INÍCIO

30 maio 2020

A PANDEMIA E O ASSALTO À CIDADANIA NO BRASIL ATUAL





A PANDEMIA E O ASSALTO À CIDADANIA NO BRASIL ATUAL 


Depois de aprovar a reforma da Previdência, contra o povo trabalhador, deixando o dinheiro para ser livre para rapinagem dos grandes bancos, dos rentistas e dos especuladores da bolsa, o governo Bolssonaro está empenhado em colocar de pé a reforma Administrativa, que tem como alvo, novamente, o funcionalismo público. 

No Brasil, os brasileiros não são iguais perante a lei. Então vejamos: por que as Forças Armadas, então um segmento de menos de 0,001% da população ficou fora da reforma? Eles são melhores do que o trabalhador, servidor público?  
O trabalho que desempenham é melhor do que o dos servidores públicos em geral? E por que o Exército esta apoiando esse governo que esta apostando na morte da população? 
Por que e Exercito insiste em participar da política? Qual a contrapartida que estão tendo? Eles não devem ser subordinados à constituição e se abster de participar da politica partidária?
A função do Exército não é defender os brasileiros de ameaças externas? Como o Exército pode compactuar com esse governo que está destruindo o pais totalmente? A população esta desamparada. Os postos de saúde estão desaparecendo, os médicos não existem mais nos postos... há filas enormes de pessoas esperando para serem atendidas nos poucos postos que ainda existem. 

No caso da reforma administrativa a estratégia para obter apoio da sociedade tem sido propagar a ideia de que todos os servidores públicos são privilegiados, trabalham pouco e recebem salários estratosféricos. Os professores das Universidades Federais já foram chamados até de “zebras gordas”, porque, segundo o ministro da educação, Abraham Weintraub, chegam a receber R$ 20 mil por mês para dar apenas oito horas de aula por semana. 

Como alguém que está na primeira cadeira da educação não tem ideia do trabalho dos servidores públicos da sua própria pasta? 

Como a classe média votou num governo que tem esses ministros? Que desmoralizam o servidor publico? Poucos servidores das universidades chegam ao final da carreira para ganhar esse valor. 

Espero e desejo que a classe média caia em si, volte a razão, todos somos trabalhadores, não vivemos de renda ou de aplicação na bolsa de valores. 
Quem sairá perdendo serão as classes médias, e o povo. 

Além de atribuir aos professores universitários uma imagem degradante, e menosprezar o trabalho dessa classe tão valorosa, a fala do ministro da Educação, ignora dados importantes sobre a carreira dos docentes das federais. Um estudo do Banco Mundial revela que apenas 2,9% dos professores de ensino superior no Brasil alcançam o último nível da carreira, sendo necessários, em média, 25 anos de serviço para chegar ao topo. Além disso, o trabalho dos professores não se esgota na sala de aula, tem as orientações dos estudantes (bacharelado, especialização, mestrado, doutorado e pós doutorado), sem falar nas tarefas administrativas da instituição. Preparação das aulas, corrigir trabalhos, testes e provas, mesmo em finais de semana.

Já o ministro da Economia, Paulo Guedes, chamou os servidores, funcionários públicos de "parasitas" do orçamento nacional, nesta sexta (7/02/2020), em um evento no Rio de Janeiro. "O hospedeiro [governo] está morrendo, o cara virou um parasita", afirmou Guedes, criticando a política de aumentos salariais de servidores. 
É inconcebível um servidor do escalão do atual ministro da economia chegar a esse nível ao se referir aos seus colegas de trabalho. Vivemos na era do lumpen intelectual, do lumpen ministerial.  

Em contrapartida, nas carreiras jurídicas, que incluem advogados da União e procuradores, 78% dos servidores recebem o teto. O tempo médio para se alcançar essa posição é bem inferior ao dos professores: apenas 10 anos. Só no final da carreira, com um doutorado no currículo, alguns docentes conseguem conquistar o salário de professor titular, que equivale ao que um juiz, promotor ou delegado federal recebem de entrada, tendo apenas a graduação. 

A reforma administrativa, que é a nova bandeira do governo Bolsonaro, não leva nada disso em conta e trata todos os servidores como marajás. “A generalização do pensamento de que o servidor público é privilegiado é um grave desserviço”, disse recentemente o secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Sérgio Ronaldo da Silva.

O projeto do governo para reestruturar o funcionalismo prevê redução de salários iniciais, progressão de carreira atrelada a desempenho e fim da estabilidade para facilitar demissão em casos de baixa produtividade, o que é criticado até por economistas liberais que consideram a estabilidade uma defesa contra a perseguição política.

TODAS AS PESSOAS QUE JÁ PERCEBERAM QUE ESSE GOVERNO TEM UMA AGENDA GENOCIDA, TANTO DOS TRABALHADORES QUANTO DAS MINORIAS (INDÍGENAS, QUILOMBOLAS, NEGROS, LGBTQ, MULHERES...) DEVE SE LEVANTAR E LUTAR PARA SALVAR O QUE RESTA DO BRASIL ANTES QUE ELE SE DESMANCHE TOTALMENTE. ANTES QUE O GOVERNO DESTRUA A NOSSA HUMANIDADE E A NOSSA DIGNIDADE. 

(30/V/2020)



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