INÍCIO

03 janeiro 2025

WILD POTATOES

 WILD POPTATOES IN 
SOUTH AMERICA 

Batatas selvagens na América do Sul

The Andes of South America are the home of the potato that has supported indigenous civilizations for thousands of years. As many as 4000 native potato varieties are still grown. The region around Lake Titicaca in southern Peru and northern Bolivia is particularly rich in genetic diversity, and the wild potatoes from here are valuable for their disease and pest resistance.(1)

Number of wild potato species per half degree grid cell in the Americas. The map shows five centers of species richness (from South to North): a northern Argentina, b Bolivia, csouthern Peru, d northern Peru, and e) central Mexico. Highest numbers of species richness are in northern Peru and northern Argentina. Large areas formed of one to two potato species can be found from eastern Argentina to the south-eastern coast of Brazil including Paraguay and Uruguay as well as from Colombia to southern Mexico and from northern Mexico to the south-eastern United States.





In the Andes of Bolivia, Ecuador and Peru, farmers grow varieties of potatoes that are never seen outside this region. These native Andean potatoes display extraordinary diversity of taste and texture and come in a fascinating array of shapes and colors; they are quite different from the white-fleshed, smooth-skinned and relatively bland varieties commonly grown in the rest of the world. For perhaps as long as 8000 years these native potatoes have been important in the nutrition and economy of Amerindian subsistence farmers, but they have been neglected by science and largely ignored by the potato and health food industrie.













Fonte



Jackson, M.T., J.G. Hawkes, B.S. Male-Kayiwa & N.W.M. Wanyera, 1988. The importance of the Bolivian wild potato species in breeding for Globodera pallida resistance. Plant Breeding 101, 261-268.













02 janeiro 2025

BATATA NO MICROONDAS

PREPARANDO BATATA NO MICROONDAS


Algumas variedade de Batatas Andinas 

Modo de preparo

1) Antes de mais nada, separe e lave bem as batatas que você pretende cozinhar. Elas podem ser de qualquer tipo e tamanho.

2) Com um garfo, faça furos em toda a superfície das batatas.

3) Embale as batatas individualmente (sem descascar!) em duas folhas de papel toalha e molhe.

4) Posicione a batata embalada no centro do prato giratório do micro-ondas e programe 4 minutos em potência máxima.

5) Quando terminar, abra a porta do micro-ondas e aguarde o vapor quente sair.

6) Com cuidado, retire a batata do micro-ondas, desembale e perfure para verificar se está macia.

7) Se não estiver macia o suficiente, embale novamente e coloque no micro-ondas por mais 3 minutos.

8) Por fim, desembale e sirva a sua batata recheando-a, ou como purê ou apenas com sal e azeite para uma refeição rápida, deliciosa ria em minerais e vitaminas. 








Fonte 

O MÉTODO EM MARX

O MÉTODO EM KARL MARX

José Paulo Netto prof. Emérito da UFRJ





JANEIRO

JANEIRO
IANUARVS
AVE JANVS!

A passagem inexorável do tempo é um dos conceitos mais enigmáticos e universais enfrentados pela humanidade. Jornadas começam e terminam, ciclos se completam, e a dança entre inícios e conclusões molda a essência da experiência humana. Esse momento de término de um período ou lapso de tempo para algo novo e desconhecido, passando pelo inicio é um momento sagrado. O momento da iniciação onde se dá um passo no novo caminho. Um caminho todo a ser desbravado está, então, a nossa frente. 

Neste contexto, a figura da divindade romana Janus torna-se profundamente simbólica. Frequentemente representado com duas faces, uma voltada para a frente e a outra para trás, o Deus bifronte, personifica a dualidade do tempo, olhando simultaneamente para o passado e para o futuro. (modif. historiablog).

Jano, Deus dos começos e das portas, Deus da prima hora do dia e primeiro mês do ano.




Esta representação única é um símbolo de transições, limiares e passagens. Muitas vezes estas duas faces são caracterizadas por uma de aspecto jovem e outra com aspecto mais velha, um testemunho dos ciclos da vida, dos começos e dos fins, das aberturas e dos encerramentos. Em muitas representações artísticas, Janus é retratado segurando um cajado, símbolo da autoridade e do poder de guiar, e uma chave, representando sua função de guardião das portas e passagens.

