INÍCIO

30 agosto 2026

ABSTRAÇÃO

ABSTRAÇÃO GEOMÉTRICA 


A imagem mostra o processo de pixelização e simplificação de uma rosa, ilustrado em uma sequência de nove quadros dispostos em uma grade 3x3.
A transformação ocorre do canto superior esquerdo ao canto inferior direito, mostrando a perda gradual de detalhes:

Primeira linha: A rosa começa como um desenho vetorial suave e detalhado. Nos quadros seguintes, suas bordas começam a ficar levemente serrilhadas (pixeladas).
Segunda linha: A resolução diminui drasticamente. O contorno preto engrossa e as pétalas perdem a definição, transformando-se em blocos de cor vermelha com alguns pontos pretos espalhados.
Terceira linha: A forma geométrica pura assume o controle. O caule desaparece e a rosa se transforma em um crucifixo irregular de pixels vermelhos, culminando no último quadro como um quadrado vermelho perfeito e totalmente abstrato.

A transição visual representada nesta imagem ilustra de forma didática e sintética a passagem do figurativismo à abstração geométrica radical, utilizando a estética contemporânea da arte digital.

Significado artístico: breve análise

Desconstrução e Mimese
A imagem começa com a representação clássica de uma rosa (uma imitação da natureza ou mimese). Ao longo dos nove quadros, o artista desconstrói essa forma orgânica. A rosa deixa de ser um símbolo botânico ou romântico e passa a ser tratada estritamente como cor e geometria.

Autonomia da cor e da forma
Na última linha, os detalhes que definem uma “rosa” (pétalas, sépala, curvas, pedúnculo e caule) desaparecem completamente. O que resta no último quadro é a essência pura: um quadrado vermelho, livre de qualquer compromisso em retratar a realidade. A arte assume sua própria autonomia, onde a cor e o espaço plano bastam por si mesmos.

A era digital como agente de abstração
O uso da pixelização introduz uma crítica ou comentário sobre a modernidade tecnológica. A realidade orgânica é fragmentada em bits de informação, sugerindo que a digitalização do mundo funciona como uma força abstrata que reduz a complexidade natural a blocos simplificados de dados geométricos em última análise, matemática.

Autor e origem da obra
Esta imagem específica é uma ilustração conceitual contemporânea, muito difundida em fóruns de design e livros didáticos de artes visuais para demonstrar a teoria da abstração.
Embora o designer digital exato que criou esta versão em grade renderizada seja frequentemente anônimo ou de bancos de dados visuais modernos, a imagem é uma releitura e homenagem direta a Kazimir Malevich.

O conceito original contido na obra
O pioneiro russo Kazimir Malevich, o criador do Suprematismo.

A referência histórica
O quadro final é uma alusão direta à obra seminal de Malevich, “Quadrado Vermelho: Realismo Pictórico de uma Camponesa em Duas Dimensões”, produzida originalmente no ano de 1915. Malevich definia o quadrado como “o elemento supremo” que rompia definitivamente com o passado figurativo da história da arte.

O principal tratado teórico do movimento é o manifesto “Do Cubismo ao Futurismo ao Suprematismo: O Novo Realismo na Pintura”, publicado por Kazimir Malevich em 1915 com a colaboração do poeta Vladimir Maiakóvski.
Posteriormente, em 1927, suas ideias foram consolidadas internacionalmente no livro “O Mundo Não Objetual” (ou O Mundo Sem Objetos).
Os pilares fundamentais defendidos por Malevich em seus manifestos detalham os seguintes conceitos:

O rompimento com a arte acadêmica

Morte do objeto
Malevich declarou que a reprodução da natureza era um “roubo” e que o artista deveria criar formas inteiramente novas.

O “Zero da forma”
Ele se vangloriava de ter se reduzido ao “zero da forma” para se libertar do lixo acumulado pela arte acadêmica e representativa.

A ilusão destruída
O manifesto condena veementemente o uso da perspectiva tradicional e da tentativa de simular profundidade tridimensional em uma tela plana.

A Supremacia do sentimento puro

Arte não objetiva
A arte verdadeira não deve servir ao Estado, à religião ou a contar uma história.
Sensibilidade plástica
Para o artista, as formas geométricas básicas (quadrados, cruzes e círculos) não eram apenas decorações.
A essência absoluta
Elas funcionavam como os condutores ideais para expressar a pura espiritualidade e a emoção humana abstrata.

