RAÍZES DO POP
LARRY RIVERS
AVÔ E PADRINHO
DA POP ART
Expressionismo abstrato
Larry Rivers (1922-2002)
Larry Rivers começou a pintar em 1945 e estudou na Escola Hans Hofmann de 1947 a 1948. Ele obteve o BA em educação artística pela New York University em 1951.
Sua contribuição como avô e padrinho da Pop Art, vem do fato de ter sido o primeiro artista a fundir, amalgamar a arte não objetiva e não narrativa com a abstração narrativa e objetiva, usando principalmente pintura e colagem.
A pintura de 1953 “Washington Crossing the Delaware” foi danificada em um incêndio no museu cinco anos depois.
Larry Rivers, Washington Crossing the Delaware, 1953 (212.4 x 283.5 cm). Óleo, grafite e carvão sobre linho. MOMA.
Larry Rivers, Washington Crossing the Delaware, 1953 (212.4 x 283.5 cm). Óleo, grafite e carvão sobre linho. MOMA.
Larry Rivers, Washington Crossing the Delaware, 1960 (214.3 × 275.3 cm). Óleo e bastão oleoso sobre linho, Whitney Museum.
Larry Rivers, Washington Crossing the Delaware, 1960 (214.3 × 275.3 cm). Óleo e bastão oleoso sobre linho, Whitney Museum.
Larry Ricers era um artista vinculado ao Expressionismo abstrato, e a pop da Escola de Nova York. Suas obras apresentam objetos do cotidiano da cultura popular norteamericana como arte.
Rivers soube unir representação com abstração, parodiou a história da arte, antecipou em uma década as preocupações da Pop art e dos pintores do campo de cores e esteve profeticamente engajado no que os pós-modernistas poderiam chamar de apropriação e desconstrução.
O Expressionismo abstrato foi um movimento artístico com origem nos Estados Unidos, cujo auge foi atingido nas décadas posteriores à Segunda Guerra Mundial. Foi o primeiro movimento especificamente americano a atingir influência mundial, colocando Nova Iorque no centro do mundo artístico (posição previamente exercida por Paris, na França). Por vezes, é chamado de Escola de Nova Iorque (WP).
O movimento ganhou este nome por combinar a intensidade emocional do expressionismo alemão com a estética antifigurativa das Escolas abstratas da Europa, como o Futurismo, o Bauhaus e o Cubismo Sintético. O termo foi usado pela primeira vez para designar o movimento americano em 1952 pelo crítico Harold Rosenberg.
Campo de Cor (Color Field) é um estilo de pintura abstracta que surgiu em Nova Iorque durante as décadas de 1949 e 1950. Foi inspirada no modernismo europeu, e guardava algumas semelhanças com o Expressionismo abstracto, dado os seus primeiros artistas pertenceram a este estilo.
O Color Field caracteriza-se por grandes áreas de uma única cor sólida espalhadas numa tela, originando pinturas planas, sem qualquer tipo de profundidade. O estilo dá menos ênfase ao gesto, pinceladas e ação, favorecendo uma consistência geral de forma e processo. Nas pinturas deste estilo, a "cor foi libertada do contexto objectivo e torna-se, ela própria, o sujeito (WP).
Ele foi um dos onze artistas de Nova York apresentados na exposição de abertura da Terrain Gallery em 1955.
Durante o início da década de 1960, Rivers viveu no Hotel Chelsea, notável por seus residentes artistas entre eles podemos citar: como Bob Dylan, Janis Joplin, Leonard Cohen, Arthur C. Clarke, Dylan Thomas, Sid Vicious e várias pessoas associadas à Fábrica de Andy Warhol e para onde ele trouxe várias de seus amigos franceses nouveau réalistes como Yves Klein, que escreveu lá em abril de 1961 seu Manifeste de l'hôtel Chelsea, Arman, Martial Raysse, Jean Tinguely, Niki de Saint-Phalle, Christo, Daniel Spoerri ou Alain Jacquet, vários dos quais, como Rivers, deixaram algumas obras de arte no saguão do hotel em pagamento de suas estadas nos quartos do hotel.
Em 1965, Rivers teve sua primeira retrospectiva abrangente em cinco importantes museus norteamericanos. Seu último trabalho para a exposição foi A História da Revolução Russa, que mais tarde foi estendida em exibição permanente no Museu Hirshhorn e no Jardim de Esculturas em Washington, DC.
Ele passou o ano de 1967 em Londres colaborando com o pintor americano Howard Kanovitz.
Em 1968, Rivers viajou para a África pela segunda vez com Pierre Dominique Gaisseau para terminar seu documentário Africa and I, que fazia parte da série inovadora da NBC Experiments in Television. Durante esta viagem, eles escaparam por pouco da execução como suspeitos de serem mercenários. Durante a década de 1970, Rivers trabalhou em estreita colaboração com Diana Molinari e Michel Auder em muitos projetos de fitas de vídeo, incluindo os infames Tits, e também trabalhou em neon.
As pernas de Rivers apareceram no filme Up Your Legs Forever, de John Lennon e Yoko Ono, de 1971.
Obras de Larry Rivers
casou-se com Augusta Berger em 1945 e eles tiveram um filho, Steven. Rivers também adotou o filho de Berger de um relacionamento anterior, Joseph, e criou os dois filhos depois que o casal se divorciou. Ele se casou com Clarice Price em 1961, uma professora de escola galesa que cuidava de seus dois filhos.