Jano, em latim: Iānvs é o deus romano das mudanças e transições, dos começos e das portas, como pode ser visto nas citações "Jano tem poder sobre todos os começos (…)" e “Em poder de Jano estão os inícios”, em relação às mudanças (inícios, começos), e nas citações "(…) Duas portas haver, bélicas ditas,/Que santo horror defende e o cru Mavorte:/Barras, ferrolhos cem de bronze as trancam;/Sempre ao limiar de sentinela Jano" e "(…) Então deposta a guerra,/Se amolgue a férrea idade; a encanecida/Fé com Vesta, os irmãos Quirino e Remo/Ditem leis; Jano trave as duras portas/Com trancas e aldrabões",[3] em relação às tradições (leis). 

A figura de Jano é associada a portas (entrada e saída), bem como a transições, limiares, portais e começos. A sua face dupla também simboliza o passado e o futuro. Jano é o deus dos inícios, das decisões e escolhas. O maior monumento em sua glória se encontra em Roma e tem o nome de Iānvs Geminus ("gêmeos Jano").

Os meses do ano, como podemos conhecer estudando a história de Roma, também estão associados a deuses específicos, por exemplo, o nome do mês de janeiro, palavra que chegou em nossa língua no século XIII, remonta ao latim Januarius mensis ou apenas Januarius, que significava “mês consagrado ao deus Jano”, uma entidade que, na mitologia romana, era responsável pelos começos, pelas passagens e pelos portais. 
Janus era um Deus bifronte, isto é, de duas caras em algumas representações, apresentava um roto feminino delicado e outro masculino barbado. 

Etimologia
O nome do deus Iānus, que significa em latim: passagem em arco, porta, deriva do proto-itálico *iānu, porta, em última análise, do proto-indo-europeu *ieh₂nu passagem. É cognato do sânscrito yāti, ir, viajar.
Iānus seria então um nome de ação expressando a ideia de ir, passar, formado na raiz *yā- < *y-eð2- tema II da raiz *ey- go da qual eō, ειμι. Outros estudiosos modernos se opõem a uma etimologia indo-européia de Dianus ou da raiz *yā-.
De Ianus derivou ianua, porta, e daí a palavra inglesa janitor, zelador, latim, ianitor.

Ianus era o deus romano das mudanças e transições, inícios, portas e portais. Era ele que abria o ano, e o seu primeiro mês e até hoje relembramos no nome dado ao primeiro mês em sua homenagem: janeiro, do latim januarius, o qual foi acrescentado ao calendário por Numa Pompílio (715-672 a.C.), sucessor de Rômulo. 

Apesar de ser um Deus e ter um culto ele não tinha um sacerdote específico ou Flamen. Um flamen (plural flamines) era um sacerdote da antiga religião romana que foi designado para uma das quinze divindades com cultos oficiais durante a República Romana. Os mais importantes deles foram os três flamines maiores (ou "sacerdotes maiores"), que serviam aos importantes deuses romanos Júpiter, Marte e Quirino. Os doze restantes eram os flamines minores ("sacerdotes menores"). Dois dos menores serviram a divindades cujos nomes são agora desconhecidos; entre outras estão divindades sobre as quais pouco se sabe além do nome. Durante a era imperial, o culto de um imperador deificado (divus) também tinha um flamen.
Os quinze flamen republicanos eram membros do Pontifício Colégio, que administrava a religião patrocinada pelo Estado. Quando o cargo de flamen estava vago, um pontifex poderia servir como substituto temporário, embora se saiba que apenas o Pontifex Maximus substituiu o Flamen Dialis, um dos flamines maiores. Flamen Dialis era o sumo sacerdote de Júpiter. O termo Dialis está relacionado a Diespiter, uma antiga forma latina do nome Júpiter.
 
Como divindade guardiã das portas, era geralmente apresentado com duas cabeças, pois todas as portas se voltam para dois lados, o lado que deixamos para trás ao adentrar em um novo espaço ou recinto, e aquele que se descortina a nossa frente. Frequenteme um dos rostos era um rosto de uma figura jovem, algumas vezes feminino e o outro um rosto masculino e com barba. 

Em tempo de guerras as portas principais dos templos em sua homenagem permaneciam abertas. Em tempo de paz, eram fechadas. Só foram fechadas, porém, uma vez no reinado de Numa e outra no reinado de Augusto. A sua face dupla também simboliza o passado e o futuro, é o deus dos inícios, das decisões, das escolhas e dos fins, do dualismo relativo de todas as coisas, sendo absoluto somente a Divindade.