As três fases evolutivas do manifesto visual
Nos seus textos e exposições, como a histórica mostra coletiva “Exposição 0.10”. Malevich dividiu a jornada da cor e do espaço suprematista em três etapas:

Fase negra: Focada na forma pura e no contraste absoluto, representada pelo icônico Quadrado Negro sobre Fundo Branco.
Fase colorida: Introdução de dinâmica e movimento por meio de retângulos e barras de cores primárias que pareciam flutuar.
Fase branca: O ápice do movimento com a obra Branco sobre Branco (1918), onde a própria cor se dissolve na luz do fundo infinito.



Fonte

https://blog.artsoul.com.br/a-abstracao-radical-do-artista-kazimir-malevich-criador-do-suprematismo/

https://www.tate.org.uk/art/art-terms/s/suprematism

https://blog.artsper.com/en/a-closer-look/kazimir-malevich-the-invention-of-the-absolute-square/

28 agosto 2026

PROCESSOS FOTOGRÁFICOS ALTERNATIVOS

 PROCESSOS FOTOGRÁFICOS ALTERNATIVOS 


A cianotipia, como já sabemos foi inventada em 1842 pelo cientista e astrônomo inglês Sir John Frederick William Herschel (1792-1871). Trata-se de um dos processos fotográficos alternativos mais acessíveis e duráveis. Herschel descobriu a fotossensibilidade dos sais de ferro, especificamente o citrato férrico amoniacal em combinação com o ferricianeto de potássio, que, ao ser exposto à radiação ultravioleta e lavado em água, produz uma imagem permanente em tons de azul profundo, o característico azul da Prússia. Embora tenha sido utilizada inicialmente por Anna Atkins para documentar algas e samambaias, tornando-se a primeira mulher fotógrafa da história humana, a cianotipia consolidou-se como um processo de impressão simples, de baixo custo e alta estabilidade química, sendo amplamente adotada até hoje em práticas artísticas, educativas e até em projetos de engenharia, como as antigas cópias heliográficas, chamadas de “blueprint”.

O marrom de Van Dyke, foi desenvolvido a partir de pesquisas com sais de ferro e prata, tem sua origem atribuída ao químico e fotógrafo alemão Eduard Arndt e pelo fotógrafo e inventor Albert Troost que o patentearam por volta de 1895. A patente registrada por eles descrevia um método de impressão fotográfica baseado nos sais de ferro, especificamente utilizando o citrato férrico amoniacal como agente sensível à luz, combinado com nitrato de prata e um ácido orgânico (como o ácido tartárico ou cítrico). O método ficou célebre ao longo do tempo como “marrom de Van Dyke”, pela cor sépia e marrons profundos, que remetem ao conhecido pintor flamengo Anthony van Dyck devido à semelhança tonal com suas pinturas. O processo utiliza citrato férrico amoniacal, nitrato de prata e ácido tartárico, formando uma emulsão que, após exposição UV e fixação com tiossulfato de sódio, produz imagens em tons sépia, marrom-avermelhados, com excelente definição e riqueza de detalhes, sendo muito apreciado por fotógrafos alternativos por sua simplicidade e resultado estético. 

O papel salgado, considerado o processo fotográfico negativo/positivo mais antigo da história, foi inventado por William Henry Fox Talbot (1800-1877) em 1834 e anunciado publicamente em 1839, após os experimentos de Louis Javques Mandé Daguerre (1787- 1851). O método consiste em sensibilizar papel com cloreto de sódio (sal de cozinha) e nitrato de prata, formando cloreto de prata fotossensível; após exposição ao sol por contato com um negativo, a imagem latente é revelada, fixada em hiposulfito de sódio e lavada, resultando em tons que variam do marrom-avermelhado ao púrpura, dependendo do tipo de sal e do processamento químico. 

Já a goma bicromatada, cuja invenção é atribuída ao francês Alphonse Louis Poitevin em 1855, (leia a seguir), baseia-se na sensibilidade dos dicromatos (de potássio, amônio ou sódio) quando misturados a coloides como goma arábica, gelatina ou albumina. Sob exposição UV, o dicromato endurece a goma proporcionalmente à luz recebida, aqui o tipo de UV importa; as áreas não expostas permanecem solúveis e são removidas com água, permitindo múltiplas camadas de pigmentos coloridos e intervenções manuais, o que confere à goma bicromatada um caráter pictórico por excelência, texturizado e altamente expressivo, muito valorizado nas vanguardas pictorialistas do final do século XIX e início do XX e contemporaneamente com a volta aos processos alternativos.


