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02 novembro 2024

CONSUMISMO

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CIANOTIPIA

CIANOTIPIA



A. Paim

A. Paim

A. Paim



 

PASTELLO BIANCO

PASTELLO BIANCO







E se m'hai visto piangere
Sappi che era un'illusione ottica
Stavo solo togliendo il mare dai miei occhi
Perché ogni tanto per andare avanti sai, avanti sai

Bisogna lasciar perdere i vecchi ricordi

Mi chiedi come sto e non te lo dirò
Il nostro vecchio gioco era di non parlare mai
Come due serial killer 
interrogati all'FBI
I tuoi segreti poi a chi li racconterai?
Tu che rimani sempre la mia password del Wi-Fi
E chi sa se lo sai

Per favore, non piangere
E non ci rimanere malе
Che noi due ci conosciamo benе
Dalla prima elementare

E scrivevo tutti i miei segreti
Col pastello bianco sul diario
Speravo che venissi a colorarli
E ti giuro, sto ancora aspettando

E se m'hai visto ridere
Sappi che era neve nel deserto ma
Ormai di questi tempi non mi stupisce niente

Ti chiedo come stai e non me lo dirai
Io con la Coca-Cola, tu con la tisana thai
Perché un addio suona troppo serio
E allora ti dirò bye bye (bye bye)

Seduti dentro un bar poi si litigherà
Per ogni cosa, pure per il conto da pagare
Lo sai mi mancherà, na-na-na-na

E Per favore non piangere
E non ci rimanere male
Che noi due ci conosciamo bene
Dalla prima elementare

E scrivevo tutti i miei secreti
Col pastello bianco sul diario
Speravo che venissi a colorarli
E ti giuro, sto ancora aspettando
 
Tu mi hai insegnato la differenza tra le ciliegie 
e le amarene
E io non la dimenticherò più

E ti auguro il meglio, i cieli stellati
Le notti migliori e le docce di altri
Dove tu forse non stonerai più

Per favore non piangere
E non ci rimanere male
Che noi due ci conosciamo bene
Dalla prima elementare

E scrivevo tutti i miei secreti
Col pastello bianco sul diario
Speravo che venissi a colorarli
E, ti giuro, sto ancora aspettandooooo
Oh Oh Oh 
Oh Oh 






Pastello Bianco

E se você me viu chorar
E se m'hai visto piangere

Saiba que era uma ilusão de ótica
Sappi che era un'illusione ottica

Eu estava apenas tirando o mar dos meus olhos
Stavo solo togliendo il mare dai miei occhi

Porque de vez em quando para continuar você sabe, continue você sabe
Perché ogni tanto per andare avanti sai, avanti sai


Você tem que deixar de ir as velhas memórias
Bisogna lasciar perdere i vecchi ricordi

Você me pergunta como eu estou e eu não vou te dizer
Mi chiedi come sto e non te lo dirò

Nosso velho jogo era nunca falar
Il nostro vecchio gioco era di non parlare mai

Como dois assassinos em série sendo interrogados pelo FBI
Come due serial killer interrogati all'FBI

Então, para quem você contará seus segredos?
I tuoi segreti poi a chi li racconterai?

Você que sempre mantém minha senha Wi-Fi
Tu che rimani sempre la mia password del Wi-Fi

E quem sabe se você sabe
E chissà se lo sai


Por favor não chore
Per favore, non piangere

E não se decepcione
E non ci rimanere male

Que nós dois nos conhecemos bem
Che noi due ci conosciamo bene

Da primeira série
Dalla prima elementare

E eu escrevi todos os meus segredos
E scrivevo tutti i miei segreti

Com giz de cera branco no diário
Col pastello bianco sul diario

Eu esperava que você viesse e os colorisse
Speravo che venissi a colorarli

E eu juro para você que ainda estou esperando
E ti giuro sto ancora aspettando

E se você me viu rir
E se m'hai visto ridere

Saiba que era neve no deserto, mas
Sappi che era neve nel deserto, ma

Nada me surpreende hoje em dia
Ormai di questi tempi non mi stupisce niente

Eu me pergunto como você está e você não vai me dizer
Mi chiedo come stai e non me lo dirai

Eu com a Coca-Cola, você com o chá de ervas tailandês
Io con la Coca-Cola, tu con la tisana thai