Jano tinha o poder de olhar ao mesmo tempo para o passado e para o futuro, para dentro e para fora, para o exterior e para o interior, para o velho e conhecido e para o novo e desconhecido e por isso veio a nomear o primeiro mês do ano, aquele em que se está na transição entre o velho que acabou e novo que inicia (modif. veja).

Origem
É possível que Janus tenha uma história muito antiga até mesmo ante de Roma ter se constituído como uma cidade estado poderosa e depois um império mundial.

Acredita-se que Janus e seu culto, suas origens tenham se perdido no tempo e sejam muito antigas, possivelmente pré-romanas. Ele pode ter sido um dos deuses principais das culturas itálicas anteriores à formação de Roma como uma cidade-estado. Essas raízes arcaicas podem ter lhe dado uma posição estabelecida e fundamental na religião romana desde o início. 

Há representações de Janus muito antigas, advindas da civilização Etrusca, que habitaram a península Itálica antes da formação do povo Romano. Assim, provavelmente esse foi um Deus absorvido quando as duas sociedades, Etruscos e Romanos, uniram-se, ainda no início da monarquia de Roma.

Como um deus associado às mudanças, conta o mito que Janus não nasceu como uma Divindade. Antes de ser divinizado, ele foi um grande rei do Lácio, região central da Itália, sendo responsável por desenvolver a agricultura nos primórdios dessa região. Ele também teria sido o primeiro a construir barcos para navegar no rio Jano (nome dado justamente em homenagem a ele) e no Mediterrâneo, o que explica a face do Deus estar representada em algumas embarcações. Seu culto também voltava-se para as colheitas, uma vez que marcava um novo ciclo para a vida agrícola. Para além disso, Janus ainda tinha sua face representada em portas de casas, instituições e até mesmo nos portões principais das cidades, simbolizando as passagens entre um momento e outro, um espaço (selagem) e outro (urbano, civilizado). Em seus templos, costumava-se fechar as portas em tempos de paz, para que essa não escapasse; já nos momentos de guerra, sempre ficavam abertas, para que o conflito chegasse ao fim rapidamente.

A mitologia romana absorveu muitos elementos da mitologia grega à medida que Roma expandiu seu território e influência, entrando em contato com culturas helênicas. Muitas divindades romanas passaram a ser associadas e frequentemente identificadas com seus homólogos gregos: Zeus com Júpiter, Hera com Juno, Afrodite com Vênus, Hermes com Mercúrio, Atena com Minerva, entre outros paralelos divinos (historiablog). No entanto, Janus é uma notável exceção a essa tendência seja por sua forte presença desde os primórdios romanos, quanto pelo cumprimento de uma função única, pois enquanto muitos deuses gregos e romanos têm funções e domínios semelhantes (como o amor, a guerra, as fontes, o casamento a maternidade, a colheita ou o mar), a esfera de influência de Janus é distinta. 
Como deus dos começos, portas e transições, sua função não tinha um paralelo direto na mitologia grega, tornando difícil a sua fusão e sincretismo com qualquer deidade helênica. 
Além disso muitos deuses gregos e romanos têm mitos elaborados que narram suas origens, amores, desafios e aventuras, Janus tem uma natureza mais abstrata e menos antropomórfica. A ausência de uma narrativa tradicional o torna menos suscetível a fusões baseadas em histórias compartilhadas.

Janus desempenhou um papel crucial em vários rituais e cerimônias romanas. Templos dedicados a ele, especialmente o famoso “Ianus Geminus” no Fórum Romano, tinham portas que ficavam abertas em tempos de guerra e fechadas durante a paz, simbolizando a proteção que Janus oferecia à cidade de Roma e seus cidadãos (historiablog).

Além disso, ele era frequentemente invocado no início de cerimônias religiosas, mesmo antes de outras deidades, reforçando sua conexão com começos e inícios.

O mês de janeiro, ou “Ianuarius” em latim, foi nomeado em homenagem a Janus, simbolizando o limiar entre o ano velho e o novo. Esta associação reflete a natureza transicional de Janus.

