INÍCIO

09 março 2025

HERMES

HERMES DE ASPENDOS


Hermes de Aspendos




Aspendos

Hermes, cabeça de Afrodite e Eros 

Teatro de Aspendos


PANPHILIA PRIMA

Há pouco tempo pesquisadores fizeram descobertas arqueológicas espetaculares: em Aspendos (Antalya), foi descoberta uma estátua de mármore do Deus grego Hermes, o deus mensageiro, da época imperial (séculos II-III d.C.).
Aspendo, localiza-se ao sul da Anatólia, foi fundada pelos gregos, que a transformaram em um importante porto comercial e militar. Depois de passar pelas mãos dos persas, dos macedônios e de Pérgamo, os romanos chegaram no século II a.C. e deixaram sua marca como, por exemplo, um impressionante teatro.
Na última campanha de escavação na cidade, foi encontrada no Ninfeu, fonte consagrada às ninfas, a espetacular estátua de 165 cm, quebrada em pedaços, mas que foi restaurada e montada pelos especialistas. O deus está vestido com uma capa e, em sua mão direita, segura uma bolsa de dinheiro. Isso porque Hermes, além de mensageiro dos deuses, era protetor do comércio. Portava em sua mão esquerda, um kerykeion, caduceu, símbolo comum em suas representações.

Aspendos era uma antiga cidade greco-romana localizada na província de Antália, na Turquia. A cidade foi anexada pela República Romana em 190 a.C., tornando-se a terceira cidade da província romana da Panfília Prima.

Aspendos é famosa por abrigar o teatro mais bem preservado da antiguidade, além de um aqueduto de 19 km de extensão com um sifão invertido ainda conservado. Outros monumentos significativos incluem os vestígios de um estádio, termas, basílica, ágora e ninfeu.
Escavações recentes, encomendadas pelo Ministério da Cultura e Turismo, encontraram uma estátua que retrata Hermes, o mensageiro alado dos deuses e também deus dos viajantes, ladrões e do comércio.
Esculpida em mármore, a estátua foi descoberta entre as ruínas de uma fonte monumental localizada próxima ao portão de entrada sul. Um estudo da área também revelou cabeças de mármore de Afrodite e Eros, além de fragmentos de estátuas que representam Ártemis e Nêmesis.

De acordo com um comunicado à imprensa do Ministério da Cultura e Turismo, a estátua mede 1,65 metros de altura e é retratada vestindo uma capa, segurando uma bolsa e um kerykeion (cajado, caduceu). Ao lado do pé esquerdo, há a representação de um carneiro, uma metáfora da cultura grega antiga para força e coragem.

Teatro de Aspendos 

Outra relíquia romana, é o teatro de Aspendos. Com um diâmetro de 96 metros, o teatro foi construído no século II pelo arquiteto grego Zenon durante o reinado de Marco Aurélio (161-180 d.C.).

Teatro de Aspendos, Türkiye.

A cavea (área dos assentos) é um semicírculo de 95,48 metros de diâmetro, escavado na encosta nordeste da colina e é dividida em duas partes por um único diazoma (corredor horizontal), com 40 fileiras de degraus, tendo capacidade para 7.300-7.600 espectadores, que poderia chegar a 8.500. A cavea (termo latino para “recinto”) refere-se às seções de assentos dos teatros e anfiteatros gregos e romanos. Nos teatros romanos, a cavea é tradicionalmente organizada em três seções horizontais, correspondentes à classe social dos espectadores: 

- A ima cavea é a parte mais baixa da cavea e a que circunda diretamente a arena. Era geralmente reservada para os escalões superiores da sociedade.
- A media cavea vem logo após a ima cavea e era aberta ao público em geral, embora fosse principalmente reservada para homens.
- A summa cavea é a seção mais alta e costumava ser aberta para mulheres e crianças.

Da mesma forma, a fileira da frente era chamada de prima cavea, e a última fileira era chamada de cavea ultima. A cavea também era dividida verticalmente em cunei. Um cuneus (termo latino para “cunha”; no plural, cunei) era uma divisão em forma de cunha, separada pelas scalae ou escadarias.

A parede do palco está completamente intacta, enquanto o teto original de madeira, com 8 metros de profundidade, desapareceu. Ao redor do teatro, foram encontrados 58 buracos onde antes havia postes, que provavelmente serviam para estender um grande toldo (velario) sobre a plateia, protegendo os espectadores do sol.

O teatro foi periodicamente reparado pelos seljúcidas, que o usaram como um paradouro para caravanas, e no século XIII o edifício do palco foi transformado em um palácio pelos seljúcidas de Rum.

Nos tempos modernos, o teatro foi restaurado ao seu estado original e se tornou uma importante atração turística da região. Na primavera e no verão, são realizadas apresentações de ópera e balé no local.










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