como Cordeiro de Deus, ofereceu-se em sacrifício para salvar a humanidade do pecado. Depois de ter sido crucificado e morto, ressuscitou após três dias.
A crucificação e ressurreição de Cristo teriam acontecido exatamente na época de realização do festival judaico, o que criou um paralelo entre as duas comemorações.
Na tradição cristã católica, a páscoa encerra a Quaresma, que é basicamente um período de quarenta dias marcado por jejuns.
A última semana da Quaresma, chamada de Semana Santa, é iniciada pelo Domingo de Ramos, que marca a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém; passa pela Sexta-feira da Paixão, que faz referência à morte de Cristo; e é finalizada no Domingo de Páscoa, que celebra a ressurreição de Cristo.
A data da Páscoa foi instituída pela Igreja durante o Concílio de Niceia, em 325 d.C.. A Igreja determinou que a primeira lua cheia após o equinócio de primavera seria a data para iniciar-se a comemoração da Páscoa. O equinócio marca o início da primavera no hemisfério norte.
Elementos pagãos na Páscoa
O cristianismo, em geral, durante o processo de conversão de povos germânicos pagãos, apropriou-se de inúmeras tradições desses povos. A Páscoa, sobretudo no hemisfério norte, possui algumas associações com tradições pagãs. Alguns historiadores relacionam a Páscoa com o culto à deusa germânica Eostern, também chamada de Ostara.
O termo Páscoa em inglês e alemão, inclusive, muito provavelmente tem sua origem baseada nessa deusa. Veja:
Easter, o termo em inglês para a Páscoa (perceba a semelhança com o nome “Eostern”);
Ostern, o termo em alemão para a Páscoa (perceba a semelhança com o nome “Ostara”).
As festas que aconteciam entre povos germânicos e celtas para essa deusa eram realizadas na mesma época da festa cristã. Com a cristianização desses povos, a tradicional festa pagã misturou-se com a comemoração cristã.
Atribui-se também os símbolos da páscoa, o coelho e os ovos, a elementos pagãos. Acredita-se que ovos e coelhos eram vistos por povos na antiguidade como símbolos da fertilidade. Assim, à medida que esses povos foram cristianizados, esses elementos foram sendo absorvidos pela festa cristã.
Assim, desenvolveu-se um vasto conjunto de traduções pagãs como enfeitar os ovos e escondê-los, criar coelhos, todos de origem germânicas e eslavas.
III
REFLEXÕES
Fato
No domingo de Páscoa, voltava da casa da minha mãe e no cruzamento da Av. Azenha com a Av. Ipiranga vi uma senhora negra que aparentava ter por volta de 30 anos de idade. Pedindo esmola no semáforo. Mas obviamente ninguém se comoveu. Ela estava visivelmente fora de seu juízo perfeito, tinha um ar muito humilde, carregava uma sacola e falava consigo mesma. Ela se espantava com a situação em que estava. Naquele momento eu não tinha nada comigo para amenizar seu sofrimento. Pensei e se fosse eu em seu lugar? Me senti sem chão, como se a Páscoa fosse para uma pequena parte dos humanos, que podem
anos ela deve estar nesse estado? E a família dela, com certeza deve estar na mesma situação. Eu ajudo com o que posso toda vez q vejo alguém com fome ou em situação de rua. Sofro como se fosse comigo, como se eu não tivesse nada, não tivesse ninguém a quem recorrer, ninguém com quem falar. Esse Deus de que falam seguramente há milênios se subtraiu do mundo. Quem tem que prover o bem estar do seu povo é o estado, são os gestores, que sabem que o sistema é excludente e concentrador de riqueza. Um sistema perverso que transforma o ser humano em coisa.
O Jesus histórico passou, como também todos nós um dia passaremos. Apenas o amor ao próximo nunca passa. Jesus Cristo passou há dois mil anos, mas nos legou uma série de pensamentos vivos que são baseados no amor.
Sei que ser pobre no Brasil é duro e muito triste. Pior ainda é viver num país com esse governo neoliberal genocida que concentra a riqueza nas mais de poucos. Quando a população tomara seu destino nas mãos e caminhará para um mundo melhor? Eu luto todos os dias da minha vida em prol do esclarecimento, da ciência, do bem estar e da arte. Não me importo comigo mas com os outros que nasceram e irão passar 9 gerações lutando para conseguir galgar um degrau na escala social.
Desejaria q todos fossem felizes e que vivêssemos um renascimento no amor e na compreensão do outro.
Não é a verdade que tem que fazer-se carne, mas o amor. O amor que tem q se tornar carne para que eu possa me colocar no lugar do outro para entender a sua existência e seu ser. Ele um dia disse que era o caminho, a verdade é a vida. Esqueceu-se do amor. O caminho deve ser o amor. A verdade deve ser o amor. A vida deve ser amar. Amar ao outro, amar sem ressalvas ou limitações. Somente o amor pelo outro curará o planeta.
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