EMULSÃO PARA CIANOTIPIA 

Solução A
10 g Citrato férrico anoniacal (sal verde) 
50 ml Água destilada

O citrato férrico amoníaco marrom necessita de tempo de exposição maior.


Solução B
4,0 g Ferrocianeto de potássio 
50 ml Água destilada

Ambas as soluções devem ser misturadas na mesma proporção na hora de sensibilizar o papel para receber o negativo que produzirá a imagem.


NOVA FÓRMULA DE CIANOTIPIA DE MICHAEL WARE

Químicos do Sensibilizador Necessários

30 g de Oxalato de Amônio e Ferro (III) (NH4)3[Fe(C2O4)3].3H2O 

10 g de Ferricianeto de Potássio K3[Fe(CN)6] 

0,1 g de Dicromato de Amônio (NH4)2Cr2O7 

100 ml de Água destilada para completar.


Preparação do Sensibilizador

A preparação desta solução sensibilizadora exige um pouco mais de experiência em manipulação química do que a necessária para fazer um sensibilizador tradicional de cianotipia, então siga as instruções cuidadosamente. Este trabalho deve ser realizado sob luz incandescente, não fluorescente ou natural.

Observe que todos os produtos químicos são venenosos, embora não perigosamente!

1) Meça 20 ml de água destilada em um cilindro graduado (proveta) para um pequeno béquer de vidro pyrex, aqueça até cerca de 70°C (160°F) e dissolva completamente 10 g de ferricianeto de potássio, mexendo. Mantenha esta solução quente.
(cc=ml).

2) Meça 30 cc de água destilada da mesma forma em outro béquer, aqueça até cerca de 50°C (120°F) e dissolva nele 30 g de Oxalato de Amônio e Ferro(III).

3) Adicione 0,1 g de Dicromato de Amônio sólido à solução de Oxalato de Amônio e Ferro(III) e dissolva. (Alternativamente, se você não conseguir pesar uma quantidade tão pequena, adicione 0,5 cc de uma solução de Dicromato de Amônio a 20% p/v, previamente preparada dissolvendo 2 g do sólido em água destilada e completando para um volume final de 10 cc). Misture bem.

4) Agora adicione a solução quente de Ferricianeto de Potássio à solução de Oxalato de Amônio e Ferro(III) e mexa bem. Deixe a solução de lado em um local escuro para esfriar até a temperatura ambiente e cristalizar, levará cerca de uma a duas horas.

5) Separe a maior parte do líquido dos cristais verdes por filtração (papel Whatman nº1, ou até mesmo papel de filtro de café serve). O sólido verde (Oxalato de Potássio e Ferro(III), cerca de 15g) deve ser descartado com segurança (um tanto venenoso, mas não perigosamente!). O volume da solução deve ser de aproximadamente 62 ml.

6) Complete a solução de cor verde-amarelada com água destilada para um volume final de 100 cc (ml). O sensibilizador pode ser mais diluído (por exemplo, até 200 cc): ele imprimirá mais rápido, mas produzirá um azul menos intenso.

7) Filtre a solução sensibilizadora e armazene-a em um frasco âmbar guardado no escuro; sua vida útil deve ser de pelo menos 4-5 anos.


EMULSÃO PARA PROCESSO DA GONA BICROMATADA 

A História e o Surgimento da Goma Bicromatada
A história da goma bicromatada está intrinsicamente ligada à busca dos fotógrafos do século XIX por um controle artístico total sobre a imagem, fugindo da estética meramente mecânica e espelhada dos daguerreótipos e dos papéis albuminados.

A Origem Química (1830-1850)
A base de tudo foi a descoberta das propriedades fotossensíveis dos sais de cromo. Em 1839, Mungo Ponton descobriu que o bicromato de potássio, quando aplicado em papel e exposto à luz, tornava-se insolúvel em água. Anos depois, William Henry Fox Talbot (o pai do calótipo) patenteou, em 1852, o processo da "fotogravura", onde usava gelatina e bicromato para criar matrizes de impressão.