Porque um adeus parece muito sério
Perché un addio suona troppo serio

E então eu vou te dizer tchau tchau
E allora ti dirò bye bye

Sentados dentro de um bar, então eles vão lutar
Seduti dentro un bar, poi si litigherà

Por tudo, até pela conta a pagar
Per ogni cosa, pure per il conto da pagare

Sabe, vou sentir falta dele, na-na-na-na
Lo sai, mi mancherà, na-na-na-na


Por favor não chore
Per favore, non piangere

E não se decepcione
E non ci rimanere male

Que nós dois nos conhecemos bem
Che noi due ci conosciamo bene

Da primeira série
Dalla prima elementare

E eu escrevi todos os meus segredos
E scrivevo tutti i miei segreti

Com pastel branco no diário
Col pastello bianco sul diario

Eu esperava que você viesse e os colorisse
Speravo che venissi a colorarli

E eu juro para você que ainda estou esperando
E ti giuro sto ancora aspettando


Você me ensinou a diferença entre cerejas e ginjas
Tu mi hai insegnato la differenza tra le ciliegie e le amarene

E eu nunca vou esquecer isso
E io non la dimenticherò più

E eu desejo a você o melhor, o céu estrelado, as melhores noites e o chuveiro dos outros
E ti auguro il meglio, i cieli stellati, le notti migliori e le docce di altri

Onde você talvez não esteja mais fora de sintonia
Dove tu forse non stonerai più


Por favor não chore
Per favore, non piangere

E não se decepcione
E non ci rimanere male

Que nós dois nos conhecemos bem
Che noi due ci conosciamo bene

Da primeira série
Dalla prima elementare

E eu escrevi todos os meus segredos
E scrivevo tutti i miei segreti

Com giz pastel branco no diário
Col pastello bianco sul diario

Eu esperava que você viesse e os colorisse 
Speravo che venissi a colorarli

E eu juro para você que ainda estou esperando
E ti giuro sto ancora aspettando











ARISTÓFANES NO BANQUETE DE PLATÃO

DISCURSO DE ARISTÓFANES NO BANQUETE 
DE PLATÃO 

O Banquete de Platão, representado por Anselm Feuerbach (1873), 
Alte Nationalgalerie, Berlim.