Geralmente quando representado em murais e estátuas aparece com uma chave em uma das mãos, e na outra uma vara para mostrar que é o guardião das portas e que preside os caminhos. As suas estátuas apontam muitas vezes com a mão direita o número trezentos, e com a esquerda o de sessenta e cinco, para exprimir a medida do ano. Era invocado em primeiro lugar em qualquer sacrifício e cerimônia a outro deus. 

Jano também é um dos mais antigos deuses do panteão romano, filho de Creusa e Apolo, se casou com sua irmã Carmese, e teve um filho chamado Aethex e uma filha chamada Olistene. 

Suas lendas são exclusivamente romanas e estão ligadas as origens da cidade. Segundo alguns estudiosos, Jano era uma divindade indígena e em outros tempos havia reinado com Cameses (um rei místico). Para outros, Jano era estrangeiro exilado em Roma; que desejando aumentar o seu poder, navegou até a Itália e se instalou em uma montanha próxima de Roma, e erguido uma cidade. Dele derivam os nomes do monte Janículo e o rio Jano, nomeado em sua homenagem. 

Ele é tido como o regente do Lácio, região da Itália Central, foi responsável pela idade de ouro, trouxe dinheiro e agricultura à região. O seu nome está também associado às trocas e colheitas. Foi o inventor das guirlandas, dos botes, e dos navios, e foi o primeiro a cunhar moedas de bronze; por isto que em várias cidades da Grécia, Itália e Sicília, em suas moedas, trazem em um lado um rosto com duas faces e no outro um barco, uma guirlanda ou um navio. 

Por isso sua face jovem volta-se para a frente: é a juventude que enxerga o caminho que está por vir, com coragem e garra dá o primeiro passo, pois o passado já passou, está velho e precisa renovar-se. 

Janus, portanto, não é apenas uma Divindade que abre ou fecha portas, que preside encerramentos e inícios mas, sobretudo, nos mostra que a vida é repleta de começos, fins e recomeços. Essa é, sem dúvida, uma das maneiras mais belas de enxergarmos a vida e seus ciclos: tudo está em movimento, πάντα ρεί, panta rhei, tudo muda, desde a mais simples forma de vida até as grandes galáxias que movem-se no Cosmos. Todos estão, em seus ritmos próprios, vivendo as mudanças que a Natureza rege.

Pode-se dizer que o princípio da vida é o DEVIR, do latim devenire, chegar, ou seja, o VIR A SER. O conceito de “tornar-se” foi apresentado primeiramente, no século V a.C., pelo filósofo grego Heráclito de Éfeso, Ἡράκλειτος ὁ Ἐφέσιος, que vivei aproximadamente 500 a.C. - 450 a.C. e que identificou a forma do Ser no Devir, i.e., a mudança é a essência do ser, o fluir pelo qual todas as coisas são sujeitas a tempo e transformação. Nada é; tudo está vindo a ser. Nada nem ninguém permanecem estáticos, tudo segue em contínuo fluxo. O pensamento do filósofo grego pode ser definido pela expressão grega: 

Πάντα ῥεῖ
Panta rei
Tudo flui

sintetizando a ideia de um mundo em movimento perpétuo, onde a todo momento é um fim é um início. Onde a cada momento se encerra o passado e inicia o futuro.
Essa sentença está em oposição ao paradigma de Parmênides, do imobilismo, onde o ser é igual a ele mesmo desde sempre e para sempre. E o fogo é o emblema do que muda, do que é impermanente e transitório, fluindo do passado para o futuro passando pelo presente, esse limiar, essa transição representada por Janus, o Deus que abriga os inícios e as portas, os portais e as mudanças, as colheitas e a semeadura, os barcos que navegam sobre as ondas sempre novas e renovadas. É ele, o fogo, que ilumina, destrói e reconstrói tudo, mantendo tudo em seu fluxo. É ele que preside o novo que desabrocha, é o fogo que é o elemento do qual deriva tudo o que nos rodeia, é ele que mantém a φυσις, physis, oculta na mudança sem fim. 

O “Panta Rei”, tudo flui, explica-se na conhecida imagem do rio que muda a cada segundo, do mesmo modo que a pessoa muda a cada segundo. Sendo assim, uma mesma pessoa não pode entrar duas vezes no mesmo rio, pois tanto ela quanto o rio já não são mais os mesmos no instante após mergulhar o pé em suas águas. 




Fonte





PONTES

PONTES





Ponte Da Vinci. Pode ser construído, desmontado e remontado sem o uso de parafusos, cola, adesivo e quanto mais carga suportar, mais estável se torna. 

