Dharmachakra a roda do Dharma, a Lei
Dharmachakra (Sânscrito) Tibetano chos kyi 'khor lo, Chinês fălún 法輪, "Roda do Dharma" é um símbolo representando o dharma (Lei) no Hinduísmo e nos ensinamentos do Buda sobre o caminho para a iluminação. É também algumas vezes traduzida como roda da doutrina, roda da lei ou roda da vida. Um símbolo parecido é usado no Jainísmo.
(Fonte: Shazz, Esteban, barahona 1)
O símbolo dharma é representado como uma roda de biga (Sânscrito cakram) com oito raios. É o símbolo budista mais antigo conhecido encontrado na arte indiana, surgindo com a primeira iconografia pós-Harapa sobrevivente no tempo do rei Budista Axoca.
O Dharmachakra tem sido usado por todas as nações budistas como um símbolo a desde então. Na sua forma mais simples, o Dharmachakra é reconhecido globalmente como um símbolo do Budismo que encerra o resumo de todos os ensinamentos do Buda. Os raios representam o Nobre Caminho Óctuplo.
É este símbolo que se encontra na bandeira da Índia, sendo que no pavilhão indiano são 24 raios.
Nos sentenças descritas abaixo, o termo "Correto" é uma tradução da palavra samyañc (Sânscrito) ou sammā (Pāli), que denota plenitude, e coerência, e que possui o sentido de "perfeito" ou "ideal".
Compreensão correta: Compreensão de acordo com as Quatro Nobres Verdades, de maneira a entender as coisas como elas realmente são.
Pensamento correto: O pensamento da renúncia, de desenvolver as nobres qualidades, não tendo má vontade em relação aos outros, não querendo causar o mal (nem em pensamento).
Fala correta: Abster-se de mentir, falar em vão, usar palavras ásperas ou caluniosas. Falar a verdade, ter uma fala construtiva, harmoniosa, conciliadora.
Ação correta: Abster-se de destruir a vida, abster-se de tomar aquilo que não for dado, abster-se da conduta sexual imprópria.
Meio de vida correto: um modo de vida equilibrado, nem perdulário nem mesquinho e que não cause mal a outros seres. Inclui ter uma profissão que não esteja em desacordo com os princípios.
Esforço correto: Abandonar estados prejudiciais e as causas para futuros estados prejudiciais. Cultivar estados benéficos que tenham surgido e condições para futuros estados benéficos.
Consciência correta: Desenvolver consciência do corpo, fala e mente, em linha com o caminho óctuplo. (ver artigo para mais detalhes).
Concentração correta: Estabilidade e foco mental.
Avalokiteshvara mantra
Avalokiteśvara holding a lotus flower. Nālandā, Bihar, India, 9th century CE
Namo Ratna Trayaya, Namo Arya Jnana Sagara, Vairochana, Byuhara Jara Tathagataya, Arahate, Samyaksam Buddhaya, Namo Sarwa Tathagate Bhyay, Arhata Bhyah, Samyaksam Buddhe Bhyah, Namo Arya Avalokite shoraya Bodhisattvaya, Maha Sattvaya, Maha Karunikaya, Tadyata, Om Dara Dara, Diri Diri, Duru Duru Itte We, Itte Chale Chale, Purachale Purachale, Kusume Kusuma Wa Re, Ili Milli, Chiti Jvalam, Apanaye Shoha.
Este Bodhisttava tem em hindu o nome de Avalokiteshvara (अवलोकितेश्वर), em tibetano Chenrezig, em mandarim Kwan Yin (觀音) e em japonês Kannon (観音).
Kwan Yin representa a compaixão ou misericórdia de todos os Budas.
Kwan Shih Yin, como é frequentemente chamada, significa literalmente "aquela que considera, vigia e ouve as lamentações do mundo".
Segundo a lenda, Kwan Yin estava para entrar no céu, porém, parou no limiar ao ouvir os gritos do mundo.
Os símbolos característicos associados a Kwan Yin são um galho de salgueiro, com o qual ela esparge o néctar divino da vida; um vaso precioso, simbolizando o néctar da compaixão e da sabedoria, traços do Bodhisattva; uma pomba representando a fecundidade; um livro ou um pergaminho de orações que ela segura na mão, simbolizando o Dharma (ensinamentos) do Buda ou o sutra (texto budista) o qual Miao Shan, dizia-se, recitava constantemente; e um rosário a adornar o seu pescoço, através do qual ela clamava aos Budas por socorro.
Ava, prefixo verbal que significa "abaixo";
Lokita, particípio passado do verbo lok ("notar, observar, contemplar"), que aqui se usa no sentido ativo (uma irregularidade ocasional na gramática sânscrita); e
īśvara, "senhor", "governador", "soberano" ou "amo".
De acordo com as regras de sandhi, īśvara derivando em eśvara. Ao combinar estes elementos nos resta: "o senhor que olha para baixo (o mundo)".
A palavra Loka ("mundo") não está presente no nome, mas se entende como implícita.
OṂ MAŅI PADME HǕṂ.
The six syllable mantra of Avalokiteśvara written in the Tibetan alphabet.
(Fonte: C. J. Fynn / Wikimedia Commons)
Avalokiteshvara (em sânscrito Avalokiteśvara, "Aquele que enxerga os clamores do mundo"; em tibetano Chenrezig), é o/a Bodisatva (bodhisattva) que representa a suprema compaixão de todos os Budas.
Um Bodhisattva é aquela criatura que está adiantada ou pronta para alcançar o estado de BuDda; contudo faz voto de só alcançá-lo plenamente quando nenhum ser estiver mais no samsara, ou na roda de encarnações neste mundo.
Sendo a compaixão uma virtude central do budismo, Avalokiteshvara tornou-se muito conhecido por budistas e não budistas, sendo comum encontrar inscrições com seu mantra, Om mani padme hum, mesmo em meios não budistas.
A ligação entre Avalokiteshvara e o Buddha Amitaba é expressa por uma parábola que diz que o bodhisattva, ao ver o sofrimento nos infernos, fez o voto de só atingir a iluminação quando os esvaziasse.
Amitaba então perguntou que castigo ele receberia se falhasse e Avalokiteshvara lhe respondeu que poderia lhe partir a cabeça ao meio se não o fizesse. Imediatamente, Avalokiteshvara começou a retirar os seres dos infernos e trabalhando incessantemente, conseguiu esvaziá-los. Porém, tão logo se apresentou a Amitaba, os infernos estavam repletos, pois apenas os humanos recentemente mortos eram suficientes para enchê-los.
Amitaba então bateu em sua cabeça e ela se partiu, nascendo em seguida mais cabeças e mais braços, para que Avalokiteshvara pudesse ver e acudir o número imenso de seres presos nos infernos e no samsara.
Essa pequena história retrata a compaixão providente dos budas, que mesmo diante de nossos compromissos mais estranhos, partir a cabeça, por exemplo, podem extrair benefício a todos. Encontra-se na iconografia budista imagens de Avalokiteshvara com mil braços e mil cabeças.
Bibliografia




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