(…)
Na verdade, Erixímaco, disse Aristófanes, é de outro modo que tenho a intenção de falar [sobre o amor], (…). Tentarei eu portanto iniciar-vos em seu poder, e vós o ensinareis aos outros. Mas é preciso primeiro aprenderdes a natureza humana e as suas vicissitudes. Com efeito, nossa natureza outrora não era a mesma que a de agora, mas diferente. Em primeiro lugar, três eram os gêneros da humanidade, não dois como agora, o masculino e o feminino, mas também havia a mais um terceiro, comum a estes dois, do qual resta agora um nome, desaparecida a coisa; andrógino era então um gênero distinto, tanto na forma como no nome comum aos dois, ao masculino e ao feminino, enquanto agora nada mais é que um nome posto em desonra. Depois, inteiriça era a forma de cada homem, com o dorso redondo, os flancos em círculo; quatro mãos ele tinha, e as pernas o mesmo tanto das mãos, dois rostos sobre um pescoço torneado, semelhantes em tudo; mas a cabeça sobre os dois rostos opostos um ao outro era uma só, e quatro orelhas, dois sexos, e tudo o mais como desses exemplos se poderia supor. (…). Eis por que eram três os gêneros, e tal a sua constituição, porque o masculino de início era descendente do sol, o feminino da terra, e o que tinha de ambos era da lua, pois também a lua tem de ambos; e eram assim circulares, tanto eles próprios como a sua locomoção, por terem semelhantes genitores. Eram por conseguinte de uma força e de um vigor terríveis, e uma grande presunção eles tinham; mas voltaram-se contra os deuses, e o que diz Homero de Efialtes e de Otes é a eles que se refere, a tentativa de fazer uma escalada ao céu, para investir contra os deuses. Zeus então e os demais deuses puseram-se a deliberar sobre o que se devia fazer com eles, e embaraçavam-se; não podiam nem matá-los e, após fulminá-los como aos gigantes, fazer desaparecer-lhes a raça — pois as honras e os templos que lhes vinham dos homens desapareceriam — nem permitir-lhes que continuassem na impiedade. Depois de laboriosa reflexão, diz Zeus: “Acho que tenho um meio de fazer com que os homens possam existir, mas parem com a intemperança, tornados mais fracos. Agora com efeito, continuou, eu os cortarei a cada um em dois, e ao mesmo tempo eles serão mais fracos e também mais úteis para nós, pelo fato de se terem tornado mais numerosos; e andarão eretos, sobre duas pernas. Se ainda pensarem em arrogância e não quiserem acomodar-se, de novo, disse ele, eu os cortarei em dois, e assim sobre uma só perna eles andarão, saltitando.” Logo que o disse pôs-se a cortar os homens em dois, (…). Por conseguinte, desde que a nossa natureza se mutilou em duas, ansiava cada um por sua própria metade e a ela se unia, e envolvendo-se com as mãos e enlaçando-se um ao outro, no ardor de se confundirem, morriam de fome e de inércia em geral, por nada quererem fazer longe um do outro. E sempre que morria uma das metades e a outra ficava, a que ficava procurava outra e com ela se enlaçava, quer se encontrasse com a metade do todo que era mulher — o que agora chamamos mulher — quer com a de um homem; e assim iam-se destruindo(…). É então de há tanto tempo que o amor de um pelo outro está implantado nos homens, restaurador da nossa antiga natureza, em sua tentativa de fazer um só de dois e de curar a natureza humana. Cada um de nós portanto é uma téssera complementar de um homem, porque cortado como os linguados, de um só em dois; e procura então cada um o seu próprio complemento. Por conseguinte, todos os homens que são um corte do tipo comum, o que então se chamava andrógino, gostam de mulheres, e a maioria dos adultérios provém deste tipo, assim como também todas as mulheres que gostam de homens e são adúlteras, é deste tipo que provêm. Todas as mulheres que são o corte de uma mulher não dirigem muito sua atenção aos homens, mas antes estão voltadas para as mulheres e as amiguinhas provêm deste tipo. E todos os que são corte de um macho perseguem o macho, (…). Assim é que, em geral, tal tipo torna-se amante e amigo do amante, porque está sempre acolhendo o que lhe é aparentado. Quando então se encontra com aquele mesmo que é a sua própria metade, tanto o amante do jovem como qualquer outro, então extraordinárias são as emoções que sentem, de amizade, intimidade e amor, a ponto de não quererem por assim dizer separar-se um do outro nem por um pequeno momento. E os que continuam um com o outro pela vida afora são estes, os quais nem saberiam dizer o que querem que lhes venha da parte de um ao outro. A ninguém com efeito pareceria que se trata de união sexual, e que é porventura em vista disso que um gosta da companhia do outro assim com tanto interesse; ao contrário, que uma coisa quer a alma de cada um, é evidente, a qual coisa ela [é] não pode dizer, mas adivinha o que quer e o indica por enigmas. Se diante deles, deitados no mesmo leito, surgisse Hefesto e com seus instrumentos lhes perguntasse: Que é que quereis, ó homens, ter um do outro?, e se, diante do seu embaraço, de novo lhes perguntasse: Porventura é isso que desejais, ficardes no mesmo lugar o mais possível um para o outro, de modo que nem de noite nem de dia vos separeis um do outro? Pois se é isso que desejais, quero fundir-vos e forjar-vos numa mesma pessoa, de modo que de dois vos torneis um só e, enquanto viverdes, como uma só pessoa, possais viver ambos em comum, e depois que morrerdes, lá no Hades, em vez de dois ser um só, mortos os dois numa morte comum; mas vede se é isso o vosso amor, e se vos contentais se conseguirdes isso. Depois de ouvir essas palavras, sabemos que nem um só diria que não, ou demonstraria querer outra coisa, mas simplesmente pensaria ter ouvido o que há muito estava desejando, sim, unir-se e confundir-se com o amado e de dois ficarem um só. O motivo disso é que nossa antiga natureza era assim e nós éramos um todo; é portanto ao desejo e procura do todo que se dá o nome de amor”.

(1)




Fonte

Platão, O banquete. Col. Os pensadores. São Paulo, Nova Cultural, 1991.

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CLÁSSICOS

“CLASSICALIDADES”