A ponte de Leonardo é uma estrutura composta por vigas cilíndricas simples, que são montadas sem o uso de fixações (pregos ou qualqer adesivo) ou juntas de intertravamento.
Uma vez montada, o peso da ponte é suficiente para exercer a pressão necessária, de modo que as vigas longitudinais bloqueiem o movimento das vigas transversais, evitando assim que a estrutura colapse.

COMO MONTAR

Veja a seguir como montar essa ponte eficaz e extremamente simples. 










O PONTO E A IMAGEM

O PONTO, A LINGA, O VOLUNE
 E A IMAGEM












FALÁCIA DO APELO À AUTORIDADE

A FALÁCIA DO APELO À AUTORIDADE 

Artigo Modif. de 
José Gonzalo Armijos Palácios (1)

O peso da autoridade é um peso tremendo, o que pode ver-se claramente em todas as épocas. As chamadas “autoridades”, numa determinada área, querendo ou não, podem exercer uma influência nefasta. Uma vez que fica difícil, se não impossível, para pesquisadores desconhecidos publicar trabalhos ou os resultados de pesquisas que, de uma ou de outra maneira, entrem em atrito com o que as autoridades afirmam.

Francis Bacon (2)

Durante muito tempo, Aristóteles exerceu esse papel de grande autoridade. De autoridade inquestionada e inquestionável. Chegava-se ao ponto de se usar uma afirmação sua para pôr fim a qualquer disputa. Era o último critério para se decidir alguma diferença teórica. Sua autoridade era tal que, simplesmente, era chamado de “O Filósofo”. 
Num sentido, era considerado o depositário de verdades definitivas e, certamente, sem ele mesmo ser responsável por isso, foi a causa de que muita pesquisa ficasse sem ser feita e a ciência, como a conhecemos, não surgisse antes. 
Sem dúvida, a aura de autoridade logra deter ou impedir o nascimento de uma ideia, um campo ou ramo científico, i.e., impede o progresso da ciência. 

Entretanto há épocas em que o desejo, a necessidade e a busca pelo conhecimento aparecem com mais força do que em outras. Francis Bacon (1561-1626) vive uma etapa de transição em todos os sentidos. 
Tratemos de imaginar o que deve ter significado para os intelectuais da época a descoberta de um novo mundo e a certeza de que vivíamos numa grande esfera. O mundo antigo, sem dúvida, desmoronava em todos os sentidos. Bacon vive num período em que a própria Renascença estava chegando ao fim e começava a modernidade. É o período em que nasce a ciência como hoje a conhecemos. Tudo isso, então, permite que entendamos, mesmo que não justifiquemos, as palavra que Bacon, em seus escritos, dirigiu aos gregos.

Bacon ataca a filosofia medieval por se misturar com a teologia. Mas esse erro, pensa, os gregos também cometeram: “Mas a corrupção da filosofia, advinda da superstição e da mescla com a teologia, vai muito além e causa danos tanto aos sistemas inteiros da filosofia quanto às suas partes (…).” E repete a crítica num aforismo posterior: 

Na Grécia, encontram-se exemplos típicos de tais filosofias, sendo o caso, antes dos demais, de Pitágoras, onde aparecem aliadas a uma superstição tosca e grosseira. Mais perigoso e sutil é o exemplo de Platão e sua escola.” 

Bacon não deixa de reconhecer o que devemos aos gregos antigos, mas faz ressalvas:

As ciências que possuímos provieram em sua maior parte dos gregos. (…) Contudo, a sabedoria dos gregos era professoral e pródiga em disputas — que é um gênero dos mais adversos à investigação da verdade. (Afor. LXXI, grifo no original.)

Tais disputas chegaram ao seu auge na filosofia escolástica com as famosas quaestiones disputata, mas em nada contribuíram para o avanço do conhecimento ou da ciência. Significaram, pelo contrário, um obstáculo. Mas os gregos também tiveram esse vício da disputatio estéril. O trecho anterior, Bacon continua assim:

Desse modo, o nome de sofistas, que foi aplicado depreciativamente aos que se pretendiam filósofos e que acabou por designar os antigos retores, Górgias, Protágoras, Hípias e Polo, compete igualmente a Platão, Aristóteles, Zenão, Epicuro (…) e aos seus sucessores… (…) Mas ambos os gêneros (…) eram professorais e favoreciam as disputas, e dessa forma facilitavam e defendiam seitas e heresias filosóficas, e suas doutrinas eram (como bem disse, não sem argúcia, Dionísio de Platão) palavras de velhos ociosos e jovens ignorantes.(!)