O Nascimento da Goma (1855-1858)
A aplicação da goma arábica como aglutinante ocorreu poucos anos depois. Alphonse Louis Poitevin, um químico e fotógrafo francês, é universalmente creditado como o criador do processo da goma bicromatada. Em 1855, Poitevin patenteou um processo onde misturava goma arábica, pigmento (aquarela ou guache) e bicromato de potássio. Ele percebeu que a goma, assim como a gelatina, endurecia onde a luz incidia, prendendo o pigmento, enquanto as áreas não expostas permaneciam solúveis e podiam ser lavadas com água.

A Popularização com John Pouncy (1858)
Embora Poitevin tenha criado a base química, foi o fotógrafo inglês John Pouncy quem, em 1858, apresentou ao mundo o processo como o conhecemos hoje. Ele utilizou pigmentos de carbono (pretos e coloridos) misturados à goma e publicou seus trabalhos, dando à técnica o nome de “Gum Printing” ou “Photo-Aquatint”. Pouncy é famoso por ter produzido algumas das primeiras fotografias coloridas permanentes usando camadas de goma com pigmentos diferentes.

O Movimento Pictorialista (1890-1910)
A goma bicromatada quase caiu no esquecimento com o advento das emulsões industriais de gelatina-prata, mas foi ressuscitada com força total pelos Pictorialistas. Fotógrafos como Robert Demachy (França) e Heinrich Kühn (Áustria) abraçaram a goma porque ela permitia intervenção manual. Com pincéis, jatos de água e múltiplas camadas, eles podiam suprimir detalhes, adicionar textura e criar atmosferas, fazendo a fotografia se assemelhar a pinturas, carvões ou aquarelas. Robert Demachy, em particular, elevou a técnica ao status de “Alta Arte” fotográfica.


A Receita da técnica (processo base)

Posso afirmar que a goma é, ao mesmo tempo, a técnica mais simples e a mais imprevisível. A seguir, apresento a fórmula clássica e o protocolo de execução.

1. Ingredientes e soluções de estoque
Você precisará preparar três soluções separadas:

A. Solução de goma arábica

300g de Goma Arábica em pó (ou torrões)
1L de Água destilada (morna)
Preparo: Dissolva a goma na água morna. Pode levar um dia para dissolver completamente. Coe em um pano de algodão (ou filtro de café) para remover impurezas. Adicione algumas gotas de formol (formalina) ou timol para evitar mofo.

B. Solução de bicromato (sensibilizador)

Bicromato de Potássio ou Amônio: 10 a 15g
Água destilada: 100ml
Preparo: Misture até dissolver. Guarde em frasco âmbar. (Nota: O bicromato de amônio é mais rápido, mas o de potássio é mais estável e usado por iniciantes).

C. Pigmentos

Use aquarela de boa qualidade (em tubo ou godê) ou pigmentos em pó puro (como terra de siena, carvão, azul ultramar). Evite acrílica, pois seca rápido demais e estraga o pincel.


2. A emulsão sensível (mistura no momento do uso)

Misture em um copo ou pires, sob luz fraca (incandescente amarela ou de sódio de baixa pressão):

1 parte de Solução de Bicromato (Solução B)
1 parte de Solução de Goma (Solução A)
0,5 a 1 parte de Pigmento (Aquarela). A quantidade de pigmento depende da densidade desejada. Quanto mais pigmento, mais contraste.


3. Preparação do papel

A beleza da goma está no papel. Papéis de aquarela de algodão (100%) são os melhores (ex: Fabriano Artistico, Arches Aquarelle, Canson Montval).
1. Dimensionamento (encolagem)
Para evitar que a goma penetre demais nas fibras e manche, o papel precisa de uma barreira. Aplique uma camada de Gelatina endurecida (gelatina sem sabor 5% + formaldeído 2%) ou use papéis que já vêm com encolagem interna forte. Muitos profissionais usam "PVA diluído" ou simplesmente fazem uma primeira camada de goma pura + bicromato sem pigmento.
2. Deixe secar
É comum marcar os cantos com um "X" a lápis para saber onde alinhar o negativo nas múltiplas camadas.


4. Aplicação e exposição

1. Aplicação
Sob luz fraca, aplique a emulsão com um pincel macio (tipo trincha chata ou pincel Hake) no papel. Faça movimentos suaves para não criar bolhas. Alise a camada com o pincel seco para uniformizar.