Larry Rivers e Clarice Price tiveram duas filhas, Gwynne e Emma. Depois de seis anos, eles se separaram.
Pouco depois, viveu e colaborou com Diana Molinari, que participou de muitas de suas obras nos anos 1970.
Depois disso, Rivers morou com Sheila Lanham, uma artista e poetisa de Baltimore. No início dos anos 1980, a pintora figurativa Daria Deshuk viveram juntos e em 1985 tiveram um filho, Sam Deshuk Rivers (agora Sam D. Rivers). Na época de sua morte em 2002, o poeta Jeni Olin era seu companheiro. Rivers também manteve um relacionamento com o poeta Frank O'Hara no final dos anos 1950 e fez o elogio no funeral de O'Hara em 1966.
RICHARD HAMILTON
PAI DA POP ART
Richard Hamilton (1922-2011)
O artista plástico britânico Richard Hamilton é historicamente considerado o pai da Pop Art, onde expandiu o movimento em toda Inglaterra e além.
Começou a trabalhar como aprendiz em uma empresa de componentes elétricos e foi nas suas horas vagas onde começou a desenvolver suas habilidades para desenhar. Seus estudos iniciaram na Slade School of Art. Após isso, começou a expor os seus trabalhos, incluindo folhetos e cartazes, no Instituto de Artes Contemporâneas.
No início da sua carreira foi influenciado pelo movimento futurista e cubista. A composição das suas obras eram misturas de artes, colagens e pinturas. Seus trabalhos eram imagens do dia-a-dia, para fazer a colagem, relacionando-as com o consumo e a cultura popular. Sua principal e mais conhecida obra é a “O que faz os lares de hoje tão diferentes, tão acolhedores?”.
Richard definia o estilo Pop Art como popular, passageiro, descartável, de baixo custo e produzido em massa.
Richard Hamilton é frequentemente considerado o pai da Pop Art.
Seus conceitos e obras influenciaram movimentos no Reino Unido e nos Estados Unidos.
Características da POP ART
Em uma carta de 1957, Hamilton afirmou que "a arte pop é popular, transitória, dispensável, de baixo custo, produzida em massa, jovem, espirituosa, sexy, horrível, glamorosa e um grande negócio".
Embora seja menos conhecido do que Andy Warhol, foi Hamilton quem lançou as bases para a cultura pop e primeiro definiu seus objetivos e ideais.
Hamilton sempre nos lembra que a Pop Art se originou na Inglaterra, e é graças a ele que hoje podemos apreciar suas criações e de outros importantes artistas, movidos e inspirados por seu movimento.
A POP ART
A pop art não deve ser considerada um fenômeno de cultura popular apesar de estar muito interligada a ela, mas uma interpretação de seus artistas da cultura dita popular e de massas.
Este fenômeno baseou-se, em grande medida, na estética da cultura de massas, a mesma criticada pela Escola de Frankfurt.
O movimento influenciou muito o grafismo e os desenhos relacionados à moda.
Just what is it that makes today's homes so different, so appealing?
Esta obra de arte é uma colagem do artista inglês Richard Hamilton. Ele mede 260 mm × 248 mm.
A obra está atualmente na coleção do Kunsthalle Tübingen, Alemanha. Foi a primeira obra da Pop art a alcançar o status de ícone.
Características da pop art
1) Aproximação da arte com a vida cotidiana.
2) Utilização de cores intensas e vibrantes.
3) Reproduções de peças publicitárias.
4) Inspiração na cultura de massa.
5) Uso da serigrafia.
6) Imitação da estética industrial.
7) Reproduções em série do mesmo tema.
8) Uso da imagem de celebridades.
9) Busca inspiração no universo das HQ.
Ainda Expressionismo
Os pintores mais conhecidos do expressionismo abstrato são Arshile Gorky, Jackson Pollock, Philip Guston, Willem de Kooning, Clyfford Still e Franz Kline (WP).
A geração de Kooning e Pollock parecia ter sido, entre os expressionistas abstratos, composta por figuras em torno das quais a maioria dos críticos e dos artistas mais jovens se orientava. Incorporaram elas o emprego de uma palheta agressiva, conjugando traços geométricos e aleatórios da "pintura automática" um empaste pesado e grosseiro de pigmentos sobrepostos. O modo de pintar americano rompeu com a pintura de cavalete e elegeu como suporte a parede ou o chão, o que permitia que o artista tivesse uma resistência dura para trabalhar dos quatro lados, passando a estar literalmente "na" ou dentro da pintura. Utilizavam novos pigmentos, como o pesado empaste feito de areia, vidro moído, cinza vulcânica e a técnica do "dripping".
O expressionismo abstrato reúne um grande conjunto de manifestações, sendo possível identificar duas tendências principais. Uma, que se integra na corrente da Action Painting, inclui as obras de pintores como Jackson Pollock, Willem de Kooning ou Franz Kline. Nas suas obras, bastante gestualistas, a tinta era lançada diretamente na tela, através de gestos instintivos, onde o acaso e o aleatório determinavam a evolução da pintura. A outra tendência, a Color Field, mais meditativa ou "mística", integra os pintores Rothko e Gottlieb. Estes artistas exploraram preferencialmente as qualidades tácteis e os efeitos sensitivos da cor e produziram quadros abstratos utilizando poucos elementos, representados com limites indefinidos e relações cromáticas de grande subtileza (WP).
Bibliografia
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