Palavras inusitadamente duras, sem dúvida, e em muitos sentidos injustas. No entanto, estamos frente a uma luta sem trégua de um pensador contra os excessos da tradição, luta que levara o próprio Bacon a cometer excessos.

Nessas passagens presenciamos o fim de uma era e o nascimento de uma outra. É uma atitude hostil contra o passado, mas de esperança sobre o futuro. Isso explica que Bacon lembre uma opinião sobre os gregos:

E, a propósito, não se deve omitir aquela sentença, ou melhor, vaticínio, do sacerdote egípcio a respeito dos gregos: ‘Sempre serão crianças, não possuirão nem a antiguidade da ciência, nem a ciência da Antiguidade’. (Ibid.) E Bacon continua o trecho com uma sentença lapidar: “Os gregos, com efeito, possuem o que é próprio das crianças: estão sempre prontos para tagarelar, mas são incapazes de gerar, pois, a sua sabedoria é farta em palavras, mas estéril de obras.” (Ibidem.) Essas palavras podem surpreender pela sua dureza. No entanto, não são uma exceção quando os filósofos debatem entre si ou quando defendem suas teses e teorias. No caso de Bacon, não era uma mera defesa doutrinal, era a reivindicação do direito a pensar por si, mesmo tendo que destruir a glorificada tradição.




Fonte








ESCULTURA CLÁSSICA

ESCULTURA CLÁSSICA







 

OS DEUSES E OS DIAS

DEUSAS E DEUSES E SEUS DIAS CONSAGRADOS


Como sabemos atualmente os dias da semana são nomeados de acordos com deusas e deusas do Olimpo e deuses da mitologia nórdica. Todavia essa associação não era difundida na antiguidade. 

A associação dos dias da semana com os deuses não era conhecida na Grécia antiga, sabemos apenas que no século III d.C. essa forma de nomear os dias da semana já era usada pelos Romanos estava difundida por todas as regiões do império, assim, herdamos o nome dos dias referente aos deuses. Nem todos os países que estavam sob influência romana adoraram essa nomenclatura, veja por exemplo o caso do português, não adotou esses nomes.

Domingo – Dia de Hélio; dia do Sol
Segunda-feira – Dia de Selene (a Lua); 
Terça-feira – Dia de Ares; 
Quarta-feira – Dia de Hermes; 
Quinta-feira – dia de Zeus; 
Sexta-feira – Dia de Afrodite; 
Sábado – Dia de Crono.

Nome dos dias (modif de: 1)

Dia desses estava navegando pelas páginas da internet procurando uma data específica e me deparei com essa postagem que assinalava deuses gregos aos seus dias. Está (aqui) para quem deseja ler o original. Vou coliar para cá para lembrar de fazer uma pesquisa também sobre esse assunto e assim já serve como bibliografia para escrever um texto sobre esse assunto. 

Os meses do ano segundo percebi também estão associados a deuses específicos, entretanto, esse assunto continuarei escrevendo ao longo do ano, por exemplo, o nome do mês de janeiro, palavra que desembarcou em nossa língua no século XIII, remonta ao latim Januarius mensis ou apenas Januarius, que significava "mês consagrado ao deus Jano", uma entidade que, na mitologia romana, era responsável pelos começos, pelas passagens e pelos portais. 
Janus era um Deus bifronte, isto é, de duas caras em algumas representações, apresentava um roto feminino e outro masculino. 
Jano tinha o poder de olhar ao mesmo tempo para o passado e para o futuro, para dentro e para fora, e por isso veio a nomear o primeiro mês do ano, aquele em que se está na transição entre o velho e novo (veja).


Sem mais, apresento o artigo que achei muito interessante e inspirador. 

Sabemos que os dias da semana tem seus nomes ligado aos deuses. Mas os dias do mês foi uma grande surpresa para mim.  


Dia 1 - Hermes
O mensageiro entre os deuses e os homens. A autoconfiança é o grande destaque na sua personalidade. Só precisa tomar cuidado para não parecer arrogante, ok?


