O MERCADO = MECANISMO DE PRODUÇÃO DE POBREZA E DESIGUALDADE SOCIAL
O capitalismo é um sistema econômico baseado na propriedade privada, na acumulação de capital e na busca pelo lucro.
A obtenção do lucro e a acumulação do capital dentro do capitalismo dão-se por meio da posse privada dos meios de produção, que manifesta-se pela posse da terra ou de instalações que permitam a produção de mercadorias que serão comercializadas no mercado.
FASES DO CAPITALISMO
Nos últimos dez dias, o terror orquestrado pelo "Sr Mercado Faria Lima" contra a estabilidade do país atingiu seu ápice: o dólar, ou melhor, a taxa câmbio entre o dólar americano e o real brasileiro disparou.
Bastou o Congresso aprovar "cortes de gastos" sobre os pobres e a classe média baixa, e o BC fazer grande leilão da moeda americana para a taxa de câmbio começar a baixar.
A respeito dessa movimentação político/especulativa do poderoso "mercado", o economista Bruno Lins explica:
"Para a ideologia dominante no mercado, a única causa da subida do dólar seria a "gastança" do governo Lula.
Trata-se de uma interpretação simplista, interessada e mal intencionada.
Primeiro, é evidente que os agentes financeiros atuam de forma irracional, muitas vezes condicionada a convicções políticas. A ideologia que predomina no mercado é a pressão constante para a redução dos serviços públicos essenciais (saúde, educação, segurança pública). Detestam o Estado quanto este atua para diminuir as distorções sociais, as desigualdades, veneram o privado, o lucro e o estado mínimo.
Não é razoável, não é tolerável, a submissão do Estado às intervenções de um “ente”, que congrega 1% da população (os ricos=elite financeira) que age constantemente para desestabilizar qualquer governo minimamente democrático e distributivo.
Segundo, o mercado financeiro se contradiz com suas próprias expectativas. No boletim Focus (das expectativas do mercado) de janeiro, a previsão era de um déficit primário de 0,8% do PIB, e uma dívida líquida, descontadas as reservas cambiais, de 64,25%, com uma alta do PIB de 1,6%. Já no último boletim, do dia 13 de dezembro, a previsão mediana do PIB subiu para 3,42%, a dívida líquida para 63% e o déficit primário caiu para 0,5%.
A ideia de que a questão fiscal é causa dos problemas, portanto, é esquizofrênica: as expectativas para a dívida e para o déficit estão menores do que antes. Mas a perspectiva de lucro com a crise é maior do que com a estabilidade e dignidade (mínima) dos trabalhadores.
Terceiro, se olharmos o comportamento da taxa de câmbio dólar/real atualizada pela variação do IPCA (descontando a inflação) desde 2002, a atual passa longe de ser a mais alta. De acordo com dados extraídos pelo prof. José Oreiro, a maior cotação do dólar ocorreu em outubro de 2002 e, mais recentemente, em maio de 2020, durante o governo de Bolsonaro. A correção pela inflação é importante, pois leva em conta o poder de compra, medida mais realista do impacto do câmbio na economia.
Quarto, essa desvalorização é incompatível com a nossa situação econômica: temos imensas reservas internacionais, estamos em boa taxa de crescimento e com baixo desemprego (6,2%) a menor da série histórica.
Desde o Plano Real a economia brasileira ampliou progressivamente a sua integração junto aos mercados financeiros. A vulnerabilidade do país à especulação e a recorrente alta taxa de juros bloqueiam constantemente o crescimento e a distribuição de renda.
Nesse sentido, o horizonte deve ser a superação das amarras que o mercado e o sistema financeirizado colocam ao desenvolvimento nacional.
Suportar a pressão que a Faria Lima impõe é sinal de força que qualquer governo comprometido com a justiça social precisa dar.
Claudius e a máquina de moer gente em favor da grande finança.
Fonte









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