2. Secagem
Deixe secar no escuro (pode usar um secador de cabelo no modo frio ou morno suave).

3. Exposição
Coloque o papel em contato com um Negativo digital em transparência (tamanho real) em uma prensa de contato. Exponha à Luz UV (sol ou lâmpadas UV artificiais).
Tempo: Depende da densidade do negativo e da luz. Ao sol, pode levar de 1 a 10 minutos. Com uma lâmpada UV 350-400nm a cerca de 20cm, geralmente leva de 3 a 8 minutos. O processo é um “printing-out” muito sutil: você verá a imagem amarelar/endurecer levemente, mas a prova real vem na revelação.

5. Revelação (a “ágica”)
Este é o momento crucial que define a estética da goma.

1. Coloque o papel exposto em uma bandeja com água fria ou levemente morna (cerca de 20 a 24°C), com a imagem virada para baixo.
2. Deixe flutuar. A água dissolverá o bicromato não exposto (manchando a água de amarelo) e soltará a goma das áreas de sombra (que não receberam luz).
3. Após alguns minutos, vire o papel e delicadamente agite a bandeja ou use um chuveirinho (spray) para lavar o pigmento solto.
4. Intervenção Artística: Aqui você pode usar pincéis macios, esguichos de água ou até jatos de mangueira para "apagar" áreas, suavizar transições ou criar texturas. A imagem está protegida onde endureceu, mas é frágil enquanto molhada.
5. Deixe secar pendurado.

6. Multicamadas (Tricromia)
Para obter uma imagem colorida (tricromia), repete-se o processo 3 vezes (ou mais), registrando o mesmo papel com negativos de separação de cores (Ciano, Magenta, Amarelo) usando pigmentos correspondentes. O resultado é uma imagem com profundidade e textura impossíveis de se obter digitalmente ou cm outros métodos.

Observação de Segurança
Os bicromatos são tóxicos e cancerígenos em pó. Use luvas, máscara e óculos ao preparar as soluções.

A goma bicromatada não é uma ciência exata; é uma dança entre a química e a água. Requer paciência, mas devolve ao fotógrafo a alegria da fatura manual. Boas impressões!

Para aprofundamento, recomendo os seguintes recursos clássicos e contemporâneos que moldaram o conhecimento atual sobre o processo (e que servem de base para a história e prática descritas).


Fonte

The Atlas of Analytical Signatures of Photographic nstitute. 
Disponível em: 


AlternativePhotography.com 
Historical Processes: Cyanotype, Van Dyke Brown, Salted Paper, Gum Bichromate. Disponível em: 


The Museum of Modern Art (MoMA). Glossary of Photographic Processes. 
Disponível em: 


Royal Photographic Society. Photographic Processes: History and Techniques. Disponível em: 


Alternative Photography (AlternativePhotography.com), O maior portal online do mundo sobre processos alternativos. Possui uma seção vastíssima sobre goma bicromatada, com receitas de artistas contemporâneos e artigos históricos.

https://www.alternativephotography.com/gum-bichromate/

The Museum of Modern Art (MoMA) e The Metropolitan Museum of Art (MetMuseum) Seus acervos online e ensaios históricos (como os "Heilbrunn Timeline of Art History" do Met) documentam o movimento Pictorialista e as obras de Robert Demachy, contextualizando o auge da goma no século XIX.

https://www.metmuseum.org/toah/hd/pict/hd_pict.htm

3. The Getty Conservation Institute (GCI). Publicações sobre a análise química e preservação de fotografias históricas, incluindo processos de goma e dicromato. O Atlas of Analytical Signatures of Photographic Processes (em colaboração com o Image Permanence Institute) é excelente.

https://www.getty.edu/conservation/

4. The Book "Keepers of Light" de William Crawford. Embora seja um livro físico, ele é a "Bíblia" dos processos históricos. Sua versão de trechos e discussões é amplamente citada em sites como o Christopher James Book (The Book of Alternative Photographic Processes).

https://www.christopherjames-studio.com/

5. Photrio (antigo APUG). Fórum de fotografia analógica e alternativa. As threads sobre "Gum Printing" contêm décadas de discussões práticas, solução de problemas e partilha de técnicas de artistas como Katharine Thayer e Christina Z. Anderson.

https://www.photrio.com/forum/forums/alternative-processes.82/

6. A Royal Photographic Society (RPS). O arquivo histórico documenta as comunicações originais de Poitevin e Pouncy no século XIX.

https://rps.org/


Livro

Christopher James, The Book of Alternative Photographic Processes, 3rd ed., Cengage Learning, 2015.