Dia 2 - Hera
A protetora dos casamentos. Costuma dar tanto valor ao amor que é capaz até de se sacrificar por sua família e pela sua alma gêmea. O segredo é buscar o equilíbrio.


Dia 3 - Deméter
A deusa dos cereais, segundo a Astrologia Grega. É muito criativa e tem um bom humor contagiante. Dedica-se muito aos que ama, mas tem dificuldade para perdoar.


Dia 4 e 31 - Dionísio
Criador do vinho e deus das festas. Bastante otimista, sabe envolver as pessoas e encantar os amigos. Para evitar problemas, não deixe a impulsividade dominar.


Dia 5 e 23 - Zeus
O deus do trovão, o mais poderoso. Vive de alto-astral. Nada tímida, você conversa até com quem não conhece. Entretanto, não suporta receber críticas.


Dia 6 e 24 - Hércules
O filho de Zeus. Deixa a emoção falar mais alto do que a razão. Apesar disso, é muito responsável. Só precisa ter cuidado com a afobação.


Dia 7 e 25 - Ares
O deus da guerra. Bastante corajosa, você quer conquistar todos os seus objetivos. Só precisa aprender a lidar melhor com as mudanças.


Dia 8 e 26 - Têmis e Nêmesis
Na Astrologia Grega, representam as deusas da justiça. Você é muito orgulhosa, pode guardar rancor e até querer se vingar. Entretanto, procura conter essas emoções no dia a dia.
 

Dia 9 e 27 - Cronos
O deus do tempo. Está sempre em busca de mais conhecimento. Age de forma calculista. O conselho é aproveitar e curtir mais o presente.


Dia 10 e 28 - Esfinge
Uma divindade com corpo de leão e cabeça de mulher. Você é uma mulher enigmática e misteriosa, que intriga as pessoas com quem convive. Sabe usar e abusar do seu charme.


Dia 11 e 29 - Atena
De acordo com a Astrologia Grega, Atena é a deusa da sabedoria. Você é muito segura de si mesma. Por outro lado, detesta exageros e valoriza muito a fidelidade em todas as suas relações.


Dia 12 e 30 - Prometeu
O deus responsável por comandar o universo. Sendo regida por ele, você é muito correta e amiga de todos. Costuma fazer de tudo por quem ama, mas precisa ter mais cuidado com falsos amigos.


Dia 13 - Hades
O deus que habitava o lugar para onde iam as almas após a morte. Encara qualquer desafio que aparece na vida sem medo. Só precisa aprender a controlar mais a sua agressividade.


Dia 14 - Íris 
A deusa do arco-íris e mensageira de Hera. É uma pessoa que costuma viver rodeada de gente e amigos. Tem uma personalidade bastante simpática, meiga e doce.


Dia 15 - Pan
O deus dos rebanhos. Utiliza o seu poder de sedução para conseguir o que quer. No entanto, costuma mudar de opinião com bastante frequência.


Dia 16 - Poseidon
O deus dos mares. A Astrologia Grega diz que nenhuma dificuldade te desanima. Sua intuição te protege dos perigos, porém não é de demonstrar seus sentimentos facilmente.


Dia 17 - Plêiades
A fada dos bosques. Tem uma forte personalidade e um alto-astral que contagia todos em volta. Costuma encantar com o seu otimismo.


Dia 18 - Ártemis
A deusa caçadora. Tem uma forte ligação com a sua família. Além disso, está sempre atenta aos problemas que podem surgir.


Dia 19 - Apolo
O deus da harmonia. Você procura ver o lado positivo de tudo e é bastante bondosa. Luta pelos seus sonhos com muita determinação.


Dia 20 - As Olimpíadas
Evento criado na antiga Grécia. Tem um espírito muito competitivo. Está sempre em busca da felicidade e não desiste dos seus desejos.


Dia 21 - O Olimpo
A morada dos deuses. Adora curtir todos os prazeres da vida e costuma fazer amizades com muita facilidade. Busca sempre superar os desafios.


Dia 22 - O Poeta
Segundo a Astrologia Grega, essa era a figura que estimulava a imaginação e a sensibilidade. Apesar de ser uma pessoa muito sensível, você tem dificuldade de agir quando é contrariada. Também não curte rotina!







Fonte


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(2)












IMAGEM COMO LINHA

IMAGEM COMO LINHAS E ÁREAS 

ELLSWORTH KELLY